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domingo, julho 5, 2026
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Eleição para escolher conselheiros tutelares de Jaru será no dia 6 de outubro

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Os eleitores jaruenses poderão escolher, no próximo dia 6 de outubro, os cindo conselheiros tutelares para atuarem no município para o quadriênio 2020-2023.

A votação acontece de 08h até as 17h, em dois lugares: na escola Plácido de Castro, e na escola Pedro Vieira de Melo – em Tarilândia.

Para votar, será preciso apenas comparecer a um dos locais e apresentar um documento com foto e o título de eleitor.

A principal função do Conselho tutelar é a proteção e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Votações no Plenário esta semana começam com projeto que altera regras eleitorais e partidárias

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O projeto de lei que altera as legislações eleitoral e partidária está pautado como o primeiro item das votações no Plenário do Senado nesta terça-feira (17). O PL 5.029/2019 prevê exceções ao limite de gastos de campanhas; estabelece novos itens nos quais podem ser usados recursos do Fundo Partidário; define critérios para análise de inelegibilidade; e autoriza o retorno da propaganda partidária semestral. Também altera regras relacionadas à gestão de partidos políticos.

Pelo PL, serão alteradas a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096, de 1995), a Lei das Eleições (Lei 9.504, de 1997), o Código Eleitoral (Lei 4.737, de 1965), a CLT e a Lei 13.831, de 2019. Para valer nas eleições municipais de 2020, as mudanças precisam ser publicadas em até um ano antes do pleito, ou seja, até o começo de outubro deste ano. A matéria quase foi votada na semana passada, mas os senadores pediram mais tempo para analisá-la.

O projeto permite que o partido possa ser registrado em qualquer cartório e não mais apenas em Brasília, bem como permite que a sede nacional seja em qualquer local do país, não apenas em Brasília. Também amplia as possibilidades de uso dos recursos do Fundo Partidário por parte das legendas, com a permissão para contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse ou litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, relacionados ao processo eleitoral, ao exercício de mandato eletivo ou que possa acarretar reconhecimento de inelegibilidade.

Mais alterações

A proposta permite o pagamento de passagens aéreas com recursos do Fundo Partidário para uso por parte de pessoas não filiadas ao partido, segundo critérios próprios do partido, desde que para congressos, reuniões, convenções e palestras. Altera, ainda, regras relativas à prestação de contas partidária.

O PL faz alterações também nas regras de distribuição do Fundo Eleitoral e abre brecha para que seu valor seja aumentado nas próximas eleições. A proposta restabelece a chamada propaganda partidária semestral e trata de regras para inelegibilidades.

Relatório e emenda

O relator, senador Weverton (PDT-MA), apresentou relatório favorável à proposta que, segundo ele, busca aperfeiçoar e reforçar a segurança jurídica do processo.

“A cada eleição, o Congresso Nacional deve buscar aprimorar o processo eleitoral, de modo que ele traduza, da melhor forma possível, a vontade do eleitor. Nosso papel, como legisladores, é o de fixar regras claras e transparentes para o processo, ao mesmo tempo em que se garanta igualdade de oportunidades aos candidatos e o fortalecimento dos partidos políticos”, afirma Weverton.

Nesta segunda-feira (16), a senadora Juíza Selma (PSL-MT) apresentou emenda, que está pendente de análise do relator. A emenda de redação visa evidenciar que as alterações promovidas pelo PL sobre prestação de contas serão válidas não só para partidos, mas também para candidatos. Ou seja, as mudanças serão aplicadas a todos os processos de prestação de contas, dos partidos e dos candidatos, que não tenham transitado em julgado em todas as instâncias.

Emendas já analisadas

O relator recusou quatro emendas que haviam sido apresentadas por senadores na semana passada. A primeira emenda à proposta foi apresentada pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA). Ele propõe que se retirem expressões do texto do PL para impedir que os partidos usem recursos do Fundo Partidário para contratação de advogados para defesa de candidatos filiados que respondam a ações penais e de improbidade administrativa. O senador quer evitar que “gestores de má fé façam uso de recursos partidários para pagar, por exemplo, honorários de advogados criminais”.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou três emendas que tratam do recurso contra reprovação de contas partidárias, da declaração de bens de candidatos e do pagamento parcelado de multas de contas reprovadas.

