back to top
terça-feira, maio 19, 2026
Início Site Página 1878

Bolsonaro pede nova investigação do caso Adélio Bispo

0
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deixa o Palácio da Alvorada, em meio ao surto da doença por coronavírus (COVID-19), em Brasília, Brasil, em 20 de abril de 2020. REUTERS / Ueslei Marcelino

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (28) que a Polícia Federal (PF), agora sob novo comando, reabra a investigação da tentativa de assassinato contra ele, na campanha eleitoral de 2018. Bolsonaro foi atingido por uma facada desferida por Adélio Bispo, durante uma atividade de campanha em Juiz de Fora (MG). Em entrevista na entrada do Palácio do Alvorada, residência oficial, na noite de hoje, o presidente voltou a dizer que acredita que há um mandante por trás da tentativa de homicídio praticada por Adélio.

“Eu não tenho provas, tenho sentimento. O que for possível a Polícia Federal fazer, dentro da legalidade, para apaurar quem pagou o Adélio para me matar, vai fazer”, afirmou a jornalistas.

As investigações da Polícia Federal concluíram que Adélio planejou e agiu sozinho no caso. No ano passado, a Justiça Federal considerou Adélio Bispo inimputável por transtorno mental, e a defesa do presidente da República não chegou a recorrer da decisão. Bispo foi diagnosticado com transtorno delirante persistente e cumpre internação no Hospital Psiquiátrico de Custódia Jorge Vaz, em Barbacena (MG).

No último domingo (26), em carta aberta ao presidente da República, a Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) disse que o inquérito do caso foi conduzido com prioridade e atendendo aos protocolos. “O inquérito recebeu total atenção da PF, e seguiu em caráter prioritário em razão de ser um crime contra a segurança nacional e a própria democracia”, diz o texto. “As linhas investigativas continuam sendo exauridas, para que ao final a sociedade tenha a certeza absoluta de que a verdade foi alcançada ou foram esgotadas todas as possibilidades de apuração. Entretanto, não é possível produzir em uma investigação um resultado específico desejado. As atividades da Polícia Federal seguem a legislação e protocolos pré-estabelecidos e estão sob os controles da Corregedoria, do Ministério Público, do Judiciário, da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, das defesas e, em última análise, da sociedade organizada”, acrescenta a nota.

O presidente Jair Bolsonaro também defendeu a escolha de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal. O delegado foi nomeado mais cedo, juntamente com André Mendonça, escolhido para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Eu conheço o Ramagem desde o primeiro dia após o segundo turno”, disse Bolsonaro. O delegado chefiou a equipe de segurança do presidente ainda durante a campanha eleitoral, após o episódio da facada, e era o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) até a nomeação para comandar a PF. “Eu conheci, gostei do trabalho dele, é uma pessoa excepcional. Eu conheço a capacidade dele, bem como os seus colegas”, acrescentou o presidente.

Em meio a tentativas de partidos de oposição de barrar a nomeação de Ramagem para o cargo, em ação no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro voltou a dizer que não haverá interferência política e que apenas vinha cobrando do então ministro Sergio Moro acesso a relatórios de inteligência.

“Eles mesmos dizem que as investigações não tem como ser controladas. Agora, eu sempre cobrei dele [Sergio Moro] relatórios de inteligência. Eu tinha que saber o que aconteceu no último dia para estar bem informado no dia seguinte”, disse.

Para a ADPF, não cabe à Polícia Federal fornecer relatórios diários ao presidente da República, mas à Abin.

“O ordenamento jurídico prevê que as atividades investigativas da Polícia Federal são sigilosas e somente os profissionais responsáveis em promovê-las é que devem ter acesso aos documentos. O mesmo se aplica aos relatórios de inteligência. Quando a PF, por meio de suas atividades de inteligência, toma conhecimento de fatos que interessam à tomada de decisões por parte do Governo, estas são compartilhadas pelo Sistema Brasileiro de Inteligência e seguem fluxo já estabelecido até chegar ao conhecimento institucional da Presidência da República, não havendo qualquer previsão legal de comunicações pessoais, gerais e diárias ao mandatário, função esta que é da Abin”, diz um trecho da carta.

