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domingo, maio 17, 2026
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Pesquisadores investigam se casos graves de Covid-19 estão ligados a ‘armadilhas’ de defesa do organismo

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Uma pesquisa envolvendo 11 organizações internacionais médicas avalia se os casos mais graves de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, estão ligados a uma reação de células de defesa do organismo superativadas que, ao serem atacadas pelo Sars-Cov-2, desencadeiam um mecanismo que prejudica pulmão. O artigo foi publicado nesta quinta-feira (16) no Journal of Experimental Medicine.

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que, nos casos graves de Covid-19 , os pacientes desenvolvem a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SDRA), uma inflamação pulmonar com secreções espessas de muco nas vias aéreas, com danos pulmonares extensos e coágulos sanguíneos.

Eles querem saber se esta reação ao Sars-Cov-2, nome científico do novo coronavírus, se dá por “armadilhas extracelulares dos neutrófilos” (NET, na sigla em inglês), como ocorre em outras doenças que desencadeiam a SDRA.

Caso a hipótese se comprove, o tratamento de casos graves de coronavírus poderá contar com outras abordagens médicas.

Armadilhas extracelulares

Os neutrófilos são células de defesa do organismo, presente nos pulmões. A função é manter o organismo livre de patógenos que possam estar presente no ar que foi inspirado.

Quando há um processo inflamatório, os neutrófilos são estimulados e se acumulam. Em uma analogia simples, é possível imaginar que são “soldados” concentrados em uma “frente de batalha”.

Para se defender, eles começam a liberar uma rede com enzimas tóxicas, chamada de “armadilhas extracelulares dos neutrófilos” (Neutrophil Extracellular Traps, ou NET, na sigla em inglês). Quando há muitas armadilhas ativadas, o pulmão perde elasticidade e o paciente sente dificuldade para respirar – em casos graves, é necessária ajuda de ventiladores mecânicos para manter a respiração.

“As NET foram identificadas em 2004, mas muitos cientistas nunca ouviram falar delas. A maioria dos pesquisadores [deste estudo] trabalhou com NET em outras doenças e, quando começamos a ouvir sobre os sintomas dos pacientes com Covid-19, parecia familiar, “, disse Mikala Egeblad, bióloga do câncer do Cold Spring Harbor Laboratory.

Caso este mecanismo esteja sendo ativado em pacientes com Covid-19, o tratamento para a doença poderá interferir durante este processo de reação do organismo, desfazendo as armadilhas.

50 dias do novo coronavírus: compare a situação do Brasil com China, Itália, EUA e outros países no mesmo período da epidemia

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A confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil completa 50 dias nesta quinta-feira (16). Desde o registro inicial, o país chegou a mais de 28 mil infectados e ultrapassou os 1.736 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde.

A primeira morte por Covid-19 no Brasil aconteceu em 17 de março, em São Paulo. Nas quatro semanas seguintes, todos os estados do país já haviam registrado mortes.

Assim como o Brasil, outros países viram o número de casos e mortes aumentar nos primeiros 50 dias do surto e tomaram medidas para conter o avanço, em maior ou menor grau:

  • Com medidas duras, a China conseguiu estabilizar o surgimento de novos casos depois de 50 dias.
  • Com quarentena menos rígida no início da epidemia, a Itália viu o seu número de mortos ultrapassar o da China.
  • Alemanha demorou mais tempo que a Itália para colocar em práticas medidas de distanciamento social, mas a boa preparação do seu sistema de saúde ajudou a garantir uma letalidade mais baixa.
  • Com grande densidade populacional, a Coreia do Sul conseguiu fazer um bom controle dos casos nos 50 primeiros dias, mas a doença continua avançando.
  • Os EUA demoraram a implementar ações de isolamento e, quando foi feita uma testagem em massa, o país apareceu como o novo epicentro da doença no mundo.
  • Quando a Espanha se tornou um dos países mais afetados pela Covid-19, o governo espanhol decidiu decretar emergência e tornar o isolamento obrigatório.

Avanço do coronavírus nos países

País Infectados após 50 dias Mortos após 50 dias Infectados até 15/04 Mortos até 15/04
China 75.101 2.239 83.751 3.474
EUA 1.281 36 636.350 28.326
Itália 47.021 4.032 165.155 21.645
Espanha 25.374 1.375 177.644 18.708
Brasil 28.320 1.736 28.320 1.736
França 3.661 79 133.470 17.167
Alemanha 1.908 3 134.753 3.804
Japão 639 15 8.100 146
Coreia do Sul 8.236 75 10.591 225

 

Veja abaixo as curvas de casos e mortes nos países com as taxas calculadas por 100 mil habitantes. Essas taxas mostram o efeito do vírus em países menos populosos, como Alemanha (83 milhões), Itália (60,3 milhões de habitantes), Coreia do Sul (51 milhões) e Espanha (47 milhões), em comparação com China (1,4 bilhão) e EUA (329,5 milhões) e Brasil (210 milhões).

Gráfico mostra a taxa de mortes nos 50 primeiros dias de epidemia em cada um dos países — Foto: G1

Curva de contágio nos 50 primeiros dias de epidemia — Foto: G1

Os números de confirmações de casos de coronavírus e de mortes por Covid-19 foram compilados pela Universidade Johns Hopkins. O primeiro registro feito na plataforma da instituição de ensino foi em 22 de janeiro, quase um mês após o primeiro alerta da OMS para uma pneumonia desconhecida em Wuhan, na China.

Pesquisadores que acompanham o surto de coronavírus pelo mundo (leia mais abaixo) fazem a ressalva de que o índice de casos confirmados nos países depende da política de testes adotada em cada um deles – e também da quantidade de equipamentos à disposição. Além disso, os especialistas reforçam que cada país tem um cenário específico de combate à pandemia e que medidas de contenção têm que levar em conta as especificidades locais.

