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domingo, julho 5, 2026
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A incerta indicação do Zero Três para embaixador

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O presidente do Senado, David Alcolumbre, pediu parecer à Advocacia da Casa sobre a aplicação da lei do nepotismo no caso “de descendente” do presidente da República ser indicado para o cargo de embaixador. A Advocacia respondeu que a lei não se aplica.

Em 17 de agosto passado, a consultoria legislativa do Senado havia divulgado parecer onde afirma que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil em Washington, se formalizada por seu pai, configura, sim, nepotismo.

No campo jurídico, para consumo interno dos senadores, o jogo está empatado. Também está na Comissão de Relações Exteriores. Ali, 8 senadores estão dispostos a votar a favor da indicação e 8 contra. Um senador que votaria contra poderá mudar de lado.

Eduardo, o Zero Três, diz que tem procurado todos os senadores para conversar. Não tem. Só procurou até agora os que garantem que votarão a seu favor. Bolsonaro só fará a indicação do nome do filho se estiver certo de que ela será aprovada.

Bolsonaro assina decreto para ‘militarizar’ 216 escolas em 4 anos

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O governo Jair Bolsonaro pretende implantar o modelo cívico-militar em 216 escolas até 2023, sendo 54 por ano. As regras para adesão ao programa das unidades de ensino dos estados e Distrito Federal foram definidas nesta quinta-feira, 5, em decreto assinado pelo presidente. A implementação do projeto era uma das bandeiras de Bolsonaro na campanha eleitoral.

Ao lembrar que no Distrito Federal algumas escolas recusaram o modelo militar, o presidente Bolsonaro disse ao governador Ibaneis Rocha (MDB): “Me desculpa, não tem de aceitar, tem de impor”. A fala do presidente contraria um dos requisitos para adesão ao programa – que é justamente realizar consultas públicas com a população. Em tese, a adesão é voluntária.

Estados e o DF têm de 6 a 27 de setembro para indicar duas escolas que poderão receber o projeto já no primeiro semestre letivo de 2020. Os colégios devem ter de 500 até mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou alunos de ensino médio. A ideia é que os militares atuem em tutorias e na área administrativa. De acordo com o governo, os militares não devem substituir professores em salas de aula.

Devem ser contratados militares da reserva, por meio de processo seletivo. A duração mínima dos serviços é de 2 anos, prorrogável por até dez. O contrato com os militares da reserva pode ser cancelado a qualquer momento. Os profissionais vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Estados podem destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração da escola.

O Ministério da Educação repassará verba ao governo, que investirá na infraestrutura das unidades escolares, material escolar e reformas. Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, devem ser usados, na primeira fase, 540 militares da reserva para atuar em 30 escolas. Em julho, o ministério havia divulgado meta de criar 108 escolas cívico-militares em regiões mais carentes ao lançar uma carta de compromissos com a educação básica. Ao destacar que a meta foi dobrada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que pretende terminar o mandato com 10% das escolas do país sob gestão cívico-militar.

(Com Estadão Conteúdo)

Oposição reage a declarações de Bolsonaro contra Michelle Bachelet

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Bachelet disse em uma entrevista que houve redução do espaço democrático brasileiro. Em resposta, na saída do Palácio do Alvorada, Bolsonaro afirmou que Bachelet defende “direitos humanos de vagabundos”. Também referiu-se à ditadura militar de Augusto Pinochet, responsável pela morte do pai de Bachelet.

“Senhora Michelle Bachelet, se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 73, entre eles o seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba. Acho que não preciso falar mais nada para ela”, declarou Bolsonaro.

Para a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Bolsonaro desrespeita a luta pela liberdade. Ela lembrou das declarações do presidente da República contra Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que foi morto pela ditadura brasileira.

“As declarações são vexaminosas. A ex-presidente do Chile foi profundamente agredida hoje na sua história, na sua dor de filha”, disse Feghali.

Democracia x ditaduras
O líder do PT, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que as críticas de Bachelet foram feitas no âmbito de suas atribuições na Organização das Nações Unidas, em um contexto democrático. Para ele, Bolsonaro extrapolou na sua resposta ao atacar a ex-presidente e enaltecer a ditadura militar chilena.

