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segunda-feira, julho 13, 2026
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Cabra e cadela ‘disputam’ prefeitura de cidade nos Estados Unidos

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A cidade de Fair Haven, no Estado de Vermont, Estados Unidos, terá uma eleição acirrada em 2020 – e ela não tem nada a ver com a tentativa de reeleição de Donald Trump. Uma cachorra e uma cabra ‘concorrerão’ ao cargo de prefeito honorário da cidade.

A cabra Lincoln e a cachorra Sammy irão se encontrar nas urnas no dia três de março de 2020. A eleição é uma ação da prefeitura da cidade para reunir dinheiro para a renovação do parque infantil comunitário de Fair Haven. Para votar é necessário pagar um dólar (equivalente a R$ 4,20 na cotação atual).

A primeira eleição simbólica ocorreu em 2019, quando Lincoln concorreu sozinha ao cargo. O gestor municipal Joe Gunter anunciou que ela concorrerá à reeleição, e neste ano seu adversário será a cadela Sammy, que trabalha na polícia da cidade.

Lincoln deu início a sua campanha de reeleição no dia 23 de janeiro de 2020, com uma publicação no Facebook em que detalhe o dinheiro que suas ações arrecadaram até agora.

Já Sammy fez o anúncio no dia 14 de janeiro, com uma publicação na página do Departamento de Polícia da cidade. Suas promessas de campanha incluem o combate ao crime, expandir a participação da comunidade e tornar o parque infantil um grande lugar para “as pessoas aproveitarem o tempo livre”.

Os dois animais são bem populares em Fair Haven. Sammy, por exemplo, costuma passar pela escola da cidade, e até pelos corredores do edifício. Uma moradora local disse que a eleição tem sido benéfica para as crianças, que se envolvem em um processo eleitoral.

Em 2019 foram arrecadados 200 dólares com a eleição, mas são necessários 80 mil dólares para a restauração. A prefeitura também criou um site para arrecadar doações.

Segundo Gunter as funções do prefeito honorário incluem “participar de desfiles, gerenciar o fundo para a restauração do parque e se reunir com os representantes do órgão executivo da prefeitura, para ficar de olho neles”.

Nomeação do novo presidente do INSS é publicada no Diário Oficial

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Foram publicadas no Diário Oficial da União de hoje (29) duas portarias que mudam o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma delas exonerando do cargo de presidente Renato Rodrigues Vieira; e a outra nomeando Leonardo Rolim, até então secretário de Previdência, para o cargo.

A substituição foi anunciada ontem (28) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, durante coletiva de imprensa. Segundo ele, a exoneração foi feita a pedido do próprio Vieira.

A saída de Renato Vieira ocorre em meio a buscas de solução para as filas do INSS. Mais de 1,3 milhão de pedidos estão aguardando pela análise de solicitação por mais de 45 dias, prazo que é estabelecido pela legislação brasileira. Diante desse cenário, o governo já anunciou a contratação de militares da reserva e civis para uma força-tarefa.

Durante a coletiva de ontem, Marinho disse que a opção por Rolim se deve à capacidade operacional e ao conhecimento técnico que ele tem sobre o tema e os problemas da pasta, além da relação estreita com servidores do INSS.

Marinho disse que a indicação tem caráter provisório, até que o governo chegue a um nome definitivo para presidir o órgão.

“ Teremos um pouco mais de cuidado para buscar o nome. Podemos aguardar mais tempo para achar quem irá assumir, para termos alguém que tenha familiaridade com o tema e não precise reiniciar o processo”, disse ele durante a coletiva de imprensa.

Uber lança serviço de ‘tuk-tuk’ no Brasil

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Uber lançou nesta terça-feira (18) o serviço de viagens com ‘tuk-tuk’ no Brasil. As primeiras corridas com esse tipo de veículo, que tem como base uma moto e é muito comum na Ásia, começa a partir desta quarta (29), em Vitória, no Espírito Santo.

