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domingo, julho 5, 2026
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Paciente por acidente de trânsito pode custar até R$ 1 milhão aos cofres públicos de Rondônia

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Atendimentos iniciais, deslocamento de ambulâncias, internações, cirurgias, medicamentos, materiais, equipamentos e salários dos servidores do Estado e profissionais de saúde contabilizam os gastos que o Governo de Rondônia tem para permitir a saúde do cidadão vítima de acidentes de trânsito.

Com altos índices de ocorrências de acidentes, principalmente envolvendo motociclistas, o Estado começa a ter um custo financeiro no local do ocorrido. Equipes da Segurança Pública, como o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Técnico-Científica com a perícia, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), prestam os primeiros socorros, onde,  médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, peritos, motoristas e ambulância, atendem o paciente com a utilização de materiais e medicamentos, para condução ao hospital.

A porta de entrada das vítimas de acidentes de trânsito é o Pronto Socorro João Paulo II (JPII), em Porto Velho. De janeiro a julho de 2019, foram registrados 2,837 mil atendimentos de pacientes vítimas de acidentes de trânsito. Em nove anos de experiência nos atendimentos do hospital, o secretário de estado da Saúde (Sesau), Fernando Máximo, relatou casos muito comuns, onde o paciente pode chegar a custar ao Estado, de modo geral, R$ 1 milhão.

“Em um estado grave, como exemplo de um paciente que chega com fratura de fêmur, bateu a cabeça e teve um trauma abdominal, isso é extremamente comum. Com disposição de especialistas, como um neurocirurgião em plantão, anestesista, instrumentador, material para cirurgias, medicamentos, próteses, daqui a pouco ele está com um sangramento no baço, cirurgião geral, anestesistas, instrumentadores, enfermeiros e técnicos para operar o abdômen, e ele está com a fratura no fêmur ainda, a ortopedia opera, coloca uma prótese, também com uma equipe formada para cirurgia. O paciente segue para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), onde a diária custa R$ 2,5 mil para o SUS (Sistema Único de Saúde), na rede privada custa de R$ 5 mil a R$ 6 mil em Porto Velho.”

Segundo o secretário, esse é o começo da história do paciente vítima de acidente de trânsito. “Às vezes o paciente fica de três a quatro meses internado na UTI, passando algumas vezes por outras cirurgias para evitar outras complicações, que demandam mais gastos. Com isso, ele já deixou R$ 300 mil reais, só na UTI. Depois sai e fica na enfermaria por mais um período, com um custo pela equipe grande de pessoas que fica cuidado dele, como técnicos de enfermagem, laboratório, bioquímico, médicos, nutricionistas, biomédico, radiologista, várias tomografias e ressonâncias, raio x, cardiologista”, continuou Fernando, acrescentando, ainda, a demanda de manutenção dos equipamentos, que também deve estar incluído no custo do paciente.

O autônomo Edglei Sandro Pereira, 39, deu entrada no João Paulo II, vítima de um acidente de trânsito. Ficou sete dias internado e foi transferido para a enfermaria ortopédica do Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro. Seu braço deslocou e a clavícula fraturou, sendo necessário implantar uma placa bloqueada. “O cara invadiu a preferencial, caí no capô dele e me jogou do outro lado”, contou o paciente que aguarda a realização da cirurgia.

Ao sair da internação na enfermaria, o paciente segue para sua casa, mas o atendimento pelo Estado continua por alguns meses, por meio do Serviço de Atendimento Médico Domiciliar (Samd), com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem, custos com combustível, motoristas, veículos, salários dos profissionais, medicamentos e curativos. Além de muitos pacientes, em casos mais graves, perderem seus membros em amputações ou ficarem com sequelas neurais, inclusive há casos de jovens com 20 anos já aposentados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), vítimas de acidentes de trânsito.

Em casos mais simples, muitos pacientes ainda ficam internados, aguardando procedimentos, onde o JPII não consegue resolver todos as situações. Com isso, boa parte das cirurgias mais complexas da ortopedia são realizadas também no Hospital de Base.

