O telescópio Roman da NASA foi lançado neste domingo, 30 de agosto, às 7h26 — o mesmo horário local em Rondônia e no Amazonas. O observatório decolou do Kennedy Space Center, na Flórida, a bordo de um SpaceX Falcon Heavy, em uma missão criada para estudar energia escura, matéria escura, galáxias e exoplanetas.
As etapas iniciais foram concluídas com sucesso: o Roman se separou do foguete, estabeleceu comunicação com as equipes em solo e abriu os painéis solares. O telescópio Roman da NASA agora segue para uma órbita ao redor do ponto de Lagrange Sol-Terra L2, enquanto passa por ativações, calibrações e testes.
Telescópio Roman da NASA já está voando por conta própria
O telescópio Roman da NASA começou a transmitir telemetria poucos minutos depois da decolagem. Após a separação do segundo estágio, o observatório passou a voar de forma independente, e a equipe confirmou a abertura dos painéis solares cerca de uma hora e 23 minutos após o lançamento.
Outras estruturas serão implantadas durante os primeiros dias. O telescópio Roman da NASA ainda está na fase inicial e não começou a operação científica completa; portanto, não há imagens científicas ou descobertas de exoplanetas produzidas pelo Roman até este momento.
Destino fica a cerca de 1 milhão de milhas da Terra
O telescópio Roman da NASA seguirá para uma órbita ao redor do ponto L2, localizado a aproximadamente 1 milhão de milhas da Terra. O percurso e o comissionamento devem levar cerca de três meses, com correções de trajetória, ativações, calibrações e testes dos instrumentos.
Esse cronograma é importante porque o telescópio Roman da NASA ainda precisa demonstrar que seus sistemas estão funcionando dentro dos parâmetros previstos antes de entrar na rotina científica. As primeiras imagens são esperadas somente após essa etapa.
Campo de visão será pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble
O telescópio Roman da NASA e o Hubble usam espelhos principais de 2,4 metros. A grande diferença está na área registrada em cada observação: o Roman terá campo de visão pelo menos 100 vezes maior, mantendo resolução semelhante à do Hubble no infravermelho.
A câmera Wide Field Instrument, ou WFI, terá aproximadamente 300 megapixels. A NASA afirma ainda que o Roman poderá realizar grandes levantamentos do céu até 1.000 vezes mais rapidamente que o Hubble. Essa comparação se refere à velocidade de levantamento, não à velocidade de processamento ou deslocamento da nave.
Roman vai estudar energia escura, matéria escura e exoplanetas
Entre os objetivos do telescópio Roman da NASA estão investigar a expansão do universo, mapear estruturas cósmicas e ampliar o estudo de exoplanetas. O Coronagraph Instrument terá papel de demonstração tecnológica, testando técnicas de alto contraste para observar planetas gigantes próximos de suas estrelas.
A NASA estima mais de mil exoplanetas por microlente gravitacional e aproximadamente 100 mil por trânsitos. Os números pertencem a métodos diferentes e não devem ser somados como se representassem uma única contagem garantida. Também não há base para dizer que o Roman irá fotografar uma “segunda Terra”.
Primeiras imagens são esperadas para o início de 2027
As primeiras imagens do telescópio Roman da NASA são esperadas para o início de 2027, depois do comissionamento e das calibrações. Quando estiver em operação, a missão deverá gerar cerca de 1,4 terabyte de dados por dia, volume que exigirá processamento e análise em larga escala.
O telescópio Roman da NASA abre uma nova etapa para levantamentos de grandes áreas do céu, mas a missão ainda está no começo. Até que o comissionamento termine, qualquer descoberta científica atribuída ao Roman deve ser tratada como futura, não como resultado já obtido.
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Fonte: AgoraRO. Dados oficiais: NASA.