Pedido

Também nesta segunda-feira (16), o Senado recebeu ofício da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados no qual os deputados afirmam que a permissão para que os partidos contratem serviços de contabilidade e de advocacia vale apenas para ações relacionadas ao processo eleitoral. Os deputados pedem que o Senado retire do texto do PL palavras e expressões que possam causar dubiedade de interpretação. Segundo a bancada, não é objetivo do projeto permitir esses gastos para defesa de candidatos filiados que respondam a ações penais ou de improbidade administrativa.

Fonte: Agência Senado

Sine Municipal vai identificar vagas temporárias e o perfil do trabalhador exigido pelas empresas

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Um levantamento junto ao comércio para identificar vagas de emprego temporárias que poderão surgir nesse final de ano, e qual o perfil do profissional para preencher essas vagas, será feito pela Prefeitura de Porto Velho, por meio do Sine Municipal nessa 2ª quinzena de setembro. O objetivo é ajudar tanto o empresário quanto o trabalhador.

“Vamos primeiro conversar com o empresário, entender suas dificuldades e ver em que poderemos ajudar em relação a essas vagas para serem preenchidas da melhor maneira possível, se é necessário algum curso de vendas, qualquer tipo de informação que a gente possa dar para esses futuros candidatos. Vamos buscar primeiro entender, fazer uma pesquisa de mercado para saber o que a gente vai precisar para oferecer o melhor”, explica Eric Melo, diretor do Sine Municipal.

O trabalho junto ao empresariado será feito pela equipe de captação de vagas do Sine. Por determinação do prefeito Hildon Chaves, os servidores vão percorrer os centros comerciais das avenidas 7 de Setembro, Jatuarana, José Amador dos Reis e Porto Velho Shopping. De posse das informações, o Sine vai divulgar as vagas e encaminhar para as empresas somente os profissionais com o perfil que elas precisam, no máximo até a 2ª quinzena de novembro.

“No ano passado foi feito um mutirão de captação de vagas temporárias. Este ano também faremos uma consulta para saber qual o perfil dos profissionais esperados pelas empresas para preenchimento das vagas”, acrescenta Melo.

Comdecom

É opinião dele e ele tem razão, diz Bolsonaro sobre fala de Carlos

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São Paulo — O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 16, que o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL), seu filho, teve razão ao afirmar numa postagem recente no Twitter que, “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá no ritmo que almejamos”.

“É uma opinião dele e ele tem razão”, disse o presidente, em entrevista à RecordTV. “Se fosse em Cuba ou na Coreia do Norte, já não teria aprovado tudo quanto é reforma, sem Parlamento?”, questionou.

De acordo com Bolsonaro, a transformação mencionada pelo filho demora porque tem a “discussão, e isso é natural”. “Ele até falou o óbvio”, disse. “Pelo amor de Deus, há alguma manifestação minha, dizendo que a democracia não pode ser feita diferente?”

O presidente disse que muitos o pressionam como se ele tivesse o poder de influenciar o Parlamento brasileiro. “Não tenho esse poder e nem quero ter esse poder em nome da democracia”, declarou.

Sobre a reforma da Previdência, que tramita no Senado, Bolsonaro declarou que, “se Deus quiser, este mês, tudo será resolvido”. “Há quantos anos tentaram fazer uma reforma da Previdência próxima da nossa e não conseguiram?”, perguntou.

ONU

O discurso que o presidente fará na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima semana, em Nova York, será “conciliatório”, mas reafirmará “a questão da nossa soberania e do potencial que o Brasil representa para o mundo”.

Na entrevista à Record, Bolsonaro prometeu um pronunciamento “diferente” dos feitos pelos presidentes que o antecederam na ONU. “Já comecei a rascunhar o discurso”, afirmou.

O presidente anunciou que no dia 23 decolará para os Estados Unidos para a abertura da Assembleia Geral da ONU. “Eu tenho que estar preparado para justamente sustentar um discurso de 20 minutos. Eu falei um tempo atrás que iria de qualquer maneira, nem se fosse de cadeira de rodas, com todo o respeito aos cadeirantes, e, graças a Deus, isso vai ser possível”, assegurou.

