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sexta-feira, julho 17, 2026
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Início da colheita do café em Rondônia acontecerá nesta sexta-feira, em Alta Floresta d’Oeste

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Nesta sexta-feira (14), será dado início à colheita do café em Rondônia, durante solenidade marcada para acontecer no município de Alta Floresta d’Oeste, na propriedade do agricultor Dilcionir Serraglio. O evento também faz alusão ao “Dia do Início da Colheita do Café” comemorado na data de 10 de abril e faz parte do calendário oficial de Rondônia. Acontecerá também o lançamento do livro “Robustas Amazônicos – Os cafeeiros cultivados em Rondônia”.

A solenidade será realizada pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri e Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Câmara Setorial do Café do Estado e cafeicultores.

De acordo com o governador Marcos Rocha, “esta data tem o intuito de incentivar os cafeicultores a iniciarem a colheita a partir do momento em que os frutos do cafeeiro estejam maduros. Rondônia está avançando no desenvolvimento e impulsionando o agronegócio, fomentando a cafeicultura com distribuição de mudas de café e calcário, bem como garantindo orientação dada desde o plantio até a colheita, o que resulta no  aumento da produção  no Estado; no final todos colhem bons resultados”, disse.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab apontam que a produção de café em Rondônia deverá atingir 2,94 milhões de sacas de café robusta beneficiado, volume 5,1% maior que o da safra anterior. Para o secretário da Seagri, Luiz Paulo, o grão deverá ocupar 65 mil hectares de área em produção no Estado, mantendo a estimativa de área sem alteração, em relação ao último ciclo. “A qualidade dos cafés produzida em Rondônia tem sido reconhecida em competições nacionais e internacionais. Esses prêmios são importante reconhecimento da qualidade do café produzido e ajudam a fortalecer a imagem do Estado como produtor de café de alta qualidade e sustentável”, afirmou.

De acordo com o secretário adjunto da Seagri, Janderson Dalazen, Rondônia produz variedades de cafés e clones diferentes. Cada um dos clones iniciam a maturação em períodos diferentes, conhecidos como ciclos de maturação precoce, intermediário e tardio. Os cafés precoces iniciam sua maturação em abril e se estende até o mês de agosto, marcando o fim da colheita de café.

“Esta data se tornou muito importante e marcante para os cafeicultores, serve como um marco referencial para o produtor começar a colher o café no ponto máximo de maturação, de pelo menos 80% dos frutos maduros. Nosso Estado tem ganhado visibilidade na produção de café nos últimos anos, principalmente pela Identidade Geográfica Matas de Rondônia, Café Robusta Amazônico, que foi criada para destacar a produtividade, qualidade e sustentabilidade do café no Estado. Nós estamos avançando a cada ano na produção”, informou.

Alckmin defende ampliação de comércio com América Latina

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Brasília (DF), 12/04/2023 - O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, durante abertura do ABDIB Fórum 2023.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu a ampliação do comércio entre o Brasil e os países da América Latina, pois apenas 26% das transações são intrarregionais. “No mundo, embora globalizado, o comércio é tremendamente intrarregional”, disse, nesta quarta-feira (12), na abertura de evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, em Brasília.

Segundo ele, o comércio de Estados Unidos, Canadá e México é 50% entre eles. Na União Europeia e na Ásia, esses números sobem para 60% e 70%. “Temos que começar pelos vizinhos, então, fazer um grande esforço comercial na região, que é para onde nós vendemos caminhão, automóveis, ônibus, autopeças, linha branca, produtos de valor agregado”, disse Alckmin.

Por isso, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sua participação internacional nesse terceiro mandato viajando para a Argentina e Uruguai. Na sequência, esteve nos Estados Unidos, que é o maior investidor no Brasil, e agora está na China com a expectativa que mais de 20 acordos sejam assinados com o país asiático.

Reformas na economia

Segundo Alckmin, o governo está otimista com a aprovação do arcabouço fiscal e, posteriormente, da reforma tributária para alavancar os investimentos no país. Para o vice-presidente, que também é o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil teve uma desindustrialização precoce e preocupante mas, com as medidas, pode recuperar a competitividade.

Com o pacote de medidas fiscais, que ainda deve ser enviado ao Congresso, o governo busca garantir credibilidade e previsibilidade para a economia e para o financiamento dos serviços públicos como saúde, educação e segurança pública.