Veja, abaixo, os marcos dos 50 dias de Covid-19 em cada país:

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: G1
  • 26 de fevereiro: Ministério da Saúde confirma o 1º caso do novo coronavírus no Brasil.
  • 10 de março: O presidente Jair Bolsonaro disse durante um discurso em um evento em Miami, nos Estados Unidos, que a “questão do coronavírus” não é “isso tudo” e se trata muito mais de uma “fantasia” propagada pela mídia no mundo todo. Boa parte da comitiva presidencial voltou da viagem contaminada com o novo coronavírus.
  • 16 de março: estado do Rio de Janeiro determina quarentena, com fechamento de escolas e restrição de aglomerações; em São Paulo, escolas começam a suspender aulas, e outros diversos estados também adotam medidas de restrição de circulação.
  • 17 de março: São Paulo registra a primeira morte pelo novo coronavírus no Brasil. No mesmo dia, Bolsonaro fala em “histeria” e diz que ações de governadores sobre isolamento prejudicam a economia.
  • 24 de março: começa a valer a quarentena em todo o estado de São Paulo, com fechamento de serviços não essenciais. O presidente Bolsonaro faz um pronunciamento pedindo “volta à normalidade”.
  • 26 de março: após um mês desde o primeiro caso, o Brasil já registrava 2.985 casos confirmados de coronavírus e 77 mortes.
  • 28 de março: o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, defende o isolamento social.
  • 6 de abril: criticado pelo presidente e ameaçado de demissão, o ministro da Saúde disse que permanece no cargo.
  • 8 de abril: O Secretário de Saúde de SP admite que há subnotificação de casos leves de coronavírus no estado; o Ministério Público começou a investigar a orientação de que apenas pacientes internados devem ser registrados em sistema e submetidos ao exame laboratorial.
  • 15 de abril: O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, pede demissão.
  • 16 de abril: ao chegar ao 50º dia desde o primeiro registro, o Brasil registra mortes em todos os estados.
  • Casos de coronavírus na China  — Foto: G1
  • 31 de dezembro: a China envia um alerta à Organização Mundial de Saúde (OMS) relatando uma pneumonia de causa desconhecida; no início de janeiro, a doença era tratada como pneumonia misteriosa.
  • 22 de janeiro: Wuhan, epicentro do coronavírus na China, é isolada e tem transporte público, trens e voos cancelados.
  • 23 de janeiro: China bloqueia transporte entre cidades próximas ao centro da epidemia de coronavírus.
  • 24 de janeiro: a quarentena chega a 40 milhões de pessoas.
  • 27 de janeiro: O prefeito de Wuhan admitiu ter demorado para responder ao surto de coronavírus e anunciou que deixaria cargo.
  • 30 de janeiro: o presidente chinês, Xi Jinping, coloca o país inteiro em restrição de viagens
  • 31 de janeiro: a China completa 1 mês após os primeiros registros oficiais do novo coronavírus e tem 9.812 casos confirmados de Covid-19 e 213 mortes, segundo o levantamento da Universidade Johns Hopkins e a OMS. A taxa de letalidade é de 2,2%
  • No início de fevereiro, a China passou a usar seu sistema de vigilância para controlar o isolamento decretado no país. A polícia chegou a usar drones para mandar quem estivesse na rua de volta para casa.
  • 6 de fevereiro: Morre o médico chinês Li Wenliang, que tentou alertar colegas sobre surto de coronavírus na China logo no seu início.
  • A China inaugurou dois hospitais construídos em tempo recorde, o primeiro em 3 de fevereiro, que demorou 10 dias para ser entregue e um segundo em 8 de fevereiro com mais de 1,6 mil leitos.
  • 13 de fevereiro: O número de registros aumenta após mudança na metodologia que aprova exames clínicos para o diagnóstico da Covid-19.
  • 14 de fevereiro: A China fez uma revisão no número de mortes, reduzindo o total à época para 1.380, 100 a menos que o levantamento anterior, alegando que havia duplicação de registros.
  • 18 de fevereiro: Número de mortes na China por coronavírus passou de 2 mil.
  • 20 de fevereiro: Com 50 dias desde o início da pandemia naquele país, as autoridades de saúde já registravam 75.101 casos de coronavírus e ao menos 2.239 mortes por complicações da Covid-19. Neste dia, o número de novos casos diários começar a cair. Depois, em março, estabiliza em 100 diários.
Casos de coronavírus na Itália — Foto: G1
  • 31 de janeiro: Itália registra os dois primeiros casos; no mesmo dia, o governo suspende os voos com origem e destino da China.
  • 21 de fevereiro: Itália confirma sua 1ª morte por Covid-19; país totaliza 17 casos da doença
  • 22 de fevereiro: governo declara toque de recolher somente na Lombardia, região que fica ao norte do país e é a mais afetada pelo surto; medida afeta 11 cidades e população em torno de 50 mil pessoas.
  • 24 de fevereiro: primeiro-ministro Giuseppe Conte suspende decreto do governador da região de Marche que previa fechamento de escolas e proibia aglomerações; o premiê italiano argumentou que esse tipo de ação descentralizada “contribuía para gerar o caos”. Na mesma época, o governador da Lombardia decreta o fechamento de bares e restaurantes, medida também anulada pelo governo central de Roma.
  • 29 de fevereiro: Itália completa 1 mês dos primeiros registros do novo coronavírus e tem 1.128 casos e 29 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS. A taxa de letalidade é de cerca de 2%.
  • 8 de março: Itália decidiu isolar toda a região da Lombardia, afetando cerca de 16 milhões de pessoas. No dia seguinte, o isolamento foi estendido para todos os 60 milhões de habitantes do país.
  • 19 de março: o número de mortos na Itália ultrapassa o da China.
  • 20 de março: Quando completou 50 dias desde o primeiro caso identificado da doença, a Itália já contabilizava 47.021 casos e 4.032 mortes, no dia seguinte, em 21 de março, os italianos tiveram o pico de mortes em apenas um dia, com 793 registros.
  • 22 de março: O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ter errado ao apoiar a campanha “Milão não para”, que pedia que a cidade não paralisasse suas atividades no início da pandemia de coronavírus na Itália.
Casos de coronavírus na Espanha — Foto: G1
  • 1 de fevereiro: a Espanha registrou seu primeiro caso de coronavírus. O paciente era um turista que visitava o arquipélago das Canárias, território espanhol no atlântico.
  • 27 de fevereiro: é registrado o primeiro caso em Madri.
  • 1 de março: 30 dias após a confirmação do primeiro paciente com Covid-19 em território espanhol, o país registrava apenas 84 casos e nenhuma morte.
  • 13 de março: a comunidade autônoma da Catalunha decreta isolamento total da região para conter o avanço da doença.
  • 14 de março: A Espanha decretou estado de emergência e torna o isolamento obrigatório. O país registrava 5.753 infectados e 136 mortos.
  • 21 de março: Com 50 dias desde o primeiro contato com o novo coronavírus, o país ibérico disparou com 25.374 casos confirmados de Covid-19 e ao menos 1.375 mortes.
  • 25 de março: a Espanha se tornou o segundo país com maior número de mortes por coronavírus, atrás apenas da Itália.