De acordo com a empresa, a modalidade será a opção mais barata para viajar pela plataforma na região litorânea da capital capixaba, comparada com os automóveis, mas os valores específicos não foram divulgados.

No total, 20 unidades dos veículos, que têm motores elétricos, vão rodar pela cidade em uma zona delimitada. O ‘tuk-tuk’ pode levar até dois passageiros.

A solicitação do ‘tuk-tuk’ será feita pelo mesmo aplicativo do Uber para carros. Do mesmo modo que no UberX, os usuários poderão optar se querem pagar pelas viagens direto pelo aplicativo ou com dinheiro.

No final do ano passado, a empresa de tecnologia também iniciou o serviço de patinetes elétricos no Brasil, na cidade de Santos (SP).

Uber lança serviço de 'tuk-tuk' no Brasil — Foto: Divulgação

Governo Bolsonaro é menos liberal do que prega a equipe econômica, dizem ex-presidentes do BC

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Ex-presidentes do Banco Central afirmaram nesta terça-feira (28) que o governo Jair Bolsonaro é menos liberal do que prega a equipe econômica.

Em evento realizado pelo banco Credit Suisse, em São Paulo, Gustavo Franco afirmou que o casamento entre Bolsonaro e economistas de perfil liberal é arranjado, embora funcione; Pérsio Arida disse que houve timidez no avanço das privatizações, e Armínio Fraga pontuou que as contas do Brasil ainda não estão ajustadas, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência.

Os três economistas comandaram o Banco Central durante governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Casamento arranjado

“Tem um ano de governo, nada contra casamento arranjado, funciona, sobretudo, se tiver alguém olhando, tomando conta para que as entregas combinadas ocorram”, afirmou Gustavo Franco. “E, de fato, não dá para se queixar, por ora. É um pouco precário, um pouco instável, não é amor sincero, mas funciona”, disse Franco, que comandou o Banco Central entre 1997 e 1999.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro, então candidato pelo PSL, anunciou Paulo Guedes como ministro da Economia e, desde, então passou a pregar uma agenda liberal na economia, com a redução do tamanho do estado e privatizações de estatais.

Presidente do BC em 1995, Pérsio Arida disse que houve uma timidez no encaminhamento das privatizações no primeiro ano de governo. “Podia falar de abertura comercial, mas não aconteceu praticamente nada, podia falar de privatização, mas tem sido uma decepção para quem acreditava que o Bolsonaro seria privatizante.”

Por ora, o governo ainda não colocou grandes empresas na sua lista de privatização. Estão de fora da lista, por exemplo, o Banco do Brasil, a Petrobras e a Caixa Econômica Federal.

“O dia que vender as grandes estatais, aí sim está mudando a natureza do estado brasileiro”, disse Pérsio. Ele pontuou que a venda de subsidiárias das estatais só gera recursos para as controladoras, o que implica, na verdade, apenas em uma “reorganização”. “Contar com esse dinheiro [para o governo], em boas palavras, é enganação”.

Para Armínio Fraga, presidente do BC entre 1999 e 2003, “a casa ainda não está arrumada”, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência.

Na avaliação dele, o país ainda precisa de uma reforma do funcionalismo público e reduzir os subsídios “indevidos” existentes na economia. Como subsídio indevido, Armínio citou a tributação de renda maior para pessoas físicas do que jurídicas e disse que esse é um ponto que faz o país “perder a moral”. “A casa não está arrumada. É um estado que investe zero, e um estado que tem a estrutura salarial que tem, é inviável.”

Armínio também avalia que o governo é menos liberal do que parece. “Concordo com o Pérsio. Na prática, [o governo] não está sendo tão liberal assim. E apesar de o mercado estar super alegre, de a bolsa estar subindo, o investimento não está vindo ainda”.

Origem do óleo que contaminou litoral brasileiro ainda é desconhecida

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Cinco meses depois do surgimento das primeiras manchas de óleo no litoral brasileiro, a origem do maior desastre ambiental do país ainda é desconhecida. A Marinha e a Polícia Federal coordenam a investigação.

