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domingo, julho 5, 2026
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Investimentos em pesquisa científica realizam sonhos e formam profissionais em Rondônia

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Um sonho está a caminho de se realizar para Mauro Valentino Paloschi, 26 anos. “Desde pequeno eu sempre disse: quando eu crescer quero ser cientista”. Há sete anos o jovem embarcou na viagem em busca do conhecimento. Primeiro com a graduação em Biomedicina, na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Como era morador da cidade de Alta Floresta, Mauro mudou-se para a capital, Porto Velho.

“Quando eu terminei a graduação, fiz a Iniciação Científica, o Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental, e prossegui com o Doutorado pelo mesmo programa. Com a bolsa de pesquisa da Fapero eu recebo R$ 2.200, um padrão nacional. Graças a essas oportunidades e investimentos nos programas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado, eu consegui chegar a esse sonho, consegui ser um cientista, contribuir com o desenvolvimento de Ciência não só no país, pois essas pesquisas são conhecidas pelo mundo inteiro”.

Mauro é doutorando e conduz a carreira científica como pesquisador na Fundação Oswaldo Cruz, e concluirá o curso em 2021. “Aqui no nosso laboratório trabalhamos com Imunologia, que é o estudo do sistema de defesa do nosso corpo contra os venenos de serpente. Estamos tentando entender como o nosso corpo se defende do envenenamento. Se entendermos isso, poderemos encontrar uma terapia mais adequada para o tratamento”.

“Desde pequeno eu sempre disse: quando eu crescer quero ser cientista”, revela o doutorando, Mauro Paloschi.

O pesquisador explica que, mesmo tendo disponível o soro antiofídico, que reverte os efeitos sistêmicos do envenenamento ofídico, mas efeitos locais, da área onde acontece a mordida da serpente, não são revertidos e muitos pacientes acabam perdendo um membro ou ficando com uma lesão grave no local da mordida porque ainda não existe o tratamento adequado para o efeito local.

Orgulhoso por poder trabalhar com alta tecnologia de pesquisa, Mauro mostra o microscópio intravital, que permite imagens de animais ainda vivos, com resultados mais precisos. “Ele custa milhões e é o único na região Norte”.

Jéssica Amaral Lopes, também aos 26 anos, é colega de carreira de Mauro. Estudam juntos na Unir desde o tempo da graduação, sendo a dela em Biologia e, agora, compartilham o mesmo laboratório de pesquisa. “A diferença é que os venenos que eu trabalho são outros, as vertentes são diferentes, mas com o mesmo fim, que é Imunologia Celular”.

Para a doutoranda, para quem não é filho de pais com boas condições financeiras, a bolsa financiada pela Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) é muito importante para a que os contemplados possam se manter nos estudos. “Não temos férias, carteira assinada e nenhum outro benefício. Minha carteira de trabalho não tem nenhum registro ainda, porque eu até hoje só me dediquei aos estudos. O meu curso era integral, e nos períodos vagos eu ficava em laboratório querendo aprender mais. Tudo isso tem um custo: alimentação, transporte, e até aluguel, no caso do Mauro”. Sobre o trabalho, a pesquisadora destaca a necessidade da bolsa.

Aqui trabalhamos com experimental e isso demanda muito tempo. Então esse auxílio é para sobrevivermos e podermos sugar ao máximo todo conhecimento aqui aplicado e descoberto”, declara Jéssica Amaral, doutoranda em Biologia Experimental.

INVESTIMENTOS

Primando pela manutenção das pesquisas e formação de profissionais qualificados para a carreira científica, o Governo do Estado abrirá Crédito Suplementar por Superavit Financeiro até o valor de R$ 50 mil para dar cobertura orçamentária à Fapero, que em Termo de Cooperação com a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) realizará o projeto “Pesquisa Técnica e Científica em Sistema Intensivo de Cultivo em Tanque Rede para Lagos Artificiais e Naturais do Estado de Rondônia”.