Casos de coronavírus na Alemanha — Foto: G1

  • 27 de janeiro: a Alemanha registrou seu primeiro caso de um paciente com infecção pelo novo coronavírus, na Baviera. Autoridades de saúde reconheceram que o caso também foi o primeiro de transmissão interna, já que o paciente não tinha histórico de viagem para o exterior.
  • 25 de fevereiro: ao completar 1 mês desde o primeiro registro de coronavírus no país, a Alemanha ainda acumula 17 confirmados e nenhuma morte.
  • 16 de março: o país completa 50 dias desde o primeiro caso e registra 7.272 casos confirmados de coronavírus e 17 mortes.
  • 22 de março, o governo de Berlim decreta que encontros em público com mais de duas pessoas no país estavam proibidos. O país registrava ainda 94 mortes.

Casos de coronavírus nos EUA — Foto: G1

  • 22 de janeiro: EUA registram o primeiro caso do novo coronavírus.
  • Primeiras semanas: os EUA mantiveram quarentena apenas para repatriados, como as pessoas retiradas de Wuhan, na China, e as saídas de um navio de cruzeiro do Japão
  • 4 de fevereiro: o governo do presidente Donald Trump decretou a restrição de viagens para a China e com origem no país asiático.
  • 20 de fevereiro: os Estados Unidos completam 1 mês do primeiro registro do novo coronavírus e tem 13 casos confirmados de Covid-19 nenhuma morte, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS.
  • 11 de março: com 50 dias desde o primeiro caso confirmado de coronavírus nos EUA, o país já saltava para as 1.281 confirmações e registrava 36 mortes; Trump suspende viagens da Europa aos EUA.
  • 16 de março: O presidente dos Estados Unidos enviou cartas à população norte-americana com a recomendação de ficar em casa e de evitar contato com idosos.
  • 24 de março: a OMS disse ver uma “aceleração muito grande” em número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que representaria um potencial para o país se tornar o novo epicentro da epidemia. No mesmo dia, o presidente Donald Trump disse que esperava pôr fim às medidas de restrição até a Páscoa.
  • 25 de março: Trump voltou atrás e disse que não iria pôr fim às medidas de isolamento nos EUA de maneira precipitada, neste dia, o Senado chegou a um acordo sobre um plano federal de estímulos de US$ 2 trilhões para aliviar as consequências da pandemia.
  • 27 de março: os EUA ultrapassaram os 100 mil casos confirmados de Covid-19, após uma ação de testes em massa. Com 101.657 o país já contabilizava 1.581 mortes.

Casos de coronavírus na Coreia do Sil — Foto: G1

  • 20 de janeiro: registra o primeiro caso do novo coronavírus. Ainda no início do surto: governo sul-coreano começa a rastrear os possíveis focos de transmissão no país, com monitoramento de casos suspeitos; também estabelece quarentena para todas as pessoas que chegam de Wuhan, na China
  • Outras medidas aplicadas: testes em massa da população; isolamento de infectados; rastreamento de suspeitos por imagens de videovigilância, cartão de crédito ou celular; envio de SMS à população da área perto de onde é confirmado um caso; incentivo a home office; limpeza e desinfecção de algumas das principais estações de metrô
  • 3 de fevereiro: mais de 300 escolas na Coreia do Sul adiam o retorno às aulas (apenas das áreas com casos confirmados de Covid-19)
  • 19 de fevereiro: autoridades identifica que o número de casos de Covid-19 explodiu porque uma pessoa infectada participou de um evento religioso. A cidade de Daegu entra em quarentena, afetando 2,5 milhões de pessoas
  • 20 de fevereiro: a Coreia do Sul completa 1 mês do primeiro registro do novo coronavírus e tem 104 casos confirmados de Covid-19 e uma morte, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS. A taxa de mortalidade é de 0,9%
  • 11 de março: o país chega aos 50 dias desde o primeiro caso da doença com 7.755 casos confirmados de coronavírus e ao menos 60 mortes.

Diferentes reações

A professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Deisy Ventura, disse ao G1 que os países têm diferentes formas de lidar com a doença. Segundo ela, apenas o isolamento social não representa a melhor forma de combater a pandemia de novo coronavírus.

“Um país como a Espanha fazer um retorno gradual, por exemplo, é um teste. Essas decisões têm que ser feitas com base exclusivamente em evidências científicas”, reforçou a especialista. “Se for o caso de sair, talvez sair aos poucos e com a possibilidade de voltar a qualquer momento, em contato constante com o sistema de saúde.”

Ventura defendeu que, além das medidas de distanciamento social, é importante que haja políticas públicas de manutenção de renda e garantias de direitos sociais. Ela alertou também para casos como Suécia e Japão que teriam abandonado “cedo demais” ou nem chegaram a tomar medidas de isolamento e que agora voltaram atrás ao aplicar medidas mais expressivas de bloqueios.

A especialista em saúde internacional falou também que um bom exemplo é Portugal, que criou alternativas para garantir o distanciamento social, como a abertura de catracas no transporte público. Na última semana, o país também anunciou que imigrantes passariam a ter o direito de ser atendidos no sistema público de saúde.

