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segunda-feira, julho 6, 2026
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Detran anuncia leilão de veículos em Ji-Paraná, Porto Velho e Ariquemes

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Rondônia realizará leilões de veículos automotores (carros e motocicletas) no mês de outubro  novembro. Os veículos que serão leiloados são das regionais de Ji-Paraná, Porto Velho e Ariquemes, totalizando 2030 veículos, todos em condições de circulação.

O diretor geral do Detran, coronel Neil Gonzaga explicou que serão leiloados os veículos em que os proprietários foram notificados pelo órgão dando prazo de 30 dias para que os mesmos comparecessem ao Detran e fizessem a quitação do débito, regularizasse a documentação e retirasse o veículo.

O edital prevê que “o não comparecimento implicará na inclusão do veículo em procedimento de alienação por leilão, na forma do Art. 328, da Lei nº 9503, de 23.09.97, que institui o Código de Trânsito Brasileiro”. Prevê também que os débitos que não forem cobertos pelo valor alcançado com a alienação do veículo, poderão ser cobrados pelos credores na forma da legislação em vigor, por meio de ação própria e inclusão em Dívida Ativa em nome dos ex-proprietários.

Leilão em Ji-Paraná de 7 a 10 de outubro

Segundo a gerente de leilões do Detran, Eva Cristina Soares de Oliveira, os leilões serão realizados na regional de Ji-Paraná no período de 7 a 10 deste mês. O prazo para visitação dos veículos que serão leiloados já está aberto. Ao todo serão leiloados 500 veículos que estão nos pátios das Ciretrans dos municípios que compõe a regional de Ji-Paraná que são: Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Seringueiras, São Miguel do Guaporé, Alvorada do Oeste, Castanheiras, Ministro Andreazza, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso, Teixeirópolis, Urupá, Nova União e Mirante da Serra.

A leiloeira, Eva Cristina orienta os interessados em fazer o arremate dos veículos que façam a visitação dos lotes, “pois se arrematar o veículo e depois não gostar, terá que pagar 20% do valor do arremate, se não pagar o nome do arrematante será inserido na Dívida Ativa do Estado, além de não levar o bem”, esclareceu a leiloeira.

A visitação pode ser feita nos pátios das Ciretrans e Postos Avançados que ficam nos municípios que compõe a regional de Ji-Paraná das 7h30 às 13h30 de segunda a sexta-feira.

Todos os carros e motocicletas que serão leiloados voltarão a circular, após arrematar o veículo o cidadão tem 24 horas para depositar ou fazer transferência do valor para a conta do Detran e terá prazo de 30 dias para fazer a transferência para o seu nome e fazer a retirada do pátio do Detran.

Leilão em Porto Velho de 21 a 25 de outubro

Em Porto Velho serão leiloados 780 veículos entre carros e motocicletas. A visitação inicia na próxima segunda-feira (7) no pátio 1 – que fica na Estrada 28 de Novembro, nº 144 e no pátio 2 – que fica localizado na rua Benedito de Souza Brito, nº 4543, setor Industrial, sempre das 7h30 às 13h30 de segunda a sexta-feira.

Leilão em Ariquemes de 04 a 08 de Novembro

Na regional de Ariquemes serão leiloados 750 veículos entre carros e motocicletas. A visitação inicia no dia 21 de outubro das 7h30 às 13h30 nos pátios das Ciretrans e Postos Avançados dos seguintes municípios: Ariquemes, Alto Paraíso, Buritis, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Cujubim, Governador Jorge Teixeira, Jaru, Tarilândia, Machadinho do Oeste, Monte Negro, Rio Crespo, Theobroma e Vale do Anari.

Mais informações sobre os leilões podem ser obtidas no site do Detran: www.detran.ro.gov.br

Bolsonaro diz que pode atender garimpeiros e mandar Forças Armadas à Serra Pelada

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O presidente Jair Bolsonaro garantiu pessoalmente a um grupo de garimpeiros que, se houver amparo legal, vai enviar as Forças Armadas para atuar na região de Serra Pelada, no sul do Pará, e assegurar a exploração no local. Bolsonaro voltou a criticar interesses externos no Brasil e na região amazônica. O presidente disse que o interesse na Amazônia não é no índio, nem na árvore, mas no minério.

