back to top
domingo, novembro 1, 2026
Início Site Página 909

Polícia de SP Decide Não Indiciar Neymar por Estupro

0

A delegada Juliana Lopes Bussacos, titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, decidiu não indiciar o atacante Neymar por estupro e agressão. A investigação estava em andamento desde 31 de maio, quando a modelo Najila Trindade registrou boletim de ocorrência acusando o jogador.

O Ministério Público ainda pode denunciar (fazer acusação formal contra Neymar), pedir o arquivamento ou requisitar novas diligências. O MP tem até 15 dias para se manifestar. A delegada concederá entrevista coletiva na manhã desta terça-feira para explicar a conclusão das investigações.

As investigações tiveram início em 31 de maio, quando Neymar foi acusado de estupro por Najila Trindade. Após o boletim de ocorrência, o atacante divulgou conversas com a modelo e fotos e passou a ser investigado também por crime digital.

Neymar e Najila se conheceram pelo aplicativo de fotos e mensagens Instagram. Ela contou que viajou a Paris a convite do jogador e disse que, durante uma visita dele ao quarto que estava hospedada, o atacante fez sexo sem consentimento. O atleta confirmou a viagem, mas negou a acusação.

Najila chegou a gravar o segundo encontro que teve com Neymar em Paris. No vídeo, a modelo agride o jogador. Ela alegou que queria uma prova do encontro e que as agressões foram uma reação ao que teria sofrido no dia anterior.

Nesta terça-feira, a delegada Juliana Lopes Bussacos concederá entrevista coletiva ao lado do diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Albano David Fernandes, e do delegado titular da 6ª Seccional, Cosmo Stikovics Filho.

Juristas e Entidades Condenam Declarações de Bolsonaro

0

A versão dada nesta segunda-feira, 29, pelo presidente Jair Bolsonaro para o desaparecimento do militante de esquerda Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, morto em 1974 durante o regime militar, provocou reação de juristas e entidades ligadas à anistia e direitos humanos. Pela manhã, Bolsonaro disse que poderia “contar a verdade” sobre o caso. À tarde, em live numa rede social, acrescentou que Oliveira – pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz – teria sido morto pelos próprios colegas do grupo Ação Popular (AP).

Um dos autores do pedido de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Jr. afirmou que Bolsonaro “tem de prestar contas” das suas afirmações à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, órgão vinculado ao atual Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, Reale Jr. foi o primeiro presidente da comissão, cargo que ocupou de 1995 a 2001.

“A primeira obrigação que o presidente da República tem com o órgão é fornecer os elementos que ele conhece sobre o desaparecimento do pai do presidente da Ordem. Ele deve fazer isso para a responsabilização do Estado, e não para se vangloriar ou antagonizar com um inimigo político”, disse ele.

Ainda segundo Reale, o presidente está “dando continuidade” ao confronto que se estabeleceu na época da ditadura. “Para ele, não houve a Constituição de 1988 e a anistia. Bolsonaro continua em guerra. O caso dele não é de impeachment, mas de interdição. É uma pessoa que a cada dia prejudica a si próprio. Ele tem que ser protegido. A característica do louco é essa: prejudicar a si mesmo.”

Ex-secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e autor da Lei dos Mortos e Desaparecidos (que reconhece os desaparecidos como mortos e a responsabilidade do Estado nessas mortes), José Gregori também avaliou que Bolsonaro deve explicações à comissão.

“Bolsonaro se insurgiu contra a lei que foi aceita pelas Forças Armadas. Ele está indo contra uma lei que é uma decisão soberana da nação brasileira”, disse o ex-secretário. Para Gregori, enquanto o presidente falava “amenidades sem sentido”, isso era visto como folclórico. “Enquanto eram amenidades, o Brasil estava rindo, mas agora é sério. É preciso que se tomem medidas judiciais”, afirmou ele, lembrando que Oliveira estava entre os primeiros 44 nomes reconhecidos de imediato como mortos durante o período do regime militar.

