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domingo, julho 12, 2026
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ONG em Goiás acolhe onça que ficou cega após ser atingida por tiros de chumbinho: ‘Se sentindo em casa’

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Após quase quatro anos desde que ficou totalmente cega, a onça-pintada chamada Merlin ganhou uma nova casa. Ele foi levado a uma ONG dedicada à defesa dos felinos ameaçados de extinção, o Instituto NEX, em Corumbá de Goiás, na região central do estado. Segundo a presidente do instituto, Cristiane Gianne, o felino acostumou-se rapidamente com o novo lar.

“Como o Merlin é deficiente visual, nós ficamos muito preocupados em criar um ambiente em que ele tenha facilidade para se adaptar, mas a onça surpreende a gente. Ele teve uma adaptação espetacular. Ele já está se sentindo em casa.”, disse Cristiane.

Cristiane conta que Merlin ficou totalmente cego em 2016 após ser atingido por tiros de “cartucheira”, que são armas que atiram um raio grande de chumbo.

Na época do acidente, o felino vivia em uma reserva ambiental em Pinheiro, no Maranhão, e, quando foi ferido, foi resgatado pelos bombeiros e colocado dentro de um barco para ser levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de São Luis, onde ficou até a última quinta-feira (16), quando veio a Goiás.

Imagem mostra Merlin sendo transferido de barco, quando foi ferido, em 2016 — Foto: Divulgação/Ampara Silvestre

“O Cetas cuidou dele, mas lá é um centro de triagem, então, precisava de um lugar para ele ficar. Só que o Cetas ofereceu ele para várias instituições e ninguém quis, justamente porque ele é deficiente.”, disse.

O instituto ficou sabendo da história de Merlin há anos, no entanto, segundo Cristiane, o processo para transportar uma onça é complicado.

“É uma operação cara. Para se ter uma ideia, só a caixa com que trouxe Merlin pesou cerca de 225 kg, com ele dentro. Então, nós precisávamos de patrocínio. E depois de um longo processo, conseguimos um voo de cortesia e conseguimos trazer o Merlin.”, disse.

Merlin chegou à nova casa na última quinta-feira (16), em Corumbá de Goiás — Foto: Raul Coimbra/NEX

Recinto de 130 metros quadrados é totalmente adaptado para necessidades especiais do felino, segundo NEX — Foto: Raul Coimbra/NEX

Ambiente adaptado

Por conta da deficiência de Merlin, foi preciso criar um recinto adaptado para o felino, para atender as suas necessidades especiais.

“Nós pensamos em tudo. Pensamos em fazer um ambiente para que ele circule com facilidade, para que ele possa ir até a gruta. O lago, por exemplo, tem a profundidade para que ele se sinta seguro e para que ele não se afogue.”, disse.

Para criar um espaço como esse, Cristiane explicou que precisa contar com apoio de instituições que também atuam em defesa desses animais. Segundo ela, todas as adaptações são de alto custo.

A Ampara, por exemplo, é uma instituição que criou uma campanha chamada “Life Print” para vender produtos a fim de arrecadar dinheiro para essas causas, além de receber doações. Foi por meio desta campanha que o Merlin foi transferido para o NEX.

“Os custos para fazer um recinto como o do Merlin, que é de uma área de 130 metros quadrados, não é baixo. É um custo muito alto, e ainda tem os valores de manutenção.”, conta.

Adaptação do Merlin foi "espetatular", segundo Cristiane — Foto: Raul Coimbra/NEX

Justiça de MG dá aval para que goleiro Bruno Fernandes more em MT e trabalhe em time de futebol

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O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a mais de 20 anos de prisão por participação na morte da modelo Eliza Samudio, mãe de um filho dele, obteve a liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, time com sede em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG).

A ida de Bruno para o time varzea-grandense tem gerado polêmica desde o ano passado, quando a proposta foi realizada pelo clube de futebol.

alguém que tenha sido condenado pelo crime de homicídio tem o direito a recomeçar a vida, inclusive profissional, mas não deve ocupar uma posição em que deve ser tratado como ídolo.