Bolsonaro lamenta ausência de Regina Duarte e diz que ela tem “dificuldade”

0

O presidente Jair Bolsonaro engrossou nesta terça-feira, 28, o coro de uma campanha nas redes sociais contra a secretária especial da Cultura, Regina Duarte. Em conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, Bolsonaro reclamou da ausência da atriz em Brasília, para logo depois dizer que é “apaixonado pela namoradinha do Brasil”.

“Infelizmente a Regina está em São Paulo, trabalhando pela internet ali. Eu quero é que ela esteja mais próxima. Ela é uma excelente pessoa, um bom quadro. (A pasta da Cultura) É também uma Secretaria que era Ministério, (tem) muita gente de esquerda pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido”, afirmou o presidente.

As declarações deram a senha para grupos bolsonaristas voltarem a atacar a atriz. Ao ser questionado sobre a possível saída de Regina do governo, Bolsonaro reagiu com irritação: “Quem falou que ela sai? Você acredita na imprensa? Eu não acredito. Eu queria que ela estivesse em Brasília para conversar mais com ela. Só isso. Mais nada. Eu sou também apaixonado pela namoradinha do Brasil”, insistiu.

Nesta terça, o jornal O Estado de S.Paulo mostrou que, apesar do bombardeio sofrido nas redes, Regina pretende continuar no cargo. “Eu vou fazer o que puder pela Cultura. Acredito no presidente Jair Bolsonaro”, afirmou a secretária a interlocutores. Em relação às críticas, ela respondeu com ironia: “Sou zen. Não me abalo com ataques”.

Nos últimos dias, Regina tem mantido uma rotina de videoconferências com segmentos da área cultural a partir de sua casa, em São Paulo. Os encontros buscam soluções para os problemas do setor neste momento de pandemia do novo coronavírus.

Recentemente, por causa de posts publicados em seu Instagram, surgiram rumores de que ela estaria cansada e querendo “abandonar o barco”. Um dos posts trazia uma mensagem interpretada como despedida pela ala ideológica do bolsonarismo: “Quando me desapego do que tenho, recebo o que necessito. É tudo que preciso aprender… desapego. Tá em tempo ainda”. Em outra publicação, Regina escreveu: “Seja o que Deus quiser”. Amigos da atriz disseram que as publicações continham apenas mensagens de autoajuda e poemas, nada além disso.

Na semana passada, Regina voltou a ser alvo das mídias digitais, seja pela direita, que a chama de comunista, seja pela esquerda, que a chama de fascista. Interlocutores identificaram que ataques vieram da reverenda Jane Silva, afastada pela secretária da pasta, do diretor da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, e de um grupo de artistas de esquerda, que está mobilizando a classe, por meio de WhatsApp, pedindo que seja gravado um vídeocom a pergunta “Cadê você, Regina Duarte?”.

Na Secretaria, o entendimento é o de que, além de enfraquecê-la, este último grupo, em especial, quer a liberação do Fundo Nacional de Cultura. O fundo, no entanto, está sob o guarda-chuva do Ministério do Turismo.

Desde que chegou à Secretaria, em março, Regina tenta administrar uma pasta que tem braços em dois ministérios. Parte da Cultura tem suas tramitações por meio do Turismo e outra, pela Cidadania. Por isso mesmo, a atriz está negociando com os dois ministros, Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), a assinatura de um decreto de reestruturação da Cultura para concentrar os fundos ligados à sua área em uma só pasta.

