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sexta-feira, abril 24, 2026
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Revolta contra a Igreja Universal gera morte e crise diplomática em país africano

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A crise — que envolveu chefes de Estado africanos, mobilizou congressistas brasileiros e o Itamaraty — pode resultar na expulsão da Iurd de São Tomé e Príncipe, uma ex-colônia portuguesa insular com cerca de 200 mil habitantes no oeste da África.

O imbróglio teve início em 11 de setembro, quando um pastor são-tomense da Universal foi preso na Costa do Marfim, acusado de ser o autor de mensagens que denunciariam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos.

Segundo a Iurd, que havia denunciado as mensagens à polícia marfinense, os textos continham “mentiras absurdas e calúnias” sobre a igreja, divulgados por aplicativos de conversas e por um perfil falso no Facebook.

O são-tomense preso, Iudumilo da Costa Veloso, virou pastor da Universal em seu país natal, mas foi transferido há 14 anos para a Iurd da Costa do Marfim. Nove dias após ser detido, ele foi considerado culpado pelas mensagens e condenado a um ano de prisão.

Os textos atribuídos a ele acusavam a Iurd de privilegiar pastores brasileiros e discriminar clérigos africanos. Segundo os posts, a Universal impedia muitos pastores africanos de se casar ou os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos — assim, poderiam se dedicar integralmente à igreja.

O autor também acusava bispos e pastores brasileiros de se apropriar de dízimos recebidos pela igreja, além de “humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos”.

O autor conclamava os funcionários locais a se insurgir contra a igreja. “Éramos muito pacientes, humildes demais, educados demais. Agora é hora de agir sem piedade!”, diz um dos textos, em francês, língua principal da Costa do Marfim.

Veloso confessou à polícia a autoria das mensagens. A defesa do pastor diz, no entanto, que ele é inocente e foi induzido a assumir a responsabilidade na expectativa de ser solto.

São Tomé e Príncipe

Mulher grávida

A notícia sobre a prisão do pastor chegou a São Tomé e Príncipe com a mulher do religioso, Ana Paula Veloso. Em entrevistas e posts nas mídias sociais, ela disse que, dias após a prisão do marido, foi obrigada pela Universal a deixar a Costa do Marfim às pressas, embora estivesse grávida e quisesse permanecer no país.

Afirmou, ainda, que a igreja não ofereceu qualquer auxílio jurídico ao pastor. Veloso foi expulso da Iurd após a prisão.

Os depoimentos da mulher se espalharam e geraram revolta entre muitos são-tomenses, para quem a Universal havia orquestrado a prisão de Veloso para impedir a divulgação de denúncias contra a igreja. Já a Iurd afirma que apenas acionou a polícia marfinense por ser vítima de um crime, mas que foram as autoridades locais que o identificaram e puniram.

Morte em protesto

Em 16 de outubro, centenas de manifestantes vandalizaram e saquearam seis dos 20 templos da Universal em São Tomé. Eles exigiam que a Universal negociassem com autoridades marfinenses a soltura de Veloso e seu retorno ao país natal.

A Polícia Militar interveio, e um manifestante são-tomense de 13 anos morreu baleado. O nome do jovem não foi revelado.

O produtor cultural são-tomense Nig d’Alva, que estudou administração de empresas em Fortaleza, diz à BBC que a revolta “foi a gota d’água de decepções que algumas pessoas tiveram em relação à igreja”.

Segundo d’Alva, há “repulsa” em São Tomé e Príncipe quanto a uma postura da Universal que ele classifica como “segregadora”: ele diz que muitos fiéis da Iurd deixaram de conviver com outras pessoas “porque a igreja diz que são mundanas, que não são cristãs o suficiente, e isso cria um ódio.”

Esse descontentamento, segundo ele, se somou a uma reação nacionalista contra detenção na Costa do Marfim “de um filho da terra sem que houvesse uma resposta do estado são-tomense e da própria igreja”.

Por mais que considere legítima a causa dos manifestantes, o produtor cultural diz que o movimento foi impulsionado pela oposição são-tomense, que aproveitou a revolta para golpear o governo e acusá-lo de ser submisso perante a igreja.

“Parte das pessoas metidas nas manifestações foi induzida ao erro. Só isso explica terem chegado a esse nível de violência, de queimar carros, como se só assim fossem resolver a situação.”