O conselho ressalta que Bruno, à época do crime jogador do Clube de Regatas do Flamengo, foi condenado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.

“Trata-se de alguém que demonstrou profundo ódio e total desrespeito às mulheres ao tratar dessa forma cruel e bárbara aquela que seria a mãe do seu filho”, diz trecho da nota emitida pelo conselho.

Cenipa investiga acidente entre caminhão e helicóptero do governo do Acre

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciou as investigações sobre o acidente envolvendo um caminhão baú e o helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) do governo do Acre, em Rio Branco, no sábado (18).

Os trabalhos são feitos por equipes do 7º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).

Em nota, o Grupo Amazon Fort, responsável pelo caminhão baú, disse que está colaborando com as autoridades e aguarda os resultados das perícias das polícias Rodoviária Federal e Civil e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Confira a nota na íntegra mais abaixo.

“A empresa trabalha sob responsabilidade, cumpre as normas de segurança e sempre se porta a favor da preservação do meio ambiente. Dito isto, informamos à população que foi feita a coleta e remoção do resíduo hospitalar que caiu no acidente e o transbordo de toda carga do caminhão envolvido no acidente para outro caminhão e destinado à nossa unidade localizada em Rio Branco”, destaca.

O helicóptero estava em uma rotatória da BR-364, região do Segundo Distrito, e, quando se preparava para decolar, um caminhão acabou colidindo contra a hélice da aeronave.

Na aeronave haviam cinco pessoas, dois comandantes e três tripulantes. Dois dos tripulantes tiveram ferimentos leves, assim como o motorista do caminhão, e foram encaminhados para o pronto-socorro da capital acreana.

O coordenador do Ciopaer, Nayk Souza, disse em entrevista no sábado que toda documentação do helicóptero está em dia e que a seguradora foi acionada.

“Todo contrato de manutenção e seguros da aeronave estão em dia. Todos eles foram acionados e estão tudo ok e somente esperando o procedimento das duas seguradoras,no caso do Seripa que é prevenção de acidentes e seguradora da aeronave pra cobrir o prejuízo”, disse.

Investigação

Em nota, o Cenipa informou que os investigadores iniciaram o processo que levanta todos os dados do acidente como: fotos, partes da aeronave, documentos e depoimentos dos envolvidos.

“A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação. A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo Cenipa terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente”, destaca a nota.

‘Área não estava isolada’

O encarregado a empresa do caminhão que se envolveu no acidente, Charles Matos, disse que três pessoas estavam no veículo no momento do acidente.

“A gente fazia as coletas diárias dos hospitais da capital e estava retornando. Íamos fazer uma parada no posto de gasolina para retornar à nossa unidade e aconteceu de o helicóptero estar funcionando e o caminhão passou ao lado e aconteceu essa fatalidade”, disse.

Matos não estava no momento do acidente, mas que os vídeos feitos no local serão repassados para a empresa. Ele frisou ainda que o trânsito estava normal no local, sem interdição, no momento em que o helicóptero levantava voo.

“Pelos vídeos que agente têm, a área não estava isolada. Estava tendo tráfego no local onde estava o helicóptero. Acho que esse é o fato que pode ter ocasionado o acidente, mas a gente deixa isso para a perícia, para que eles possam averiguar e resolver a situação”, pontuou.

O motorista do caminhão e outro colaborador, segundo ele, estão em estado de choque e que a hélice passou próximo à boleia.

A empresa ainda contabiliza os prejuízos com o acidente.

Nota do Grupo Amazon Fort:

O Grupo Amazon Fort, que trabalha há quinze anos com soluções e sinistros ambientais vem a público esclarecer o envolvimento de sua frota no acidente com o helicóptero Harpia 01. A Amazon Fort informa que vem colaborando com as autoridades. Ressaltamos que toda documentação ambiental e rodagem do caminhão e a documentação do motorista encontram-se regularizadas e foram apresentadas. Até o momento foram feitas as perícias da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil, e aguarda perícia da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) prevista para domingo, dia 19 de janeiro.

