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segunda-feira, maio 18, 2026
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Hemorio inicia testes com plasma sanguíneo em pacientes com covid-19

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O evento Rolezinho no Hemorio, convoca pelas redes sociais a população a doar 450 litros de sangue, como parte das atividades de comemoração aos 450 anos da cidade.(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro  (Hemorio) iniciou esta semana os testes com plasma sanguíneo em pacientes em estado grave com covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Duas mulheres e um homem internados no Instituto Estadual do Cérebro receberam o plasma de um doador já curado da doença. Essa parte do sangue contém os anticorpos contra o novo coronavírus.

Segundo o diretor do Hemorio, Luiz Amorim, é preciso esperar em torno de 10 dias para saber se o paciente realmente melhorou após esse procedimento.

“A gente espera que esses anticorpos de pacientes curados possam neutralizar o vírus que está causando a complicação no paciente em estado grave.”

Nesta primeira fase dos estudos com plasma sanguíneo, o Hemorio vai aplicar esse procedimento em 100 pacientes com covid-19 em estado grave. Cada plasma coletado pode fornecer tratamento para até três pessoas. O plasma doado pelos pacientes curados ficará na unidade e será distribuído a hospitais que tratam casos graves de covid-19.

Segundo Amorim, o Hemorio já tem 300 pessoas cadastradas para começar o processo de doação do plasma. O doador tem que ter entre 18 e 60 anos, comprovar que tenha tido covid-19 e estar curado há pelo menos 14 dias.

Esse tipo de terapia é a mesma utilizada em epidemias como a de ebola e a de H1N1. Um estudo semelhante foi feito pelo Hemorio para tratar a dengue e bons resultados foram obtidos em laboratório. A ideia é criar mais uma alternativa para o combate ao novo coronavírus.

Mortos por coronavírus no Reino Unido podem ser mais que o dobro da cifra oficial

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O verdadeiro número de mortos por coronavírus no Reino Unido já passa de 40 mil, sugere uma nova análise – o dobro do total antes descrito como “um bom resultado”.

Na terça-feira, ministros anunciaram que houve 17.337 fatalidades, mas esta conta só inclui as pessoas que morreram em hospitais depois de serem diagnosticadas com o vírus.

Enquanto isso, o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) descobriu que o número de mortes registradas na semana encerrada em 10 de abril estava em 18.516, 75% acima do normal na Inglaterra e no País de Gales.

Agora o jornal “Financial Times” usou a cifra para calcular o número provável de “mortes em excesso” desde que o coronavírus chegou ao Reino Unido, concluindo que ele pode chegar a 41 mil.

Como 24% dos falecimentos normalmente ocorrem em casas de repouso, a análise sugere que quase 11 mil pessoas a mais do que o normal morreram nestes recintos, provavelmente de Covid-19.

Carl Henegan, professor de medicina com base em indícios da Universidade de Oxford, disse: “Não acho que já tenhamos visto uma escalada tão acentuada de mortes com esta taxa”.

Segundo ele, o surto de gripe sazonal de 2017-18 pode ter matado 50 mil pessoas no país, mas estes óbitos “transcorreram ao longo de muitas semanas”.

No mês passado, Stephen Powis, diretor médico do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, disse que 20 mil mortes de coronavírus seriam “um bom resultado” – quando um estudo do Imperial College previu meras 5.700.

As mortes em excesso de todas as causas estão 16.952 acima da média sazonal em todo o Reino Unido desde que as fatalidades da Covid-19 começaram a subir em meados de março.

Mas, por causa do atraso no cotejamento de dados de registros de mortes, as cifras do ONS só cobrem o período até 10 de abril, estando consideravelmente desatualizadas.

Supondo que a relação entre mortes em hospitais e mortes em excesso tenha ficado estável desde então, a estimativa de mortes feita pelo “Financial Times” até 21 de abril é de 41.102.

Elas compreendem quase 38 mil falecimentos na Inglaterra e no País de Gales, pouco menos de 3 mil na Escócia e pouco abaixo de 500 na Irlanda do Norte.

