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segunda-feira, julho 13, 2026
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Ambulatório Estadual de Referencia em Hanseníase na Policlínica Oswaldo Cruz registrou mais de 700 novos casos em 2019

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Em 2019 na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), em Porto Velho, o Ambulatório Estadual de Referência registrou 4.290 atendimentos, em média 400 por mês, atualmente 74 pacientes estão em tratamento ativos.

A POC é referência estadual para a hanseníase, atende pacientes regulados, via Sistema de Regulação Estadual (Sisreg), do município de Porto Velho, interior e também do Sul do Amazonas e até do Acre.  A unidade funciona como retaguarda especializada para confirmação de diagnóstico de hanseníase em menores de 15 anos, hanseníase predominantemente neural, ou seja, quando o paciente não apresenta manchas na pele, e sim comprometimento neurológico. Casos de difícil diagnostico, reações racêmicas graves que é um episodio epidemiológico que pode acontecer durante o tratamento do paciente logo após a alta e também atende casos de recidivas, quando o paciente fez tratamento anteriormente para a hanseníase e, após cinco anos da alta, volta apresentar sinais e sintomas da doença.

“Nós chamamos de recidiva porque a doença volta, ou o paciente adquire novamente. Diferente da catapora e do sarampo, quando adquirida uma vez  o individuo cria imunidade, a hanseníase não tem essa capacidade de estimular o sistema imunológico do paciente, uma vez ele adoecendo, tratando e curando, não cria essa imunidade, ele pode contrair a doença novamente, por isso a importância de procurar o ambulatório de referência para fazer a avaliação. A recidiva é caso raro, acontece em menos de 1% dos pacientes que receberam tratamento adequado”, explicou o enfermeiro do ambulatório de referência estadual em hanseníase, Wanderlei Ruffato.

O Brasil registra em média de 25 a 30 mil casos de hanseníase por ano, a recidiva vai ter por volta de 150 a 200 casos.

“É uma situação rara, por isso o paciente precisa passar por um serviço de referência. Por mais que o médico da atenção básica suspeite de recidiva, ele não pode iniciar o tratamento sem que o paciente passe pela Policlínica Oswaldo Cruz”, destacou o enfermeiro.

DOENÇA

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta pele e nervos. É uma doença de evolução lenta. Após o contagio, o paciente pode demorar de 2 a 7 anos para apresentar os primeiros sinais ou sintomas.

Os sinais e sintomas mais comuns da hanseníase são manchas na pele avermelhada, acastanhada ou esbranquiçada, com diminuição ou perda da sensibilidade, podendo se manifestar através de comprometimento de nervos periféricos onde o paciente vai ter dor, dormência e formigamento em mãos, pés com perda da sensibilidade e das forças.

Ela se apresenta de quatro formas básicas, formas iniciais e mais avançadas, o importante é que todas as formas têm tratamento e cura. “O tratamento é gratuito, oferecido em todas as unidades básicas de saúde, de todos os municípios de Rondônia, dura em torno de seis meses a um ano, dependendo da forma de hanseníase que o paciente apresentar”, disse Wanderlei Ruffato.

O Ambulatório Estadual de Referência atende diariamente com equipe multidisciplinar de enfermeiros, técnicos de enfermagem, serviço administrativo, fisioterapeutas, psicólogos, assistente social, e médicos. “A hanseníase atinge homens, mulheres e crianças de todas as idades, de qualquer cor, raça ou classe social, o importante é que tem tratamento e tem cura”, destacou Ruffato.

GESTANTES | Atendimento do Centro de Referência da Mulher suspenso nos dias 28, 29 e 30

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A Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que em razão das atividades do processo de Planificação da Atenção Básica, o Centro de Referência da Mulher estará fechado ao público nos dias 28, 29 e 30 de janeiro.

O Centro de Referência da Mulher está passando por um processo de mudança no serviço oferecido à população, onde busca um novo modelo de atenção à gestante de alto risco e para crianças de 0 a 2 anos, também de alto risco. Nessa mudança o serviço terá como identidade o Centro Integrado Materno Infantil – CIMI.

O CIMI será uma unidade de referência para a região Madeira Mamoré (Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Nova Mamoré e Guajará-Mirim) atendendo com uma equipe multidisciplinar as gestantes e crianças estratificadas pela Atenção Básica com alto risco.

Para que o novo modelo seja implantado, servidores serão treinados para que a equipe seja capacitada e atenda da melhor forma a população.