A empresa trabalha sob responsabilidade, cumpre as normas de segurança e sempre se porta a favor da preservação do meio ambiente. Dito isto, informamos à população que foi feita a coleta e remoção do resíduo hospitalar que caiu no acidente e o transbordo de toda carga do caminhão envolvido no acidente para outro caminhão e destinado à nossa unidade localizada em Rio Branco.

Emitiremos uma segunda nota após a conclusão da perícia pela Anac e nos colocamos à disposição da imprensa para prestar esclarecimentos que se fizerem necessários.

Voluntários plantam 600 mudas para ajudar na recuperação de nascente em Jaru, RO

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Cerca de 30 pessoas plantaram 600 mudas de árvores em uma área de preservação permanente no sítio J5 em Jaru (RO) no Vale do Jamari. A equipe é composta por proprietários rurais, voluntários do grupo Água Viva e crianças que decidiram passar o sábado (11) cuidando do meio ambiente.

Os voluntários plantaram as mudas perto de uma nascente degradada. Eles acreditam que essa ação é o primeiro passo para a recuperação do local.

A propriedade é da família de dona Leontina Franco desde a década de 1970. Quando os pais dela chegaram ao local existia uma nascente que abastecia a casa da família.

“Aqui corria uma água muito bonita e a gente não tinha consciência que deveria cuidar então aqui era passador de gado, a gente passava cavalo e aí ela foi se acabando. Conforme o gado passava aqueles ‘terrões’ iam caindo e hoje está aqui desse jeito”, explica Leontina.

A moradora afirma que a família já tentou recuperar a nascente, mas a esperança de revitalizar o córrego só veio com a ajuda dos voluntários do grupo Água Viva.

Grupo trabalha recuperando nascente em Jaru (RO). — Foto: Grupo Água Viva/Divulgação

O grupo Água Viva surgiu em 2017 e atualmente conta com mais de 100 integrantes. O trabalho é totalmente voluntário.

A agrônoma Elisangela Barbosa levou o filho Alexandre de 6 anos para participar da atividade. “Eu joguei pó de pedra, plantei a árvore, eu cavaquei”, fala o menino contente.

Elisangela diz que faz questão de incluir o pensamento ecológico a rotina da família. Um exemplo disso é que na festa de aniversário de cinco anos de Alexandre ela distribuiu mudas de árvores para os convidados.

“Não sobrou nenhuma e teve convidado que perguntou se não havia outras para levar”.

Alexandre Barbosa, de 6 anos, plantando mudas em Jaru (RO). — Foto: Grupo Água Viva/ Divulgação

O trabalho também foi acompanhado pelo biólogo Elisandro Campos. De acordo com ele, o local sofre com um processo de assoreamento, que acontece quando cursos d’água são afetados pelo acúmulo de sedimentos, por isso a inclusão de novas mudas ao solo deve ser feita de forma cuidadosa para não desgastar ainda mais local.

“A gente precisa de bastante raízes, precisa de bastante copa pra proteger essa área, evitar que mais terra desça. A gente tem que ter esse cuidado ao colocar cada espécie dentro de um ambiente”, diz o biólogo.

Voluntários plantaram 600 mudas em Jaru (RO) — Foto: Grupo Água Viva/Divulgação

Para a proprietária do local a ação é um sonho sendo realizado. “Eu fiz uma vez, meu irmão cercou eu tentei reflorestar sozinha, mas uma andorinha sozinha não faz verão. E depois, com surgimento desse grupo, que veio assim como uma bênção do céu, hoje a gente começa a realizar um sonho, recuperar o que a gente destruiu”, comemora Leontina Franco.

Vazamento desperdiça água por mais de 12 horas em condomínio de Porto Velho; veja vídeos

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Vazamento de água em condomínio de Porto Velho causa desperdício por mais de 12 horas
Moradores do Bairro Novo registraram desperdício de água tratada por mais de 12 horas em Porto Velho.