Enquanto isso, ela vai montando a Secretaria. A nomeação mais recente foi publicada no Diário Oficial desta terça e assinada por Braga Netto, ministro da Casa Civil: trata-se do chefe de gabinete de Regina, o advogado Pedro Jose Vilar Godoy Horta, como secretário especial adjunto da Secretaria da Cultura.

Regina também nomeou há poucos dias Heber Trigueiro como secretário do Audiovisual e Andrea Abrão Paes Leme como diretora do Departamento do Sistema Nacional de Cultura, entre outros assessores.

Decreto de Bolsonaro amplia lista de serviços essenciais que podem funcionar

0

O presidente Jair Bolsonaro editou um novo decreto para ampliar a lista de serviços essenciais que podem funcionar durante o período de enfrentamento do novo coronavírus no País. Crítico das medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos, o presidente vem tentando afrouxar as ações para reabrir setores produtivos com a justificativa de que é preciso preservar a economia e os empregos.

O novo decreto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, um dia depois de o Brasil ter ultrapassado a marca de 5 mil mortes causadas pela doença, superando os números da China. Nesta terça-feira, 28, quando questionado sobre o dado, o presidente Bolsonaro disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

O decreto considera essenciais várias atividades do comércio e de serviços como de alimentação, atendimento bancário, serviços de reparo e mecânica automotiva, transporte e armazenamento de cargas. Com isso, profissionais de vários segmentos devem voltar a circular. O isolamento social é a iniciativa que tem tido maior sucesso no combate à infecção em várias partes do mundo.

O ato cita que sua edição considera medida cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) que referendou a interpretação de que o presidente da República poderá dispor, desde que preservada a atribuição de cada esfera de governo, sobre serviços públicos e atividades essenciais.

O texto ainda afirma que o rol de atividades essenciais acrescido pelo novo decreto “foi objeto de discussão e avaliação multidisciplinar por colegiado composto por representantes das áreas da vigilância sanitária, da saúde, do abastecimento de produtos alimentícios e de logística”.

A norma estabelece que as disposições do decreto não afastam a competência ou a tomada de providências normativas e administrativas pelos Estados, Distrito Federal ou municípios, no âmbito de suas competências e de seus respectivos territórios, observadas a competência exclusiva da União para fixar as medidas previstas na Lei 13.979/2020 (que disciplina o combate à pandemia) referentes ao uso dos seus bens e à prestação dos serviços públicos essenciais por ela outorgados; e que a adoção de qualquer limitação à prestação de serviços públicos ou à realização de outras atividades essenciais diretamente reguladas, concedidas ou autorizadas pela União somente poderão ser adotadas em ato específico e desde que em articulação prévia do com o órgão regulador ou do Poder concedente ou autorizador.

Dentre as novas atividades listadas como essenciais, o decreto traz: transporte, armazenamento, entrega e logística de cargas em geral; serviços de comercialização, reparo e manutenção de partes e peças novas e usadas e de pneumáticos novos e remoldados; serviços de radiodifusão de sons e imagens; atividades exercidas por empresas start-ups; comércio de bens e serviços, incluídas aquelas de alimentação, repouso, limpeza, higiene, comercialização, manutenção e assistência técnica automotivas, de conveniência e congêneres, destinadas a assegurar o transporte e as atividades logísticas de todos os tipos de carga e de pessoas em rodovias e estradas; locação de veículos; atendimento ao público em agências bancárias, cooperativas de crédito ou estabelecimentos congêneres, referentes aos programas governamentais ou privados destinados a mitigar as consequências econômicas da emergência de saúde pública.

‘Não há nada de errado’, diz Guedes sobre suposto confronto com equipe econômica

0

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que houve um mal-entendido na avaliação de que o programa Pró-Brasil de investimentos públicos em infraestrutura lançado pela Casa Civil levaria a um confronto com a equipe econômica. “O ministro Braga Netto tem que conciliar os projetos setoriais dos diversos ministérios. Ele começou a fazer programação de pedidos e aquilo foi anunciado como programa”, afirmou, em videoconferência com lideranças do setor varejista.

