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domingo, julho 5, 2026
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Caem gastos do governo com ações de gestão ambiental

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Nos primeiros oito meses do governo Bolsonaro, as ações de gestão da política ambiental do país praticamente pararam. Análise orçamentária do Ministério do Meio Ambiente (MMA) mostra que a administração direta reservou (empenhou), até o dia 6, 1,17 milhão de reais para as chamadas ações finalísticas — ou seja, os objetivos principais da pasta: planejamento de políticas e gerenciamento. No ano passado foram empenhados 35,6 milhões de reais.

Os dados obtidos são do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), da Secretaria de Orçamento Federal. No início do ano, a pasta tinha um gasto autorizado para essas ações de 25,2 milhões de reais e sofreu contingenciamento de 15,5 milhões de reais, mas ainda havia quase 10 milhões de reais disponíveis. Nesse ritmo, caminha para ter o menor valor empenhado para essas ações dos últimos quatro anos.

Procurado, o ministério informou que houve uma redução do orçamento de 25 milhões de reais para 8 milhões de reais. “A diferença de 17 milhões se refere a emendas coletivas que não se confirmaram.” Informou também que o “valor a ser empenhado até o final do ano está previsto nos editais que estarão concluídos e disponíveis em setembro e outubro” e a “execução neste exercício ficará próxima de 96%”. Também afirmou que “parte das despesas previstas foi convertida em recursos para a estrutura do Núcleo de Conciliação Ambiental e despesas de atividades de fiscalização e controle do Ibama”.

Dentro do valor autorizado para ações da pasta, estavam previstas 16 linhas de atuação, como políticas e estratégias de prevenção e controle do desmatamento; ações contra mudanças climáticas; e agenda ambiental urbana, entre outras. Apesar de a maior parte do orçamento do MMA ser alocada para suas autarquias — Ibama e ICMBio, que, juntos, têm quase 400 milhões de reais de verba autorizada neste ano para suas ações finalísticas —, é a administração direta que faz a formulação de políticas que esses órgãos vão executar.

“O MMA é o órgão central do sistema ambiental, a quem cabe planejar, coordenar, supervisionar e controlar a política nacional do meio ambiente. Problemas no início da gestão são esperados, mas não a baixíssima execução nas ações finais”, diz Suely Araújo, que presidiu o Ibama durante o governo Temer. Uma das ações previstas, as políticas e estratégias de prevenção e controle do desmate, recebeu até agora 19,1 mil reais — estavam autorizados para esse fim 253 mil neste ano. Em 2018, essas ações tiveram um empenho de quase 176 mil reais.

Biojoias produzidas por pacientes de hanseníase em Porto Velho serão vendidas até na França

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A cerca de dez quilômetros do centro de Porto Velho, numa casa simples do bairro Planalto, um grupo de pessoas acometidas por hanseníase já despertar o interesse de clientela brasileira e estrangeira para a compra de biojoias.

Também conhecida por ecojoia, a confecção de brincos, colares e pulseiras a partir de sementes, garrafas com adornos de palha e outros objetos ganha espaço com apoio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), que ensina ao grupo modelos e métodos para esse trabalho.

O ânimo é tanto que eles já dispõem da própria logomarca: Art’s BioHans. No momento, a parceria entre a Agevisa e a NHR Brasil capacita essas pessoas a trabalhar com cocos babaçu, fibras de bananeira, buriti, tucum e sizal, ouriço de castanha e tucumã.

Encomendas de produtos dos artesãos rondonienses já podem ser feitas pelo Instagram.

A NBR Brasil é uma entidade sem fins lucrativos de Direito Privado com sede em Amsterdã, Holanda, cujo objetivo é permitir aos estados cuidar melhor de pacientes hansenianos. Suas parcerias no Brasil vêm desde 1990.

“Isto se traduz em trabalho e renda”, comenta o economista da Agevisa e assessor de gabinete Eliseu Lira. No atual período são quase 30 os artesãos de bombons e de biojoias. Brevemente eles estarão associados a uma cooperativa.

