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terça-feira, maio 19, 2026
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Com revogação de MP, acidente no trajeto até emprego volta a ser considerado como de trabalho

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Com a revogação da Medida Provisória 905, que criou o Contrato Verde e Amarelo, o acidente no trajeto da ida ao serviço, ou na volta para casa, voltou a ser equiparado como acidente de trabalho, e o trabalhador volta a ter garantido o direito de estabilidade de 12 meses no contrato de trabalho após a alta médica.

Entre outros pontos, a MP excluía qualquer situação de acidente no percurso casa-emprego como acidente de trabalho.

A MP chegou a ser aprovada pela Câmara dos Deputados, mas foi revogada no dia 20 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro, após ficar parada parada no Senado em acordo para a aprovação. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que vai editar uma nova MP para tratar do Contrato Verde e Amarelo, mas com regras específicas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Questionado pelo G1 se o governo pretende voltar a excluir o acidente no trajeto até o emprego como acidente de trabalho, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia respondeu apenas que, com a revogação da MP 905, “volta a vigorar para fins previdenciários o disposto” na Lei 8.213/91.

“Na vigência da MP 905, as empresas deixaram de emitir CAT (comunicado de acidente de trabalho) para os acidentes de trajeto e com isso não havia nenhuma garantia de emprego assegurada ao empregado acidentado. A revogação da MP permite que os acidentes de trajetos ocorridos após a sua revogação devam ser observados pelas empresas com base na lei anterior, ou seja, obrigatoriedade na emissão de CAT com consequente garantia de emprego após a alta médica”, explica o advogado trabalhista Peterson Vilela, do escritório L.O. Baptista Advogados.

O advogado e especialista em Direito Previdenciário João Badari explica que, se fosse mantida, a MP provocaria impactos não só em direitos trabalhistas como estabilidade e indenização, mas também previdenciários em pensões por morte, nos cálculos de benefícios, carência etc. “Todos os direitos trabalhistas e previdenciários decorrentes deste acidente não poderiam mais ser exercidos pelo trabalhador. Por exemplo, o auxílio-doença a partir do 16º dia de afastamento seria o comum, e não o acidentário”, afirma.

Durante a tramitação da MP no Congresso, o relator chegou a propor uma alteração no texto de forma a considerar acidente de trajeto como de trabalho somente aquele que ocorrer em veículo fornecido pelo empregador e no caso de haver dolo ou culpa. Mas, agora, a regra volta a ser a mesma que vigorou até novembro do ano passado.

Garantia de estabilidade

Com a revogação da MP, desde o dia 20 de abril as empresas voltaram a ficar obrigadas a emitir CAT em casos de acidente de trajeto.

“Havendo necessidade de afastamento por período superior a 15 dias, o empregado deve ser encaminhado à perícia do INSS que determinará o período de afastamento. Com o retorno fica garantida a estabilidade ao trabalhador acidentado”, explica Anaí Frozoni, advogada trabalhista do escritório Miguel Neto Advogados.

Por lei, a estabilidade é de ao menos 1 anos após a alta médica mas, dependendo da convenção coletiva do sindicato, essa garantia poderia ser maior.

Nos acidentes de trajeto ocorridos durante a vigência da MP, os advogados lembram que a emissão de CAT não era obrigatória, uma vez que a medida provisória tem força de lei durante a sua vigência. “A melhor alternativa para essa situação é que as partes analisem caso a caso e entrem num acordo com concessões recíprocas, evitando-se o desgaste de uma ação judicial, sobretudo frente ao momento em que estamos vivendo”, recomenda Vilela.

Covid, Corona e Lockdown viram nomes de recém-nascidos na Ásia

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Na Ásia cada vez mais pais dão a seus recém-nascidos um nome com referência ao novo coronavírus, visivelmente indiferentes às consequências de sua escolha a longo prazo. Entre outras variações estão “Corona”, “Covid” (doença provocada pelo novo vírus) e “Lockdown” (que em inglês significa confinamento).

