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sábado, junho 27, 2026

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Saúde mental em Rondônia ganha moradia e acompanhamento

A saúde mental em Rondônia ganhou um novo modelo de acolhimento para pacientes em situação de extrema vulnerabilidade. A iniciativa envolve residências terapêuticas, moradia, acompanhamento e reinserção social pelo Sistema Único de Saúde.

Segundo o Governo de Rondônia, os processos de desinstitucionalização e desospitalização foram iniciados em junho. A medida contempla usuários que estavam internados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro ou em casa de custódia no estado.

Cerca de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço Frei Damião, da assistência social, e no Hospital de Base passaram a contar com um novo lar. A proposta é garantir cuidado em liberdade, rotina, suporte e dignidade.

Na prática, a saúde mental deixa de ser tratada apenas dentro da lógica da internação prolongada e passa a ganhar espaço em ambiente residencial, com acompanhamento e convivência comunitária.

O tema integra a cobertura de saúde e serviço público do TVdoPOVO. Veja também notícias de Saúde, Rondônia e Brasil.

Cuidado em liberdade

Resumo da medida

Moradia: pacientes passam a viver em ambiente residencial acolhedor.

Acompanhamento: suporte contínuo ajuda na rotina e no cuidado.

Reinserção: proposta busca fortalecer autonomia, vínculos e dignidade.

Saúde mental em Rondônia ganha novo modelo de acolhimento

O avanço das residências terapêuticas representa uma mudança importante na política de saúde mental em Rondônia. Em vez de manter pessoas por longos períodos em internação, o modelo oferece uma casa, rotina e acompanhamento.

A proposta é voltada a pessoas que passaram por internações prolongadas e que precisam de suporte social, familiar ou comunitário para reconstruir a vida fora do ambiente hospitalar.

Esse tipo de serviço não funciona como hospital. A residência terapêutica é uma moradia localizada na comunidade, com apoio para que os moradores retomem vínculos, hábitos cotidianos e autonomia.

Imagem-faixa mostra ambiente residencial acolhedor para saúde mental em Rondônia, com moradia e cuidado humanizado.
Residências terapêuticas oferecem ambiente de moradia, rotina e cuidado em liberdade.

Pacientes passam a contar com moradia e acompanhamento

De acordo com a publicação oficial, cerca de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço Frei Damião e no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro passaram a contar com um novo lar.

Essas pessoas estavam em situação de extrema vulnerabilidade e precisavam de suporte para retomar a vida em ambiente de comunidade.

Na prática, a medida dá à saúde mental uma abordagem mais próxima da vida real dos pacientes, com casa, convivência, cuidado profissional e possibilidade de reconstrução de rotina.

O que muda para os pacientes

Cuidado sai da lógica do isolamento

Casa: espaço de moradia e convivência cotidiana.

Suporte: acompanhamento para continuidade do cuidado.

Autonomia: rotina ajuda na reinserção social e no fortalecimento de vínculos.

Cuidado em liberdade reforça mudança de paradigma

A coordenadora estadual de Saúde Mental, Patrícia Nienow, afirmou que a medida representa uma mudança de paradigma. A lógica deixa de ser a da exclusão e passa a ser a da inclusão.

O objetivo é reconhecer que pessoas com transtornos mentais têm direito de viver em sociedade, com suporte adequado, liberdade e dignidade.

Esse ponto é central para a política de saúde mental, porque o cuidado não deve se limitar a controlar crises. Também precisa criar condições para convivência, autonomia e participação social.

Imagem-faixa mostra acompanhamento em saúde mental em Rondônia, com equipe orientando pacientes em ambiente residencial.
Acompanhamento multiprofissional ajuda na autonomia, reinserção social e continuidade do cuidado.

Pilares do serviço

Moradia: casa com rotina doméstica e convivência.
Acompanhamento: suporte profissional para continuidade do tratamento.
Dignidade: cuidado sem isolamento, sem exposição e sem estigmatização.

Residências dependem de rede integrada

A implantação das residências terapêuticas foi viabilizada por parceria com a Prefeitura de Porto Velho, que assumiu a responsabilidade pela execução e implementação do serviço na capital.

Esse tipo de política pública depende de integração entre Estado, município, SUS, assistência social e Rede de Atenção Psicossocial.

A saúde mental exige continuidade. Por isso, moradia, acompanhamento, atendimento no território, equipe técnica e articulação com a comunidade precisam funcionar de forma combinada.

Rede de cuidado

Moradia, saúde, assistência social, acompanhamento profissional e articulação com o território são partes do mesmo processo de cuidado em liberdade.

Medida reforça dignidade e reinserção social

As residências terapêuticas reforçam uma mensagem importante: pessoas com transtornos mentais têm direito a cuidado, moradia, convivência, respeito e proteção social.

A medida não significa que todos os desafios da rede estejam resolvidos. A continuidade do serviço depende de estrutura, equipe, gestão, acompanhamento e integração permanente.

Mesmo assim, o novo modelo representa um avanço para a saúde mental em Rondônia, especialmente para pacientes que precisavam sair de longas internações e reconstruir a vida com apoio.

Para acompanhar outras pautas relacionadas, acesse também as editorias de Saúde, Rondônia e Brasil no TVdoPOVO.

Atenção ao leitor

Residências terapêuticas não são hospitais. São moradias na comunidade, com suporte para pessoas que precisam reconstruir autonomia e vínculos sociais.

Resumo final

A saúde mental em Rondônia ganhou reforço com residências terapêuticas para pacientes do SUS em situação de extrema vulnerabilidade. A medida oferece moradia, acompanhamento, cuidado em liberdade e reinserção social.


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