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segunda-feira, junho 29, 2026
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Anvisa proíbe suplemento alimentar da Timeline no Brasil; saiba qual

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Anvisa proíbe suplemento alimentar da Timeline no Brasil por falta de registro sanitário
Anvisa proibiu a comercialização do suplemento Mitopure, da marca Timeline, em todo o país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de todos os lotes do suplemento alimentar Mitopure, da marca Timeline, no Brasil. Anvisa proíbe suplemento da Timeline no Brasil. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU) e já está em vigor em todo o território nacional.

De acordo com a Anvisa, o produto não possui registro, notificação nem cadastro junto à agência. Por esse motivo, a legislação brasileira impede a venda de suplementos alimentares sem autorização prévia. Assim, o órgão também vetou a distribuição, a importação, o uso e a divulgação do produto.

Anvisa aponta fabricante desconhecido

Além da ausência de registro, a Anvisa informou que o Mitopure é fabricado por uma empresa considerada desconhecida pelas autoridades sanitárias brasileiras. Nesse contexto, o órgão identificou o descumprimento de regras previstas na legislação sanitária, o que levou à adoção da medida preventiva.

Dessa forma, a fiscalização não se limita apenas aos vendedores. Ela também alcança empresas, pessoas físicas e veículos de comunicação que promovam ou divulguem o suplemento.

Divulgação do suplemento também está proibida

Segundo a resolução publicada no DOU, a Anvisa proibiu qualquer tipo de propaganda ou anúncio do Mitopure. Isso inclui, por exemplo, publicações em sites, redes sociais, plataformas de comércio eletrônico e outros meios digitais.

Além disso, a agência fundamentou a decisão nos dispositivos da Lei nº 6.360/1976, que trata da vigilância sanitária de alimentos e medicamentos. Da mesma maneira, a norma cita a Lei nº 9.782/1999, que define as atribuições legais da Anvisa.

Entenda o que é o Mitopure

O Mitopure é um suplemento alimentar composto por urolitina A. Segundo o fabricante, a substância estaria associada à saúde da função mitocondrial. No entanto, apesar dessas alegações, a Anvisa esclarece que nenhum benefício divulgado substitui a exigência de registro sanitário no Brasil.

Ainda que a Timeline, marca de origem suíça, afirme basear seus produtos em evidências clínicas e patentes internacionais, a legislação brasileira exige autorização específica para comercialização. Portanto, sem esse aval, a venda permanece ilegal no país.

Alerta aos consumidores

Diante da decisão, a Anvisa orienta os consumidores a não comprar nem utilizar o suplemento proibido. Caso encontrem o produto à venda, a recomendação é registrar denúncia junto aos órgãos oficiais de vigilância sanitária.

Por fim, a agência reforça que apenas suplementos devidamente regularizados oferecem segurança ao consumidor. Por isso, verificar a autorização antes da compra é fundamental para evitar riscos à saúde.

Fonte: Metrópoles

Senado avança na PEC que reduz jornada e pode encerrar a escala 6×1

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Trabalhadores organizando produtos em farmácia enquanto o debate sobre a escala 6x1 avança no Congresso.
A discussão sobre a jornada de trabalho e a escala 6x1 avança no Senado e mobiliza trabalhadores em todo o país.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força após a aprovação da PEC 148/2025 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta reduz a jornada semanal e reorganiza os dias de descanso. O tema mobiliza trabalhadores, setores produtivos e o governo, porque altera diretamente a rotina laboral no país.

PEC aprovada na CCJ segue para votação no plenário

A PEC é assinada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e relatada por Rogério Carvalho (PT-SE). O texto prevê uma redução progressiva da jornada, que passa de 44 para 40 horas no primeiro ano e chega a 36 horas semanais após cinco anos. Além disso, estabelece cinco dias de trabalho e dois de descanso, preferencialmente no sábado e domingo, sem cortar salários.

O relator defendeu que a mudança melhora o bem-estar dos trabalhadores, já que a escala 6×1 intensifica o cansaço e aumenta o risco de acidentes. Para ele, a redução de horas semanais também reorganiza a distribuição de tarefas e reduz a dependência de horas extras.

A votação ocorreu extra-pauta, em decisão simbólica. Parlamentares chegaram a pedir mais tempo de análise, porém o presidente da CCJ lembrou que audiências públicas anteriores já haviam debatido o tema.