Preparar-se para o pior

Para o ex-diretor do Instituto Adolfo Lutz e epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública da USP, Eliseu Waldman, é difícil criar projeções para o Brasil a partir de dados de outros países. Segundo ele, cada governo se posicionou de forma diferente no início da pandemia.

“Na minha opinião, não devemos fazer previsões do que vai acontecer no Brasil com base nos outros países. A gente tem que se preparar para o pior cenário para região”, explicou Waldman.

Ele reforçou que a pandemia acontece de diferentes formas em todo o mundo e as reações são variadas. Inicialmente, os especialistas acreditavam que o cenário chinês seria o pior possível, mas a Itália e os EUA ultrapassaram as cifras do país asiático.

“Não se esperava inicialmente que a pandemia alcançasse os resultados nas dimensões que tem alcançado nos EUA, que é um país muito rico e com um sistema de vigilância muito bom, ainda que o sistema de saúde não seja universal”, disse o epidemiologista.

Ele destacou também que a governança foi decisiva para que países apresentassem respostas rápidas para o vírus como a Alemanha e Portugal, que, segundo o pesquisador, conseguiram conter rapidamente o avanço da pandemia.

Brasil tem 1.924 mortes e 30.425 casos de coronavírus, diz ministério

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Mortes por Covid-19 nos últimos 7 dias no Brasil  — Foto: Arte/G1

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 1.924 mortes, eram 1.736 na quarta, aumento de 10,8%
  • 30.425 casos confirmados, eram 28.320, aumento de 7,4%
  • São Paulo tem 853 mortes e 11.568 casos confirmados
  • Em 7 dias, total de mortes subiu 82,4%

Mortes por Covid-19 no Brasil até 16/04 — Foto: Arte/G1

Coronavírus: casos e mortes em 16/04  — Foto: Arte/G1

Mapa dos casos de coronavírus no Brasil  — Foto: Arte/G1

Amazonas tem 1.719 casos confirmados do novo coronavírus e número de mortes sobe para 124

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O Amazonas registrou 165 novos casos confirmados do novo coronavírus, conforme boletim divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta quinta-feira (16). O total de casos confirmados no estado chegou a 1.719, com 124 mortes e 221 pessoas recuperadas e fora do período de transmissão da doença.

De acordo com o boletim da FVS-AM, do total de casos de Covid-19 no Amazonas, 1.459 são em Manaus e 260 no interior, em 21 municípios diferentes. O número de casos confirmados em Manacapuru continua subindo e já chega a 149.

No estado, há 1.220 pessoas com Covid-19 em isolamento social ou domiciliar. Outros 221 casos já estão recuperados e fora do período de transmissão da doença, de acordo com a FVS-AM.

O boletim aponta, ainda, que 688 pacientes estão internados com suspeita e confirmação do novo coronavírus. São 154 pessoas testadas positivo para a Covid-19 e outras 534 sob investigação.

A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, destacou que 70 pacientes com Covid-19 estão internadas em leitos clínicos, enquanto o número de internados em UTI chegou a 84. Até o último boletim, divulgado nessa quarta-feira (15), o número de pacientes com Covid-19 em UTIs ainda não havia superado o número de internados em leitos clínicos.

Em apenas 24 horas, o Amazonas teve seu maior salto no número de óbitos desde o início dos registros. Foram 18 novas mortes notificadas em apenas um dia, de acordo com a FVS. Além delas, outras 31 estão sob investigação do governo.

Em apenas 24 horas, o Amazonas teve seu maior salto no número de óbitos desde o início dos registros. Foram 18 novas mortes notificadas em apenas um dia, de acordo com a FVS. Além delas, outras 31 estão sob investigação do governo.

Mortes por Covid-19 no AM

Os números divulgados nesta quinta-feira (16) apontam que, em todo o estado, 160 mortes já foram notificadas pelo novo coronavírus – com o total de 124 casos confirmados. Apenas 19 delas foram descartadas e outras 31 estão em investigação. Os números impressionam a Fundação de Vigilância, que reforça o pedido de isolamento social.

“Tivemos 18 novos óbitos. Muitos estão ficando doente. Muitos estão morrendo. Temos 31 óbitos em investigação. A progressão da doença é muito rápida. Ela continuará afetando a todos. Nós não teremos leitos. Se a doença continuar com a progressão, por mais que tenhamos nos preparados, não conseguiremos dar conta. Por favor, evite ser mais um no hospital. Você pode fazer isso se ficar em casa e não se expor ao vírus”, comentou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto.

Atendimento na rede pública

O Governo do Amazonas anunciou na manhã desta quinta-feira (16) que vai recorrer da decisão judicial que impugnou o contrato de R$ 2,6 milhões entre o Estado e o Hospital Nilton Lins, que está sendo preparado para atender os casos de Covid-19. Em entrevista à Rede Amazônica, o governador Wilson Lima enfatizou que os trabalhos para a implantação da unidade não serão interrompidos.

No pedido de ação popular, o autor diz que o valor do contrato de aluguel é alto, e que o governo do estado deveria ter, primeiramente, tentado ampliar os leitos já existentes no Hospital Delphina Aziz, considerado referência no tratamento de Covid-19, no Amazonas.

Questionado sobre a questão, Wilson Lima alegou que, embora a unidade tenha ampliado 100 leitos e recebido médicos intensivistas entre esta quarta e quinta-feira (16), a unidade deve atingir a capacidade máxima em breve. Na terça-feira (14), a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) anunciou que uma equipe com 15 profissionais de saúde, sendo cinco médicos e dez enfermeiros, enviada pelo Ministério da Saúde deve começar a atuar em Manaus neste quinta-feira (16).

O novo hospital de campanha montado pela Prefeitura de Manaus no Lago Azul, na Zona Norte, também reforça o atendimento no sistema público de saúde para casos de Covid-19. A unidade recebeu os primeiros pacientes de Covid-19 na madrugada desta terça-feira (14). Eles foram encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 1, que entrou em funcionamento imediato na noite de domingo, com 18 leitos iniciais instalados.