Vazamento de água em condomínio de Porto Velho provocou desperdício de água tratada por mais de 12 horas, segundo denúncia de moradores do residencial Bairro Novo, na capital rondoniense.

Os registros feitos por moradores mostram que o problema começou a ser percebido na noite de sábado e seguiu até a manhã de domingo. Funcionários do local confirmaram o vazamento, que teria feito a água transbordar das caixas d’água e alcançar a pista do condomínio.

▶ Ative o som e assista ao vídeo completo

Vazamento de água em condomínio de Porto Velho foi gravado em dois horários

De acordo com o relato apresentado, o primeiro vídeo foi registrado por volta das 20h de sábado. O segundo foi feito às 8h20 de domingo, o que indica que o desperdício de água tratada persistiu ao longo da madrugada e da manhã seguinte.

Nas imagens, a água aparece transbordando das caixas e avançando até a pista do residencial. O cenário reforça a indignação dos moradores, que relatam que o problema se prolongou por horas sem solução imediata.

Moradores do Bairro Novo dizem que estrutura já apresentava problemas

Os vídeos foram enviados por um casal que mora no condomínio há cerca de um ano. Segundo o relato, outros vazamentos já haviam ocorrido anteriormente, mas não com a mesma proporção mostrada agora.

Um dos moradores afirmou que percebeu a situação durante uma caminhada noturna e voltou ao local na manhã seguinte para conferir se o problema havia sido resolvido. Segundo ele, a água continuava derramando e a estrutura do sistema já apresentava sinais de desgaste havia algum tempo.

Caerd informou envio de operador técnico ao local

Segundo o texto-base, o g1 entrou em contato com a assessoria da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia. A Caerd informou que um operador técnico foi enviado ao local no domingo para entender a origem do vazamento e buscar uma solução para o problema.

A resposta indica que o caso passou a ser acompanhado pela companhia após a repercussão da denúncia dos moradores, que cobravam providência diante do desperdício prolongado.

Resumo rápido

  • Moradores denunciaram desperdício de água por mais de 12 horas
  • Água transbordou das caixas e chegou à pista do residencial
  • Vídeos foram gravados na noite de sábado e na manhã de domingo
  • Caerd informou envio de operador técnico ao local

Área do vazamento fica em estrutura que passa por reforma

O texto também informa que a área onde ocorreu o vazamento corresponde a uma estação de tratamento de esgoto que está em reforma. Esse detalhe ajuda a contextualizar o problema e pode ser determinante para entender a origem da falha no sistema.

Com isso, o caso chama atenção não apenas pelo desperdício de água tratada, mas também pela necessidade de manutenção e monitoramento mais eficiente em estruturas essenciais de abastecimento e saneamento em Porto Velho.

Mais informações sobre abastecimento e saneamento podem ser acompanhadas no portal oficial da Caerd.

Procon divulga lista de materiais que não podem ser exigidos por escolas de RO; veja lista

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Com o início da volta à aulas, o Procon de Rondônia divulgou uma lista dos materiais que não podem ser cobrados pelas instituições de ensino. (veja lista completa ao fim da reportagem).

Segundo o órgão, a lista é válida em todo território nacional.

O Procon informou que constam na relação 50 itens que são de responsabilidade da instituição e não do aluno. Entre eles estão o álcool hidrogenado, fita adesiva, canetas para lousa, giz, argila, copos descartáveis e papel higiênico.