Quando Tabesa Hill deu à luz em 13 de abril em Bacolod, nas Filipinas, decidiu que a filha deveria ter um “nome que nos recordasse que escapamos da Covid-19”, de acordo com o pai da menina, John Tupas, de 23 anos. Por este motivo, a recém-nascida virou Covid Marie.

Poucas semanas antes, duas mães do sudeste da Índia tiveram a mesma ideia. Algumas pessoas destacaram que a ideia veio de um médico do hospital onde nasceram as crianças. Uma se chama Corona Kumar e a outra Corona Kumari.

“Eu disse que ajudaria a sensibilizar [a população] sobre a doença e a acabar com os preconceitos a respeito. Para minha surpresa, aceitaram”, confirmou o médico, S.F. Basha.

Um casal de migrantes do nordeste da Índia, que ficou bloqueado a milhares de quilômetros de sua residência no estado de Rajasthan, optou pelo nome “Lockdown” para seu filho.

“Nós demos o nome Lockdown para recordar todos os problemas que enfrentamos durante este período difícil”, explicou o pai da família à imprensa local.

Casos de coronavírus mais que dobram em Blumenau após volta do comércio

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O número de casos de Covid-19 em Blumenau, no Vale do Itajaí, mais do que dobrou desde a reabertura do comércio na cidade, em 13 de abril. Naquela data, eram 68 pacientes infectados, contra 177 na terça-feira (28), segundo o governo de Santa Catarina — um crescimento de 160%.

A reabertura do comércio foi autorizada pela prefeitura, na ocasião, após um decreto estadual que permitiu a reabertura mediante algumas regras, entre elas a proibição de provas das mercadorias e a obrigação de uso de máscaras pelos funcionários.

O município não registrou mortes em decorrência da infecção. Em todo estado, eram 1.995 as pessoas com casos confirmados de coronavírus, com 44 óbitos, segundo balanço de terça-feira (28).

A Prefeitura de Blumenau atribuiu a alta à volta do comércio e à quantidade maior de testes realizados. Os testes inicialmente eram feitos em pacientes internados; depois, pessoas com sintomas de resfriado também passaram a ser submetidas à testagem. Não foi informada a quantidade de pessoas testadas desde a reabertura do comércio. A ampliação de testes começou há cerca de uma semana.

“Podemos dizer que existe uma relação entre a abertura do isolamento e o aumento de casos positivos. Além disso, [há] o fato de estarmos testando mais pessoas”, disse Winnetou Krambecko, secretário da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus).

Também por meio de nota, o governo do Estado de Santa Catarina informou que o aumento “faz parte de um movimento esperado da doença diante da disseminação do vírus e da ampliação da testagem”.

Aglomerações

Na quarta (22), quando foi autorizado o funcionamento de shoppings e afins, um dos estabelecimentos chegou a ter aglomeração de pessoas por causa da reabertura e depois acabou notificado pela Justiça e Vigilância Sanitária. O município, porém, diz não ser possível associar o aumento à volta desses espaços em razão do curto espaço de tempo verificado desde então — menos de uma semana.

No domingo (26), moradores flagraram situação semelhante em um food park da cidade. Apesar de ficar em local aberto, havia pessoas aglomeradas e sem máscara, item que é obrigatório em Santa Catarina. A prefeitura também notificou o estabelecimento.

O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, lamentou os dois episódios e reforçou a necessidade de as pessoas saírem de casa somente em caso de extrema necessidade.

“Cada vez que as pessoas se colocam nessa situação, não colocam só sua vida em risco, mas as de outros, de levar para dentro de casa. Participamos e ajudamos no processo de fiscalização, mas cabe a cada cidadão avaliar qual o risco está trazendo para nossa vida e de nossos familiares”, disse.