São Tomé e Príncipe

Expulsão da Universal

Em meio à revolta, o Parlamento de São Tomé e Príncipe passou a discutir a expulsão da Universal no país. A parlamentar Alda Ramos, uma das principais líderes da oposição, disse a jornalistas que a Iurd deveria repatriar o pastor, ou “acionaremos outros mecanismos para não existir mais esta igreja cá em São Tomé e Príncipe”.

Segundo o banco de dados da CIA, a agência de inteligência dos EUA, 2% dos são-tomenses frequentam a Iurd. O catolicismo é a principal religião do país, abarcando 55,7% da população.

A possibilidade de que a igreja fosse banida no país interrompeu as férias do embaixador brasileiro em São Tomé e Príncipe, Vilmar Júnior, que retornou ao país para tentar apaziguar os ânimos. A ameaça também mobilizou a cúpula da Iurd no Brasil.

Em 17 de outubro, o bispo da Universal e deputado federal Márcio Marinho (Republicanos-BA) viajou a São Tomé para se reunir com autoridades locais.

Após visitar a Assembleia Nacional, Marinho disse a jornalistas que a igreja tinha o interesse “em resolver o mais rápido possível a questão”. Ele afirmou que uma comissão formada por políticos são-tomenses e dirigentes da Universal viajaria à Costa do Marfim para visitar o pastor e lhe dar suporte.

Procurado pela BBC News Brasil desde a última terça-feira (29/10), Marinho não quis dar entrevista sobre o tema. A BBC perguntou à assessoria do deputado se ele havia viajado a São Tomé e Príncipe enquanto parlamentar ou enquanto bispo da Universal, e quem havia custeado a viagem. Não houve respostas.

Também questionada sobre quem bancou a viagem de Marinho, a Universal disse que a pergunta deveria ser dirigida ao deputado e que não “tem ingerência na atuação de parlamentares ou de qualquer agente público”.

Igreja católica em São Tomé

No fim de outubro, outro deputado federal ligado à Universal se manifestou sobre o episódio. Em vídeo no Facebook, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Silas Câmara (Republicanos-MA), criticou autoridades são-tomenses por não garantir “a proteção, a integridade e a liberdade de culto dos nossos irmãos”.

Soltura e proteção consular

A mobilização internacional pela soltura de Veloso surtiu efeito. A advogada Celiza de Deus Lima, que representa o pastor, diz à BBC News Brasil que ele foi libertado nos últimos dias, mas segue impedido de deixar a Costa do Marfim.

Ela diz que o pastor pediu proteção à embaixada de Angola na capital marfinense, Abidjã, por se sentir inseguro e porque não há representação diplomática são-tomense no país.

A embaixada lhe providenciou abrigo enquanto ele aguarda autorização para deixar o país — o que a advogada espera que ocorra ainda neste mês.

Lima afirma que, embora inocente, o pastor admitiu ser o autor dos posts “porque lhe disseram que, se confessasse, a igreja retiraria a queixa”. A Universal, porém, manteve a denúncia, e Veloso foi condenado.

A BBC procurou o Ministério das Relações Exteriores da Costa do Marfim para averiguar as circunstâncias da prisão e da soltura do pastor, mas não houve retorno às perguntas enviadas. A embaixada marfinense em Brasília tampouco quis se pronunciar.

A advogada diz que o movimento pela soltura de Veloso envolveu até o ex-presidente são-tomense Miguel Trovoada, que teria telefonado ao presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, para tratar do tema.

Ela diz que, após a grande repercussão do caso, a Universal também acabou se unindo aos esforços para libertar o pastor, embora inicialmente tenha se recusado a auxiliá-lo. Lima afirma que Veloso foi condenado em um “processo sumário”, sem direito a advogado nem defensor público — condições que ela atribui à pressão que a Universal teria feito sobre autoridades marfinenses. A Costa do Marfim é um dos países africanos onde a Iurd tem presença mais sólida.

Em nota à BBC, a Iurd diz que jamais denunciou o pastor Iudumilo Veloso, “até porque não sabia quem era o autor” das mensagens críticas à igreja.

“Mas foram, sim, praticados os crimes que a Universal denunciou às autoridades da Costa do Marfim, com graves ameaças e ataques sob o anonimato de perfis falsos no Facebook e em contas criadas em aplicativos de mensagens, como o Telegram, conforme comprovou a Justiça do país africano”, afirma a igreja.