A liberação do recurso foi autorizada pela Assembleia Legislativa em agosto deste ano. Desta forma, a Fapero dará o suporte às pesquisas sobre aquicultura, com experimentos de produção de peixes em sistemas intensivos em tanque rede, no Lago de Cujubim Grande e realizará a seleção de projetos direcionados ao objetivo do programa, com chamamento público e todas as etapas de avaliação, concomitante a classificação das propostas.

CCJ aprova aumento de pena para estupro cometido por profissional ou religioso

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (18), projeto de lei (PL 2565/19) que aumenta pela metade a pena aplicada a quem cometer abuso sexual contra vulnerável valendo-se de autoridade profissional ou religiosa.

O objetivo da proposta, que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), é punir com mais rigor, por exemplo, padres, pastores e técnicos esportivos envolvidos em casos de crime sexual.

Bia Kicis recomendou a aprovação da proposta

A legislação atual já prevê o aumento da pena em 50% no caso de o crime sexual contra vulnerável ter sido praticado por padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outra pessoa que tiver autoridade sobre ela ou lhe inspire confiança.

A proposta, do deputado Luiz Lima (PSL-RJ), recebeu parecer pela aprovação da relatora, deputada Bia Kicis (PSL-DF). “A lei deve apresentar uma punição mais rigorosa diante da gravidade de certas condutas”, afirmou.

Diversos deputados manifestaram-se favoravelmente ao texto. Um deles, Luizão Goulart (REPUBLICANOS-PR), disse que penas mais duras podem inibir crimes praticados por pessoas que deveriam estar protegendo. Ele defendeu, por outro lado, mais investimentos em prevenção. “O aumento de pena é importante. Agora, é preciso divulgar em todos os meios possíveis que existe o aumento de pena para esse tipo de crime. Devemos trabalhar a prevenção para evitar que o crime aconteça”, declarou.

Tramitação
A matéria foi aprovada na forma de um texto substitutivo para incluir os PL 2930/19 e PL 3064/19, que tramitam em conjunto com o projeto de Luiz Lima e tratam do mesmo assunto.

O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição- Natalia Doederlein

Maia diz que vai avaliar com calma pedido de criação da CPI da Lava Jato

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que vai avaliar com calma o pedido de instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar indícios de irregularidades e desvios na condução da Operação Lava Jato.

Maia afirmou que, se o pedido tiver fato determinado, vai instalar o colegiado. Ele ressaltou que uma CPI não pode interferir nos trabalhos de um juiz e de um procurador. Na semana passada, os partidos de oposição ao governo na Câmara conseguiram 175 assinaturas para instalação da CPI da Lava Jato (Requerimento 5/19).

“Tenho que avaliar se há fato determinado ou não, se tiver fato determinado, eu vou instalar, se não tiver, não. Esse é um tema muito sensível, da mesma forma que a CPI do Judiciário, que pode ser instalada no Senado”, ponderou Maia.

“Não tenho pressa, não é qualquer fato determinado que vai me fazer instalar essa CPI”, disse o presidente.

Criação de CPI
As comissões parlamentares de inquérito são criadas a requerimento de, pelo menos, 1/3 dos integrantes da Câmara. O objetivo das CPIs é investigar fato determinado, de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. Essas comissões têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais.

O prazo para conclusão dos trabalhos de uma CPI é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, mediante deliberação do Plenário. Os trabalhos não precisam ser interrompidos durante o recesso parlamentar.

Só podem funcionar simultaneamente na Câmara cinco CPIs criadas a partir de requerimento. Atualmente, apenas duas CPIs estão em funcionamento na Câmara: a CPI do BNDES e a CPI do Rompimento da Barragem de Brumadinho.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Pierre Triboli

 

Encerram nesta sexta-feira as inscrições do prêmio Boas Práticas

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As inscrições para o prêmio ‘Boas Práticas’ coordenado e idealizado pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), foram prorrogadas até esta sexta-feira (20). A ação faz parte do pacote de medidas do prefeito Hildon Chaves focadas na valorização profissional dos servidores.

A premiação tem o objetivo de reconhecer o trabalho realizado pelos professores com experiências exitosas nas escolas da rede pública municipal de ensino de Porto Velho.