“Diante de um relatório, algo absolutamente normal no mundo civilizado, no Estado Democrático de Direito, foi agredida barbaramente pelo presidente da República, que teve a coragem de ofender a memória do seu pai, morto nos cárceres da ditadura Pinochet, pela tortura a que foi submetido”, condenou.

O deputado  José Guimarães (PT-CE) disse que o Parlamento precisa reagir contra elogios a ditaduras. “Não se trata de oposição e governo: não é possível mais esta Casa silenciar, nos sentimos agredidos por gestos e palavras do presidente, atos que maculam a imagem do País”, declarou.

Moção de solidariedade
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (Psol-SP), disse que está colhendo assinaturas a uma moção de solidariedade à presidente chilena.

A reação de autoridades chilenas foi destacada pelo deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). “O presidente chileno, que é aliado de Bolsonaro, foi à televisão condenar as declarações. Bolsonaro ataca a memória de todo um povo”, disse.

Pindaré destacou que a população chilena não celebra o regime ditatorial como faz Bolsonaro.

A ditadura militar chilena foi estabelecida em 1973 e comandou o país até 1990. O regime de exceção foi liderado por uma junta militar comandada pelo general Augusto Pinochet, em um período que registrou mais de 3 mil mortos ou desaparecidos políticos.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Vírus da Zika pode Causar Complicações Neurológicas em Adultos, diz Estudo da UFRJ

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Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta-feira (5) na Nature Communication – um dos principais veículos de divulgação científica do mundo – indica que o vírus da zika é capaz de infectar tecidos cerebrais adultos.

Antes, acreditava-se que a doença afetava somente as chamadas células progenitoras ou neurônios ainda imaturos, como ocorre no cérebro dos fetos. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O coordenador do estudo e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, Sérgio Teixeira Ferreira, explicou que a principal contribuição da pesquisa foi revelar que o vírus não afetava apenas cérebros em desenvolvimento.

“Todos os estudos até então focaram em como o zika afetava os fetos quando as mães eram infectadas”, destacou o neurocientista.

A descoberta dos cientistas brasileiros esclarece casos de complicações neurológicas em adultos infectados durante o surto da doença, em 2015. Em algumas situações, o vírus gerava desde confusão mental até dificuldade motora.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores infectaram com o vírus amostras de tecidos de cérebros adultos operados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o hospital universitário da UFRJ.

“Depois de um tempo incubado, verificamos que este tecido era infectado, principalmente os neurônios”, destacou a neurocientista Claudia Pinto Figueiredo, professora da Faculdade de Farmácia da UFRJ, também uma das responsáveis pela coordenação da pesquisa.

Danos

Figueiredo destaca que estudos prévios já haviam demonstrado a presença do vírus da zika no líquor – tecido que banha o sistema nervoso central de pacientes adultos na fase aguda da infecção.

Os estudos para a comprovação da infecção dos cérebros de adultos seguiram sendo realizados com camundongos adultos infectados pela zika.

“O vírus não causa uma má formação do cérebro, pois ele já está pronto. Não há uma degeneração, mas vimos que o vírus ataca os neurônios e causa alterações que levam a perdas de controle e de memória”, ressaltou o professor Sérgio Teixeira Ferreira.

Os dados também mostraram que os sintomas de problemas neurológicos permanecem mesmo após a infecção ter sido controlada.

“Estes prejuízos não foram só na fase aguda da infecção. Em 30 dias, quase não há vírus no cérebro, mas ainda há danos”, destacou a professora Claudia Pinto Figueiredo.

Medicamento para artrite

Outra descoberta do estudo é que um medicamento anti-inflamatório, hoje usado para o tratamento da artrite reumatoide, cujo nome genérico é infliximab, pode reduzir os prejuízos neurológicos causados pelo vírus.

“Esse estudo é importante para traçar políticas públicas para avaliar os efeitos da doença na população. Isso, a longo prazo, pode trazer benefícios para a população, além de diminuir os gastos”, explicou Figueiredo.

A pesquisa, que também tem como uma das coordenadoras a médica virologista Andrea DaPoian, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, começou no início de 2016. Todos os profissionais que fizeram parte do estudo são da universidade.