Nesta quarta-feira, o Governo do Amazonas recebeu do Ministério da Saúde mais de 118 mil itens de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), 8.200 testes rápidos para confirmação de casos do novo coronavírus (Covid-19), além de 273 frascos de álcool gel com 190 gramas cada um.

O material enviado para a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), nesta quarta-feira, deve ser distribuído pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) para as unidades estaduais de saúde.

Reeducandos em Ji-Paraná e costureiras de Ariquemes produzem máscaras de proteção contra o coronavírus

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Com a média de 1,5 mil máscaras produzidas por dia, a mobilização entre órgãos do Estado no projeto com reeducandos em Ji-Paraná, e no apoio à associação de costureiras na região de Bom Futuro em Ariquemes, tem agregado desenvolvimento social às ações de combate à propagação do novo coronavírus em Rondônia.

As iniciativas desta produção estão sendo coordenadas pelas Secretarias Executivas Regionais (SER), instaladas nos dois municípios, funcionando como representantes do Governo de Rondônia na região, sob coordenação da Secretaria de Estado do Planejamento,Orçamento e Gestão (Sepog).

Em Ji-Paraná, segundo o secretário regional, Everton Esteves, a secretaria visualizou na estrutura do ateliê instalado na Penitenciária Regional Doutor Agenor Martins de Carvalho, a oportunidade de alinhar o trabalho dos reeducandos, contribuindo na remissão de suas penas, às iniciativas de auxílio no combate à pandemia.

As parcerias vêm de representantes do Ministério Público de Ji-Paraná e Ouro Preto; Conselho da Comunidade de Ji-Paraná; Poder Judiciário, por meio da Vara de Execução Penal; e do deputado estadual Jhonny Paixão, possibilitando o trabalho de confecção de cerca de mil máscaras diárias. A formação das parcerias contribuíram na doação dos insumos e na cedência de estrutura e equipamentos.

O trabalho de produção é dividido em cinco etapas, iniciando pelas  orientações técnicas e criteriosas repassadas pela diretora administrativa da unidade prisional até o processo de esterilização em aparelho próprio para esta finalidade. As máscaras são distribuídas gratuitamente às entidades públicas como Secretarias de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), de Justiça (Sejus), Planejamento (Sepog),  polícias Civil e Militar, e demais entidades da região. As famílias dos reeducados também são contempladas.

“Os efeitos pedagógicos do projeto somados a uma série de fatores que contribuem na ressocialização dos apenados e ainda na proteção das pessoas contra o Covid-19 explicam a relevância do projeto. Vale destacar a alegria e satisfação dos internos envolvidos, por estarem produzindo esses EPI’s. Para eles, foi mais que uma oportunidade de trabalho e remissão de pena. Estão agradecidos por estarem aprendendo uma profissão que levarão por toda vida e satisfeitos em saberem que estão contribuindo na proteção contra o novo coronavírus”, destacou o secretário regional.

Seguindo a mesma visão de mobilização e parceria, a SER de Ariquemes observou o aumento da demanda do equipamento na região e agregou a oportunidade de reativar a associação Polo de Costura, instalada no Garimpo Bom Futuro, que estava praticamente parada. O polo conta com 16 mulheres e oito máquinas, mas no intuito de evitar a aglomeração, o secretário regional Euclides Santos, explicou que o trabalho é realizado por cinco costureiras do projeto, produzindo uma média de 500 máscaras por dia. O processo também conta com orientação sobre os critérios de fabricação de acordo com o Ministério da Saúde e, após confeccionadas, passam pela esterilização em Ariquemes.

“Os beneficiados serão em primeira mão a população do distrito Garimpo Bom Futuro, em seguida Alto Paraíso e estamos em plano de trazer também para Ariquemes”, disse o secretário, destacando também que embora já esteja em produção, o projeto precisa fortalecer as parcerias com empresários das cidades que compõem a região, por exemplo, e deverá ser reestudado para ampliar os resultados. “Estamos seguindo as orientações de evitar os trabalhos externos, dessa forma toda cautela nesse momento se faz necessário”, frisou.

O secretário da Sepog, Pedro Pimentel, parabenizou o trabalho das secretarias regionais que seguem a determinação do governador coronel Marcos Rocha de manter os esforços e dedicação no trabalho. “Nesse momento de tantas dúvidas, medo e carência financeira, iniciativas como essas representam o poder da união de pessoas e instituições em prol de todos”, ressaltou.

Para o coordenador das Secretarias Executivas Regionais, Natan Oliveira, “os projetos expressam a importância dos núcleos de projetos regionais que agregam todas as entidades do Governo e interagem com os municípios e terceiro setor e posicionam as regionais no seu real papel de fomentar, articular e fortalecer o Governo em todas as regiões de Rondônia com foco no desenvolvimento das diversas áreas das políticas públicas, seja qual for o cenário que o Estado esteja enfrentando”.

Mandetta anuncia em rede social que foi demitido por Bolsonaro do Ministério da Saúde

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https://youtu.be/xqE7gAqFpjU

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira (16) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em uma rede social.

“Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, escreveu Mandetta.

“Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país”, prosseguiu.

Ex-deputado federal, Mandetta estava à frente da pasta desde o início do governo, em janeiro de 2019, e ganhou maior visibilidade com a crise provocada pelo novo coronavírus. Na tarde desta quinta, Mandetta foi chamado ao Planalto para uma última reunião com Jair Bolsonaro.

Nas últimas semanas, contudo, Bolsonaro e Mandetta tiveram divergências públicas em razão das estratégias para conter a velocidade do contágio da Covid-19, doença provocada pelo vírus.

Em entrevista ao Fantástico, no domingo (12), Mandetta disse que a população não sabe “se escuta o presidente ou o ministro” da Saúde em relação a medidas.

Em coletiva nesta quarta (15), no Palácio do Planalto, o então ministro da Saúde disse que era claro o “descompasso” entre a pasta e as orientações do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mandetta, pessoas cotadas para a sucessão no cargo chegaram a ligar para ele em busca de aconselhamento.