Executado pelo Departamento de Políticas Públicas Educacionais (DPE), da Semed, o prêmio vai contemplar sete professores do 1° ao 5° ano. Os selecionados na etapa final do Prêmio receberão uma viagem para o nordeste que deverá acontecer entre 1º a 10 de dezembro deste ano (2019) com hospedagem inclusa. A divulgação do resultado final dos sete premiados ocorrerá no dia da apresentação dos quatorze pré-selecionados no teatro Banzeiros em solenidade a ser marcada.

O professor deve realizar a inscrição do seu Projeto encaminhando-o oficialmente através do gestor escolar para a Secretaria e através do e-mail semedpremioboaspraticas@gmail.com. Serão considerados somente os projetos com data do envio dentro do prazo estabelecido para inscrição. Os projetos enviados deverão conter a ficha de inscrição devidamente preenchida conforme especificado do anexo I do edital disponível no DOM, no dia 10 de Julho, acompanhado do Projeto escrito. Mais informações através do telefone: (69) 9936-89681.

Comdecom

Ex-candidato a governador, Charlon é condenado por fraudar licitação a favor da própria empresa em RO

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Charlon da Rocha Silva, ex-candidato ao governo de Rondônia, foi condenado em segunda instância por fraudar uma licitação para favorecer a própria empresa de vigilância. A decisão unânime da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RO) foi divulgada nesta semana. Também foram condenadas a esposa de Charlon, Valdineia Fernandes, e a empresa Impactual Vigilância e Segurança.

Para Charlon e Valdineira, foi fixada uma multa de 15 vezes o valor recebido na época. Além disso, eles devem perder as funções públicas, ter os direitos políticos suspensos por três anos e, pelo mesmo tempo, ficam impedidos de contratar e receber benefícios fiscais da administração pública.

A empresa Impactual terá que pagar multa de 50 vezes o montante recebido com a fraude. Ela também fica impedida de contratar com o poder público por três anos.

A condenação em primeiro grau é de 2017 e resultou de ação civil de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público (MP). De acordo com as investigações do MP, a empresa Impactual foi favorecida em uma licitação fraudada.

O relator do processo, desembargador Gilberto Barbosa, entendeu que as provas colhidas revelam que Charlon da Rocha, então coordenador da equipe de segurança do governo Ivo Cassol “ofuscou princípios da Administração Pública, configurando em ato de improbidade administrativa”.

De acordo com o TJ, o ex-candidato alegou emergência para dispensar licitação e direcionar o objeto de prestação de serviço de vigilância para o governo, no valor de R$ 395 mil. A empresa favorecida foi a Impactual, que era de Charlon.

O relator destacou que para não ficar explícito que era dono da empresa, Charlon usava parentes e amigos como “laranjas”. Segundo a decisão, a participação de Valdineia se deu quando ela, como procuradora da empresa, mandou um terceiro forjar cotação de preços de uma outra empresa de segurança.

Charlon da Rocha Silva foi candidato a governador de Rondônia nas eleições de 2018. Ele concorreu pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e teve 18,8 mil votos, ficando em 6º lugar na disputa.

Atualmente, Charlon é coronel da Polícia Militar (PM) e teve vencimento de R$ 14 mil em agosto, segundo o Portal da Transparência.

Ao G1, o advogado Nilson Aparecido de Souza disse que vai recorrer da decisão do TJ-RO. Ele defende que Charlon, Valdineia e a Impactual não cometeram atos de improbidade. A defesa lembrou que os clientes foram absolvidos no processo da esfera criminal e que Charlon foi absolvido também na primeira instância da esfera cível.

Sorte grande sem o 13

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Vez por outra ao preencherem o bilhete da Mega-Sena, eles punham o 13 do PT entre os números que escolhiam para apostar. Razoável que fosse assim – devem seus empregos ao partido, embora nem todos sejam filiados a ele, muito menos contribuintes.

Os 49 funcionários da assessoria parlamentar do PT na Câmara, acostumados a apostar em grupo, dessa vez deixaram o 13 de fora. Não foi de propósito. Cravaram: 04-11-16-22-29-33. E ganharam o prêmio acumulado de R$ 120 milhões – R$ 2,4 milhões para cada.