Bolsonaro afirmou ainda que despachará, a partir desta terça-feira, 17, do Palácio da Alvorada, residência oficial. “Já estou angustiado e quero participar da vida ativa do Brasil”, disse. O presidente disse que “conseguiu” dos médicos que não fosse para o Palácio do Planalto e ficasse no Alvorada, por enquanto.

Petrobras

O presidente também confirmou que a Petrobras vai segurar o preço da gasolina, apesar da disparada no valor do petróleo após os ataques a refinarias na Arábia Saudita, ocorridos no fim de semana. Bolsonaro afirmou que conversou sobre o assunto com o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Bolsonaro disse que a tendência natural seria seguir o preço internacional, que “viria para a refinaria, para a bomba no final das contas”.

“O governo federal já zerou seu imposto federal, que é a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Não podemos exigir nada dos governadores no tocante a ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, disse o presidente. “Mas, o que acontece… Conversei com o presidente da Petrobras e ele disse que, como é algo atípico e tem um fim para acabar, ele não deve mexer no preço do combustível”, declarou Bolsonaro.

“Nova CPMF”

Sobre a possibilidade de criar um novo imposto sobre transações financeiras — apelidado de nova CPMF — Bolsonaro declarou que não irá insistir na sua aprovação. Bolsonaro afirmou que até se pode falar em CPMF e deixar o povo discutir, mas “não pode ser uma proposta de governo”.

Ele disse que o então secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, ficou “insustentável” no cargo depois de defender a criação de uma nova CPMF e que quem o exonerou foi o ministro da Economia, Paulo Guedes. Cintra foi demitido na semana passada.

Bolsonaro afirmou ainda esperar um “impacto muito rápido” na economia com os saques de R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que começaram no fim de semana. Segundo o presidente, a situação econômica não está ainda nos níveis que ele esperava.

Emprego cresceu 50% em agosto em Ji-Paraná; Falta de qualificação é o maior impedimento para novas colocações

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Apesar do crescimento, em agosto, de 50% dos postos de trabalhos abertos pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Ji-Paraná, a falta de qualificação profissional ainda é considerada o maior responsável pelo desemprego na cidade.

Na semana passada, o Sine divulgou a proporção de crescimento entre os meses de agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2018. No mês passado foram abertos 116 vagas de trabalho na unidade empregando 56 pessoas.

Em agosto de 2018, apenas nove pessoas conseguiram emprego nas 77 vagas ofertadas pela instituição. Em média, o Sine em Ji-Paraná atende 85 pessoas por dia em busca de serviço com carteira assinada.

“É um crescimento considerável em tempos que o desemprego machuca o país. Nossa maior dificuldade está sendo encontrar profissionais qualificados para encaminhar ao mercado de trabalho”, avalia a responsável pelo Sine, Andreia Bastos.

No Sine sobram vagas para as áreas de informática, soldador e megarefe, segundo informações na instituição. O megarefe é o profissional que lida com o corte e beneficiamento do animal, como retirada de couro, carcaça e desossa, por exemplo. “A região dispõe de vários frigoríficos e as vagas de trabalhos são constantes”, ressalta Andreia Bastos.

Com o objetivo de proporcionar a qualificação, Bastos busca parcerias com instituições e órgãos oficiais na promoção de cursos a baixo custo. “A pessoa quando está desempregada não costuma ter dinheiro para investir em treinamentos e capacitações”.

Com olhar humanizado, Andreia Bastos planeja viabilizar cursos específicos para atender a demanda de Ji-Paraná. “Vamos reunir com os nossos representantes estaduais com intuito de resolver e/ou minimizar essa nossa realidade”, adianta Bastos, referindo a entendimentos com que vem tendo com a presidência da Assembleia Legislativa.

Desempregada há oito meses, a vendedora Stefany Fernanda da Silva Beloni, 21, conseguiu a carta de apresentação a uma agência de viagens. “Não sabia que o atendimento era desburocratizado e rápido. Estou muito contente pelo encaminhamento e vou dar o meu melhor para ser contratada definitivamente”, disse Beloni, após ser encaminhada ao novo emprego.

