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sexta-feira, setembro 11, 2026

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Vida Plena mostra como a IA ajuda micro e pequenas empresas

Bullying e cyberbullying são o tema desta edição do Vida Plena, que reúne especialistas para discutir como identificar agressões recorrentes, abrir canais de escuta e fortalecer a prevenção dentro e fora da escola. O programa também aborda o ambiente digital, onde situações iniciadas entre estudantes podem continuar por mensagens e redes sociais.

Apresentado por Henrique Prata Filho, o episódio recebe Beatriz Zancaner, fundadora da Plataforma Grãoedu; Eziquiel Borges da Silva Neto, coordenador pedagógico do Colégio Nomelini Cirandinha; e Alisson dos Santos, advogado e coordenador do projeto “OAB Vai à Escola”. A conversa percorre sinais de alerta, parceria entre família e escola, acolhimento, prevenção e formas de interromper a violência sem incentivar revide.

▶️ Ative o som e assista ao primeiro bloco

O início da conversa diferencia conflito pontual de bullying e discute por que ações isoladas não bastam.

Bullying e cyberbullying: reconhecer o problema é só o começo

No primeiro bloco, Beatriz apresenta uma pesquisa realizada pela Grãoedu com parceiros e afirma que o levantamento ouviu 629 gestores escolares. Segundo a convidada, 77% reconhecem o bullying como um tema essencial, enquanto 19,4% mantêm uma prática continuada de combate. O contraste é usado no programa para mostrar a distância entre reconhecer o problema e manter medidas durante todo o ano.

A discussão reforça que bullying e cyberbullying não devem ser tratados como qualquer desentendimento. Um conflito pode ser pontual; já o bullying envolve repetição e uma relação em que a vítima encontra dificuldade para interromper sozinha o que está acontecendo. Por isso, palestras e conversas eventuais precisam ser acompanhadas por observação, formação da equipe e resposta quando surgem sinais.

Bloco 1 do Vida Plena sobre bullying e cyberbullying com foco em respeito e empatia
O primeiro bloco apresenta o problema e destaca respeito, empatia e ações contínuas. Arte editorial / TVdoPOVO.

Prevenção precisa fazer parte da rotina escolar

Entre os pontos discutidos está a necessidade de observar o que acontece fora da sala de aula. Corredores, pátios e momentos sem supervisão direta do professor podem revelar isolamento, provocações e mudanças nas relações entre estudantes. Funcionários treinados e canais acessíveis de comunicação aumentam a chance de uma situação ser percebida antes de se agravar.

O programa também chama atenção para quem presencia a agressão. Em casos de bullying e cyberbullying, colegas podem reforçar a exposição quando funcionam como plateia, mas também podem interromper esse ciclo ao procurar um adulto de confiança. Para os convidados, criar uma cultura de respeito reduz o espaço para a repetição da violência.

▶️ Assista ao segundo bloco

Veja os sinais que podem aparecer na rotina e por que família e escola precisam compartilhar informações.

Sinais podem aparecer antes da queda nas notas

No segundo bloco, os participantes citam mudanças de comportamento que merecem atenção: isolamento de quem antes convivia em grupo, faltas recorrentes, resistência em ir à escola e sintomas associados à ansiedade. Eziquiel observa que o rendimento escolar nem sempre cai logo no início, o que torna a sociabilidade e a rotina informações importantes para adultos próximos.

A parceria entre família e escola é apresentada como parte central da resposta. Mudanças importantes em casa podem afetar o comportamento de uma criança, enquanto situações percebidas no ambiente escolar precisam ser comunicadas aos responsáveis. Em vez de disputar de quem é a responsabilidade, o programa defende atuação conjunta para identificar bullying e cyberbullying e apoiar quem está envolvido.

Bloco 2 do Vida Plena mostra como escola e família podem agir contra bullying e cyberbullying
O segundo bloco aprofunda escuta, acolhimento e atuação conjunta entre escola e família. Arte editorial / TVdoPOVO.

Escuta precisa produzir resposta e acompanhamento

Os convidados defendem que a criança ou o adolescente tenha mais de uma forma de pedir ajuda. Conversa com a coordenação, contato com um professor de confiança, canais de denúncia e outros espaços de escuta podem ser úteis, especialmente quando a vítima tem dificuldade para relatar diretamente o que está acontecendo.

Abrir o canal, porém, não é suficiente. A mensagem precisa gerar alguma resposta. Quando uma denúncia é repetida sem retorno, a sensação de desproteção pode aumentar. No debate, bullying e cyberbullying aparecem como problemas que exigem registro, acompanhamento e avaliação de cada situação, evitando respostas automáticas ou exposição desnecessária da vítima.

▶️ Assista ao terceiro bloco

O fechamento reúne prevenção, orientação, acompanhamento e alternativas para evitar que o caso chegue a um estágio crítico.

Bullying e cyberbullying: prevenção, orientação e acolhimento

No terceiro bloco, Beatriz apresenta ferramentas de acompanhamento usadas pela Grãoedu para apoiar escolas na identificação de prioridades e sinais de sofrimento. A plataforma é citada dentro do programa como um exemplo de uso de dados para orientar ações, mas a conversa amplia o foco para formação de profissionais, rapidez na resposta e acompanhamento individual quando necessário.

Os participantes também ressaltam que quem pratica a agressão continua sendo uma criança ou adolescente e pode precisar de acompanhamento. Isso não elimina a responsabilização. A proposta debatida é interromper o comportamento, proteger a vítima, compreender o contexto e evitar que a situação se repita.

Bloco 3 do Vida Plena apresenta prevenção e soluções para bullying e cyberbullying
O terceiro bloco reúne caminhos de prevenção, diálogo, orientação e acolhimento. Arte editorial / TVdoPOVO.

Responder agressão com agressão pode ampliar o problema

No encerramento, os convidados rejeitam a ideia de orientar a vítima a responder com violência. A recomendação apresentada no programa é estabelecer limites, procurar ajuda e acionar adultos e instituições responsáveis. Para eles, o revide pode aumentar o conflito e criar novas consequências para todos os envolvidos.

A principal mensagem do episódio é que bullying e cyberbullying não devem ser naturalizados como “coisa de criança” ou simples brincadeira. Escuta, observação e prevenção precisam fazer parte da rotina, com participação da escola, da família e da rede de proteção sempre que o caso exigir apoio adicional.

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