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Documentário sobre Os Trapalhões revela a prepotência de Renato Aragão

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Gerações de brasileiros conviveram, uma vez por semana, com o humor caricatural e sem filtros produzido por Os Trapalhões, um dos maiores fenômenos da TV nacional. Eram outros tempos, e Didi (Renato Aragão), Dedé (Manfried Sant’Anna), Mussum (Antônio Carlos Gomes) e Zacarias (Mauro Faccio) despejavam piadas inconvenientes sobre mulheres, homossexuais, negros, nordestinos e pobres em geral em pleno horário nobre, sem que ninguém reclamasse. Pelo contrário, faziam tremendo sucesso, e assim continuaram ao longo de trinta anos — um recorde mundial de permanência de programa humorístico no ar, devidamente registrado no Guinness. Muito já se escreveu sobre a trajetória dos quatro, mas nem tudo foi contado. Uma série-documentário em fase de montagem, à qual VEJA teve acesso exclusivo, trata justamente dos ângulos não revelados da longa convivência dos palhaços que a audiência amou e aplaudiu durante décadas. Os bastidores abertos ao longo dos 62 depoimentos colhidos para a realização de Trapalhadas sem Fim, do diretor Rafael Spaca, expõem uma relação conturbada, com boa dose de ressentimento e divergências artísticas, de um lado, e de arrogância e autoritarismo, de outro, entre os três coadjuvantes — Dedé, Mussum e Zacarias — e Renato Aragão, o cabeça inconteste e o único multimilionário do grupo.

O primeiro racha dos Trapalhões aconteceu em agosto de 1983 e todo mundo ficou sabendo — a Globo passou seis meses exibindo reprises, enquanto se tentava pacificar os ânimos. O motivo era um mistério. Não mais. Testemunhas do desentendimento contam que o estopim da briga foi uma reportagem de capa de VEJA, “O Grande Palhaço — Por que Renato Aragão Faz Rir”, que evidenciava a condição de estrela maior de Didi, o que provocou ciumeira nos outros, e escancarava sua fortuna — esse, o empurrão fatal para a rebelião. Tamanha foi a raiva que Dedé, Mussum e Zacarias anunciaram o rompimento em uma entrevista coletiva, com Didi junto, sem saber de nada e pego de surpresa. Seguiu-se um período tumultuado, com cada lado fazendo trabalhos próprios (e fracassados) e Aragão estrilando com os “traidores” que o trocavam pelo trio de desafetos. Victor Lustosa, diretor assistente dos filmes dos Trapalhões até o fatídico 1983, conta a reação furiosa de Renato Aragão ao ouvir que estava de partida para a produtora rival. “Ele me falou: ‘você vai morrer de fome e não venha bater na minha porta depois’.” Mais cruel ainda foi a forma como dispensou sumariamente os três ex-colegas, ainda segundo Lustosa: “Não preciso deles. Posso fazer a mesma coisa tendo um cachorro, um macaco e um veado”. Não foi a primeira, nem a última, ofensa pessoal de Didi a Dedé, Mussum e Zacarias.

A reconciliação também é narrada pela primeira vez em detalhes: foi obra do empresário Beto Carrero, então sócio de Aragão, que os convidou para um encontro, sem que um soubesse da presença do outro. Para a surpresa dos presentes, os quatro se cumprimentaram cordialmente, o almoço no restaurante do Hotel Méridien, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, prolongou-se até o jantar e o grupo saiu de lá com as pazes feitas. Houve conversas emocionadas, troca de reminiscências e um novo acordo financeiro. Mussum puxou a reivindicação de aumento da participação dos três nos lucros. Aragão ofereceu, da parte do leão que lhe tocava, mais 1 ponto porcentual para cada um. Oferta aceita, decidiram retomar as gravações no dia seguinte. Estava salva a pátria trapalhona. Dedé também pediu e conseguiu a direção de quatro filmes do grupo. “Descobri uma paixão”, disse a VEJA. Ao longo do documentário, e nas conversas da reportagem com os entrevistados, fica patente a admiração de todos pela capacidade, organização e talento artístico de Renato Aragão. Não há, da parte deles, estranheza alguma pelo fato de Didi ser o trapalhão mais famoso e o mais rico. Mas, aqui e ali, pipocam críticas ao seu estilo de trabalho.