O estudo teve financiamento público, com a Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Cortes podem comprometer pesquisa

A professora Cláudia Figueiredo acredita que com os cortes em bolsas de pesquisa, o futuro do estudo pode ser comprometido.

“Quanto aos próximos passos da pesquisa, nosso grupo pretendia seguir avaliando os efeitos das arboviroses [doenças transmitidas por mosquitos] sobre o sistema nervoso de adultos, mas com o corte de bolsas dos pesquisadores e orçamento da CNPq previsto para 2020, isso será impossível. O que é uma pena, principalmente para a população que esta exposta a epidemia de Chikungunya atualmente – que também tem resultado em quadros neurológicos graves e dor crônica, e pode estar exposta em um futuro próximo a novos surtos de Zika”, destacou a pesquisadora.

Segundo ela, toda a população perde com os cortes, não somente os pesquisadores.

“É importante ressaltar que a formação da nova geração de mestres e doutores é um pilar fundamental para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, potencializando o crescimento econômico e social, diminuindo as assimetrias, e levando a melhores condições de vida da população brasileira”, explicou.

Bolsonaro não passará cargo ao vice-presidente Hamilton Mourão antes de cirurgia

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O presidente Jair Bolsonaro já avisou ao vice-presidente Hamilton Mourão que não pretende se licenciar da Presidência e passar o cargo a ele durante o período em que estiver anestesiado para a cirurgia marcada para o próximo domingo (8). Bolsonaro será operado pela 4º vez após facada no abdômen durante campanha à Presidência, em setembro do ano passado.

(ATUALIZAÇÃO: a decisão de Bolsonaro de não se licenciar tinha sido tomada na noite de terça-feira (3). Na tarde desta quarta-feira (4), a Vice-Presidência informou que o presidente decidiu fazer a transmissão do cargo, e, com isso, Mourão ficará como presidente em exercício de domingo, 8, a terça, 11.)

O protocolo, inicialmente, previa que o presidente-paciente, deveria se licenciar do cargo no período da anestesia. Hamilton Mourão assumiria a Presidência da República de domingo (8) até quarta-feira (11).

Na cirurgia a que foi submetido no fim de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia, Bolsonaro se licenciou do cargo por 48 horas. Porém, em outra cirurgia, de emergência quando se configurou o quadro de emergência por conta de uma aderência na região da cirurgia, Bolsonaro já não transmitiu o cargo ao vice. É o que acontecerá agora.

Já no início do governo, o presidente Bolsonaro, e particularmente seus filhos, não gostaram da desenvoltura do vice Hamilton Mourão. Ele concedeu seguidas entrevistas, a ponto de o presidente Bolsonaro recomendar ao vice mais cautela, e fazer declaração pública neste sentido.

O caso de transmissão do cargo ao vice que causou maior repercussão foi há muito tempo, quando o então presidente João Figueiredo se afastou do cargo por mais de 30 dias para ser submetido a cirurgia no coração.

Na época, assumiu o vice-presidente Aureliano Chaves que adotou agenda intensa de viagens pelo país e muitas audiências a políticos, contrastando com o estilo sisudo de Figueiredo.

A equipe de Figueiredo não gostou do desempenho do vice, especialmente quando ele resolveu enquadrar ministros, como o da Fazenda, Delfim Neto. Numa viagem para verificar os danos de enchentes na região Sul, Aureliano foi a Santa Catarina e exigiu a presença de ministros na viagem.

Foi quando a chuva em Florianópolis caía forte e, mesmo contrariando a opinião do comandante do avião, Aureliano determinou que o avião pousasse naquela cidade. Foi uma grande polêmica à época, já que colocou em risco toda a comitiva presidencial.

Motociclistas São Maioria em Acidentes de Trânsito em Rondônia

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“Depois dessa experiência, fiquei com medo. Não vou mais andar de moto sozinha”, diz Mireli de Oliveira, 19 anos, moradora do município de Ariquemes. A jovem, que está internada no Hospital Estadual de Pronto Socorro João Paulo II, na capital, sofreu um acidente na noite da última segunda-feira (26) quando transitava pela cidade em uma motocicleta própria.