“Isso gera, às vezes, dificuldade de rotatividade dos leitos do HB, o que aumenta as filas, fazendo com que eles (pacientes) fiquem aguardando. Muitos com fraturas ou traumatismo craniano, o que vai gerando mais custos”, afirmou Fernando Máximo.

Mas o custo social tem preço inestimável, a pessoa pode ficar com sequelas seríssimas, impossibilitada de servir à família, longe dos filhos, sem poder produzir à empresa que trabalhava, com possibilidades de desenvolver doenças emocionais, como ansiedade ou depressão, com a necessidade de acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra.

Igor Rafael, 26, está há 33 dias internados, com entrada no João Paulo II, algumas semanas na rede privada por meio do SUS e agora no Hospital de Base, aguardando cirurgia na tíbia e fíbula, resultado de uma colisão frontal com um carro. O paciente conduzia sua motocicleta no setor chacareiro e ao realizar uma ultrapassagem, foi atingido. Em todo esse tempo, afastado do trabalho, após a cirurgia deve ficar de seis a doze meses em recuperação. Longe da família, sofre com saudade dos filhos, com 3 e 7 anos. “A dor é momentânea, passa rápido com a medicação. Quem está ao nosso redor, sofre mais do que a gente. Meu filho está sofrendo, por ser muito apegado a mim, chegou ao ponto de adoecer”.

Analisando todo o custo de um paciente apenas, que pode chegar a R$ 1 milhão aos cofres públicos do Estado, segundo o secretário de Saúde, esse valor poderia ser investido em cirurgias infantis, cirurgias para correção de fimose, hérnia, pedra na vesícula, cirurgias oftalmológicas, bem como em outras cirurgias ortopédicas.

O Estado não deixa de atender a todas essas solicitações, porém, mesmo com muitos recursos destinados à saúde, os gastos podem ser evitados a partir do comportamento do cidadão com maior prudência nas ruas.

 

 

Jovem tatuado na testa em 2017 é condenado a 4 anos de prisão por furto

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O jovem Ruan Rocha da Silva, de 19 anos, que teve a frase “Eu sou ladrão e vacilão” tatuada à força em 2017, foi condenado na terça-feira 10 a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto por ter sido flagrado em fevereiro deste ano furtando 20 reais, um moletom e um celular em um posto de saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A decisão é da juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal da cidade da Grande São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o rapaz foi interrogado na terça durante uma audiência de instrução na qual foram ouvidas duas testemunhas. “Após debates orais, a sentença foi proferida”, informou, em nota, o TJ-SP. “O réu foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto e 11 dias-multa.”

Rocha foi preso em flagrante, quando tentava levar embora os pertences furtados em São Bernardo do Campo. No ano passado, o jovem também havia sido detido por furtar cinco frascos de desodorante em um supermercado de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.

Tortura

O rapaz ficou conhecido depois de ter a frase escrita na testa pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e o vizinho dele, o pedreiro Ronildo Moreira de Araujo, em 31 de maio de 2017, em São Bernardo. A dupla alegou que pretendia aplicar uma lição no adolescente, então com 17 anos, por ele ter tentado furtar uma bicicleta adaptada para deficiente físico. Os agressores prenderam o rapaz em uma sala e filmaram a “punição”, publicando o vídeo nas redes sociais. Os dois foram presos no dia 9 de julho de 2017, acusados de tortura.

Em fevereiro de 2018, a Justiça condenou Reis a três anos e quatro meses de reclusão em regime inicial semiaberto pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Araújo, que divulgou o vídeo, pegou três anos e onze meses de reclusão em regime inicial fechado pelos mesmos crimes. A defesa dos dois homens entrou com recurso e aguarda julgamento.

Ataques de 11 de setembro ainda fazem vítimas em NY, 18 anos depois

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Jaquelin Febrillet tinha 26 anos e trabalhava a duas quadras das Torres Gêmeas quando os aviões sequestrados pelos jihadistas derrubaram o complexo de prédios em 11 de setembro de 2001.