O atendimento retornará à normalidade no dia 31 de janeiro, conforme agendamentos feitos pelo Sistema de Regulação do Município e caso algum atendimento tenha sido marcado para esse período de 28 a 30 de janeiro, serão remanejados para uma data próxima que será remarcado pelo Sistema de Regulação.

AUTISMO | Prefeitura divulga resultado preliminar de programa para trabalhar com aluno autista

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio do Departamento de Políticas Educacionais da Semed, divulgou na quinta-feira (23) o resultado preliminar do Programa Porto Velho em Ensino Estruturado Sobre Transtorno do Espectro Autista – TEA, referente à entrega de documentos no período de 6 a 10 de janeiro, conforme edital do processo seletivo simplificado n° 002/2019 DIFOR/DPE/GAB/SEMED.

Segundo o edital, a educação infantil deve proporcionar condições adequadas para promover o bem-estar da criança, seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual, moral, social, ampliar suas experiências e estimular seu interesse pelo processo de conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade.

Transtorno do Espectro autista (TEA) define-se por prejuízos persistentes na comunicação e interação social, bem como nos comportamentos que podem incluir os interesses e os padrões de atividades, sintomas estes presentes desde a infância que limitam ou prejudicam o funcionamento diário do indivíduo.

A Prefeitura, sempre visando à melhoria na qualidade da educação, está capacitando servidores da rede municipal de ensino e profissionais das instituições parceiras da Semed.

Brasil e Índia terão parceria para a produção animal

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(Nova Delhi - Índia, 25/01/2020) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante reunião privada com o Primeiro-Minstro da Índia, Narenda Modi . Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O Brasil e a Índia deverão desenvolver projetos em parceria para pesquisa e produção animal. Uma declaração conjunta assinada pelos dois governos foi celebrada durante a visita oficial do presidente da República Jair Bolsonaro ao país asiático.

Segundo nota do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a declaração “prevê cooperação em sanidade animal (comércio de animais, material genético e produtos de origem animal), que envolve pecuária e pesca; capacitação técnica (assistência técnica, cursos e estágios e transferência de tecnologia em reprodução animal) e pesquisa em genômica bovina e intercâmbio mútuo de germoplasma (material genético)”.

Há expectativa ainda de que o Brasil coopere na instalação de um centro de excelência em pecuária leiteira na Índia.

Brasil e Índia divulgaram comunicado conjunto com 48 pontos, seis na área de agricultura, pecuária e processamento de alimentos. Entre eles, Bolsonaro e Modi anunciam a abertura do mercado indiano para exportações brasileiras de gergelim e a abertura do mercado brasileiro para exportações indianas de sementes de milho. Também foram assinados acordos em áreas como ciência e tecnologia, energia, segurança e previdência social.

Os dois governos manifestaram interesse em aumentar outras trocas comerciais, como as exportações de abacate, cítricos e madeira de ipê, provenientes do Brasil, e as exportações de milheto (no Brasil utilizado para alimentação de gado), sorgo, canola e algodão, da Índia.

Hoje (26) é Dia da República da Índia, data para a qual o presidente Bolsonaro foi convidado pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi a visitar o país.

Segundo pesquisa, partido do ex-presidente Evo Morales lidera intenções de voto na Bolívia

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Segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (26), o Movimento Al Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, lidera as intenções de voto para as próximas eleições na Bolívia, programadas para 3 de maio, como informou o jornal Página Siete.

A pesquisa, criada pela empresa Mercados y Muestras, foi realizada entre os dias 9 e 13 deste mês. O questionário não tinha o nome do candidato do MAS, o ex-ministro da economia Luis Arce, que foi nomeado oficialmente pelo partido depois do período da pesquisa, mas apenas mencionava a sigla partidária.

O partido do ex-presidente, que se encontra refugiado na Argentina desde dezembro, obteve 26% de intenção de voto.

Em seguida, aparecem o candidato de direita, Luis Fernando Camacho, e o ex-presidente Carlos Mesa, ambos com 17%. A pesquisa também incluiu a possibilidade de candidatura da presidente interina Jeanine Áñez, que figura com 12%.

Após a divulgação da pesquisa, Morales escreveu em seu Twitter: “em todas as pesquisas somos os primeiros”, e acrescentou que “nas próximas pesquisas estaremos em uma posição ainda melhor”, anunciou o ex-presidente, que afirmou que estariam “prontos para vencer o golpismo e recuperar a nação”.

Segundo o documento, os indecisos e os que não escolheram ninguém chegam a 9%.