“A nova ancoragem fiscal é inteligente porque estabelece rigor nos gastos públicos, a curva da dívida vai cair, e de outro lado ela é anticíclica, ou seja, quando a economia crescer muito forte você tem um teto de gasto e quanto tiver mais fraca você tem piso para ajudar a alavancar a atividade econômica”, explicou.

Ainda segundo Alckmin, o papel do crédito é importantíssimo nesse cenário e que deve ser impulsionado com a redução das taxas de juros a partir de melhora da expectativa com a política fiscal do país.

“Três coisas são impactantes: juros, imposto e câmbio. O câmbio está bom, só precisa estar estável, mas ele é competitivo. O imposto vai melhorar com a reforma tributaria, não vai cair, mas vai simplificar e vai estimulara a atividade produtiva. E o crédito, tenho confiança, que vamos entrar com ancoragem fiscal numa redução gradual da taxa Selic, proporcionando um crédito melhor, além de buscar outras formas de amparar o crédito, especialmente com os fundos garantidores”, disse Alckmin.

O presidente em exercício ressaltou que a desaceleração da inflação deverá impactar as decisões do Banco Central sobre a política monetária e o patamar da Selic, a taxa básica de juros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apura a inflação oficial do país, atingiu 0,71% em março, desacelerando em relação a fevereiro, quando ficou em 0,84%, e atingindo o menor patamar desde janeiro de 2021.

“Queremos um desenvolvimento inclusivo com sustentabilidade e estabilidade. E a inflação não é socialmente neutra, ela tira do mais pobre e passa para o mais rico. Então, a queda da inflação é muito importante e ajudará na política monetária, que é a redução do custo do dinheiro, um fator fundamental para atividade econômica”, disse.

Detran Rondônia realiza palestra lúdica sobre segurança no trânsito em escola pública de Porto Velho

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Com a mensagem “No trânsito, escolha a vida”, estabelecida pela Resolução Nº 980 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, que define os temas e o cronograma das campanhas educativas de trânsito a serem realizadas em 2023, a equipe de educação do Departamento Estadual de Trânsito – Detran Rondônia esteve na terça-feira (11), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Branca de Neve, em Porto Velho, palestrando para crianças do 1º ao 5º ano, e a 20 profissionais dos turnos da manhã e tarde.

Com a presença do palhaço “Cadeirinha”, “Tia Vavá” e “Didico”, e os mascotes “Vidinha” e “Ligadinho”, os educadores da Escola Pública de Trânsito – Esptran realizaram a palestra de forma lúdica, com apresentação musical, teatro e sorteio de duas bicicletas, enfatizando sobre atitudes que colaboram para preservar vidas no trânsito. 

“Escolher a vida no trânsito, é ter condutas que assegurem o direito de viver das pessoas, e todos devem praticar boas atitudes que colaborem à paz no trânsito, como respeitar a faixa de pedestre, ser gentil  com todos os que estão no trânsito, utilizar dispositivos de segurança, obedecer ao Código de Trânsito Brasileiro – CTB”, foi o que explicou o palhaço “Cadeirinha”, representado pelo educador e ator do Detran, Marlúcio Emidio, aos alunos da escola.

O governador Marcos Rocha lembra que, “a educação para o trânsito é importante instrumento para estimular no aluno hábitos e comportamentos seguros, bem como reforçando o conhecimento de ações. Trata-se de um processo contínuo de construção de conceitos e valores, para o exercício da cidadania”, destacou.

A professora Vânia de Souza Normando Franco, que há 25 anos leciona para o Ensino Fundamental, destacou a importância de usar o lúdico ao orientar as crianças sobre o trânsito. “As crianças absorvem bem a mensagem entregue pela equipe da Escola Pública de Trânsito do Detran, que de maneira divertida, representando situações cotidianas, falam sobre atitudes que preservam a segurança de todos, e certamente nossos alunos cobrarão de seus pais tais condutas. Nossos motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, devem ser mais atentos e responsáveis com a vida, são estas pequenas ações que resultam diferenças em prol de fazer do trânsito, um espaço de paz para todos”, destacou.