As primeiras manchas de óleo surgiram em agosto de 2019. Com o tempo, as notificações se acumularam. O óleo atingiu os arrecifes da Praia de Muro Alto, em Ipojuca, litoral Sul de Pernambuco. As manchas atingiram pelo menos quatro praias de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.

Os nove estados do Nordeste, também o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, registraram manchas de óleo, ao todo, 1.004 localidades, segundo o balanço mais recente do Ibama, divulgado no dia 23 de janeiro.

De acordo com o levantamento, 570 praias já estão limpas e 434 ainda têm vestígios esparsos de contaminação. Quase 160 animais marinhos — tartarugas, aves e mamíferos — apareceram cobertos de óleo.

Voluntários deram as mãos e passaram a limpar as praias. Depois, a Marinha enviou reforços para ajudar na limpeza e começou a investigar a origem do vazamento.

A partir de modelos matemáticos, especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram uma mancha inicial de petróleo cru a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira no fim de julho de 2019. Isso permitiu localizar um navio petroleiro, o único que navegou pela área suspeita na data provável do vazamento. A embarcação estaria levando óleo da Venezuela rumo a Singapura.

Cinco meses depois do surgimento das primeiras manchas, a Marinha e a Polícia Federal continuam as investigações, mas ainda não sabem dizer com precisão a origem do óleo. O principal suspeito continua sendo um navio-tanque de bandeira grega, o Bouboulina.

Paulo Horta, do departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFRSC), no entanto, diz que faltam organização e transparência nas informações sobre o vazamento.

“Faltou clareza na divulgação, abrangência dessa divulgação, para que nós tenhamos convicções da onde veio este óleo. As respostas tardaram muito. Nós não tivemos uma resposta imediata. Nós precisávamos ter utilizado o plano de contingenciamento. A gente demorou muito para lançar mão de algumas ações presentes no plano”, afirmou.

Os investigadores dizem que enfrentam dificuldades em fazer a perícia no navio por causa das viagens constantes. Eles já fizeram três pedidos de cooperação jurídica internacional, mas não tiveram resposta dos donos do navio.

“Em conjunto com a Polícia Federal, ainda permanecemos levantando dados. O suspeito não quer dizer indiciado. Nós estamos na fase ainda de apuração dos dados. Temos alguma dificuldade de obtenção de documentos, em função de acordos internacionais onde o navio atraca, mas nós fazemos devidas investigações. Sem dia para terminar, nem ano, nem século. O que for necessário, a Marinha vai se debruçar sobre isso”, explicou o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior.

Empresas e governos têm até 6 meses para se adequar à lei que regulamenta o uso de dados

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No Brasil, 60% das pessoas já sofreram vazamento de dados ou conhecem alguém que passou por isso. E que 81% afirmam ter perdido o controle de como os dados pessoais são usados (The Harris Poll/IBM). O Brasil é o quinto país de onde mais se originam ataques na web (Akami).

Em um mundo hiperconectado, produzimos dados constantemente. Além das fichas cadastrais que já deixamos em incontáveis lojas, farmácias, clínicas, serviços públicos.

O Brasil ainda não tem regras claras sobre o tratamento dessas informações. A Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor em agosto deste ano, estabelece regras de privacidade e segurança. É um dos grandes desafios hoje das empresas, de todos os tipos e tamanhos, e também de todos os órgãos públicos.

O que muda?

As empresas terão que criar um novo cargo, o DPO, Data Protecion Officer, profissional responsável pelos dados. Os processos terão que ser transparentes. O funcionário terá o direito de saber, por exemplo, quantas pessoas veem a sua folha de pagamento — e por quê.

Os clientes terão o direito de entrar em contato com qualquer empresa ou órgão público e perguntar que dados detêm, que uso fazem e quem os acessa. Se o usuário quiser apagar algum dado ou torná-lo anônimo, também poderá pedir.

Além disso, será obrigatório criptografar os dados armazenados para que, na ocorrência de um vazamento, não seja possível lê-los.