A Universal diz ainda que não forçou a mulher do pastor a voltar a São Tomé e Príncipe e que a acusação de que obrigaria os religiosos a fazer vasectomia é “facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da igreja, têm filhos”.

“O que a Universal estimula é o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal”, diz a igreja.

Em nota à BBC, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil diz que, por não envolver cidadão brasileiro, a prisão do pastor são-tomense “não demanda atuação consular do governo federal”.

Culto da Iurd em São Tomé

Sobre os distúrbios em São Tomé, o órgão diz estar “em permanente contato com as autoridades locais, de forma a garantir o respeito à integridade física e às propriedades dos brasileiros lá residentes e da própria Iurd”.

Pedagogia do empreendedorismo

Autora de vários artigos sobre a presença internacional da Iurd, a cientista social Camila Sampaio, professora da Universidade Federal do Maranhão, diz que igreja teve êxito em países africanos ao pregar uma “pedagogia do empreendedorismo”.

Nessas nações, diz ela, muitas famílias egressas do meio rural encontraram na Iurd ensinamentos práticos sobre como se portar no “novo universo urbano”.

“A igreja diz ‘vou te ensinar como ser uma mulher moderna, trabalhar fora e cuidar do marido’, ou ‘vou fazer você prosperar, vou te ensinar a abrir um negócio e ser melhor que o do vizinho’. As pessoas se sentem contempladas nesse discurso”, afirma.

Sampaio afirma que a igreja também soube se articular com figuras importantes dos países onde atua. Em Angola, por exemplo, a igreja tem entre seus fiéis altos dirigentes do MPLA, partido que governa o país desde 1975.

Segundo a professora, a expansão da Universal pela África atende a dois objetivos da igreja: ampliar o número de fiéis e ocupar um espaço simbolicamente importante para os seguidores brasileiros.

“Eles se orgulham de dizer que estão em vários países africanos, e os fiéis brasileiros gostam de ver a igreja fazendo obra na ‘terra da feitiçaria,” diz Sampaio.

Esses fatores explicariam, segundo Sampaio, o engajamento da cúpula da Iurd para conter uma crise em um país pequeno e considerado pouco relevante diplomaticamente.

Outro motivo seria o medo de que a revolta afete a imagem da igreja e se espalhe por outras nações.

Em 2013, a Universal foi suspensa temporariamente em Angola após 16 pessoas morrerem pisoteadas num culto da igreja.

Oito anos antes, a Justiça de Madagascar proibiu as atividades da igreja após a entidade ser acusada de queimar bíblias e outros objetos religiosos num culto.

CUIDADO ANIMAL | Prefeitura inicia novo cadastro para castração de animais domésticos

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A Secretaria Municipal de Integração (Semi) iniciará na segunda-feira (4) novo cadastramento de interessados em realizar a castração de seus animais domésticos (cães e gatos) com idade superior a 6 (seis) meses. A ação faz parte do Programa Bem-Estar Animal e a portaria nº 198, de 11 de junho, estabelece os critérios para esse procedimento.

Dentre eles, a pessoa interessada em castrar seu animal deve ter renda mensal familiar inferior a dois salários mínimos.

Segundo Álvaro Luiz Mendonça de Oliveira, secretário da Semi, após o cadastro, a Semi realizará o chamamento das Organizações da Sociedade Civil e dos munícipes interessados para que compareçam à Secretaria para a retirada da Guia de Castração Animal, munidos dos originais e cópias do CNPJ, licença ambiental ou registro em cartório; RG e CPF; comprovante de residência atualizado e comprovante de renda familiar, ou caso o munícipe seja inscrito em programas assistenciais do Governo Federal.

Será concedida apenas uma guia de castração para pessoa física e cinco guias para pessoa jurídica. “A superpopulação de animais domésticos é um caso de saúde pública. É preciso entender que muitos bichinhos não conseguem um lar e acabam nas ruas da nossa cidade procriando descontroladamente, se tornando portadores de doenças graves, causando acidentes ou sendo atropelados. Queremos que a população saiba que isso não é uma mutilação mas uma ação preventiva”, disse o secretário.

O médico veterinário, da Semi, Bruno Sadeck, explica que todo o procedimento é feito em hospital devidamente equipado. “O convênio atingiu na primeira etapa do programa 300 castrações. Os bichinhos são cuidadosamente assistidos e a castração leva uma média de 30 minutos.

