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segunda-feira, julho 13, 2026
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Agroindústria familiar agrega valor à produção com venda de mandioca descascada e congelada em Chupinguaia

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Há mais de sete anos recebendo orientações dos extensionistas da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), a família do produtor rural Amirante Ferreira Alves, localizada na linha 115, estrada projetada, no município de Chupinguaia celebra a pequena agroindústria de beneficiamento da mandioca. Com uma mão de obra familiar formada por sete pessoas, o empreendimento produz 500 quilos por semana do produto agroindústria Primavera, congelado e embalado à vácuo.

Durante a visita técnica, o diretor presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, acompanhado do diretor técnico, Anderson Kühl e da equipe local, teve a oportunidade de comprovar o rendimento que o agricultor vem obtendo com a atividade, que faz parte do fortalecimento dos serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater) que o Governo de Rondônia vem priorizando dentro de seu plano estratégico para o desenvolvimento da agricultura no Estado.

As visitas estão sendo realizadas em vários municípios e em diversas atividades agroeconômicas, e o que se tem visto é que as políticas públicas estão trazendo saldo positivo para a família rural. “A proposta do Governo é a verticalização das informações com acompanhamento contínuo das ações que estão sendo realizadas no setor”, explica Brandão.

Em conversa com os visitantes, o produtor contou que inicialmente queria montar um abatedouro de aves, mas foi orientado pelos extensionistas da Emater-RO que a agroindústria familiar traria um melhor retorno, já que o custo e manutenção para a construção de uma sede seria mais vantajoso no momento. Assim, ele optou em implantar uma área de um hectare para produzir mandioca. Hoje, para atender a sua demanda ele adquire mandioca da produção de seus vizinhos.

A agroindústria Primavera é uma atividade essencialmente familiar, que gera empregos de forma direta e indireta na região. Trabalhando com um pouco mais de dois terços de sua capacidade total (a agroindústria tem capacidade de produção de 700 quilos por semana), senhor Almir, como é mais conhecido, participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ambos incrementados pela política pública de governo para fortalecimento da agricultura familiar, e comercializa seu produto nos supermercados e feiras da região.

A propriedade da família Ferreira Alves, além da mandiocultura, produz ainda café clonal em uma área de 1,2 hectares, que foi iniciada sob orientação e assistência técnica dos extensionistas da Emater-RO, meio hectare plantado com coco e banana, além de três estufas de olericultura e um tanque para produção de peixes, um poço artesiano e um pequeno aviário, adquiridos através da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, na linha Mais Alimentos e Pronaf Jovem.

Além da visita à propriedade e à agroindústria, a equipe de Emater-RO se reuniu com o presidente e diretor, no escritório local de Chupinguaia, para alinhar informações de ação dos serviços de assistência técnica e extensão rural com trabalho voltado para a propriedade familiar.

Espaços históricos ilustram o desenvolvimento de Porto Velho em 106 anos de criação

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Os 106 anos de criação de Porto Velho acontecem em ano atípico. A mais extensa capital estadual do País, com aproximadamente 600 mil habitantes, é atualmente o município mais populoso do Estado de Rondônia [caminhando para dois milhões de habitantes] até o final da década atual.

A pandemia mundial da Covid-19 impede atos festivos e até visitações a museus e memoriais, impossibilitando a busca de conhecimentos onde a história repousa.

Em tempos normais, no Museu da Memória [antigo Palácio Presidente Vargas] as pessoas podem manusear coleções de jornais impressos e mapas confeccionados por engenheiros da antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). A riqueza arqueológica ali guardada, e cujos estudos vêm avançando, tem peças avaliadas em 45 mil anos.

O pátio onde se encontra a antiga estação central da ferrovia vem sendo reconstruído e remodelado desde 2019 pela Prefeitura, entretanto, a maior parte das obras só deverá ser concluída depois de 2021.

Um dos mapas do Museu da Memória revela que o traçado da cidade veio concebido desde os Estados Unidos. O espaço descrito no mapa ia da barranca do rio Madeira até a rua Joaquim Nabuco.

A partir da década de 1960 começou a expansão, que veio se consolidar em meados dos anos 1970, rumo ao imenso mato onde surgiram bairros, como o Nova Porto Velho.

“A instalação ocorreu em 24 de janeiro de 1915, a posse do prefeito e de intendentes aconteceu na casa de Manoel Félix, na Rua dos Portugueses”, lembra a escritora, professora e acadêmica de letras, Yêdda Pinheiro Borzakov.