Nada mal para quem apostou apenas R$ 10,00. Uma funcionária ficou com a cota da outra que desistiu de apostar. Embolsará o dobro. Três sortudos passaram mal e foram atendidos na Câmara pelo deputado Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde.

“Vamos ficar um mês sem que o PT obstrua as votações aqui dentro”, debochou o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) ao dar a notícia aos seus pares em meio à sessão da Câmara que aprovou uma mini e controversa reforma da legislação eleitoral.

Nas redes sociais, a notícia produziu uma avalanche de comentários, a maioria deles bem humorada. “Os assessores do PT acordaram socialistas e foram dormir neoliberais”; “Deputados do PSL coletam assinaturas para criar a CPI da Mega-Sena”.

Sobrou para o presidente Jair Bolsonaro. No Twitter, disseram que ele advertiu o presidente da Caixa Econômica: doravante, quer saber o nome do vencedor antes do anúncio. E revelou sua disposição para abrir a caixa-preta da Mega-Sena.

Governo admite incluir PMs e bombeiros nas regras de aposentadoria de militares

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Em audiência pública da Comissão Especial da Previdência dos Militares, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou que o governo admite a inclusão de policiais e bombeiros militares dos estados nas mesmas regras previstas para os militares no Projeto de Lei 1645/19.

O relator da proposta, deputado Vinicius Carvalho (REPUBLICANOS-SP), anunciou que a paridade e integralidade para os PMs e bombeiros militares estaduais inativos e pensionistas pressupõem as mesmas contrapartidas válidas para os militares das Forçar Armadas: pagamento de contribuição previdenciária pelos pensionistas e aumento do tempo de contribuição – que, de acordo com o projeto, passa de 30 para 35 anos.

O ministro acrescentou, porém, que a equipe econômica ainda está calculando o impacto da inclusão dos militares estaduais na proposta. “O presidente Jair Bolsonaro tem intenção de tratar de forma simétrica a polícia e os bombeiros militares naquilo que o Parlamento decidir”, disse Oliveira.

Para o relator, deputado Vinicius Carvalho, a cobrança de contribuição dos inativos e o aumento do tempo de contribuição tornam a proposta aceitável para os estados.

“Os estados estão entendendo que essa simetria, a inclusão dos PMs e bombeiros militares no projeto das Forças Armadas, dentro do aspecto da contribuição previdenciária para aqueles que estão na inatividade e os pensionistas, não trará um déficit para os estados, que era a preocupação dos governadores”, disse.

Segundo ele, o estado de São Paulo, que tem 90 mil PMs e bombeiros em atividade e outros 45 mil inativos ou pensionistas, acenou ser favorável à mudança.

“Quando se fala nessa simetria de contribuição para pensionistas e inativos, então o estado de São Paulo terá mais 45 mil pessoas que passarão a contribuir para o sistema previdenciário, o que gerará superávit que não estava previsto. Por isso São Paulo já acenou positivamente para a entrada das forças de segurança pública no projeto das Forças Armadas”, disse.

Ao participar de audiência anterior da comissão especial, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que uma eventual inclusão dos PMs e bombeiros militares no projeto deve prever as mesmas regras previstas para os militares das Forças Armadas, como o aumento do tempo de serviço de 30 para 35 anos e o pagamento de contribuição previdenciária pelos pensionistas.

A proposta do governo também prevê aumento progressivo na alíquota de contribuição previdenciária, que hoje é de 7,5%, para 10,5% em 2022.

Reportagem – Lincoln Macário
Edição – Antônio Vital

Edital para artesãos participarem da ExporPorto é lançado em Porto Velho

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Rondônia é rica em manifestação cultural. Isso porque os diversos tipos de demonstrações culturais estão presentes aqui. Para reforçar esta afirmação, o governo de Rondônia, por meio da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), em parceria com a Subsecretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), através do Departamento de Posturas Urbanas, abre chamamento público para convidar artesãos e trabalhadores manuais para participar da 1º Edição da ExpoPorto, que acontece de 2 a 6 de outubro no Parque dos Tanques em Porto Velho.

