back to top
sábado, junho 6, 2026

Ao Vivo

Mais notícias

ÚLTIMAS

União Europeia confirma restrição à carne brasileira em setembro

Veto à carne do Brasil foi oficializado pela União Europeia e passa a valer a partir de 3 de setembro, após o bloco retirar o país da lista de fornecedores que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A decisão havia sido anunciada em maio, mas o documento que confirma a exclusão foi publicado na sexta-feira (5). Com isso, o veto à carne do Brasil atinge exportações de carne bovina, frango, carne de cavalo, tripas, peixe e mel ao bloco europeu.

Painel do caso

Veto à carne do Brasil em três pontos

3/9Início previstoRestrição começa em setembro.
6Produtos citadosCarnes, tripas, peixe e mel.
1Caso específicoBrasil saiu por falta de informações exigidas.

Veto à carne do Brasil envolve antimicrobianos

Segundo a reportagem, a Comissão Europeia exige garantias de que produtos de origem animal cumpram as normas do bloco sobre antimicrobianos. Essas substâncias são usadas para tratar e prevenir infecções em animais e, em alguns casos, podem atuar como promotores de crescimento.

Entre os medicamentos mencionados estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Como funciona

Como o veto à carne do Brasil pode ser revertido

1

Restringir medicamentosLimitar legalmente os antimicrobianos questionados.
2

Comprovar ausênciaGarantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.
3

Apresentar garantiasO retorno pode ocorrer mesmo após setembro, se houver comprovação.

Para voltar à lista da União Europeia, o Brasil tem dois caminhos citados na reportagem: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias. No caso do veto à carne do Brasil, a segunda opção depende de rastreabilidade e foi descrita como mais demorada e custosa.

Mercosul segue com países autorizados

Apesar da retirada do Brasil, outros países do Mercosul continuam autorizados a exportar para a União Europeia. A reportagem cita Argentina, Paraguai e Uruguai entre os países que permanecem na lista, enquanto o veto à carne do Brasil segue ligado às informações exigidas pelo bloco.

Lista europeia

Situação dos países citados

Brasil
Removido por não apresentar informações exigidas.
Mercosul
Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados.
Outros casos
Austrália, Ucrânia e Ilhas Malvinas saíram por falta de interesse em produtos específicos.

A União Europeia também incluiu 21 países e territórios na lista. De acordo com o texto, o Brasil foi o único país removido por não apresentar as informações exigidas pela Comissão Europeia.

Setor produtivo vê preocupação

No início de maio, entidades do setor afirmaram que o impedimento às exportações só ocorreria caso garantias e adequações solicitadas pelas autoridades europeias não fossem apresentadas até a data estabelecida. Diante do veto à carne do Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes defendeu que a carne bovina brasileira atende requisitos sanitários e regulatórios de mercados internacionais.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também afirmou que prestaria esclarecimentos à União Europeia com apoio do governo. Já a Confederação da Agricultura e Pecuária disse ver a medida com preocupação, especialmente no contexto do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Impacto no agro

Por que o veto à carne do Brasil pesa

Carne bovina
3º destino em valor

UE fica atrás de China e Estados Unidos, segundo dados citados do Agrostat.

Carnes em geral
2º mercado

Para carnes em geral, o bloco europeu aparece atrás apenas da China.

Medida é tratada como regra sanitária

O anúncio ocorre após a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França. Ainda assim, Leonardo Munhoz avaliou ao G1 que a lista faz parte de uma regulamentação sanitária e não teria relação direta com o acordo.

Com a decisão oficializada, o veto à carne do Brasil passa a ser uma pendência comercial relevante entre o país e a União Europeia. Até setembro, o foco estará nas comprovações exigidas pelo bloco e nas negociações para tentar recolocar o Brasil na lista de fornecedores autorizados.

Fonte da notícia: G1

Mais leitura

OUTRAS