Entre os municípios brasileiros, é o 46° mais populoso; entre as capitais, a 21ª. A cidade é banhada pelo rio Madeira, o maior afluente da margem direita do Rio Amazonas.

Tem Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 7,5 bilhões e responde por cerca de um terço do PIB de Rondônia, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em levantamentos de 2010.

Sua renda per capita havia alcançado R$ 27,7 mil naquele período. Seu porto organizado já permite exportações de alto valor, especialmente de grãos produzidos aqui, a estados vizinhos, e ao Departamento do Beni, na Bolívia.

MUSEUS
Os principais caminhos na Capital de Rondônia levam os moradores locais ou visitantes rumo às salas da História. Dois museus e o único mausoléu [Jorge Teixeira] estão momentaneamente fechados devido à pandemia

A sete quilômetros do Centro, no bairro Santo Antônio, o Museu Rondon abriga uma série de peças e documentos que lembram a expedição do marechal Cândido Mariano Rondon na extensão da linha telegráfica desde Mato Grosso. Ali estão uma velha canoa, lembrando “caminhos que andam”; e a roda na qual se amarravam os fios telegráficos, tendo ao lado a inscrição “a sonda do progresso”, conforme definição do Marechal.

No salão principal há réplicas de postos telegráficos originais que funcionaram ao longo da estrada que mais tarde seria a rodovia BR-29 e depois BR-364. Uma tela original a óleo pintada por Giuseppe Boscagli, doada pela família Rondon Amarante, soma-se a diversas referências à etnias. Povos indígenas que Rondon amou, ali são lembrados: Parecis, Nambikwaras, entre eles.

Público em geral e estudantes têm nesse museu a oportunidade de aprender mais a respeito da identidade e a vida de Rondon, que foi engenheiro, militar, professor de matemática, ciências físicas e naturais, descobridor de rios, montanhas, jazidas minerais e depósitos de metais.

O museu ainda apresenta exposições divididas em partes: na cinefotobiográfica, há painéis fotobiográficos, fotos raras de família, a carta do cientista Einstein indicando Rondon para o Prêmio Nobel da Paz, máquinas fotográficas antigas, livros raros, um quadro e fotos de jogos indígenas.

E mais: um exemplar do livro “Índios do Brasil”, editado em três volumes pelo Ministério da Agricultura; um painel gigante com mais de cinco metros, reconstituindo a foto histórica de 1927 da fronteira Brasil-Venezuela, durante a última inspeção de fronteiras feita pelo Marechal. E muitas fotos de Dana Merril, fotógrafo norte-americano que veio contar em imagens a histórica construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

MEMORIAL JORGE TEIXEIRA

Também prejudicado pela pandemia, o Memorial Jorge Teixeira é outro lugar a ser visitado depois destes 106 anos de história do Município. Ele fica na antiga residência oficial do Governo, na rua José do Patrocínio. Ali morou Teixeirão, o último governador do Território Federal de Rondônia e o primeiro do novo Estado.

Segundo relata a historiadora, escritora e acadêmica de letras Yêdda Pinheiro Borzacocv, essa casa foi construída em 1949 e coube ao coronel Jorge Teixeira de Oliveira reformá-la quando assumiu o governo territorial, em 1979.

Até janeiro de 2020 ele era cuidado diariamente pela jornalista Cida Souza, que veio a falecer naquele mês. Nos meses seguintes, a responsabilidade foi transferida para  Yêdda Borzacov, que pouco tempo depois viu chegar a pandemia. Planos de melhoria dessa casa foram adiados, incluindo a recuperação de fotos em preto e branco.

RIO MADEIRA, O 17º  MAIOR DO MUNDO EM EXTENSÃO

Amplamente divulgado em sites de turismo, o rio Madeira é a maior de todas as atrações do município aniversariante. É visto do alto, em solo em sua exuberância. Em períodos normais no inverno e no verão amazônicos, barcos de turismo levam as pessoas a passeios inesquecíveis. Os barcos se aproximam da Usina Hidrelétrica Santo Antônio e da ponte sobre o rio, na área dos depósitos de combustíveis e do porto organizado da Capital.

Ele nasce com o nome de rio Beni, na Cordilheira dos Andes, na Bolívia. É o maior afluente da margem direita do rio Amazonas, corre por 3.315 km, o que o classifica como o 17º maior do mundo em extensão.