O diretor da Escola Pública de Trânsito, Renato de Moraes Ramalho, destaca que, as ações educativas do Detran fazem parte do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito – Pnatrans, criado pela  Lei nº 13.614, de 11 de janeiro de 2018, e que o Detran aderiu em 2022. 

Orientações de segurança para crianças no trânsito:

  • No trânsito, a criança deve estar sempre acompanhada de um adulto;
  • Ande sempre pela calçada;
  • Não saia correndo pelas ruas, mesmo sendo nas calçadas;
  • Utilize a faixa de pedestre para atravessar a via.

Vídeo: ESCOLAS SEGURAS, JÁ! – Governador Marcos Rocha anuncia mais ações de reforço para a segurança das escolas do Estado.

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Determinei imediatamente o reforço na segurança das escolas, tanto públicas quanto privadas”

“Operação Escola Segura” com o propósito de promover a paz e segurança de toda a comunidade escolar.

Carteira Municipal de Identificação do Autista garante atenção integral em Porto Velho

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Pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), pais ou responsáveis, devem procurar o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) mais perto de sua casa, para solicitar a emissão da Carteira Municipal de Identificação do Autista (CMIA).

“O objetivo desse documento é garantir a atenção integral ao seu portador, bem como a prioridade no atendimento e acesso aos serviços públicos e privados, a exemplo da saúde e educação, além de estabelecimentos como bancos, farmácias, supermercados e lojas, dentre outros”, disse Claudi Rocha, titular da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (SEMASF).

A CMIA é emitida uma única vez, por se tratar de uma carteira de identidade, devendo ser renovada a cada 05 (cinco anos). Até o último dia 5 de abril, 785 unidades já haviam sido expedidas no município.

“A carteira identifica a pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) que, por se tratar de deficiência intelectual, não é facilmente identificada. As pessoas e/ou suas famílias relatavam constrangimentos porque precisavam apresentar laudos para comprovar a condição da pessoa com TEA. A ideia da carteira também é evitar esse tipo de situação e quaisquer formas de discriminação”, explicou Mariana Cartaxo, diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) da Semasf.

O documento contém informações de identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador para trazer mais segurança e autonomia para os beneficiários do serviço.

Mariana Cartaxo explica que o documento pode evitar discriminação

DOCUMENTOS

Para expedição da CMIA é necessário apresentar laudo médico com prazo de validade de 60 meses, documentos pessoais do autista e do responsável, comprovante de endereço, foto 3×4, requerimento que pode ser feito no ato da inscrição e comprovante de tipagem sanguínea.

HORÁRIO

Os Cras funcionam oito horas por dia, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. Além disso, nas ações comunitárias nos bairros e distritos, a exemplo da Tenda da Família Cidadã, também são emitidas as carreiras do autista.

ENDEREÇOS

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Irmã Dorothy
Endereço: rua Fonte Boa, s/n, bairro Socialista, zona Leste. (Indo pela avenida Amazonas, sentido área rural, vire à esquerda na rua Fonte Boa)
Telefone: (69) 3901-2978/ 98473-4364

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Paulo Freire
Endereço: avenida Amazonas, nº 3660, bairro Agenor de Carvalho, zona Leste
Telefone: 3901-2872/ 98473 6076

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Elizabeth Paranhos
Endereço: rua Marechal Deodoro, nº 1828, Centro
Telefone: 3901-2896/98473-4881

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Betinho
Endereço: rua Vila Mariana, nº 9968, Setor 35, Quadra 193, Lote 0081, bairro Mariana
Telefone: 3901-2879/98473-6269

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Dona Cotinha
Endereço: rua Cuaçá, nº 2591, bairro Cohab
Telefone: 3901-3384/98473-6030

-Centro de Referência de Assistência Social – Cras Teodoro Crommo
Endereço: Via 01, Quadra 01, Casa 03. Distrito de Jaci-Paraná.
Telefone: 3236-6178/98473-6178

Maternidade na adolescência afeta mais jovens indígenas

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Hospital de Campanha Yanomami

As adolescentes indígenas são as mais afetadas pela gravidez antes da maioridade e as que têm menos acesso ao acompanhamento pré-natal, mostra pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre os bebês nascidos de mulheres indígenas de 2008 a 2019, quase 30% tiveram jovens indígenas de 10 a 19 anos como mães.