Doria

Aliado de Bolsonaro nas eleições do ano passado, o governador João Doria (PSDB), cujo pai foi exilado político na época da ditadura, também criticou a fala do presidente. “É inaceitável que um presidente da República se manifeste da forma com que se manifestou. Foi uma declaração infeliz”, afirmou Doria, em evento no Palácio dos Bandeirantes. “Não posso silenciar diante desse fato. Eu sou filho de um deputado federal cassado pelo golpe de 1964 e vivi o exílio com meu pai, que perdeu quase tudo.”

Em nota, a Anistia Internacional fala em “declarações duras” de Bolsonaro e pede que o País “assuma sua responsabilidade”. “É terrível que o filho de um desaparecido pelo regime militar tenha de ouvir do presidente do Brasil, que deveria ser o defensor máximo do respeito e da justiça no País, declarações tão duras”, escreveu a diretora executiva da entidade no Brasil, Jurema Werneck. “O Brasil deve assumir sua responsabilidade, e adotar todas as medidas necessárias para que casos como esses sejam levados à Justiça. O direito à memória, justiça, verdade e reparação das vítimas, sobreviventes e suas famílias deve ser defendido e promovido pelo Estado Brasileiro e seus representantes.”

Também em nota, o Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege) diz que “o respeito entre as instituições e às pessoas é a base da democracia e o que legitima a própria existência da República”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Globo Muda Grade e Transmitirá Brasileirão em Novo Horário no Domingo

0

A próxima rodada do Campeonato Brasileiro terá um horário novo de transmissão. A CBF divulgou nesta segunda-feira, 29, em seu site oficial que as partidas da 13ª rodada com presença na TV aberta não serão no domingo às 16 horas, mas sim às 19 horas (de Brasília). A mudança contempla a presença na grade da Rede Globo de jogos como os clássicos Corinthians x Palmeiras e Atlético-MG x Cruzeiro, e o duelo entre Vasco x CSA.

Essa mudança é algo inédito nas últimas edições do Brasileirão. Há anos, a CBF e a Rede Globo mantêm como padrão a exibição de partidas nas quartas-feiras às 21h30, e aos domingos às 16 horas. A alteração é uma maneira de testar como serão a audiência e a aceitação do público ao novo horário da noite de domingo.

Essa faixa de horário era comumente destinada a transmissões pelo canal Premiere. Porém, com a mudança anunciada para a próxima rodada, até mesmo o jogo do Flamengo contra o Bahia, neste domingo, às 16 horas, em Salvador, ficará fora da TV aberta e terá transmissão somente pelo pay-per-view.

A Rede Globo ainda não divulgou a programação para o domingo em seu site. A tendência é a emissora antecipar o programa de entretenimento Domingão do Faustão. O site da CBF já traz a programação de jogos na TV para a rodada seguinte, dia 11 de agosto, com a agenda de transmissão de volta ao formato tradicional, com as partidas em TV aberta às 16 horas.

Senado Prepara Nova Lei de Porte e Posse de Armas Para Substituir Decretos

0

Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Jair Bolsonaro, a flexibilização da posse e do porte de armas foi um dos temas centrais no Senado no primeiro semestre e deve seguir em discussão nos próximos meses.  É que após rejeitar o decreto das armas do governo, editado logo no primeiro mês do ano, o Senado trabalha em um projeto de revisão do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003) que aumenta a potência de arma autorizada para civis e exige a realização de exame toxicológico para aquisição de arma de fogo. Batizado de PL das Armas, o Projeto de Lei 3.713/2019 está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Em seis meses, o governo editou sete decretos sobre porte e posse de armas e prometeu encaminhar um projeto de lei. O Senado chegou a aprovar a anulação de dois deles em junho e encaminhou a decisão à Câmara, mas o governo decidiu revogar as medidas e reeditou parte do conteúdo. Esse “vai e vem de decretos” é criticado por senadores que consideram que Bolsonaro invadiu a competência do Congresso, a quem cabe legislar sobre o tema.

— Infelizmente o presidente insiste em legislar em matéria de Direito Penal através de decreto. Ele está violando a Constituição Federal. Vamos entrar com um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos porque esses decretos ultrapassam os limites de sua competência — criticou o senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

A opinião é compartilhada pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) para quem o presidente extrapolou ao tentar alterar o Estatuto do Desarmamento por decreto. A senadora informou que apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para limitar a edição de decretos sobre o mesmo tema em um mesmo ano, dispositivo que já vale por exemplo para medidas provisórias.