Habitado por uma subespécie de boto, esse rio é fenomenal: no intervalo das estações chuvosa e seca, apresenta variação de profundidade. Na estação seca, as águas do rio, que fluem em direção ao Amazonas, formam praias [de água doce, naturalmente] ao longo de suas margens. Nesse período, avistam-se muitas pedras no seu leito, e elas ajudam a formar corredeiras periódicas.

MERCADO CULTURAL REMODELADO

Reaberto em 2019, após ser reformado, o Mercado Cultural é o principal point da cidade. Sua reconstrução manteve a maior parte da arquitetura do original Mercado Municipal de Porto Velho. Além de shows com artistas regionais nos fins de semana, agora tem restaurante e seu espaço está aberto a eventos culturais.

Desde as comemorações dos 105 anos de instalação do município, em 2019, ele voltou a ser muito bem visitado, porém, ficou paralisado na maior parte dos meses da pandemia.

O escritor Antônio Cândido da Silva lembra a situação antiga do prédio: “O Doutor Joaquim Augusto Tanajura que substituiu o Major Guapindaia em 1º de janeiro de 1917, mandou demolir o prédio alegando a necessidade de se construir um prédio de grande porte. O Doutor Tanajura não conseguiu realizar o seu intento, porque o seu gesto desagradou o povo que lhe negou apoio”.

E acrescenta: “O superintendente Tanajura buscou apoio financeiro com o Governo do Amazonas tendo conseguido autorização através da Lei nº 903, de 31 de agosto de 1917, que autorizava o município a contrair um empréstimo no valor de (Rs.300.000.000) trezentos contos de réis. Essa obra durou 33 anos para ser concluída em definitivo e só foi inaugurada pelo prefeito Ruy Cantanhedes, em 1950. Infelizmente um incêndio destruiu nosso antigo mercado em 1966”.  O escritor se refere ao prédio com arquitetura mais antiga do que a atual.

CATEDRAL DO CORAÇÃO DE JESUS, RICA EM PINTURAS

Conta o padre diocesano Fernando Pinto da Silva, da Arquidiocese de Porto Velho, que a Catedral do Sagrado Coração de Jesus, é muito bem frequentada por fiéis católicos e demais cristãos, e por visitantes à Capital.

É romana por fora e gótica por dentro. Fica no antigo bairro Caiari, hoje parte do Centro Histórico de Porto Velho.

“Apesar de ter tido sua pedra fundamental lançada em 3 de maio de 1917 — presentes o Bispo do Amazonas, Dom João Irineu Joffily, e o superintendente municipal, Joaquim Augusto Tanajura — somente em 1927 a catedral teve sua construção definitiva efetivamente iniciada”, ele relata.

“Em agosto de 1927, o padre Peixoto, então secretário geral da Prelazia de Porto Velho, delegou poderes a uma comissão formada pelos senhores Prudêncio Bogéa de Sá, como presidente, Francisco Alves Erse, engenheiro da EFMM, e José Centeno, comerciante, para administrar as obras de construção do novo templo. Já em 26 de setembro de 1927 foi iniciada a abertura das covas dos alicerces da nova catedral. Os trabalhos seguiram com dificuldades, embora contando com o auxílio direto da população e de autoridades laicas. Logo passaram a contar com o apoio incansável do padre João Nicoletti, cujo nome foi atribuído à praça do Paço Municipal, em frente à Catedral, e tem seu túmulo no interior do templo”.

Ainda conforme o padre Fernando Pinto, as telhas para a cobertura chegaram a Porto Velho em 8 de janeiro de 1929, a bordo do navio Madeira-Mamoré, e foram transportadas desde o porto até o local da obra pelos marinheiros e moradores. As pinturas originais de cunho religioso no interior da Catedral são de autoria do padre Ângelo Cerri e do artista Afonso Ligório. Os vitrais que a circundam, com temas da Via Sacra, foram todos doados pela comunidade porto-velhense.

