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quinta-feira, abril 23, 2026
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Governo orienta depoimentos na CPI das fake news

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Com seis assessores de Jair Bolsonaro convocados pela CPI mista das fake news, o governo tenta reduzir o desgaste com a presença deles no Congresso e avalia recorrer à Justiça para que tenham o direito de ficar em silêncio diante dos parlamentares. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que alguns dos servidores já foram procurados por auxiliares do presidente para receber orientações.

A lista dos que foram chamados inclui pessoas que trabalharam na comunicação da campanha eleitoral de 2018 e agora ocupam cargos no Palácio do Planalto, como integrantes do chamado “gabinete do ódio”. O termo é usado internamente no governo para se referir ao núcleo composto pelos assessores especiais da Presidência Tércio Arnaud Tomaz e José Matheus Sales Gomes, além de Mateus Diniz, lotado na Secretaria de Imprensa. Os três são ligados ao vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente.

Entre os convocados também estão duas assessoras que trabalharam na AM4 Inteligência Digital, empresa contratada pela campanha de Bolsonaro. São elas Rebecca Félix e Taíse Feijó, que chegaram ao governo pelas mãos de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, demitido em fevereiro após desentendimentos com Carlos.

A CPI investiga a disseminação de notícias falsas nas eleições de 2018. Adversários tentam usar a comissão para encontrar irregularidades na campanha que elegeu Bolsonaro. A oposição é maioria no colegiado e tem imposto sucessivas derrotas ao governo.

Rebecca coordenou uma equipe de comunicação digital na campanha de Bolsonaro, responsável pela atualização das redes sociais, e chegou a prestar depoimento em ação no Tribunal Superior Eleitoral que investiga o disparo de mensagens em massa por WhatsApp. A assessora foi demitida do cargo que ocupava no Palácio no último dia 17. Procurada pela reportagem, ela não quis comentar a convocação.

Taíse, lotada atualmente na Secretaria de Modernização do Estado, entrou no governo como assessora do gabinete de Bebianno, um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro. Na AM4, ela ajudou a operar a estratégia de comunicação digital do então candidato. A Secretaria-Geral não comentou a convocação da servidora.

Além delas, a comissão também aprovou anteontem a convocação do secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, e do assessor especial da Presidência, Filipe Martins. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Procurador-Geral de Justiça se reúne com relator da CPI da Energisa Partilhar1

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O Procurador-Geral de Justiça, Aluildo de Oliveira Leite, se reuniu na tarde desta quinta-feira (24/10), no edifício-sede do Ministério Público do Estado de Rondônia, com o relator da CPI da Energisa/Rondônia, deputado estadual Jair Montes.

A reunião também contou com a participação da Promotora da Justiça de Defesa do Consumidor, Daniela Nicolai De Oliveira Lima. O deputado fez um relato sobre o que está sendo apurado pela CPI da Energisa, cujos integrantes aprovaram a emissão de um relatório parcial da Comissão para o Ministério Público de Rondônia, Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e a Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa. O relatório da CPI será concluído até o final do ano.

Almir Brasil ajudou a criar 13 municípios; Maria Emília coordena obras de desenvolvimento socioeconômico de Rondônia

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Vontade e competência nunca faltaram ao técnico em contabilidade Almir Brasil de Souza, que fará 68 anos na próxima terça-feira (29), um dia após o feriado nacional do Servidor Público. Recentemente ele deixou a Superintendência do Estado para Resultados (EpR)* para ser coordenador financeiro do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômico do Estado de Rondônia (Pidise).

Nascido em Humaitá (AM), Almir Brasil é casado com dona Adelaide Orfanides Rodrigues. “Vivi a infância no seringal Piriri, jogava bola e passarinhava”, conta. O pai, Almerindo Monteiro Brasil, dono da terra, era casado com dona Enedina Brasil de Souza.

Eles criaram dois filhos naturais – Almir Júnior, ex-enfermeiro no Hospital João Paulo II, atualmente acadêmico de medicina em Ciudad del Este (Paraguai) e Amarilto, dentista em Alvorada do Oeste;  e dois adotivos – o pastor evangélico Fábio Rodrigues Ramos e Ana Cássia Rodrigues. O casal tem nove netos.

Começou a servir Rondônia em 1973, na Prefeitura de Porto Velho, durante a gestão do médico Jacob de Freitas Atallah. Era recém-formado técnico em contabilidade pela Escola Estudo e Trabalho, no Areal. Anteriormente estudou no Colégio Dom Bosco, também naquele bairro.

Aos 22 anos de idade assumiu a Contabilidade Geral, permanecendo dez anos no cargo, até 2013. Ao mesmo tempo, dedicava-se ao esporte, presidindo a diretoria do alvinegro São Domingos Esporte Clube. “Não consegui conciliar, pedi afastamento”, explicou.

A ousadia em construir novas cidades em Rondônia deixou-o famoso e requisitado. Assim, o Ministério do Interior convidou-o para trabalhar na instalação dos municípios de Bom Jesus, Brejo Grande e São João, todos desmembrados de Marabá (PA).