SERVIÇOS

A pessoa desempregada que precisa dar entrada no pedido de Seguro Desemprego poderá recorrer à unidade do Sine em Ji-Paraná. “É mais uma porta de atendimentos que oferecemos com o objetivo de facilitar o acesso do desempregado ao recurso financeiro que ele tem direito”, disse Andreia Bastos.

Munidos de documentos pessoais e da demissão, o interessado em proceder à entrada do benefício federal poderá fazer diretamente no Sine, que fica dentro do Shopping Cidadão, em Ji-Paraná.

“Eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”, diz Temer sobre impeachment de Dilma

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-presidente Michel Temer disse que sua prisão, em março, não seguiu o devido processo legal e que a força-tarefa da Operação Lava Jato tenta “quebrá-lo psicologicamente” ao envolver sua filha, Maristela, na acusação em que responde por lavagem de dinheiro. Ele negou as acusações e disse que a filha vai demonstrar “cabalmente” no processo que não recebeu dinheiro.

“Depois que tentaram me derrubar do governo, e não conseguiram, tentam me quebrar psicologicamente envolvendo a minha filha”, disse o ex-presidente durante a entrevista, na noite desta segunda-feira, 16. No caso, conhecido como “Quadrilhão do MDB”, o Ministério Público Federal acusou Temer, Maristela, o amigo de Temer João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e a esposa dele, Maria Rita Fratezi, de lavar R$ 1,6 milhão de origem supostamente ilícita. A acusação diz que coronel Lima teria pago por reformas na casa de Maristela.

“O coronel João Baptista Lima Filho não pagou por essa reforma”, rebateu Temer, no programa. Segundo o MPF, o MDB teria arrecadado propina da construtora Engevix para que a empresa assumisse obras da usina nuclear de Angra 3. A propina, segundo a acusação, teria sido paga através de uma empresa do coronel Lima e gasta nas reformas da casa.

O presidente ainda disse que a prisão foi decretada sem que ele fosse ouvido no processo. “O juiz pegou aquilo e, sem indiciamento, sem denúncia, acolhimento de denúncia, sem ouvir o acusado, mandou decretar a prisão”, disse. A prisão foi decretada em março pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio. “Se acontece comigo, você pode imaginar o que pode acontecer com o cidadão comum.”

Na entrevista ao Roda Viva, Temer comentou ainda o impeachment de Dilma Rousseff e a divulgação dos grampos dela com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no mesmo dia em que era esperada a nomeação dele para a chefia da Casa Civil do governo Dilma. Temer disse acreditar que, caso Lula assumisse o cargo, é “muito provável” que o impeachment não tivesse ocorrido. Lula foi posteriormente condenado e preso na Lava Jato.

“Se ele (Lula) fosse chefe da Casa Civil, é muito provável – ele tinha bom contato com o Congresso Nacional – que não se conseguiria fazer o impedimento, não se conseguiria fazer o impeachment”, disse Temer. “Disso, eu não tenho dúvida.”

A posse acabou suspensa pelo ministro do STF Gilmar Mendes após o juiz Sergio Moro divulgar uma conversa em que Dilma dizia a Lula que enviaria o termo de posse para o ex-presidente – o que foi interpretado, à época, como uma tentativa de impedir uma eventual prisão do petista.

Temer ainda reiterou que não participou da articulação do impeachment de Dilma, em 2016. Ele disse que era simpático a uma aproximação com a então presidente e com Lula, mas que não havia apoio no MDB para seguir com uma sustentação do governo PT.

“Eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo ‘golpe’”, disse Temer. “Eu não poderia ser o articulador de um golpe porque chegaria muito mal no governo.”

O ex-presidente comentou uma reportagem da Folha de S.Paulo que mostrou uma a transcrição de uma conversa telefonia entre ele e Lula, gravada no mesmo dia em que o ex-presidente falou com Dilma, em 2016. No telefonema, segundo o jornal, Lula pedia reaproximação entre o governo e o MDB, e Temer responde que eles sempre tiverem “bom relacionamento”. Segundo Temer, a gravação seria prova de que ele teria trabalhado para a permanência da presidente no cargo.

