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terça-feira, julho 14, 2026
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Juliana Amorim, delegada no Rio de Janeiro, é exonerada após fazer vídeo trolando apreensão de drogas

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Após publicar em suas redes sociais um vídeo humorístico com uma apreensão de drogas realizada na última segunda-feira (28), Juliana Amorim, recém-chegada a 53ª DP (Mesquita), na Baixada Fluminense, foi exonerada pela Polícia Civil.

No vídeo publicado, a ex-delegada aparece fazendo diversas poses com as drogas ao fundo, um gif de algemas aparece e também a frase “53ª DP manda em tudo”. Na sequência da publicação, Juliana aparece fazendo gestos com a frase “só para lembrar quem se esqueceu…” no rodapé da filmagem.

Nesta manhã, a rede social utilizada por Juliana para fazer a divulgação do vídeo tinha sido deletada.

A Polícia Civil, por meio de nota, afirmou que a ex-delegada foi exonerada e que o cargo de delegada não é “para ficar fazendo gracinha ou piada. É um posto sério que tem que passar a imagem de respeito que a população merece”.

 

Imagens obtidas pela Fiocruz e Inmetro mostram coronavírus em ação

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Imagens com ampliação de 200 mil vezes mostram claramente a ação do novo coronavírus infectando células. O registro, divulgado nesta quinta-feira (1º), foi feito por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

As fotografias foram obtidas através de microscopia de alta resolução. Elas mostram que as células infectadas apresentam prolongamentos de membrana, chamados de filopódios, que formam conexões com outras células. A alteração pode ser uma das estratégias do vírus para ampliar a infecção.

“Os prolongamentos de membrana participam do processo de liberação das partículas virais que se replicam no interior das células infectadas. Além disso, promovem comunicação intercelular, que acreditamos estar relacionada com a transferência de partículas virais para as células adjacentes, maximizando, assim, o processo de infecção”, explicou a pesquisadora Débora Ferreira Barreto Vieira, do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do IOC, coordenadora da pesquisa.

As informações foram divulgadas pela assessoria da Fiocruz na internet. Nas imagens, ampliadas em até 200 mil vezes, é possível observar diversos prolongamentos de membrana nas células infectadas e a conexão entre as células vizinhas. Muitas partículas virais são vistas na superfície celular, inclusive sobre os filopódios.

De acordo com a pesquisadora, os prolongamentos de membrana são causados por alterações do citoesqueleto celular provocadas pela infecção. “São poucos os vírus que causam esse tipo de alteração em células, como ebola e Marburg. O processo que leva as células a ter esse tipo de alteração na infecção pelo SARS-CoV-2 é uma questão que ainda está em aberto e que queremos investigar”, disse Débora.

O estudo foi realizado com células Vero, derivadas de rim de macaco e muito usadas em pesquisas sobre virologia. As imagens são resultados preliminares do projeto de pesquisa ‘Estudo da morfologia, morfogênese e patogênese do SARS-CoV-2 em sistemas in vitro, in vivo’, realizado em colaboração entre Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral e o Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC.

As fotografias foram registradas com um microscópio de alta resolução de feixe triplo de íons, em cooperação com os pesquisadores Braulio Archanjo e Willian Silva, do Laboratório de Microscopia Eletrônica do Inmetro.

Senado aprova uso de aviação agrícola para combate a incêndios

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O Senado aprovou hoje (1º) um projeto de lei que autoriza o uso de aviões agrícolas no combate a incêndios florestais. O projeto é do senador Carlos Fávaro (PSD-MT) e, por isso, ainda seguirá para análise da Câmara dos Deputados. 

O projeto altera o Código Florestal, de 2012, que estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas de preservação, dentre outros assuntos correlatos. O projeto determina que os planos de contingência para o combate aos incêndios florestais dos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) conterão diretrizes para o uso da aviação agrícola no combate a incêndios em campos ou florestas.

O relator do projeto, senador Diego Tavares (PP-PB), destacou o momento pelo qual passa o pantanal, com vários incêndios devastando a flora e a fauna local há semanas.

“A rapidez com que o fogo tem se alastrado no país exige do Congresso Nacional agilidade na proposição de iniciativas que possam contribuir para a ação dos órgãos competentes para a prevenção e o combate aos incêndios florestais, na esfera federal e estadual”, destacou Tavares.

O texto aprovado no Senado define que os aviões agrícolas utilizados para combate a incêndios deverão atender às normas técnicas definidas pelas autoridades competentes do poder público. Além disso, essas aeronaves deverão ser pilotadas por profissionais devidamente qualificados, na forma do respectivo regulamento, para o desempenho dessa atividade.