Em 2016, 15 anos depois dos atentados mais mortais da história, esta sindicalista profissional, hoje mãe de três filhos, foi diagnosticada com um câncer com metástases. A única explicação lógica: a nuvem de cinzas e resíduos tóxicos na qual se encontrou imersa no dia da catástrofe.

Richard Fahrer, de 37 anos, trabalhou frequentemente no sul de Manhattan como agrimensor de 2001 a 2003.

Há 18 meses, após sentir dores no estômago, os médicos detectaram um câncer agressivo de cólon, uma doença que costuma afetar homens muito mais velhos, e para o qual não tinha nenhuma predisposição.

Além das cerca de 3.000 pessoas falecidas e mais de 6.000 feridas no desabamento do World Trade Center, Nova York ainda não terminou de contar as pessoas doentes de câncer e outros males graves, sobretudo de pulmão, ligados à nuvem tóxica que planou durante semanas sobre o sul da ilha.

 Não só os socorristas

As dezenas de milhares de bombeiros, socorristas, médicos ou voluntários mobilizados para o “Ground Zero”, onde ficavam as Torres, foram os primeiros afetados.

Já em 2011, um estudo publicado na revista científica The Lancet mostrava que estas pessoas enfrentavam riscos maiores de sofrer câncer.

Um censo do WTC Health Program, um programa federal de saúde reservado aos sobreviventes dos atentados, deu conta de cânceres em 10.000 deles.

Jaquelin Febrillet e Richard Fahrer fazem parte das pessoas “comuns” que trabalhavam ou residiam no sul de Manhattan quando ocorreram os atentados, uma categoria de doentes que não para de aumentar.
No fim de junho passado, mais de 21.000 deles tinham se registrado no programa de saúde, duas vezes mais que em junho de 2016.

E desses 21.000, cerca de 4.000 foram diagnosticados com câncer, sobretudo de próstata, mama ou pele.

“É impossível para um indivíduo determinar a causa exata (de um câncer), já que nenhum exame de sangue vem com a etiqueta WTC”, mas vários estudos mostraram que “a taxa de câncer aumentou entre 10% e 30% nas pessoas expostas”, explicou à AFP David Prezant, chefe médico dos bombeiros nova-iorquinos.

E se espera que esta taxa aumente no futuro, em consequência do envelhecimento das pessoas expostas – os riscos de câncer aumentam com a idade – e a natureza de certos cânceres, como o de pulmão ou o mesotelioma, que demora de 20 a 30 anos para se desenvolver, disse.

Ana Hickmann comemora absolvição de cunhado por legítima defesa

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A quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou nesta terça-feira, 10, por unanimidade (3 votos a 0) apelação do Ministério Público de Minas Gerais contra a absolvição do cunhado de Ana HickmannGustavo Henrique Belo Correia, acusado de matar um fã da apresentadora que invadiu o quarto do hotel em que ela se hospedava em maio de 2016.

Na prática, foi confirmada a absolvição do cunhado de Hickmann, ocorrida de forma sumária em primeira instância, depois de a Justiça entender que Correia agiu em legítima defesa. Caso a apelação fosse acatada, o cunhado da apresentadora poderia ir a júri popular.

Correia acompanhou a sessão no tribunal. “Era o que eu esperava. Era o que a minha família esperava. Passava na minha cabeça. Na dos outros, não consigo saber”, disse. A Promotoria, que não concorda com a tese de legítima defesa, pode recorrer da decisão.

O caso

A morte do fã, Rodrigo Augusto de Pádua, morador de Juiz de Fora ocorreu em 21 de maio de 2016. Ana Hickmann estava com sua equipe em um hotel na zona sul de Belo Horizonte e se preparava para um evento de sua grife. O invasor entrou armado no quarto e fez reféns a apresentadora, o cunhado e a mulher dele.

As duas conseguiram escapar. Depois de lutar com Pádua, Correia o matou, usando a arma do próprio invasor, com três tiros na nuca. Giovana Oliveira, mulher do cunhado da apresentadora, chegou a ser baleada, e se recuperou depois de cirurgia e internações em hospitais de Belo Horizonte e São Paulo.