“As pessoas se sentem úteis e partícipes do mercado, não se sentindo apenas dependentes dos benefícios de políticas públicas”, assinala Lira.

Mencionando os 14 milhões de desempregados no País, Lira acredita que portadores de hanseníase “têm alguma vantagem para conquistar espaço no mercado de trabalho”, pois são cuidados por diversas instituições. “É nesse aspecto que eles podem realizar seus sonhos, já que os seus produtos contém a narrativa de resgate, de recuperação de doença estigmatizada, sobretudo de comunidade”.

O acabamento fino do produto lixado à mão, não comporta nem verniz. “Tudo é 100% natural, com design, corte, lapidação e marchetaria produzidos pelas mãos deles”, explica a artesã Cristiane Oliveira, coordenadora da oficina e pioneira no bairro.

“Outro dia, numa exposição no TRE, um visitante adquiriu dois colares; pessoas que não usam fios industrializados é que dão preferência ao produto sustentável”, diz.

Kennedy Meira, representante do economista e empresário Petterson Molina Vale, acompanha o trabalho atentamente.

Petterson, especializado na inter-relação entre políticas agrícolas e ambientais, encomendou 30 peças para escolha. Elas se multiplicarão depois para atender ao mercado francês.

Durante uma década, Petterson pesquisou artesanato em Universidades pelo mundo, e atualmente mapeia as tendências para uso de tecnologia de ponta. Ele próprio gosta de viajar a campo e não será surpresa se amanhã ou depois aparecer nesse bairro periférico de Porto Velho, “para aprender com as pessoas”, conforme ele próprio costuma dizer.

Em 2015, Petterson recebeu o Certificado de Pós-Graduação em Ensino Superior da London Schoolof Economics and Political Science, e também fui co-autor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Pirogravuras em ouriços de castanha acrescentam detalhes às peças simetricamente prensadas. Trata-se da gravação feita em madeira ou metal com uma ponta metálica incandescente.

“Após a colheita do cacho de banana, já se pode retirar a fibra para obter esta bonita renda, e também a seda e o linho. Para modelar, usamos água”, diz Cristiane Oliveira.

DIVERSIDADE

Na concepção da oficina, a fabricação de embalagens inteira a cadeia de consciência ambiental. Desta maneira, saem caixinhas revestidas com fibra e saquinhos ecológicos de papel-madeira, produtos entregues aos armarinhos nas cidades.

“Com o dinheiro da venda, as famílias pagam o gás de cozinha e o alimento, mas a perspectiva da cooperativa abra mais horizontes”, informa Cristina.

Das peças mais recentes, a oficina ensina a fabricação da quenga de coco limpa e higienizada, que serve para guardar parafina, para uso alternativo à taça de sorvete, ou, simplesmente, porta objetos e pequeno vaso de plantas.

A próxima oficina trabalhará a textura dos produtos. Segundo ela, o grupo aprende com facilidade.

GARRAFAS RENDADAS

Fixando a renda na garrafa, Vera Lúcia Tossini Vilela, 59, mostra o balcão repleto de folhas de embaúba, com as quais completará o enfeite. “Nada de tinta, as pessoas apreciam o mais natural possível”, disse.

Percebeu isso com clientes da Bahia e do Rio de Janeiro. Uma amiga quis levar seus produtos à Nova Zelândia.

Essa valorização tem motivado Vera Lúcia a adiar a cirurgia no braço esquerdo. “Eu pedi: doutor: põe isso mais pra frente, porque eu tenho criação e asa pra voar”. 

FAMÍLIA ABRAÇA A CAUSA

Evanilda Ribeiro da Costa Moreno, 54 anos, associou-se ao marido Edno Carlos Moreno, 53, na linha C25, a oito quilômetros da cidade de Monte Negro, na região do Jamari, montando a própria estrutura de produção e venda de artesanato.  “Trabalhamos todos na garagem de casa, na chácara”, ela conta.

A família se envolveu no negócio com alegria: a filha Viviane, os netos Adson e Evelyn, e o genro Marcos Antônio. Todos naquela linha conhecida: “Enquanto um descansa, carrega pedra”. Nesse caso, eles carregam sementes, palhas e folhas.