Os representantes da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) estão desde a manhã desta terça-feira, dia 1º, em Brasília para tentar conversar com o presidente. Mais cedo, foram ao Palácio da Alvorada, mas não puderam entrar. Depois, no Planalto, foram atendidos pessoalmente por Bolsonaro, que conversou por cerca de dez minutos com os integrantes da cooperativa na entrada do Palácio.

Em diversos momentos, Bolsonaro citou um vídeo de um cientista russo que poderia “abrir a cabeça da população” sobre interesses na floresta amazônica. Com o aumento nas queimadas, as políticas ambientais do governo têm sido questionadas no Brasil e no exterior. O presidente reforçou que o vídeo mostra que o interesse na Amazônia é no minério.

Bolsonaro também voltou a criticar o líder indígena Raoni Metuktire, da etnia Caiapó, citado por ele no discurso de abertura dos debates na Assembleia Geral das Nações Unidas. “Raoni fala pela aldeia dele, fala como cidadão, não fala por todos os índios. (Raoni) é outro que vive tomando champanhe em outros países por aí, esse tal de Raoni”, declarou Bolsonaro.

O presidente afirmou que há muitos problemas no Brasil e que “perde o sono” pensando em soluções. Disse, ainda, que vai dar uma resposta ainda nesta terça para as reivindicações dos garimpeiros, que pedem uma intervenção de militares na região de Serra Pelada. “Tenho que cumprir a lei. Digo para vocês, se tiver amparo legal, eu boto as Forças Armadas lá. Não vou prometer para vocês porque não posso”, disse.

“Os problemas são muitos no Brasil. Quis Deus que eu estivesse aqui. Como pode país rico como o nosso, tem toda tabela periódica embaixo da terra e continuar vendo vocês aqui sofridos, há mais de 30 anos, desde que cheguei no parlamento em 1991 sei que vocês brigam por isso. Sei que foram felizes no tempo do (ex-presidente) Figueiredo”, afirmou.

Prefeito Hildon Chaves conhece ônibus que pretende comprar para atender estudantes da zona rural

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Determinado a resolver de uma vez por todas, a situação do transporte escolar rural, com frota própria do Município, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, esteve na empresa Buriti Caminhões, revendedora da fábrica Man Latim América, para conhecer de perto os veículos que atendem ao Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (FNDE).

“A decisão já está tomada. Mais tardar até a semana que vem, vamos encaminhar o projeto de lei para a Câmara Municipal para que autorize o Município a contratar uma operação de crédito de 6 a 8 anos, para que se consiga amortizar, pagar esses ônibus e prestar o serviço. Pelo que nós gastamos hoje, comprando uma frota nova, isso não vai impactar em nada as finanças municipais. Pelo contrário, vamos ter um serviço de melhor qualidade e gastando menos”, afirmou.

Hildon Chaves está dependendo apenas da homologação da ata de registro de preços feita pelo FNDE, o que deve acontecer até o dia 20 de outubro. Com esse procedimento, a prefeitura poderá comprar os veículos sem aplicação dos impostos, praticamente pela metade do valor praticado no mercado.

“Nós vamos fazer um financiamento que cabe perfeitamente dentro do que o Município já gasta hoje, cerca de R$ 2 milhões por mês com o transporte escolar, um transporte precário, ruim e de má qualidade. Nós vamos conseguir prestar esse serviço com muito mais respeito, com muito mais dignidade, com uma frota toda zero km, e gastando menos”, enfatizou.

Qualidade

Depois de verificar pessoalmente todas as condições dos ônibus, o prefeito constatou que se trata “de veículos projetados para a área rural, áreas de difícil acesso, com vários mecanismos que facilitam isso e com acessibilidade. É um equipamento fantástico e que, sem sombra de dúvida, vai resolver de uma vez por todas o problema do transporte escolar em Porto Velho”, constatou.

No total, a prefeitura necessita de uma frota de 146 ônibus para atender todos os estudantes da zona rural de Porto Velho, conforme o secretário Márcio Felix (Semed), que acompanhou o prefeito. O vereador Pastor Sandro também esteve presente e conferiu a qualidade dos veículos.

Comdecom

Caixa lança aplicativo para apostas com nove modalidades de jogos

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Apostadores terão mais uma opção para jogar nas modalidades de loterias. Já está disponível o aplicativo Loterias Caixa, plataforma de vendas de apostas via celulares.