Ana Hickmann usou suas redes sociais para comemorar a decisão em uma postagem feita na tarde desta terça-feira, 10. “Meu Deus, muito obrigada! 3 a 0! Legítima defesa! Mais uma vez a Justiça foi feita!”, escreveu a apresentadora. Veja o post:

Vídeo de encontro e abraço entre meninos de 2 anos faz sucesso e vai parar na TV

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Maxwell e Finnegan, dois garotinhos de apenas 2 anos, comoveram muita gente nos últimos dias com sua demonstração sincera de amizade. Um vídeo que mostra a alegria das crianças ao se encontrarem e se abraçarem na rua se tornou viral.

Segundo Michael Cisneros, pai de Maxwell, os dois meninos, que moram em Nova York, nos EUA, são inseparáveis e têm até um método próprio de comunicação. Ele conta que às vezes os adultos não conseguem entender o que eles estão dizendo, mas que, entre eles, um sempre sabe o que o outro quer.

https://www.facebook.com/MichaelDCisnerosNYC/videos/10217659556234176/?t=0

Além disso, as demonstrações de carinho são constantes. “Eles ficam super empolgados quando se encontram, mesmo que tenham ficado sem se ver apenas um dia ou dois”, disse Michael ao site Huffpost.

Na última segunda-feira (8), os dois garotinhos estavam a caminho de casa com seus pais quando, sem querer, se encontraram na rua.

Michael teve tempo de pegar o celular e filmar a reação: eles correram de braços abertos em direção um ao outro, se abraçaram, conversaram sobre um objeto que um deles tinha nas mãos e passaram a correr na mesma direção.

As imagens, inicialmente postadas no perfil de Michael Cisneros, foram compartilhadas milhares de vezes e acabaram até parando na emissora de TV ABC News.

Nova espécie de peixe-elétrico descoberta na Amazônia emite 860 volts, descarga mais forte já registrada em animal

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Mas valeu a pena: a pesquisa de cinco anos resultou na descoberta de duas novas espécies de peixe elétrico – uma delas que capaz de dar uma descarga de até 860 volts, a maior voltagem já registrada em um animal. Até então, o recorde era de 650 volts.

Pesquisador associado do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA, Santana acaba de publicar a descoberta em um artigo na revista Nature Communications em conjunto com um grupo de diversos cientistas, incluindo diversos brasileiros.

O poraquê é um peixe-elétrico que vive na América do Sul e pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Há cerca de 250 tipos de peixes-elétricos, que produzem descargas fracas, usadas para navegação e comunicação. O poraquê é o único que produz descargas elétricas fortes, usadas para caça e defesa. Elas são produzidas por três órgãos elétricos no corpo.

Até agora acreditava-se que existisse apenas uma espécie de poraquê: a Electrophorus electricus, descrita em 1766 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus. Mas duas novas espécies foram descobertas, diferenciadas pela voltagem das descargas elétricas emitidas e um processo de sequenciamento de DNA.

O “fato de duas novas espécies terem sido descobertas 250 anos depois da primeira do grupo ter sido descrita é um exemplo da enorme biodiversidade que existe na Amazônia”, diz Santana.

“E não só da Amazônia. A gente só conhece uma pequena porção da biodiversidade do planeta. E conhecemos menos ainda a biologia dessas espécies – animais e vegetais”, diz ele. “E não podemos deixar isso ser destruído. É uma perda muito grande a longo prazo.”

“A pesquisa com essa biodiversidade é essencial. Muitos dos componentes dos remédios comerciais que se usam hoje são derivados de plantas e animais descobertos através de pesquisas com essas espécies. Cada uma delas é um depósito genético imenso.”

Quatro vezes uma tomada

Embora uma das novas espécies descobertas, a Electrophorus voltai, seja capaz de produzir um descarga de 860 volts, ou seja, quase quatro vezes a voltagem de uma tomada doméstica de 220 volts, ela não é letal para o ser humano por causa da baixa amperagem, explica Santana à BBC News Brasil.