Porém, Mireli não é habilitada para pilotar o veículo, e o resultado do acidente foi uma tíbia quebrada e a necessidade de passar por cirurgia para corrigir o problema. Ocupando um leito no Pronto Socorro, Mireli aguarda a vaga no Hospital de Base Ary Pinheiro para onde são encaminhados os pacientes para cirurgias ortopédicas mais complexas não emergenciais.

A maioria dos pacientes que dão entrada no JPII por acidente de trânsito é motociclista. A fragilidade e exposição aos que pilotam o veículo são inquestionáveis. Uma queda ou abalroamento podem ser até fatais. Dados estatísticos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) indicam que, em 2018, 80,07% dos acidentes com vítima envolveram motocicletas. Em 2017, 54,9% dos acidentes com motocicletas geraram vítimas fatais.

Segundo o diretor do JPII, Carlos Eduardo Rocha Araújo, somente nos primeiros seis meses de 2019, deram entrada no hospital 2.967 vítimas de acidentes de trânsito, sendo 2.375 acidentados com moto. “E ainda tem aqueles que não podemos afirmar porque o paciente não diz que foi acidente de moto. Ele diz que caiu porque não estava habilitado, ou com outros documentos atrasados. E se não tinha polícia no local, ele prefere procurar o hospital por conta própria dizendo que caiu”.

“Os picos sempre são aos finais de semana, às quartas-feiras após os jogos de futebol na TV, e nos feriados. O que reduz acidente é policiamento ostensivo, o uso dos cones nos cruzamentos também ajuda bastante. Quando você vê um guarda de trânsito na esquina, de forma ostensiva, naturalmente você reduz a velocidade, não vai furar o sinal vermelho, não vai falar ao celular, e não vai deixar de usar o cinto de segurança, assim como também não vai passar sem o capacete”.

Fabiana Dias, 27 anos, inabilitada, pilotava uma motocicleta no último final de semana quando outra motocicleta invadiu a preferencial no cruzamento das Ruas Plácido de Castro com União, Zona Leste de Porto Velho, e atingiu a vítima. Com o calcanhar quebrado e 13 pontos no local da lesão, a mulher também aguarda encaminhamento para o HB, em um leito no JPII.

“Eu não estava errada, mas com esse susto eu não vou mais andar de moto. Poderia ter sido pior”, afirma a vítima, Fabiana Dias.

AÇÕES

O diretor do JPII considera os inúmeros casos de acidentes, que causam prejuízos sociais e econômicos, uma epidemia que deve ser combatida. “O Governo do Estado, via Casa Civil, tem capitaneado algumas reuniões na intenção de ajudar na diminuição desses casos e a superlotação de pacientes de acidentes de trânsito no João Paulo II. Estamos em fase de planejamento e muitas ideias surgindo. Na verdade mais do que cuidar do paciente, queremos que evitar que ele sofra um acidente de trânsito e entre aqui por esse motivo. E isso passa por conscientização da população, melhor educação no trânsito, repressão ostensiva, polícia na rua, fiscalização diuturnamente”.

ATENDIMENTO

Carlos Eduardo explica que a cadeia de atendimento de pacientes graves é ainda mais cara e complexa. Enquanto uma vítima que quebrou um braço ou perna vai custar para o Estado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, há pacientes que chegam a custar até R$ 200 mil.

“Imagine um paciente que sofreu um traumatismo craniano grave. Ao chegar no JPII ele passa pela avaliação do cirurgião geral, depois o neurocirurgião – que pede tomografia, se tem lesão vai para o centro cirúrgico – o que vai ser necessário para a operação o neurocirurgião e um anestesista, e tudo isso é pago. Depois ele precisa de uma vaga de UTI, e muitos chegam a ficar até 30 dias lá, com intubação, traqueostomizado, com ventilação mecânica, fazendo infecção, sendo cuidado por profissionais de cinco ou seis especialidades”.

