O plano da Meta nas Eleições 2026 detalha medidas para Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp durante o período eleitoral brasileiro. O documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trata de moderação de conteúdo, transparência na publicidade política, inteligência artificial, canais de denúncia e cumprimento de ordens judiciais.
O plano não cria uma nova lei eleitoral e não transforma todo conteúdo produzido com inteligência artificial em irregularidade. As medidas são apresentadas pela empresa dentro das obrigações previstas pela Justiça Eleitoral e precisam ser lidas junto com as resoluções e demais regras aplicáveis às Eleições 2026.
Meta nas Eleições 2026 separa redes sociais e WhatsApp
O documento trata Facebook, Instagram e Threads em uma seção integrada, porque essas plataformas permitem publicação, compartilhamento e impulsionamento de conteúdo. O WhatsApp aparece em seção própria, com medidas adequadas à arquitetura de um serviço de mensagens privadas e às funcionalidades de canais.
No WhatsApp, mensagens e chamadas pessoais são protegidas por criptografia de ponta a ponta, segundo o próprio plano. Canais são uma funcionalidade separada das conversas privadas. Por isso, a cobertura sobre a Meta nas Eleições 2026 não deve tratar mensagens privadas e conteúdo de canais como se fossem a mesma coisa.
Anúncios políticos terão declaração e transparência sobre IA
Para anúncios sobre temas sociais, eleições ou política, a Meta prevê mecanismos de declaração obrigatória sobre o uso de mídia criada ou editada por inteligência artificial nas situações abrangidas por sua política. Quando o anunciante faz essa declaração, o anúncio pode receber informação visível sobre o uso de IA.
A Meta nas Eleições 2026 também prevê registro dessa informação na Biblioteca de Anúncios. A empresa descreve ainda mecanismos automatizados para identificar determinados sinais de conteúdo criado ou alterado por IA. Isso não significa que a Meta nas Eleições 2026 prometa detectar 100% do material sintético publicado nas plataformas.
Biblioteca de Anúncios guarda registros por até sete anos
Os anúncios sobre temas sociais, eleições ou política podem permanecer arquivados na Biblioteca de Anúncios por sete anos após a última impressão. Entre os dados disponibilizados estão o criativo, status, datas de veiculação, plataformas utilizadas, faixa de gastos, responsável pelo pagamento, segmentação e alcance.
A ferramenta amplia a transparência sobre publicidade paga, mas não representa toda a movimentação financeira de uma campanha e não inclui mensagens privadas. Na Meta nas Eleições 2026, a Biblioteca de Anúncios é uma ferramenta de consulta sobre publicidade veiculada nas tecnologias da empresa.
Pausa de anúncios está prevista nos dois turnos
O plano prevê restrições aos anúncios classificados pela Meta como temas sociais, eleições ou política entre 2 e 5 de outubro, no primeiro turno, e entre 23 e 26 de outubro, no segundo. A medida não equivale a proibição de todo conteúdo político publicado por usuários nas plataformas.
A Meta nas Eleições 2026 também prevê canais de denúncia e fluxos para análise de casos encaminhados. Denunciar um conteúdo não significa que ele será removido automaticamente: a plataforma informa que há triagem, análise e aplicação das políticas e obrigações legais correspondentes.
Na prática, a Meta nas Eleições 2026 combina políticas próprias da empresa com medidas voltadas ao cumprimento das normas eleitorais brasileiras.
O plano público pode ser consultado no documento de 91 páginas disponibilizado pela Justiça Eleitoral. O TSE também publicou uma síntese das medidas apresentadas pela Meta.
As regras de conformidade das plataformas são acompanhadas dentro da Portaria TSE nº 463/2026. A aplicação é nacional e não significa que existam, no plano, números específicos sobre Rondônia. A leitura correta é separar o que é política declarada pela empresa, o que é obrigação eleitoral e o que depende de análise em cada caso concreto.