Governo Lula apoia a proposta com maior chance de aprovação

O governo vem defendendo uma redução estruturada da jornada. Antes, apoiava a proposta da Câmara. Contudo, decidiu priorizar o texto que está mais adiantado no Senado, já que ele pode avançar de forma mais rápida no Congresso.

Integrantes da Presidência afirmam que a medida favorece o descanso, a qualificação profissional e a vida familiar. Além disso, acreditam que a nova jornada estimula produtividade e equilíbrio social.

Texto da Câmara segue parado e enfrenta resistência

A PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), provocou grande mobilização nas redes sociais, mas encontra dificuldades para avançar. O texto está parado em uma subcomissão especial da Câmara.

O relator, Luiz Gastão (PSD-CE), não propôs o fim da escala 6×1. Em vez disso, sugeriu jornada máxima de 40 horas, restrições ao trabalho no fim de semana e medidas para reduzir custos das empresas. Ele afirmou que a jornada de 36 horas geraria forte impacto financeiro para pequenos negócios.

Entidades do comércio e da indústria reforçam essa preocupação, porque avaliam que setores com margens menores teriam mais dificuldade para se adaptar.

Mobilização nas redes segue pressionando o Congresso

O movimento Pela Vida Além do Trabalho, criado por Rick Azevedo após um vídeo viral, continua mobilizando trabalhadores. Ele defende que a escala 6×1 prejudica a vida pessoal e limita a saúde mental. Com milhões de assinaturas, o grupo pressiona por uma mudança definitiva.

Representantes de empresas reconhecem a legitimidade da pauta, mas pedem uma transição gradual, já que, segundo eles, alguns setores ainda não apresentam ganhos de produtividade suficientes.

O que acontece a partir de agora

Com a aprovação na CCJ, a PEC segue três etapas principais:

  1. Votação no plenário do Senado

  2. Análise e votação na Câmara dos Deputados

  3. Sanção ou veto da Presidência da República

Como o tema impacta setores distintos, o debate deve continuar intenso nas próximas semanas, sobretudo entre sindicatos, empresários e parlamentares.

Fonte: BBC Brasil

Menores de 16 anos terão contas vinculadas aos pais nas redes sociais a partir de 2026

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Criança usando celular com fundo digital representando conexão com responsáveis.
Arte mostra criança no celular com ícones que simbolizam a supervisão obrigatória prevista no ECA Digital.

As plataformas digitais precisarão adotar uma nova estrutura de proteção para crianças e adolescentes a partir de março de 2026. A medida surge após anos de debate sobre segurança digital e estabelece que contas de usuários menores de 16 anos deverão ser vinculadas aos perfis de seus responsáveis. Assim, menores terão contas vinculadas aos pais nas redes sociais. Além disso, a lei determina a verificação obrigatória de idade, impedindo que adolescentes apenas declarem ter mais de 18 anos.

Com isso, redes sociais, aplicativos e lojas de download passam a responder de forma mais rígida pela proteção de jovens no ambiente digital. Enquanto isso, especialistas destacam que a mudança tende a reduzir a exposição de menores a conteúdos impróprios e riscos de exploração.

Regras valem para redes sociais, aplicativos e sistemas operacionais

Segundo o Ministério da Justiça, a verificação de idade não poderá mais depender da simples pergunta “Você tem mais de 18 anos?”. Em vez disso, as plataformas deverão adotar métodos que ofereçam maior precisão e segurança, como:

  • análise de comportamento, que estima a faixa etária com base na navegação;

  • envio de selfie, que utiliza reconhecimento facial;

  • envio de documentos oficiais, que confirma a idade exata.

Desse modo, quanto maior o risco associado ao conteúdo, mais rigoroso será o processo de verificação. Além disso, todas as contas pertencentes a menores de 16 anos precisarão, obrigatoriamente, ser vinculadas aos responsáveis, o que facilita a supervisão e a definição de limites.

Por que a vinculação se tornou obrigatória

A proposta busca ampliar a segurança no ambiente digital e envolver as famílias na rotina online dos jovens. Por outro lado, a medida não pretende impedir o acesso dos adolescentes às redes sociais autorizadas para sua idade. O objetivo, segundo autoridades, é garantir acompanhamento adulto, reduzindo riscos sem restringir totalmente a navegação.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também atuará na fiscalização e na análise dos métodos mais adequados para coleta e tratamento das informações utilizadas nos sistemas de verificação. Assim, o processo tende a se tornar mais padronizado e transparente.