Itens proibidos

  • Álcool (líquido ou em gel)
  • Flanelas
  • Sabonete, shampoo
  • Glíter/pupurina
  • Argila
  • Miniaturas em geral (carros, aviões,construção);
  • Sacos plásticos
  • Gibi
  • Bolas de sopro
  • Giz branco ou colorido
  • Papel TNT
  • Algodão
  • Balde e brinquedos para praia
  • Grampeador e grampos
  • Cartolina
  • Livros de plástico para banhos
  • Brinquedos e jogos em geral
  • Material de informática (tonner, pendrive, cd, cartuchos, dentre outros)
  • Carimbos
  • Lenços descartáveis
  • Cordão e linha
  • Lixa em geral
  • Fitas adesivas
  • Papel A4 ou similar
  • Detergente
  • Látex maquiagem
  • Produtos de construção civil (pincel, argamassa, cimento, dentre outros)
  • Copos, pratos e talheres descartáveis
  • Esponja para pratos
  • Marcador para retroprojetor
  • Fitas adesivas
  • Medicamentos
  • Fitas decorativas
  • Palitos de dentes
  • Isopor
  • Pasta de dentes
  • Material de limpeza em geral (desinfetante, lustra móveis, sabão em barra, dentre outros);
  • Palitos de churrasco e sorvete
  • Fitas dupla-face
  • Pincel
  • Filtros de papel
  • Pregadores de roupas
  • Fantoches
  • Papel de convite
  • Canudinhos
  • Plástico

Mulheres dão à luz bebês saudáveis após gravidez molar; Rondônia é referência no atendimento

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Dezoito gestantes ganharam bebês saudáveis após tratamento contra a doença trofoblástica gestacional (mola hidatiforme) no Centro de Referência de Doença Trofoblástica de Rondônia (Centrogesta), que funciona na Unidade de Oncologia do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho.

Claudionor Pereira de Souza acompanha o tratamento da esposa, Leiliane Rodrigues dos Santos, antes e depois da chegada de Jean, de um mês. Ambos são deficientes auditivos. Ele é professor de Língua Brasileira de Sinais (Libras), ela trabalha em casa.

Leiliane já tinha um filho, quando foi diagnosticada com a doença em 2014. Começou a se tratar, teve alta em 2016, e ainda frequenta o hospital.

Embora ainda não exista estatística confiável, acredita-se que no país haja um caso de mola para duzentas a quatrocentas gestações normais.

Desde 2013, quando o Centrogesta foi criado e passou a funcionar no HB, ninguém ouvia falar nessa doença em Rondônia, até que a médica Rita de Cássia começou a se dedicar ao atendimento e ao seu estudo.

Atualmente, 322 mulheres com doenças da placenta são atendidas em Porto Velho. Entre outros cuidados, funciona o tratamento quimioterápico.

“Nenhuma mulher morreu em quatro anos de intenso atendimento; reconhecemos a boa parceria que até agora conseguimos”, comenta a diretora do Centrogesta, médica Rita de Cássia Alves Ferreira da Costa.

Os parceiros aos quais se refere são o diretor do Laboratório de Patologia e Análises Clínicas (Lepac), Paulo Giroldi, e equipe; a médica patologista Cindy Bariani; a psicóloga Rose Brito, atualmente na Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), e voluntária do serviço; Unidade de Oncologia do HB; Hospital São Pelegrino; Hospital de Amor da Amazônia; e enfermeiros da unidades básicas de saúde no interior do estado.

No ano passado, o Centrogesta foi destaque no relatório do Ministério da Saúde, pela contribuição estratégica ao Panorama da Vigilância Epidemiológica das Doenças Crônicas Transmissíveis no Brasil. Conheça o relatório.

Há pacientes de alto e de baixo risco, explica Rita de Cássia. O que acontece após a confirmação do diagnóstico? Ela explica que o útero deve ser esvaziado o quanto antes. “Trata-se de procedimento cirúrgico sob anestesia geral, feito por médico, e mesmo não sendo uma cirurgia complexa, há riscos comuns, como em todo procedimento: perfuração uterina e hemorragia, mas tranquilizamos as mulheres, porque o tratamento é adequado”, esclarece.

Segundo ela, após o esvaziamento uterino, 80% das pacientes com mola completa e 95% daquelas com mola parcial evoluirão para a cura sem a necessidade de nenhum outro tratamento.

O esvaziamento uterino leva à gradual queda dos níveis de hCG sanguíneo, até atingir os níveis normais não gravídicos (menor que 5 mUl/mL). hCG é a sigla que representa o hormônio gonadotrofina coriônica, que só é produzido quando a mulher está grávida ou possui alguma alteração hormonal grave, que esteja sendo causada por alguma doença.