Temer admite que sua relação com Dilma piorou a partir da publicação do documento “Ponte para o Futuro”, com uma agenda de desenvolvimento para o País. Segundo ele, o gesto da publicação do material foi mal interpretado.

“Nós apresentamos como colaboração ao governo”, justificou. “Nossa ex-presidente, por razões que eu não consigo entender, achou que aquilo era um gesto de oposição, e aí de fato ela se afastou definitivamente de mim.”

Polícia Civil apreende celulares e computadores de Flordelis em operação no RJ e DF

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Policiais da Divisão de Homicídios do RJ que investigam a morte do pastor Anderson do Carmo cumpriram nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada federal Flordelis (PSD).

As equipes apreenderam celulares de Flordelis e de duas netas dela: Lorrayne e Rayane. Ainda foram retidos computadores e tablets, além de documentos.

Dois dos filhos do casal estão presos pelo assassinato. A polícia ainda apura a motivação para o homicídio.

A suspeita é que Anderson foi morto por motivos financeiros e desavenças sobre a gestão patrimonial da família.

Polícia faz buscas no apartamento funcional da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) na Asa Norte, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Onde as equipes estiveram

  • Local do crime, em Niterói;
  • Casa em Jacarepaguá, na Freguesia;
  • Gabinete no Centro do Rio, na Rua 1º de Março;
  • Apartamento funcional em Brasília, na Asa Norte.
  • O crime completou três meses nesta segunda-feira (16). Anderson foi morto com vários tiros, na garagem da casa da família, em Pendotiba, Niterói, em 16 de junho.

    O advogado Fabiano Migueis, que defende Flordelis, disse ao G1 que a operação já era prevista, tendo em vista a abertura do segundo inquérito para investigar a deputada.

    A assessoria de Flordelis afirmou que “a operação é um ato da investigação policial e, como tal, não precisa ser comentado pela deputada”.

    Polícia cumpre mandado de busca na casa onde o pastor Anderson foi morto — Foto: Reprodução/TV Globo

    Veja, a seguir, como estão as investigações.

    Filhos são réus

    Há um mês, dois filhos do casal se tornaram réus. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público do Rio contra Lucas de Souza e Flávio Rodrigues pelo assassinato do pastor.

    Flávio é filho biológico de Flordelis. Lucas foi adotado. Eles terão que aguardar o julgamento em regime fechado.

    De acordo com a denúncia do MP, Flávio vai responder por porte ilegal de arma de fogo. A acusação diz que foi ele quem atirou no pastor. Já o irmão teria sido seu cúmplice ao comprar a arma do crime.

    Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos.

    Reconstituição

    A DH espera fazer no próximo sábado (21) a reprodução simulada do crime. Na semana passada, investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo estiveram no local do crime e intimaram dez pessoas.

    Flordelis foi notificada posteriormente.

    O objetivo da reconstituição, além de eliminar contradições, é descobrir se uma terceira pessoa participou do assassinato.

    Caso chova, a simulação será adiada.

    Investigação é do RJ, diz STF

    Na volta do recesso do Supremo Tribunal Federal, dia 1º de agosto, o ministro Luís Roberto Barroso decidiu que o caso não tem relação com o mandato da parlamentar. Por isso, determinou a retomada da investigação no Rio de Janeiro.

    Troca de acusações

    No fim de agosto, Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, disse à polícia que a mãe adotiva foi a mentora intelectual do assassinato.

    Misael afirmou que Flordelis manipulou os filhos até encontrar um que tivesse coragem para matar o pai adotivo.

    Outros três filhos adotivos também prestaram depoimento e implicaram a mãe.

    A defesa de Flordelis negou.

    É muito sórdido tudo isso que o Misael tem feito com ela. Difícil de entender. O que ela percebe no Misael é uma ambição imensurável. Situação que ela começou a notar quando ele quis atropelar o projeto político do grupo e ser candidato a deputado estadual na eleição passada”, dizia a nota divulgada pela assessoria da deputada.