Quem não cumprir as regras está sujeito a multas que podem chegar a 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões.

“Existe uma série de dificuldades das empresas para se adequarem à LGPD. Não existe uma cultura da privacidade no Brasil, as empresas não tinham a ideia de que precisavam se preocupar com os dados”, analisa Renato Leite Monteiro, Fundador do Data Privacy Brasil. “O conceito de dado que a lei estabelece é muito mais amplo e todas as interações que as empresas têm com as pessoas precisam se adequar”.

Monteiro destaca que há 137 países com leis já implementadas sobre tratamento de dados. A União Europeia tem o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) em vigor desde 2018. Já se vê por lá a demanda de clientes querendo saber junto às empresas quais dados elas detêm. E há negócios optando por pedir menos dados, para evitar dor de cabeça.

Segundo a advogada e doutoranda em segurança de dados pela UFRJ, Marília Kairuz Baracat, a adequação é constante, ninguém estará completamente pronto. Quando falamos em tecnologia, sabemos que as mudanças são aceleradas. Sistemas diferentes, dados crescentes, crimes novos, desafios e aprendizados constantes.

Mas não há por que demonizar o uso dos nossos dados. É a partir deles que um cliente fica satisfeito ao receber indicações de produtos que o interessam ou descontos nas compras. Ou que um paciente consegue mais agilidade no atendimento de saúde.

O sinal vermelho deve estar no cuidado com esses dados, para haver a certeza de que não serão utilizados em práticas condenáveis de competitividade entre marcas ou como banco de perfis para disseminar fake news.

Como fiscalizar?

Nenhuma empresa ou governo vai querer se arriscar e deixar dados de clientes e eleitores à mercê de violações. O que as marcas e os políticos fazem com os dados está virando fator de confiança e, por isso, a credibilidade vai se tornar um diferencial, um novo atrativo das marcas. Mas haverá fiscalização, com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, subordinada à Presidência da República. Especialistas defendiam que fosse uma autarquia independente.

A previsão é que o Brasil seja exemplo para os vizinhos. “O espírito da lei brasileira deverá ser replicado, com adaptações, nos demais países associados ao Mercosul”, diz Baracat.

Acima de tudo, quem está debruçado sobre o assunto destaca que a sociedade precisa saber dos seus direitos. Os brasileiros são early adopters para novidades. Empresas de tecnologia desempenham muito bem por aqui. Mas, de uma forma geral, o amadurecimento como “cidadãos na web” demora.

Há dois anos, futuristas e grandes nomes da tecnologia falaram e o mundo assinou embaixo: “dados são o novo petróleo”. Portanto, cuide bem dos seus barris.

Presidente do México apresenta bilhete para rifa de avião oficial

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O presidente do MéxicoAndrés Manuel López Obrador, apresentou nesta terça-feira (28) o modelo do bilhete para a rifa da aeronave presidencial — um luxuoso Boeing 787-8. O sorteio do avião ocorrerá caso nenhum comprador se apresente nos próximos dias.

Cada bilhete deve custar 500 pesos mexicanos, valor equivalente a cerca de R$ 110. A ideia de López Obrador é colocar seis milhões desses tíquetes a venda para a arrecadação ao menos se aproximar do preço estimado do avião.

O bilhete estampará uma fotografia da aeronave com os dizeres: “Prêmio Maior Avião Presidencial”. Abaixo da foto, ainda haverá uma mensagem sobre o destino do dinheiro arrecadado:

“É uma cooperação para equipamentos médicos e hospitais, onde atende-se a população pobe de maneira gratuita.”