O processo não termina aí, completa o diretor. “Quando tem condições de sair da UTI, vai para a enfermaria, dependendo da sequela fica ainda em torno de cinco a seis meses internado, depois preciso de aproximadamente seis meses de fisioterapia, e dali para frente, muitas sequelado, não consegue voltar às suas atividades laborais, em plena idade de produção”.

Pacientes que chegam no Pronto Socorro com fratura exposta são de imediato encaminhados para o centro cirúrgico. “Geralmente é feita a colocação de fixador externo por conta do risco de infecção. Depois precisa fazer uma segunda cirurgia de correção, que geralmente acontece no HB, que é um hospital terciário, com a função mais de curativa, com uma estrutura muito maior para fazer as cirurgias maiores”.

A ordem em que são encaminhados depende de serem menores de idade ou maiores de 60 anos, que são prioritários, seguidos da ordem de entrada dos pacientes que não se encaixam na prioridade de idade.

OPERAÇÃO CAVALO DE AÇO

A Operação Cavalo de Aço, realizada pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), acontece desde 2012, adaptando-se a novos modelos de dias e horários com o passar dos anos. Trata-se de fiscalização específica em motocicletas e motonetas.

Segundo o comandante da 2ª Companhia de Policiamento Ostensivo de Trânsito e coordenador da Operação, 1° tenente da Polícia Militar, Francisco Ilki Alves de Araújo, atualmente as ações acontecem às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 7h às 15h, e às quartas-feiras das 18h à meia-noite, em diferentes pontos estratégicos da cidade.

“São atividades de cunho repressivo com intuito de coibir acidentes, infrações e crimes de trânsito que envolvem motocicletas. Por serem veículos com custo de aquisição inferior ao automóvel, muitas pessoas, inclusive inabilitadas compram motocicletas”, diz o comandante.

Sem habilitação para pilotar o veículo, muitas pessoas causam acidentes por falta da formação. “Por serem inabilitadas, elas desconhecem a legislação e regras básicas do trânsito. Com a maior vulnerabilidade que a moto proporciona, na maioria dos casos de acidentes as vítimas saem lesionadas ou até mesmo morrem. O nosso trabalho é tentar reduzir os acidentes com a presença da polícia nas ruas”, conclui.

A Operação Cavalo de Aço já chegou a apreender, por dia, até 30 motocicletas em situações de irregularidade.

Datafolha: Moro Mantém Aprovação Acima de 50% e é o Mais Bem Avaliado do Governo

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, continua como o mais bem avaliado do governo Jair Bolsonaro, com 54% de ótimo ou bom, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. No último levantamento, em julho, a aprovação de Moro estava praticamente no mesmo nível, em 55%. A avaliação positiva do titular da pasta da Justiça se mantém mesmo após os contínuos vazamentos de conversas entre Moro e integrantes da Lava Jato e supera em 25 pontos a aprovação do presidente Bolsonaro, de 29%.

Depois do ex-juiz, o ministro mais bem avaliado é Paulo Guedes (Economia), com 38% de ótimo ou bom, seguido por Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), com 36%.

Dois ministros envolvidos em recentes polêmicas, o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o da Educação, Abraham Weintraub, têm aprovação semelhante à de Bolsonaro. O primeiro, em meio ao aumento das queimadas na Amazônia e às críticas internacionais, alcançou 30% de ótimo ou bom, 12 pontos a menos do que no último levantamento, segundo o Datafolha. Weintraub tem os mesmos 29% de Bolsonaro.

O Datafolha entrevistou 2.878 pessoas, em 175 municípios de todas as regiões do País.

Filho de Cafu morre Após passar mal em jogo de futebol

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Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do ex-lateral-direito Cafu, morreu na noite desta quarta-feira 4, aos 30 anos, vítima de um infarto. Ele jogava futebol na casa da família, em Alphaville, bairro de Barueri, na Grande São Paulo, quando se sentiu mal.

Danilo chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A informação foi confirmada a VEJA pelo ex-meia-atacante Paulo Sérgio, companheiro de Cafu na conquista do tetracampeonato da seleção brasileira em 1994 e amigo da família.

Ao longo da madrugada desta quinta-feira, São Paulo e Palmeiras, clubes pelos quais Cafu conquistou importantes títulos anos na década de 1990, postaram em suas redes sociais mensagens de solidariedade.

