O tratamento para câncer de pulmão no SUS terá uma nova etapa a partir de outubro de 2026. O Ministério da Saúde prevê iniciar de forma gradual a oferta de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe dentro da Assistência Farmacêutica Oncológica, a AF-Onco, com modelos diferentes de compra e distribuição.
A medida pode alcançar cerca de 1,9 mil pacientes no país, segundo o Ministério. O anúncio amplia as opções de tratamento para câncer de pulmão no SUS, mas não significa disponibilidade simultânea dos três medicamentos em todos os hospitais. Em Rondônia, o INCA estima 210 novos casos em 2026, número que não representa diagnósticos já registrados.
Tratamento para câncer de pulmão no SUS entra em nova etapa
O fato novo não é a incorporação simultânea dos três medicamentos. O gefitinibe foi incorporado ao SUS em 2013, o durvalumabe em 2024 e o brigatinibe em 2025. Agora, a AF-Onco organiza financiamento, aquisição e abastecimento para ampliar o tratamento para câncer de pulmão no SUS.
Quem pode receber cada medicamento
Nem todo paciente poderá usar qualquer um dos três. O brigatinibe é direcionado a tumores com alteração ALK, enquanto o gefitinibe depende da presença de mutação EGFR. O durvalumabe tem indicação específica para câncer de pulmão de células não pequenas em estágio III irressecável, em condição definida após quimiorradioterapia.
Por isso, o tratamento para câncer de pulmão no SUS depende de diagnóstico, estadiamento, exames indicados e avaliação da equipe responsável. A entrada desses medicamentos na nova etapa de oferta não transforma nenhuma das três opções em tratamento universal.
Oferta será gradual a partir de outubro
O Ministério da Saúde informa que a oferta começará gradualmente a partir de outubro. A data não significa estoque imediato ou disponibilidade simultânea nos serviços do país.
Na nova organização do tratamento para câncer de pulmão no SUS, o brigatinibe terá compra centralizada pelo Ministério; o gefitinibe terá aquisição descentralizada com recursos via APAC; e o durvalumabe terá negociação nacional de preço com execução pelos gestores.
Rondônia tem 210 novos casos estimados para 2026
Na estimativa do INCA para 2026, Rondônia aparece com 210 novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão: 120 entre homens e 90 entre mulheres. A taxa bruta total estimada é de 11,85 casos por 100 mil habitantes.
A estimativa ajuda a planejar o tratamento para câncer de pulmão no SUS no estado, mas não é uma contagem de diagnósticos confirmados nem previsão de quantas pessoas receberão brigatinibe, gefitinibe ou durvalumabe.
Quatro serviços são habilitados em oncologia em Rondônia
O INCA lista quatro serviços habilitados para cuidado oncológico no SUS em Rondônia. Em Porto Velho estão Hospital de Amor Amazônia, Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e Instituto de Oncologia e Radioterapia São Pellegrino. Em Cacoal, está o Hospital Regional de Cacoal.
Estar habilitado em oncologia não confirma que cada unidade terá os três medicamentos em outubro. O acesso ao tratamento para câncer de pulmão no SUS seguirá a rede, a indicação clínica, a regulação e a modalidade de aquisição de cada terapia.
A ampliação cria novas possibilidades para indicações específicas, mas a oferta precisa chegar efetivamente à rede antes de ser tratada como disponível localmente. No tratamento para câncer de pulmão no SUS, o início será gradual e sem promessa de estoque imediato em todas as unidades.
Via: AgoraRO.