“Não é suficiente para matar uma pessoa. A tomada produz uma corrente constante. O E. voltai dá uma descarga alternada. Quando ele descarrega da primeira vez, o choque dura de 1 ou 2 segundos, e ele precisa de um tempo para recarregar”, diz ele, que sentiu pessoalmente mais de um choque do peixe.

“Claro que dói, você sente uma contração muscular”, diz ele.

Teoricamente, se uma pessoa estiver em um rio cercado desses peixes, aí sim o problema pode ser bem mais sério. Segundo Santana, quando um peixe descarrega, todos os outros descarregam também e, nesse caso, um ser humano nas redondezas poderia ter uma parada cardíaca ou morrer por afogamento.

Diferentemente do que se acreditava antigamente, a espécie não é solitária, pode viver em grupos de até 10 indivíduos.

“Mas nunca ouvi falar disso acontecer”, diz ele.

Electrophorus voltai foi batizado em homenagem ao físico Alessandro Volta, criador da bateria elétrica. A outra espécie descoberta foi batizada de Electrophorus varii, tributo ao zoólogo Richard P. Vari, pesquisador do Smithsonian que morreu em 2016.

A pesquisa fez parte de um projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que financia expedições a lugares remotos com o objetivo de encontrar, descrever e entender espécies. Também teve financiamento da National Geographic Society e apoio de outras instituições, como o Museu de Zoologia da USP.

As duas novas espécies descobertas estão distribuídas nos rios Xingu e Tapajós, e por enquanto não são consideradas ameaçadas, mas a atual situação de crise ambiental na Amazônia pode mudar essestatus.

“O rio Xingu está sendo destruído pela hidrelétrica de Belo Monte, o que vai afetar impactar as populações do poraquê que vivem no Xingu”, afirma Santana. “E a biodiversidade da Amazônia está sob ameaça como um todo. É realmente uma pena que isso esteja acontecendo, com tantas espécies ainda por se descobrir.”

Segundo a Fapesp, há diversos grupos que estudam aplicações das pesquisas feitas com os poraquês, incluindo a análise do uso das enzimas para produção de medicamentos e modelo para criação de baterias.

Atualmente, outros grupos estudam possíveis aplicações das pesquisas sobre poraquês, seja em análises das enzimas produzidas pelos órgãos elétricos, a fim de testá-las como componentes para produção de medicamentos para possíveis tratamentos de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, ou como modelo para a criação de baterias para próteses e sensores implantados em humanos, por exemplo.

Para estimular a economia, estabelecimentos do setor de turismo passam a ser cadastrados no “Rondônia Tem Tudo”

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O “Rondônia Tem Tudo” é um site que foi desenvolvido para ter os principais pontos turísticos dos 52 municípios de Rondônia. Esse site vai servir como um guia online e pretende mostrar roteiros, destinos turísticos, as riquezas naturais, culturais e históricas, além dos parceiros que fomentam esse setor, tudo de forma intuitiva e de fácil acesso. Com isso, ele será repleto de fotos e o turista, por meio do guia, vai poder ver todos os pontos turísticos em um mapa.

Pensando nos empresários, o site vai rotacionar os pontos cadastrados, dando visibilidade para todos. Além disso, vai ter um campo somente para os parceiros. Esse é o primeiro site de turismo do Estado e foi desenvolvido para que seja visto em um único local todas as potencialidades turísticas de Rondônia e estimular a economia. No dia 17 de setembro, a Superintendência Estadual do Turismo (Setur) e Superintendência do Estado para Resultados (EpR) vão apresentar o “Rondônia Tem Tudo” para os empresários. Segundo o Superintendente da EpR, Coronel Delner Freire, ” com suas tecnologias, Rondônia, quer ser um incentivador e nesse momento só estamos plantando a semente”, disse.