Por exemplo: contam que ele roubava as melhores piadas para si. Ferrugem, ator mirim no auge dos Trapalhões e que contracenou com eles na televisão e nos filmes, relata que certa vez perguntou a Wilson Vaz, redator do programa, por que estava aparecendo pouco. “Ele me mostrou uma pilha de páginas de texto que havia escrito para mim, mas o Renato não deixou que me passasse”, relembra. José Lavigne, que dirigiu Os Trapalhões por alguns meses, confirma ser constante a intervenção de Didi na divisão das piadas. “Mas dono de programa não rouba, ele pega”, filosofa, pragmático. Várias pessoas da equipe mencionam ainda os comentários e as atitudes racistas a que Mussum era submetido. “Ele deixava bananas na cadeira dele”, conta a camareira Sirene Oliveira. “Meu pai não gostava disso de jeito nenhum”, disse a VEJA o filho do humorista, Sandro Gomes. Se a brincadeira de mau gosto acontecia fora do palco, Mussum mostrava sua irritação. No contexto do programa, ele revidava com saraivadas de piadas sobre nordestinos, em geral, e cearenses, em particular (Aragão nasceu em Sobral). Outros tempos, definitivamente.
Renato Aragão sempre foi o único a participar ativamente das reuniões de roteiro. Também atuava como produtor em todas as criações do grupo. “Não seríamos nada sem o Renato. Ele era o cérebro e eu, apenas um trabalhador braçal”, disse Dedé a VEJA. “Renato Aragão entendeu muito bem essa veia de humor popular brasileiro. Era o pau de arara ferrado, que sabe se virar e que sempre se dá bem no final”, afirma o consagrado cineasta Silvio Tendler, contratado pela Renato Aragão Produções para dirigir o documentário O Mundo Mágico dos Trapalhões, de 1981 (e lhe conferir algum verniz intelectual). “Eu tentei fazer um filme sobre o trabalho deles, mas o Renato queria uma antologia, uma peça de humor popular”, lembra Tendler sobre a obra que se tornaria o documentário brasileiro mais visto de todos os tempos, com 1,8 milhão de espectadores. Outra amostra de que quem manda pode: na fita, ele aparece sozinho em 29 dos noventa minutos. Os filmes dos Trapalhões foram arrasa-quarteirão: até hoje, são deles seis das vinte maiores bilheterias de todos os tempos. A popularidade do grupo se estendeu à audiência (no Rio, o programa chegou a ter mais ibope do que o quase imbatível Jornal Nacional), aos quadrinhos (3,1 milhões de exemplares, pareando com a Turma da Mônica) e à música — o disco Saltimbancos Trapalhões vendeu 100 000 cópias, feito extraordinário para a época.

Uma voz inédita entre os entrevistados é Selma Lopes, ex-mulher de Mauro Faccio, o Zacarias, que nunca havia falado em público. Aos 91 anos, ela nega categoricamente os relatos de que o humorista, um gay não assumido que teve vários namorados, tenha morrido de pneumonia decorrente de aids. “A certidão de óbito está comigo e a causa da morte não tem nada a ver com o vírus”, declara. Dubladora, Selma diz que os dois tiveram um ótimo casamento de oito anos e considera que o que ele fez depois que se separaram não é da sua conta. “Enquanto estava comigo, funcionou muitíssimo bem”, garante. Zacarias morreu em 1990, aos 56 anos, e o programa continuou a ser tocado pelos outros três, mas já sem a mesma audiência cativa. Lavigne, convocado para resolver o problema, incluiu um segundo bloco em que Didi aparecia sozinho. Didi espalhou para todo mundo que era uma decisão do diretor. Não era, desmente agora Lavigne — a ordem partiu de Aragão. “O programa não era meu, era dele”, argumenta, sempre pragmático.

O novo formato com três humoristas não durou muito. Durante a Copa do Mundo de 1994, Mussum morreu, aos 53 anos, por complicações decorrentes de um transplante de coração. Decretou-se então o fim de Os Trapalhões, no ar (com este nome) desde 1976. A história não acaba aí. Passado um tempo, a Globo recontratou Aragão para um programa-solo e Dedé foi para o SBT fazer o mesmo — conquistando mais audiência do que o antigo chefe. Reconciliaram-se em um lacrimoso encontro no Criança Esperança de 2004 e, quatro anos depois, estrearam em dupla um programa global, Turma do Didi (claro), encerrado definitivamente em 2010.

Angélica, Tony Ramos, Regina Duarte e vários outros artistas que trabalharam com os Trapalhões aparecem no documentário, sempre cheios de elogios para o quarteto. Mas nenhum dos dois integrantes vivos quis aparecer. Renato Aragão alegou que está produzindo o próprio documentário. VEJA o procurou para comentar as acusações de que é alvo, mas ele não quis se pronunciar. Dedé Sant’Anna, que chegou a assinar uma carta apoiando a obra de Spaca, também preferiu não gravar. A VEJA, informou que também está trabalhando no tal documentário de Aragão. “Não tenho raiva de ninguém, mas não vou colocar azeitona na empada dos outros”, justificou. Aos 83 anos, Dedé passou por sérios problemas financeiros e recebe ajuda do velho companheiro Didi, de 84 anos. De certa forma, e apesar de tudo, esses dois trapalhões continuam juntos.

Publicado em VEJA de 11 de setembro de 2019, edição nº 2651

Acesso ao Procon por internet será direito básico do consumidor, decide CCJ

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que inclui entre os direitos básicos do consumidor o atendimento à distância pelos serviços de defesa do consumidor, como os Procons.

A proposta também permite que esses órgãos notifiquem os fornecedores pela internet, solicitando informações sobre questões de interesse do consumidor.

O Projeto de Lei PL 3788/12 é oriundo do Senado e altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90).

O texto aprovado é um substitutivo proposto pelo deputado João H. Campos (PSB-PE), que enxuga a redação original, mas mantém a ideia de incentivar o uso de tecnologias de comunicação nas relações entre consumidores e Procons, e entre estes e os fornecedores de produtos e serviços.

Como tramita em caráter conclusivo, o projeto será remetido para o Senado, para análise das mudanças feitas pelos deputados, a menos que haja recurso para que a decisão final na Câmara seja em Plenário.