O estudo foi feito em parceria entre o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa). São utilizados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan-Datasus), do Ministério da Saúde.

O número de bebês nascidos de mães adolescentes entre 2008 e 2019 chega a 6.118.205, e, em 95,14% dos casos, as mães tinham entre 15 e 19 anos. A faixa etária mais nova, de 10 a 14 anos, corresponde a menos de 5% das gestações, mas é destacada na pesquisa por “fortes evidências de gravidez relacionada a situações de violência sexual”, segundo a Fiocruz. De acordo com a pesquisa, essas adolescentes tiveram 296 mil bebês no período.

Mães indígenas

A pesquisa resultou em uma cartilha, divulgada em fevereiro, em que constam detalhes dos anos estudados pelos cientistas. Segundo o estudo, a porcentagem de nascidos vivos de mães adolescentes com 15 a 19 anos caiu de 2008 a 2019 entre todas as raças, mas se manteve estável acima dos 25% entre as adolescentes indígenas. Isso significa que, a cada quatro bebês indígenas, um tinha a mãe nessa faixa etária. Entre as pardas, houve queda de 22,76% para 16,77%; entre as pretas, de 18,81% para 13,19%; e, entre as brancas, de 16,26% para 9,18%.

Na faixa etária mais nova, de 10 a 14 anos, o índice entre as indígenas começou o período pesquisado em 3,46% e, 11 anos depois, caiu pouco, para 3,27%, enquanto todas os outros recortes de raça estão abaixo 1%. No caso das meninas brancas, o percentual é de 0,34%.

“Sem entrar no mérito das discussões sobre relativismo cultural, faz-se necessário observar que a perspectiva da gravidez na adolescência de indígenas encontra o desafio da discussão étnico-cultural, sobre o próprio conceito de meninas, adolescentes e mulheres, bem como o processo de transição entre essas fases”, indica o estudo. “Isso posto, faz-se necessário buscar maior detalhamento de informações no processo de construção de evidências e elaboração de políticas públicas focados em povos indígenas. O respeito à autonomia, não violência e o direito de decisão das meninas é princípio fundamental no acesso e fruição dos direitos reprodutivos”.

A frequência de maternidade na adolescência também é maior no Norte e Nordeste. Cerca de 24% dos nascidos vivos no Norte no período pesquisado, são de jovens de 15 a 19 anos, enquanto no Nordeste o percentual chega a 20%. No Centro-Oeste, são 17%; no Sul, 15%; e  no Sudeste, 14,5%.

As mães de 10 a 14 anos do Norte tiveram 1,54% dos bebês nascidos na região naquele período, enquanto, para as do Sudeste, o percentual foi de 0,59%.

Sem pré-natal

O acesso a consultas durante a gestação também tem desigualdades raciais apontadas pela pesquisa. Entre as adolescentes indígenas que tiveram bebês entre os 10 e 14 anos, 10% não tiveram nenhuma consulta de pré-natal. Entre as meninas pretas e pardas da mesma idade, 3,6% e 3,3%, respectivamente, não tiveram acompanhamento. Entre as brancas, a falta de acesso foi relatada por 1,9%.

No grupo de mães indígenas de 15 a 19 anos, somente 26,6% das adolescentes tiveram acesso a pelo menos sete consultas pré-natais, percentual que chega a 64,3% no caso das adolescentes brancas que foram mães na mesma faixa etária.

A pesquisa explica que um pré-natal de qualidade, com a quantidade adequada de consultas, é fator de promoção de partos seguros e saudáveis e de redução dos casos de mortes maternas. O texto acrescenta que “adolescentes, muitas vezes, demoram mais a ter a primeira consulta de pré-natal e podem ter menos consultas ao longo da gestação”. Os motivos para isso podem estar relacionados à maior dificuldade de identificar, processar emocional e socialmente a gravidez e dificuldade de acessar o serviço. As pesquisadoras apontam que também pode haver influência de estigmas em relação à maternidade na adolescência e falta de acolhimento.

Casamentos infantis

No período analisado pelas pesquisadoras, do total de mães adolescentes, 29,2% vivenciavam algum tipo de relação conjugal, seja casamento ou união consensual. Esse índice foi maior entre jovens indígenas, chegando a 42% entre as mães com 15 a 19 anos, e a 31% no caso das que tinham de 10 a 14 anos quando tiveram filhos. 