Segundo a Caixa, o novo serviço aumenta os canais disponíveis aos apostadores, permitindo o registro de apostas em nove das dez modalidades das loterias federais, de qualquer lugar e de forma prática, segura e digital.

Para utilizar o aplicativo, o usuário precisa ter mais de 18 anos e efetuar um cadastro uma única vez, inserindo o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e criando uma senha para acesso.

O usuário já cadastrado no portal Loterias Online deve utilizar os mesmos dados para acesso. O pagamento das transações realizadas pelo aplicativo Loterias Caixa é feito com cartão de crédito, com valor mínimo de compra de R$ 30 por transação e máximo de R$ 500 por dia.

Funcionalidades

No aplicativo Loterias Caixa, o apostador poderá escolher os números ou deixar que o sistema os escolha aleatoriamente (surpresinha).

Também é possível conferir os números sorteados e outras informações sobre os concursos passados de todas as modalidades e o valor dos prêmios ofertados nos concursos futuros.

Os apostadores podem personalizar suas apostas, utilizando como base os números de sua preferência, bem como informações e comportamentos de outras apostas realizadas anteriormente, o Rapidão.

O aplicativo permite ainda conferir se os bilhetes de apostas realizadas nas lotéricas estão premiados, por meio da leitura do código de barras com uso da câmera do celular.

Além disso, o aplicativo mostra, em tempo real, o valor repassado pelas Loterias Caixas às áreas sociais beneficiárias de parte da arrecadação das Loterias Federais.

Inicialmente, o aplicativo está disponível para usuários da plataforma iOS, na Apple Store, e a Caixa irá, em breve, disponibilizá-lo também na loja Google Play.

As modalidades que estão disponíveis para apostas são nove: Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Dia de Sorte. As apostas podem ser feitas todos os dias e a qualquer hora, durante o período de captação de cada concurso.

Multiplus e Latam unem programa de fidelidade. Veja o que muda

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São Paulo – Após recomprar 100% das ações da Multiplus, um investimento de 300 milhões de dólares, a Latam uniu o seu programa de fidelidade ao da empresa e criou o Latam Pass, que automaticamente passa a ter 23 milhões de usuários no Brasil.

O novo programa de fidelidade foi lançado nesta segunda-feira (30) e tanto benefícios como pontos acumulados em ambos os programas passam a ser administrados em um cadastro único. Contas, central de atendimento extrato foram unificados. As regras de pontuação não mudam e a data de requalificação permanece em março, com base no acúmulo de pontos mensurados de janeiro a dezembro do ano anterior. Os nomes das categorias também permanecem inalterados.

O Latam Pass terá foco em passagens aéreas, já que 85% dos resgastes nos programas correspondem a bilhetes. Parcerias com o varejo e troca de pontos por utensílios domésticos, por exemplo, já foram reduzidas quase pela metade. “Já chegamos a ter perto de 200 parcerias, agora chegamos a 100”, diz Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

A ideia é manter apenas as parcerias mais relevantes no varejo, a exemplo da Amazon e o Posto Ipiranga, bem como investir mais em parcerias relacionadas à viagem, como aluguéis de carros e hotéis. “Queremos, mais do que nunca, que o cliente resgate seus pontos. Temos agora um programa totalmente alinhado com a companhia aérea”, completa o executivo.

Inicialmente o foco do novo programa de fidelidade será proporcionar uma experiência mais simplificada aos usuários, proporcionada por um novo app, o Latam Pass, já disponível para aparelhos com sistema Android e iOs. Será possível, por exemplo, buscar voos e usar a pontuação dentro do próprio aplicativo do programa. O próprio aplicativo irá começar a reconhecer quem tem determinados tipos de cartões, como Platinum ou Gold Plus, por exemplo.

Ainda esse ano a ideia é oferecer promoções com maior frequência e mais agressivas. A companhia já trabalha com pontuação mínima de 2 mil pontos em voos domésticos, por exemplo.

Um próximo passo é segmentar o clube de viajantes frequentes. “Cada usuário do clube tem objetivos diferentes. O objetivo é formatar benefícios para cada um deles”, afirma Cadier.

O executivo não descarta parcerias com fintechs, a exemplo da Smiles, que anunciou também nesta segunda-feira uma parceria de transferência de pontos do programa de fidelidade do Nubank. “A concorrência no Brasil é muito grande. Vamos transformar o programa nos próximos anos, inclusive buscar sinergias com programas de fidelidade da Latam em outros países”.