O ex-lateral-direito também teve passagem pelo Juventude no Brasil, além de ter atuado no futebol espanhol (pelo Zaragoza) e na Itália (por Roma e Milan).

Pela seleção brasileira, venceu duas Copas do Mundo (1994 e 2002 – a segunda como capitão) e, ao também jogar a final do Mundial de 1998, se tornou o único atleta da história que esteve em campo em três finais do torneio.  Detém diversos recordes com a camisa “canarinho”, incluindo o de mais partidas disputadas, com 142 jogos.

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Secretaria de Terras atende quase 100 famílias para regularização de imóveis em horário especial

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Cerca de 100 famílias do Setor 6 em Vilhena receberam atendimento especial na Prefeitura em ação da Secretaria Municipal de Terras (Semter) na tarde do último sábado, dia 31. Os moradores da quadra 106 entregaram documentos de regularização fundiária urbana para dar início ao processo que, finalmente, dará direito legal a seus lotes.

 

O projeto visa legitimar a posse, promover o direito social à moradia, reduzir a desigualdade e valorizar a função social da propriedade. Conforme a lei federal 13.465/17, o projeto visa oferecer aos donos a regularização facilitada e gratuita através de trabalho da Semter que analisa quem tem direito ao benefício.

 

“Estamos muito felizes. As famílias compareceram e se informaram sobre o processo. Gostaria de agradecer a todos que acreditaram nas nossas ideias e de tudo que foi divulgado. A Prefeitura precisa da contribuição de todos os moradores para darmos sequência neste lindo projeto, uma grande parceria com a população”, ressaltou a secretária municipal adjunta de Terras, Vivian Bacaro.

 

Para o prefeito Eduardo Japonês a regularização é um passo importante para o município e moradores. “É um compromisso da Prefeitura com a população. Infelizmente muitas áreas não foram regularizadas na cidade. Muitas vezes quando fazemos a reunião as pessoas não acreditam que vai acontecer, mas pode acreditar, pode confiar, que vai acontecer. Cada morador que pode ser beneficiado, segundo a lei, vai pegar sua escritura e gratuitamente”, assegura.

 

MORADORES AGRADECEM – A dona Emília da Silveira, que foi até a secretaria para entregar seus documentos, enfatizou a felicidade em poder receber a regularização do seu imóvel. “Um grande presente que ganhamos. Estamos felizes demais. Não só eu, mas todos os meus vizinhos. Esperávamos tanto ter os documentos certinhos, estamos pulando de alegria. É o melhor presente de 2019”, conta.

 

O morador Oséias Pereira, agradeceu ao prefeito. “A nossa felicidade é estar aqui regularizando nosso imóvel. Quero deixar um abraço e agradecimento ao nosso prefeito pelo esforço em regularizar tantos lotes na cidade. Hoje chegou a nossa oportunidade, obrigado Japonês”, completa.

 

Quem não pôde comparecer na Prefeitura neste sábado deve procurar a Semter no Paço Municipal ou solicitar informações pelo telefone 3919-7017, das 7h às 13h, de segunda à sexta-feira.

Semcom

Lista dos selecionados para o programa Bombeiro Mirim é divulgada

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Foi divulgada nesta terça-feira (03) a lista com o nome dos selecionados para o programa Bombeiro Mirim.

O projeto social é executado pelo 3º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros em parceria com a prefeitura de Jaru.

Nessa etapa serão atendidos 30 crianças e adolescentes com idades entre 10 a 13 anos, sendo 20 meninos e 10 meninas.

Na próxima sexta-feira (06) acontece uma reunião com os pais dos alunos com o objetivo de alinhar as informações sobre o programa. O encontro será às 19h:30min na sala de aula do Bombeiro Mirim do 3° Subgrupamento de Bombeiros Militar 2° Grupamento de Bombeiros Militar situado na Rua Ricardo Cantanhede, nº 617, Setor 03 – Jaru/RO.

O início do curso está marcado para o dia 09 de setembro. As aulas serão ministradas no período da manhã, nas segundas, quartas e sextas-feiras. Com início às 07h30min e término às 11h30min.

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