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) considera casamento infantil a união envolvendo, pelo menos, um cônjuge abaixo de 18 anos. O estudo explica que essas uniões precoces ameaçam a vida e a saúde das meninas, limitando suas perspectivas de futuro e provocando gestações enquanto ainda são adolescentes. Com isso, aumenta o risco de complicações na gravidez ou no parto e a mortalidade nessa faixa etária.

“As evidências mostram que casamentos precoces na América Latina são, em sua maioria, informais e consensuais, frequentemente envolvendo homens adultos e meninas na fase da infância e adolescência. Na região, o Brasil se destaca pelo ranking elevado em números absolutos”, diz a cartilha. “Embora a Lei 13.811/2019 (que alterou o Código Civil Brasileiro) proíba expressamente o casamento de adolescentes menores de 16 anos, a prática permanece ainda relativamente frequente, por diversas razões estruturantes, entre elas a pobreza persistente e as desigualdades de gênero, raça/cor e etnia. Embora tanto meninos quanto meninas vivenciem uniões precoces, meninas são significativamente mais afetadas por essa prática”.

Um total de 69.418 atendimentos em serviços de saúde decorrentes de violência sexual contra meninas e adolescentes foram registrados no país, segundo dados de 2015 a 2019, levantados pela pesquisa no Sinan. As meninas de 10 a 14 anos foram as principais vítimas (66,92%) desses casos.

Adolescentes negras (pretas e pardas) foram as que mais sofreram violência sexual, com 64,18% do total de casos, segundo o estudo. A cada 10 casos, seis aconteceram na residência das vítimas (63%).  

Governo de Rondônia vai sediar 1ª edição da Mostra Indígena de Arte e Cultura

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O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação – Seduc, realizará na terça-feira (18), a 1ª edição da Mostra Indígena de Arte e Cultura – Maloca 2023. O evento é executado pela Diretoria Geral de Educação – DGE e Coordenadoria de Educação Física, Arte, Cultura e Esporte Escolar, por intermédio da Gerência Arte e Cultura Escolar – Gace, Gerência de Educação Escolar Indígena – GEEI e das Coordenadorias Regionais de Educação – CREs Indígena, além da parceria com a Fundação Cultural do Estado de Rondônia – Funcer e Secretária Estadual de Turismo – Setur.

A Mostra Indígena faz parte das ações desenvolvidas dentro do Festival Estudantil Rondoniense de Artes – FERA. Serão atendidas 20 escolas indígenas, com vagas para 80 alunos/artistas, 20 professores e 13 representantes das Coordenadorias Regionais de Educação – CREs Indígena. A mostra vai iniciar a partir das 14h, do dia 18, na sede do Memorial Rondon, localizada na Estrada do Santo Antônio, n° 4863.

Segundo a secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Pacini, o objetivo é difundir as artes no contexto escolar, proporcionando o intercâmbio entre alunos/artistas indígenas da Rede Estadual de Educação, nas diversas linguagens artísticas. “Queremos incentivar a produção artística indígena de grande porte, contribuindo para experiências dos estudantes como performers, em um contexto mais amplo do que a produção feita em sala de aula ou outro ambiente apropriado”, destacou.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha acrescentou sobre a relevância de a Seduc oportunizar uma mostra indígena de arte e cultura. “Promover intercâmbio escolar das diferentes produções artísticas, realizadas nas escolas indígenas, vai possibilitar a troca de saberes entre pesquisadores, arte-educadores e estudantes indígenas. Este evento é a oportunidade que o Estado, por intermédio da Seduc, quer estabelecer e consolidar para realização de debates, formação artística e trocas de opiniões, reconhecimento de atividades artísticas que acontecem e contribuem para a formação integral dos estudantes indígenas”, apontou.

Ainda de acordo com a secretária, a categoria para atendimento individual ou grupo, se dará a partir dos 12 anos, para todos os segmentos: música, dança, cinema, fotografia, pintura/desenho, performance livre. “Todas as categorias terão temas livres, porém, preferencialmente com foco na arte tradicional de sua etnia”, explicou Ana Pacini.