A versão aprovada inclui ainda entre os objetivos da Política Nacional das Relações de Consumo – que norteia os princípios a serem seguidos pelo Estado ao tratar das relações de consumo – o acesso dos cidadãos aos Procons por meio de novas tecnologias de telecomunicação e informação, como a internet.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

Grupo de israelenses chega a RO para auxiliar no combate às queimadas

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Onze israelenses especialistas em combate ao fogo pousaram por volta das 20h06 (hora local) na Base Aérea de Porto Velho, nesta quinta-feira (5), para auxiliar nos trabalhos contra as queimadas na região Norte. A previsão inicial de chegada era às 19h30. Às 19h, outros 39 militares do Acre desembarcaram na capital rondoniense.

De acordo com o Exército, os israelenses são bombeiros com experiência em ações contra queimadas. Para ajudar nos trabalhos na Amazônia, o grupo trouxe equipamentos de alta tecnologia.

Na próxima sexta-feira (6), os bombeiros israelenses devem apresentar os materiais trazidos à 17ª Brigada no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O Exército não forneceu detalhes sobre os tipos de equipamentos, mas disse que entre os objetos há drones.

A informação sobre a chegada do reforço foi repassada na tarde desta quinta pelo general Luciano Batista de Lima, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, durante coletiva de imprensa sobre o balanço da Operação Verde Brasil. A ação completou 11 dias.

Nesse 11 dias de Verde Brasil, R$ 4,5 milhões de multas por desmatamento foram aplicadas pelos órgãos fiscalizadores que atuam na operação, segundo o Exército.

Luciano Batista reiterou também que as equipes combateram incêndios de grandes proporções em mais de 40 locais e apreenderam 40 metros cúbicos de madeira. O Exército não soube precisar quilômetros ou hectares das áreas desmatadas por causa das queimadas.

“Porque há desmatamentos ocorridos em anos anteriores. Muitas vezes a área é desmatada no ano anterior e a queimada ocorre quase um ano depois. Então é muito difícil precisar área desmatada”, mencionou o general.

Ainda de acordo com o general, os incêndios em Rondônia estão controlados. “Com certeza estamos com uma situação bastante confortável em Rondônia e no Acre, mas a situação em outros locais da Amazônia Legal onde não choveu e o combate às queimadas pode ser mais difícil por razões operacionais, pode ser que a operação se prolongue”, acrescentou.

Conforme o Exército, dos seis aviões Hércules C30 enviados à região pela Força Aérea Brasileira, o único que ainda estava em Rondônia retornou ao Rio de Janeiro (RJ).

Atualmente, segundo o Exército, a área de atuação da 17ª brigada com mais focos de calor fica no Acre, para onde 30 combatentes da Força Nacional que seguiram à Amazônia deverão ser encaminhados nos próximos dias.

Somente pela 17ª brigada, 1.050 militares do Exército atuam na operação. Conforme o general Luciano Batista de Lima, juntando com equipes da Força Aérea Brasileira, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Polícia Militar, do Ibama, do ICMbio e a Força Nacional, o Exército estima que há 1.202 combatentes, entre homens, mulheres, militares e civis.

Ações de combate

A Operação das Forças Armadas em Rondônia tem o objetivo de cumprir a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 23 de agosto.

Em Rondônia, o Exército está oficialmente à frente da Operação Brasil Verde desde 24 de agosto. Segundo o general Luciano Batista de Lima, o maior obstáculo encontrado na ação é a dimensão da Amazônia.

“Das nossas instâncias que nós temos que percorrer para combater o fogo. Isso em termos de operação, de prática de operação, pode ser em um momento de um ponto de incêndio identificado com a equipe de deslocando, mesmo por meios aéreos, ao chegar no local o incêndio pode já estar controlado, porque ele chegou ao local e não prosseguiu, ou o incêndio pode aumentar porque a nossa logística é menor”, explicou.

Oito pessoas foram presas na primeira semana de ação contra os incêndios no estado. Entre as apreensões divulgadas pelo Exército constam: cinco motocicletas, 41 m³ de madeira, um caminhão, uma motosserra, uma espingarda e quatro cartuchos não deflagrados. A estimativa é que R$ 994.775,00 em multas foram aplicadas no período.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) instaurou um procedimento no dia 28 de agosto para acompanhar as ações de políticas públicas voltadas ao combate das queimadas urbanas e rurais em Porto Velho.

As queimadas na região da Amazônia registraram aumento de 82% entre janeiro e agosto deste ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Dados do órgão também mostram que, antes mesmo do final do mês, agosto já registra mais focos de queimadas na Amazônia que a média dos últimos 21 anos.

Governo de Rondônia e 17ª Brigada começam a ajustar medidas preventivas para conter índices de queimadas nos próximos anos

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A resposta rápida no combate aos incêndios florestais tem garantido resultados positivos com a apresentação da diminuição de focos de calor em Rondônia. Mesmo assim, as ações desenvolvidas pela Operação Verde Brasil 17 continuam sendo intensificadas visando conter mais incêndios e crimes ambientais. As informações foram transmitidas pelo comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, general Luciano Batista de Lima, durante coletiva de imprensa, ocasião em que foi destacado o envolvimento efetivo do Governo do Estado e medidas preventivas que já estão sendo tratadas para coibir possíveis crimes de queimadas nos próximos anos.