Assentados inicialmente na linha 204, no distrito de Rondominas, protagonizam longa migração rumo a Rondônia.

“Eu mesmo saí de Bugre (MG) para Nova Cantu (PR), morei ainda em Curitiba, depois vim pra região de Ji-Paraná, Ariquemes, e mais tarde Monte Negro.

 

DO BOMBOM AO ARTESANATO

Integrante do grupo de gastronomia, que vem crescendo a cada dia, Maria da Silva Lima, 67, amazonense de Lábrea e moradora no bairro Cohab Floresta, se sente feliz em participar agora de um novo aprendizado. Quer se tornar artesã, carregando como troféu o êxito de sua produção de bombons de cupuaçu, castanha e de coco que vende pontualmente nas Faculdades de Porto Velho, na Policlínica Oswaldo Cruz, e na Associação de Assistência Médica de Rondônia.

“Eu também faço pão de mandioca e suco verde”, anuncia.

Todos ouvem o relato do seu cotidiano por ruas e bairros da Capital, onde embarca até em seis ônibus para percorrer diariamente os pontos de venda.

“Domingo eu entreguei 150 bombons e três potes de geleia de cupuaçu para um comprador de Londrina (PR); três semanas atrás, forneci duzentos bombons para um homem de São Paulo”, conta.

 DOENÇA TEM CURA 

  • Hanseníase é considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, mas tem cura. Essa doença tropical negligenciada ainda representa um problema de saúde pública no Brasil. Infectocontagiosa, de evolução crônica, ela se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, entre os quais, dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida por um bacilo por meio do contato próximo e prolongado entre as pessoas.
  • Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos e, principalmente, da capacitação do médico. No entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a hanseníase pode trazer deformidades e incapacidades físicas.
  • Em 2018 ocorreram em Rondônia 691 novos casos de hanseníase; em 2017 foram 517. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) esses números estão acima da média por habitantes. De acordo com a Agevisa, uma doença sob controle tem em média até dez casos a cada 100 mil habitantes. Pelos dados de 2018, Rondônia teve mais de 38 casos a cada 100 mil habitantes, quase três vezes mais do que a OMS preconiza. Assim, o estado ocupa a 6° posição em casos de hanseníase no Brasil. Na frente estão Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará.

Greve faz Correios suspender serviços com hora marcada no país

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Os Correios decidiram suspender temporariamente as postagens de serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) por causa da greve dos funcionários da empresa iniciada na quarta-feira (11).

Apesar da suspensão de parte dos serviços, os Correios afirmam que a rede de atendimento está aberta em todo o país e que serviços como “SEDEX e PAC continuam sendo postados e entregues em todos os municípios”. Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelo telefone 0800 725 0100.

A estatal informou ainda que já colocou em prática o chamado “Plano de Continuidade de Negócios “para minimizar os impactos da paralisação de funcionários à população. “Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas”, disse a empresa.

Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelo telefone 0800 725 0100

Os funcionários dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderir à greve por tempo indeterminado.

A direção dos Correios ingressou ainda na quarta-feira com ação de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A audiência de conciliação está marcada para esta esta quinta-feira, às 13h30, em Brasília.T.

Razões da greve

A categoria pede reposição da inflação do período e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

O que diz a empresa

Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.

Ainda segundo a empresa, a paralisação dos funcionários “agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal”, que vem “executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade”.

“Os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, completou.

Comissão aprova proibição da venda de cigarro perto de escolas

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A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1844/19, que proíbe a comercialização de cigarros e de outros derivados do tabaco em um raio de 100 metros ao redor de escolas e universidades do País.

O relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR), recomendou a aprovação. “O ambiente escolar deve ser livre do cigarro, razão pela qual apoio o projeto”, disse Barros. “Haveria ganhos adicionais, já que a proibição de venda seria generalizada, beneficiando também a população adulta que transita na região”, continuou.