— Se o presidente fizer um decreto presidencial e houver um projeto de decreto legislativo que sustou o decreto,  ele não poderá editar outro com o mesmo objetivo. O presidente não tem tido muito critério nessas situações — avaliou a senadora.

Favorável aos decretos presidenciais, o senador Marcos do Val (Cidadania-ES) considera que a derrubada das propostas pelo Senado evidencia certa resistência de alguns parlamentares em relação ao tema. O senador capixaba foi o relator dos projetos de decreto legislativo que pediram a anulação das iniciativas de Bolsonaro e defendeu a manutenção das propostas do governo, mas foi voto vencido.

— As armas são o único meio para defesa de inocentes expostos à violência de bandidos. Todo cidadão tem direito à autodefesa. Sem esse direito, as pessoas ficam vulneráveis. E sem segurança não existe a liberdade. Se o cidadão estiver amparado pela lei para defender sua família, o criminoso vai pensar duas vezes antes de invadir uma residência ou um comércio — afirmou.

PL das Armas

O texto que aguarda leitura e votação na CCJ é um substitutivo do relator, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a uma proposta apresentada por senadores do PSL e pelo líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE) que praticamente repete o teor dos decretos editados por Jair Bolsonaro. A versão apresentada por Vieira engloba 18 das 31 propostas que estão no Senado sobre o tema e ainda incorpora medidas previstas em projetos em análise na Câmara (151 projetos foram apresentados na Câmara apenas em 2019) e sugestões recebidas por um site eletrônico (https://pldasarmas.com.br/), criado para receber críticas e sugestões. Apenas nas primeiras 24 horas no ar, foram recebidas mais de mil contribuições.

Na justificativa da proposta, Bezerra, Major Olímpio (PSL-SP), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Soraya Thronicke (PSL-MS) argumentam que a maioria da população escolheu, ao votar em Bolsonaro nas últimas eleições, o direito à posse e ao porte de armas de fogo e à garantia da legítima defesa do cidadão. Segundo eles, o Estado se mostrou ineficiente em proteger a população.

“É fato que o Estado não possui mínimas condições de defender os cidadãos, prova constatada nas sessenta mil mortes violentas ao ano no Brasil”, argumentam no projeto.

A iniciativa de facilitar o porte de armas proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) é reprovada por 70% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 11 julho.

Apesar de considerar legítimo o acesso a armas de fogo daqueles que atendem os requisitos da lei para a defesa de sua família e patrimônio, Alessandro Vieira aponta que colocar revólveres e pistolas nas mãos dos cidadãos não pode ser a política de segurança do país.

— Esse exercício de um direito individual não se confunde com medida de combate à criminalidade ou mesmo de reforço para a atividade de Segurança Pública. O único caminho para reduzir os indicadores alarmantes de violência no Brasil é a adoção de uma política de Segurança Pública baseada em evidências, com garantia de financiamento adequado e com a coordenação da União, abarcando prevenção, repressão qualificada e ressocialização do encarcerado. Fora disso, o que temos são ações com efeito pontual ou meramente cosmético — defende.

Polêmica

Entre os pontos polêmicos da flexibilização proposta pelo governo estava a previsão de que 19 categorias profissionais, a exemplo de caminhoneiros, advogados, políticos e jornalistas, poderiam requerer autorização para portar arma de fogo nas ruas. Essa autorização foi revogada pelo governo. Outra questão sensível é a possibilidade de liberar armas mais potentes para civis, ampliando o rol de equipamentos considerados de uso permitido. A medida foi revista em um dos últimos decretos que determinou que o Exército elabore em 60 dias os parâmetros de aferição e a listagem dos calibres nominais que se enquadrem nos limites estabelecidos.