A coletiva de imprensa ocorreu na tarde de quinta-feira, 5, no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) de Porto Velho, com a apresentação do Sistema de Monitoramento que detecta uma redução das regiões atingidas por incêndio na área sob responsabilidade da 17ª  Brigada.

Operação Verde Brasil é a ação governamental voltada ao combate aos incêndios e crimes ambientais na Amazônia. Na área da 17ª Brigada, a Operação conta com a participação de órgãos estaduais e federais, desencadeando ações integradas de combate a incêndios em vegetação e repressão a delitos ambientais, através do monitoramento dos focos de calor. A área de responsabilidade desta Operação abrange os estados de Rondônia, do Acre e extremo sul do Amazonas.

Nos últimos dias, as queimadas florestais na região Norte têm estampado as manchetes dos principais jornais do país e do mundo. Em resposta eficaz para conter os focos de incêndios, governadores da região Norte debateram e iniciaram medidas rigorosas para frear os índices.

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, deu resposta rápida no combate às queimadas, anunciando a Operação Jequetibá, com ação integrada com o Exército Brasileiro e órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente. As ações focaram índices de queimadas, inclusive, na região do município de Candeias do Jamari. No entanto, com o desencadeamento da Operação Verde Brasil 17, as frentes de combate foram ampliadas e os recursos humanos e logísticos foram fortalecidos em todo Estado.

O general Luciano Batista de Lima respondeu às diversas perguntas sobre as ações que estão sendo desencadeadas após mais de 12 dias de operação. Em uma das perguntas, o general destacou a questão da prevenção com as atenções voltadas para os próximos anos. Nesse contexto, o comandante da Brigada de Infantaria de Selva enalteceu o comprometimento do Governo do Estado em todas as medidas adotadas e, inclusive, enfatizou que tem conversado com o governador Marcos Rocha para que já sejam traçadas medidas preventivas para o futuro.

“A preocupação de todos nós é que nos Estados brasileiros, os governos procurem, cada vez mais, meios para a prevenção ou para que se preparem melhor no combate às queimadas. Já temos agendada uma conversa com o Governo do Estado e lembro que no último dia 2 de setembro, na ocasião da abertura da Semana da Pátria, esse foi um dos assuntos tratados com o governador Marcos Rocha. O comando do Corpo de Bombeiros de Rondônia está também planejando com dados de inteligência e científicos o que será feito o próximo ano. Isso é o trabalho que é contínuo, ou seja, já vinha sendo feito e a maior prova disso é que, conforme apresentamos nesta coletiva de imprensa, já estávamos trabalhando em conjunto com o Corpo de Bombeiros proporcionando apoio logístico, inclusive, com emprego de aeronaves mesmo antes do decreto (referindo-se ao decreto de Garantia da Lei e da Ordem – GLO).  Destacamos que estamos trabalhando juntamente com o Governo de Rondônia olhando para o ano de 2020, de 2021 e daí para frente. O Exército Brasileiro e o Governo do Estado irão participar dos planejamentos, aquisição de equipamentos, capacitação de pessoal,  ou seja, tudo que for necessário para que no próximo ano não tenhamos o mesmo tipo de situação”, enfatizou o general, lembrando também que a situação registrada este não foi tão grave a exemplo do que aconteceu em anos anteriores e reforçou novamente o comprometimento do Governo visualizando e focando o planejamento do que tem que ser feito para prevenir e se preparar para o próximo ano.

OPERAÇÃO VERDE BRASIL 17

Durante a coletiva de imprensa, o general apresentou gráficos que comprovam a redução de focos de queimadas dentro do Estado. Conforme informações da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, além das Bases já instaladas no Parque Estadual de Guajará-Mirim/RO, na Floresta Nacional (FLONA) Jacundá/RO e na Unidade de Conservação (UC) Campos Amazônicos/AM, outras duas Bases, ambas no Estado do Acre e mobiliadas pelo 4º Batalhão de Infantaria de Selva, iniciaram a operação esta semana: uma na UC Gleba Afluente, região de Manoel Urbano, e outra na Floresta Estadual do Antimary (FEA).

Em Rondônia, a atuação das equipes de campo e as condições meteorológicas favoráveis têm favorecido a diminuição dos pontos e focos de calor, sendo observadas pequenas áreas afetadas por incêndios florestais. Isso tem permitido que os agentes possam aumentar a fiscalização nos ilícitos ambientais, como desmatamento e extração ilegal de madeira.