A recuperação é de cerca de 10 dias e nesse período é importante o cuidado dos donos para evitar infecções”, enfatizou acrescentando que a iniciativa ajuda no controle de ninhadas indesejadas e colabora com a prática da posse responsável.

As solicitações de cadastramento podem ser efetuadas na sede da Semi, à rua Brasília, n. 2512, Bairro São Cristovão, ou pelo telefone:(69) 98473-3320, no horário de 08 às 14 horas.

Vantagens

O médico veterinário destaca que dentre as vantagens da castração estão a diminuição do risco de câncer de mama; redução da frustração sexual diminuindo o risco de fugas, atropelamentos e brigas com outros machos. As fêmeas não ficam mais vulneráveis a infecções uterinas graves e nos machos reduz-se em grande escala os problemas de próstata e evita-se o câncer de testículo, que pode ser fatal.

As fêmeas não entram mais no cio, poupando os tutores de lidar com o sangramento e com possíveis cães de rua importunando no portão. Cães e gatos machos sentem menos necessidade de marcar o seu território com urina.

“E o animal de estimação também pode ficar mais dócil, facilitando a interação e reduzindo situações problemáticas – especialmente entre os que tinham comportamento agressivo antes”, observou.

Em Cacoal, indígenas são maioria dos alunos em curso voltado ao Turismo de Pesca

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Desde o dia 14 de outubro, 11 alunos, em sua maioria indígenas da etnia Paiter Suruí, se reúnem nas aulas do Curso de Condutor de Turismo de Pesca, oferecido pelo Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual de Turismo (Setur), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercia (Senac), em Cacoal. O curso segue até dia 8 de novembro.

O curso tem como objetivo principal desenvolver conhecimentos e habilidades naqueles que querem utilizar a pesca esportiva como atrativo turístico em sua região. Vem daí o grande interesse dos indígenas, que vêem no turismo sustentável um grande potencial na geração de renda dentro das aldeias, preservando o ambiente em que vivem. Dos 11 alunos do curso, 10 são indígenas.

“Queremos levar o turista para dentro da nossa aldeia, por isso o meu interesse nesse curso, a pescaria é um bom caminho e queremos aprender mais. Essa iniciativa é muito importante pra gente, para o turismo dentro da aldeia. Porque a pesca é um atrativo, tem muita gente que gosta de pescar, que vem de longe, e a gente vai oferecer todas as condições para que os pescadores escolham ir pescar na nossa aldeia”, destaca Ailton Suruí.

Ailton pertence a Aldeia Linha 10 Central, localizada há aproximadamente 50 quilômetros de Cacoal. Lá, vivem cerca de 20 famílias que agora buscam, através dos Rios Jacaré e Rio Branco, oportunizar um novo destino de pesca para rondonienses e pescadores de todos os cantos do Brasil.

“Neste curso aprendi muitas coisas, principalmente que a gente tem que cuidar das florestas e dos nossos rios. Temos na aldeia o rio Branco, o rio Jacaré e outros rios. E nesses rios temos muitos peixes, tem o pintado, o pacu, o tucunaré, o jaú, piranhas, temos muitos peixes que os pescadores vão poder ir pescar. Então nesse curso eu vi que a gente pode gerar emprego na nossa aldeia e trazer renda para as nossas famílias. E vamos fazer isso, cuidando da Floresta, através da pesca esportiva”, ressalta o indígena.

Ailton Suruí reforça que além da pesca esportiva, a ideia é valorizar a cultura Paiter Suruí. “Se os pescadores vão pescar lá na nossa aldeia, a gente quer estar preparado para receber o turista. A gente quer que ele experiente as comidas que comemos, quer que eles conheçam a nossa cultura, as moradias tradicionais do povo Paiter Suruí, a gente quer que eles vejam como vivemos e como usamos a floresta”, reforça.

Durante o Curso de Condutor de Turismo de Pesca, a ideia é tornar os alunos aptos a conduzir visitantes e turistas em atividades de pesca, a partir de roteiros pré-estabelecidos, com segurança e bem-estar, de forma preservacionista e sustentável, favorecendo o desenvolvimento socioeconômico da região e do estado.

Dentro do curso, os alunos estudam a qualidade no atendimento e relacionamento humano, legislação e educação ambiental na pesca, prática de pesca e técnicas de soltura evitando danos à integridade do peixe, bem como estudam as espécies de peixes encontradas nos rios da região e, ainda, uma infinidade de conhecimentos relativos à pesca.

