Vacina da dengue do Butantan teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde a partir desta segunda-feira (8), após o registro de duas mortes suspeitas e casos graves em pessoas imunizadas. Segundo o governo federal, a medida é temporária e preventiva enquanto os episódios são investigados.
A decisão foi anunciada em coletiva com o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan. A vacina da dengue do Butantan é a primeira do mundo aplicada em dose única contra a dengue e também a primeira totalmente brasileira.
O que levou à suspensão
A pausa foi adotada de forma preventiva. Segundo a fonte, ainda não há confirmação de relação causal entre a vacina e os casos investigados.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses da vacina da dengue do Butantan já tinham sido aplicadas. Nesse universo, foram registrados casos de reações severas possivelmente ligadas ao imunizante.
A pasta informou que os óbitos seguem como suspeitos. Portanto, ainda não há confirmação de que a vacina da dengue do Butantan tenha causado as mortes. A investigação deve reunir mais dados antes de apontar qualquer relação de causalidade.
Por que a vacina da dengue do Butantan foi suspensa?
A suspensão ocorreu após notificações de farmacovigilância. Esse acompanhamento observa possíveis efeitos adversos de vacinas e medicamentos depois que passam a ser usados pela população.
Anvisa, Saúde e Butantan analisam os casos
A Anvisa notificou o Instituto Butantan e deve convocar especialistas. O Ministério da Saúde também vai orientar estados e municípios a reforçar a busca por possíveis efeitos adversos.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos graves ligados à investigação da vacina da dengue do Butantan foram considerados inesperados porque não estavam previstos nos estudos clínicos nem descritos na bula. A taxa de reação adversa corresponde a 0,7% do total vacinado.
Já os casos com sinais de alarme representam 0,008% das pessoas imunizadas. Esses registros foram classificados como muito raros, mas levaram à pausa temporária por segurança.
Casos graves seguem em investigação
O Ministério da Saúde informou que, de janeiro até 30 de maio de 2026, foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue. Entre os sinais de alarme estão dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.
Três casos graves detalhados
O governo reforçou que os casos ainda precisam ser avaliados. Assim, a suspensão da vacina da dengue do Butantan não representa conclusão definitiva sobre a causa dos episódios.
Quem tomou a vacina deve observar sintomas
Pessoas que receberam a vacina da dengue do Butantan nos últimos 21 dias devem ser acompanhadas e observar reações. A lista citada inclui febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral.
Pausa é preventiva e temporária
Segundo autoridades citadas na coletiva, a suspensão não invalida os dados de eficácia já existentes. A medida busca ganhar tempo para estudos adicionais.
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa. O instituto afirmou que a interrupção da vacina da dengue do Butantan ocorre de maneira preventiva para reavaliação da estratégia vacinal.
O Butantan também disse que os casos podem ou não estar relacionados à vacinação. A instituição declarou que vai fornecer informações sobre a vacina da dengue do Butantan, realizar novos estudos e acompanhar o trabalho de farmacovigilância.
Segundo o instituto, a vacina da dengue do Butantan teve eficácia global de 79,6% e 89% contra dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Até a conclusão das análises, a aplicação segue suspensa.
Fonte da notícia: G1