Para os artesãos serão disponibilizadas 36 vagas, sendo distribuídas no espaço de 3 m² para cada artesão classificado de forma individual. Das vagas, 26 são destinadas para artesãos cadastrados no Programa de Artesanato Brasileiro ou Carteira Nacional do Trabalhador Manual, de forma individuais, e outras 10 para o artesãos que não possuem cadastro.

Toda documentação deve ser entregue em envelope lacrado no Departamento de Posturas Urbanas – Divisão de Fiscalização de Espaços Públicos, que fica na rua Aparício de Moraes nº 3616 – Bairro Industrial, até esta quinta-feira (19) das 8h as 13h.

Entre as obras os artesãos devem expor peças em madeira, acessórios/vestuários/adornos, indígena, sementes, cerâmica, entalhes em madeira, quilombola.

Segundo o superintendente da Sejucel, Jobson Bandeira, a feira agropecuária tem uma importância gigantesca para a cultura popular, além de movimentar a economia.

“A capital rondoniense precisava do retorno da festa agropecuária, isso representa movimento para economia e fortalecimento da cultura. O Governo de Rondônia vem trabalhando forte para que a primeira edição seja um sucesso e que a nossa população possa contar com mais uma festa no calendário da cidade ”, disse.

Com a preocupação de transformar a arte em fonte de renda para os artesãos, o governo do Estado investe em ações de comercialização do artesanato, através do Programa do Artesanato Brasileiro de Rondônia (PAB – RO). Além de forte característica cultural e grande ligação com setor turístico, o artesanato vem se tornando um importante segmento da atividade econômica no Estado.

Edital Artesanato EXPO PORTO

Famílias mais pobres ou sem renda são mais da metade dos lares no Brasil

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São Paulo — Aumentou a proporção de lares brasileiros sem qualquer renda proveniente do trabalho, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira (18).

As famílias mais pobres ou simplesmente sem renda de trabalho representam mais da metade (52%) dos lares brasileiros.

No segundo trimestre de 2019, 22,4% dos domicílios do país não possuíam renda do trabalho. No segundo trimestre de 2014, quando começou a crise econômica, essa fatia era de 19,0%.

A maioria das novas vagas formais de trabalho que têm sido geradas no país oferece remuneração máxima de até dois salários mínimos, de acordo com o Instituto.

Aumentou a proporção de lares brasileiros sem qualquer renda proveniente do trabalho, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira (18).

As famílias mais pobres ou simplesmente sem renda de trabalho representam mais da metade (52%) dos lares brasileiros.

No segundo trimestre de 2019, 22,4% dos domicílios do país não possuíam renda do trabalho. No segundo trimestre de 2014, quando começou a crise econômica, essa fatia era de 19,0%.

Desigualdade

O estudo mostra que a desigualdade entre os rendimentos médios do brasileiro aumentou no segundo trimestre.

De acordo com o documento, as famílias de renda muito baixa tiveram queda de 1,4% nos seus rendimentos médios reais no período, mas o segmento mais rico da população registrou elevação salarial de 1,5%.

A técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente disse que essa desigualdade ocorreu pela composição de dois movimentos distintos. O primeiro é que, de fato, os indivíduos lotados nos domicílios de renda mais alta tiveram ganhos nominais de salários maiores e, segundo, a inflação no período foi maior para as famílias de mais baixa renda.

No segundo trimestre de 2019 houve impacto maior dos reajustes de energia elétrica, das tarifas de ônibus e dos medicamentos para as pessoas de renda mais baixa. “Em 2019, a gente teve alta de preços em itens que pesam muito na cesta de consumo dos mais pobres, e isso ajuda a explicar porque essas famílias tiveram queda de salário”, explicou.

A informalidade também fez aumentar a desigualdade. De acordo com a técnica, o trabalhador na faixa que remunera até menos de um salário mínimo, em geral, é o informal e está no que se chama de bico e, por isso, tem os menores ganhos salariais.