Além de realizar mudanças em seu programa de fidelidade, companhia aérea vem aprimorando sua malha aérea, melhorando opções de horários destinos e conexões. Também lançou recentemente novas cabines para voos nacionais e internacionais.

WhatsApp vai parar de funcionar em celulares antigos

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São Paulo – Diversos smartphones não poderão mais rodar o WhatsApp a partir de fevereiro do ano que vem. O aplicativo de mensagens vai passar por uma atualização que vai torná-lo inacessível em gadgets que usem as versões 2.3 do Android ou, no caso de iPhones, sejam munidos com iOS 8.0.

As duas configurações dos sistemas operacionais – assim como as versões anteriores – não receberão a atualização do app. O Android 2.3 Gingerbread foi lançado em 2010, enquanto a oitava versão do iOS chegou bem mais tarde, em 2014.

Atualmente, o sistema operacional do Google está em sua décima configuração. A atualização abandonou os apelidos de doces e é identificada somente pelo número 10. Os usuários de iPhone, por sua vez, tiveram que atualizar seus aparelhos para a versão 13.1 do sistema operacional da Apple.

Já para os poucos remanescentes do falecido Windows Phone, o encerramento do suporte virá mais cedo. A partir do dia 31 de dezembro deste ano, o WhatsApp vai deixar de funcionar nos celulares que utilizavam o sistema operacional da Microsoft.

Mais de 40% das espécies de árvores estão ameaçadas de extinção na Europa

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É muito comum falarmos em animais extintos. Contudo, nem sempre mencionamos a fundo a extinção da flora, que é nada menos do que o habitat de todos os seres vivos. Aqui no Brasil, a proteção da Amazônia está cada vez mais em pauta e, na Europa, o mesmo assunto torna-se vigente, uma vez que a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) acaba de lançar uma lista vermelha de árvores em extinção.

A partir de um estudo realizado por 150 especialistas, 42% das espécies de árvores em território europeu estão ameaçadas de extinção. Além disso, a sobrevivência de 58% das árvores endêmicas do continente é incerta e 15% delas está em risco crítico. As espécies em situação mais preocupante são os freixos e as castanheiras. Para ser incluída na lista vermelha, as quantidade de unidades vivas deve apresentar uma queda de 50% a 70%. Já para entrar em risco crítico, esse número deve estar entre 80% a 90%.

Os cientistas acreditam que a introdução de espécies estrangeiras, tanto de plantas quanto de animais, tem sido uma das fortes causas do aumento da extinção.  Além disso, a exploração da fauna e flora também tem colaborado para o crescimento dos índices.

“As árvores são essenciais para a vida na terra e as árvores europeias, em toda a sua diversidade, são fonte de alimento e abrigo para inúmeras espécies de animais, como pássaros e esquilos, e desempenham um papel econômico essencial”, explica Craig Hilton-Taylor, responsável pela unidade desenvolvedora da lista vermelha europeia. Ele também faz o pedido para a União Europeia proteger o patrimônio biológico. Em resposta, a UE, primeiramente, criará uma lista global de espécies ameaçadas até o final de 2020.

“As árvores são essenciais para a vida na terra e as árvores europeias, em toda a sua diversidade, são fonte de alimento e abrigo para inúmeras espécies de animais, como pássaros e esquilos, e desempenham um papel econômico essencial”, explica Craig Hilton-Taylor, responsável pela unidade desenvolvedora da lista vermelha europeia. Ele também faz o pedido para a União Europeia proteger o patrimônio biológico. Em resposta, a UE, primeiramente, criará uma lista global de espécies ameaçadas até o final de 2020.

 

O que a Justiça já decidiu em casos de presos que não querem deixar a prisão, como Lula

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Na última sexta-feira (27), a própria Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba pediu a progressão de regime. “Uma vez certificado o bom comportamento carcerário pelo superintendente da PF no Paraná e ouvida a defesa, requer o Ministério Público Federal que seja deferida a Luiz Inácio Lula da Silva a progressão ao regime semiaberto”, diz um trecho do pedido, que está formalmente sob sigilo.

Na tarde desta segunda-feira (30), porém, o petista divulgou uma carta escrita à mão na qual reafirma que não aceitará sair da prisão sem que seu processo seja considerado nulo.

“Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade. Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao mundo”, diz um trecho da carta.

Lula pode agora pedir para deixar a cadeia porque cumpriu o limite de 1/6 da pena de 8 anos e 10 meses imposta a ele pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no caso conhecido como “tríplex do Guarujá”.

Mas o que acontece quando um preso se recusa a aceitar a progressão, como o ex-presidente?

Advogados criminalistas consultados pela BBC News Brasil descreveram pelo menos dois casos de clientes que tinham direito a deixar o cárcere, mas não o quiseram. Nas duas situações, os condenados ficaram no regime fechado.

Longe da família

“Eu me lembro de um fato que aconteceu há muitos anos, na qual o sentenciado sairia do regime fechado para o semiaberto. Mas ele acabou vendo que, se fosse para o semiaberto, ficaria mais longe da família. E não teria como trabalhar fora do presídio (como geralmente ocorre no semiaberto, onde a pessoa trabalha durante o dia e dorme no presídio), porque iria para uma colônia agrícola”, diz o advogado criminalista Fernando Castelo Branco, que é professor de processo penal na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

“Então ele optou por ficar (no regime fechado): ‘Pô doutor, é melhor eu ficar aqui, perto da minha família. Já estou acostumado e tenho uma boa relação com os outros presos'”, narra o advogado. Diante da manifestação da defesa, diz Castelo Branco, o preso continuou onde estava por mais algum tempo.

“Certamente é um caso sui generis (raro). A norma é o advogado lutar pela progressão; a família querer, o preso mais ainda”, diz Castelo Branco.

Embora a lei permita ao Ministério Público solicitar a progressão de pena dos condenados, isso é algo muito raro de acontecer, afirma o advogado criminalista Gustavo Badaró, professor de processo penal na USP (Universidade de São Paulo).

“Eu já tive um cliente que não quis solicitar a mudança de regime porque estava namorando outro preso que continuaria em regime fechado. Eu simplesmente não solicitei a progressão e o MP não fez nada a respeito”, contou.

“No caso de Lula, ele não reconhece a legitimidade de sua condenação e entende que se aceitar algum direito previsto em lei estaria reconhecendo essa legitimidade”, observa ele.

Advogado criminalista e doutor em direito pela USP, João Paulo Martinelli lembra ainda do ocorrido com Suzane von Richthofen em 2014. Condenada a 39 anos de prisão depois de matar os próprios pais em 2002, Richthofen disse à juíza responsável pela execução de sua pena que não queria ir para o semiaberto, como pedido por seu defensor de então. Ela permaneceu no regime fechado.

“Diante do teor das declarações prestadas pela sentenciada nesta data, dando conta de que por temer por sua vida não tinha interesse na progressão de regime no momento (…), torno sem efeito a decisão que progrediu para o regime intermediário de cumprimento de pena, mantendo-a na situação em que se encontrava antes”, escreveu a juíza do caso de Richthofen, à época.

Prédio da Polícia Federal em Curitiba, com agentes e viaturas em frente

Lula está preso em uma sala solitária na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele tem dentro de sua cela uma esteira para se exercitar diariamente, além de uma televisão em que pode assistir aos canais abertos ou a vídeos que recebe de seus advogados e visitas em pen drive. Este tipo de “cela” é chamada de Sala de Estado Maior.

O petista recebe seus advogados diariamente, entre segunda e sexta-feira, e tem concedido entrevistas semanais, às quartas.

O que deve acontecer com Lula?

Os advogados criminalistas divergem sobre se Lula (ou outro condenado) pode ou não “recusar-se” a progredir de regime.

Mas concordam em um ponto: se Lula quiser realmente ficar preso, basta que ele não aceite as condições que podem ser impostas pela juíza da Vara de Execuções Penais Carolina Lebbos (como usar tornozeleira eletrônica, por exemplo).

Para Castello Branco, a Lei de Execução Penal (LEP) dá ao preso o “direito” a progredir de regime, e não a obrigação de fazê-lo.

“É um direito, portanto envolve liberdade de escolha. O ex-presidente tem o direito inarredável, inafastável, de decidir se quer ou não. O que o Estado deve oferecer é a faculdade de escolher, mas a última palavra é dele”, diz.