STJ inicia julgamento de recurso de Lula contra condenação no caso do triplex

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A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou nesta quarta-feira (22) a julgar um recurso apresentado pela defesa ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do apartamento triplex em Guarujá (SP).

O julgamento será feito em plenário virtual, isto é, sem necessidade da presença física dos ministros no plenário. Nesse tipo de julgamento, os magistrados incluem os votos por meio de sistema eletrônico. O prazo para a inclusão dos votos acaba no próximo dia 28.

Os ministros também vão avaliar se retiram o tema do plenário virtual, como pediu a defesa de Lula.

Lula foi condenado pela Quinta Turma a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No entendimento da Justiça, o ex-presidente recebeu o triplex da OAS como retribuição por contratos fechados pela empreiteira com a Petrobras.

Desde o início do processo, ainda na primeira instância, Lula diz ser inocente. A defesa do ex-presidente também sempre afirmou que o apartamento não é dele, que não há provas contra Lula e que o ex-presidente não cometeu crimes antes, durante ou depois do mandato.

Governo diz não ver ‘clima’ para vender ativos, e privatização da Eletrobras é adiada para 2021

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O governo federal informou, nesta quarta-feira (22), o adiamento das iniciativas de privatização previstas para acontecer até o fim deste ano. Segundo o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, a conclusão da área econômica é de que não há “clima” para vender ativos.

O adiamento inclui a privatização da Eletrobras, que estava prevista para outubro deste ano. Com os efeitos da pandemia do coronavírus, o cronograma foi transferido para o segundo trimestre de 2021.

Segundo Salim Mattar, essa mudança nos planos é “compreensível”. “Sabemos que de agora até o fim do ano talvez não possamos fazer mais nada. […] Esse ano acreditamos que não haverá clima de venda de ativos”, afirmou.

Tramitação no Congresso

Apesar do adiamento da privatização em si, o secretário disse acreditar que o projeto de lei que autoriza a venda da Eletrobras deva ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda este ano.

O texto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro de 2019, e precisa do aval da Câmara e do Senado. Ele prevê, entre outras definições, que a União fique com menos de 50% das ações e sem poder de veto.

Como parte das medidas de enfrentamento à Covid-19, Câmara e Senado têm se reunido em sessões remotas, medidas pela internet. O protocolo prevê que apenas temas ligados à pandemia sejam analisados por esse sistema.

Outros projetos

O novo cronograma de desestatização adiou, inclusive, privatizações previstas para 2021. As vendas dos Correios, Codesp e Telebras, que deveriam acontecer no ano que vem, foram adiadas para 2022.

Mattar confirmou que o governo não vai conseguir atingir a meta de vender R$ 150 bilhões em ativos em 2020. Apesar disso, a área econômica decidiu não rever a meta, já que o momento é de incerteza. Em 2019, o governo atingiu R$ 105,5 bilhões em desestatizações e desinvestimentos.

Venda de participações

O secretário de Desestatização afirmou que a retomada da venda de participações da União e do BNDESPar em empresas privadas é ainda mais incerta. Segundo ele, os atuais níveis das bolsas de valores impedem esse tipo de movimentação.

“Teremos que ter um momento oportuno para que o mercado retorne. Teremos que aguardar um período de tempo que não sabemos se três, seis meses ou quatro anos”, afirmou.

Segundo o secretário, a retomada dos projetos vai depender da curva de recuperação econômica – se ocorrerá no formato de “V”, com uma subida mais rápida, ou em formato de “U”, mais gradual.

“Se for em ‘U’, poderemos ter que esperar alguns anos”, disse Mattar.

Teich anuncia general Eduardo Pazuello como novo número 2 do Ministério da Saúde

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O ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou nesta quarta-feira (22) Eduardo Pazuello como novo secretário-executivo do Ministério da Saúde.

General do Exército, Pazuello assumirá o cargo no lugar de João Gabbardo, que chefiou a secretaria-executiva da pasta na gestão de Luiz Henrique Mandetta.