“O cigarro muitas vezes é a porta de entrada para o uso de outras drogas, que aniquilam o futuro do jovem, visto que, ao estar dependente quimicamente, não consegue desenvolver suas habilidades sociais, emocionais e profissionais”, destacou o autor da proposta, o deputado Fernando Rodolfo (PL-PE).

Penalidades
O descumprimento da futura lei sujeitará o infrator a penalidades como advertência, multa e interdição parcial ou total do estabelecimento comercial. De acordo com o texto, a advertência será aplicada por meio de notificação.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados prevê que o valor da multa poderá variar de R$ 1 mil a R$ 3 mil, esta última para o caso de reincidência no período de três meses ou de manutenção do fato que gerou a atuação por 15 dias.

A interdição, pelo prazo de três dias, ocorrerá quando o estabelecimento deixar de atender por 30 dias as exigências formuladas por órgãos ou entidades de fiscalização. O período de interdição será dobrado a cada reincidência.

A cassação da licença ou da autorização de funcionamento ocorrerá quando a mesma infração for cometida por quatro vezes dentro do mesmo ano. O penalizado poderá solicitar novo registro apenas decorridos dois anos.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Pierre Triboli

Rondônia é o primeiro estado do Brasil a implementar Programa Criança Protegida

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Em busca de efetivar políticas públicas que, de fato, beneficiem a sociedade rondoniense, o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, e a primeira-dama e secretária da Assistência e Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, implementaram o Programa Criança Protegida, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e abriram, juntos, nesta quarta-feira (11), a capacitação de agentes públicos para fortalecer a rede de proteção a crianças e adolescentes.

‘‘Nós temos obrigação de proteger nossas crianças. É o momento de aprender e multiplicar as ações de bem para elas. Temos que trabalhar com prevenção para que amanhã essas crianças não venham sofrer traumas, problemas psicológicos, abusos ou até mesmo com o suicídio’’, afirma a secretária da Seas.
O governador reforçou que, assim que soube do programa, ficou encantado e tomou medidas imediatas para fazer acontecer em Rondônia.

‘‘Nós fomos o terceiro estado a aderir ao programa, mas somos o primeiro a implantar no Brasil. Nós precisamos cuidar de nossas crianças. Eu tive uma infância humilde e quando olho para trás vejo que Deus me preparou todos esses anos para que eu pudesse ser usado por Ele, agora, para ajudar e tudo que eu puder fazer pelo bem da sociedade, eu vou fazer. Nós vamos fazer nosso Estado se desenvolver e, consequentemente, o nosso país’’, disse o governador.

A programação da capacitação conta com palestras sobre o Programa de Proteção à Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), Fortalecimento do Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente, Lei sobre escuta especializada, prevenção de gravidez na adolescência; prevenção ao abuso sexual e em como lidar com a vítimas após o abuso.

Cerca de 500 técnicos da Seas, de Educação (Seduc), Saúde (Sesau) e da Segurança Pública (Sesdec), socioeducadores, Ministério Público e Tribunal de Justiça participam hoje e amanhã (12) das palestras de capacitação, no Ello Eventos, em Porto Velho.

ESFORÇO CONJUNTO

‘‘Esse projeto nasceu no Ministério da Família com a nossa ministra Damares e chegou aqui em Rondônia. Ela nos apresentou a proposta. Eu e o governador, de pronto, aceitamos participar desse programa. Nós acreditamos que essa capacitação vai trazer uma nova visão e uma metodologia melhor para cuidarmos de nossas crianças’’, disse Luana Rocha ao convidar a secretária adjunta da Seas, Liana Silva, e a equipe da Seas para subirem ao palco da solenidade de abertura da capacitação e agradecer pelo esforço conjunto em tornar o programa efetivo em Rondônia.
‘‘Esse evento só está acontecendo por causa da dedicação e esforço dessas pessoas. Nada mais justo que dar honra para quem tem honra’’. A secretária também agradeceu ao governador que entendeu que esse programa é essencial para avançar no fortalecimento da rede de proteção às crianças e adolescentes, e ainda a todos os envolvidos nesta missão.