Ao todo, já são mais de 1.200 homens e mulheres envolvidos direta ou indiretamente na Operação. Na parte logística, a 17ª Bda Inf Sl já conta com 73 viaturas (Viaturas Auto Combate a Incêndio Florestal, Caminhões Tanques, Micro-ônibus, Vans, Caminhonetes 4×4, ambulâncias, quadriciclos e motocicletas) e 9 aeronaves (5 Helicópteros, 2 Airtractors e 1 Caravan 1 Baron) empregadas na Operação. Até o momento, já é possível mensurar os seguintes resultados: – 18 lançamentos de C-130 (12.000 litros cada) e 26 lançamentos de “Air Tractor” (2.000 litros cada), totalizando cerca de 268.000 litros de água; – 39 focos de incêndio combatidos, 1 incêndio apagado na Floresta Nacional (FLONA) Bom Futuro e 1 incêndio controlado na FLONA Campos Amazônicos; – 41 m³ de madeira apreendida; – 19 Termos de Infração lavrados, no valor total de R$ 4.462.600,00 em multas; – 8 detidos; – 5 acampamentos destruídos e apreensão de 1 caminhão, 5 motocicletas, 3 motosserras, 5 espingardas, 7 munições e 1 GPS; – 43 revistas em caminhões, carros e motos; – pessoal em solo realizando combate aos ilícitos ambientais de forma ininterrupta; e – reconhecimentos aéreos por meio de sobrevoos de monitoramento nas áreas de Operações.

Na quinta-feira (5), à noite, 11 bombeiros militares de Israel chegaram a Porto Velho/RO para auxiliar no combate aos focos de incêndios na região. Após uma ambientação no Centro de Operações Conjuntas (COC) do Ministério da Defesa (MD) em Brasília, a equipe de Israel vem para atuar na área da 17ª Bda Inf Sl a partir desta sexta-feira, 6. Os israelenses operam equipamentos integrados com drones, que apoiam na avaliação da direção de propagação das chamas. A Operação Verde Brasil 17 ocorre em ambiente interagências, com o máximo de integração com Instituições Federais e Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização (OSPF) dos Estados de RO e do AC, dentre os quais: 17ª Bda Inf Sl; ALA 6; Força Nacional (FN); Corpo de Bombeiros Militar (CBM); Equipes de Prevenção e Combate a Incêndios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); Polícia Militar Ambiental; Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em nota, Economia pede desculpas por fala de Guedes sobre Brigitte Macron

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Horas depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer em evento no Nordeste que a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, “é feia mesmo”, a pasta divulgou um pedido público de desculpas. Segundo a Economia, o ministro fez uma “brincadeira” durante palestra para empresários em Fortaleza (CE).

“O ministro Paulo Guedes pede desculpas pela brincadeira feita hoje em evento público em Fortaleza (CE), quando mencionou a primeira-dama francesa, Brigitte Macron”, diz a pasta em nota à imprensa. “A intenção do ministro foi ilustrar que questões relevantes e urgentes para o País não têm o espaço que deveriam no debate público. Não houve qualquer intenção de proferir ofensas pessoais”, afirma o comunicado.

Mais cedo, Guedes reclamou do que chamou de excesso de atenção para as falas e os “modos” do presidente Jair Bolsonaro, enquanto, segundo ele, o País tem tido progressos na área econômica.

“Estou vendo progressos, mas a preocupação é com o pai da Bachelet, com a mulher do Macron. Tudo bem, é verdade, o presidente falou mesmo. E a mulher é feia mesmo”, disparou o ministro, arrancando risadas na plateia de empresários.

Bolsonaro atacou a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e seu pai, Alberto Bachelet – torturado e morto pela ditadura de Augusto Pinochet -, e exaltou o golpe militar no país vizinho. Antes, o presidente já havia postado uma mensagem de risadas após um comentário ofensivo sobre a aparência da esposa do presidente da França, a primeira-dama Brigitte Macron, feito por um de seus seguidores.

A atitude do presidente da República, na sequência de desentendimentos sobre a Amazônia com seu par francês, havia aumentado o mal-estar com o país europeu, levando Macron a declarar que lamentava a atitude de Bolsonaro, mas que esperava que os brasileiros “venham a ter um presidente que se comporte à altura” do cargo. “Penso que as mulheres brasileiras devem ter vergonha de ouvir isso do próprio presidente”, afirmou o francês na ocasião.

No que diz respeito às declarações sobre Bachelet, o próprio presidente do Chile, Sebastian Piñera, tido como aliado de Bolsonaro, afirmou não compartilhar da “alusão” feita pelo presidente brasileiro.

Após a palestra, quando questionado por jornalistas sobre o endosso às declarações de Bolsonaro, Guedes disse que minutos antes havia dito que o presidente é uma pessoa “com bons princípios e às vezes, na forma de falar, ele extrapola, brinca”. Ele afirmou ainda que “é mentira” que o Brasil esteja queimando suas florestas e que as críticas deveriam se voltar ao presidente da França, Emmanuel Macron.

“Você viu o que o presidente da França falou no final (do pronunciamento sobre Bolsonaro)? Nós devíamos fazer uma intervenção internacional na Amazônia. Vocês deviam estar criticando isso. O Macron está querendo fazer uma intervenção porque chamaram a mulher dele de feia. Olha só que coisa horrível. Quer dizer que se alguém chamar sua mulher de feia você pode fazer uma intervenção internacional em quem chamou sua mulher de feia?”, disse Guedes.

Em tom irritado, o ministro emendou: “É a pergunta que eu faço a você. Você apoia uma intervenção internacional no Brasil, na floresta amazônica?”, perguntou a um dos jornalistas, encerrando a entrevista coletiva.