Santa Catarina decretou situação de emergência e começou a quarentena em 17 de março. Os primeiros casos de coronavírus em Blumenau, sendo seis, foram contabilizados em 22 de março. Com o passar das semanas, foram ocorrendo flexibilizações, apesar da continuidade das orientações de isolamento social e ainda suspensão de alguns serviços, como o transporte coletivo e aulas.

Evolução dos casos

O comércio de rua reabriu em 13 de abril, acompanhando o decreto estadual que permitiu a abertura de lojas seguindo uma série de regras, entre elas a proibição de provas das mercadorias, e o uso de máscaras pelos funcionários. Dias depois, a prefeitura, assim como em outras cidades catarinenses, tornou o uso de máscaras obrigatório por todos os moradores.

No dia da reabertura do comércio de rua, Blumenau tinha 68 casos de coronavírus. Quando os shoppings reabriram, eram 81. No sábado (25), esse número subiu para 90 casos e, no domingo, para 100. Na segunda-feira (27), crescimento de 59%, passando para 159 notificações.

Em Santa Catarina a primeira confirmação de pacientes diagnosticados com Covid-19 foi em 12 de março, segundo o Governo do Estado, com dois casos em Florianópolis. Em 22 de março o número de cidades com confirmação da doença subiu de 15 para 18 e Blumenau entrou na lista do Estado de municípios com a doença.

Desde então, o número de casos da doença sobe em Santa Catarina, chegando a 1.476 na segunda-feira (27) – como mostra o gráfico abaixo. Na noite de terça-feira (28) o Governo atualizou os números e Santa Catarina tem 1.995 casos de coronavírus em 120 cidades. Entre as confirmações estão o diagnóstico de 44 pessoas que morreram com a doença.

Sem causa exata

O professor João Gurgel, coordenador do Comitê Covid-19 da Universidade Regional de Blumenau (Furb), pesquisador na área de Saúde Coletiva e integrante de uma comissão integrada da prefeitura que acompanha a pandemia, diz que não é possível atribuir uma causa exata ao aumento dos casos.

“Mas é importante dizer que as medidas de relaxamento acabam promovendo comportamento de massa e comportamento de massa precisa ser acompanhado, monitorado e não responde muito bem exatamente com a velocidade que a gente trabalha. Junto com o relaxamento vieram normativas, é um grande desafio orientar para que o comportamento seja seguro”, disse.

Segundo ele, a comissão que integra pesquisadores da universidade, profissionais da saúde e prefeitura tem avaliado e estudado a situação, assim como o crescimento do número de casos, e considera, além das medidas de relaxamento, que o aumento de testes tem contribuído.

“O aumento no fim de semana foi exponencial, foi maior, mas a gente precisa acompanhar a curva. A gente precisa olhar isso, ver se essa curva tende à normalidade, o que vai acontecer com os dados e também investigar para saber que fatores estavam acontecendo naquele momento que influenciou a curva, vai precisar de um estudo mais aprofundado. […] Todos os fatores precisam ser avaliados, tudo vai influenciar, o próprio diagnóstico e contagem de casos é fundamental, muda totalmente o comportamento da curva”, afirmou.

Máscaras e demais precauções

Por decreto, desde o dia 20 de abril, os moradores de Blumenau devem usar máscaras faciais, seja na rua ou ao entrar e estabelecimentos (veja no vídeo acima). A Prefeitura e o especialista em Saúde alertam, no entanto, que além de usar a máscaras, as demais precauções devem ser mantidas, entre elas a higienização constante das mãos e o isolamento e distanciamento social.

“As pessoas estão usando a máscara caseira. O problema é que isso pode trazer uma falsa segurança para as pessoas. A máscara não dá segurança absoluta. ela deve ser usada, mas dentro de critérios muito restritos, tem que ser bem manuseada, pra usar, lavar, e você você não vai poder retornar à situação de aglomeração, vai precisar continua seguindo as regras de isolamento. É muito importante só sair na rua quando for necessário”, alerta Gurgel.

‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre mortes por coronavírus; ‘Sou Messias, mas não faço milagre’

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O presidente Jair Bolsonaro perguntou a uma repórter, na portaria do Palácio da Alvorada, o que quer que ele faça em relação às mortes por coronavírus no Brasil, que nesta terça-feira (29) superaram as da China, país de origem da pandemia.

Nesta terça-feira, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de mortes confirmadas por covid-19, a doença provocada pelo coronavírus, ultrapassou a marca dos 5 mil, chegando a 5.017. Na China, são 4.643.

Durante a entrevista, uma jornalista disse ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19”. O presidente, então, afirmou:

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse, em referência ao próprio sobrenome.

Momentos depois, na mesma entrevista, Bolsonaro disse se solidarizar com as famílias das vítimas. “Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas”, disse.

“Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás”, disse o presidente.

Questionado se conversaria com o ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre a flexibilização do distanciamento social, Bolsonaro afirmou que não dá parecer e não obriga ministro a fazer nada.

O presidente também disse que ninguém nunca negou que a covid-19 causaria mortes no Brasil e que 70% da população será infectada.

“As mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população. Infelizmente é a realidade. Mortes vão (sic) haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes”, disse.

Exames

O presidente também foi questionado sobre decisão judicial que deu ao jornal “O Estado de S. Paulo” o direito de ter acesso resultados dos testes de coronavírus aos quais se submeteu. Segundo o presidente, os dois exames resultaram negativo.

Bolsonaro disse ter o direito de não mostrar os resultados dos testes.

“Vocês nunca me viram aqui rastejando, com coriza. Eu não tive [a doença], pô. E não minto […]. Da minha parte, não tem problema mostrar. Mas, agora, eu quero mostrar que eu tenho o direito de não mostrar”, afirmou.

Secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 73.511 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 5.104 mortes

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Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta quarta-feira (29), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 5.104 mortes provocadas pela Covid-19 e 73.511 casos confirmados da doença em todo o país. O número de mortes no país superou o da China, que registrou 4.632 fatalidades pela Covid-19.

Veja também como está a sua cidade ou estado no mapa exclusivo.

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 23,3% em todo o estado em 28/04
  • Alagoas – 36% em todo o estado em 28/04
  • Amazonas – 96% em todo o estado em 23/04
  • Bahia – 54% em todo o estado em 21/04
  • Ceará – 98% em todo o estado em 26/04
  • Espírito Santo – 69,2% em todo o estado em 24/04
  • Maranhão – 96,4% em todo o estado em 27/04
  • Mato Grosso – 4,8% dos leitos de UTI da rede pública em todo o estado em 23/04
  • Mato Grosso do Sul – 2,6% em todo o estado em 27/04
  • Minas Gerais – 58% em todo o estado em 28/04
  • Pará – 84% em todo o estado em 15/04
  • Paraíba – 28% em todo o estado em 25/04
  • Paraná – 33% em todo o estado em 27/04
  • Piauí – 21% em todo o estado em 28/04
  • Pernambuco – 98% em todo estado em 27/04; além disso, 99% dos leitos de UTI da rede pública dedicados aos pacientes infectados pelo novo coronavírus também estão ocupados
  • Rio de Janeiro – 92% em todo o estado em 27/04
  • Rio Grande do Norte – 33% em todo o estado em 22/04
  • Rio Grande do Sul – 54,57% em todo o estado em 22/04
  • Rondônia – 23,50% em todo o estado em 28/04
  • Santa Catarina – 16,83% dos leitos na rede pública em todo o estado em 27/04
  • São Paulo – 59,8% em todo o estado em 27/04
  • Sergipe – 6 leitos ocupados em 23/04
  • Tocantins – 10% dos leitos ocupados em 28/4

Amapá, Distrito Federal, Goiás e Roraima não divulgaram a taxa de ocupação.