De acordo com Fávaro, o projeto traria economia aos cofres públicos, uma vez que não seria necessário comprar aviões, contratar pilotos e arcar com custos de manutenção das aeronaves e treinamento dos pilotos, dentre outros. Segundo o autor do projeto, o poder público precisaria apenas terceirizar plantões e horas de voo, e somente nos meses em que ocorrem os incêndios.

A aviação agrícola é usada para aplicações de fertilizantes, fungicidas, inseticidas e herbicidas. Uma das particularidades desse tipo de aviação são os voos rasantes a uma distância de aproximadamente 3 metros do solo, para aplicação correta das substâncias. Por isso, esse tipo de voo requer muita habilidade dos pilotos.

Por obras, Bolsonaro quer R$ 1,4 bi do MEC

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O presidente Jair Bolsonaro propôs ao Congresso Nacional um corte de R$ 1,4 bilhão nos recursos do Ministério da Educação para acomodar gastos com obras e outras ações patrocinadas pelo Congresso Nacional. A pasta recebeu a maior tesourada na proposta de remanejamento de R$ 6,118 bilhões, formalizada ontem ao Legislativo.

O Ministério do Desenvolvimento Regional foi o maior beneficiado e deve receber R$ 2,3 bilhões. Outro R$ 1,06 bilhão ficará com a Infraestrutura. O restante será dividido entre Saúde, Minas e Energia e Agricultura.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o remanejamento faz parte do acerto de Bolsonaro com o Congresso para destravar uma parte inicial do Plano Pró-Brasil de investimentos, cujo maior entusiasta é o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O ministro tem viajado com o presidente para diversas regiões do País para inaugurações e tem repetido que a ordem de Bolsonaro é não deixar nenhuma obra paralisada.

Os parlamentares também cobraram maior espaço no Orçamento e ganharam poder para indicar mais de R$ 3 bilhões do crédito. Os cortes ainda precisam do aval do Congresso para serem efetivados.

Desde que Bolsonaro bateu o martelo sobre garantir o dinheiro para as obras, os ministérios travaram uma guerra silenciosa nos bastidores para tentar blindar o próprio cofre. Como revelou o Estadão, o corte inicial no MEC seria até maior, de R$ 1,57 bilhão.

A Defesa, que reclamou do possível corte de R$ 430 milhões, perdeu menos: R$ 330 milhões. A Cidadania também conseguiu reduzir a tesourada de R$ 487 milhões para R$ 385,2 milhões.

Também perderam recursos Economia (R$ 615,6 milhões), Justiça (R$ 300 milhões), Turismo (R$ 148,7 milhões) e Presidência (R$ 9,9 milhões).

‘Poupança contábil’

Para evitar um aperto ainda maior nos órgãos, o governo ainda tirou R$ 724,5 milhões da reserva de contingência, uma “poupança contábil” para o governo ter de onde tirar dinheiro em emergências.

A Junta de Execução Orçamentária (JEO), formada pelos ministros da Economia e da Casa Civil, reviu os cortes após os órgãos terem lançado uma ofensiva para tentar escapar dos bloqueios. Muitos enviaram ofícios à equipe econômica elencando riscos aos programas em andamento e colocaram a “culpa” pelos cortes na Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto e pela ponte com os parlamentares.

Publicada lei que destina R$ 20 bilhões para empréstimos a empresas

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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, promulgou a lei nº 14.068/2020, que abre crédito extraordinário de R$ 20 bilhões para a União conceder garantia a empréstimos feitos por bancos a empresas com receita bruta entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões. A lei foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União.

O texto, originário da Medida Provisória (MP) 977/2020, foi aprovado da forma como foi editada pelo governo em junho. O dinheiro será usado para garantir empréstimos dentro do Programa Emergencial de Acesso a Crédito com o Fundo Garantidor de Investimentos (Peac-FGI), gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para reforçar esse fundo, os recursos serão liberados a partir da contratação de operação de crédito interna (contratos ou emissão de títulos da dívida pública).

Pandemia

O objetivo da medida é ajudar pequenas e médias empresas afetadas pela crise econômica causada pela pandemia de covid-19. Nesse cenário, os modelos de risco das instituições financeiras não conseguem prever as taxas de inadimplência, e, assim, elas recuam na concessão de empréstimos a empresas, sobretudo de menor porte.

“Em razão do ambiente de incertezas, os modelos de riscos adotados pelas instituições financeiras não são suficientemente precisos na previsão de taxas de inadimplência nesses próximos meses, levando a posturas conservadoras na concessão de crédito, especialmente para empresas de menor porte, devido à ausência de histórico de crédito, maior risco e custo transacional mais elevado”, justificou o governo, ao publicar a MP.