Para Guedes, não são esses R$ 15 bilhões investimentos públicos que vão colocar o Brasil para decolar. O Plano Pró-Brasil prevê investimentos de R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões até 2022.

“Tudo bem, não há nada de errado. Mas o próprio ministro (da Infraestrutura) Tarcísio Gomes de Freitas sabe que o Brasil precisa de mais de R$ 200 bilhões em investimentos, que terão que vir pelo setor privado”, acrescentou. “Todos sabemos que o caminho da retomada é investimento privado. O PAC já deu errado”, completou.

Para Guedes, a atual crise só demonstra que o governo precisa insistir na agenda de reformas fiscais após a epidemia. Ele lembrou que já havia 40 milhões de trabalhadores informais antes da crise e criticou o que chamou de ambiente hostil a empresas.

“Pegamos o País quebrado. Vamos propor quebrar de novo? O caminho da retomada já conhecemos: marco do saneamento, choque de energia barata, simplificação de impostos, facilitar investimentos privados”, disse.

Bancos

Paulo Guedes, destacou, ainda, as medidas tomada pelo governo para garantir o crédito para empresas médias e grandes e lembrou que o Congresso irá aprovar em breve projetos também para as micro e pequenas empresas.

“Soltamos, primeiro, o crédito, liberando compulsórios e esperando a maré de liquidez subir. Mas os bancos, em um momento de crise como essa, pensam primeiro no depositante do que nos tomadores de crédito. Conservadoramente, eles retiveram essa liquidez e renegociaram o crédito de seus melhores clientes, que são as maiores empresas”, afirmou, em videoconferência com lideranças do setor varejista.

O ministro disse ainda que o governo precisou se movimentar para garantir o crédito privado para alguns setores que não estavam sendo atendidos pelos bancos, como as empresas aéreas, setor automotivo e energia elétrica. Um consórcio de bancos foi formado para estudar os financiamentos para esse setor. “Deixamos o mais próximo de negociação de livre mercado possível, o governo não vai pegar dinheiro da saúde para salvar uma grande empresa. Os bancos usarão debêntures conversíveis e garantias de ativos, dependendo de cada setor”, completou.

Mega-Sena pode pagar R$ 42 milhões nesta quarta-feira

0

O concurso 2.256 pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quarta-feira (29) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Conselho Nacional de Educação recomenda que aulas não presenciais contem como carga horária em tempos de pandemia

0

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer nesta terça-feira (28) em que recomenda que as aulas não presenciais contem como carga horária, já que as atividades escolares estão suspensas por causa da pandemia do coronavírus. O objetivo do CNE é dar condições para que as redes de ensino cumpram a carga horária mínima prevista em lei.

O documento não descarta a possibilidade de a pandemia comprometer os anos letivos de 2021 e 2022 e cita que as avaliações de conclusão do ano devem levar em conta o risco de evasão e abandono escolar. O documento precisa ser homologado pelo Ministério da Educação (MEC).

Em 1º de abril, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória em que suspende a obrigatoriedade mínima de dias letivos neste ano, mas manteve a obrigatoriedade da carga horária mínima para escolas e universidades.

O CNE alerta que o atual cenário poderá acarretar problemas de aprendizagem, danos para famílias de baixa renda e risco de abandono e evasão escolar.

“Sob este aspecto, é importante considerar as fragilidades e desigualdades estruturais da sociedade brasileira que agravam o cenário decorrente da pandemia em nosso país, em particular na educação se observarmos as diferenças de proficiência, alfabetização e taxa líquida de matrícula relacionados a fatores socioeconômicos e étnico-raciais”, diz o documento.

Em outro trecho, o CNE cita que “as avaliações e exames de conclusão do ano letivo de 2020 das escolas deverão levar em conta os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio”.