Outras medidas do ECA Digital

Além da verificação de idade e da supervisão parental, o ECA Digital determina que plataformas:

  • proíbam loot boxes em jogos com acesso provável de crianças;

  • impeçam publicidade direcionada para crianças e adolescentes;

  • bloqueiem monetização de conteúdos erotizados envolvendo menores;

  • ativem, por padrão, níveis mais altos de proteção;

  • removam e comuniquem rapidamente conteúdos que indiquem exploração, abuso ou aliciamento;

  • publiquem relatórios semestrais de transparência sobre denúncias e moderação.

Apesar disso, especialistas destacam que nenhuma medida funciona isoladamente. Portanto, a aplicação integrada dessas regras é essencial para garantir proteção real.

Educação digital como base

A legislação inclui, ainda, medidas de educação midiática, que buscam incentivar o pensamento crítico das crianças e o uso seguro das tecnologias. Ao mesmo tempo, a orientação familiar continua sendo peça central nesse processo.

Segundo o Ministério da Justiça, a combinação entre tecnologia e participação ativa dos responsáveis tende a resultar em maior segurança e autonomia para os jovens. Por fim, especialistas defendem que o envolvimento dos pais durante a instalação de aplicativos já representa um impacto positivo imediato.

O que muda na prática para pais e adolescentes

Com a nova regra, baixar aplicativos, criar perfis ou acessar determinados conteúdos exigirá participação direta dos responsáveis. Dessa forma, pais e mães poderão acompanhar atividades, estabelecer limites e reforçar a segurança digital dentro e fora de casa.

A mudança, segundo autoridades, busca equilibrar liberdade e proteção, garantindo que adolescentes possam navegar nas redes sociais de forma segura e com apoio familiar.

Fonte: G1

Celular Seguro passa a bloquear aparelhos mesmo sem o app

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Celular Seguro permite bloquear celulares roubados mesmo sem o aplicativo instalado.
Arte destaca nova função do Celular Seguro, que libera o bloqueio de aparelhos roubados mesmo sem o app.

O Ministério da Justiça anunciou uma mudança significativa no funcionamento do Celular Seguro. A partir desta atualização, o sistema bloqueia aparelhos sem o app, o que amplia o alcance da plataforma e fortalece a resposta do governo contra o roubo de celulares. Além disso, a mudança facilita o processo para vítimas que não tinham o aplicativo instalado no aparelho no momento do crime.

Durante entrevista à TV Globo, o secretário-executivo Manoel Neto explicou que a função chega para reduzir perdas financeiras e impedir o acesso de criminosos a dados sensíveis. Por isso, o governo afirma que a medida representa um avanço na proteção digital dos usuários.

Como funciona o novo bloqueio remoto

Agora, qualquer pessoa pode iniciar o bloqueio usando outro celular, um tablet ou um computador. Para isso, o usuário deve acessar o site do Celular Seguro e fazer login com sua conta gov.br. Em seguida, precisa informar o número da linha, a data e o horário do roubo. Com esses dados, o sistema envia a solicitação diretamente à operadora, que verifica o CPF e confirma o vínculo com a linha telefônica.
Dessa forma, o Celular Seguro bloqueia aparelhos sem o app, eliminando etapas antigas e tornando a ação mais rápida.

Além disso, o novo fluxo oferece mais agilidade porque o cidadão não depende de cadastro prévio para acionar o alerta. Mesmo quem nunca usou o aplicativo pode iniciar o registro no momento da emergência e prosseguir com o bloqueio imediato.

Regras para o titular da linha

O bloqueio exige que o titular da linha faça o login com o mesmo CPF registrado na operadora. Por esse motivo, a verificação impede tentativas de fraude e garante que apenas o dono do aparelho possa travá-lo.
Além disso, o sistema mantém um prazo de 15 dias para que o usuário registre o roubo e solicite o bloqueio.

Esse conjunto de regras também oferece segurança jurídica ao processo, já que cria uma cadeia de autenticação entre gov.br, operadoras e vítima. Assim, o governo busca evitar o uso indevido da ferramenta.

Mensagens enviadas a celulares roubados

Desde abril, o Celular Seguro envia automaticamente mensagens para aparelhos que receberam alerta de furto, roubo ou extravio. A notificação orienta o usuário a verificar a situação no site da plataforma e seguir as instruções de regularização.

Quando a vítima possui nota fiscal, deve apresentá-la na delegacia. Caso ela não tenha o documento, precisa devolver o telefone às autoridades. Por fim, esse procedimento evita que celulares roubados continuem circulando no mercado irregular.