Já Badaró diz que, em tese, Lula não pode se recusar a progredir de regime. No entanto, ressalta o professor, caso o petista não aceite cumprir eventuais condições colocadas pela Justiça para que ele passe ao regime semiaberto ou à prisão domiciliar, ele deve continuar no regime fechado de prisão.

O ex-presidente já declarou que não aceitará usar tornozeleira eletrônica.

Clique para assistir à entrevista exclusiva concedida por Lula à BBC News Brasil em agosto.

Martinelli é da mesma opinião: para continuar preso, basta que Lula não aceite as condições da Justiça. “O fato de ele não aceitar as condições não permitiria a progressão”, diz.

Como dificilmente o Estado teria condições de garantir a segurança de Lula num presídio onde o ex-presidente pudesse trabalhar do lado de fora durante o dia e dormir em uma cela, provavelmente ele seguiria para a prisão domiciliar, diz Martinelli. E isso envolveria condições como avisar à Justiça para receber visitas ou para sair da cidade, além do uso de tornozeleira.

Nesse cenário (em que Lula não aceite as condições), especula Badaró, a força-tarefa da Lava Jato poderia voltar a pedir que o petista seja enviado a um presídio comum, o que provavelmente levaria novamente a questão para decisão do Supremo Tribunal Federal.

No início de agosto, Lebbos determinou que o ex-presidente fosse transferido para São Paulo. Na sequência, a Justiça paulista indicou que Lula deveria ficar em um presídio comum na cidade de Tremembé, dividindo cela com outros presos. A transferência acabou anulada pelo STF, em decisão quase unânime (10 votos a 1).

Plenário do STF

Lula busca liberdade no STF

Ao anunciar a decisão de Lula, seus advogados reforçaram seu desejo de que suas condenações sejam anuladas no Supremo. Nesta segunda-feira, a defesa pediu ao STF urgência na análise de recursos do ex-presidente na Suprema Corte.

A Segunda Turma do STF deve analisar até novembro um recurso do petista que tem potencial de anular todos os processos contra ele originados na 13ª Vara de Curitiba, caso os ministros entendam que o ex-juiz Sergio Moro agiu com parcialidade ao conduzir os processos de Lula.

Se esse pedido for acolhido, o ex-presidente será posto em liberdade e terá seus direitos políticos restabelecidos. Vão analisar o recurso os ministros da Segunda Turma: Edson Fachin, Cármen Lúcia, Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Isso cancelaria a condenação de Lula no caso do “tríplex do Guarujá” por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mesmo que a sentença já tenha sido confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Também anularia a condenação de Lula no caso do Sítio de Atibaia pela juíza Gabriela Hardt, já que ela assumiu o caso em sua etapa final. O ex-presidente teria, então, direito a novos julgamentos.

Sergio Moro aparece de perfil

No recurso, a defesa argumentou que o fato de Moro ter aceitado ser ministro do governo Jair Bolsonaro tornou evidente seu interesse político ao condenar Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.

O petista acabou barrado da eleição presidencial do ano passado pela lei da Ficha Limpa, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ter confirmado a condenação dele por Moro. Depois, já em 2019, Lula foi considerado culpado também pelo STJ – o tribunal, no entanto, reduziu sua pena.

O recurso lista ainda outros argumentos para sustentar a parcialidade do então juiz, como sua decisão de decretar a condução coercitiva do ex-presidente em 2016, mesmo sem ter previamente marcado um depoimento – prática que contraria a legislação brasileira.

Moro, por sua vez, diz que condenou Lula baseado nas provas processuais, em julho de 2017, quando Bolsonaro ainda não era considerado um candidato competitivo. Ele argumenta que, naquele momento, não tinha como prever a vitória do atual presidente, nem o convite para ser ministro. Além disso, afirma que aceitou integrar o governo para fortalecer o combate à corrupção e ao crime organizado.

A defesa menciona também as revelações do site Intercept, que publicou reportagens baseadas no vazamento de mensagens obtidas por hackers que trariam conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato. Os advogados de Lula dizem que as conversas vazadas “denotam o completo rompimento da imparcialidade objetiva e subjetiva” do então juiz.

Os diálogos, caso verdadeiros, indicam Moro teria dado conselhos ao Ministério Público quando era juiz, o que é proibido pela legislação brasileira.

A análise dos argumentos iniciais começou em dezembro de 2018, quando Cármen Lúcia e Fachin votaram contra a suspeição de Moro e a liberdade de Lula. No entanto, o julgamento foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes.

