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PrevCast #14 alerta para câncer de boca, cigarro e lesões persistentes

Câncer de boca pode começar com alterações discretas e pouco dolorosas, o que ajuda a explicar por que algumas lesões passam despercebidas. No episódio #14 do PrevCast, especialistas do Hospital de Amor mostram quais sinais merecem atenção e por que a prevenção precisa ir além da escovação dos dentes.

A conversa aborda tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar, cigarro eletrônico, autoexame, lesões que não cicatrizam e acompanhamento odontológico. O programa também mostra como o cirurgião-dentista participa do cuidado de pacientes que passam por quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos oncológicos.

Apresentado pelo Dr. Júlio Possati, o episódio recebe a cirurgiã-dentista Dra. Geovana Lopes e a Dra. Kenya Arantes, que atua na prevenção do câncer de boca no Hospital de Amor. As especialistas explicam como reconhecer alterações persistentes e reforçam que observar a própria boca ajuda, mas não substitui a avaliação profissional.

▶ Ative o som e assista ao episódio completo

O PrevCast #14 reúne orientações sobre prevenção, fatores de risco, sinais de alerta e a atuação da odontologia no cuidado oncológico.

Neste episódio, você vai ver:
• quais partes da boca podem apresentar lesões suspeitas;
• por que cigarro e álcool aparecem entre os principais fatores de risco;
• o que o episódio explica sobre cigarros eletrônicos e saúde bucal;
• por que uma lesão que não cicatriza em 15 dias precisa ser avaliada;
• como o Hospital de Amor busca ampliar o rastreamento;
• como a odontologia acompanha pacientes antes, durante e depois do tratamento do câncer.

Câncer de boca pode surgir em diferentes regiões da cavidade oral

Ao explicar o que entra na definição de câncer de boca, as especialistas citam lábios, língua, parte interna das bochechas, céu da boca e a região abaixo da língua. São áreas que nem sempre recebem atenção durante o cuidado diário e que podem apresentar alterações silenciosas.

Feridas iniciais podem ser pouco dolorosas. Por isso, o episódio reforça que esperar dor para procurar atendimento não é uma estratégia segura. Observar a boca com frequência pode ajudar a perceber mudanças, mas o diagnóstico depende da avaliação de um cirurgião-dentista.

Tabaco, álcool e exposição solar aparecem entre os fatores de risco

O PrevCast destaca que tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas estão fortemente associados ao câncer de boca. As convidadas também explicam que tempo e intensidade de exposição importam e que a combinação dos dois hábitos amplia a preocupação.

A exposição solar entra especialmente na discussão sobre câncer de lábio. Trabalhadores rurais e pessoas que passam muitas horas ao ar livre são lembrados no programa porque podem acumular exposição solar e outros fatores de risco ao longo dos anos.

▶ Assista ao trecho sobre os fatores de risco

As especialistas explicam como tabagismo, álcool e exposição solar entram na prevenção.

Cigarro eletrônico amplia o alerta entre os mais jovens

Ao abordar novas formas de tabagismo, o programa cita levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Odontologia segundo o qual o uso de cigarros eletrônicos cresceu cerca de 600% entre 2018 e 2023. O dado aparece como sinal de preocupação porque esses dispositivos ganharam espaço especialmente entre pessoas mais jovens.

As convidadas fazem uma ressalva importante: ainda não existe o mesmo volume de evidência de longo prazo disponível para relacionar diretamente esses dispositivos ao câncer de boca. O episódio, porém, descreve alterações de saliva, pH, biofilme bacteriano, doença periodontal e cáries como efeitos já observados na saúde bucal.

▶ Veja o alerta sobre cigarros eletrônicos

O trecho diferencia o que já se observa na saúde bucal do que ainda depende de estudos de longo prazo.

Lesão que não cicatriza em 15 dias merece avaliação odontológica

Um dos alertas mais objetivos do episódio é o prazo de 15 dias. Feridas ou alterações na boca que persistem por esse período devem ser examinadas por um cirurgião-dentista, principalmente quando não regridem mesmo depois que um possível trauma é corrigido.

Manchas brancas que não saem ao tentar removê-las, áreas avermelhadas, alterações persistentes no lábio e feridas indolores aparecem entre os exemplos discutidos. Esses sinais não confirmam câncer de boca por conta própria, mas indicam a necessidade de avaliação e, em alguns casos, biópsia.

INFORMAÇÃO DE SAÚDE

Autoexame e observação dos sinais não substituem consulta odontológica. Feridas, manchas ou outras alterações persistentes devem ser avaliadas por profissional habilitado.

▶ Entenda por que 15 dias funcionam como um sinal de alerta

As especialistas explicam quando uma lesão persistente precisa sair da observação e chegar ao consultório.

Rastreamento busca alcançar pessoas que menos procuram prevenção

O PrevCast também mostra estratégias adotadas pelo Hospital de Amor para aproximar a prevenção de grupos mais resistentes ao cuidado. Unidade móvel, capacitação de profissionais da atenção básica e busca ativa são algumas das iniciativas relatadas no episódio.

Profissionais da linha de frente podem encaminhar imagens de lesões suspeitas para avaliação especializada. Quando há necessidade, o paciente é convocado para consulta presencial e investigação. O modelo procura reduzir atrasos no diagnóstico de câncer de boca e ampliar o acesso à avaliação.

▶ Veja como funciona a busca ativa e a unidade móvel

O episódio mostra como a prevenção tenta chegar a quem tem mais dificuldade de procurar atendimento.

Odontologia acompanha o paciente antes, durante e depois do tratamento

A atuação odontológica não termina na prevenção ou no diagnóstico de câncer de boca. O episódio explica que pacientes em tratamento oncológico podem precisar de avaliação para reduzir focos de infecção e prevenir complicações antes de quimioterapia, radioterapia ou transplantes.

Mucosite, redução do fluxo salivar, boca seca, alterações de paladar, cáries e dificuldades de cicatrização óssea após radioterapia estão entre os problemas discutidos. Em casos de câncer de cabeça e pescoço, a reabilitação também pode envolver próteses destinadas a recuperar funções e estruturas afetadas pelo tratamento.

A mensagem do programa é que o acompanhamento odontológico faz parte da assistência oncológica e pode continuar mesmo depois do tratamento, especialmente quando radioterapia atingiu estruturas da boca e da face.

▶ Assista ao trecho sobre odontologia no tratamento oncológico

A conversa detalha por que a saúde da boca precisa ser acompanhada antes, durante e depois do tratamento.

Prevenção do câncer de boca começa antes da dor

No fechamento, as especialistas reforçam medidas ligadas à redução do tabagismo e do consumo excessivo de álcool, proteção contra exposição solar e acompanhamento periódico com cirurgião-dentista. Para quem trabalha ao ar livre, o programa também destaca proteção física e cuidados com os lábios.

O principal recado do PrevCast #14 é não esperar que uma alteração doa para procurar atendimento. Reconhecer sinais, reduzir exposições evitáveis e buscar avaliação profissional pode favorecer a identificação precoce do câncer de boca e orientar o cuidado adequado.

SINAIS PARA NÃO IGNORAR
Alterações persistentes precisam de avaliação
ferida que não cicatriza em até 15 dias;
mancha branca persistente que não sai ao tentar removê-la;
área avermelhada ou alteração no lábio;
lesão persistente mesmo quando quase não dói;
dúvida sobre qualquer alteração que não regride.

Fonte da notícia: episódio #14 do PrevCast — prevenção do câncer de boca, no canal do Hospital de Amor.

▶ Assista ao episódio completo no YouTube

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