“Vieram me buscar aqui em Porto Velho, para eu ensinar aos funcionários como fazer empenho e a execução contábil e financeira”, conta.

Em 1984 ele assumiu um cargo na extinta Coordenadoria de Desenvolvimento e Articulação dos Municípios (Codram) na gestão de Elita Dantas, falecida.

“Me orgulho muito desse período, porque nele senti as emoções de explicar a muitas pessoas como fazer todo trabalho: comecei operando a máquina contábil NCR 31, hoje me admiro da informática fazer tudo bem mais rápido”, diz.

Seu trabalho transparente despertava a atenção do governo levou-o diretamente ao desafio maior: era preciso construir cidades, e assim o convocaram para tal.

“Nos anos 1980, eu trabalhei na instalação de dez municípios: Alta Floresta d’Oeste, Alvorada d’Oeste, Cabixi, Cacoal, Cerejeiras, Colorado do Oeste, Espigão d’Oeste, Mirante da Serra, Monte Negro, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte, Pimenta Bueno, Santa Luzia d’Oeste  e Urupá”, lembra.

Segundo ele, mesmo sem os modernos recursos tecnológicos de atualmente, era possível acelerar os processos e projetos. Por esse motivo, o governo estadual o convocou para atuar nos processos de intervenção na Prefeitura de Vilhena e na Secretaria de Fazenda de Presidente Médici. Também ajudou a reorganizar a administração em Guajará-Mirim.

“Em Médici, quando foi afastado o prefeito José Cunha,em Vilhena, quando saiu Vitório Abrão”, lembra.

“Valeu e está valendo ser um servidor público, o estado avança em minérios, na agropecuária, no peixe, a produção, digamos, é monstruosa, e isso nos diferencia de outras regiões brasileiras menos afortunadas”, diz.

Reconhecido, seu Brasil recebeu a Medalha Rondon, a mais alta condecoração de mérito no Estado de Rondônia. Aos jovens, um recado: “Abracem o Estado, trabalhem todos os dias até suar a camisa, a recompensa virá depois”.

MARIA EMÍLIA JÁ EXECUTOU POLONOROESTE E PLANAFLORO

“Havia muita carência de profissionais, vim, aprendi muito e executei”, relata a executora do Pidise na Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Maria Emília da Silva, 63. Ela trabalha no Executivo desde o primeiro governo do coronel Jorge Teixeira de Oliveira (1979-1982).

Antes do Pidise, acumulou duas grandes experiências: coordenou o Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil (Polonoroeste) e o Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (Planafloro), ambos financiados pelo Banco Internacional Para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), o Banco Mundial.

Maria Emília é mãe de Carlos Augusto, dedicado ao mercado financeiro, Pedro Antonio, que cursa engenharia, e Tatiana, fisioterapeuta.

Como foi seu começo em Rondônia?

Eu vim de Manaus. Era pedagoga e trabalhava com o prefeito Teixeirão. Ele me incentivou a cursar saúde pública, e me formei sanitarista pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Como era a Rondônia do seu tempo?

Quando ingressei no Polonoroeste, senti Rondônia carente de recursos na sua construção. O Polonoroeste e em seguida o Planafloro, décadas atrás, proporcionaram recursos para atender diversas demandas de infraestrutura.

A senhora pode comparar Rondônia de ontem com o atual Estado?

Se me perguntar por que, muitas vezes, demoramos a avançar, lhe digo que isso não se deve aos nossos bons engenheiros, mas à falta de um banco de dados que nos atenda permanentemente. Projetos são bem estruturados, porém, não são funcionais, já que sua concepção se dá em gabinetes, quando eles exigem maior contato com a realidade. Ontem víamos Rondônia com um olhar, hoje ele é diferente.

Como é essa realidade?

É muito distinta, porque cada lugar tem suas peculiaridades, e elas devem ser componentes dos projetos. Todas as dificuldades em conhecer essa realidade têm que ser vencidas. Rondônia é um centro de oportunidades em constante construção. Em função do equilíbrio fiscal, permite-se que a população economicamente ativa continue sonhando com melhores horizontes. O investidor prefere estes rincões amazônicos aos centros mais desenvolvidos, cujas variáveis de insegurança, por exemplo, são fator de risco.

 

No Dia do Servidor, qual a sua mensagem aos colegas e às autoridades estaduais?

Aqui (apontando as baias com a sua equipe) prezamos muito o servidor, a quem devemos respeito, independente de idade. Mudanças são naturais, se estabelecem e são legitimadas. O inaceitável é a desvinculação de pessoas de chefias anteriores, uma vez que somos servidores do Estado, não de pessoas. Na medida em que é respeitado, o servidor se entrega totalmente ao serviço profissional e, consequentemente, à sociedade.

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* No atual governo, o EpR substitui a extinta Superintendência Estadual de Assuntos Estratégicos (Seae).