Impacto direto no combate ao crime

Com a ampliação da ferramenta, o governo espera reduzir a atratividade do roubo de celulares. Como o Celular Seguro bloqueia aparelhos sem o app, os criminosos encontram menos vantagem ao tentar revender dispositivos roubados. Além disso, o travamento rápido evita que aplicativos bancários sejam usados para golpes.

Em consequência, a atualização fortalece a política nacional de segurança digital e reforça o compromisso do Ministério da Justiça com a proteção dos cidadãos.

Fonte: G1

MPF pressiona municípios e amplia adesão ao Sisan em Rondônia

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MPF acompanha adesão de municípios de Rondônia ao Sisan para reforçar segurança alimentar
Atuação do MPF impulsiona políticas de segurança alimentar em municípios de Rondônia

Inquérito aponta baixa adesão e motiva ações do MPF

O MPF intensificou a articulação com prefeituras de Rondônia para ampliar a adesão ao Sisan. A medida busca garantir o direito à alimentação adequada e, além disso, reforçar políticas públicas essenciais ao enfrentamento da segurança alimentar.

O trabalho começou após a abertura de um inquérito civil. Na ocasião, o MPF identificou que grande parte dos municípios não participava do Sisan, criado pela Lei nº 11.346/2006. O sistema integra União, estados, municípios e sociedade civil, permitindo maior coordenação das ações. Por isso, o órgão decidiu investigar as causas da baixa adesão.

Em seguida, o MPF enviou ofícios para diversas prefeituras e para a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seas/RO). O objetivo era solicitar informações e, ao mesmo tempo, incentivar a criação das estruturas mínimas exigidas para integrar o sistema.

Machadinho do Oeste estrutura conselhos e avança

Machadinho do Oeste informou que aprovou a Lei Municipal nº 2.704/2025, criando o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) e a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). Além disso, técnicos locais participaram da II Capacitação Estadual para Elaboração do Plano de Segurança Alimentar, realizada nos dias 28 e 29 de agosto de 2025.

O município também teve seu cadastro aprovado na Plataforma Adesan, que centraliza o processo de adesão ao Sisan. Dessa forma, Machadinho do Oeste cumpre etapas fundamentais. A prefeitura afirmou que as próximas fases devem ser executadas nos meses seguintes.

Vale do Anari cumpre requisitos e formaliza adesão

Vale do Anari comunicou que aderiu ao Sisan em 2 de dezembro de 2024. Para isso, o município enviou ao MPF todos os documentos exigidos, como o Termo de Adesão, o Termo de Compromisso para elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar, a portaria de nomeação do conselho e o decreto regulamentador. Além disso, enviou manifestação de interesse no PAA.

O PAA, criado pela Lei nº 14.628/2023, permite a compra de alimentos da agricultura familiar sem licitação. Os produtos são destinados a pessoas vulneráveis e também a instituições públicas. Por isso, o programa é considerado estratégico para apoiar famílias rurais e reduzir a insegurança alimentar.

Porto Velho e Buritis avançam, mas ainda há etapas pendentes

Porto Velho encaminhou ao MPF o Termo de Adesão e o Termo de Compromisso já assinados. Buritis, por sua vez, informou que está na fase final. Os termos foram enviados à Caisan estadual e, agora, falta apenas o cadastro na Plataforma Adesan e a criação formal da Câmara Intersetorial.

Esses avanços mostram que os municípios começam a responder às cobranças do MPF. No entanto, ainda existem etapas importantes para consolidar a adesão plena ao Sisan.

Pendências permanecem em várias cidades

Apesar dos avanços, Alto Paraíso e Jaru enviaram respostas consideradas insuficientes. Além disso, outros municípios — como Theobroma, Governador Jorge Teixeira, Monte Negro, Cujubim, Rio Crespo e Itapuã do Oeste — não responderam aos ofícios encaminhados.

Por essa razão, o MPF prorrogou o inquérito civil. A medida permitirá novas diligências e pedidos de informação, garantindo acompanhamento mais rigoroso da execução das políticas de segurança alimentar.

MPF manterá monitoramento contínuo

O MPF destacou que a efetividade das ações de segurança alimentar depende diretamente da adesão ao Sisan. Portanto, o órgão continuará monitorando cada etapa e cobrando avanços, especialmente em municípios com maior vulnerabilidade social.

O acompanhamento deve permanecer intenso nos próximos meses e, por fim, o MPF reforça que a participação ativa das prefeituras é decisiva para consolidar políticas alimentares permanentes.