Além das pequenas e médias empresas, poderão ter acesso ao financiamento com garantia associações, fundações de direito privado e sociedades cooperativas, exceto as de crédito.

Governo edita MP que amplia margem de empréstimo consignado para aposentados

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O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (1º) uma medida provisória que eleva, em cinco pontos percentuais, a margem de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto, e a medida provisória deve ser publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta (2). Por ser uma MP, as regras entram em vigor imediatamente e são enviadas à aprovação do Congresso Nacional.

Hoje, quem recebe aposentadoria ou pensão pelo INSS pode solicitar empréstimos consignados que comprometam até 35% do valor do benefício, além de outros 5% para usar cartão de crédito na modalidade saque.

Com a MP, o limite de comprometimento passará para 40% do benefício, mantidos os 5% para o saque.

Segundo o Planalto, o novo limite valerá para empréstimos concedidos até 31 de dezembro. O objetivo, diz o governo, é possibilitar que “potenciais endividados tenham acesso a empréstimos consignados com juros menores”.

O empréstimo consignado é aquele cujas parcelas são cobradas diretamente na folha de pagamento ou benefício. Os juros são mais baixos, porque o tomador não tem a opção de dar calote. Ao mesmo tempo, o limite é estabelecido para evitar que o titular do empréstimo entre em complicação financeira.

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 2 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

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O Brasil tem 144.805 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (2), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de quinta-feira (1°), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR.

Veja os números consolidados:

  • 144.805 mortes confirmadas
  • 4.849.758 casos confirmados

Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 144.767 mortes confirmadas, 881 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 698 óbitos, uma variação de -9% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Desde o dia 14 de setembro a tendência na média móvel de mortes está em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Antes disso, o país passou por um período de uma semana seguida com tendência de queda no registro de mortes por Covid.

Em casos confirmados, eram 4.849.229 brasileiros infectados com o novo coronavírus desde o início da pandemia, 35.643 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 26.859 por dia, uma variação de -12% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade.

Brasil, 1º de outubro

No total, 4 estados apresentam alta de mortes: Espírito Santo, Amazonas, Roraima e Ceará.

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Em Roraima, a média saltou de 1 para 3 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 375%. A média é, em geral, em números decimais e arredondada para facilitar a apresentação dos dados.

No Amazonas, a média voltou a ser impactada por mortes de meses anteriores cujas causas foram revisadas para Covid pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. Das 117 mortes registradas no boletim do estado nesta quinta, 114 ocorreram em abril e maio e só agora foram somadas à conta.

Estados

  • Subindo (4 estados): ES, AM, RR e CE
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (12 estados): PR, SC, MG, GO, AP, AL, BA, MA, PB, PE, RN e SE
  • Em queda (10 estados + DF): RS, RJ, SP, DF, MS, MT, AC, PA, RO, TO e PI

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com mortes por Covid em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes por Covid em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes por Covid em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes por Covid em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes por Covid em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes por Covid em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: -13%
  • RS: -16%
  • SC: -10%

Sudeste

  • ES: +28%
  • MG: -2%
  • RJ: -23%
  • SP: -16%

Centro-Oeste

  • DF: -34%
  • GO: +6%
  • MS: -17%
  • MT: -16%

Norte

  • AC: -27%
  • AM: +149%
  • AP: +8%
  • PA: -51%
  • RO: -30%
  • RR: +375%
  • TO: -29%

Nordeste

  • AL: -12%
  • BA: +8%
  • CE: +39%
  • MA: +1%
  • PB: -9%
  • PE: +10%
  • PI: -40%
  • RN: -12%
  • SE: +9%

Salles cria grupo para estudar fusão entre Ibama e Instituto Chico Mendes

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criou um grupo de trabalho para analisar uma possível fusão entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A medida está em uma portaria publicada na edição desta sexta-feira (2) do “Diário Oficial da União”.

O Ibama foi criado por uma lei de 1989 e tem entre as suas atribuições:

  • exercer o poder de polícia ambiental, ou seja, fiscalizar e aplicar multas por crimes cometidos contra o meio ambiente;
  • executar ações e políticas nacionais para o setor;
  • emissão de licenciamento ambiental;
  • autorização do uso de recursos naturais.

Já o ICMBio foi criado em 2007 e assumiu algumas das funções que antes eram de competência do Ibama, como:

  • implantação, gestão e monitoramento de unidades de conservação;
  • execução de programas de pesquisa, proteção e preservação da biodiversidade.