‘Listras do aquecimento global’ mostram como o mundo está cada vez mais quente

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O que um carro elétrico, um bonde alemão e um vestido têm em comum? Se depender do climatologista britânico Ed Hawkins, esses objetos podem ser o início de uma conversa séria sobre o aquecimento global.

Hawkins criou um sistema de código de barras azul e vermelho que denuncia o aumento das temperaturas. Como mostram as fotos abaixo, as cores não ficaram restritas aos cartazes de protestos. “Essa repercussão é fantástica”, afirmou o cientista ao G1. Na imagens criadas por ele, cada listra representa um ano e o conjunto mostra a evolução das temperaturas do planeta desde o ano 1850 até 2018.

O código em cinco pontos

  1. O que são essas listras? A “listras do aquecimento” são uma representação visual da mudança nas temperaturas da terra no último século. Cada listra representa a temperatura média de uma região durante um ano.
  2. O que mostra o gráfico? Os anos mais frios estão em azul, já os mais quentes, em vermelho. Nos anos mais recentes, o vermelho predomina.
  3. Por que não há números? O gráfico foi criado para ser o “mais simples possível”, e sua função é alertar para os riscos das mudanças climáticas. Há uma série de fontes específicas sobre como as temperaturas se transformaram, mas elas estão limitadas à comunidade científica.
  4. Como ele foi criado? As informações vem da base de dados sobre a temperatura global da Berkeley Earth.
  5. As cores pelo mundo Um carro elétrico, um bonde na Alemanha e até mesmo roupas já ganharam as listras que alertam para o aquecimento global

    Código de barras

    Hawkins, o cientista por trás deste padrão, explicou ao G1 a ciência escondida nas listras. O climatologista explica que o primeiro passo foi considerar uma base de dados com a temperatura de todo o planeta, inclusive cada país.

    Depois, foram selecionados os anos entre 1971 e 2000 por serem um período transitório do planeta, que ficou entre os anos mais quentes e os anos mais frios.

    A temperatura média deste período (1971-2000) serviu de base para analisar o quanto cada ano desde 1850 está acima ou abaixo do padrão.

    “A data foi escolhida porque está mais ou menos no meio do caminho entre os anos mais quentes e os mais frios, dessa forma a gente consegue dividir os tons, com o ano mais quente em vermelho escuro e o mais frio, azul escuro”, destacou Hawkins.

    Por exemplo: a média de temperatura no Brasil entre 1971 e 2000 foi de 25,2°C. Os anos que ficaram acima deste valor foram representados pelas barras em tons avermelhados. 2015 foi o ano mais quente, com 26,34°C de média e recebeu o tom mais escuro de vermelho. Já 1917 é representada pelo azul escuro, por ter sido o ano mais frio no período analisado.

    O pesquisador explicou que para a criação do gráfico brasileiro, foram considerados os dados apenas após o início do século XX, porque, segundo ele, as médias anteriores são menos precisas no país.

    Segundo o especialista, a predominância do vermelho em anos mais recentes é um retrato do aumento nas temperaturas globais.

    Para começo de conversa

    A simplicidade da representação é uma vantagem, considerou Hawkins. Para ele, esta é “uma boa forma de começar uma conversa” sobre as mudanças climáticas que acabam ficando perdidas em tabelas e gráficos complexos dos meteorologistas.

    “Cientistas geralmente conversam com gráficos complicados. Esta foi a forma que encontrei de poder me comunicar com mais gente: usamos as cores para representar as mudanças, com o azul, para anos mais frios e vermelho para mais quente, assim não há dificuldade para entender”, disse o especialista.

    Ele contou que a ideia surgiu no ano passado, quando ele se apresentou em um evento público, em que a maioria dos presentes não era cientista, e ele afirmou que todos conseguiram entender o que ele falava.

    “Queria conversar com as pessoas, que não estavam acostumadas ao discurso científico. As pessoas instantaneamente reconheceram o que era apresentado.”

    Recentemente, o padrão criado pelo cientista para retratar o aquecimento global conquistou apoiadores que resolveram tirar do papel e aplicar este “termômetro visual” em superfícies inesperadas.

    “Foram muitas as formas inovadoras que eles conseguiram aplicar nosso gráfico, para começar uma conversa sobre as mudanças climáticas”, disse Hawkins ao G1.