Para serem cadastrados, os empresários devem fazer parte do segmento turístico (empresa de transporte aéreo, fluvial e terrestre, pousada, hotel, resorts, restaurantes, lanchonetes e similares), ou voltados ao turismo cultural, turismo de aventura, turismo de pesca e turismo ecológico. E também, devem se cadastrar no Cadastur, sistema executado pelo Ministério do Turismo.

VANTAGENS

Para os turistas será um local onde vai reunir informações de passeios, aventura, história, gastronomia regional, pontos turísticos de todo o estado de Rondônia.

Para os empresários será dado mais visibilidade ao seu estabelecimento. O campo “Parceiros” funciona como uma vitrine de exposição dos produtos da região, além de valorizar as empresas que investem aqui. Espera-se, com isso, maior demanda devido ao programa “Viaja mais Servidor”, que será composto por mais de 50 mil clientes (servidor público) cadastrados no “Rondônia Tem Tudo”.

O programa “Viaja Mais Servidor” foi criado para promover o turismo local, onde os servidores estaduais ganham diversos descontos em viagens realizadas dentro do estado. Segundo a Setur, há cerca de 450 estabelecimentos regulares, 300 irregulares e mais de mil não cadastrados.

Pensado em soluções de fácil uso e que tenham resultado direto para o cidadão. “O site é um verdadeiro divulgador das belezas de Rondônia. Em Rondônia o ecoturismo e o turismo de aventura estão entre os nomes mais citados pelos visitantes. A pesca esportiva em Porto Velho é outro grande atrativo. Nós temos muitos lugares que nunca foram explorados pelo turismo e a nossa expectativa é mudar essa realidade e com o site, muitos poderão conhecer”, ressaltou Gisele Louise, coordenadora do Programa Viaja Mais Servidor..

Funcionários dos Correios entram em greve

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Sindicatos que representam os funcionários dos Correios decidiram em assembleias pelo país por iniciar greve nesta terça-feira, 10, a partir das 22h. O movimento será por tempo indeterminado e todos os serviços dos Correios serão afetados. Em São Paulo, em assembleia realizada no clube da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), cerca de 5.000 trabalhadores compareceram e aprovaram a paralisação. A categoria prega que o objetivo é defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família.

“Cerca de 80% das agências vão aderir à greve. Foram 36 sindicatos que em conjunto e com decisão unânime decidiram pela paralisação”, afirma Douglas Cristóvão de Melo, diretor de comunicação do Sintect (Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) e da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios). Alguns sindicatos ainda farão assembleias.

Os trabalhadores e a estatal estavam desde julho negociando, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), novo acordo coletivo para a categoria. A empresa, no entanto, não aceitou os termos indicados. “A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Para manter nosso acordo coletivo, repor as perdas aos salários e manter os empregos vamos ter que lutar”, informou em nota a Findect.

O acordo coletivo da categoria ficou vigente até o início de agosto. Antes de expirar, durante a audiência no TST, as duas partes concordaram em prorrogá-lo até 31 de agosto, enquanto as negociações andavam. Durante esse período de conversas, os sindicatos se comprometeram a não iniciar greve. No entanto, o novo prazo chegou e uma solução ainda estava pendente. Os Correios não quiseram prolongar por mais um mês o acordo, como propôs a Justiça do Trabalho, e, com isso, os trabalhadores voltaram a se organizar para uma paralisação.

Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Entre pontos que a categoria reivindica, estão a exclusão do vale cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um ponto sensível na negociação.

Os Correios já informaram que, desde julho, a companhia participa da mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, contabilizando dez encontros. “Durante as reuniões, a empresa apresentou sua real situação econômica e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem 3 bilhões de reais. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, informou, em nota. “Os Correios convocam todos os empregados a continuar seu trabalho, focados na recuperação da sustentabilidade da empresa e no aprimoramento dos serviços prestados à população”, conclui a empresa.

A privatização dos Correios

Além do acordo coletivo, a entrada dos Correios na lista do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o que seria um início de um processo de privatização da estatal, também influenciou o movimento. No início de agosto, o presidente Jair Bolsonaro declarou que a privatização dos Correios estava no radar do governo. “Vocês sabem o que foi feito com os Correios. O mensalão começou com eles. Sempre foi um local de aparelhamento político e que foi saqueado, como no fundo de pensão. Os funcionários perderam muito, tiveram que aumentar a contribuição para honrar”, disse o presidente, na ocasião.