“Eles estão aprendendo muitas coisas, desde o atendimento inicial ao turista, como se comportar junto ao turista, como ressaltar os potenciais, e hoje estamos aqui numa aula prática, voltada ao pesque e solte. Desde o comportamento dentro do barco, primando pela segurança dos ocupantes, o manuseio dos equipamentos de pesca e técnicas de captura e soltura dos peixes, para que causem o menor dano possível ao animal”, destaca a professora Vanessa Bressan, condutora de turismo de pesca.

A aula prática citada por Vanessa está acontecendo no Rio Machado em Cacoal. Os alunos  estão sendo divididos em equipes e nos períodos matutino e vespertino estão colocando em prática todo os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Aluna de escola municipal de Vilhena se classifica para semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa

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A estudante Júlia Silva Jovino, de 10 anos, se classificou para a semifinal da 6ª Olimpíada de Língua Portuguesa, que em 2019 tem como tema “O lugar onde vivo”. Aluna do 5° ano da Escola Municipal Ângelo Mariano, de Vilhena, Júlia participou da competição na categoria “Poema”, com a poesia intitulada “Portal da Amazônia”.

O texto venceu as etapas municipal e estadual e concorrerá na etapa regional, com trabalhos de 65 crianças de todos os estados do Brasil. Nessa fase, a aluna Júlia e sua professora Dalvânia Ribeiro participam de atividades que acontecem em São Paulo, no período de 4 a 6 de novembro.

Essa história começou entre fevereiro e abril desse ano, período de adesão da Secretaria Municipal de Educação de Vilhena (Semed) e inscrição de seus professores na Olimpíada. A partir daí, até agosto, as escolas inscritas promoveram várias oficinas de produção de poemas, das quais participaram os alunos de todos os 5° anos do ensino fundamental.

“Portal da Amazônia” foi o texto da Escola Ângelo Mariano escolhido para concorrer na etapa municipal. Em setembro, o poema venceu a fase vilhenense. E no início desse mês foi um dos dois trabalhos selecionados pela comissão julgadora estadual para representar Rondônia na semifinal da competição (fase regional). A outra representante rondoniense na categoria é Taciana Nascimento, aluna da Escola Estadual D. Pedro I, de Porto Velho.

Agora, a pequena Júlia, juntamente com a sua professora Dalvania Ribeiro, representará o município de Vilhena e o Estado de Rondônia na semifinal da Olimpíada. No evento, haverá atividades de formação para a professora e ambas participarão de oficinas textuais. Durante o encontro, os alunos produzirão outros textos, que serão usados para subsidiar a análise e a seleção dos 20 finalistas.

Por ter chegado à semifinal, aluna e professora serão premiadas cada qual com uma medalha e um leitor de livro digital. E a escola receberá uma placa de homenagem pelo feito de sua aluna. “Nos enchemos de orgulho em ver os resultados do grande trabalho que vem sendo desenvolvido em nossas escolas. Parabéns à aluna Júlia e à professora Dalvania pela conquista”, destaca a secretária da Semed, Vivian Repessold.

 

O QUE É A OLIMPÍADA

A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro.

CPI da Energisa agenda audiências públicas em municípios para dar voz à população rondoniense

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a investigar e apurar possíveis irregularidades e práticas abusivas contra os consumidores de energia elétricas no Estado de Rondônia praticadas pela empresa Energisa realizará audiências públicas nos municípios de Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal.

De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Laerte Gomes (PSDB), o intuito das audiências públicas é dar voz à população rondoniense. “Todos estão sofrendo com o desrespeito praticado pela Energisa e ouvir os problemas enfrentados pelos moradores da capital e do interior é uma função social da comissão”, aponta Laerte.

Segundo os membros da comissão, a presença da CPI da Energisa nos municípios irá permitir ainda, que todos os setores acompanhem de perto o trabalho realizado pelos parlamentares para garantir os direitos dos consumidores rondonienses.

A CPI da Energisa convidará para as audiências públicas membros da Defensoria Pública, Ministério Público, organizações sociais e lideranças comunitárias.

Programação das audiências 

Audiência Pública em Vilhena: Dia 04 de novembro na Associação Comercial e Empresarial de Vilhena às 18 horas.

Audiência Pública em Ji-Paraná: Dia 11 de novembro na Câmara de Vereadores  às 9 horas.

