A saúde mental em Rondônia ganhou um novo modelo de acolhimento para pacientes em situação de extrema vulnerabilidade. A iniciativa envolve residências terapêuticas, moradia, acompanhamento e reinserção social pelo Sistema Único de Saúde.
Segundo o Governo de Rondônia, os processos de desinstitucionalização e desospitalização foram iniciados em junho. A medida contempla usuários que estavam internados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro ou em casa de custódia no estado.
Cerca de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço Frei Damião, da assistência social, e no Hospital de Base passaram a contar com um novo lar. A proposta é garantir cuidado em liberdade, rotina, suporte e dignidade.
Na prática, a saúde mental deixa de ser tratada apenas dentro da lógica da internação prolongada e passa a ganhar espaço em ambiente residencial, com acompanhamento e convivência comunitária.
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Neste artigo, você vai ver
Cuidado em liberdade
Resumo da medida
Moradia: pacientes passam a viver em ambiente residencial acolhedor.
Acompanhamento: suporte contínuo ajuda na rotina e no cuidado.
Reinserção: proposta busca fortalecer autonomia, vínculos e dignidade.
Saúde mental em Rondônia ganha novo modelo de acolhimento
O avanço das residências terapêuticas representa uma mudança importante na política de saúde mental em Rondônia. Em vez de manter pessoas por longos períodos em internação, o modelo oferece uma casa, rotina e acompanhamento.
A proposta é voltada a pessoas que passaram por internações prolongadas e que precisam de suporte social, familiar ou comunitário para reconstruir a vida fora do ambiente hospitalar.
Esse tipo de serviço não funciona como hospital. A residência terapêutica é uma moradia localizada na comunidade, com apoio para que os moradores retomem vínculos, hábitos cotidianos e autonomia.
Pacientes passam a contar com moradia e acompanhamento
De acordo com a publicação oficial, cerca de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço Frei Damião e no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro passaram a contar com um novo lar.
Essas pessoas estavam em situação de extrema vulnerabilidade e precisavam de suporte para retomar a vida em ambiente de comunidade.
Na prática, a medida dá à saúde mental uma abordagem mais próxima da vida real dos pacientes, com casa, convivência, cuidado profissional e possibilidade de reconstrução de rotina.
O que muda para os pacientes
Cuidado sai da lógica do isolamento
Casa: espaço de moradia e convivência cotidiana.
Suporte: acompanhamento para continuidade do cuidado.
Autonomia: rotina ajuda na reinserção social e no fortalecimento de vínculos.
Cuidado em liberdade reforça mudança de paradigma
A coordenadora estadual de Saúde Mental, Patrícia Nienow, afirmou que a medida representa uma mudança de paradigma. A lógica deixa de ser a da exclusão e passa a ser a da inclusão.
O objetivo é reconhecer que pessoas com transtornos mentais têm direito de viver em sociedade, com suporte adequado, liberdade e dignidade.
Esse ponto é central para a política de saúde mental, porque o cuidado não deve se limitar a controlar crises. Também precisa criar condições para convivência, autonomia e participação social.
Pilares do serviço
Residências dependem de rede integrada
A implantação das residências terapêuticas foi viabilizada por parceria com a Prefeitura de Porto Velho, que assumiu a responsabilidade pela execução e implementação do serviço na capital.
Esse tipo de política pública depende de integração entre Estado, município, SUS, assistência social e Rede de Atenção Psicossocial.
A saúde mental exige continuidade. Por isso, moradia, acompanhamento, atendimento no território, equipe técnica e articulação com a comunidade precisam funcionar de forma combinada.
Rede de cuidado
Moradia, saúde, assistência social, acompanhamento profissional e articulação com o território são partes do mesmo processo de cuidado em liberdade.
Medida reforça dignidade e reinserção social
As residências terapêuticas reforçam uma mensagem importante: pessoas com transtornos mentais têm direito a cuidado, moradia, convivência, respeito e proteção social.
A medida não significa que todos os desafios da rede estejam resolvidos. A continuidade do serviço depende de estrutura, equipe, gestão, acompanhamento e integração permanente.
Mesmo assim, o novo modelo representa um avanço para a saúde mental em Rondônia, especialmente para pacientes que precisavam sair de longas internações e reconstruir a vida com apoio.
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Atenção ao leitor
Residências terapêuticas não são hospitais. São moradias na comunidade, com suporte para pessoas que precisam reconstruir autonomia e vínculos sociais.
Resumo final
A saúde mental em Rondônia ganhou reforço com residências terapêuticas para pacientes do SUS em situação de extrema vulnerabilidade. A medida oferece moradia, acompanhamento, cuidado em liberdade e reinserção social.