    Para Flordelis, o atual vereador não gostou de ser preterido pela família. Segundo a nota, houve uma briga entre Misael e o pastor Anderson para decidir quem seria o candidato à Prefeitura de São Gonçalo nas eleições de 2020.

    Trama começou em outubro de 2018

    A TV Globo obteve o relatório final da Polícia Civil sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo. O documento mostra que há indícios de que a complexa trama familiar tenha sido iniciada em outubro de 2018.

    A DH acredita que Anderson descobriu os planos para matá-lo. Carlos, seu irmão, é quem teria contado tudo.

    Carlos também teria alertado o pastor sobre uma mensagem que viu no celular de Flordelis na qual a deputada dizia a Lucas dos Santos que bastava entrar no quarto e executar o serviço.

    A suspeita de que o pastor vinha sendo envenenado também é investigada pela Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele tomava remédio frequentemente e sem conhecimento, segundo depoimento de outra filha adotiva de Flordelis, Roberta dos Santos.

    Policiais tentam desvendar a história de um crime que envolve uma família numerosa, onde muitos se acusam — Foto: Reprodução/TV Globo

    Dúvidas que ainda pairam no caso

    Onde está o celular do pastor?

    O telefone celular do pastor, que poderia dar alguma pista sobre a motivação e autoria do crime, ainda não apareceu. De acordo com a investigação, o aparelho foi usado horas depois da morte.

    A deputada sempre sustentou que o aparelho do marido desapareceu depois do crime, e que ela não teve contato com o celular.

    Michele, uma das irmãs de Anderson; Daniel, o único filho biológico do casal, e a a pastora Gleice, uma amiga da família, afirmam que Flordelis teve acesso ao aparelho depois que Anderson foi morto.

    Pelo menos duas mensagens foram repassadas do aparelho. Os textos foram repassados às 9h e às 10h07 de domingo (16), quando o pastor já estava morto.

    No mesmo dia, um mototaxista prestou depoimento e contou que viu uma das netas da deputada Flordelis jogar um aparelho no mar.

    Por que foi acesa uma fogueira no quintal da casa da família?

    No dia 18 de junho, a Polícia Civil fez buscas na casa do casal e encontrou a pistola do crime. Os policiais também tentaram salvar objetos que estavam em uma fogueira feita no quintal da casa.

    Apesar de ainda haver fogo, a maior parte do que havia sido queimado já tinha virado cinzas. O material foi encaminhado para a perícia.

    Os investigadores tentam saber por qual motivo foi feita uma fogueira no quintal e o que teria sido queimado.

    Lucas estava na casa durante o crime?

    Imagens de câmeras de segurança obtidas com exclusividade pela TV Globo mostraram a movimentação na casa da deputada federal Flordelis antes e depois do crime.

    Segundo as imagens, os investigadores acreditam que ele não presenciou o crime. Às 2h52 de domingo, dia do crime, um dos filhos entra sozinho na casa de Flordelis. Às 3h08, quem aparece nas imagens é outro filho, Lucas dos Santos, de 18 anos, que desce de um carro. Às 3h15, Lucas sai andando da casa dos pais.

    Segundo investigadores, ele pegou um carro de aplicativo e foi para um bar. O motorista confirmou a versão.

Agevisa faz encontro em Ouro Preto para detalhar programa de inclusão a produtores de alimentos

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A Agência Estadual de Vigilância de Saúde (Agevisa) vai reunir nos próximos dias 18 e 19, na sede do Centro de Treinamento da Emater (Centrer) em Ouro Preto do Oeste, todos os segmentos públicos e privados, com vínculo na produção de alimentos, para divulgar e discutir seu Programa de Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária (Praissan).

O programa do qual Rondônia é o primeiro signatário do país objetiva orientar e simplificar o processo produtivo de todos os micros empreendimentos individuais (MEI), empreendimentos familiares rurais (EFR) e empreendimentos econômicos solidários (EES), de modo a envolver toda a cadeia nesse programa que busca, por fim, melhorar as condições sanitárias dos produtos e serviços por eles prestados e oferecidos à sociedade, e que estejam sujeitos ao crivo da Vigilância Sanitária.