Datafolha: 52% defendem isolamento social amplo; 46% são a favor de volta ao trabalho de pessoas fora do grupo de risco

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Pesquisa do Instituto Datafolha publicada no site do jornal “Folha de S.Paulo” na madrugada desta quarta-feira (29) aponta empate técnico entre os que apoiam a volta ao trabalho das pessoas que estão fora dos grupos de riscos e os que defendem o isolamento social como forma de combate à expansão do novo coronavírus.

O Datafolha ouviu na segunda-feira (27) por telefone 1.503 pessoas em todos os estados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Defendem a volta ao trabalho para aqueles que não estão no grupo de risco 46% dos entrevistados, segundo a pesquisa. Eram 37% no início de abril e 41% em 17 de abril.
  • Apoiam o isolamento social amplo – de todos, inclusive quem está fora do grupo de risco – 52%, contra 60% no início de abril e 56% no último dia 17.
  • Entre os que avaliam como ótimo ou bom o governo do presidente Jair Bolsonaro 67% dos entrevistados apoiam a volta ao trabalho de quem não está em grupo de risco, contra 26% no grupo dos que consideram o governo ruim ou péssimo.

Avaliação de acordo com renda

  • apoio ao isolamento seletivo é maior entre os mais ricos: 58% dos que ganham mais de dez salários mínimos, contra 44% dos que recebem até dois salários.
  • Os mais ricos são também aqueles que dizem que mais cumprem a quarentena: 71%. 56% deles dizem sair só quando inevitável e 15%, nunca.
  • Os mais pobres (até 2 salários mínimos), empatam com os mais ricos em isolamento: 71%, sendo 17% totalmente isolados. Mas 3% deles dizem não ter alterado a rotina, contra apenas 1% dos mais ricos.
  • Disseram estar totalmente isolados 16% dos entrevistados, e 53% afirmaram que só saem de casa quando inevitável.
  • Considerando a renda, o grupo que mais tem mantido a rotina é o que tem renda entre cinco e dez salários mínimos: 44%. Nos demais estratos essa proporção fica entre 28% e 35%.

Preocupação com o vírus

  • O Datafolha mostra também alta no índice de brasileiros que acham que a população está menos preocupada com o vírus do que deveria. Passou de 44% em março para 56% agora.
  • Segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou até terça (28) 71.886 casos confirmados de coronavírus, com 5.017 mortes. Para 47% dos entrevistados, o número real é maior do que o divulgado.
  • Segundo o levantamento, a proporção dos que defendem manter as pessoas em casa mesmo que isso prejudique a economia é de 67%. No levantamento do início do mês, eram 76% dos entrevistados.

Horário de funcionamento do comércio é estendido pela prefeitura de Vilhena, RO

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Um decreto foi publicado pela prefeitura de Vilhena (RO) nesta terça-feira (28) alterando algumas medidas de restrição do comércio e enfrentamento ao novo coronavírus, previstas no documento n° 49.121 que estabelece nível de perigo eminente, divulgado no dia 18 de abril.

Entre as normas que sofreram alteração, o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, que era das 6h às 20h, passou a ser permitido até 22h. Segundo a prefeitura, a decisão foi tomada após recomendação do Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus do município.

Alterações também foram realizadas nas regras para funcionamento de restaurantes self-service. Anteriormente, apenas funcionários podiam servir os alimentos. Agora os clientes também podem manipular os utensílios, como colheres e conchas, desde que estejam utilizando luvas descartáveis.

Ainda de acordo com o novo decreto, em situações de óbito por Covid-19 ou caso haja suspeita da doença, pode ser realizado apenas o sepultamento, seguindo as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nas demais situações, o número de pessoas no velório deve ser limitado a cinco pessoas, mantendo distância mínima de dois metros entre cada uma, com uma duração de até cinco horas.