Modernamente, a artista Rita Queiroz fez algumas restaurações e incluiu uma obra sua. Nesse período inicial, foi construída apenas a parte que hoje corresponde à nave central e o campanário. Somente a partir de 1945 foram feitas as obras de expansão, surgindo o novo altar e suas laterais.
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* No livro Porto Velho – 100 anos de história (1907-2007), Yêdda resgata, entre outros aspectos, a construção da EFMM, grupamentos militares, bens imóveis da ferrovia, saúde pública pós-nacionalização, energia elétrica, museu ferroviário, as três caixas-d’água, o marco das coordenadas geográficas, o bairro Caiari, sítios históricos de Santo Antônio do rio Madeira, inscrições rupestres, lojas maçônicas, cemitérios, colégios, prédios públicos, bairros periféricos [Triângulo e Alto do Bode por exemplo], igrejas, museus, bibliotecas  e espaços culturais.

SAIBA MAIS

► Com área de 34.090,95 km², Porto Velho é a mais extensa capital estadual do País. Supera, individualmente, as áreas dos estados de Alagoas e Sergipe, e da Bélgica e Israel. É também o mais populoso município fronteiriço do Brasil, cujo território faz fronteira com outro país [Bolívia].

► O médico baiano Joaquim Tanajura foi eleito o primeiro superintendente [cargo similar ao de prefeito], em dezembro de 1916. Ele assumiu o mandato em 1º de janeiro de 1917, administrando até 1919. Depois, o elegeram novamente, em 1922, para um segundo mandato de 1923 a 1925.

► Foi no segundo mandato do superintendente Joaquim Tanajura que o município adquiriu o imóvel [hoje reconstituído] na Ladeira Comendador Centeno, para ser a nova sede municipal. Anteriormente, a Prefeitura ficava num antigo casarão de madeira, próximo à agência central dos Correios.

China nega envio de sementes misteriosas ao Brasil e diz que está disposta a cooperar com investigação

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A Embaixada da China no Brasil negou nesta quinta-feira (1º) que pacotes de sementes misteriosas que chegaram a pelo menos 8 estados brasileiros nas últimas semanas tenham vindo daquele país. E disse estar disposta a cooperar com a investigação das autoridades brasileiras.

Na última terça-feira (29), o Ministério da Agricultura informou “até o momento, o recebimento de 36 pacotes, originários de países asiáticos, como China, Malásia e Hong Kong”.

Mas, no último dia 18, os chineses já haviam afirmado que uma verificação preliminar do China Post, os Correios do país, constatou que as etiquetas de postagem apresentam indícios de fraude.

“Sementes são artigos de envio proibido ou restrito para os países membros da União Postal Universal (UPU). Os Correios da China seguem rigorosamente as disposições da UPU e vetam o transporte postal de sementes”, disse a embaixada chinesa nesta quinta.

Suspeita de fraude

Nos Estados Unidos, aonde os pacotes também chegaram, o Departamento de Agricultura (USDA, em inglês) trabalha com a possibilidade de que as encomendas indesejadas estejam relacionadas a uma fraude conhecida como “brushing”.

O “brushing” é, essencialmente, o envio de mercadorias não solicitadas com o objetivo de registrar compras falsas.

A semente, no caso, apenas cumpre a finalidade de não deixar o pacote vazio. Isso explicaria por que as autoridades até agora não encontraram sinais de tentativas de bioterrorismo ou contaminação.

Recebi as sementes: o que fazer?

Ministério da Agricultura brasileiro reforça para que a população tenha cuidado e não abra os pacotes de sementes, seja qual for o país de origem. Também pede para que o produto não seja jogado no lixo.

Caso o cidadão receba sementes provenientes do exterior, o governo orienta a entrega do material para uma das unidades do ministério em seu estado ou no órgão estadual de defesa agropecuária.

Todos os pacotes suspeitos vão ser analisados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia, que é referência no país.

Moradores de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Rondônia, Pernambuco e Bahia afirmam já terem recebido as sementes misteriosas junto com compras feitas pela internet.

Problemas parecidos nos EUA e Canadá

O USDA abriu uma investigação para apurar o caso e disse que as sementes são de mais de uma dúzia de espécies de plantas.

“O Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal do USDA (Aphis) está trabalhando em estreita colaboração com a Alfândega e Proteção de Fronteiras do Departamento de Segurança Interna, outras agências federais e departamentos estaduais de agricultura para investigar a situação”, disse o departamento.

Os pacotes também foram vistos no Canadá, onde o governo postou um alerta contra “sementes estrangeiras enviadas pelo correio da China ou Taiwan”.

Veja o comunicado da Embaixada da China no Brasil

“Nota Embaixada da China

Soubemos por nota do Ministério da Agricultura e pela imprensa que brasileiros de diferentes partes do país têm recebido pacotes contendo sementes de plantas e que alguns desses pacotes trazem etiquetas com ideogramas chineses.