O parecer do CNE também traz orientações sobre como deverá ser a retomada das aulas após a quarentena. O texto cita aulas aos sábados; suspensão de férias; ampliação da jornada escolar (com mais horas/aula por dia) e o contra turno escolar.

Depen propõe que presos contaminados ou de grupos de risco sejam isolados em contêineres por causa do coronavírus

0

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) propôs ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária que detentos de todo o país passem a ficar isolados em contêineres no interior das unidades por causa da pandemia de coronavírus.

A proposta foi encaminhada no dia 17 de abril por Fabiano Bordignon, diretor do Depen, para ser votada pelo conselho. A análise deste caso está prevista para esta terça-feira (28), em Brasília.

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária é integrado por 13 membros designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos ministérios da área social.

Em nota, o Depen afirma que já adotou medidas sanitárias e protetivas no sistema prisional, mas sugere a utilização de estruturas temporárias para aprimorar as rotinas de separação de presos novos. Confira a íntegra da nota no final desta reportagem.

Contêiner para abrigo de presos  — Foto: Reprodução

O G1 apurou que os contêineres abrigariam até dez presos e teriam 12 metros de comprimento e pouco mais de dois metros de largura. Os espaços são contabilizados sem os beliches previstos e uma área para o banheiro.

No documento, Fabiano Bordignon justifica a ideia pela pandemia de coronavírus e a possibilidade da doença atingir o sistema penitenciário em todo o Brasil. Por isso, pede urgência na análise do caso.

A ideia do Depen é que os estados criem:

  • Vagas temporárias destinadas a abrigar presos não contaminados, mas em grupos de risco mais suscetíveis a complicações (idosos, diabéticos, hipertensos, asmáticos ou com outras outras comorbidades);
  • Vagas temporárias destinadas a abrigar presos contaminados, mas que não apresentem complicações que precisem de tratamento médico intensivo, sendo necessário apenas o isolamento. Para estas instalações, provavelmente será necessário algum nível de filtragem do ar por exaustão, evitando propagação do vírus para outras áreas.

Uma manifestação da Defensoria Pública da União enviada ao conselho penitenciário é contra a medida.

“A utilização desse tipo de instalação para a internação de presos supostamente não contaminados integrantes do grupo de risco (idosos, diabéticos, hipertensos, asmáticos, etc.), pretendida pelo Depen, representa um risco concreto à vida dessas pessoas”, diz a Defensoria.

E completa:

“Isto porque, conforme acima mencionado, os contêineres já são, por definição, um espaço muito fechado, com pouca ventilação, extremamente propício à proliferação de doenças infectocontagiosas. Nessas condições, a propagação do coronavírus é sobremaneira facilitada”.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, denuncia como “inapropriada” a proposta em documento enviado ao Depen.

“Absolutamente incabível e inapropriada a referida solução, ainda que temporária e emergencialmente alvitrada para o enfrentamento da pandemia em curso”, escreveu o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil.

Nota enviada pelo Depen

“O Departamento Penitenciário Nacional esclarece: Depois de adotar medidas sanitárias e protetivas no sistema prisional, devido à pandemia de coronavírus, o Depen sugeriu ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária – CNPCP – que analise a possibilidade de permitir a utilização de estruturas temporárias para aprimorar as rotinas de separação de presos novos (prisões em flagrante), sintomáticos e os que necessitam de atendimento médico.

As estruturas provisórias poderiam ser similares a dos hospitais de campanha, com pré-moldados, barracas de campanha e até mesmo na forma de containers habitacionais climatizados, muito utilizados há vários anos na construção civil.

Na próxima reunião do CNPCP, marcada para o dia 23/4, o DEPEN apresentará projetos já elaborados neste sentido. A utilização somente será concretizada se houver autorização do Conselho”.

