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sexta-feira, setembro 11, 2026

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OMS pré-qualifica versão multidose da vacina contra VSR para gestantes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pré-qualificou uma apresentação em frasco multidose da vacina contra VSR para gestantes RSVpreF, comercializada como Abrysvo. A novidade anunciada em 9 de setembro está na apresentação do produto e não em uma nova vacina ou em um novo princípio ativo.

No Brasil, a vacina contra VSR para gestantes já tem registro da Anvisa e integra a estratégia do SUS. A nova apresentação multidose, porém, ainda não tem adoção específica confirmada no país. A pré-qualificação da OMS não equivale a registro automático da nova apresentação pela Anvisa, incorporação imediata ao SUS ou compra automática pelo governo brasileiro.

Vacina contra VSR para gestantes ganha apresentação multidose pré-qualificada

A apresentação de dose única já havia sido pré-qualificada pela OMS. Agora, o organismo internacional incluiu uma opção em frasco multidose. Segundo a OMS, o formato pode facilitar a organização de campanhas em maior escala e ampliar opções de fornecimento em programas de vacinação materna.

A expectativa está relacionada principalmente à logística. Um mesmo frasco reúne mais de uma dose, o que pode simplificar determinados processos de armazenamento, transporte e aplicação. Isso não permite afirmar qual será o custo no Brasil nem se essa apresentação será adquirida pelo SUS.

A vacina contra VSR para gestantes continua sendo a RSVpreF. Portanto, “versão multidose” significa uma nova apresentação do imunizante já conhecido, e não uma nova tecnologia vacinal criada agora.

O que a decisão da OMS significa
A pré-qualificação é uma avaliação técnica usada para apoiar compras internacionais e programas de imunização. Ela não substitui as decisões regulatórias e de compra de cada país.

Como a vacina contra VSR para gestantes protege o bebê

A vacina é aplicada na gestante, não diretamente no bebê. Após a imunização, o organismo materno produz anticorpos contra o vírus sincicial respiratório. Essas defesas atravessam a placenta e ajudam a proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida.

Essa proteção é importante porque bebês pequenos apresentam maior risco de desenvolver quadros respiratórios graves associados ao VSR. A estratégia da vacina contra VSR para gestantes busca oferecer proteção justamente nesse período inicial, antes de a criança desenvolver uma resposta imune mais madura.

Vacina contra VSR para gestantes em faixa sobre a versão multidose pré-qualificada pela OMS
A nova apresentação multidose foi pré-qualificada pela OMS; adoção específica no Brasil ainda não está confirmada. Arte editorial / TVdoPOVO.

Vacina contra VSR para gestantes no SUS: quem pode receber

No SUS, a vacinação é recomendada para todas as gestantes, em cada gestação, a partir da 28ª semana, sem restrição de idade materna. A orientação vale também para gestantes atendidas pela rede pública em Rondônia, sem que isso autorize afirmar estoque ou cobertura específica no estado.

Em julho de 2026, o Ministério da Saúde divulgou resultado preliminar segundo o qual a vacinação materna esteve associada a uma redução de 52,5% nos casos graves de SRAG por VSR em bebês menores de seis meses. Esse dado se refere à estratégia brasileira de vacinação, e não ao desempenho específico da nova apresentação multidose.

Para quem busca a vacina contra VSR para gestantes, a orientação prática permanece a mesma: verificar a vacinação a partir da 28ª semana em uma unidade de saúde e seguir as recomendações do serviço responsável pelo pré-natal.

Vacina contra VSR para gestantes: o que ainda não mudou no Brasil

A Anvisa registrou a Abrysvo em 2024 para imunização materna com objetivo de proteger crianças contra doença do trato respiratório inferior causada pelo VSR. A notícia da OMS não significa que a nova apresentação multidose esteja automaticamente registrada no país.

Também não há, no material-base desta republicação, confirmação de compra ou incorporação específica do frasco multidose pelo Ministério da Saúde. A vacina contra VSR para gestantes já existe no SUS, mas a apresentação usada na rede pública não deve ser confundida automaticamente com a novidade pré-qualificada pela OMS.

Assim, a vacina contra VSR para gestantes continua com a indicação nacional já estabelecida, enquanto a nova apresentação passa a integrar o conjunto de opções avaliadas internacionalmente. Qualquer mudança específica no Brasil dependerá de confirmação das autoridades sanitárias e de saúde.

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