Pazuello se reuniu na manhã desta terça com o presidente Jair Bolsonaro e passará a ocupar a função em meio à pandemia do novo coronavírus.

Como secretário-executivo, o general atuará como número dois do ministro Nelson Teich, que tomou posse na semana passada.

Perfil

O novo secretário-executivo nasceu no Rio de Janeiro, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1984. Bolsonaro também se formou na instituição.

Na academia, fez cursos de operações na selva, paraquedista e aperfeiçoamento de oficiais.

General de Divisão desde 2018, Pazuello atuou como coordenador operacional da Força-Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida, responsável pelos trabalhos relacionados aos cidadãos venezuelanos que chegaram ao Brasil por Roraima, fugindo na crise no país vizinho.

Ex-comandante da Base de Apoio Logístico do Exército, o novo secretário-executivo do ministério trabalhou como coordenador logístico das tropas do Exército na Olimpíada de 2016.

Militares no governo

Em fevereiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que havia montado um governo “todo militarizado”.

Isso porque os quatro ministros com gabinetes no Palácio do Planalto são militares: Braga Netto (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Além deles, há outros ministros militares, entre os quais Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

O aproveitamento de quadros militares no governo era defendido por Bolsonaro desde a campanha eleitoral. O próprio presidente, deputado federal por 28 anos, é capitão reformado do Exército.O vice, Hamilton Mourão, é general da reserva.

Unicef convida crianças a desenhar como se sentem na quarentena durante pandemia

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Os adultos têm feito diversas lives nas redes sociais para falar sobre como se sentem em relação à quarentena durante a pandemia do novo coronavírus. Mas como as crianças estão se sentindo com a covid-19?

Meninas e meninos brasileiros foram convidados pelo Unicef a expressarem seus sentimentos na quarentena durante a pandemia do novo coronavírus. A campanha “Sentimentos no Papel”, lançada nesta quarta-feira, 22, incentiva famílias a ouvir as crianças e postar seus desenhos.

Por meio de desenhos, os pequenos contam que sentem falta da escola, mostram que o novo coronavírus as assusta, mas também trazem mensagens de esperança.

“O novo coronavírus mudou a rotina das famílias e das crianças, impactando muito seu cotidiano. Neste momento, é fundamental acolhê-las e criar um ambiente em que elas possam expressar seus sentimentos. A campanha surge com este objetivo: estimular as crianças a contar como estão se sentindo por meio de desenhos”, explica Michael Klaus, chefe de Comunicação e Parcerias do Unicef no Brasil.

Lucas Fontoura, de nove anos, morador de Manaus, Amazonas, colocou no papel os diferentes sentimentos que fazem parte de seu dia a dia agora. “Eu tenho várias emoções. É muito confuso. Num dia eu estou triste porque não posso sair de casa, não posso ver meus amigos. Noutro dia estou feliz porque aprendi uma coisa nova. Depois eu fico triste de novo porque penso que pode morrer alguém próximo de mim”, explica o menino.

“Eu sinto saudade de abraçar e beijar minha vó, meu vô, minha mãe”, conta Alessandra Albuquerque, 11 anos, de Fortaleza, no Ceará. “Eu desenhei a minha família brincando de massinha e corações porque eu tô gostando. A gente tá dentro de casa porque não pode sair”, diz Sofia Baldinato, cinco anos, de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Para participar da campanha, pais, mães e responsáveis devem abrir esse espaço de diálogo com seus filhos e filhas, organizando um ambiente acolhedor, em que a criança possa desenhar e falar sobre como se sente. Em seguida, os adultos podem usar o stories do Instagram, postando a foto do desenho, uma fala da criança ou um vídeo dela explicando o desenho, acompanhado da hashtag #sentimentosnopapel e marcando o perfil do Unicef Brasil.

As imagens serão selecionadas e parte delas será divulgada nas redes sociais do Unicef no Brasil, contribuindo para dar visibilidade aos sentimentos de cada criança, em tempos de coronavírus.