Número de enterros em Manaus pode atingir pico de 4,2 mil no mês de maio, aponta Prefeitura

0

Com uma média atual de 100 sepultamentos por dia, enterros noturnos e conflitos sobre o sistema de agrupamento de caixões, a Prefeitura de Manaus estima que a situação ainda pode piorar. Segundo projeção divulgada pelo órgão, o número de enterros na capital pode chegar a 4,2 mil no mês de maio. Neste domingo (26), Manaus registrou o maior número de enterros desde o início da pandemia do novo coronavírus, com 140 sepultamentos.

A Prefeitura de Manaus informou ao G1 que a demanda por sepultamentos, desde o agravamento da pandemia de Covid-19, elevou a projeção para o próximo mês maio, “que pode chegar a ordem de 4.260 enterros”. Essa projeção tem como base o pico de enterros em abril, quando a capital atingiu 140 enterros. A Prefeitura informou que esse quantitativo serve como projeção do pior cenário de maio.

O número total de sepultamentos registrados pela Prefeitura incluem mortes em geral e também por Covid-19. Segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta terça-feira (28), o Amazonas já registrou mais de 350 mortes pela doença e tem mais de 4,3 mil casos confirmados. Do total de mortes pelo novo coronavírus, 274 foram em Manaus.

Por conta desse aumento, Manaus fez uma parceria com um crematório local e, desde o último sábado (25), quando o serviço teve início, 15 cremações foram realizadas. Equipes do cemitério realizam um trabalho para convencer familiares a adotarem pela método, evitando uma superlotação no local.

Um novo procedimento de empilhar caixões havia sido tomado por conta do aumento drástico no número de sepultamentos na capital. Diante da repercussão negativa sobre o empilhamento dos caixões de pessoas mortas em Manaus, a prefeitura voltou atrás e informou que não serão mais realizados sepultamento em ”sistema de camadas” no cemitério público Nossa Senhora Aparecida.

Com a alta demanda, o Cemitério Nossa Senhora da Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, também recebeu frigoríficos para comportar corpos que aguardavam enterros. No último dia 26, o Sindicato das Empresas Funerárias do Estado do Amazonas (Sefeam) afirma que as empresas têm estoque de urnas para dez dias, caso a quantidade de enterros permaneça alta.

A Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (ABREDIF) informou por meio de nota, nesta terça-feira (28), que o Governo Federal negou um pedido de apoio logístico para adequar o estoque de urnas funerárias que serão enviadas a Manaus.

Antes da pandemia pelo novo coronavírus, a média de sepultamentos em Manaus era de 30 por dia. Há mais de uma semana, cartórios da capital também estenderam o regime de plantão para atender alta demanda de registro de óbito.

Famílias sofrem com colapso funerário

Maria Portelo, de 61 anos, morreu às 15 horas do domingo (26). Ela morava na comunidade São João, na BR-174, que liga Manaus a Boa Vista (RR). Mais de 24 horas depois, a família ainda esperava pelo SOS Funeral para a remoção do corpo. “É um direito sepultar”, declarou uma sobrinha.

A família de Maria conta que ela passou mal no domingo, mas o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) não chegou a tempo. Quando acionou o serviço público de sepultamento, também precisou esperar. O corpo da idosa ficou em cima da casa, na casa onde ela morava, até a chegada do atendimento, mais de 24h após o falecimento.

Idosa morre dentro de casa e família passa mais de um dia aguardando remoção pelo SOS Funeral em Manaus. — Foto: Divulgação

No domingo (26), dia do recorde de sepultamentos, uma família precisou enterrar o próprio pai, por falta de coveiros. Antes disso, a família precisou “revirar” câmaras frigoríficas para encontrar o corpo do pai. “Muitos corpos em cima do outro, sem identificação nenhuma. Nós tivemos que nos arriscar. Tivemos que nos arriscar dentro do freezer, dentro do frigorífico, para identificar nosso pai”, disse um dos filhos.