Na entrevista, o ministro também disse que a equipe montada por ele e empossada em 2019 trabalharia em conjunto, e ajudaria na transição para evitar uma ruptura na política contra a Covid-19.

O último dia

Na manhã desta quinta, Mandetta participou de um seminário virtual sobre o enfrentamento ao coronavírus. Durante o papo, afirmou que a perspectiva era de que a mudança no comando do ministério acontecesse “hoje, no mais tardar amanhã”.

No mesmo horário, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o oncologista Nelson Teich. O médico, que atua em São Paulo, desembarcou em Brasília como o principal cotado para assumir o Ministério da Saúde.

Em artigo recente sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta. Ele também afirmou, também em texto nas redes sociais que o enfrentamento da crise não pode levar em conta apenas fatores econômicos ou apenas fatores sanitários.

Até a publicação desta reportagem, nem a reunião com Bolsonaro nem a nomeação de Teich para o cargo tinham sido oficializadas pelo Palácio do Planalto.

Discordâncias

O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco. Bolsonaro repete que o isolamento amplo, com suspensão de atividades, traz prejuízos à economia que ele considera até mais graves do que as mortes provocadas pelo coronavírus.

Mandetta reforçou nas últimas semanas a necessidade de isolamento para toda a população e reafirmou que as recomendações e determinações do Ministério da Saúde seguem parâmetros científicos e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em três ocasiões diferentes, Bolsonaro saiu por ruas de Brasília e cumprimentou apoiadores, mantendo contato físico e descumprindo as orientações dadas por Mandetta e pelas autoridades internacionais de saúde.

A discussão sobre as medidas de restrição, com suspensão de atividades comerciais e aulas, por exemplo, gerou embate do presidente não só com Mandetta, mas também com governadores – em especial com o de São Paulo, João Doria (PSDB), e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro e Mandetta também discordaram sobre um remédio usado para tratamento de malária como alternativa para o coronavírus, a cloroquina (escute o podcast O assunto sobre o tema ao final da reportagem). Bolsonaro é entusiasta do remédio para tratar a Covid-19. Mandetta alerta para a falta de estudos científicos sobre o tema.

Para Bolsonaro, faltava ‘humildade’ a Mandetta

A relação entre presidente e ministro se deteriorou nas últimas semanas, com posições públicas dissonantes de ambos. Na semana passada, Bolsonaro afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan que ele e Mandetta estavam se “bicando há algum tempo”. O presidente declarou que faltava “humildade” ao ministro.

“O Mandetta já sabe que a gente está se bicando há algum tempo, já sabe disso. Eu não pretendo demiti-lo no meio da guerra, não pretendo. Agora, ele é uma pessoa que […] em algum momento, ele extrapolou. Ele sabe que tem uma hierarquia entre nós, eu sempre respeitei todos os ministros”, afirmou o presidente na ocasião.

Em resposta às críticas do presidente, Mandetta vinha repetindo que se dedicava ao trabalho.

Pesquisas sobre desempenho de presidente e ministério

A demissão foi anunciada na semana seguinte à divulgação de uma pesquisa do instituto Datafolha que mediu avaliação do desempenho de Bolsonaro, dos governadores e do Ministério da Saúde na condução da crise do coronavírus.

O presidente teve 33% de avaliação ótima ou boa e reprovação de 39%. No levantamento anterior, divulgado no dia 23 de março, a aprovação de Bolsonaro era de 35%, e a reprovação era de 33%

O Ministério da Saúde teve aprovação de 76% e reprovação de 5% na pesquisa da semana passada. No levantamento anterior, a aprovação do Ministério da Saúde era de 55%, e a reprovação era de 12%.

Mandetta no governo

Bolsonaro anunciou Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como ministro da Saúde em novembro de 2018, após vencer a eleição presidencial e iniciar a transição de governo. Então deputado federal, Mandetta havia apoiado Bolsonaro na eleição.

O anúncio de Bolsonaro da escolha do então futuro ministro foi feito por uma rede social, após encontro do presidente eleito com representantes das santas casas e de deputados da Frente Parlamentar da Saúde.

Ex-deputado e médico de formação

Médico de formação, Mandetta era deputado em final de mandato. Ele não tentou a reeleição em 2018. Foi o terceiro ministro filiado ao DEM anunciado por Bolsonaro – Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil à época) eram os outros.

Natural de Campo Grande, o agora ex-ministro seguiu a profissão do pai, o médico Hélio Mandetta. Cursou medicina na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, fez residência em ortopedia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e uma especialização em ortopedia em Atlanta (EUA).

Em seu estado, Mandetta foi dirigente de plano de saúde e secretário municipal. Ele presidiu a Unimed de Campo Grande entre 2001 e 2004 e, ao encerrar sua gestão, assumiu a secretaria de Saúde de Campo Grande.

Coronavírus

Durante um ano e quatro meses como ministro da Saúde, Mandetta tentou cultivar uma imagem de gestor técnico e distante das pregações ideológicas que marcam a conduta de parte dos ministros de Bolsonaro.

Mandetta recebia críticas de auxiliares do presidente. No entanto, com a pandemia do novo coronavírus, passou a conceder entrevistas coletivas quase diariamente, nas quais recomendava o distanciamento social como forma de tentar reduzir a velocidade do contágio, e foi ganhando projeção.

O Brasil teve o primeiro caso de Covid-19 confirmado em 26 de fevereiro. O ex-ministro e sua equipe alertavam que haveria uma elevação do número de casos. O Ministério da Saúde orientou medidas de proteção e trabalhou na tentativa de ampliar equipamentos e aparelhos nas unidades hospitalares.

Crítico do programa Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff, Mandetta também liderou a criação do Médicos Pelo Brasil. O novo programa foi concebido para substituir de forma gradativa o Mais Médicos e ainda não está em pleno funcionamento.

MANDETTA Anuncia que Foi DEMITIDO do Ministério da Saúde

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https://youtu.be/xqE7gAqFpjU

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira (16) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em uma rede social.

“Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, escreveu Mandetta.

“Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país”, prosseguiu.

Ex-deputado federal, Mandetta estava à frente da pasta desde o início do governo, em janeiro de 2019, e ganhou maior visibilidade com a crise provocada pelo novo coronavírus. Na tarde desta quinta, Mandetta foi chamado ao Planalto para uma última reunião com Jair Bolsonaro.

Nas últimas semanas, contudo, Bolsonaro e Mandetta tiveram divergências públicas em razão das estratégias para conter a velocidade do contágio da Covid-19, doença provocada pelo vírus.

Em entrevista ao Fantástico, no domingo (12), Mandetta disse que a população não sabe “se escuta o presidente ou o ministro” da Saúde em relação a medidas.

Em coletiva nesta quarta (15), no Palácio do Planalto, o então ministro da Saúde disse que era claro o “descompasso” entre a pasta e as orientações do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mandetta, pessoas cotadas para a sucessão no cargo chegaram a ligar para ele em busca de aconselhamento.

Na entrevista, o ministro também disse que a equipe montada por ele e empossada em 2019 trabalharia em conjunto, e ajudaria na transição para evitar uma ruptura na política contra a Covid-19.

O último dia

Na manhã desta quinta, Mandetta participou de um seminário virtual sobre o enfrentamento ao coronavírus. Durante o papo, afirmou que a perspectiva era de que a mudança no comando do ministério acontecesse “hoje, no mais tardar amanhã”.

No mesmo horário, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o oncologista Nelson Teich. O médico, que atua em São Paulo, desembarcou em Brasília como o principal cotado para assumir o Ministério da Saúde.

  • Quem é Nelson Teich, o mais cotado para substituir Mandetta no Ministério da Saúde

Em artigo recente sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta. Ele também afirmou, também em texto nas redes sociais que o enfrentamento da crise não pode levar em conta apenas fatores econômicos ou apenas fatores sanitários.

Até a publicação desta reportagem, nem a reunião com Bolsonaro nem a nomeação de Teich para o cargo tinham sido oficializadas pelo Palácio do Planalto.

Discordâncias

O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco. Bolsonaro repete que o isolamento amplo, com suspensão de atividades, traz prejuízos à economia que ele considera até mais graves do que as mortes provocadas pelo coronavírus.

Mandetta reforçou nas últimas semanas a necessidade de isolamento para toda a população e reafirmou que as recomendações e determinações do Ministério da Saúde seguem parâmetros científicos e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em três ocasiões diferentes, Bolsonaro saiu por ruas de Brasília e cumprimentou apoiadores, mantendo contato físico e descumprindo as orientações dadas por Mandetta e pelas autoridades internacionais de saúde.

A discussão sobre as medidas de restrição, com suspensão de atividades comerciais e aulas, por exemplo, gerou embate do presidente não só com Mandetta, mas também com governadores – em especial com o de São Paulo, João Doria (PSDB), e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro e Mandetta também discordaram sobre um remédio usado para tratamento de malária como alternativa para o coronavírus, a cloroquina (escute o podcast O assunto sobre o tema ao final da reportagem). Bolsonaro é entusiasta do remédio para tratar a Covid-19. Mandetta alerta para a falta de estudos científicos sobre o tema.

Nota Oficial: Seis casos confirmados de Covid-19 em Ji-Paraná

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Seis casos confirmados de Covid-19 em Ji-Paraná

Seis casos confirmados de Covid-19 em Ji-Paraná

A Prefeitura Municipal de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa),
informa a população que mais três casos de Covid-19 foram confirmados na cidade. Os casos são de pacientes, membros da mesma família, e que tiveram contato com parentes do Rio de Janeiro e de Cuiabá.

Esta família teve quatro membros contaminados por Covid-19: a mãe de 88 anos, a filha de 63 anos e outros dois irmãos, com idades de 61 e 57 anos.

Dentre os membros desta família, o caso mais grave é da irmã mais velha de 63 anos, que
faleceu no último dia (14), ao ser encaminhada para o Hospital Regional de Cacoal e do irmão de 61 anos que continua internado em estado grave na cidade de Cacoal. Estes dois pacientes com históricos de comorbidades.

A mulher de 63 anos é o primeiro óbito de Covid-19 registrado em Ji-Paraná.

Já a mãe de 88 anos, está internada no Hospital Municipal, e o senhor de 57 anos, está com sintomas leves da doença, sendo monitorado pela equipe de vigilância epidemiológica em isolamento domiciliar.

Com a confirmação desses resultados, sobe para seis o número de pacientes com Covid-19 em Ji-Paraná.

Para maiores informações, o secretário municipal de saúde Rafael Papa está à disposição da imprensa.

Assessoria de Comunicação Social.

Chamamento público para profissionais de comunicação encerra na sexta, 17, em Porto Velho

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Termina na sexta-feira (17) o chamamento público de profissionais formados em comunicação, nas áreas de publicidade e marketing, que desejam fazer parte da subcomissão técnica para avaliar propostas e recursos do processo licitatório de contratação de agências publicitárias para a prefeitura de Porto Velho.

De acordo com a prefeitura, a subcomissão deverá ter, no mínimo, três integrantes formados em comunicação, ou que já trabalham na área de publicidade e marketing, para assessorar o processo de contratação de uma agência de propaganda que prestará serviços de publicidade institucional.

Conforme o edital, os membros da subcomissão não serão remunerados após o processo de contratação, mas devem receber um Certificado de Menção Honrosa emitido pela prefeitura.

As inscrições devem ser feitas presencialmente com a entrega da ficha de inscrição e cópia dos documentos listados na Secretaria Geral Governo (SGG), situada no prédio da prefeitura na avenida Sete de Setembro, Centro. O prazo termina às 14h de sexta-feira (17).

Já o processo de seleção dos candidatos se dará através de um sorteio feito pela comissão responsável no dia 04 de maio, às 10h, também no prédio da prefeitura.