A pesquisa foi realizada com uma amostra de 800 pessoas maiores de 18 anos, nas 10 principais cidades do país, com uma margem de erro de aproximadamente 3,47%.

A Bolívia irá às urnas em 3 de maio próximo e um eventual segundo turno será realizado em 14 de junho.

Morales renunciou à Presidência em meio à convulsão social após sua vitória no primeiro turno das eleições presidenciais em 20 de outubro, um pleito que foi suspenso depois que uma auditoria da OEA encontrou irregularidades em sua realização.

Pequenos negócios tem até o dia 31 para aderir ao Simples Nacional

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Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal

O prazo para que os micro e pequenos empreendedores que foram excluídos do sistema de tributação Simples Nacional – regime que agrega em uma só tarifa impostos federais, estaduais e previdenciários – têm até o dia 31 de janeiro, sexta-feira, para regularizar pendências e aderir novamente ao modelo de tributação.

Para retornar ao sistema, empreendedores não podem ter débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Se o contribuinte tiver o pedido de reinclusão no Simples aprovado, a empresa será readmitida no regime com data retroativa a 1º de janeiro.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição municipal ou estadual, e desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ ). Para empresas abertas a partir de 1º de janeiro de 2020, o prazo de adesão é de 60 dias. Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

O Simples agrega oito tributos de uma única vez, o que reduz os custos tributários e diminui a burocracia para a manutenção dos negócios. O devedor tem a opção de realizar o pagamento à vista, abater parte da dívida com créditos tributários ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Segundo informações da Receita Federal, as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples são a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes ou o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação.

Brasileira desenvolve novo tratamento para câncer de ovário

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São Paulo - O hospital A.C. Camargo, que é referência no tratamento de câncer, realiza parceria internacional de pesquisa sobre a doença com o programa Grand Challenge (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Um grupo de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Itália, coordenado por um professor brasileiro, desenvolveu um composto com ação potente e seletiva contra o câncer de ovário. O estudo realizado com o novo composto à base de paládio – metal raro de alto valor comercial – demonstrou sua eficácia contra células de tumor de ovário sem afetar o tecido saudável. Além disso, testes em células tumorais indicaram que o composto age contra tumores resistentes ao tratamento mais utilizado atualmente no combate ao câncer de ovário, que é feito com um fármaco chamado cisplatina.

O trabalho foi conduzido durante a pesquisa de doutorado da professora Carolina Gonçalves Oliveira, atualmente no Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A cisplatina é um quimioterápico eficiente para tumores no ovário, mas o tratamento pode causar efeitos colaterais severos aos pacientes, afetando rins, sistema nervoso e audição. Segundo o pesquisador do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) Victor Marcelo Deflon, que coordenou o estudo, isso acontece porque a molécula não é muito seletiva, ou seja, afeta também células saudáveis.

“[O novo composto] tem alta seletividade para células de câncer, isso traz uma expectativa de menos efeitos colaterais. E ele é ativo em células de câncer resistentes à cisplatina, isso é ótimo porque é uma alternativa para tratar câncer nesses casos que são resistentes à cisplatina”, disse Deflon. “Algumas células de câncer aprendem a se defender da cisplatina, então ficam resistentes”, complementou.

Os pesquisadores identificaram o mecanismo de ação do novo composto e concluíram que há diferenças em relação à cisplatina. “O fato de ele [novo composto] atuar em células resistentes à cisplatina mostra que o mecanismo de ação dele é diferente, então a gente foi estudar qual era o mecanismo e acabou encontrando que o potencial alvo dele é uma enzima, não o DNA”, disse.

Testes clínicos

O composto à base de paládio teve ação na topoisomerase, uma enzima presente em tumores e que participa do processo de replicação do DNA, sendo um alvo potencial para quimioterápicos. “Essa enzima tem altas concentrações em células de câncer porque são células que se reproduzem muito rápido e ela está relacionada com metabolismo celular para replicação das células”, disse.

Já a cisplatina age diretamente no DNA, causando mudanças estruturais nele, impedindo a célula tumoral de copiá-lo. Deflon explicou que são alvos diferentes, mas tanto a cisplatina como o composto de paládio inibem o processo de divisão celular do tumor.

A partir dessa descoberta, os pesquisadores devem buscar o desenvolvimento de versões ainda mais eficientes do composto para obter uma molécula que possa ser testada em animais com boas chances de sucesso. Depois de testes bem-sucedidos em animais, a molécula pode ser levada para testes clínicos.

“É uma tentativa de desenvolver um fármaco que tenha menos efeitos colaterais que a cisplatina e, nesse caso, ele é mais seletivo tanto para célula que é sensível à cisplatina quanto para célula que é resistente à substância”, acrescentou.