Exame toxicológico

No relatório entregue na CCJ, Alessandro Vieira incluiu um novo requisito para aquisição de arma de fogo: a realização de exame toxicológico. Conforme a proposta, além de outras exigências já previstas, o interessado em comprar armas deverá “apresentar exame toxicológico de larga janela de detecção, não inferior a 180 dias, com resultado negativo”. Esse teste, que detecta o uso de substâncias proibidas como cocaína, crack e anfetaminas é o mesmo hoje exigido periodicamente de motoristas de caminhão, ônibus e vans para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Após cinco anos de obtenção do registro, alguns dos possuidores de armas serão submetidos novamente ao teste por “submissão randômica”, ou seja, aleatória. Se o resultado der positivo, a posse ou o porte ficará suspenso por cinco anos.

Área rural

Para a área rural, entre outros requisitos, está prevista no texto a comprovação de efetiva necessidade e a apresentação de declaração de que conta em sua residência com um cofre para guardar armas e munições. Alessandro Vieira, que também foi relator de um projeto aprovado pelo Senado que reconhece que posse de arma em área rural deve valer para toda a propriedade (PL 3.715/2019), incluiu no  PL 3.713/2019 que a efetiva necessidade será presumida em área da zona rural onde não houver delegacia de polícia ou unidade policial em um raio de 50 km, o que vai facilitar o porte para proprietários de fazendas.

Potência da arma

O texto propõe aumentar a potência de arma para porte de civis de 407 joules — um revólver de calibre 38, por exemplo — para 520 joules, o que permitiria o porte de pistolas 9 mm, arma de uso restrito das forças de segurança. Joule é uma unidade de medida de energia.

Por outro lado, ele aumenta a pena nos casos de porte ou posse ilegal e omissão de cautela (em caso de facilitar o acesso a criança, adolescente ou pessoa com deficiência mental). A punição proposta é detenção de 1 a 3 anos, além de multa.  Já para o porte ilegal a pena será de 3 a 5 anos, e multa.

Entre as mudanças propostas estão também a suspensão do porte de arma daquele que estiver sendo investigado por violência doméstica, ameaça, lesão corporal ou homicídio.

CAC

O texto também flexibiliza regras para posse e porte de armas para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). Em audiência pública na CCJ no dia 4 de julho, representantes dos CACs pediram que seja mantida previsão que consta nos decretos do governo que facilitam o acesso a munição e transporte de armas de fogo para esse grupo. Jodson Edington Junior, vice-presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, afirmou que essas categorias ficaram em um vácuo legislativo desde o Estatuto do Desarmamento. Atiradores esportivos, segundo ele não têm direito ao porte de armas, apenas ao porte “em trânsito”, ou seja, transportar a arma municiada e pronta para uso no trajeto entre o local de acervo e o de treinamento.

— Nós não temos até hoje nessa regulamentação. O que nós queremos é exatamente praticar o esporte de forma legal. Porte de arma é um direito que não foi dado para a gente. Para ter esse direito o atirador, bastaria apenas criar um critério mais rigoroso. Agora, temos outras classes que estão conseguindo esse mesmo porte sem fazer nenhum exame, sem fazer nenhum teste de tiro, sem praticar — disse.

Já Daniel Terra, da Associação Nacional de Caça e Conservação, ressaltou o papel dos caçadores no controle de javalis e também pediu regras mais flexíveis para o grupo.

— Nós temos hoje, no Brasil, 40 mil controladores de javali cadastrados no Ibama. Estar cadastrado no Ibama não quer dizer que essas pessoas estão habilitadas a portar ou transportar armas de fogo. Na Alemanha, existem 300 mil controladores armados, fazendo o controle do javali. Não tem esse excesso de regramento, e no Brasil ele é um animal exótico e é tratado de uma maneira que não deveria ser tratado: ele não é encarado, hoje, como uma praga. Se a Alemanha tem 300 mil controladores de javali, nós precisaríamos ter no Brasil, no mínimo, um milhão — disse.

Armas desviadas

De acordo com o Exército, 163.546 caçadores, atiradores e colecionadores são registrados no Brasil. São 389.318 armas pertencentes a esse grupo, uma média de 2,38 armas por cidadão. Em 2018 foram roubadas/furtadas 989 armas. O coronel Dimas Silvério da Silva destacou que o Brasil é um dos poucos países que marca munições e ressaltou que são poucos os casos de desvios envolvendo CACs.