Audiência Pública em Cacoal: Dia 11 de novembro no Teatro Municipal de Cacoal às 18 horas.

MP quer analisar computador de onde saíram áudios que desmentem porteiro

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Em nota enviada a VEJA, o Ministério Público do Rio informou que precisa de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para periciar “o sistema” de onde saíram os áudios que desmentem o depoimento do porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que o MP não analisou a possibilidade de os arquivos terem sido apagados ou renomeados antes de serem entregues aos investigadores. O MP nega e afirma que não constam indícios de adulteração nos arquivos recebidos em CD pelo órgão no dia 15 deste mês – mas informa que o computador de onde saíram os arquivos não foi analisado.

“Esse CD é compatível com a planilha física. Nada impede que o sistema seja periciado como um todo tão logo tenha autorização do STF”, diz trecho da nota enviada a VEJA.

Reforma tributária deve ser pensada para diminuir as desigualdades, diz Confúcio

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O senador Confúcio Moura (MDB–RO) afirmou nesta sexta-feira (1º), em Plenário, que as duas propostas que tratam da reforma tributária no Congresso (PECs  45/2019 e 110/2019) não apresentam soluções para diminuir a desigualdade no país.

O parlamentar ressaltou que, segundo o IBGE, os 10% mais ricos da população controlam 43% da renda do Brasil. A renda média dos mais ricos é de quase R$ 28 mil por mês, enquanto a dos mais pobres é de apenas R$ 820.

Para Confúcio, esse desequilibro econômico ainda é intensificado com a cobrança de tributos, que, se pensada proporcionalmente à renda, é muito mais pesada para os mais pobres.

— A Constituição brasileira define o Imposto de Renda como um tributo progressivo, ou seja, quem ganha mais contribui com uma proporção maior de seus rendimentos. No entanto, em função de isenções existentes no nosso sistema tributário, os mais ricos do nosso país terminam por pagar proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, aprofundando o fosso da desigualdade — disse.

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O pirarucu é conhecido na região Norte como o bacalhau da Amazônia, podendo alcançar até 300 quilos, é uma das espécies nativas de grande potencial para a aquicultura. Com um sabor suave e ausência de espinhas, a espécie tem uma boa aceitação no mercado consumidor e os produtores têm investido em novas tecnologias para ampliar o cultivo.

Na quarta-feira (31), o vice-governador de Rondônia, José Jodan, conheceu a produção em cativeiro da Fazenda Bem-te-vi, em Porto Velho. A propriedade possui 20 hectares e está sobre os cuidados do médico veterinário, Carlindo Filho (Maranhão) e do ex-servidor da Emater-RO, Marcos Carvalho, que investem em tecnologias no melhoramento da produção de pirarucu.

A Neovia desenvolveu uma nova ração com 15 de ômega 3 para os pirarucus e testa na produção da fazenda Bem-te-vi. Uma equipe técnica da fazenda e uma médica veterinária realizam todo o acompanhamento do processo de desenvolvimento dessa nova tecnologia que garantirá uma produção de qualidade em Rondônia.

“O pirarucu tem uma carne nobre, com uma excelente aceitação no mercado Brasileiro e no exterior, com isso ganha a cada dia o interesse de novos produtores. Agora na fase final dos testes com essa nova tecnologia a produção será ampliada”, pontuou o vice-governador, José Jodan.

O que é o rosto ‘assustador’ captado no espaço pelo telescópio Hubble

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A imagem acima foi capturada em junho pelo telescópio Hubble, que pertence às agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), mas só foi divulgada nesta semana, como parte das comemorações do Halloween.

“Quando os astrônomos olham as profundezas do espaço, não esperam encontrar algo olhando de volta para eles”, diz o comunicado da Nasa sobre a descoberta.

Mas o fenômeno fotografado não tem nada de sobrenatural.

A imagem mostra uma colisão entre duas galáxias, mas muito mais violenta que o normal:

“Uma colisão frontal titânica”, afirmam a Nasa e a ESA.

‘Interações incomuns entre galáxias’

O fenômeno que o Hubble capturou está listado no “Catálogo de Galáxias e Associações Peculiares do Sul”, elaborado pelos astrônomos Halton Arp e Barry Madore entre 1966 e 1987, a 704 milhões de anos-luz da Terra.

É daí que vem o nome — nada assustador — do que vemos na foto: sistema Arp-Madore 2026-424 (AM-2026-424).

