Agricultores familiares de Porto Velho contam com apoio gratuito para levar alimentos das propriedades até feiras e pontos de entrega. O transporte da produção rural atendeu 145 produtores no primeiro semestre de 2026 e movimentou mais de 587 toneladas.
O balanço oficial informa que os veículos percorreram mais de 10 mil quilômetros. Entre os produtos transportados estão banana, mandioca, milho, café, melancia, pupunha, inhame, polpas e mudas cultivadas em comunidades da zona rural da capital.
O transporte da produção rural é gratuito, mas depende de cadastro, documentação e confirmação da rota pela Semagric. Quem acompanha a agricultura familiar pode consultar outras notícias do agro no TVdoPOVO.
- como funciona o transporte da produção rural;
- quais números foram registrados no semestre;
- como o serviço ajuda feiras e programas de alimentos;
- quais documentos devem ser apresentados;
- por que a rota precisa ser confirmada antes da carga.
Como funciona o transporte da produção rural
O programa recolhe cargas em propriedades e comunidades rurais e leva os produtos até feiras livres, pontos de comercialização e locais vinculados a iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos. O atendimento alcança áreas como Itacoã, União Bandeirantes, Nova Califórnia, Rio Pardo, Joana D’Arc e Nova Mutum.
O serviço funciona como apoio entre a colheita e a entrega. Ele não substitui o planejamento do produtor, não garante compra automática dos alimentos e não significa que todas as propriedades serão atendidas em qualquer data solicitada.

Por que o transporte da produção rural reduz dificuldades
Para pequenos agricultores, pagar frete particular pode comprometer parte da renda, principalmente quando a propriedade fica distante da área urbana ou quando o volume de uma viagem é reduzido. O transporte da produção rural ajuda a diminuir essa barreira e facilita entregas organizadas.
A regularidade também interessa aos consumidores. Quando frutas, verduras, raízes e outros alimentos chegam aos pontos de venda, as feiras conseguem aproximar a produção do próprio município das famílias que vivem na área urbana.
Transporte da produção rural abastece feiras e programas
Parte das cargas segue para feiras livres, enquanto outra parcela é direcionada a pontos de entrega de programas de aquisição de alimentos. Nessa cadeia, o serviço conecta propriedades, locais de comercialização e iniciativas públicas de abastecimento.
A confirmação do atendimento depende da organização do calendário, da situação cadastral do agricultor e da disponibilidade informada pela secretaria. O produtor deve buscar orientação antes de colher para uma entrega específica ou assumir compromisso de venda.

Como solicitar o transporte da produção rural
Para solicitar o transporte da produção rural, o agricultor familiar deve realizar cadastro presencial na sede da Semagric. A orientação oficial é apresentar RG, CPF e o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, para que a equipe verifique a condição do produtor e organize o possível atendimento.
A secretaria fica na rua Mário Andreazza, nº 8.072, bairro JK II, ao lado da Semob. Informações sobre documentos, cadastro e disponibilidade podem ser solicitadas pelo telefone (69) 3901-6405.
O que confirmar antes de preparar os produtos
O cadastro permite que a Semagric organize a demanda, mas não garante viagem imediata. Distância, condição das estradas, capacidade do veículo, volume, destino e calendário de outras comunidades podem interferir na definição da rota.
O agricultor também precisa preparar caixas adequadas, separar produtos conforme a entrega e confirmar quem receberá a carga. Alimentos mal acondicionados podem sofrer perdas mesmo quando o deslocamento é oferecido sem cobrança.
A extensão territorial de Porto Velho torna a logística um desafio permanente para quem produz longe da área urbana. O transporte da produção rural pode ampliar o acesso a mercados e programas, desde que o produtor mantenha o cadastro atualizado e confirme o atendimento.
O serviço reforça a ligação entre o campo e a cidade, mas não substitui a responsabilidade do agricultor de acompanhar prazos, documentação, conservação dos alimentos e orientações oficiais.