De acordo com a portaria, o grupo de trabalho vai “realizar os estudos e análises de potenciais sinergias e ganhos de eficiência administrativa” de uma fusão entre os dois órgãos. O texto estabelece que o grupo será composto por membros do ministério, do Ibama e do ICMBio e não prevê a participação da sociedade civil nas discussões.

O prazo para a entrega do relatório com as conclusões do grupo é de 120 dias a partir da primeira reunião, cuja data não está fixada na portaria.

A ação de Salles de oficializar os estudos para a fusão dos dois órgãos acontece poucos dias depois de o Conselho Nacional do Meio Ambiente, que é presidido pelo ministro, revogar regras que protegiam manguezais e restingas.

Essa revogação, criticada por entidades que atuam na proteção ao meio ambiente, acabou suspensa por decisão da Justiça nesta semana.

Já na quinta (1º), em resposta a uma ação movida pelo PT contra a decisão do Conama, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, determinou que a Salles que preste, em 48 horas, informações sobre a revogação.

O Conama é responsável por estabelecer as diretrizes para licenças ambientais e normas para manter a qualidade do meio ambiente, que têm força de lei. Ele reúne representantes do governo e também da sociedade civil, mas um decreto do presidente Jair Bolsonaro encolheu a participação da sociedade civil no conselho, de 22 votos para quatro.

A criação do grupo de estudos ocorre ainda em meio ao aumento das críticas ao Brasil, inclusive internacionais, devido à política ambiental adotada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, ao aumento do desmatamento da Amazônia e à devastação provocada pelos incêndios no Pantanal.

BC publica resolução que proíbe cobrar de pessoas físicas pelo uso do PIX

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O Banco Central do Brasil publicou nesta sexta-feira (2), no Diário Oficial, uma resolução que determina as possibilidades de bancos e financeiras cobrarem de seus clientes pelo uso do PIX. De acordo com o texto, as instituições financeiras não poderão cobrar tarifas pelo serviço das pessoas físicas, incluindo empresários individuais.

A isenção é válida para pagamentos feitos, tanto em transferência e compra, como para dinheiro recebido com a finalidade de transferência. A exceção são os recursos recebidos com a finalidade de compra – isto é, a pessoa física ou empresário individual que efetuar uma venda de produto ou serviço e receber o dinheiro via PIX, poderá ter que pagar tarifa dessa operação.

As instituições financeiras também poderão cobrar tarifa das pessoas jurídicas, tanto pelo envio quanto pelo recebimento de dinheiro por meio do PIX, assim como pela prestação de serviços acessórios relacionados ao envio ou recebimento de recursos.

Qualquer cliente também poderá ter que pagar tarifa se, podendo fazer a transação por meio eletrônico (site ou aplicativo), preferir fazê-la presencialmente ou pelo telefone.

A resolução também autoriza a cobrança de tarifa de cliente pela prestação do serviço de iniciação de transação de pagamento. Esse tipo de serviço operacionaliza os pagamentos, usando uma conta que o usuário tenha em uma instituição financeira ou de pagamentos (semelhante ao serviço oferecido pelas maquininhas de cartão). É vedado cobrar essa tarifa do cliente pagador se a instituição que prestar o serviço for a mesma onde o pagador tem conta.

Tarifas claras

O BC determinou ainda que o valor da tarifa cobrada deverá ser informado no comprovante do envio e do recebimento de recursos por meio do PIX, e do serviço de iniciação de transação de pagamento.

Os valores também deverão ser informados nos extratos das contas, assim como nos extratos anuais consolidados de tarifas. Deverão estar também disponíveis em tabelas de tarifas no site e nos demais canais eletrônicos das instituições financeiras.

Trump anuncia que ele e Melania testaram positivo para Covid-19

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada desta sexta-feira (2) que ele e a primeira-dama, Melania, tiveram diagnóstico positivo para o coronavírus e entraram em isolamento.

“Esta noite, Melania e eu testamos positivo para Covid-19. Começaremos nosso processo de quarentena e recuperação imediatamente. Vamos passar por isso juntos!”, postou Trump em uma rede social.

 

Trump e Melania foram submetidos aos testes na quinta-feira (1º), após a assessora do presidente norte-americano Hope Hicks, de 31 anos, ter contraído o vírus.

A assessora esteve a bordo do avião presidencial com Trump na última terça-feira (29), para acompanhar a ida do presidente a Cleveland, onde ele participou do primeiro debate eleitoral com o candidato do Partido Democrata, Joe Biden.

Por conta do caso da assessora, Trump e Melania entraram em quarentena algumas horas antes de saber do resultado dos seus próprios testes.