MEC define critérios para habilitar faculdade a ofertar cursos técnicos

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O Ministério da Educação (MEC) divulga no Diário Oficial da União (DOU) os procedimentos e critérios para habilitação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Ipes) interessadas em ofertar cursos de educação profissional técnica de nível médio.

A portaria com a regulamentação faz parte do Programa Novos Caminhos do MEC, lançado em outubro passado pela pasta com o objetivo de ampliar em 80% as matrículas de alunos nesses cursos – subindo de 1,9 milhão para 3,4 milhões – até 2023. O programa tem uma série de semelhanças com o Pronatec, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. A exemplo do programa anterior, o Novo Caminhos prevê parcerias com o Sistema S, a rede federal e faculdades privadas.

“Para fins do disposto na Portaria MEC nº 1.718, de 2019 e nesta Portaria a autorização e a habilitação a serem concedidas se darão exclusivamente para cursos técnicos de nível médio cujas denominações constem do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), sendo vedada proposta que apresente denominação experimental”, cita a portaria.

A instituição interessada deve pedir autorização para oferta de curso técnico mediante pré-cadastro de curso técnico no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), exclusivamente nos seguintes períodos: de 1º de fevereiro a 1º de março, para cursos com oferta prevista para o 2º semestre do mesmo ano; de 1º a 31 de julho, para cursos com oferta prevista para o 1º semestre do ano seguinte.

BBB 20: Bianca e Chumbo se enfrentam no primeiro paredão do reality

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O primeiro paredão do Big Brother Brasil 20 está formado, e Bianca enfrentará Chumbo e o público decidirá quem deixa o reality na próxima terça-feira.

A primeira emparedada foi Bianca, que foi indicada pelo líder da semana, Petrix. Posteriormente, no voto da casa, os dois mais votados foram: Pyong Lee com 10 votos e Chumbo com 4.

Os dois mais votados participaram de uma prova ‘bate e volta’ e que tiraria um deles do paredão. Pyong levou a melhor, e com isso, Chumbo enfrenta Bianca.

TRF-3 nega pedido do governo e mantém suspensa divulgação do resultado do Sisu

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A presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargadora Therezinha Cazerta, rejeitou na noite deste domingo (26) pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar a decisão que suspende a divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) assim que as inscrições forem encerradas – às 23h59 deste domingo.

O governo ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Procurada pela TV Globo, a AGU disse que recorrerá da decisão da desembargadora, mas ainda avalia se o recurso será apresentado ao STJ ou ao STF.

Com a decisão do TRF-3, segue em vigor a liminar (decisão provisória) concedida pela Justiça Federal de São Paulo – que impede que os resultados sejam divulgados na terça-feira (28), data estimada pelo governo.

Para a presidente do TRF-3, os entendimentos da Justiça Federal de São Paulo “nada mais fizeram do que proteger o direito individual dos candidatos do Enem a obterem, da administração pública, um posicionamento seguro e transparente a respeito da prova que fizeram”.

“Dar prosseguimento ao cronograma, nessa direção, sem enfrentar adequadamente as consequências de algo ocasionado pela própria União Federal é que é um risco à política educacional do país, e não o contrário, porque implica, como fica claro do que consta nestes autos, validar os resultados de um exame, utilizando-o para definir o futuro das pessoas e balizar políticas públicas, sem que houvesse um grau mínimo de transparência a respeito dos pedidos apresentados pelos candidatos e uma reavaliação do impacto que o equívoco teve para os demais candidatos”, afirma Therezinha Cazerta na decisão.

A 8ª Vara Cível de SP ordenou que o governo comprove que o erro na correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foi totalmente solucionado.

Para a AGU, a decisão de São Paulo representa “prejuízo a todos os estudantes que obtiveram nota necessária e que não poderão ingressar desde logo e mais brevemente em instituição pública de ensino superior”.

O que diz a desembargadora

Na decisão de 24 páginas, a desembargadora destacou que a suspensão de liminar é “um mecanismo processual excepcional”, que não pode servir para corrigir uma decisão da instância inferior. Para ser concedida, deve afetar valores como saúde, segurança e economia pública.

Por isso, na avaliação dela, o argumento do governo de que um juiz de São Paulo não poderia ter decidido, porque uma ação parecida chegou primeiro na Justiça em Brasília, não serve para suspender a liminar. Conforme a desembargadora, cabe ao governo recorrer nas vias próprias para tentar enviar o processo para Brasília.