DIMINUIR MORTALIDADE MATERNA

Lembra Rita de Cássia que 20% das pacientes com mola completa e 5% com mola parcial não terão normalizados os níveis de hCG, daí a necessidade de outros tratamentos. “E as portas do Centrogesta estão abertas para prevenir consequências mais sérias; quando o tecido placentário anormal cresce, dizemos que a paciente desenvolveu uma neoplasia troflobástica gestacional”, explica.

A diminuição da mortalidade materna é um dos fatores positivos a impulsionar o trabalho do Centrogesta, que também envia pacientes pelo SUS para tratamento no Instituto Nacional do Câncer e na Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro.  Com neoplasia trofoblástica, Luana Zambotti, atualmente comerciária em Belo Horizonte (MG), esteve lá e venceu a doença.

Marilza Prado retornou bem a Porto Velho, após passar pelo exame pet scan, que constatou uma lesão pulmonar em consequência da mola. Essa tomografia computadorizada por emissão de pósitrons é muito utilizada para diagnosticar precocemente o câncer e outras 20 doenças.

CAMPO DE ESTÁGIO

“Doutor, que aconteceu com minha gravidez?”, “Doutor, a mola é doença maligna, um tipo de câncer”?”, “Doutor, por que eu?”, “Doutor, posso ficar grávida outra vez, sem riscos?”, “Doutor, por que eu preciso fazer tantas consultas depois de passar pela internação para ser submetida ao tratamento da mola?”.

Catalogadas pelo professor doutor Bruno Maurizzio Grillo, diretor do Centro de Doenças Trofoblásticas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, decano da Sociedade Brasileira de Doenças Trofoblásticas, essas perguntas são comumente feitas nos centros de referência.

Campo de estágio para acadêmicos de diversas Faculdades de Medicina, o Centrogesta recebe diretamente o apoio da Agevisa, onde a psicóloga Rose Brito, aproveitando o trabalho da equipe de Saúde em Família, responsável pelo programa pré-natal, capacita diversas turmas dispostas a aprender mais a respeito da doença trofoblástica.

No Rio de Janeiro, o médico especialista Antonio Braga recebe regularmente pacientes de Rondônia. Em 2015 ele veio a Porto Velho para uma palestra e conheceu o atendimento. O médico especializado em obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Maurício Guilherme Viggiano, também veio e também se tornou um incentivador ao esclarecimento da doença.

Para a médica Rita de Cássia, a detecção do problema e o acompanhamento constituem o tempo exato para salvar vidas. O sentimento de doação persiste, lembra a psicóloga Rose:

“Aqui, a gente põe a paciente no colo e chora com ela, quando tem alta”, diz.

MOLA HIDATIFORME (mh)

► Existe a mola hidatiforme completa e a mh parcial, capazes de evoluir para formas invasoras e/ou malignas nomeadas mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide.

► A gravidez molar é diferente, anormal. Na mh completa não há embrião, e é mais comum nas pacientes; já na mh parcial ele se desenvolve inicialmente.

► Sabendo tratar essa doença, identificam-se precocemente suas complicações e diminui o tempo de tratamento. A curta é certa.

► É fundamental que a mulher com gravidez molar frequente periodicamente o Centrogesta, para exames e monitoramento do hCG; fazer ultrassonografia e raio X, e saber se o seu caso evolui para remissão espontânea, ou se necessitará tratamento para conseguir a cura (remissão pós-tratamento).

► Mh completa, de baixo risco, acontece nos casos em que o tamanho uterino é igual ou menor à idade gestacional, o nível do hCG é semelhante ao de uma gestação normal, a idade materna inferior a 40 anos, e quando não existem outros fatores associados.

► Mh completa, de alto risco ocorre quando o útero é maior que a idade gestacional, os níveis de hCG mais altos que em gestações normais, os ovários se apresentam aumentadas e com cistos; a idade maior que 40, associada à hipertensão, hipertireoidismo, distúrbios de coagulação e/ou história prévia de gravidez molar ou neoplasia trofoblástica gestacional.