— Em 2019 foram roubadas/furtadas 461 armas. A média de armas roubadas ou furtadas ao longo dos anos dá 0,0102% do total de armas pertencentes ao CAC, um percentual baixo, não temos tido muitos problemas — disse o coronel.

Mas organizações contrárias à flexibilização argumentam que facilitar o acesso a armas e munições vai aumentar a violência. Eles também temem o aumento “de armas e munições desviadas”. Felipe Angelli, do Instituto Sou da Paz, afirmou que é preciso melhorar o rastreamento de armas e munições em circulação no país, que muitas vezes caem nas mãos de criminosos. Ele lembrou que o lote de munições de onde saíram os projéteis usados para assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes no ano passado, por exemplo, foi roubado da Polícia Federal e vendido de forma irregular.

— De fato, ter estatísticas em relação a isso é muito difícil, porque, para a gente conseguir identificar em cada homicídio aquele que é cometido por alguém que tem um CR [registro] emitido pelo Exército, a gente precisaria ter acesso ao sistema de registros de armas. A gente tem essa dificuldade de identificar a totalidade de casos, mas eu consigo aqui elencar uma série de casos recentes de pessoas com registro de CAC que cometeram crimes de grande repercussão. Existe um acusado, um suspeito no Rio de Janeiro que se chama Ronnie Lessa. Ele é acusado de ter tido participação no assassinato da Vereadora Marielle Franco e também de integrar milícias. Ele tinha registro de atirador desportivo — disse Angelli.

Atendendo em parte ao pedido dessas organizações, o senador Alessandro Vieira propõe a criação de dispositivos de caráter antimilícia, para responsabilizar entidades e indivíduos pelo desvio de arsenais. O projeto também determina a integração dos dois sistemas de registros de armas, o Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), do Exército, e o Sinarm (Sistema Nacional de Armas), gerenciado pela Polícia Federal, além da redução de 10 mil para 1.000 unidades os lotes de munições. O objetivo é facilitar a investigação de crimes com armas de fogo.

 

Semusa padronizará atendimento à população em cinco unidades

0

As unidades de saúde de Porto Velho, Ronaldo Aragão, no bairro Nacional; Renato Medeiros, no Cidade do Lobo; Areal, no bairro Areal da Floresta; Osvaldo Piana, no Areal Centro e José Adelino, no Ulisses Guimarães, estão passando por adequações estruturais para servir de modelo na padronização que está sendo feita na rede municipal de saúde da Capital.

Essa estratégia integra a organização da Atenção Ambulatorial Especializada em Rede com a Atenção Primária à Saúde que está sendo implantada em Porto Velho depois que o prefeito Hildon Chaves assinou um termo de compromisso pelo qual o município fez adesão ao Planifica SUS.

O Planifica SUS, que se constituiu numa padronização da rede de saúde básica, resultou de uma proposta do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – Conass, com apoio do Ministério da Saúde e consultoria da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Ainstein. Em Rondônia, a coordenação é da Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com a secretária municipal de Saúde de Porto Velho, Eliana Pasini, a organização da Atenção Ambulatorial Especializada em rede com a Atenção Primária à Saúde está sendo realizada por meio de oficinas, encontros tutoriais, visitas in loco, discussão de casos, entre outras atividades.

“A nossa meta é que até 2020 essa padronização seja implantada em todas as unidades de saúde de Porto Velho”, informou ela.

Comdecom

Exposição reúne esculturas de metal reciclado em Vilhena, RO

0

A exposição intitulada “FIM – Forma, Imagem e Movimento” reúne trabalhos em metal reciclado, em Vilhena (RO), na região Cone Sul. A mostra acontece das 9h às 17h, no centro de treinamento e cultura do Sicoob e a entrada é gratuita.

De acordo com o artista Marcos de Souza, as esculturas são de ferro e resina, construídas com materiais recicláveis, como porcas e parafusos, entre outros rejeitos de metal e sucata.