Prefeitura anuncia suspensão de decreto que flexibilizava abertura do comércio de Porto Velho

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A Prefeitura de Porto Velho anunciou nesta terça-feira (28), por meio da assessoria, que irá suspender por tempo indeterminado os efeitos dos decretos nº 16.633 e 16.629, que tratam sobre a flexibilização do comércio da capital.

O prefeito Hildon Chaves deve fornecer mais informações em coletiva de imprensa prevista para a quarta-feira (29).

No documento que suspende os efeitos dos dois decretos, o prefeito segue com o estado de calamidade pública no município, decretado no dia 23 de março pela ordem municipal 16.612 e modificado no dia 8 de abril pelo decreto 16.620. Com isso, voltam às regras mais rígidas de abertura do comércio, com autorização de funcionamento apenas a alguns segmentos considerados essenciais.

O decreto 16.612 considera atividades essenciais aquelas “indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim considerados aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”.

No decreto 16.620, Hildon Chaves proíbe atividades como: a realização de eventos e de reuniões de qualquer natureza, além do funcionamento de galerias de lojas e comércios, shopping centers e centros comerciais.

Casos em Rondônia

Até esta terça-feira (28), Rondônia tem 413 casos confirmados do novo coronavírus e, desses, 11 mortes. Oito óbitos foram registrados apenas em Porto Velho. O balanço foi divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

A Secretaria Estadual de Saúde ainda divulgou que:

  • 77 pacientes estão internados com novo coronavírus;
  • 37 casos suspeitos;
  • 40 casos confirmados;
  • 107 pessoas curadas;
  • 1.393 casos descartados;
  • 71 casos estão aguardando resultado no Lacen.

Mulheres representam mais de 60% dos casos confirmados de Covid-19 em RO, diz governo

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As mulheres representam maioria entre os casos confirmados do novo coronavírus em Rondônia. São 252 (61%) diagnósticos positivos do sexo feminino. Os outros 161 (39%) dos pacientes são do sexo masculino.

Os dados foram revelados no Boletim Epidemiológico Coronavírus, da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). A atualização mais recente é de terça-feira (28).

Apesar da faixa etária ser mais jovem entre os diagnósticos positivos em Rondônia, o perfil das pessoas que morreram com Covid-19 no estado é de pacientes com idades acima dos 50 anos.

Sobre as idades, pacientes entre 30 a 39 anos são maioria no recorte de casos confirmados: há 108 diagnósticos nessa faixa etária. Depois vem pessoas entre 40 e 49 anos (103), 20 a 29 anos (81) e 50 a 59 anos (49).

O levantamento informa que há apenas cinco pacientes com Covid-19 que têm entre 80 e 89 anos e um com 90 anos.

O boletim mostra ainda a curva de evolução do novo coronavírus no estado. O primeiro caso da doença foi registrado em 19 de março pela Sesau, mas o Ministério da Saúde só o contabilizou no dia seguinte.

De acordo com o Estado, em 24 dias (19/3 a 12/4) Rondônia confirmou 42 casos. Mas do dia 14 de abril em diante a transmissão do vírus foi intensificada, somando até o momento 413 diagnósticos positivos em um mês e nove dias.

O governo ainda cita que na capital Porto Velho, onde concentra a maioria dos casos do novo coronavírus, o aumento no número de diagnósticos está ligado “à realização de dois eventos particulares com aglomeração de pessoas”, o que possibilita a transmissão em massa da doença e, consequentemente, descumpre com a ordem estadual de calamidade pública.

Conforme análise do Fantástico com base nos dados do Ministério da Saúde, no Brasil 72% das mortes são de pessoas com mais de 60 anos, 60% eram homens, e 70% apresentavam pelo menos um fator de risco, sendo a cardiopatia a mais comum entre elas – 40% dos casos.

Até a noite de terça-feira (28), foram registradas mais de 5 mil mortes provocadas pela Covid-19 e mais de 70 mil casos confirmados da doença no Brasil.

Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de Saúde, realizado desde o início da pandemia no Brasil, em março. Esses dados também alimentam o Mapa do Coronavírus, plataforma exclusiva que permite acompanhar a curva de mortes e casos de Covid-19 de todos os municípios do país.

Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

PREVENÇÃO | Veículos utilizados em atividades de enfrentamento à Covid-19 em Rondônia passam por sanitização

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Ao todo 50 veículos e duas aeronaves empregados diretamente em atividades de prevenção e combate ao coronavírus passam por sanitização em Rondônia. São veículos utilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Polícia Militar (PMRO) e Corpo de Bombeiros (CMBRO).

A iniciativa, realizada na segunda e terça-feira (27 e 28), partiu de um alinhamento da Agevisa em conjunto com a Defesa Civil, e faz parte das ações da Sala de Situação criada no Governo de Rondônia para o enfrentamento da pandemia.

‘‘Percebemos a necessidade de intensificarmos nossas ações integradas para dar respostas ao enfrentamento dessa pandemia no nosso Estado. E essa sanitização faz parte disso, pois conta com a cortesia de um empresa de controle de pragas e sanitização que está executando o serviço. Inclusive realizou, em todo o Brasil, O Dia T, um dia para ser solidário’’, afirma a diretora da Agevisa, Ana Flora Gerhardt.

O técnico operacional da Defesa Civil de Rondônia, 1° sargento Weliton Cirqueira dos Santos, considera a ação essencial. ‘‘Essa sanitização é muito importante, pois, se houver, já elimina o vírus desses veículos. São viaturas do dia a dia que estão dando suporte em logística para atividades em hospitais, em locais de aglomerações e outras ações importantes, inclusive um desses veículos foi usado para o transporte de repatriados’’, explica.

Conforme a empresa, a sanitização é um procedimento com o objetivo de reduzir microrganismos críticos para saúde pública em níveis considerados seguros. O produto aplicado é uma combinação de quaternário de amônio de 5ª  geração e peróxido de hidrogênio. Essa aplicação acontece com uso de nebulizador/atomizador elétrico a frio, nebulizador a gasolina a frio ou pulverizador.

A equipe que faz a sanitização utiliza macacão tipo tyvek, luvas de nitrila, máscara facial com filtro para vapores orgânicos e inorgânicos ou máscara semifacial e óculos tipo ampla visão, botas impermeáveis e propés (sapatilhas descartável).

Mega-Sena de R$ 300 milhões em arte horizontal com bilhete, bolas numeradas e destaque para prêmio especial

Sorteio especial da Mega-Sena pode pagar R$ 300 milhões sem acumular

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Prêmio especial será sorteado no domingo, com prazo curto para apostas e divisão entre faixas vencedoras.
Celular com aplicativo Meu INSS sobre cédulas de dinheiro, representando novas regras do empréstimo consignado do INSS.

INSS exige biometria facial e muda regras do consignado para aposentados

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Validação facial passa a ser exigida e contratos não confirmados em até cinco dias serão cancelados.
INSS no WhatsApp alerta beneficiários sobre prova de vida em canais oficiais

INSS passa a avisar pelo WhatsApp quem precisa regularizar prova de vida

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Mensagem oficial vale só para quem não teve dados recentes encontrados nos sistemas automáticos do governo.
Profissional de saúde prepara dose na central de vacinas em Porto Velho com pacientes aguardando atendimento especial

Central de vacinas em Porto Velho já aplicou 614 doses especiais

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Atendimento especial facilita acesso a imunizantes para públicos prioritários com laudo médico na capital.
Surto de hantavírus em cruzeiro leva navio à Holanda com quarentena e controle sanitário

Navio com surto de hantavírus chega à Holanda após 3 mortes

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A mudança de rota expôs a dimensão da operação, com retirada de viajantes nas Canárias e chegada controlada à Holanda.