[Informações dos médicos especialistas Maurício Viggiano, professor da Faculdade de Medicina da UFG, e Bruno Maurizio Grillo, professor da Faculdade de Medicina da UFPR).

DIA DE ATENDIMENTO

Toda quinta-feira, das 13h às 18h, na Unidade de Oncologia (Unacon), antigo Hospital Barretinho, no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho.
Telefone: 69 3216 5719.

Cultivo de cacau além de ótima fonte de Renda pode ser uma solução ambiental

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Rondônia possui uma área plantada de 12 mil hectares de cacau, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), e quase totalidade destes cultivos são de plantas convencionais, originarias de sementes, que aos poucos são substituídas por clones de alto rendimento, à semelhança do que vem ocorrendo de modo acelerado na cafeicultura.

A lavoura do cacau em Rondônia deverá tomar novo impulso a partir das iniciativas do governo do Estado, por meio da Seagri, que tem se juntado à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e à Emater-RO, para incentivar os produtores a substituir os 12 mil hectares de cacau plantados no Estado, por plantas originárias de clones, altamente produtivos, trazidos do estado da Bahia.

A exemplo do que está acontecendo na cultura do café, cujas lavouras em alguns casos até triplicaram a produtividade, puxando o crescimento da produção, que em 2013 era de 1.357.000 sacas por hectare, e em 2019 chegou a 2.122.000 sacas de café. A mesma evolução é esperada para a cultura do cacau, cuja produtividade média no estado, em lavouras convencionais originárias de sementes, é de 530 quilos por hectare segundo dados da Seagri/Emater-RO, mas em lavouras originárias de clone chega-se a produzir até 3 mil quilos por hectare.

Considerando-se os dados acima, tem-se uma perspectiva otimista para a cultura do cacau em Rondônia, ainda mais, quando se verifica que o cacau é uma planta nativa da Amazônia, compatível com todos os modelos de sistemas agroflorestais. E que pode ser contada para fins reposição florestal, apoiando o produtor na solução de questões ambientais.

O cacau é uma cultura que possibilita um enorme leque de oportunidades para agregação de valores no processamento do produto, desde a produção artesanal de chocolates, licores e geleias, até a comercialização de amêndoas em grande escala, para as indústrias de outros estados e países, favorecendo a economia rondoniense, com a entrada de divisas.

Em um esforço comum, o secretário de agricultura Evandro Padovani, o diretor-presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, e o superintendente da Ceplac,  João Batista Nogueira, têm buscado investir na divulgação das tecnologias de melhoria da produção cacaueira, utilizando todas as vitrines disponíveis, e recursos humanos.

Para tanto, já foram capacitados 73 técnicos da Emater-RO, de todos os municípios, para orientar os produtores interessados em revitalizar suas lavouras ou formar novos cultivos, com o uso da tecnologia clonal de propagação de plantas.

Reunião com agricultores familiares em Cacoal reforça investimentos no PAA

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Na manhã desta sexta-feira (17), um encontro em Cacoal reuniu agricultores familiares, órgãos de governo e entidades beneficiadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo de Rondônia. Desde sua criação, em 2010, o Programa, coordenado pela Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) e executado pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), investiu mais de R$50 milhões na aquisição de produtos como hortaliças, legumes, queijos, frutas e cereais, colaborando para a diversificação da agricultura familiar. Em Cacoal, os produtos adquiridos são destinados à entidades como Casa de Acolhida São Camilo, Centro de Reabilitação Neurológica Infantil (Cernic), Abisai e Guarda-Mirim, entre outras.