A maioria das novas vagas formais de trabalho que têm sido geradas no país oferece remuneração máxima de até dois salários mínimos, de acordo com o Instituto.

Outros dados mostram que os empregos com remuneração de até um salário mínimo e de um a dois salários mínimos são aqueles que vêm mantendo saldos positivos desde 2017.

Para os demais níveis salariais, a dispensa de trabalhadores é maior que o total de admissões.

Adicionalmente, nota-se que os efeitos da crise econômica sobre o mercado de trabalho, sobretudo em 2015 e 2016, geraram não apenas uma expressiva dispensa de trabalhadores como também uma queda dos salários de contratação, dado que a única faixa de emprego com saldo positivo no período era a que remunerava até um salário mínimo, ressaltam os autores do estudo: Maria Andreia Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Sandro Carvalho, do Ipea.

“A partir de 2017, o país voltou a gerar vagas com salários entre 1,01 e 2,0 salários mínimos, no entanto em proporções mais modestas”, notaram os autores.

Jovens

Também no segundo trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, apesar de ainda em patamar elevado, o desemprego registrou recuo, em termos absolutos, na faixa de trabalhadores mais jovens, passando de 26,6% para 25,8%.

O estudo mostra que diferentemente de trimestres anteriores, quando a queda da desocupação entre os jovens decorria, em especial, da contração da força de trabalho, no segundo trimestre de 2019 ocorreu por causa da expansão de 1,7% da ocupação, o que provocou a melhora de desempenho da população ocupada com idade de 18 a 24 anos.

Andreia Parente disse que o mercado de trabalho melhora como um todo para todas as faixas, mas teve reflexo mais positivo entre os mais jovens. Para a técnica do IPEA, é um crescimento forte que não era registrado em vários trimestres.

“Isso acontece porque esse trabalhador como foi mais penalizado na crise tinha um contingente muito grande de desocupados, com essa melhora do mercado de trabalho, essa população têm conseguido retornar ao mercado de trabalho. A gente ainda tem um contingente grande de jovens desocupados, mas a situação no segundo trimestre para esse grupo foi mais favorável. Eles conseguiram voltar para o mercado de trabalho com uma força maior”, disse.

O segmento dos trabalhadores com mais de 60 anos foi o único que não apresentou recuo na taxa de desocupação, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Mesmo tendo alta de 5,3%, essa faixa da população ocupada ainda apresentou avanço de 0,4 ponto percentual na taxa de desemprego. Subiu de 4,4% para 4,8%. Na comparação interanual, a desocupação dos trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos e entre 40 e 59 anos passou de 11,5% e 7,5%, respectivamente, em 2018, para 11,1% e 7,2%, em 2019.

Escolaridade

Nos dados referentes ao grau de escolaridade, os subgrupos tiveram queda na desocupação no 2º trimestre de 2019, com exceção para o dos trabalhadores com o ensino fundamental completo. Em termos relativos, os recuos mais expressivos foram entre as pessoas com instrução fundamental incompleta e superior, ambos tiveram queda de 4% na desocupação.

Patamar semelhante, no entanto, foi causado por movimentos diferentes. Entre os menos escolarizados foi resultado da retração de 3,4% da força de trabalho diante de queda de 2,9% na ocupação. Já nos que têm escolaridade mais elevada, a melhora da desocupação foi consequência da expansão de 6,3% da população ocupada e do ritmo superior à expansão de 5,9% da população economicamente ativa. A maior retração absoluta (0,6 p.p.) ocorreu entre os trabalhadores com ensino médio incompleto.

“Os trabalhadores com maior nível de escolaridade conseguem se manter por mais tempo no emprego. São sempre os últimos a serem demitidos, e uma vez demitidos, são aqueles com mais facilidade de conseguir uma colocação no mercado de trabalho. O inverso vale para os menos qualificados. Quanto menor a qualificação desse trabalhador é sempre mais fácil ele ser demitido, e dado que ele está no desemprego, é mais difícil voltar ao mercado de trabalho”, explicou Andreia Parente.