Governo vai disparar SMS com orientações sobre coronavírus

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Os mais de 210 milhões de celulares ativos no país começam a receber, a partir de hoje (22), mensagem de texto (SMS) do governo federal com orientações para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. A iniciativa é do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio do sistema de alertas da Defesa Civil, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A mensagem reforça cuidados que os cidadãos devem ter para conter o avanço da contaminação pelo vírus, como evitar aglomerações e lavar bem as mãos. Populações de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, os estados com o maior número absoluto de casos confirmados, serão as primeiras a receberem os avisos pelo celular.

O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério do Desenvolvimento Regional, coordena o envio de alertas por SMS. Atualmente, além da Defesa Civil Nacional, o sistema é utilizado por 100 Defesas Civis estaduais e municipais.

Só entre março e abril, mais de 150 milhões de mensagens com orientações sobre o novo coronavírus foram disparadas para números já cadastrados no serviço de alertas de desastres naturais. Em todo o país, nove milhões de celulares estão habilitados para receber informações de defesas civis locais.

Para ter acesso aos avisos gratuitos por SMS, os usuários interessados devem enviar uma mensagem do telefone celular para o número 40199. Na área de texto, é só indicar o CEP de interesse – é permitido cadastrar mais de um CEP. Com o cadastro feito, o celular está apto a receber alertas e recomendações da Defesa Civil sobre desastres naturais diversos.

 

Inep formaliza adiamento do Enem digital para 22 e 29 de novembro

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alterou as datas de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem ) digital para os dias 22 e 29 de novembro e as regras de solicitação de isenção da inscrição. Os editais com os ajustes foram publicados hoje (22) no Diário Oficial da União e também estão disponíveis na página do Enem.

No primeiro edital, publicado no mês passado, os participantes que optassem pela versão digital do exame fariam as provas nos dias 11 e 18 de outubro. O Inep também definiu novas cidades para aplicação do Enem digital, alcançando localidades em todos os estados e no Distrito Federal. A estrutura do exame será igual à da versão impressa.

A aplicação do Enem impresso continua marcada para os dias 1º e 8 de novembro. As inscrições começam no dia 11 de maio e vão até 22.

O valor da taxa de inscrição permaneceu o mesmo da edição de 2019 – R$ 85 – e deverá ser pago até 28 de maio. Na semana passada, o Inep anunciou a gratuidade da taxa de inscrição para todos os participantes que se enquadrarem nos perfis especificados nos editais, mesmo sem o pedido formal dos inscritos.

A regra também foi formalizada hoje e vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital. Aqueles que foram isentos em 2019, que faltaram aos dois dias de prova, mas não justificaram a ausência, também terão a gratuidade garantida.

Portanto, no ato da inscrição para o Enem 2020, terão isenção de taxa os cardidatos que estejam cursando a última série do ensino médio este ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica; tenham feito todo o ensino médio em escolas da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada e tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

É #FAKE que máscaras importadas da China são distribuídas contaminadas com o novo coronavírus

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Circulam nas redes sociais mensagens que dizem que máscaras importadas da China estão sendo distribuídas contaminadas com o novo coronavírus e que, por isso, devem ser evitadas ou, se usadas, precisam ser lavadas com água sanitária. É #FAKE.

A informação falsa se refere às milhões de máscaras compradas pelo Ministério da Saúde na China como parte de um lote de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais de saúde – e não para a população em geral. Governos estaduais também adquiriram equipamentos para médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da saúde.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que não há qualquer evidência de nada do exposto na mensagem falsa. “Os vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias”, explica.

Da mesma forma, especialistas entrevistados são unânimes ao afirmar que o novo coronavírus não é capaz de resistir nas máscaras durante todo o traslado China-Brasil. “Não há risco, seja em máscara, brinquedo ou tecido trazido da China. Não existe como, nesse período entre embalagem e voo de 24 horas, haver risco de contaminação. Não há possibilidade biológico de o vírus se manter vivo nessas condições”, diz o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

“Não é preciso esterilizar a máscara, ela vem pronta para uso. Elas não são esterilizadas, nem necessitam ser. E tem outro detalhe: se alguém está preocupado com o produto chinês, está redondamente enganado. Hoje, tem muito mais coronavírus circulando aqui do que lá. Então se for se preocupar, se preocupa com produto brasileiro, não chinês.”

