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quinta-feira, julho 23, 2026

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Carne de jacaré do Cuniã terá nova etapa para buscar reconhecimento

A cadeia produtiva da carne de jacaré do Cuniã terá uma nova etapa de organização entre 1º e 6 de setembro de 2026, na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, em Porto Velho. O trabalho dará continuidade ao diagnóstico realizado em 2025 e ajudará a estruturar uma futura proposta de Indicação Geográfica.

A programação faz parte da construção técnica do processo. Ela não significa que o produto já recebeu registro, certificado ou autorização para usar uma Indicação Geográfica. Um eventual reconhecimento ainda depende de documentação, regras coletivas, protocolo do pedido e análise do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Para as comunidades da reserva, a etapa pode aproximar a realidade produtiva das exigências formais e fortalecer a organização da cadeia. Outras pautas sobre economia regional e produção sustentável podem ser acompanhadas no TVdoPOVO.

Neste artigo, você vai ver:
  • quando ocorrerá a nova etapa da carne de jacaré do Cuniã;
  • como o diagnóstico de 2025 será aproveitado;
  • o que uma Indicação Geográfica pode reconhecer;
  • como território e rastreabilidade entram no processo;
  • por que o registro ainda não foi concedido.

Nova etapa da carne de jacaré do Cuniã será realizada em setembro

As atividades estão previstas para ocorrer na própria Reserva Extrativista Lago do Cuniã. A agenda deverá aprofundar a identificação da origem, da identidade e das características do produto, reunindo informações capazes de sustentar uma proposta ligada ao território e à participação comunitária.

A organização da carne de jacaré do Cuniã parte do diagnóstico concluído em 2025. A nova fase deverá ajudar a delimitar a área associada ao produto, organizar registros, discutir formas de controle e estabelecer critérios que possam ser cumpridos por quem participa da cadeia.

Em que fase está o processo
2025: diagnóstico da cadeia e do vínculo territorial.
1º a 6 de setembro: continuidade da construção técnica na reserva.
Etapa atual: organização da origem, da identidade e das características.
Registro: ainda depende de pedido formal e decisão do INPI.

Indicação Geográfica pode reconhecer a carne de jacaré do Cuniã

Segundo o guia oficial do INPI, a Indicação Geográfica identifica um produto ou serviço associado a uma origem territorial, seja porque o local se tornou conhecido, seja porque determinadas qualidades ou características estão ligadas àquela origem.

No caso da carne de jacaré do Cuniã, a preparação busca demonstrar a relação entre o produto, a reserva, os conhecimentos locais e o modo de produção regulamentado. Esses elementos precisam ser documentados e transformados em critérios claros antes de qualquer pedido de registro.

O que uma IG pode reconhecer
Origem: ligação com uma área geográfica definida.
Identidade: práticas e conhecimentos associados ao território.
Características: diferenças que precisam ser demonstradas.
Regras coletivas: critérios de produção, controle e uso do nome.

Manejo depende de controle ambiental e participação comunitária

O manejo de crocodilianos na reserva é regulamentado e envolve moradores ligados à cadeia produtiva. O projeto não deve ser descrito como caça livre nem como exploração sem controle. O ICMBio registra a experiência de manejo sustentável desenvolvida na Resex.

A cadeia da carne de jacaré do Cuniã também depende de rastreabilidade, transporte regular e processamento em estrutura licenciada. Semagric, ICMBio, Ibama e Sebrae participam da iniciativa, com funções relacionadas à organização produtiva, ao controle ambiental e ao apoio técnico.

Território, manejo e rastreabilidade
Comunidade: participação dos moradores vinculados à produção.
Território: definição da área associada à origem.
Rastreabilidade: registros da origem e da movimentação.
Processamento: cumprimento das regras do abatedouro e do transporte.

Próximos passos da carne de jacaré do Cuniã dependem de análise

Estruturar a proposta não é o mesmo que receber o reconhecimento. O pedido de Indicação Geográfica precisa ser apresentado eletronicamente ao INPI com documentação adequada e pode receber exigências, pedidos de correção ou solicitações de esclarecimento durante a análise.

Por isso, o avanço da carne de jacaré do Cuniã deve ser tratado como uma fase de construção. A valorização econômica, o acesso a novos mercados e o fortalecimento da cadeia são possibilidades, não resultados automáticos ou garantidos.

A etapa de setembro poderá consolidar critérios coletivos e aproximar os documentos da realidade produtiva. Somente depois desse trabalho será possível avaliar os próximos passos da carne de jacaré do Cuniã em direção a um eventual pedido formal.

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