O coordenador geral de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Helbert Pitorra, fez a abertura das palestras. ‘‘Temos dados alarmantes do Disque 100, de crianças e adolescentes sendo mutilados em todo o Brasil, e Rondônia também. Precisamos reverter isso e a resposta está nas nossas mãos, temos a oportunidade de promover mudanças em Rondônia. Vamos transmitir conhecimento para sermos efetivos em nossas ações. Transformar vidas, essa é a nossa meta’’, afirma.

‘‘Eu, com a experiência de diretor de escola, sei quantas crianças chegam sofrendo, abusadas, às vezes dentro da própria casa. Elas precisam saber que existem pessoas boas, que podem contar com alguém. Essa união de esforços que nós estamos fazendo aqui é muito importante para termos uma sociedade melhor do que temos hoje. Façam o bem’’, disse o governador.

Finanças aprova exclusão de gorjeta de faturamento de pequenas empresas

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quarta-feira (11) proposta que exclui as gorjetas da receita bruta de bares, restaurantes, hotéis e similares enquadrados nas categorias de microempresa e empresa de pequeno porte.

Segundo o texto aprovado, a exclusão limita-se às gorjetas não superiores a 10% destacadas nas notas fiscais. Hoje, uma resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) considera a gorjeta como parte da receita bruta para efeito de tributação. Como a gorjeta “infla” a nota fiscal, o resultado é uma maior carga tributária sobre as pequenas empresas.

O Projeto de Lei Complementar 338/17, do deputado Herculano Passos (MDB-SP), recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Laercio Oliveira (PP-SE). Ele apresentou duas emendas para adequar a proposta às normas fiscais do País.

A primeira emenda prevê que a exclusão das gorjetas da nota fiscal vai vigorar por cinco anos. A segunda estabelece que o impacto da concessão do benefício será absorvido pelas leis orçamentárias durante o período.

Tramitação
O projeto, que também já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

Ministério Público com inscrições abertas para capacitação sobre implementação do Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida

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O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), está com inscrições abertas até o dia 19 de setembro para a Capacitação de Implementação e Uso do Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida (FRIDA), que acontecerá no dia 26 de setembro, das 8 às 12 horas, no edifício-sede do MPRO em Porto Velho ( Sala de Aulas 1 – 8º andar).

O público-alvo da capacitação são integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública do Estado, Polícia Civil, Tribunal de Justiça, Procuradoria-Geral do Estado e profissionais da rede de atendimento especializado na aplicação da Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio.

A capacitação terá como palestrante Wânia Pasinato, mestra e doutora em Sociologia (USP), Pós-doutorado (UNICAMP) e especialista em gênero, violência, justiça e políticas públicas. Desde 2005 atua como consultora em projetos com governo, agências internacionais e ONGs.

A capacitação faz parte de um esforço conjunto para que o formulário passe a ser usado nos procedimentos que apurem crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher nos âmbitos do Poder Judiciário, do Ministério Público, das delegacias e do Ministério dos Direitos Humanos, com amparo no Cadastro Nacional de Violência Doméstica (CNVD), e será realizada por meio de uma parceria entre o Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional, com o Conselho Nacional do Ministério Público e União Europeia.

O Frida apresenta duas partes que devem ser integralmente preenchidas. Na primeira, encontram-se 19 perguntas e uma escala de classificação da gravidade de risco. Por sua vez, a segunda parte consiste em perguntas destinadas a avaliar as condições físicas e emocionais da mulher e as condições objetivas, para prevenção do agravamento da violência em curto prazo.

A coleta sistematizada e padronizada de informações, por meio do FRIDA, contribuirá para a fundamentação e avaliação de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. Além disso, previne o agravamento da violência para vítimas sobreviventes de feminicídios e/ou vítimas indiretas e facilita o encaminhamento das mulheres às redes de serviços especializadas nesse tipo de atendimento.