6 de setembro de 2018: um dia para entrar na história

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O atentado que quase custou a vida de Jair Bolsonaro há um ano não existiu. O presidente nunca levou uma facada, não teve os intestinos perfurados, não perdeu uma gota de sangue e jamais esteve internado numa unidade de terapia intensiva. O que se supunha ter acontecido naquela tarde de 6 de setembro do ano passado, em Juiz de Fora (MG), jamais aconteceu. O ataque ao candidato do PSL foi uma encenação, um golpe para enganar o eleitor, uma manobra planejada por políticos e grandes corporações para interferir no resultado da eleição presidencial. Embora tudo o que está escrito até aqui seja absolutamente falso, tem gente que realmente acredita nas palavras acima.

O deputado Paulo Pimenta, por exemplo. Líder do PT na Câmara, ele não hesita em afirmar que duvida que o hoje presidente da República tenha sido golpeado. “Eu nunca me convenci dessa facada”, diz o petista. Para o parlamentar, o então candidato do PSL precisava ser submetido a uma cirurgia para resolver um problema qualquer no abdômen. Esperto, ele, então, teria forjado o ataque. “O Bolsonaro era visto como um cara arrogante, violento, grosseiro e estúpido. Depois desse episódio, passou a ser a vítima”, justifica Paulo Pimenta. “Pode ter sido um belo golpe.” A tese se sustentaria em uma evidência inquestionável, segundo ele: o fato de Adelio Bispo de Oliveira, o suposto agressor, ter permanecido ileso após atacar o candidato e ser preso. “Veja bem, os apoiadores do Bolsonaro são irados, enlouquecidos. Uma pessoa entra no meio de um comício, dá uma facada e não leva sequer um tapa de ninguém? Não lhe acontece nada? Ao contrário: ela é conduzida à delegacia e protegida?”, questiona.
O deputado destaca ainda um segundo detalhe que apontaria para uma trama armada pela própria família: “Não podemos esquecer que, dois meses antes do crime, Adelio esteve no mesmo clube de tiro frequentado por Carlos e Eduardo Bolsonaro”. E o deputado não está sozinho em seus delírios. Da prisão, seu chefe, o ex-­presidente Lula, reproduz a mesma suspeita: “Aquela facada, pra mim, tem uma coisa muito estranha. Uma facada que não aparece sangue em nenhum momento…”.
Um ano depois do crime que, para muitos, mudou a história do Brasil, parece surreal, mas teses estúpidas como essas continuam inundando as redes sociais e fazem parte das certezas de muita gente (por ignorância, falta de informação ou simplesmente pura maldade). O fato é que o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro, que marcou a campanha do ano passado, continua a repercutir até hoje em vários aspectos — da saúde do presidente, passando pelo terreno delirante das teorias conspiratórias, ao panorama político. Assim como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, que continuou reverberando décadas depois, o golpe desferido pelo ex-garçom Adelio Bispo de Oliveira, embora não tenha resultado em morte, deixou sequelas. No plano médico, o presidente Bolsonaro voltará à sala de cirurgia pela quarta vez. Neste domingo, 8, ele vai se submeter à operação de uma hérnia, fruto da perfuração que sofreu no intestino. A princípio, não se trata de nada grave, mas o próprio médico do capitão, Antonio Luiz Macedo, ainda demonstra preocupação com o estado de saúde do paciente.
No plano político, a facada é usada por adversários e aliados na guerra da desinformação que permeia o debate brasileiro. Para os apoiadores do presidente, por exemplo, houve participação da esquerda no planejamento, na execução e no acobertamento do atentado. Membro graduado da tropa de choque do presidente da República, o deputado Marco Feliciano é um dos defensores dessa tese: “O ódio que os esquerdistas diziam que os conservadores pregavam foi materializado — e partiu deles mesmos. O Adelio era filiado a um partido de esquerda, frequentava o gabinete do deputado do PSOL Jean Wyllys (afirmação que nunca foi comprovada) e de outros mais”. Assim como o líder do PT, Feliciano apresenta evidências que provariam uma conspiração: “Por que o presidente da OAB não liberou o nome de quem pagou aos advogados do Adelio? No Brasil, você não consegue advogado para nada e, de repente, aparecem quatro de uma vez para defender o criminoso. A história, que é muito mal contada, foi abafada. E, se foi abortada, é porque tem alguma coisa lá”, conclui.

Poderia até ter participado de algum debate, mas eu vi que ia estar todo mundo contra mim. Iam partir para um massacre. Então resolvi não participar.”