Fonte: MPF

Governo de RO reforça segurança do sistema prisional com revistas gerais

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Agentes do sistema prisional reforçam a segurança durante revistas gerais em unidades de Rondônia.
Equipe do Gape realiza revistas gerais para ampliar o controle interno nas unidades prisionais de Rondônia.

O Governo de Rondônia intensificou as ações de segurança no sistema prisional entre 19 de novembro e 10 de dezembro. Durante esse período, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) realizou revistas gerais para reforçar o monitoramento e evitar a entrada de materiais proibidos. As operações foram conduzidas pelo Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape), que atua em intervenções táticas e prevenção de riscos.

Como resultado, as equipes identificaram pontos vulneráveis e ampliaram o controle operacional nas unidades. Além disso, a ação fortaleceu a proteção de servidores e internos, especialmente no período de fim de ano, quando o fluxo de inspeções costuma aumentar.

Revistas ampliam prevenção e melhoram o controle interno

Ações ocorreram em onze unidades e integram o planejamento estratégico de prevenção e controle da Sejus

A Sejus mantém um conjunto permanente de medidas de segurança, e as revistas gerais fazem parte dessa rotina. Por isso, as operações seguem um planejamento contínuo e estruturado. Segundo o secretário de Justiça, Marcus Rito, o objetivo é elevar o padrão de segurança e assegurar que todos os protocolos sejam cumpridos.

As ações também reduzem riscos internos, pois permitem a eliminação de objetos proibidos e a reorganização de áreas sensíveis. Dessa forma, o sistema prisional opera com mais estabilidade e previsibilidade. Além disso, as revistas simultâneas aumentam a integração entre as equipes, o que fortalece a gestão preventiva adotada pelo Estado.

Unidades contempladas na operação

A força-tarefa ocorreu em 11 unidades prisionais distribuídas por várias regiões de Rondônia. Assim, o governo garantiu uma cobertura ampla e coordenada. As unidades envolvidas foram:

  • Penitenciária Feminina de Vilhena

  • Centro de Ressocialização Cone Sul

  • Centro de Ressocialização de Ariquemes

  • Cadeia Pública de Cerejeiras

  • Cadeia Pública de Colorado do Oeste

  • Penitenciária Agenor Martins de Carvalho (PRAMC), em Ji-Paraná

  • Penitenciária Estadual Milton Soares de Carvalho

  • Centro de Detenção Provisória de Porto Velho

  • Penitenciária Edvan Mariano Rosendo (Panda)

  • Penitenciária Regional de Nova Mamoré

  • Casa de Detenção de Cacoal

A lista demonstra que as ações ocorreram de forma distribuída. Além disso, reforça o compromisso do Estado com uma política de segurança abrangente e contínua.

Compromisso com a segurança e a gestão prisional

As revistas são essenciais para manter as unidades seguras, organizadas e alinhadas aos direitos e deveres

O governo estadual considera as revistas essenciais para manter o ambiente prisional organizado e seguro. Por isso, as ações de fim de ano incluem medidas adicionais de prevenção. Com esse reforço, o Estado reduz riscos, amplia a segurança e garante estabilidade nas unidades.

Além disso, o planejamento contínuo ajuda a construir um sistema prisional mais eficiente. Como resultado, Rondônia avança na adoção de práticas modernas de gestão e fortalece o trabalho das equipes que atuam diariamente nas unidades.

Fonte: Governo de Rondônia

Novo salário mínimo para 2026 deve elevar despesas do governo em R$ 44 bi

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Salário mínimo 2026 deve elevar gastos do governo em R$ 44 bilhões.
Reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 aumenta despesas obrigatórias do governo em 2026.

O salário mínimo 2026 deve subir para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual. Embora o reajuste siga a política de valorização baseada no INPC e no desempenho da economia, ele também deve ampliar as despesas do governo. As projeções apontam para um impacto de aproximadamente R$ 44 bilhões nas contas públicas no próximo ano.

Esse efeito ocorre porque diversos benefícios sociais, como aposentadorias, seguro-desemprego e abono salarial, utilizam o salário mínimo como piso. Sempre que o valor sobe, toda a estrutura de pagamentos cresce igualmente, o que pressiona o orçamento federal e reduz a margem fiscal.

Como o governo chegou ao valor de R$ 1.621

O cálculo do salário mínimo considera dois fatores centrais: a variação acumulada do INPC em 12 meses e o crescimento do PIB registrado dois anos antes. Para 2026, o índice de preços avançou 4,18%, enquanto o PIB de 2024 cresceu 3,4%.

