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sábado, junho 6, 2026

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Teste do pezinho faz 25 anos, mas versão ampliada ainda avança lentamente

Teste do pezinho completa 25 anos neste sábado (6) como um dos exames mais importantes para a saúde de recém-nascidos no Brasil. A triagem neonatal ajuda a identificar precocemente doenças que podem comprometer o desenvolvimento físico e mental da criança quando não são detectadas e acompanhadas a tempo.

Apesar da importância do exame, o acesso à versão ampliada do teste do pezinho ainda é um desafio no país. A modalidade mais completa pode identificar mais de 50 condições, mas a oferta expandida no sistema público depende de estrutura, etapas de implementação e organização da rede de acompanhamento.

Painel essencial

Os números centrais do teste do pezinho

A triagem neonatal reúne prazo, alcance e evolução do exame em uma mesma política pública de prevenção.

25 anos
Programa nacional
O PNTN foi instituído em 6 de junho de 2001.
48h a 5 dias
Janela ideal
A coleta deve ocorrer nesse período após o parto.
50+
Condições
A versão ampliada pode abranger mais de 50 doenças.

Como o teste do pezinho é feito

O teste do pezinho é realizado a partir de uma pequena amostra de sangue, colhida em papel-filtro por meio de um furo no calcanhar do bebê. Segundo o texto-base, a coleta deve ocorrer, idealmente, ainda na maternidade ou nas unidades básicas de saúde.

O prazo entre 48 horas e cinco dias após o nascimento é considerado importante porque respeita a especificidade das doenças investigadas. Quando feito no período indicado, o exame aumenta a chance de suspeita precoce e encaminhamento para confirmação diagnóstica.

Como funciona

Da coleta à investigação médica

1. Amostra de sangue
O sangue é coletado em papel-filtro após pequeno furo no calcanhar do bebê.
2. Triagem inicial
O exame não fecha diagnóstico sozinho, mas aponta suspeitas que exigem apuração.
3. Confirmação e acompanhamento
Casos positivos seguem para exames confirmatórios, tratamento e especialistas.

Teste do pezinho ampliado ainda é desafio no Brasil

Quando foi incorporado ao Sistema Único de Saúde, o exame detectava duas doenças: fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. Com a evolução do programa, o teste do pezinho passou a ter uma versão ampliada, capaz de abranger mais de 50 condições.

No entanto, o acesso ampliado ainda não ocorre de forma uniforme. Atualmente, conforme a fonte, há o teste básico oferecido no SUS e o ampliado, geralmente feito em laboratórios privados. Essa diferença mostra por que a expansão da triagem neonatal segue como ponto sensível para famílias e gestores.

Alcance da triagem

Básico no SUS e ampliado em expansão

SUS
Teste básico

A versão básica é oferecida na rede pública e detecta doenças selecionadas pela política nacional.

Ampliado
Mais de 50 condições

A versão ampliada existe, mas o acesso expandido ainda depende de implementação e estrutura.

Quais doenças entram na triagem neonatal

O texto-base cita que o teste do pezinho é essencial para indicar suspeitas de doenças raras. Entre as condições mencionadas estão fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, toxoplasmose, fibrose cística e deficiência de biotinidase.

Essas doenças foram escolhidas porque podem causar danos graves se não forem identificadas cedo, têm tratamento disponível no Brasil e podem ser detectadas por exames simples de sangue. A lógica do programa, portanto, é permitir que a suspeita apareça antes de sinais mais avançados.

A fonte também destaca que, quando a criança não realiza o exame no período neonatal, até o 28º dia de vida, a orientação deve passar por avaliação do serviço médico. Nesse caso, a investigação diagnóstica específica precisa ser definida conforme a situação de cada bebê.

Impacto fiel à fonte

Por que o diagnóstico precoce importa

Suspeita
Primeiro alerta
O exame sinaliza casos que precisam de confirmação.
Exames
Etapa seguinte
Resultados positivos exigem investigação complementar.
Rede
Acompanhamento
O cuidado depende de tratamento e especialistas.

Lei ampliou o programa, mas sem prazo obrigatório

Em maio de 2021, a Lei nº 14.154 alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente para ampliar o Programa Nacional de Triagem Neonatal no SUS. A proposta era expandir o teste do pezinho de sete para mais de 50 doenças.

A implementação foi dividida em cinco etapas e passou a valer um ano após a sanção. O ponto central, segundo a fonte, é que a legislação não estabeleceu prazos para que estados e municípios cumprissem a ampliação. Isso dificulta o acesso expandido ao exame.

Especialistas citados na matéria também apontam outro desafio: a necessidade de alinhamento da rede de saúde e de médicos especializados para acompanhar as doenças identificadas. Por isso, a ampliação não depende apenas do exame, mas também da capacidade de atendimento depois da triagem.

Ao completar 25 anos, o teste do pezinho segue como ferramenta decisiva de prevenção. A data reforça a importância da coleta no período correto, da investigação de resultados positivos e da ampliação organizada do acesso à triagem neonatal no Brasil.

Fonte da notícia: G1

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