Therezinha Cazerta afirmou também que, segundo a Defensoria Pública da União em SP, “houve um equívoco na correção das provas” do Enem.

Segundo a desembargadora, há um problema “evidente” porque quase 6 mil candidatos tiveram as provas novamente corrigidas e também é preciso atentar para a metodologia aplicada aos demais candidatos.

“Assim, mais do que apenas corrigir as provas em que havia o erro gráfico – primeiro aspecto do problema – seria necessário colher uma nova amostra – fazendo-o de um universo em que todas as provas estivessem corretamente corrigidas –, calibrando os itens do exame novamente e produzindo, por consequência, uma nova correção de todas as provas, em que aplicados esses novos parâmetros.”

Por essa razão, segundo Therezinha Cazerta, a Justiça de São Paulo pediu que o governo comprovasse que a situação foi resolvida. A desembargadora afirmou ainda que o governo não conseguiu comprovar que haverá prejuízo com a suspensão do processo do Sisu até uma averiguação detalhada.

Ela afirmou ainda que a situação provocou uma “crise” de “confiabilidade” em relação ao Enem. E que o governo não pode se recusar a dar uma “satisfação transparente”.

“Os efeitos decorrentes da decisão do juízo de primeiro grau – a exigência de que o Estado forneça uma resposta transparente e adequada, mesmo que ausente mudança de nota, àqueles que o solicitaram – não são inócuos, mas, pelo contrário, traduzem-se na proteção aos direitos dos concorrentes ao exame de terem os esforços que despenderam na realização da prova respeitados pelo ente público”, diz trecho da decisão.

Conforme a desembargadora, a decisão de primeira instância “exige, em síntese, que a União Federal aja com um mínimo de responsabilidade em relação à situação por ela própria criada, fornecendo uma resposta”.

Para ela, o governo precisa responder se o erro “prejudicou ou beneficiou” alguém. “Nesse sentido, ao contrário do que consta na nota, a pergunta que incumbe à União Federal responder, de forma clara e direta é se a utilização de uma amostra em que contidas provas corrigidas equivocadamente prejudicou ou beneficiou algum candidato do Exame Nacional do Ensino Médio relativamente aos demais – algo que, reitere-se, não está claro dos autos”, declarou Therezinha Cazerta.

O que diz o governo

No recurso de 60 páginas apresentado ao TRF-3, a AGU informou que não foi formalmente notificada da decisão da Justiça de São Paulo, mas que recorreu antes disso “diante do grave risco de lesão para todos os programas do Ministério da Educação de acesso à educação superior”. Isso porque, ao suspender o Sisu após o prazo de inscrições, também podem ficar comprometidos o Prouni e o Fies.

O governo disse ao TRF-3 que, assim que os problemas foram detectados, tomou “todas as medidas administrativas necessárias para solução dos problemas” e que há diversas ações protocoladas no país, inclusive antes da que chegou em São Paulo, e por isso o juízo do estado não deveria ser responsável pelas ações. Para o governo, a Justiça do Distrito Federal recebeu antes um processo e, portanto, deveria ser a único responsável por analisar ações sobre o tema.

A AGU diz ainda que a Defensoria Pública, autora da ação que gerou a decisão, tem competência apenas para interesses de pessoas necessitadas. “A DPU não apresenta legitimidade para a defesa dos interesses específicos desse grupo de alunos sem que tenha sido feita uma avaliação do real estado da hipossuficiente desses alunos”, afirma o recurso.

Falha no Enem

Na última segunda-feira (20), o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, disse que um erro na gráfica Valid Soluções S.A. provocou falha na correção de gabaritos.

Lopes afirmou que a gráfica imprime o caderno de questões do candidato, que é identificado com um código de barras do aluno. Depois, imprime o cartão de respostas (gabarito), que também tem um código. Outra máquina une estes dois documentos. O erro ocorreu nesta união e na geração do código de barras.

“O que acontece? A gráfica imprimiu a prova e um cartão resposta. Tem um código de barras do aluno. Uma outra máquina pega essa prova e faz a associação com o gabarito e grampeia. Neste momento, temos o código de barras da prova e o código de barras do cartão resposta. Há um casamento: a associação entre a prova e o participante. Neste processamento da gráfica foi onde ocorreram estas inconsistências”, disse Lopes.

Segundo o Inep, órgão responsável pelo exame, após a revisão, foram identificados problemas em cerca de seis mil provas. Ao todo, 3,9 milhões de pessoas fizeram o Enem 2019.

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