 PROGRAMAÇÃO

Maloca – Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena

Local: Memorial Rondon

1º DIA – 18/4/2023 (terça-feira)

Período: tarde, das 14h às 18h – Cerimônia de abertura no Memorial Rondon (fala das autoridades, professores indígenas e alunos);

Local: Teatro Guaporé

2º DIA – 19/4/2023 (quarta-feira)

Período: tarde, às 14h – Apresentações artísticas, aberto à comunidade.

Polícia Federal ouve depoimento de militares sobre atos golpistas

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A Polícia Federal ouve nesta quarta-feira (12) o depoimento de cerca de 80 militares sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Devem ser ouvidos militares das Forças Armadas e Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Entre os que devem depor estão o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que chefiava o Comando Militar do Planalto no dia dos ataques, e o coronel Jorge Fernandes da Hora, que comandava o Batalhão da Guarda Presidencial.

Em fevereiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que cabe à Corte julgar militares eventualmente envolvidos nos atos.

O ministro também abriu investigação sobre a participação ou possível omissão de militares da Polícia Militar do Distrito Federal e das Forças Armadas nos atos.

Moraes tomou a decisão ao analisar um requerimento da Polícia Federal para investigar eventuais crimes cometidos por militares.

Ao fazer o pedido de investigação para Moraes, a PF justificou que policiais militares ouvidos na 5ª fase da Operação Lesa Pátria “indicaram possível participação/omissão dos militares do Exército Brasileiro, responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Batalhão da Guarda Presidencial”.

O ministro afirmou que os crimes em questão estão todos previstos no Código Penal e que a lei não faz distinção entre investigados civis ou militares.

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar convencido de que “muita gente” da Polícia Militar do Distrito Federal e das Forças Armadas foi “conivente” com os criminosos.

Vídeos feitos durante os ataques às sedes dos três poderes em Brasília mostram que militares do Exército Brasileiro dificultaram a ação da Polícia Militar do Distrito Federal. Houve até discussão entre PMs e soldados, que pareciam proteger os vândalos. Assista a seguir:

Em nota, a assessoria de imprensa do Exército Brasileiro disse que “o vídeo exibido está fora de contexto. Quando a Polícia Militar do DF adentrou no local, a situação já estava controlada pela tropa do Exército, com os manifestantes sob custódia. A PMDF não foi impedida de entrar no Palácio do Planalto”.

Sedec realizará primeiro Feirão Limpa Nome 2023, em Porto Velho

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Consumidores poderão quitar suas dívidas com desconto de até 90% durante a 1ª edição do Feirão Limpa Nome 2023, realizada pela Secretaria do Estado de Desenvolvimento Econômico – Sedec por meio do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Rondônia em parceria com a Serasa Experian, durante os dias 27 a 29 de abril. O evento acontecerá na sede do Tudo Aqui, no 2° piso, localizado à Avenida 7 de Setembro, n° 830, Centro, das 8h às 16h. O consumidor deverá comparecer em posse dos documentos pessoais e comprovante de residência.

O Feirão é uma oportunidade para efetivar a renegociação de dívidas diversas, como: água, energia elétrica, telefonia, bancos e comércios em geral. Segundo a coordenadora do Procon Rondônia, Mayara Metran, o trabalho está focado em auxiliar o consumidor a regularizar suas dívidas. “Estamos trabalhando quanto ao auxílio e conscientização para a população poder regularizar seus débitos com descontos e parcelamentos acessíveis a todos”, destacou a coordenadora.

Para o governador Marcos Rocha, o objetivo é permitir que os consumidores que estejam endividados possam negociar seus débitos e seguir a vida com mais tranquilidade. “Os portovelhenses poderão sanar suas dívidas com descontos e condições diferenciadas. Tudo para propiciar oportunidades de negociações para a população”, destacou.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Sérgio Gonçalves, o Feirão Limpa Nome realizado pela Sedec é uma importante oportunidade de estar mais próximo da população e entender as suas necessidades. “Que durante os dias do evento todos possam realizar a negociação da sua dívida com praticidade, segurança e principalmente com economia”, pontuou.

Brasileiras que tiveram malas trocadas por bagagens com droga deixam prisão na Alemanha, diz família

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As brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, presas na Alemanha em 5 de março após terem as malas trocadas por bagagens com droga, saíram da prisão nesta terça-feira (11), segundo Lorena Baía, irmã de Kátyna. O Ministério Público do país europeu autorizou a liberação das brasileiras.