Para a técnica Lúcia Freitas, chefe do Núcleo de Alimentos da Agência Estadual, o esforço do Governo em alinhar suas ações com todos esses órgãos e entidades visa simplificar e orientar todo segmento produtivo, mas também eliminar ou quebrar o paradigma da informalidade, sugerindo e exigindo a adoção de boas prática para o setor produtivo e o fim da exposição de alimentos sem rotulagem, sem segurança.

Ela explicou ainda que o Encontro de Ouro Preto será também uma oportunidade para a Agevisa demonstrar ao universo produtivo de alimentos que seu fim, neste ponto, é atuar também como um parceiro, e contribuir com orientação adequada para o aprimoramento do trabalho que realiza com os empreendedores, com vistas à geração de trabalho e renda e inclusão social, garantindo a segurança sanitária de tudo que se produz na área alimentícia no estado de Rondônia.

O que parece muito simples tem uma estrutura relativamente grande, eis que para consolidar seu objetivo de simplificar e informatizar sua estrutura de gerência e fiscalização, o Praissan rondoniense é constituído por um comitê gestor integrado por órgãos com interesse direto em produção e fiscalização, a exemplo da Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria da Agricultura (Seagri, Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seas), Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedir), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e outros órgãos e entidades representativos da sociedade civil.

Denominado de Comitê do Programa Estadual de Inclusão Produtiva para Segurança Sanitária de Rondônia (Cissan), o colegiado tem caráter consultivo com a finalidade de promover ações para consecução dos objetivos do programa.

“As pessoas devem sair da pílula no copo d’água para se entenderem mais”, ensina psicólogo a servidores públicos

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No passado as pessoas conversavam até à luz de lamparina, saíam às calçadas, se visitavam mais. Atualmente isso já não acontece, por causa do avanço tecnológico nas comunicações eletrônicas, que praticamente obrigam crianças e adultos a serem mais imediatistas em tudo.

“A saúde emocional está escanteada na saúde pública”, disse em palestra na manhã desta sexta-feira (13) o psicólogo Edlei Timbó Passos, 32 anos. Ele participa da campanha Setembro Amarelo, promovida pelo governo estadual.

Como são feitas as perícias no Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (Iperon)?  – indagou. Em seguida, disse que o diagnóstico do trabalhador não cabe ao psicólogo. Mais delicado ainda: atestados (e licenciamentos) psicológicos não são aceitos no serviço público, ao contrário de outros motivados por doenças físicas, entre as quais, LER, DORT, hérnias, deficiências na coluna vertebral e doenças respiratórias.

“Nem todo clínico geral constata e medica depressão; muitas vezes ele encaminha situações aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e para a Policlínica Oswaldo Cruz, cujo atendimento vem desde 2017”, queixa-se.

Ao enfatizar que o adoecimento físico e emocional é motivado por muitos comportamentos – separação, desemprego, gravidez, pós-parto –, ele ouviu depoimentos de diversos servidores públicos, a respeito de situações pessoais, de filhos, parentes e amigos.

“Aqui mesmo, no dia a dia corrido no governo, passamos um pelo outro e muitas vezes não nos damos conta nem de olhar para o colega que está ao lado”, disse Edlei Passos.

Ensinou que refletir e pensar são essenciais: “Julgamos o outro, disso ninguém escapa”. Nas leituras políticas, exemplificou, as pessoas adquirem “defesa maior do que a do time de futebol”, dando margem a intermináveis polêmicas.

SAÚDE EMOCIONAL

A agressividade deve acontecer em algumas ocasiões, ele defende, entretanto, sugere evitar o descontrole que ocasiona uma energia ruim em qualquer ambiente.

“Sair de cama na sexta-feira para trabalhar é um exemplo de ousadia, de agressividade (positiva), porque a pessoa vence barreira. De outro lado, picos de raiva levam ao adoecimento, fazem o subordinado brigar com o chefe e até tirar a vida de outra”, explicou.

Revelou que no CAPS Estadual Madeira Mamoré, onde trabalha, crescem os casos de agressões físicas e verbais por parte de pacientes que se consideram imunes a advertências e mesmo a soluções de seus problemas.