Mesmo assim, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Isso restringe o espaço para reajustes maiores, o que explica a diferença entre as primeiras projeções e o valor final confirmado.

O reajuste passa a valer em janeiro de 2026, com pagamento refletido na folha salarial de fevereiro.

Por que o reajuste gera R$ 44 bilhões em novas despesas

As estimativas oficiais indicam que cada R$ 1 de aumento no mínimo amplia os gastos obrigatórios em pouco mais de R$ 429 milhões. Com o reajuste de R$ 103, o impacto ultrapassa R$ 44 bilhões.

Os programas mais afetados são:

  • Benefícios previdenciários do INSS

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)

  • Seguro-desemprego

  • Abono salarial

Como esses pagamentos atendem milhões de pessoas, o efeito é imediato e de grande escala.

Valor ficou abaixo do previsto inicialmente

Os parâmetros econômicos incluídos na LDO trabalhavam com a projeção de um salário mínimo em torno de R$ 1.627 para 2026. O valor final, no entanto, ficou levemente abaixo após a atualização dos indicadores de inflação e de atividade econômica.

Apesar disso, o novo salário mantém a política de valorização real nos últimos anos, ainda que com limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.

O que esperar daqui em diante

O salário mínimo 2026 reforça o desafio de conciliar a valorização do poder de compra com a sustentabilidade fiscal. Milhões de trabalhadores terão algum ganho real, enquanto o governo precisará ajustar suas prioridades para acomodar o impacto adicional de R$ 44 bilhões no orçamento.

Além de influenciar benefícios sociais, o novo valor também deve afetar negociações trabalhistas, projeções de consumo e estimativas de arrecadação.

Fonte: CNN Brasil

Prepare o bolso: celulares devem ficar mais caros em 2026

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Arte mostra linha de smartphones com seta vermelha apontada para cima, simbolizando que celulares ficarão mais caros em 2026.
Capa sobre o aumento previsto no preço dos celulares em 2026 por causa da escassez de memória e da demanda por IA.

O preço dos smartphones deve subir de forma consistente em 2026, e o motivo envolve uma combinação inédita de fatores industriais. A escassez de componentes essenciais, especialmente memórias DRAM e NAND, ocorre ao mesmo tempo em que grandes fabricantes redirecionam sua produção para atender à crescente demanda por servidores de inteligência artificial. Como consequência, o setor de eletrônicos de consumo sofre um impacto direto e imediato.

A corrida da IA reduz a oferta de memória para celulares

Nos últimos meses, empresas como Samsung, SK Hynix e Micron passaram a priorizar o fornecimento de chips para o mercado corporativo. Esse nicho oferece maior rentabilidade e, portanto, atrai a maior parte da produção. Dessa forma, a oferta destinada aos smartphones diminui e pressiona os preços.

Além disso, relatórios do mercado internacional mostram aumentos expressivos. Os valores da memória DRAM, por exemplo, já registram altas entre 70% e 80%, podendo ultrapassar 170% em situações específicas. Assim, itens como módulos de 64 GB DDR5 tornaram-se mais caros do que consoles de videogame de última geração.

A Xiaomi também confirmou esse cenário. Segundo o presidente da empresa, Lu Weibing, os celulares da marca “ficarão consideravelmente mais caros” em 2026, justamente por causa da elevação dos custos dos componentes.

Previsões indicam novos aumentos até o início de 2026

As estimativas mostram um panorama ainda mais desafiador. Até o final de 2025, o preço das memórias pode subir cerca de 30%. Em seguida, no início de 2026, especialistas projetam um novo aumento de aproximadamente 20%. Por isso, o preço médio global dos smartphones deve passar de US$ 457 para US$ 465 — de R$ 2.509 para R$ 2.553, em conversão direta.

Com esse movimento, analistas acreditam que o mercado global de celulares pode encolher 0,9%. Entretanto, algumas projeções mais pessimistas apontam para uma retração de até 2% na produção total.

O impacto também atinge o setor de computadores

O encarecimento das memórias afeta todo o ecossistema tecnológico. Como resultado, notebooks da HP já apresentam altas de até 15%. Além disso, a Framework Computer decidiu remover módulos de memória de sua loja oficial para evitar a ação de cambistas, o que evidencia a gravidade da escassez.