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, apresenta bilhete para rifa de avião presidencial nesta terça-feira (28) — Foto: HO/Presidência do México/AFP

Além da rifa, Obrador havia apresentado outras propostas para a aeronave:

  • Vender a aeronave a um comprador que ofereceu US$ 125 milhões — valor correspondente a cerca de R$ 520 milhões.
  • Entregar o avião aos Estados Unidos em troca de equipamento médico para hospitais públicos
  • Vendê-lo em partes a 12 empresas mexicanas com valor de US$ 11 milhões cada
  • Alugar a aeronave por hora

Avião caro

Boeing 787-8 da Presidência do México, que López Obrador pretende colocar em rifa — Foto: Edgard Garrido/Arquivo/Reuters

O avião presidencial é um Boeing 787-8 comprado em 2012 pelo então presidente Felipe Calderón por US$ 218 milhões, que equivalem a mais de R$ 914 milhões. “Pensei que fosse uma paródia”, disse o ex-mandatário ao saber da proposta de rifar a aeronave.

López Obrador acredita que o governo mexicano não deveria ter pago tão caro para uma aeronave presidencial.

“Não deveriam ter comprado esse avião. Nem os mais ricos do mundo têm esses aviões”, disse ao anunciar o plano de rifar a aeronave.

Em junho do ano passado, López Obrador afirmou que a venda do antigo avião presidencial e de outras aeronaves do último governo ajudarão a financiar os esforços para conter a migração ilegal rumo aos Estados Unidos.

Chumbo é o 1º eliminado do BBB20, com 75,54% dos votos

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O surfista Lucas Chumbo foi o 1º participante eliminado do BBB 20 nesta terça-feira (28). Ele recebeu 75,54% dos votos do público. A influencer Bianca Andrade, que também estava na disputa do paredão, recebeu 24,46% dos votos e ficou na casa.

O resultado foi anunciado pelo apresentador Tiago Leifert. “É agora que a gente está conhecendo vocês. Quem sai do Big Brother Brasil hoje é o Chumbo”.

“É uma oportunidade incrível. Muito grato de estar aqui hoje. Tudo o que eu vivi foi intenso, eu sou um cara intenso. Eu fui eu desde o início, e eu conheci pessoas incríveis dentro da casa, que eu quero levar para a vida toda. Obrigado pela oportunidade”, disse Chumbo já do lado de fora da casa.

Chumbo é o primeiro eliminado do BBB20 — Foto: TV Globo

Integrante do “camarote”, com participantes convidados pelo programa, Chumbo chegou ao paredão escolhido pelo voto da maioria da casa.

O surfista de 24 anos foi criado em Saquarema, na região dos Lagos, no RJ. Está no esporte desde os três anos de idade, quando o pai ainda o empurrava na onda. Foi crescendo, começou a ganhar campeonatos e a paixão virou profissão.

Aos 14 anos foi para o Havaí pela primeira vez e se apaixonou pelas ondas gigantes. Acredita que trabalhar com grandes ondas é viver em extremos. Há três anos está no top 3 da categoria e levou o prêmio de “Melhor performance” na última edição do desafio “Gigantes de Nazaré”, realizado em Portugal.

Deixou a temporada de surfe no meio para entrar no Big Brother Brasil, programa de que sempre foi fã e que assistia com o avô desde criança. Solteiro, diz que adora balada e que quis ir para o BBB para viver e curtir.

Na casa, ficou conhecido entre os integrantes do confinamento como hiperativo. Brincalhão, animou o clima da casa e venceu alguns prêmios na primeira semana do programa, mas também passou por alguns castigos.

Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões nesta quarta

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O concurso 2.229 pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre nesta quarta (29) em São Paulo (SP). A aposta mínima custa R$ 4,50.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Trump propõe solução de dois estados para Israel e Palestina, mas insiste que Jerusalém continuará indivisível

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O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, apresentou nesta terça-feira (28) um plano de paz para o Oriente Médio — mais especificamente, para o conflito entre Israel Palestina. O anúncio foi feito ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Entre os principais pontos da proposta, está o plano para adoção de dois estados na região: Israel e Palestina, que passaria a ser reconhecida pelos EUA como um estado soberano com capital em Jerusalém Oriental. Porém, ao mesmo tempo, Trump disse que Jerusalém permaneceria indivisível como capital israelense — ele não explicou como conciliaria as duas propostas.

Lideranças palestinas, porém, criticaram a proposta. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chamou o projeto de “conspiração” (leia mais abaixo sobre o posicionamento palestino).