De acordo com Chayane Kuss de Souza, advogada de defesa das brasileiras, elas foram inocentadas e não precisaram esperar nenhum trâmite processual.

“Não precisa de chancela do juiz. Elas serão soltas hoje. Na Alemanha funciona assim. A legislação permite que, quando o Ministério Público arquiva o processo, que peça então que sejam liberadas”, explicou Chayane antes de as mulheres serem soltas.

O consulado do Brasil em Frankfurt informou nesta manhã que um representante do governo brasileiro foi enviado esta manhã para o centro de detenção provisória e a advogada da família estava a caminho.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também conhecido como Itamaraty, divulgou uma nota, nesta terça-feira, informando que recebeu com satisfação a informação da soltura das brasileiras. A nota diz ainda que o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt fez visitas no presídio e intermediou contato com os familiares e advogados de Kátyna e Jeanne.

O Itamaraty também falou que “manteve coordenação estreita” com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que enviou provas pedidas pela Justiça alemã (veja íntegra ao fim do texto).

Presas após troca de etiquetas de malas

O sonho de viajar 20 dias pela Europa acabou em prisão por tráfico internacional de drogas em 5 de março desse ano, horas antes do desembarque em Berlim, na capital da Alemanha, o primeiro país que as goianas Jeanne Paolline e Kátyna Baía queriam conhecer. Elas também planejavam conhecer a Bélgica e a República Tcheca.

Lorena, irmã de Kátyna, conta que elas planejaram a viagem com muita antecedência. O objetivo dos dias pela Europa era celebrar um novo momento da vida profissional dela.

A prisão do casal em Frankfurt, a última conexão que faria antes de Berlim, motivou uma operação da Polícia Federal para descobrir o que aconteceu com as malas que foram despachadas em Goiânia e nunca chegaram ao país europeu.

Em Frankfurt, a polícia apreendeu no bagageiro do avião duas malas com 20kg de cocaína cada, etiquetadas com os nomes de Jeanne e Kátyna. A prisão aconteceu na fila de embarque da escala, sem que elas pudessem ter visto as malas.

A Polícia Federal em Goiás começou a investigar o caso após a prisão das goianas. As imagens das câmeras de seguranças do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, mostram o desembarque de duas malas, uma branca e uma preta.

Jeanne conta que, na hora da prisão, não entendeu o que estava acontecendo. “Eu caminhei algemada pelo aeroporto de Frankfurt, escoltada por vários policiais, sem saber o que estava acontecendo. Só depois de muito tempo que chegou uma intérprete que informou que nós estávamos sendo presas por tráfico de drogas. E assim que o policial apresentou as supostas malas, nós falamos de imediato que aquelas malas não eram nossas”, disse Jeanne.

Essas malas foram despachadas no aeroporto goiano, mas no meio do caminho, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o maior do Brasil, as etiquetas foram trocadas por funcionários terceirizados que cuidavam das bagagens.

Segundo a Polícia Federal, nas escalas internacionais, o passageiro despacha a mala no aeroporto de origem e só pega de volta no destino final, ou seja, Jeanne e Kátyna nem viram a troca das bagagens e das etiquetas.

Íntegra da nota do Itamaraty

“O Ministério das Relações Exteriores recebeu com satisfação a informação de que as cidadãs brasileiras Jeanne Cristina Paolini Pinho e Katyna Baía de Oliveira, que estavam presas desde 6/3/23 em Frankfurt, na Alemanha, foram liberadas hoje.

Ao longo do último mês, o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt realizou visitas consulares, em diferentes ocasiões, às nacionais no presídio, além de ter conduzido gestões junto às autoridades carcerárias e judiciárias locais para acompanhar o trâmite legal. Intermediou, ainda, contatos com familiares e advogados das brasileiras. Representante daquela repartição consular recebeu hoje, no aeroporto de Frankfurt, familiares das brasileiras e os acompanhou ao presídio para o momento da soltura.

Ao longo do processo, o Itamaraty manteve coordenação estreita com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que conduziu o envio dos elementos de prova solicitados pela Justiça alemã por meio dos instrumentos de cooperação jurídica internacional.”

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