Empregos

A técnica destacou que embora ainda tenha um cenário desfavorável, o emprego no Brasil está reagindo. Segundo ela, há um momento forte da ocupação que cresce mais firmemente nos setores informais, apesar de já ser notada nos empregos com carteira assinada.

De acordo Andreia Parente, a taxa de desemprego só não tem caído mais porque aumenta junto o número de trabalhadores que estão chegando no mercado de trabalho para conseguir uma colocação. Além disso, a taxa de inatividade na economia brasileira tem caído. “Mais indivíduos com idade de trabalhar estão no mercado, ou trabalhando ou à procura de uma colocação”, completou a técnica.

O desalento, mesmo ainda alto, também começou a ceder. “No segundo trimestre de 2019 a gente tem uma queda no contingente de desalentados e a gente consegue ver também que pelos dados de transição tem caído o número de pessoas que vão para a inatividade por conta do desalento. Também tem aumentado o número de pessoas que até então eram desalentadas e estão, pelo menos, se sentindo aptas a voltar ao mercado de trabalho para conseguir uma colocação. É um reflexo não só da melhora que, de fato, está acontecendo, mas também da percepção”, avaliou.

A técnica disse que os trabalhadores demitidos são os que têm menos tempo de permanência no emprego. O documento indica, que, na média dos últimos 12 meses, na indústria, no comércio e nos serviços quase a metade dos demitidos tinham menos de um ano, mas na construção civil o total chega a 62%. Já a menor parcela dos trabalhadores dispensados se refere aos que tinham mais de cinco anos de permanência no emprego. Na indústria de transformação, eles corresponderam a 14%, mas na construção civil não chegaram a 5%.

Na visão de Andreia Parente, diante da expectativa de melhora da atividade econômica do Brasil a partir do segundo semestre do ano, o mercado de trabalho deve continuar desempenho mais positivo, principalmente ao que já tem sido visto com relação à ocupação.

De acordo com ela, a taxa de desemprego ainda pode cair de forma lenta, dado que ainda tem muita gente desocupada e desalentada e que precisa ser incorporada ao mercado de trabalho, mas a ocupação deve continuar se expandindo a taxas próximas às atuais que já são significativas. “A expectativa é de melhora do nível de ocupação da economia brasileira em relação ao mercado de trabalho”, disse.

(Informações da Agência Brasil e da Agência Estado)

Pequenos agricultores de Rondônia recebem apoio na comercialização da produção em Rondônia

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Para fomentar e gerar renda para a agricultura família, na próxima terça-feira (24), o 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC) realizará um chamamento público, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e Emater, para compra de produção da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Serão investidos quase R$ 1 milhão em compras de produtos como frutas, legumes, verduras, doces, polpa, queijo, entre outros, que abastecerão o 5º BEC e o Hospital de Guarnição de Porto Velho.

De acordo com o comandante do 5° BEC, coronel Moraes, o programa é importante por se tratar de pequenos agricultores. “A ideia é incentivá-los e beneficiar aqueles que não têm acesso as processos maiores de venda. Além disso, existem diversas vantagens, compramos produtos saudáveis, com menos agrotóxicos e que são consumidos aqui no 5°BEC por cerca 900 pessoas”.

O PAA tem duas finalidades básica, promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar, para facilitar o acesso desses produtores ao programa de compra de alimentos com a dispensa de licitação. “Esta é uma forma de ajudar os nosso agricultores e incentivá-los no cultivo saudável dos alimentos. Além de permitir que os pequenos participem individualmente, ou por meio de suas cooperativas ou órgãos constituídos, como pessoas jurídica direto privado”, afirma o secretário adjunto da Seagri, Bruno Scheid.

Para participar individualmente, os beneficiários fornecedores têm que apresentar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), emitida pela Seagri. Assim, o produtor é reconhecido como agricultor familiar, tendo acesso aos programas do Governo Federal. “Eles estão prontos para fornecerem os produtos”, declarou Scheid.

O capitão Anderson Meira explicou que após a conclusão do processo de compras, os produtores começam a fazer as entregas, que são semanal ou quinzenal.  Cada agricultor pode vender até 20 mil reais.

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