Na apresentação, Trump também não deu detalhes sobre como implementará o plano, mas adiantou algumas propostas. Veja os principais pontos do projeto, segundo anúncio de Trump:

  • Jerusalém permanece como indivisível capital de Israel
  • Porém, Jerusalém Oriental será considerada capital do Estado Palestino
  • Um espaço no sul do território israelense será entregue aos palestinos para indústrias e residências, o que deve dobrar a área palestina
  • Caso a transição ocorra pacificamente, EUA abrirão embaixada também na capital da Palestina
  • Garantia de visita de muçulmanos à mesquita sagrada de Al-Aqsa, em Jerusalém
  • Injeção de US$ 50 bilhões para a Palestina para gerar 1 milhão de empregos
  • No discurso, Trump relembrou o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense e das colinas de Golã como território de Israel, duas decisões que geraram revolta no Oriente Médio. “Portanto, é razoável que eu tenha de fazer muito para os palestinos, ou não seria justo”, disse o norte-americano.

“Quero que seja um grande acordo para os palestinos. É uma oportunidade histórica para eles, depois de 70 anos sem progresso”, acrescentou Trump.

Depois do discurso, Trump publicou em uma rede social o plano que ele tem para o território do futuro Estado Palestino. Confirmando o que disse Netanyahu em discurso, a proposta de Trump inclui a anexação do Vale do Jordão a Israel. Veja AQUI detalhes sobre o mapa apresentado pelos EUA.

Proposta dos EUA para o novo Estado Palestino — Foto: Betta Jaworski/Arte/G1

Se isso realmente ocorrer, será uma medida que ecoará uma das promessas de campanha de Netanyahu rumo à reeleição no pleito de março. Antes de disputar a última votação, o primeiro-ministro israelense declarou o plano de anexar o Vale do Jordão ao território integral de Israel, o que também gerou preocupação por outros países do Oriente Médio.

Além disso, Trump disse que “nenhum palestino ou israelense será removido de suas casas”. Mais tarde, Netanyahu confirmou a declaração do norte-americano e afirmou que os assentamentos na Cisjordânia ficariam mantidos — algo também mostrado pelo mapa apresentado por Trump.

Líder palestino rejeita plano

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, discursa nesta terça-feira (28) após apresentação de plano para o Oriente Médio — Foto: Raneen Sawafta/Reuters

O lado palestino afirmou que não aceitará os termos do acordo. Trump até disse que enviou uma carta ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, mas as discussões se mantiveram apenas com Israel.

Nesta tarde, Abbas chamou o acordo de Trump de “conspiração” e disse que não aceitará os termos. O líder palestino ainda criticou a proposta para Jerusalém.

“Jerusalém não está à venda”, disse Abbas.

Esse impasse ocorre sobretudo diante da crise que se intensificou com recente decisão dos Estados Unidos em deixar de considerar os assentamentos israelenses na Cisjordânia uma violação ao direito internacional — uma reversão da política adotada em 1978, no governo de Jimmy Carter.

Hamas promete reação

Palestinos na Faixa de Gaza assistem a discurso de Donald Trump sobre plano de paz com Israel nesta terça-feira (28) — Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

O grupo islamita palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, chamou a proposta de “sem sentido”. “A declaração de Trump foi agressiva e vai gerar muita revolta”, disse Sami Abu Zuhri, um representante da organização, à agência Reuters.

“Os palestinos vão enfrentar esse acordo e Jerusalém continuará um território palestino”, acrescentou.

Manifestante queima nota falsa de dólar com rosto de Donald Trump em Ramallah, na Cisjordânia, nesta terça-feira (28) — Foto: Mohamad Torokman/Reuters

Nas ruas de Gaza e de Ramallah (Cisjordânia), a agência Reuters registrou protestos da população palestina contra o plano de Trump. Manifestantes queimaram cartazes representando notas de dólares com o rosto do presidente norte-americano e levantaram bandeiras palestinas.