“Aplico várias técnicas artísticas nas esculturas, que promovem interação e surpresa em quem vem à exposição. Entre elas estão a arte cinética, a arte da perspectiva e a arte conceitual. O objetivo é passar uma mensagem que leve à reflexão”, explica o escultor.

Ao todo, são 16 peças expostas no evento, que ocorre de segunda a sexta-feira. A exposição vai até o dia 30 de agosto. Escolas podem agendar visitas guiadas pelo telefone (69) 3316-6153.

Peças estão expostas até dia 30 de agosto — Foto: Assessoria/Divulgação

Peças estão expostas até dia 30 de agosto — Foto: Assessoria/Divulgação

Metade das rotas de transporte escolar terrestre em Porto Velho são leiloadas no 1º dia de pregão

0

O leilão de 50% dos lotes referentes ao transporte escolar rural em Porto Velho aconteceu na manhã desta segunda-feira (22). Uma empresa arrematou as sete rotas de viagem neste primeiro dia de leilão.

[ATUALIZAÇÃO: O pregão eletrônico se encerrou ainda na segunda-feira (22). O restante dos lotes acabaram arrematados pela mesma empresa ganhadora dos anteriores. A Semed informou à CBN Amazônia que o conteúdo dos outros lotes deve ser informado na nesta terça-feira (23).]

O processo de licitação do pregão eletrônico começou por vota das 10h com a presença de técnicos, a Pregoaria e membros da Prefeitura de Porto Velho. Oito licitantes estavam na disputa.

Ao todo, são 14 lotes que fazem referência às rotas de transporte escolar terrestre no município. Segundo a prefeitura, a empresa que arrematou os sete lotes se compromete com o fornecimento de veículos (ônibus), abastecimento de combustível, manutenção, fornecimento de motoristas e monitores em toda a frota contratada.

O objetivo, de acordo com o edital de licitação, é ofertar transporte escolar gratuito aos estudantes matriculados nas redes municipal e estadual de ensino que moram na zona rural do município de Porto Velho.

Conforme a prefeitura da capital, a empresa ganhadora executará mais de 13 mil quilômetros por dia de viagem, durante os 200 dias letivos previsto no calendário da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ao todo, o valor total dos sete lotes é de mais de R$ 9,24 milhões. O pregão do restante dos lotes, segundo a prefeitura, está previsto para acontecer nos próximos dias. Segundo a Semed, a expectativa é de que na próxima terça-feira (23) comece a fase de apresentação dos documentos, habilitação jurídica e composição de custos.

Já o prazo final para a conclusão da licitação está previsto para acontecer no dia 26 de julho.

  1. Lote 1: Linha Rio Pardo
    Valor arrematado: R$ 1.449.999,99
  2. Lote 2: Setor Chacareiro BR-364
    Valor arrematado: R$ 895.749,00
  3. Lote 3: Setor Chacareiro Zona Leste
    Valor: R$ 700.805,00
  4. Lote 4: Distrito de União Bandeirantes
    Valor: R$ 2.029.473,00
  5. Lote 5: BR-319
    Valor: R$ 1.391.140,00
  6. Lote 6: Assentamento Joana D’Arc
    Valor: 1.354.752,00
  7. Lote 7: Estrada da Penal
    Valor: R$ 1.378.015,00

Após fiscalização apontar irregularidades, beneficiários podem perder títulos de imóveis em RO

0

Beneficiários do programa habitacional do governo em Vilhena (RO), região no Cone Sul, poderão perder a titularidade de imóveis, após uma fiscalização apontar possíveis irregularidades. A fiscalização foi realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) depois de denúncias feitas ao Ministério Público Federal (MPF) e também a pedido da Caixa Econômica Federal (CEF).

Durante a fiscalização, foram encontradas casas a vendas, alugadas, cedidas e até abandonadas em um conjunto habitacional da cidade. A prática é considerada ilegal pelo programa do Governo Federal.

A Caixa lembra que no contrato assinado pelo beneficiário, a venda dos imoveis financiados pelo programa habitacional é proibida, tendo em vista, que a posse provisória é mediante ao pagamento de uma prestação mensal pelo imóvel. Já a comercialização só pode acontecer em um período de 10 anos.