Processadores premium também sobem e ampliam o efeito em cadeia

O mesmo cenário ocorre com os chips avançados. O novo Snapdragon 8 Elite Gen 5, voltado aos celulares mais potentes do mercado, deve ficar cerca de 20% mais caro. Dessa forma, algumas fabricantes pagarão até US$ 190 (aproximadamente R$ 1.043) apenas pelo componente. Esse reajuste, somado à pressão nos preços das memórias, torna inevitável a elevação do valor final dos smartphones.

Consumidores devem sentir o peso no orçamento em 2026

Embora o mercado tente absorver parte do impacto, especialistas afirmam que os aumentos chegarão às prateleiras já no início de 2026. Afinal, a combinação de maior demanda por IA, redução de oferta de memória e encarecimento dos processadores cria um ambiente em que os fabricantes têm poucas alternativas.

Consequentemente, o consumidor deve se preparar. O próximo ano tende a ser um dos mais caros para quem planeja trocar de smartphone, especialmente no segmento intermediário e premium.

Fonte: Canal Tech

Brasil renova recorde e recebe 8,3 milhões de turistas em 2025

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Pôr do sol no Rio de Janeiro com vista do Pão de Açúcar, simbolizando o recorde do turismo internacional no Brasil.
Brasil registra mais de 8,3 milhões de turistas internacionais e anuncia previsão de superar 9 milhões até o fim de 2025.

O turismo internacional no Brasil vive um momento excepcional. Entre janeiro e novembro de 2025, o país recebeu 8.390.708 turistas estrangeiros, e esse avanço, além de ampliar a marca histórica, representa um crescimento de 40,6% em comparação com o mesmo período de 2024. Com esse ritmo, o governo projeta que o total de chegadas ultrapasse 9 milhões até o fim do ano, consolidando uma das maiores expansões já registradas no setor.

Além disso, novembro se destacou como o melhor mês de toda a série histórica acompanhada pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal. Foram 704.159 visitantes, número que supera o recorde anterior de 2015 e indica um salto de 25,6% frente ao mesmo mês do ano passado. Por causa desse desempenho, as autoridades veem 2025 como um divisor de águas para o turismo brasileiro.

Argentina segue como principal emissora de turistas

A participação da Argentina continua sendo determinante para o resultado nacional. Ao longo dos primeiros 11 meses de 2025, 3,1 milhões de argentinos visitaram o Brasil. Esse volume, além de consolidar a liderança do país vizinho como principal emissor, registra um aumento expressivo de 82,1% em relação a 2024.

Outros mercados também cresceram, o que reforça a diversificação do fluxo turístico.

  • Chile teve 721.497 entradas, crescimento de 24,4%.

  • Estados Unidos registraram 677.888 chegadas, alta de 5,8%.

  • Uruguai alcançou 487.514 visitantes, avanço de 37,2%.

  • Paraguai somou 454.327 entradas, aumento de 14,4%.

Dessa forma, o Brasil amplia sua presença entre viajantes tanto da América do Sul quanto de mercados de longa distância.

Portões de entrada mantêm tendência de alta

Embora o crescimento tenha sido generalizado, alguns estados se destacaram como grandes portas de entrada. São Paulo, por exemplo, recebeu 2.494.632 turistas internacionais em 2025, mantendo a primeira posição com ampla vantagem. Logo depois aparece o Rio de Janeiro, com 1.972.928 chegadas, reforçando sua relevância no cenário turístico nacional.

Na sequência, os estados com maior fluxo foram:

  • Rio Grande do Sul – 1.431.795 chegadas

  • Paraná – 958.015 chegadas

  • Santa Catarina – 651.980 chegadas

Esses resultados, portanto, mostram que a malha aérea e a infraestrutura regional seguem influenciando diretamente o desempenho do turismo internacional.

Crescimento fortalece emprego e competitividade

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o avanço do turismo coloca o Brasil em um novo patamar global. Segundo ele, a cultura brasileira, aliada a estratégias mais agressivas de promoção internacional, fez o país ganhar visibilidade e atrair um público cada vez mais diverso. Com isso, o setor se consolida como uma matriz consistente de geração de emprego e renda.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, também avaliou que o resultado é fruto de um trabalho coordenado. Ele afirma que o Brasil voltou ao mapa mundial do turismo de maneira mais competitiva e preparada, o que reforça a confiança do setor produtivo e impulsiona o desenvolvimento social em todas as regiões.