Em Gaza, manifestantes fazem piquetes e levantam bandeiras da Palestina após anúncio de plano de paz para a região capitaneado pelo presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Mohammed Salem/Reuters

Irã — país que vive o acirramento da tensão com os EUA desde a morte do general Qassem Soleimani — criticou o plano apresentado nesta terça-feira. O assessor do presidente Hassan Rouhani afirmou que a proposta é uma “imposição unilateral”.

“Esse é um acordo entre o regime sionista [Israel] e os EUA. Interação com a Palestina não está nessa agenda. Não é um plano de paz, mas um plano para impor sanções”, declarou o iraniano.

Além disso, a Liga Árabe convocou uma reunião urgente para o sábado para discutir o plano de paz. O encontro foi convocado a pedido das autoridades palestinas, e deverá ter participação do presidente Mahmoud Abbas.

Outras tentativas

Não foi a primeira vez que os Estados Unidos encabeçam planos para pôr fim ao conflito entre Israel e Palestina: outros presidentes norte-americanos tentaram chegar a um acordo entre os dois lados ou, ao menos, apaziguar os ânimos. Alguns obtiveram mais sucesso; outros, menos.

No discurso desta terça, Trump comentou que seus antecessores tentaram chegar à paz no Oriente Médio e não conseguiram.

“Mas eu não fui eleito para fazer pequenas coisas”, discursou.

Veja abaixo outras negociações dos EUA para tentar estabelecer a paz no Oriente Médio

Acordos de Camp David (1978)

  • Presidente dos EUA: Jimmy Carter (democrata)
  • Antecedentes: ocupação israelense na Península do Sinai (1967), Guerra do Yom Kippur (1973)
  • Resultados: reconhecimento do Estado de Israel por um país árabe (Egito); retirada de tropas israelenses da Península do Sinai; início dos diálogos para um governo com representação palestina em Gaza e na Cisjordânia.

A Casa Branca reuniu representantes de Israel e Egito — que encamparam os principais conflitos no Oriente Médio na década de 1970 — para uma série de reuniões em Camp David, uma residência oficial do governo norte-americano no estado de Maryland.

O resultado dos diálogos foi uma série de acordos assinados entre os líderes dos dois países e o então presidente dos EUA, Jimmy Carter.

Além de resolver, por ora, o impasse entre Israel e Egito, os tratados buscavam implementar as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a questão palestina — um dos principais pontos de atrito entre os países árabes muçulmanos e o governo israelense.

Os acordos de Camp David não estabeleceram a solução dos dois estados, mas pediram a retirada gradual dos soldados e civis israelenses da Cisjordânia e os trabalhos para a formação de um governo com representação palestina.

Apesar do relativo sucesso em abrir as negociações sobre a questão Israel-Palestina no Oriente Médio, os acordos de Camp David receberam oposição da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que considerou que os tratados não atendiam às reivindicações da retomada do controle dos territórios ocupados por Israel.

Plano Reagan (1982)

Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA — Foto: Mike Sargent/AFP Files/AFP

  • Presidente dos EUA: Ronald Reagan (republicano)
  • Antecedente: participação de forças de Israel e da Palestina na Guerra do Líbano
  • Resultado: Israel rejeitou a proposta do presidente norte-americano

A entrada de forças israelenses e palestinas na Guerra do Líbano acirrou os ânimos no Oriente Médio, e o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, apresentou um plano para tentar diminuir as hostilidades. O chamado Plano Reagan consistia principalmente em uma reafirmação dos acordos de Camp David, mas em outro contexto.

Reagan reforçou o pedido para um período de cinco anos para uma transição na Palestina rumo a um governo gerido por palestinos — sem, no entanto, retirar a soberania de Israel sobre Gaza e Cisjordânia. Ele ainda ofereceu que a Jordânia, país independente vizinho do território israelense, coordenasse uma administração palestina nas áreas ocupadas.