A equipe do Fato ou Fake já desmentiu um boato sobre produtos importados do país asiático.

Segundo o infectologista Leonardo Weismann, um estudo publicado mês passado na revista científica “New England Journal of Medicine” já atestou a impossibilidade da resistência do vírus por muito tempo: “Este é mais um boato, e já foi desmentido antes. Mesmo que as máscaras estivessem contaminadas, o SARS-CoV-2 não sobrevive ao tempo de transporte até chegar aqui. O estudo mostrou que o vírus pode ser detectado por até 72 horas em superfícies de plástico e até 24 horas em papelão”, explica o médico, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A pesquisa, realizada por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Universidade da Califórnia, de Los Angeles e de Princeton, foi publicada em março. O trabalho avaliou a resistência do novo vírus em cinco materiais diferentes, e concluiu que ele resiste mais em materiais como aço inox e plástico (3 dias), e menos em papelão (um dia) e cobre (4 horas).

O pneumologista Rodolfo Berhsin Hugg, professor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, endossa: o temor de que as máscaras cheguem infectadas é injustificável. “Esse risco é totalmente infundado. Essas máscaras são vistoriadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária na entrada no país e, caso ocorresse contaminação, elas seriam recusadas”, aponta.

“A informação também não se justifica quando se refere aos Estados Unidos. Eles possuem critérios de qualidade bem elevados, e as máscaras seriam recusadas também. Imaginem a repercussão se as autoridades americanas identificassem uma irregularidade dessa magnitude?”, diz o médico. Ele ratifica que não há qualquer necessidade de limpeza do material antes de usar: basta posicionar máscara no rosto. “Higienizar pode, inclusive, destruir as máscaras”.

A pneumologista Patricia Canto Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública, lembra que não há relatos na literatura médica de contaminação pelos EPIs. “Essa hipótese é absurda. O uso de água sanitária é para lavagem das máscaras caseiras”, explica a médica. “As máscaras de uso em ambientes de saúde passam por controles de qualidade e não são ‘lavadas’ com água sanitária. O que ocorre é que, mesmo utilizando EPI, é possível que o profissional se contamine ao colocá-los ou retirá-los. Por isso, há uma técnica para a utilização correta.”

Para a infectologista Flávia Gibara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, “obviamente é fake news” a contaminação das máscaras. “Muito provavelmente, em uma viagem, do momento em que a máscara é fabricada, embalada, transportada até o destino, passando por diferentes temperaturas e condições, em um tecido, há uma chance minúscula de que isso aconteça”, explica a especialista. “É muito pouco provável que esse vírus venha em uma máscara até o consumidor final, vindo de qualquer lugar”, acrescenta.

As mensagens têm sido compartilhadas em formato de áudio e texto. Uma diz que “na dúvida sobre a higiene dessas máscaras, e considerando o risco de estarem contaminadas, todos devem lavar suas máscaras, deixar de molho em água e água sanitária diluída e colocar para secar. Só aí elas estarão seguras para uso”. Diz ainda que “existem notícias, que podem ser boatos, sobre a contaminação de população nos Estados Unidos por máscaras chinesas”.

Uma outra vai além: “Minha colega do posto diz que vão distribuir máscaras. É para não aceitar. As máscaras estão vindo da China e estão contaminadas. É por isso que vão morrer milhões de pessoas. Não aceite as máscaras, mesmo se o agente comunitário bater na sua porta . É para comprar máscara em farmácia”.

Uma outra insinua que autoridades de saúde vão distribuir propositalmente máscaras contaminadas, e ainda diz que soube da informação “de fonte segura”. “Foi comprovado agora, foi a maior descoberta: todas as máscaras estão vindo contaminadas da China. Não usem”.