Representando o governo de Rondônia, o secretário executivo regional de Cacoal, Celso Adame, falou do compromisso do governador Marcos Rocha com a agricultura familiar. “Estamos aqui para anunciar que o governo vai aumentar o valor destinado aos produtores cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos. Antes era destinado um valor de R$1,7 mil por produtor e, agora, cada produtor vai poder comercializar, a partir de 2020, até R$4 mil em produtos. Além de incentivar a agricultura familiar, estamos garantindo que as entidades ofereçam às pessoas atendidas, produtos de qualidades, produzidos pelos pequenos produtores cacoalenses”, enalteceu o secretário regional de Governo.

A reunião foi realizada na Secretaria Municipal de Agricultura de Cacoal e contou com a presença da prefeita Glaucione Rodrigues e do deputado estadual Cirone Deiró. Todos assumiram o compromisso de fortalecer ainda mais o apoio e incentivo à agricultura familiar.

GOVERNADOR EM CACOAL

Na oportunidade, Celso Adame aproveitou para convidar todos os produtores para participarem, no próximo dia 25 de janeiro, da entrega de mais de 10 mil mudas de café e de maquinários, como trator, carreta e outros equipamentos que serão de grande utilidade ao município de Cacoal. “O governador Marcos Rocha estará em Cacoal para trazer benefícios no setor de agricultura, além de lançar o mutirão de cirurgias ortopédicas no Hospital Regional de Cacoal, entre outras agendas”, ressalta o secretário regional.

CULTURA & LAZER Tudo pronto para a reabertura do Mercado Cultural

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Está tudo pronto para a reabertura e retorno das atividades do Mercado Cultural de Porto Velho no próximo dia 24, data em que comemora-se o aniversário de 105 anos de instalação da capital. Para celebrar, a Prefeitura de Porto Velho através da Fundação Cultural (Funcultural) realizará a partir das 18h uma programação especial com a presença da cantora Iná, o percussionista Carlos Piau e o cantor Caribé que realizarão shows para o público.

O espaço histórico que teve a fiação elétrica e telhado substituídos, ganhou pintura nova e uma revitalização nos banheiros, ficando mais confortável para receber visitantes. O ambiente agora está climatizado e conta com restaurantes, choperia e outras lojas, promovendo assim a política de ocupação de pontos que promovem o turismo, história e a cultura da nossa região.

No dia 25, estreia a programação gastronômica, uma parceria entre a Funcultural e a direção dos bares “O Canto do Boto” e do restaurante “Dourado do Madeira”, ambos no Mercado. Serão dois eventos no local nos dias 25 e 26, começando no sábado 25, a partir das 11h, com uma feijoada (que custará R$ 23 por pessoa) e música ao vivo.

Aos domingos, a partir das 8h, o café nordestino (R$ 34,99 o quilo do buffet), com apresentação de bandas de forró pé de serra. A proposta da parceria é manter as atividades periodicamente todos os sábados e domingos.

Transição de carreira no Vida Plena com histórias de mudança profissional e recomeço

Transição de carreira no Vida Plena: recomeço

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Episódio reúne histórias reais de mudança profissional, planejamento, coragem e propósito.
Caderneta de Saúde das Pessoas Trans é tema de oficina sobre atendimento no SUS

Caderneta de Saúde das Pessoas Trans é tema de oficina com apoio do MPRO

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Documento reúne registros de saúde, vacinação e nome social para fortalecer acompanhamento na rede pública.
Gás do Povo deve ser consultado por famílias de Rondônia antes da retirada do botijão

Famílias de Rondônia devem conferir vale do Gás do Povo de julho

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Consulta oficial informa situação do benefício e revendas credenciadas para retirada do botijão.
FGTS Calamidade pode ser solicitado por moradores atingidos por cheia em Porto Velho

Moradores atingidos por cheia podem pedir FGTS Calamidade em Porto Velho

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Pedido é feito pelo aplicativo FGTS até 17 de setembro e depende de saldo, residência em área atingida e análise documental.
Dia D contra a dengue terá força-tarefa no bairro Ulisses Guimarães em Porto Velho

Porto Velho terá força-tarefa contra a dengue no Ulisses Guimarães

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Moradores receberão orientação das equipes e poderão separar objetos que acumulam água para recolhimento.