Sementes são artigos de envio proibido ou restrito para os países membros da União Postal Universal (UPU). Os Correios da China seguem rigorosamente as disposições da UPU e vetam o transporte postal de sementes. Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados. A Embaixada está disposta a cooperar com a investigação das autoridades brasileiras.”

Mineradora é embargada no Tocantins após provocar ‘nevasca’ com nuvem de calcário

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) embargou a indústria de calcário que estava sendo responsável pela mudança na paisagem de Lagoa da Confusão, na região oeste do Tocantins. Nas últimas semanas, resíduos do minério cobriram a vegetação da área e chegaram até a casa de moradores.

O caso ganhou repercussão após um morador da cidade gravar um vídeo mostrando uma rodovia próxima da mineradora. As imagens mostravam a vegetação da área totalmente branca como se a região estivesse enfrentando uma nevasca. Só que a área, na verdade, estava coberta pelo pó de calcário. Em outro vídeo é possível ver a nuvem de poeira avançando sobre a área urbana.

O calcário é muito utilizado na agricultura para corrigir os níveis da acidez do solo, favorecendo o aumento da produtividade das lavouras. Só que o contato direto com a substância causa riscos à saúde. No caso da inalação, além de irritação no trato respiratório, a exposição prolongada pode causar problemas respiratórios crônicos.

De acordo com o órgão ambiental, durante vistoria realizada foi verificado que a empresa estava em desacordo com a licença de operação e por isso foi multada e obrigada a paralisar as atividades imediatamente.

Poeira deixou vegetação branca em Lagoa da Confusão — Foto: Reprodução

Poeira deixou vegetação branca em Lagoa da Confusão — Foto: Reprodução

Na semana passada, a empresa Calcário Cristalândia informou que estava providenciando a transferência da empresa para outro local e que iria cumprir o prazo já estipulado pelo Ministério Público, até janeiro de 2021.

Após o embargo, a mineradora afirmou que decidiu parar as atividades, por conta própria, após verificar o tamanho do incômodo que estava causando na população. Disse ainda que não vai voltar a operar no local e está licenciando uma nova sede para suas operações a cerca de seis quilômetros da cidade, mas que a pandemia vem causando atrasos no cronograma da mudança.

A paralisação das atividades vai causar a demissão de 33 funcionários, segundo a empresa.

Entenda

Moradores de Lagoa da Confusão informaram que a nuvem de calcário acontecia principalmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. Um homem que pediu para não ser identificado contou que a indústria foi instalada anos atrás fora da cidade, mas com o crescimento habitacional ela acabou ficando inserida próximo da área habitada.

Segundo o médico Dowglas Oliveira, o risco é ainda maior para quem vive próximo das áreas mais afetadas. “O calcário é um minério que se deposita no pulmão e ocasiona microinflamações no tecido pulmonar, fazendo aumentar a fibrose. Um feito parecido com o que acontece com quem fuma. Porém, quem fuma apresenta outros sinais como o odor, já nesse caso a pessoa pode achar que não tem nada, mas a médio e longo prazo existe essa possibilidade de desenvolver um problema grave”, disse o clínico.

A empresa Calcário Cristalândia informou que “depois de quase três décadas funcionando naquele local foi adquirida judicialmente por um grupo empresarial que, durante as negociações fechou um acordo com o Ministério Público para retirar a planta daquele local, que era fora da zona urbana no início”.

Disse ainda que um novo lugar para funcionamento já foi escolhido e a empresa está preparando a mudança. Segundo a Calcário Cristalândia, o prazo ajustado com o Ministério Público se encerra em janeiro de 2021 e será cumprido. “A empresa desejava cumprir antes, mas a pandemia acabou impondo uma morosidade em todos os procedimentos”, disse.

Motorista descarrega 5,5 mil tijolos com ajudante e deixa caminhão ‘preso’ em lote; vídeo

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O vídeo de um motorista e seu ajudante viralizou nas redes sociais porque eles descarregaram 5,5 mil tijolos em um lote e só perceberam, depois do serviço, que o caminhão em que estavam tinha ficado “preso” dentro do terreno pela forma como arrumaram a carga (veja vídeo). O caso aconteceu em Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Diovany Manoel Cândido, 34 anos, estacionou o veículo de forma a tentar facilitar o trabalho para o seu ajudante, Ramon vieira da Silva, 25. Porém, a fileira de tijolos deixou um pequeno espaço livre até o muro, onde era praticamente impossível de o caminhão sair sem ter que recolocar ao menos metade da carga de volta na carroceria.