    Greve global pelo clima

    O cientista endossou as marchas que resultaram na recente greve global pelo clima e celebrou a adesão de uma juventude em uma causa como esta. Citou a jovem ativista sueca com a Greta Thunberg como um dos exemplos desta geração que “despertou” para este tema.

    “É brilhante ver gente tão jovem tomar a iniciativa de algo que cientistas vêm alertando há décadas e que não tiveram respostas e ações”, disse Hawkins.

    Para ele, a mensagem dada pelos jovens é clara e está cada vez mais presente na mídia. “As pessoas, estão falando disso, das implicações e riscos do aquecimento global. Nós temos que falar disso.”

    O pesquisador da Universidade de Reading ressaltou a importância de se falar sobre as mudanças em nível regional. O projeto #ShowYourStripes, de sua autoria, também publica gráficos de países e assim, é possível acompanhar o avanço nas temperaturas em cada região do globo.

    “Os cientistas costumam falar com frequência sobre as mudanças globais. As pessoas experimentam estas mudanças, mas em suas regiões. As temperaturas aumentam globalmente, mas os efeitos são reais e são notados localmente.”

Porto Velho 105 anos: confira a programação em comemoração ao aniversário da cidade

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O aniversário de 105 anos de Porto Velho é comemorado na quarta-feira (2), mas as comemorações já começam nesta terça-feira (1º) com apresentações musicais de ritmos variados. A programação é organizada pela Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) e tem entrada gratuita.

Um palco foi montado em frente ao Mercado Cultural para as apresentações. Axé, samba, pagode, sertanejo e forró estão na programação. Há também momentos reservados para o tradicional “parabéns”.

A festa de aniversário “Porto Velho 105 anos” acontece em frente ao Mercado Cultural, entre as ruas José de Alencar e Presidente Dutra, no Centro.

Programe-se:

Terça-feira (1º)

  • 19h – Cerimonial de abertura
  • 19h30 – Edineide Souza e Banda (Axé)
  • 20h45 – Grupo CAMAFEU (Pagode/Samba)
  • 21h45 – Tributo ao Menestrel (Antônio Tavernard)
  • 22h – Lucas Vilar (Sertanejo)
  • 23h15 – Quarteto dos Cobras – Banda dos Zé (Forró)
  • 00h – Parabéns
  • 00h30 – Banda Conexão (Forró/ Swingueira)

Quarta-feira (2)

  • 16h – Início com música ao vivo
  • 17h – Banda da Base Aérea
  • 18h – Fanfarra da Escola Daniel Néri
  • 18h45 – Parabéns
  • 19h – Tributo ao Menestrel (Anísio Gorayeb Filho)
Pé-de-Meia 2026 orienta estudantes de Rondônia sobre frequência escolar e pagamento

Pé-de-Meia 2026 paga 4ª parcela e orienta estudantes de Rondônia

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Parcela de R$ 200 é paga conforme calendário de nascimento e depende do registro mínimo de 80% de presença nas aulas.
Capa do Vida Plena sobre terapias integrativas com especialistas em acupuntura, medicina chinesa e cuidado integral

Vida Plena mostra como terapias integrativas ajudam no cuidado integral

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Especialistas explicam PICS, acupuntura, medicina chinesa e práticas que apoiam bem-estar, prevenção e qualidade de vida
Celso Suruí participa do RuralCast sobre café sustentável, cacau, cooperativismo indígena e preservação da floresta em Rondônia

RuralCast mostra café sustentável dos Paiter Suruí em Rondônia

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Celso Suruí explica como café, cacau, cooperativismo e floresta caminham juntos na Terra Sete de Setembro.
Joel Suruí e Adalto Costa no RuralCast em imagem sobre café indígena em Rondônia, produção sustentável e tradição Paiter Suruí

Café indígena em Rondônia fortalece produtores Paiter Suruí no RuralCast

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Joel Suruí mostra como o café especial mudou a rotina de famílias Paiter Suruí e fortaleceu jovens no território.
Capitão Pitomba participa do Operação Podcast com Paula Casagrande em episódio sobre humor, polícia, música e bastidores na internet

Operação Podcast recebe Capitão Pitomba em episódio sobre humor, polícia e internet

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Capitão Pitomba fala sobre humor policial, música, internet, projetos futuros e bastidores da passagem por Rondônia.