O catálogo em que está inserido foi criado para inventariar milhares de interações incomuns entre galáxias.

E, como seu nome indica, o AM 2026-424 apresenta certas peculiaridades.

Forma de anel

Os “olhos” do “rosto fantasmagórico” são o núcleo de cada galáxia.

Anéis de estrelas azuis jovens e discos de gás e poeira das galáxias dão forma ao rosto, nariz e boca do “espectro”.

As agências espaciais enfatizam que, embora as colisões de galáxias sejam comuns na formação do universo, os choques frontais não são.

Essas colisões violentas dão origem à forma anelar do sistema.

“As galáxias em forma de anel são raras; apenas algumas centenas residem em nossa vizinhança cósmica. As galáxias precisam colidir na direção certa para criar o anel”, afirmam a Nasa e a ESA.

Outra característica “frequente” da colisão entre galáxias é que uma grande se choca com uma menor e a devora, acrescentam as agências.

Mas, neste caso, o tamanho semelhante dos “olhos” do sistema AM 2026-424 sugere que as duas galáxias são aproximadamente do mesmo tamanho.

Os astrônomos estimam que esse fenômeno manterá sua aparência “assustadora” por “apenas” aproximadamente 100 milhões de anos:

“As duas galáxias vão se fundir completamente em aproximadamente 1 a 2 bilhões de anos”.

Onze anos depois, brasileiros recebem bronze das Olimpíadas de Pequim

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A equipe brasileira que disputou a final do revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, enfim, recebeu sua medalha de bronze. Nesta quinta-feira, Bruno Lins, José Carlos MoreiraSandro Viana e Vicente Lenilson participaram da honraria no Museu Olímpico, na cidade de Lausanne, na Suíça.

O Brasil herdou a medalha de bronze depois de Nesta Carter, atleta jamaicano, ser flagrado em exame antidoping posterior aos Jogos. Desta maneira, a medalha de ouro da Jamaica passou para Trinidad & Tobago, que havia ficado com a Prata. O Japão, consequentemente, ficou com a prata, e o time verde e amarelo com o terceiro lugar.

“É uma sensação maravilhosa, inexplicável, medalha olímpica é diferente de tudo. Fiquei congelado ali em cima na hora de receber a medalha. Agradeço muito ao Comitê Olímpico do Brasil, à Confederação Brasileira de Atletismo que também fazem parte disso. Essa medalha não é só minha, é do Brasil, da minha família, dos meus treinadores, de todos que estiveram comigo até esse momento. Simplesmente desejo a todos os atletas que se dediquem, que treinem, que deem o seu melhor para chegar a um momento como esse, épico e único”, ressaltou José Carlos Moreira, conhecido como Codó, nome de sua cidade de nascimento.

Muito aplaudidos pelas cerca de 100 pessoas presentes ao Museu Olímpico, o quarteto brasileiro se emocionou com as medalhas finalmente no peito.

“A ficha não tinha caído ainda. Depois que colocaram a medalha, eu a olhei, passou um filme na minha cabeça e as lágrimas vieram. Foi um choro de felicidade, de ser reconhecido como um medalhista olímpico. Pequim 2008 foi minha primeira participação em Jogos, foi especial e único. Gostaria de agradecer a todos os brasileiros que sempre torceram por nós. É um momento mágico na nossa vida. Agora somos, realmente, medalhistas olímpicos, finalmente com nossa medalha em mãos”, comemorou o alagoano Bruno Lins.

Com a medalha do revezamento 4x100m masculino, o Brasil passa a ter 17 pódios nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta também é a 17ª medalha olímpica do atletismo nacional na história.

“Tudo que eu fiz foi me dedicar ao esporte nos últimos 20 anos. Quando saí de Manaus, vendi tudo para me tornar um atleta. Só pensava em fazer o meu melhor todos dias até chegar aos Jogos Olímpicos. Quando tive contato com o universo olímpico, minha vida mudou. De lá pra cá, a única coisa que eu fiz foi cultivar o esporte olímpico da melhor maneira possível, através do meu exemplo de vida. Já era um atleta muito satisfeito, muito realizado com o quarto lugar. E quando veio essa notícia, tudo mudou na minha vida. Veio uma explosão de emoções onde passado, presente e futuro acabaram se misturando”, revelou Sandro Viana, o mais experiente da equipe, com 42 atualmente.

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