A avaliação de risco deverá ser realizada no primeiro contato que a mulher estabeleça com um serviço – seja uma delegacia de polícia, centro de referência, serviço de saúde ou por meio das equipes multidisciplinares de promotorias, defensorias ou juizados/varas especializadas. O FRIDA será preenchido por profissional devidamente capacitado, que, durante o atendimento, precisa informar à vítima sobre o uso do instrumento, sua finalidade e a importância em registrar as respostas para cada pergunta.

Remuneração dos profissionais da educação básica do estado de Rondônia será reajustada

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O Projeto de Lei Complementar 31/2019, alterando a Lei 680/2012 de autoria do Governo do Estado, que dispõe sobre a concessão de aumento de vencimento básico aos profissionais da educação básica da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), foi aprovado em duas votações, por unanimidade, na sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10).

O reajuste acompanha o estabelecido anualmente por normativa nacional e que deve ser aplicado em todo o território, o que não ocorreu com os valores constantes apresentados nas tabelas remuneratórias do Anexo I da Lei 680/2012, no qual ficaram desatualizados, uma vez que não acompanharam o devido reajuste, ficando dissonantes do estabelecido pela lei do piso nacional, bem como do coeficiente utilizado para construção da tabela remuneratória, que está disciplinado nos artigos 74 e 75 da referida lei complementar.

O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica (PSPN) é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade Normal, com jornada de, no máximo, 40 horas semanais.

ALTERAÇÕES

A mudança promovida pelo PLC 31/2019, alterando a lei complementar nº 680, revoga os artigos 1º, 2º e 3º da lei 4,248, de 06 de abril de 2018, que dispõe sobre a concessão de aumento de vencimento básico aos profissionais da educação básica da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e dá outras providências. Acrescenta:

Anexo I – Quadro demonstrativo de referências da carreira dos profissionais do magistério, será anualmente reajustado no mês de janeiro, de acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Anexo II e III – Quadro demonstrativo de referências das carreiras de técnicos educacionais e analistas educacionais, serão reajustados anualmente de acordo com o índice geral estabelecido pelo Poder Executivo, e regulamentado por decreto do governador. Revogados os artigos 1º, 2º e 3º da lei 4,248, de 04 de abril de 2018.

Justiça de Rondônia libera o cultivo de Cannabis para casal tratar da filha com autismo e epilepsia

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Os pais de uma criança com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista Infantil (CID 10 F84.0), com crises graves de epilepsia, obtiveram, mediante decisão Judicial da 1ª Vara do Juizado Especial Criminal de Ji-Paraná, o direito de cultivar, domesticamente, maconha (Cannabis Sativa) para uso exclusivamente medicinal. A filha do casal já faz o uso de óleo importado denominado CBD 5000 “Everyday Advanced” 100 ml, que possui o custo médio anual de 21 mil reais.

A liminar, concedida pelo juiz Maximiliano Darcy David Deitos, levou em conta que a autorização de importação de medicamentos à base de Cannabis, permitida pela Anvisa, não é suficiente para garantir o direito à saúde dos pacientes que necessitam dessa terapêutica, em razão do alto custo da aquisição desses produtos e, por isso, reconheceu que a decisão dos pais de cultivar, extrair e preparar o óleo da Cannabis Sativa, em casa e de modo artesanal, já que os resultados são satisfatórios.

A decisão, segundo o magistrado, tem por finalidade “evitar o irreparável prejuízo ao paciente quanto ao constrangimento ilegal e eventual ameaça sofrida por seu direito de cultivar o vegetal Cannabis Sativa, para uso específico no tratamento de sua filha. Essa ameaça é real e iminente, pois uma eventual denúncia anônima levará à interrupção do plantio, destruição e encaminhamento dos pacientes à Justiça”, observou.

De acordo com a decisão, o casal anexou documentação tais como relatório médico da Secretaria Municipal de Saúde, receituário de conduta especial, declaração de que a criança frequenta o Centro de Desenvolvimento Infantil para Autismo, laudo médico atestando as condições clínicas da criança e a necessidade do uso da planta (óleo), a adesão dos pacientes na Acamero – Associação de Cannabis Medicinal de Rondônia, fotos da residência, cultivo e extração do óleo, cópia aleatória de uma petição inicial e sentença do Juizado da Infância e da Juventude determinando a compra pelo Estado de Rondônia do produto no valor de mais de 35 mil reais, além de reportagens sobre pesquisa favoráveis de universidades brasileiras.