Jair Bolsonaro, em entrevista a VEJA

Crimes envolvendo o poder sempre alimentam a imaginação. Até hoje surgem teses, cada vez mais espalhafatosas, sobre o assassinato do presidente americano John Fitzgerald Kennedy, em 1963. Muita gente inteligente, como o cineasta Oliver Stone, que produziu uma obra sobre o assunto, nunca engoliu a autoria de um lobo solitário como o assassino Lee Harvey Oswald. Então quem matou Kennedy? Foram os cubanos? A máfia? Os ETs? Por aqui, como se vê nas elucubrações da oposição e da situação, o panorama é semelhante. VEJA teve acesso à investigação da Polícia Federal que procurou elucidar o crime de Juiz de Fora, suas circunstâncias e autoria. Como as pessoas de bom-senso imaginam, a verdade é que a facada, a cirurgia e a internação do presidente, de fato, existiram. No material coletado pela PF, há um laudo do médico que atendeu Bolsonaro na emergência da Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora. De acordo com o documento, o presidente foi vítima de “traumatismo abdominal por arma branca”, apresentava um quadro de “choque hipovolêmico” quando deu entrada no hospital, foi “submetido a uma cirurgia de urgência” para suturar uma perfuração “no intestino grosso”, seu estado era “grave” e ele recebeu “cuidados intensivos no CTI”. Outro dado inequívoco é que Adelio Bispo agiu sozinho. E um longo trabalho foi feito para chegar a essa conclusão. Responsável pelo caso, o delegado Rodrigo Morais Fernandes analisou mais de 40 000 mensagens em redes sociais e mais de 150 horas de imagens de câmeras de segurança e de celulares de manifestantes presentes no local do atentado. Todas essas informações foram cruzadas com dados levantados em mais de dez pedidos de quebras de sigilo financeiro e telefônico e com o depoimento de cerca de 100 pessoas. Para não pairar nenhuma dúvida, passaram por perícia os computadores e telefones utilizados por Adelio e suas movimentações bancárias. O pente-fino abrangeu os últimos sete anos da vida do ex-garçom — e a reconstituição de seus passos até o instante em que resolveu atacar. Cada detalhe foi averiguado para esgotar todas as hipóteses que surgiram (veja o quadro).

Entre algumas outras contrariedades (leia a coluna Radar), a investigação do atentado também tem provocado atritos e insatisfações de Jair Bolsonaro com o comando da Polícia Federal. A razão é que o presidente também não aceita que Adelio agiu sozinho. Em uma entrevista a VEJA concedida no mês de maio, ele demonstrava certeza absoluta de que havia outras pessoas envolvidas no caso: “Esse cara aí viajava o Brasil todo, tinha um cartão de crédito, frequentou academia de tiro lá em Santa Catarina, foi filiado ao PSOL até 2014. Surpreendentemente, no dia 6 de setembro, dia do atentado, o nome dele apareceu no cadastro de visitantes do Congresso. Isso ia ser usado como álibi, caso ele não tivesse sido preso em flagrante. É tudo muito suspeito”. O presidente chegou a ponto de aventar a hipótese de visitar Adelio Bispo na cadeia para tentar obter dele uma confissão. O agressor, porém, recusou a oferta. “Encontrá-lo está fora de questão”, disse o criminoso em depoimento obtido por VEJA. Para esgotar a última linha de investigação, a PF tenta descobrir quem está pagando à equipe de advogados que defende Adelio Bispo — se é que realmente há alguém pagando. Em depoimento, Zanone Manuel de Oliveira, um dos advogados, explicou que foi contratado por um desconhecido ligado a uma igreja, que pagou 5 000 reais em dinheiro vivo e, depois, sumiu. O próprio Adelio disse não saber quem está bancando a sua defesa.

Aquela facada, pra mim, tem uma coisa muito estranha. Uma facada que não aparece sangue em nenhum momento…”

Ex-presidente Lula, preso em Curitiba

Embora gere muita controvérsia, sob o prisma policial e político, há um consenso entre analistas e estudiosos. A facada desferida no dia 6 de setembro alterou, sim, as características da eleição presidencial. Depois do golpe que sofreu na barriga, o então candidato Jair Bolsonaro pouco participou da campanha. Antes do crime, ele era o alvo preferencial dos outros concorrentes, tinha pífios oito segundos de propaganda gratuita no rádio e na televisão e acumulava poucos recursos financeiros para fazer campanha — componentes que, com base em experiências anteriores, teoricamente dificultariam seu sucesso nas urnas. Depois da facada, tudo mudou. “Os oposicionistas tiveram de recuar das críticas, porque isso poderia ser visto como uma enorme insensibilidade contra alguém que estava se recuperando e indefeso”, afirma o cientista político da FGV Eduardo Grin. Além disso, o candidato do PSL, fragilizado e em risco de morte, ganhou uma superexposição de vítima e um trunfo fundamental: passou a fazer lives da cama do hospital. Dali de seu leito, não entrava em assuntos polêmicos nem respondia a perguntas inconvenientes. A poucas semanas do pleito, era o único que reunia condições de vencer a candidatura petista de Fernando Haddad. Talvez ganhasse de qualquer jeito, mas naturalmente os votos começaram a migrar para Bolsonaro. No dia da facada, ele tinha 22% nas pesquisas. Três semanas depois, quase ganhou no primeiro turno. Na entrevista a VEJA, em junho, o presidente fez uma confidência: “Poderia até ter participado de algum debate, mas eu vi que ia estar todo mundo contra mim. Iam partir para um massacre. Então resolvi não participar”. Assim, sem se levantar da cama, Bolsonaro virou presidente do Brasil, com 57,7 milhões de votos.

Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank visitam a Amazônia

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Rio – Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank participaram de uma ação da organização não governamental Greenpeace Brasil para sobrevoar a região dos incêndios que atingem a Amazônia. Os atores desembarcaram em Manaus nesta quinta-feira e pretendem alertar a população contra o desmatamento da região.