Trump tem 74 anos e, de acordo com a rede americana CNN, é levemente obeso. Esses dois fatores o tornam mais suscetível a desenvolver sintomas graves da Covid-19.

Viagens e encontros sem máscara

A assessora Hope Hicks também viajou com o presidente Trump na quarta-feira (30), para um comício no estado de Minnesota. No evento, muitos participantes não usaram máscaras. Na mesma viagem, Trump foi a um evento particular para levantar dinheiro para a sua campanha na casa de um doador de Minneapolis, capital do estado.

Antes do debate com Joe Biden de terça-feira, Trump participou de sessões de preparação com membros de sua equipe em salas da Casa Branca. De acordo com o jornal “The New York Times”, os funcionários passam por testes com frequência, e, por isso, deixam de usar máscaras e tomar outras medidas de precaução.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Trump já expressou ceticismo em relação ao vírus e questionou a eficácia das máscaras no combate à Covid-19. No começo da pandemia, ele afirmou que a doença era como uma gripe. Um mês depois, disse que é uma doença perversa.

Ao longo dos últimos meses, Trump ora tem afirmado que máscaras são importantes e que usá-las “é a coisa patriótica a se fazer” ora tem ironizado o uso delas.

Na quinta-feira (1), Trump viajou a um de seus clubes de golfe em Nova Jersey, onde participou de um evento para levantar recursos para a campanha. Lá, ele esteve em contato com seus apoiadores. De acordo com o jornal “The Washington Post”, o presidente não usou máscara durante o dia.

Presidente está bem, diz médico da Casa Branca

O porta-voz da Casa Branca, Judd Deere, declarou apenas que Trump “leva muito a sério sua saúde, bem como a de todos que trabalham para ele”.

O médico da Casa Branca, Sean Conley, informou que Trump “está bem” e “cumprirá suas funções sem interrupções”. Ele não especificou quantos dias o casal ficará em quarentena. Médicos e especialistas indicam ao menos 14 dias de isolamento.

Por enquanto, o presidente tem sintomas leves, semelhantes aos de uma gripe, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Uma viagem à Flórida marcada para esta sexta-feira (2) foi cancelada.

Primeira-dama

A primeira-dama Melania se manifestou sobre o diagnóstico em uma rede social. Ela pediu aos americanos para se protegerem.

“Como muitos americanos fizeram este ano, Donald Trump e eu estamos em quarentena em casa após teste positivo para Covid-19. Estamos nos sentindo bem, e adiei todos os próximos compromissos. Por favor, certifique-se de que você está seguro e vamos todos passar por isso juntos”, postou Melania.

Máscara no debate

Durante o primeiro debate da corrida à Casa Branca, Trump e Biden discutiram a pandemia no EUA. Trump insistiu na ideia de que a imprensa quer prejudicá-lo ao criticar a condução das medidas contra a pandemia, embora, segundo ele, até mesmo governadores democratas elogiem suas iniciativas no combate à pandemia. Biden deu risada da afirmação.

Trump acusou Biden de querer manter os EUA fechados e disse que isso iria destruir o país. O democrata afirmou que era a favor de manter medidas de segurança necessárias para evitar o aumento do número de casos e mortes.

O presidente chegou a ironizar o uso de máscaras, dizendo que muitos especialistas não recomendam a prática:

“Eu não uso uma máscara como (Biden), toda vez que você o vê, ele tem uma máscara. Ele pode estar falando a 60 metros de distância e aparece com a maior máscara que eu já vi”, disse Trump.
 

Em post em uma rede social na manhã desta sexta-feira, Biden desejou, em nome dele e de sua esposa, Jill Biden, uma rápida recuperação para Trump e Melania. “Continuaremos orando pela saúde e segurança do presidente e de sua família”, postou o candidato democrata.

Trump contraiu o vírus a uma mês da eleição presidencial nos EUA, marcada para o dia 3 de novembro. Em isolamento, ele não poderá fazer campanha presencial.

O calendário de debates previa dois outros encontros antes da votação, nos dias 15 e 22 de outubro.

Com mais de 7,2 milhões de casos e 207 mil mortes, os Estados Unidos são o país com o maior número de infecções e óbitos por Covid-19 em todo o mundo.

Vice-presidente não está infectado

O teste para coronavírus do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, deu negativo, disse seu porta-voz nesta sexta-feira (2).

Os exames da esposa de Pence, Karen, também apresentaram resultado negativo. O casal estava com Trump no debate da última terça-feira ao lado de Hope Hicks, uma das principais assessoras de Trump e a primeira a apresentar sintomas da doença.

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