Projeções positivas para o fechamento de 2025

Com a soma de fatores como aumento da conectividade, diversificação de destinos e maior presença internacional da marca Brasil, o governo considera praticamente certo que o país ultrapasse a marca de 9 milhões de visitantes estrangeiros em 2025. Esse número, além de estabelecer o melhor resultado da história, ajuda a projetar um 2026 ainda mais forte.

O cenário, portanto, aponta para um ciclo de crescimento contínuo, com expectativa de novos voos internacionais, ampliação das rotas regionais e expansão do turismo sustentável em todas as regiões brasileiras.

Fonte: Governo Federal

Senado aprova Projeto Antifacção e reforça combate ao crime organizado

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Projeto Antifacção é aprovado no Senado com medidas mais rígidas contra o crime organizado
Imagem destaca o Senado Federal iluminado, simbolizando a aprovação do Projeto Antifacção e o endurecimento das penas contra facções e milícias.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto Antifacção, que endurece o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. A proposta reuniu 64 votos favoráveis e, portanto, segue novamente para análise da Câmara dos Deputados.

O texto cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e atualiza regras consideradas defasadas por autoridades de segurança. Além disso, amplia penas, fecha brechas jurídicas e oferece mais ferramentas para investigações. Para o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), o pacote fortalece o Estado e reduz a capacidade de articulação de facções, milícias e organizações criminosas.

Penas maiores e difAAerenciação entre facções, milícias e organizações criminosas

O projeto estabelece distinções claras entre perfis de atuação criminosa, o que facilita a aplicação de punições. Dessa forma, integrantes de facções ou milícias poderão receber penas de 15 a 30 anos. Entretanto, quando houver liderança, a punição pode chegar a 60 anos.

O texto determina ainda que chefes desses grupos cumpram pena em presídios federais de segurança máxima, medida defendida por órgãos de inteligência para reduzir a influência das lideranças sobre suas bases.

Além disso, crimes agravados — como uso de explosivos, obstrução do trabalho policial, infiltração no serviço público e tráfico — poderão ter penas ampliadas. Homicídios cometidos por faccionados ou milicianos passam a variar entre 20 e 40 anos.

Integração entre forças de segurança e investigações mais rápidas

O Projeto Antifacção também cria mecanismos para acelerar investigações. Assim, haverá:

  • forças-tarefas no modelo Ficco, com integração entre polícias, Ministério Público e Receita Federal;

  • monitoramento ampliado de visitas e conversas de presos ligados a organizações criminosas;

  • acesso mais ágil a dados e registros de investigados;

  • autorização para que delatores atuem como infiltrados, reforçando estratégias de inteligência.

Em situações urgentes e sob risco concreto, autoridades poderão solicitar dados de localização e movimentações financeiras sem autorização judicial imediata, o que evita atrasos em operações críticas.

Regras mais rígidas para progressão de pena e visitas nos presídios

O texto endurece as regras de progressão. Condenados por crimes hediondos terão de cumprir ao menos 70% da pena em regime fechado. Já integrantes de facções, milícias ou organizações criminosas precisarão cumprir 75%, podendo chegar a 85% quando houver reincidência.

Além disso, o projeto acaba com visitas íntimas para presos condenados pela Lei de Organizações Criminosas. Conversas com advogados seguem preservadas, mas eventual monitoramento só ocorrerá mediante decisão judicial.

Cide-Bets: nova fonte para financiar segurança pública

Outra mudança relevante é a criação da Cide-Bets, contribuição de 15% sobre depósitos feitos por pessoas físicas em casas de apostas online. A arrecadação será destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo estimativas do relator, a receita pode chegar a R$ 30 bilhões anuais.

A cobrança continuará até a implementação do novo Imposto Seletivo previsto pela reforma tributária.

Banco nacional de dados e combate ao financiamento do crime

O projeto também cria um banco nacional de informações sobre pessoas e empresas associadas ao crime organizado. Com isso, estados poderão integrar dados e fortalecer ações conjuntas.

Outra frente importante prevê sequestro e bloqueio mais rápidos de bens, além de permitir o afastamento de gestores de empresas envolvidas com atividades criminosas. O objetivo é asfixiar financeiramente as organizações.

Próximos passos na Câmara dos Deputados

Com a aprovação no Senado, o texto retorna à Câmara. Deputados poderão confirmar as mudanças, ajustar pontos sensíveis ou restabelecer trechos da proposta original votada em novembro. Como o tema reúne amplo apoio político e pressão de autoridades de segurança, a expectativa é de que a tramitação avance com rapidez.

Se aprovado novamente, o projeto seguirá para sanção presidencial.

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