“Desembarcamos hoje no Amazonas para conferir o que está acontecendo com a nossa floresta. Foi um dia de muito aprendizado sobre a Amazônia e de conscientização sobre as ações criminosas que ocorrem na região. Ouvi histórias assustadoras de pessoas que são ameaçadas por defenderem a floresta”, escreveu Bruno Gagliasso na legenda de foto divulgada no Instagram.

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Polícia Federal prende 10 em ação contra esquema de migração ilegal para os EUA com crianças

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Polícia Federal prendeu em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (5), no Aeroporto Internacional de Brasília, 10 suspeitos de tentar usar crianças para migrar ilegalmente para os Estados Unidos pela fronteira com o México.

Segundo a corporação, os presos estavam acompanhados por oito crianças, que seriam utilizadas no esquema de imigração ilegal. Nenhuma delas tinha autorização de ingresso nos EUA.

Algumas das crianças tinham passaportes falsificados, como forma de se passarem por filhos dos presos. A PF informou que essa prática é conhecida como “cai-cai”.

Como funciona o esquema

  1. Um adulto ou um casal interessado em migrar ilegalmente para os Estados Unidos paga a uma família para se passar por pais de uma criança;
  2. O passaporte da criança “alugada” é adulterado, com a inclusão do nome dos pais falsos;
  3. O adulto ou o casal atravessa a fronteira do México para os EUA. Ao chegar em solo norte-americano, se entrega às autoridades migratórias na companhia da criança;
  4. Isso impede a deportação imediata do adulto, pois a criança não pode permanecer sozinha nos EUA durante os trâmites de repatriação para o Brasil.

Durante as investigações da PF, a mãe de uma das crianças usadas no esquema morou mais de um mês com um casal preso ao tentar ir para os Estados Unidos. A medida era fazer com que a criança se acostumasse com a companhia desses adultos, que pagavam para se passar por seus pais.

Os presos são investigados pelos crimes de promoção da migração ilegal de menor de idade e de falsificação de documentos, entre outros. O nome deles não foi divulgado.

G1 questionou a PF se as crianças que estavam com os adultos já foram liberadas para voltar para casa e aguarda resposta. A reportagem também perguntou se os pais delas vão responder por algum crime.

Leia mais notícias sobre o G1 DF.

Festival de Praia da Vila Calderita acontecerá nesta sexta-feira

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A Prefeitura de Porto Velho, por determinação do prefeito Hildon Chaves, realizará nesta sexta-feira (06), o Festival de Praia da Vila Calderita, localizada cerca de 60 km da capital, com acesso inicial pela Estrada da Penal ou Estrada 28 de Novembro sentido norte e que acontecerá até o domingo 8 de setembro.

Serão três dias de muita música, lazer e diversão, o evento contará com apresentações e shows musicais, para esta edição é esperado um público de 10 mil turistas, durante os três dias acontecerá apresentações musicais com a banda Estação do Forró, e os cantores Ricardo Junior e Patricia Morais. A organização é da Associação de Moradores e Amigos da Vila Calderita.

Estão participando ativamente para a realização do Festival a Fundação Cultural (Funcultural), responsável por toda a estrutura dos shows e programação cultural, Secretária de Serviços Básicos (Semusb), que tem realizado a limpeza do local, Empresa de Desenvolvimento (Emdur) em toda a parte elétrica e iluminação, Defesa Civil, realizando os atendimentos médicos de emergência, equipes da Secretária de Saúde (Semusa) e Secretária de Trânsito, mobilidade e Transporte (Semtran), que estará realizando durante os três dias orientações de educação no trânsito para os turistas.

Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para a Juventude quer estimular jovens a terem o próprio negócio

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A Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para a Juventude, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), vai realizar nos dias 8 e 9  de novembro a 1ª Feira do Jovem Empreendedor, no Ginásio Cláudio Coutinho, em Porto Velho.

A iniciativa é uma ação conjunta com o Departamento Municipal de Políticas Públicas para a Juventude, e contará com workshops, oficinas, palestras e exposições de empresas e jovens empreendedores como exemplo de sucesso.

“A ideia é despertar na juventude o interesse em empreender. Sabemos que a nossa cultura é de preparar o jovem para estudar e passar em concurso. E o nosso objetivo é orientar os jovens a terem seu próprio negócio”diz o coordenador de Juventude, Gabriel Barbosa.

O público-alvo do evento é a juventude na faixa etária de 15 a 29 anos, mas o evento, que acontecerá durante todo o dia até às 21 horas nas duas datas, será gratuito e aberto a toda população, e terá ainda a interação de jovens em um “palco livre” onde poderão fazer apresentações de música, teatro, dança e stand-ups.

Gabriel esclarece que a feira é apenas o início de outras ações voltadas para os jovens. “Semana que vem nos estaremos ajustando, juntamente com a Sedi, para apresentarmos também inovações tecnológicas para agregar às exposições, já que a tecnologia é presente em qualquer situação, principalmente de trabalho”.

Segundo o coordenador, o incentivo não para somente na feira. “É claro que pós-feira queremos trazer programas que deem continuidade, possibilidade de abertura de crédito junto ao Banco do Povo, e dar ainda mais oportunidades para a nossa juventude”.

A coordenadoria já está buscando parceria também com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para conseguir ônibus que possam fazer o transporte de alunos da rede pública estadual de ensino, dando a oportunidade para que os estudantes participem da feira.

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