Em maio, Bolsonaro já havia afirmado a VEJA que deu sinal verde para a privatização dos Correios. “Vamos partir para a reforma tributária e para as privatizações. Já dei sinal verde para privatizar os Correios. A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar”, disse ele.O governo enxerga a privatização da estatal com urgência. Em julho, VEJA teve acesso a cálculos preliminares feitos pela equipe do governo. As primeiras conclusões mostram que o tempo de vida útil para concretizar a venda dos Correios está em torno de cinco anos. Desde o início de 2018, a principal fonte de receita da estatal deixou de ser o monopólio postal — a entrega de cartas, largamente substituídas por várias formas de mensagem eletrônica — e passou a ser a entrega de encomendas, mudança impulsionada, sobretudo, pelo crescimento do e-commerce.

Eduardo Bolsonaro diz que partidos de oposição são ‘amantes de ditaduras’

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O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saiu em defesa do seu irmão no plenário da Câmara nesta terça-feira, 10. Sob protesto de alguns deputados de oposição, o parlamentar disse que a fala do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) sobre a democracia “não tem nada de mais”. Para Eduardo, é a oposição que é “amante” de ditaduras.

“O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada de mais. As coisas em uma democracia demoram porque exigem debate. Ele falou só isso. Não temos condições de mudar o Brasil na velocidade que gostaríamos. Por nós, teria outra velocidade, mas o tempo do Congresso não é o tempo da sociedade”, disse.

Eduardo também acusou a oposição de isentar de críticas a situação da Venezuela e de apoiar países como Cuba. “São amantes de ditaduras. São incapazes de repudiar o governo de (Nicolás) Maduro e vêm aqui posar de amantes da democracia”, disse.

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que a formalização da indicação ao Senado deve acontecer em meados de outubro.

Ele contou que já conversou com mais de 30 senadores e está confiante em sua aprovação. Eduardo terá que ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores e, depois, terá que ter seu nome aprovado pelo colegiado e pelo plenário da Casa.

Questionado sobre se estaria esperando a reforma da Previdência ser aprovada pelos senadores, Eduardo negou e disse apenas estar esperando o melhor momento baseado nas conversas que têm tido com os senadores, inclusive com os de oposição.

Prefeitura inicia procedimentos para licitar asfaltamento da avenida Rio de Janeiro

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Por determinação do prefeito Hildon Chaves, nesta segunda-feira (16/9), o Município de Porto Velho, via Comissão Permanente de Licitações (CPL), realiza sessão inaugural para habilitação e recebimento de propostas das empresas interessadas em participar do processo licitatório para fazer drenagem, alargamento, pavimentação e recapeamento asfáltico na avenida Rio de Janeiro, além de meio-fio e sarjeta.

No total, serão 7,5 quilômetros de asfalto da melhor qualidade. Parte dos recursos são oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Bancada Federal. Com a contrapartida do Município, o montante a ser investido chega a R$ 7.510.126,42.

O trecho a ser beneficiado fica entre a BR-364, na área central da cidade e o condomínio Orgulho do Madeira, na zona Leste. Desta forma, a prefeitura melhora a mobilidade urbana para quem mora naquele setor da cidade e também proporciona mais segurança no trânsito.

Esforço

A obra na avenida Rio de Janeiro é mais uma demonstração do grande esforço do prefeito Hildon Chaves e sua equipe de assessores, na busca de recursos em Brasília (DF) para beneficiar a população de Porto Velho, proporcionando desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.

O prefeito também faz questão de agradecer aos integrantes da bancada federal, que não medem esforços em trazer recursos para investimentos em obras na capital do estado.

Comdecom

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Exame teórico do Detran-RO sendo agendado online pela Central de Serviços

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Atendimento itinerante deve chegar a regiões mais distantes e modernizar procedimentos especializados na rede municipal.
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