Vídeo Completo SEM Corte: ‘E daí? Lamento. Quer Que eu Faça o Quê?’, Disse Jair Bolsonaro

0

“Eu sou Messias, Mas Não Faço Milagre”, Diz Jair Bolsonaro.

Veja até o FINAL e Faça Sua Análise…

video
play-sharp-fill

STF abre inquérito para investigar Weintraub por suposto racismo contra chineses

0

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e determinou na noite desta terça-feira (28) a abertura de inquérito para apurar suposto crime de racismo cometido pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

No início do mês, Weintraub insinuou em uma rede social que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus. Depois, ele apagou o texto.

Questionado pela TV Globo, o Ministério da Educação respondeu nesta quarta-feira (29) que não vai se manifestar sobre a abertura do inquérito.

Segundo o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, a conduta do ministro configura, em tese, infração penal prevista na lei que define os crimes resultantes de preconceito. A conduta é punível com um a três anos de prisão e multa.

Agora, Weintraub vai prestar depoimento sobre o caso. Na decisão, Celso de Mello deixou claro que o ministro não tem prerrogativa de definir quando e onde será ouvido, como indicou a PGR. Isso porque Weintraub não falará como testemunha, mas investigado.

O STF autorizou ainda a obtenção dos dados referentes ao acesso usado para publicar o post – por exemplo, o IP (código único de cada computador conectado à internet) utilizado para o acesso à internet. O prazo é de 90 dias para a conclusão das investigações. Segundo o ministro, isso ocorre em função da pandemia do coronavírus.

Na postagem, Weintraub disse que a China vai sair “relativamente fortalecida” da crise do coronavírus e que isso condiz com os planos do país de “dominar o mundo”. Disse ainda que haveria, no Brasil, parceiros dos chineses nesse objetivo.

“Geopolíticamente [sic], quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu Weintraub.

Para ilustrar a postagem, ele publicou ainda uma foto de uma capa de um gibi da Turma da Mônica, que mostra os personagens na China. Usando o personagem Cebolinha, que troca o “R” pelo “L”, Weintraub ridicularizou o fato de alguns chineses, quando falam português, efetuarem a mesma troca de letras.

Na época, a embaixada chinesa no Brasil, também na rede social, divulgou uma resposta repudiando a fala do ministro e o embaixador, Wanming Yang, cobrou uma declaração oficial do governo sobre a fala de Weintraub.

Em março, também em uma rede social, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, escreveu que a “culpa” pelo coronavírus era da China.

Mega-Sena de R$ 300 milhões em arte horizontal com bilhete, bolas numeradas e destaque para prêmio especial

Sorteio especial da Mega-Sena pode pagar R$ 300 milhões sem acumular

0
Prêmio especial será sorteado no domingo, com prazo curto para apostas e divisão entre faixas vencedoras.
Celular com aplicativo Meu INSS sobre cédulas de dinheiro, representando novas regras do empréstimo consignado do INSS.

INSS exige biometria facial e muda regras do consignado para aposentados

0
Validação facial passa a ser exigida e contratos não confirmados em até cinco dias serão cancelados.
INSS no WhatsApp alerta beneficiários sobre prova de vida em canais oficiais

INSS passa a avisar pelo WhatsApp quem precisa regularizar prova de vida

0
Mensagem oficial vale só para quem não teve dados recentes encontrados nos sistemas automáticos do governo.
Profissional de saúde prepara dose na central de vacinas em Porto Velho com pacientes aguardando atendimento especial

Central de vacinas em Porto Velho já aplicou 614 doses especiais

0
Atendimento especial facilita acesso a imunizantes para públicos prioritários com laudo médico na capital.
Surto de hantavírus em cruzeiro leva navio à Holanda com quarentena e controle sanitário

Navio com surto de hantavírus chega à Holanda após 3 mortes

0
A mudança de rota expôs a dimensão da operação, com retirada de viajantes nas Canárias e chegada controlada à Holanda.