Ao todo, 436 residências foram inspecionadas e 50% delas apresentaram possíveis irregularidades.

Com essa constatação, a secretária afirmou que os beneficiários do programa poderão perder a titularidade do imóvel, caso não apresentem os documentos necessários dentro do prazo estipulado.

Após essa ação, a previsão é de que mais dois conjuntos habitacionais devam passar pela fiscalização.

Festa da Mandioca pretende fomentar o comércio de derivados na comunidade de Nova Aliança

0

Nesta quinta-feira (25) acontece a primeira edição da Festa da Mandioca, que será realizada na Escola Municipal Maria Angélica, na Linha 28 de Novembro, Nova Aliança (Baixo Madeira), em Porto Velho. O evento é promovido pelo Governo de Rondônia, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Segundo o gerente local da Emater, Dionísio Queiroga, no dia 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor e a festa vem para homenagear os trabalhadores da agricultura, além de trazer oportunidades. “Os produtores poderão apresentar seus produtos e movimentar a renda local da comunidade. Trabalhar na geração de renda por meio de produtos e derivados da mandioca”.

O município de Porto velho é considerado o maior produtor de mandioca de Rondônia. Segundo a extensionista rural da Emater, Gilvania Carvalho, o trabalho com mandioca está inserido na cultura do povo ribeirinho. “É tradição que em todas as propriedades tenham uma casa de farinha. Então, com isso, vamos promover a integração cultural dos povos ribeirinhos e serviços na área rural e social”.

Os dois dias que antecedem a Festa da Mandioca serão para cursos de capacitações dos produtores ministrados por extensionistas rurais da Emater. “Essas capacitações estão voltadas para o manuseio dos produtos, e para que eles consigam gerar a sua própria renda.” enfatiza o gerente.

SERVIÇOS

Dentro os serviços que serão oferecidos para a comunidade estão: orientações aos produtores, vacinação antirrábica, orientações sobre benefícios sociais para asseguradores especiais, corte de cabelo, Mesa Brasil, atendimento saúde, higiene bucal, recreação, BiblioSesc, serviços de Saúde Básica, Cadastro Único e Bolsa Família.

CONCURSO

O evento conta, também, com um disputado concurso entre os candidatos. Serão escolhidos o rei e a rainha da Festa da Mandioca; a melhor gastronomia/derivados; o melhor descascador de mandioca e a corrida.
O evento conta, ainda, com o apoio da Faculdade Fimca, INSS, Sebrae, Associação Zequinha Araújo, Sesc, Semusa e CRAS Cotinha.

Mais de 500 pessoas participaram do Festival Cultural de Nazaré no Baixo Madeira

0

“Resiliência, é a palavra certa que define os moradores de Nazaré, depois de tudo que passaram. Eles se reinventaram e deram a volta por cima”, disse a fotógrafa Marcela Bonfim, ao acompanhar o trabalho de organização, construção e ornamentação da vila e da arena, para receber os visitantes no 53º Festival Cultural de Nazaré. Distrito ribeirinho que fica cerca de 8 horas de barco de Porto Velho.

A comunidade fez um mutirão de limpeza e arrumação, principalmente nos acessos à arena, começando pelas escadarias na beira do Rio. A passarela de madeira foi elevada e revitalizada, o que deixou a pacata vila de Nazaré ainda mais convidativa.

Não é para menos, nesta época do ano, o distrito recebe turistas de várias nacionalidades, como estadunidenses, noruegueses, sem mencionar os visitantes da capital e do Amazonas, que são atraídos pela cultura local.