Essa desestabilização no serviço público pode mudar, conforme Edlei Passos, quando existe a prática do reconhecimento a boas ações.

O audiovisual mostra o exemplo da saúde emocional. Expressar sentimentos positivos para filhos, familiares e colegas de trabalho parece incomum , há pessoas que estranham, lembrou o psicólogo.

“No trabalho, isso não é usual, mas quando acontece funciona, é lindo, espetacular, e contribui para que a pessoa alcance a terceira idade em melhores condições de manter vínculos de amizade, o que hoje anda escasso”, assinalou.

O audiovisual mostra dois bebês se encontrando, descrevendo claramente a empatia. “Atualmente temos colocado o nosso ponto de vista sobre o problema do outro; olhem os bebês se entendendo”, alertou.

“Por mais difíceis que sejam os comportamentos podem ser modificados, desde um simples cumprimento, elogio, a um pedido de favor”, observou o psicólogo.

Lamentou situações viciantes: “Receitas e receitas médicas são ministradas, porém, se necessárias de um lado, de outro não curam a causa do problema”.

Mencionando o aumento dos números de casos de ansiedade, depressão, esquizofrenia e transtorno de personalidade no Brasil e no mundo, questionou: “Há pessoas entre 18 e 80 anos que insistem em tratamentos com remédios, ou seja, para elas é mais fácil a pílula no copo d’água, e não saem disso”.

Na visão de Edlei Passos, não existe prevenção de suicídio, quando já ocorreram tentativas.

A cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número ainda maior de indivíduos tenta suicídio, revela a Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás. Segundo a Opas, o suicídio ocorre durante todo o curso de vida e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2016.

A palestra abordou também agressões sexuais, bullying, modo de vida de autistas, e limitações quando a denúncia se faz necessária e inadiável. “É prejudicial para a formação da personalidade da criança guardar o bullying”, alertou.

“Contar ou não contar, eis o desafio que pode resultar até mesmo em destruição de reputação”, acrescentou.

QUEM É

Edlei Passos é especialista em Psicologia Organizacional pela Faculdade Católica de Rondônia (2010) e Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (2012). Tem habilitação como Especialista pelo Conselho Federal de Psicologia na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho (2014). É Mestre em Ensino em Ciências da Saúde pela Unir (2015). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia das Relações Interpessoais e Psicologia Organizacional. É Consultor na Área de Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional, e também docente na Faculdades Uniron, ministrando disciplinas nos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos. Atua como preceptor do Internato Médico de Saúde Mental do Centro de Ensino São Lucas e psicólogo no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Estadual Madeira Mamoré, e é diretor da empresa Fábrica de Competência.

Confúcio apresenta na terça relatório sobre a MP que criou o programa Médicos pelo Brasil

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) apresenta na terça-feira (17) seu relatório para a medida provisória que criou o programa Médicos pelo Brasil (MP 890/2019) em substituição ao Mais Médicos. Ao término da leitura, o texto poderá ser aprovado, rejeitado ou receber um pedido de vistas dos parlamentares. Neste último caso, a votação será remarcada para outra data.

O Médicos pelo Brasil tem o objetivo, segundo o governo, de suprir a demanda por esses profissionais especialmente nas regiões mais pobres. Também estabelece estratégias para formar mais especialistas em Medicina da Família e Comunidade. Ao todo, são oferecidas 18 mil vagas, sendo 13 mil em municípios de difícil acesso. 55% das oportunidades serão abertas em cidades do Nordeste e do Norte, em áreas mais pobres. O edital com as primeiras vagas deve ser publicado em outubro.

O novo programa também modifica a forma de seleção dos profissionais. Antes bastava fazer a inscrição pela internet. Agora o candidato vai ter que fazer uma prova escrita e, quem for aprovado, já vai poder trabalhar. Porém, o candidato selecionado deverá passar por um curso de especialização em Medicina da Família nos primeiros 2 anos.

A reunião da comissão mista que analisa o texto está marcada para as 14h30. Depois de aprovado, o texto segue para a análise dos plenários da Câmara e do Senado.

Fonte: Agência Senado

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