Outro fator determinante, segundo a liminar, é a documentação que comparava a melhora clínica da paciente após a utilização do derivado da planta medicinal e a necessidade do uso indeterminado, “cumprindo de certa forma com o Enunciado 12, da Jornada do Direito da Saúde do CNJ. No caso, inaplicável o Enunciado 89”.

O juiz também discorreu sobre a Lei de Drogas, que, nos artigos 28 e 33, determina proteção à saúde pública e individual, o que, no caso em questão, se configura. “No eventual conflito entre a proteção aos bens jurídicos tutelados pelos delitos previstos e os direitos à saúde e à vida da filha da paciente, devem prevalecer estes últimos”, analisou.

Outras decisões semelhantes em diversos estados do país foram evocadas pelo magistrado, destacando-se que a pretensão ao se liberar o cultivo é o de reduzir o sofrimento da filha e dos familiares que com ela convivem, “inexistindo qualquer finalidade nociva à saúde pública”.

Por fim, o salvo-conduto, em favor dos pais, determina às autoridades policiais (chefes das polícias civil e militar) da comarca a abstenção de adotar quaisquer medidas para cercear a liberdade dos pais nos atos de plantio, cultivo e extração de princípio ativo de até 15 plantas, quantidade considerada suficiente para a extração da quantidade para o tratamento, ou seja, 200 gramas da erva, produzindo-se 12 frascos de 100 ml para 6 meses (60 gotas, 3 vezes ao dia). As plantas machos, que nascem sem flores, descartáveis para finalidade terapêutica, deverão ser destruídas.

Semed prorroga inscrições ao Prêmio Boas Práticas

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As inscrições para o prêmio ‘Boas Práticas’ coordenado e idealizado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) foram prorrogadas até o dia 20 de setembro, devido aos inúmeros pedidos de gestores que querem que seus educadores participem.

“Como em agosto aconteceram muitas atividades pedagógicas ficou corrido para que as escolas conseguissem encaminhar seus projetos. Mas devido à importância dessa iniciativa, e como forma de incentivo, estendemos o prazo até a segunda quinzena de setembro. Assim poderemos ter a participação de grande parte das nossas escolas. Por isso, gestores, participem!”, convidou a secretária adjunta da Semed, Gláucia Negreiros.

Segundo o secretário titular da pasta, Márcio Félix, a premiação tem o objetivo de reconhecer o trabalho realizado pelos professores com experiências exitosas nas escolas da rede pública municipal de ensino de Porto Velho.

“Esta é uma alternativa que encontramos para dar destaque ao esforço de nossos educadores que utilizam práticas e metodologias de ensino que vem dando bons resultados no ambiente escolar. Será uma forma ainda de reconhecer as soluções criativas para problemas que afligem a comunidade local, pois a escola também tem papel social”, disse ele.

Executado pelo Departamento de Políticas Públicas Educacionais (DPE), da Semed, o prêmio vai contemplar sete professores do 1° ao 5° anos. Os selecionados na etapa final do Prêmio receberão uma viagem para o nordeste que deverá acontecer entre 1º a 10 de dezembro deste ano (2019) com hospedagem inclusa.

A divulgação do resultado final dos sete premiados ocorrerá no dia da apresentação dos quatorze pré-selecionados no teatro Banzeiros em solenidade a ser marcada. O professor deve realizar a inscrição do seu Projeto encaminhando-o oficialmente através do gestor escolar para a Secretaria e através do email semedpremioboaspraticas@gmail.com.

Serão considerados somente os projetos com data do envio dentro do prazo estabelecido para inscrição. Os projetos enviados deverão conter a ficha de inscrição devidamente preenchida conforme especificado do anexo I do edital disponível no DOM, no dia 10 de Julho, acompanhado do Projeto escrito. Mais informações através do telefone: (69) 993689681.

Comdecom

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