Apesar da situação, Diovany disse que não se irritou. O motorista afirma ainda que, entre tentar sair dali “no volante” ou pôr a carga de novo no caminhão, escolheu a primeira opção.

“Quando terminamos, eu falei: ‘Ficou meio apertado para sair’. Olhei para ele e comecei a rir. Foi aquela luta, não queria pôr o tijolo de volta. Foi meia hora lutando. Fiz umas 30 manobras e fiquei com a camisa molhada de suor, mas consegui sair. Aqui são 17 anos de experiência”, disse, aos risos, ao G1.

‘Famoso’ na internet

A situação aconteceu há uma semana, no dia 24 de setembro, no Bairro Itamaraty. Diovany disse que os tijolos tinham que ser colocados naquele local do lote, a pedido do cliente. Por isso, ele contou que estacionou o caminhão no terreno, pois seria a forma menos trabalhosa para a descarga.

Após o episódio, o caminhoneiro, que trabalha em uma olaria, ficou “famoso” na internet. O vídeo feito por Ramon foi colocado em um grupo de amigos. Mas o que eles não sabiam é que, antes disso, as imagens já tinha viralizado.

“Antes de ele fazer o vídeo, passou muita gente na rua filmando e perguntando como eu tinha colocado o caminhão ali. Quando ele mandou no grupo, nosso amigos já sabiam, estava ‘esparramado’ de meme”, revela.

Após fazer piada da situação, Diovany tem curtido ser reconhecido nas ruas. Ele conta que tem até recebido pedidos para tirar fotos.

“Estou tranquilo, levo na esportiva. As pessoas reconhecem a gente, vêm perguntar se somos nós no vídeo, querem tirar foto. Esses dias, no semáforo, uma pessoa parou do meu lado e me reconheceu. Legal demais. Estou curtindo”, comemora.

Brasil passa de 144 mil mortes pela Covid-19, segundo o consórcio dos veículos de imprensa

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O Brasil tem 144.103 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta quinta-feira (1°), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de quarta-feira (30), 7 estados atualizaram seus dados: BA, CE, GO, MG, MS, PE e RR.

Veja os números consolidados:

  • 144.103 mortes confirmadas
  • 4.820.116 casos confirmados

Às 8h, o consórcio publicou a primeira atualização do dia com 143.910 mortes e 4.813.989 casos.

Na quarta-feira, às 20h, o balanço indicou: 143.886 mortes confirmadas, 876 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 689, uma variação de -12% em relação aos dados registrados em 14 dias.

É o 8º dia seguido que o país apresenta média móvel abaixo de 700. Uma sequência tão grande com o número abaixo dessa marca só ocorreu antes em meados de maio.

Desde o dia 14 de setembro a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Antes disso, o país passou por um período de uma semana seguida com tendência de queda no registro de mortes por Covid.

Em casos confirmados, eram 4.813.586 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 33.269 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 26.544 por dia, uma variação de -15% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Brasil, 30 de setembro

No total, 2 estados apresentam alta de mortes: Roraima e Rio Grande do Norte.

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Em Roraima, por exemplo, a média saltou de 0 para 5 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 700%; e, no Rio Grande do Norte, a média passou de 4 para 5, que representou variação de 16% em relação a duas semanas antes. A média é, em geral, em números decimais e arredondada para facilitar a apresentação dos dados.

Estados

  • Subindo (2 estados): RR e RN
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): SC, ES, MG, RJ, GO, MS, AM, AP, BA, CE, MA, PB, PE e SE
  • Em queda (10 estados + DF): PR, RS, SP, DF, MT, AC, PA, RO, TO, AL e PI

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: -21%
  • RS: -21%
  • SC: -12%

Sudeste

  • ES: +9%
  • MG: -6%
  • RJ: -1%
  • SP: -17%

Centro-Oeste

  • DF: -40%
  • GO: -7%
  • MS: -9%
  • MT: -21%

Norte

  • AC: -36%
  • AM: +2%
  • AP: 0%
  • PA: -42%
  • RO: -49%
  • RR: +700%
  • TO: -27%

Nordeste

  • AL: -16%
  • BA: +7%
  • CE: -5%
  • MA: +1%
  • PB: +4%
  • PE: +2%
  • PI: -17%
  • RN: +16%
  • SE: +6%

Coca-Cola reorganiza estrutura e transfere comando da América Latina para o Brasil

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Como parte de uma reestruturação global, a Coca-Cola decidiu transferir o comando da operação da companhia na América Latina para o Brasil. Com a mudança, o presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun, assumiu no mês passado o comando da operação da gigante de bebidas em 22 países das Américas do Sul, Central e Caribe, mais o México.