MINISTÉRIO DO TURISMO | Setur apresenta Medida Provisória que auxiliar segmentos turísticos e culturais em período de pandemia do coronavírus

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A Superintendência Estadual de Turismo (Setur),  chama a atenção dos empresários que trabalham com os segmentos do turismo e da cultura para a Medida Provisória publicada pelo Ministério do Turismo (MTur), que trata de importantes demandas do setor.

“O governo Federal está muito preocupado em tempo de pandemia em fomentar o turismo e a cultura em nosso país”, disse o superintendente Gilvan Pereira Júnior, sugerindo a leitura de matéria esclarecedora publicada pela assessoria do Ministério do Turismo:

“Diante dos fortes impactos da pandemia do coronavírus no Turismo e na Cultura foi publicada, quarta-feira (08), a Medida Provisória nº 948 que trata do cancelamento de serviços, reservas e eventos. O objetivo do documento, produzido pelo Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, é auxiliar os segmentos turísticos e culturais nesse período de crise. O documento faz parte de uma série de ações do MTur para garantir a sobrevivência do setor durante a pandemia.

“Todos os esforços do governo Federal neste momento são para salvar as vidas dos brasileiros, mas precisamos cuidar para que esse setor, que é responsável por milhares de empregos no país, se torne sustentável após esse período de crise”, afirmou o ministro. Ainda segundo Álvaro Antônio, “em um momento adverso como este, é preciso trabalhar para que as perdas não sejam ainda maiores. É necessário pensar no depois também e garantir o direito dos consumidores e empreendedores e esse conjunto de medidas é para garantir o futuro do nosso turismo e da nossa cultura”.

Segundo entidades do setor, a taxa de cancelamento de viagens em março ultrapassou os 85%, reforçando que o turismo é um dos segmentos mais afetados pelo surto da Covid-19.

De acordo com a MP, em caso de cancelamento de serviços como pacotes turísticos e reservas em meios de hospedagem, além de eventos – shows e espetáculos, cinema, teatro, plataformas digitais de venda de ingressos, entre outros, o prestador de serviços ou sociedade empresarial não será obrigado a reembolsar valores pagos pelo consumidor imediatamente desde que ofereça opções ao consumidor.”

REMARCAÇÃO OU CRÉDITO

A nova Medida traça três cenários distintos para casos de cancelamento. O primeiro trata da possibilidade de remarcação e caberá aos prestadores a remarcação dos serviços, reservas e eventos cancelados. O segundo fala da disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de novos ou outros serviços, reservas e eventos, disponíveis nas respectivas empresas. Já a terceira trata da possibilidade de acordo a ser formalizado com o consumidor para restituição dos valores. Caso o prestador não ofereça essas opções, ele deverá reembolsar o cliente do valor pago, no período de 12 meses após o fim da pandemia, com correção monetária.

Os consumidores poderão optar por uma das alternativas sem qualquer custo adicional, taxa ou multa, desde que a solicitação seja efetuada no prazo de 90 dias, a contar da publicação da Medida Provisória. Ou seja, 06 de julho. No caso de a opção for a de restituição do valor recebido do consumidor, o prestador de serviços ou sociedade empresarial poderá restituir o valor recebido no prazo de até 12 meses a partir do encerramento do estado de emergência em saúde pública provocado pelo coronavírus. Essa regra tem de observar as cláusulas contratuais, se existentes.

A proposta da Medida prevê, também, benefícios aos artistas já contratados que forem impactados por cancelamentos de eventos, inclusive de shows, eventos culturais, rodeios e espetáculos musicais e de artes cênicas. O texto exclui a obrigação de reembolso imediato de valores dos serviços ou cachês já pagos, desde que o evento seja remarcado no período de até 12 meses após decretado o fim da pandemia.

QUEM PODERÁ SE VALER DESSAS NOVAS REGRAS

São contemplados pela Medida Provisória: meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos no quesito de prestadores de serviços.

No setor cultural, a medida valerá para cinemas, teatros, plataformas digitais de vendas de ingressos pela internet, artistas (cantores, apresentadores, atores, entre outros) e contratados pelos eventos.

No campo das sociedades, a medida é válida para restaurantes, cafeterias, bares e similares; centros ou locais destinados a convenções e/ou a feiras e a exposições e similares; parques temáticos aquáticos e empreendimentos dotados de equipamentos de entretenimento e lazer; marinas e empreendimentos de apoio ao turismo náutico ou à pesca desportiva; casas de espetáculos e equipamentos de animação turística; organizadores, promotores e prestadores de serviços de infraestrutura, locação de equipamentos e montadoras de feiras de negócios, exposições e eventos; locadoras de veículos para turistas; e prestadores de serviços especializados na realização e promoção das diversas modalidades dos segmentos turísticos, inclusive atrações turísticas e empresas de planejamento, bem como a prática de suas atividades.

Profissional de saúde segura aplicador injetável em clínica médica para representar medicamento para doenças respiratórias aprovado pela Anvisa

Anvisa aprova remédio injetável para asma e rinossinusite grave

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Aplicação semestral e indicação específica ampliam opções para quadros respiratórios graves no país
Pessoa preocupada diante de notebook e celular com alerta de Pix suspeito em golpe do Desenrola 2.0

Governo alerta para site falso que cobra taxas no Desenrola 2.0

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Alerta expõe cobrança indevida por Pix e orienta consumidores a procurar bancos oficiais.
Meningite em Rondônia acende alerta de saúde após morte de adolescente

Meningite bacteriana acende alerta em Rondônia após morte de adolescente

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Caso confirmado mobiliza autoridades de saúde e reforça atenção a sintomas que exigem atendimento rápido.
Mega-Sena de R$ 65 milhões

Mega-Sena acumula e sorteia R$ 65 milhões neste sábado

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Valor acumulado amplia a expectativa pelo concurso e coloca a Mega-Sena entre os assuntos de maior interesse do dia.
Representação visual da Lei da Igualdade Salarial com símbolos de justiça, moedas e figuras masculina e feminina sobre uma balança

STF valida lei que cobra salários iguais entre homens e mulheres

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Empresas terão de manter transparência nos salários após decisão unânime dos ministros no Supremo.