No entanto, o Plano Reagan não prosperou. O governo de Israel rejeitou a proposta por considerar, entre outras razões, que a ideia dos EUA colocaria em risco a indivisibilidade de Jerusalém — assunto que não havia sido abordado em Camp David. Líderes palestinos, do outro lado, sequer apreciaram o projeto, uma vez que o presidente norte-americano não propôs uma solução para um Estado Palestino.

Acordos de Oslo (1993 e 1995)

Bill Clinton, ao centro, assiste ao primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, cumprimentar o presidente da Organização para a Liberação da Palestina, Yasser Arafat, em setembro de 1993 — Foto: Gary Hershorn/Arquivo/Reuters

  • Presidente dos EUA: Bill Clinton (democrata)
  • Antecedente: continuidade dos conflitos na região, 15 anos depois de Camp David.
  • Resultados: reconhecimento mútuo entre Israel e OLP; controle (limitado) de Gaza e da Cisjordânia pela recém criada Autoridade Palestina.

Embora a Noruega tenha, efetivamente, mediado as negociações de Oslo, o primeiro dos acordos foi assinado em Washington. Diante do então presidente Bill Clinton, um aperto de mão entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat selou o reconhecimento mútuo de ambas entidades: o Estado de Israel e a OLP.

Nas negociações que resultaram nos acordos de Oslo, o governo israelense concordou em passar parte da Cisjordânia e de Gaza para o controle dos palestinos — ainda que com algumas limitações. Para isso, foi criada a Autoridade Palestina. Pela primeira vez, lideranças dos dois lados sinalizavam para um diálogo duradouro.

Entretanto, o assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e acusações mútuas de rompimentos dos acordos derrubaram as expectativas de uma solução definitiva para os conflitos entre israelenses e palestinos.

Cúpula de Camp David (2000)

  • Presidente dos EUA: Bill Clinton (democrata)
  • Antecedentes: assassinato de Yitzhak Rabin; retomada das hostilidades
  • Resultado: sem acordo, hostilidades e conflitos entre israelenses e palestinos se intensificaram

A retomada da violência mesmo após os acordos de Oslo levou Clinton a tentar, mais uma vez, a conciliação entre lideranças israelenses e palestinas. Dessa vez, em Camp David, mesmo local onde ocorreu a primeira tentativa de resolução do impasse no Oriente Médio.

Havia grandes expectativas para um acordo definitivo, mas nada se concretizou na Cúpula de Camp David. As discordâncias continuaram ao redor dos territórios na Cisjordânia e em Jerusalém, e nenhum dos lados concordou em ceder.

Sem acordo, o fracasso da Cúpula de Camp David piorou a crise entre Israel e Palestina. Em setembro de 2000, o político Ariel Sharon — à época, na liderança da oposição — visitou a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, local sagrado para os muçulmanos. A ação revoltou os palestinos, que iniciaram a Segunda Intifada, revolta civil que deixou mais de 4 mil mortos.

Outras tentativas

Outros presidentes norte-americanos tentaram chegar a um plano para a paz no Oriente Médio. Na década de 2000, o então presidente George W. Bush se sentou com integrantes de vários lados no conflito para buscar, sem sucesso, a uma solução. Veja alguns exemplos:

  • Mapa para a Paz (2003)

Plano apresentado durante o governo de George W. Bush nos EUA em conjunto com a Rússia, a União Europeia e a ONU. A proposta definia prazos e traçava planos em três fases para estabelecer fronteiras, interromper conflitos em andamento e iniciar a formação de um Estado Palestino. Houve sinalizações positivas dos dois lados do impasse, mas as conversas foram insuficientes para cessar a violência na região.

  • Conferência de Paz de Annapolis (2007)

Ainda sob a presidência de George W. Bush, os EUA tentaram mediar um acordo de paz entre palestinos e israelenses na Conferência de Paz de Annapolis. O presidente norte-americano esperava firmar um acordo de paz até o fim de 2008, data que coincidiria com o encerramento de seu mandato na Casa Branca. No entanto, a retomada do diálogo não resultou em nenhum tratado definitivo, sobretudo por causa das discordâncias sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

 

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