Até então eram 4 unidades de negócios na América Latina: Brasil, México, Latin Center e South Latin. Com a mudança, a coordenação das filiais do Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Bolívia será transferida da Argentina para o Brasil.

“Na América Latina, a reorganização contempla a criação de três novas zonas geográficas que trabalharão em estreita colaboração com as equipes de liderança globais. A Argentina se integrará na nova estrutura para o sul da região, que inclui também Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia”, informou, em nota, a Coca-Cola.

Apesar do novo desenho representar uma mudança simbólica para a região, a Coca-Cola afirma que se trata de uma reestruturação corporativa, sem qualquer relação com fábricas.

Após as repercussões da decisão, a Coca-Cola divulgou uma nota negando categoricamente a transferência de suas operações na Argentina.

“A Coca-Cola Argentina desmente categoricamente que esteja contemplando uma transferência de suas operações. A companhia e suas engarrafadoras seguirão operando com o mesmo compromisso com que vêm atuando há 78 anos naquele país”, disse a companhia.

Segundo a empresa, a reestruturação na região faz parte de uma reorganização que está sendo feita em nível mundial “com o objetivo de acelerar a estratégia de crescimento”, combinando “a capacidade de sua escala global e as necessidades locais dos mercados”.

A partir de 1º e janeiro, a Argentina será integrada à nova estrutura para o sul da região, que também inclui Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia, explicou a multinacional.

“Roberto Mercade foi nomeado presidente da Operação Norte (México), Luisa Ortega, presidente da Operação Central (Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e outros países da América Central e do Caribe), e Luis Felipe Avellar, Presidente da Operação Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai)”, informou a Coca-Cola.

A companhia possui atualmente 11 fábricas na Argentina, que empregam mais de 12 mil funcionários.

Segundo o jornal “Clarín”, a reestruturação deverá resultar em um enxugamento da estrutura da companhia na Argentina. A reportagem afirma que a empresa já lançou um plano de aposentadoria voluntária no Canadá, Estados Unidos e Porto Rico, e que o programa será estendido para o país.

O jornal “La Nacion” afirma que uma questão em aberto é o que acontecerá com o prédio de escritórios que a Coca-Cola inaugurou há poucos anos na Avenida General Paz, em Buenos Aires, e que era até então ocupado por funcionários encarregados de funções regionais.

Anvisa começa a análise do 1º pedido de registro de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (1º) que vai começar a análise do primeiro pedido de registro de uma vacina contra Covid-19 no Brasil. A agência vai adotar um procedimento que autorizou na terça-feira (29): reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo para os imunizantes contra o novo coronavírus.

Dois dias após o anúncio, o primeiro pedido foi protocolado pela AstraZeneca. A farmacêutica está desenvolvendo uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, que deverá ser produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esse é o passo inicial para que seja autorizada a aplicação de uma vacina no país – caso ela seja aprovada em todos testes clínicos, que ainda estão em andamento.

No atual estágio, os técnicos da Anvisa já podem avaliar os primeiros resultados dos testes, ainda dos estudos pré-clínicos, que não envolveram seres humanos. A ideia é agilizar o registro da vacina, caso ela apresente resultados positivos de segurança e eficácia nas demais fases dos estudos. Esse protocolo é chamado de ‘revisão contínua’.

Como funciona a ‘revisão contínua’:

  • Normalmente, para o registro de um medicamento ou vacina, as agências exigem todos os estudos e informações sobre a segurança, eficácia, e conteúdo de uma vez só.
  • Como o planeta passa por uma pandemia, a aplicação da ‘revisão contínua’ permite que os técnicos da Anvisa, ou outra agência reguladora, já comecem a analisar o que está pronto – resultados de estudos iniciais e outros dados, por exemplo.
  • As pesquisas são enviadas ao longo do tempo às agências, até o fim dos testes da fase 3, última etapa para garantir a eficiência de uma vacina em toda uma população. Todos os estudos deverão ser analisados, com a diferença de que o processo começa antes e em etapas.