Como as pousadas são poucas, as reservas são feitas dois meses antes do festival, mas local para dormir não é problema, que pode ser no barco ou em qualquer cantinho onde a barraca possa ser montada. Há os que preferem armar a rede embaixo das árvores e tirar aquela soneca. “Desde 2016 não perco um ano do festival da cultura. Dormir em barracas é lazer para mim e minhas colegas”, disse a estudante Raíssa Dourado

CORAÇÃO DA CULTURA

A raíz cultural e familiar é o que mantém as tradições de Nazaré. Considerado o coração da cultura, o Festival Cultural de Nazaré subsiste pelo esforço dos descendentes do senhor Manoel Maciel Nunes, precursor da festa. ”Fazer todo ano esse evento é muito emocionante. Quem participa já faz parte da família. O povo de Nazaré se sente honrado com a presença de todos, onde podem sentir a energia do carimbó, do Boi Bumbá Mirim, do Serigandô, que fazem parte da tradição da Amazônia”, falou emocionado Timaia Nunes, filho de seu Manoel Maciel, e um dos coordenadores do evento.

Grupo Minhas Raízes com músicas com influência indígena e andina

Uma chuva de fogos marcou o início do festival cultural. Abrindo as apresentações, o grupo da Velha Guarda de Nazaré. Teve ainda as apresentações da Marujada, quadrilhas e Fogo de Palha, e o tradicional Carimbó de Nazaré. Encerrando a primeira noite cultural, o grupo Minhas Raízes, com seus instrumentos musicais criados por matéria-prima da floresta e suas músicas com influência indígena e andina, com mensagens que promovem a riqueza cultural da região ribeirinha.

A maioria dos integrantes do grupo Minhas Raízes é filhos e netos do seu Manoel Maciel Nunes.

Na segunda noite, o Boi Bumbá Curumim entrou na arena. Todo o ritual foi embalado ao som grupo Marujada. O momento mais esperado foi a apresentação do Serigandô. Dança indígena, que conta uma história de amor entre um vaqueiro e uma índia.

O superintendente da Juventude, Cultura e Lazer (Sejucel), Jobson dos Santos, além de contribuir para a realização do festival prestigiou o evento. “Subi o barranco de Nazaré é senti a mais pura intervenção cultural do povo amazonense. Tenho orgulho de ter nascido em uma cidade tão rica em cultura. O governo de Rondônia vem atuando nessas intervenções para que seja fortalecida a nossa regionalização. Nossa cultura deve ser expandida, nosso povo é um povo rico”.

OUTROS EVENTOS

De julho a outubro, o distrito de Nazaré terá atividades que valem a pena participar. Em agosto acontece a tradicional Festa da Melancia, em setembro são os festejos da Santa Padroeira Senhora de Nazaré. A comunidade de Boa Vitória, que faz parte do distrito, comemora em outubro o dia de São Francisco. “Nazaré tem cerca de nove comunidades. Faz parte da tradição as famílias se reunirem nas localidades onde ocorrem os festejos”, destacou Venerana Almeida, moradora de Nazaré.

Arte editorial sobre o acordo Mercosul-EFTA com bandeiras do Brasil e da Noruega, produtos agropecuários e navio cargueiro.

Acordo entre Brasil e Noruega entra em vigor e reduz tarifas

0
Brasil e Noruega começam a aplicar tarifas preferenciais; exportações sob cotas exigem licença.
Profissional de saúde orienta paciente em composição sobre o teste DNA-HPV em Rondônia

Teste DNA-HPV tem coleta em seis municípios de Rondônia pelo SUS

0
Ministério da Saúde confirma coleta de DNA-HPV em seis municípios de Rondônia. Saiba quem pode fazer o rastreamento e como buscar orientação na rede pública.
Rebanho bovino em curral coberto com palmeiras ao fundo, ilustração da declaração de rebanhos em Rondônia.

Idaron abre declaração de rebanhos até 30 de novembro em Rondônia

0
Criadores devem atualizar rebanhos na Idaron até 30 de novembro para regularizar a emissão da GTA.
Agronegócio de Rondônia em ilustração editorial com entrevista em microfone, lavouras, pecuária, colheita e gráficos de custos.

RuralCast: FAPERON alerta sobre crédito e custos no agro

0
RuralCast debate crédito caro, custos, regularização e dados para o agronegócio de Rondônia.
Escavadeira sobre ponte de madeira em estrada rural, em imagem editorial sobre pontes rurais em Porto Velho.

Porto Velho programa recuperação de cinco pontes rurais

0
Prefeitura confirma uma ponte recuperada e programa serviços em outras quatro estruturas rurais de Porto Velho.