Uma das mensagens se refere especificamente ao estado de Alagoas, e alerta que a população não deve aceitar máscaras distribuídas nos postos de saúde. Só que, segundo as secretarias de Saúde do estado e da capital, Maceió, não há distribuição de máscaras em residências por agentes de saúde. Os órgãos ainda garantem a procedência confiável das máscaras que vêm sendo adquiridas aos profissionais.

Mensagem falsa que circula em Alagoas — Foto:  G1

A Secretaria de Saúde do município do Rio de Janeiro também diz que o áudio que circula na internet, pedindo para que as pessoas recusem máscaras a serem distribuídas pelo poder público, é “fake news”. “Não tem o menor sentido.” Segundo o órgão, a prefeitura vai priorizar a proteção dos profissionais de saúde e de outras categorias que precisam continuar trabalhando nesse momento.

No início do mês, a prefeitura anunciou a contratação de 600 costureiras para a confecção de 1,8 milhão de máscaras de pano para a população. Ou seja, não houve importação de máscaras da China neste caso.

Além dessa primeira iniciativa, o poder público municipal também anunciou no último sábado (18) a distribuição de mais um milhão de um modelo novo de máscara. Esses equipamentos são de celulose, biodegradável e com design mais eficiente, para evitar a contaminação do lado interno. As máscaras são descartáveis e duram um dia de uso, segundo a prefeitura.

Sobre as máscaras feitas de pano, por costureiras e indicadas para a população, a infectologista Fávia Gibara lembra que é importante lavá-la antes da primeira utilização e sempre que ela for utilizada na rua. “Eventualmente, essa máscara pode ter sido feita naquele mesmo dia por uma pessoa assintomática que tenha o vírus. Então, toda máscara de tecido tem que ser higienizada antes de ser vestida e a cada uso”, alerta.

É #FAKE que rede de lojas Renner anunciou fechamento definitivo de lojas e demissão em massa de funcionários em meio a pandemia

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Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que a rede de lojas Renner anunciou neste mês que vai fechar as suas lojas e demitir todos os funcionários por causa da pandemia da Covid-19. É #FAKE.

A Renner fez um anúncio do fechamento temporário das lojas físicas como parte dos esforços para combater o avanço da Covid-19. Mas isso foi há um mês. A rede, assim várias outras lojas do comércio em estados pelo país, segue sem abrir ao público.

No comunicado de março, a Renner anuncia o fechamento temporário de todas as lojas físicas das marcas Renner, Camicado, Youcom e Ashua. “A decisão tem o objetivo de priorizar a saúde de colaboradores, clientes, fornecedores e comunidades para evitar o avanço do coronavírus (Covid-19)”, afirma o texto.

A rede, porém, diz que em nenhum momento fez qualquer anúncio de demissão de funcionários ou de fechamento definitivo de todas as suas lojas, como prega a mensagem falsa, no Brasil, na Argentina e no Uruguai.

“Em linha com as práticas que tem adotado para a preservação do bem-estar dos colaboradores em meio à crise gerada pela pandemia de coronavírus (Covid-19), a Lojas Renner S.A. informa que tomou a decisão de não demitir, por tempo indeterminado, colaboradores sem justa causa. A iniciativa ocorreu simultaneamente ao fechamento de todas as lojas físicas da companhia, no dia 20 de março”, afirma a rede, em novo comunicado.

Para os colaboradores que trabalham em loja, a empresa deu a orientação de compensar horas ou concedeu férias. Os times administrativos estão, em quase sua totalidade, atuando em regime de home office. Os centros de distribuição e as centrais de atendimento funcionam com quadro reduzido e, para manter os empregos, houve reduções drásticas de despesas e reavaliação de investimentos.

O comunicado explica que todas as marcas seguem à disposição dos consumidores nos seus canais online, com frete grátis e prazo de troca estendido para 90 dias após a compra. Também afirma que medidas gerenciais têm sido adotadas com foco na preservação de parceiros e iniciativas para reduzir os impactos negativos do período, garantindo a sustentabilidade das operações, têm sido implementadas.

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