Assim como a Anvisa, a Agência Europeia do Medicamentos (EMA) anunciou o início a revisão do primeiro grupo de dados disponibilizados pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, também para tentar agilizar o futuro registro do produto. A reguladora europeia usará o mesmo procedimento adotado pelo Brasil.

Pausa temporária

Em 8 de setembro, os testes da fase 3 da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford precisaram ser interrompidos temporariamente. Uma voluntária apresentou reações adversas, mas os estudos foram retomados quatro dias depois, no dia 12. A continuidade das pesquisas foi liberada após confirmação da Autoridade Reguladora da Saúde de Medicamentos (MHRA) de que era seguro continuar com as pesquisas.

Compra de 30 milhões de doses

A vacina britânica é tida como uma das principais apostas para a imunização contra o Covid-19 no Brasil.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz, assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem. Há, ainda, a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão de início, de acordo com o ministério, ainda no primeiro semestre de 2021.

Prefeitura muda sentido em parte da Avenida Amazonas, em Porto Velho

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A Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) de Porto Velho, informou nesta quinta-feira (1) que haverá mudanças de circulação na Avenida Amazonas. O trecho entre as avenidas Brasília até Nações Unidas, que possui sentido duplo de circulação, se tornará mão única, sentido centro-bairro.

A mudança definitiva ocorrerá no dia 10 de outubro, sendo que os agentes de trânsito já iniciaram campanha informativa aos condutores, moradores da região e transeuntes no trecho citado e deverão permanecer após a alteração para orientar os condutores. Também estão sendo feitas as alterações da sinalização da via.

A mudança, segundo a Semtran, faz parte do plano de ação para melhorias no tráfego e fluidez no trânsito da capital.

TSE lança Coalizão de Checagem de informações para as Eleições 2020

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (1º) parceria com nove agências de checagem para criação da “Coalizão para Checagem – Eleições 2020”. Participam do projeto: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere.

A rede de checagem de fatos e de fornecimento de informações sobre o processo eleitoral integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020.

Por meio da parceria, as agências, o TSE e integrantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estarão em contato permanente para identificar notícias falsas sobre as eleições e encontrar, da forma mais ágil possível, respostas verdadeiras e precisas.

As notícias checadas a partir desse grupo serão publicadas na página “Fato ou Boato”, disponível no Portal da Justiça Eleitoral. A página também traz informações sobre o funcionamento da urna eletrônica e o processo eletrônico de votação e mais dados sobre checagem.

Por meio de parceria firmada com as operadoras de telefonia e o Conexis Brasil Digital, todos os sites do domínio da Justiça Eleitoral têm o chamado “zero rating”, ou seja, podem ser acessados sem cobrança ao pacote de dados do celular.

Papel da imprensa

Durante a cerimônia de formalização da Coalizão para Checagem, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o papel da imprensa e das agências de checagem para promover eleições limpas.

Segundo o ministro, a ideia é minimizar o impacto da desinformação nas campanhas eleitorais, sem interferir no conteúdo dessas manifestações, ou seja, “monitorar comportamentos provenientes de milícias digitais organizadas com financiamento privado e atuação concentrada para a difusão de mentiras e ataques”.

Nesse sentido, o presidente da Corte lembrou que não existe um dono da verdade, mas “a mentira deliberada e campanha de ódio têm dono, e a esses nós devemos combater”.

De acordo com Barroso, é preciso inundar a sociedade com notícias verdadeiras, e esse é um papel fundamental exercido pela imprensa profissional. Dessa forma, será possível enfrentar as campanhas de desinformação, monitorar e eliminar os comportamentos inautênticos de robôs e perfis falsos. “O exercício da democracia depende da livre circulação de ideias, fatos e opiniões”, finalizou.

Participaram da formalização do acordo: Elodie Martinez, pela AFP;
Natália Leal, pela Agência Lupa;
Tai Nalon, pelo Aos Fatos;
Edgard Matsuki, do Boatos.org;
Sérgio Boeck, pelo Comprova; Marco Faustino, pelo E-Farsas; Daniel Bramatti, pelo Estadão Verifica; Thiago Reis, pelo Fato ou Fake; e Alexandre Gimenez, pelo UOL Confere. Cristina Tardaguila, da International Fact-Checking Network (IFCN), participou como observadora da Coalização.

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