Governo estuda ações de estímulo ao emprego para quem tem até 29 anos de idade e acima de 55, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (25), em entrevista coletiva na China, que o governo estuda um plano de estímulo à empregabilidade voltado para pessoas com até 29 anos de idade e acima de 55. Ele também falou da possibilidade de que se haja “menos direitos” em troca criação de emprego.

Bolsonaro não deu detalhes sobre o plano. Nesta quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou ao colunista Valdo Cruz que ações para geração de emprego para jovens e pessoas com baixa empregabilidade deverão ser a nova agenda econômica.

Segundo Guedes, a ideia é bater o martelo com Bolsonaro após a volta dele da Ásia, agenda internacional que o presidente cumpre até o dia 31. A proposta deverá ser enviada ao Congresso já em novembro.

Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre a proposta em meio aos compromissos oficiais na China.

“O que o Paulo Guedes [ministro da Economia] quer, juntamente com o Rogério Marinho [secretário especial da Previdência Social], é uma maneira de estimular o mercado de trabalho para o jovem, com até 29 anos […], e também quem tem mais de 55 anos de idade”, declarou Bolsonaro.

Bolsonaro não informou quantos postos de trabalho poderão ser criados com as medidas em discussão no Executivo. “Eu gosto de matemática […], mas é quase algo relativo à futurologia [prever quantos postos de trabalho serão criados] e eu tô longe disso aí.”

‘Menos direito e mais emprego’

Na conversa com jornalistas na China, o presidente também disse estar “sentindo por parte do trabalhador” que é preferível ter menos direitos e mais emprego do que o contrário. Ele, no entanto, não informou quais direitos trabalhistas podem ser cortados.

“O pessoal sempre fala em direito, direito, direito… E esquece deveres. O que eu tô sentindo por parte do trabalhador — não sou eu, é que eles querem… [Os trabalhadores] já falam: ‘Se for possível, menos direito e [mais] emprego, do que todos os direitos e desemprego’. Começa a chegar na ponta da linha”, afirmou.

Marcos Valério cita Lula como um dos mandantes da morte de Celso Daniel

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No fim da década de 90, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a construir uma carreira que transformaria radicalmente sua vida e a de muitos políticos brasileiros nas duas décadas seguintes. Ele aprimorou um método que permitia a governantes desviar recursos públicos para alimentar caixas eleitorais sem deixar rastros muito visíveis. Ao assumir a Presidência da República, em 2003, o PT assumiu a patente do esquema. Propina, pagamentos e recebimentos ilegais, gastos secretos e até despesas pessoais do ex-presidente Lula — tudo passava pela mão e pelo caixa do empresário. Durante anos, o partido subornou parlamentares no Congresso com dinheiro subtraído do Banco do Brasil, o que deu origem ao escândalo que ficou conhecido como mensalão e levou catorze figurões para a cadeia, incluindo o próprio Marcos Valério. Desde então, o empresário é um espectro que, a cada aparição, provoca calafrios nos petistas. Em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenara como operador do mensalão, Valério emitiu os primeiros sinais de que estaria disposto a contar segredos que podiam comprometer gente graúda do partido em crimes muito mais graves. Prometia revelar, por exemplo, o suposto envolvimento de Lula com a morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, executado a tiros depois de um misterioso sequestro, em 2002.

Na época, as autoridades desconfiaram que a história era uma manobra diversionista. Mesmo depois, o empresário pouco acrescentou ao que já se sabia sobre o caso. Recentemente, no entanto, Valério resolveu contar tudo o que viu, ouviu e fez durante uma ação deflagrada para blindar Lula e o PT das investigações sobre o assassinato de Celso Daniel. Em um depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais, a que VEJA teve acesso, o operador do mensalão declarou que Lula e outros petistas graduados foram chantageados por um empresário de Santo André que ameaçava implicá-los na morte de Celso Daniel. Mais: disse ter ouvido desse empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato. Até hoje, a morte do prefeito é vista como um crime comum, sem motivação política, conforme conclusão da Polícia Civil. Apesar disso, o promotor Roberto Wider Filho, por considerar graves as informações colhidas, encaminhou o depoimento de Valério ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que o anexou a uma investigação sigilosa que está em curso.

No depoimento ao MP, também gravado em vídeo, Valério repetiu uma história que contou em 2018 ao então juiz Sergio Moro, envolvendo na trama praticamente todo o alto-comando petista — só que agora com mais detalhes e com Lula como personagem fundamental. A história começa, segundo ele, em 2003, quando Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, convocou-o para uma reunião no Palácio do Planalto. No encontro, o anfitrião afirmou que o empresário Ronan Maria Pinto, que participava de um esquema de cobrança de propina na prefeitura de Santo André, ameaçava envolver a cúpula do Planalto no caso da morte de Celso Daniel. “Marcos, nós estamos com um problema. O Ronan está nos chantageando, a mim, ao presidente Lula e ao ministro José Dirceu, e preciso que você resolva”, teria dito Carvalho. “Ele precisa de um recurso, e eu quero que você procure o Silvio Pereira (ex-secretário-geral do PT)”, acrescentou. Valério conta que, antes de deixar o Palácio, tentou levantar mais informações sobre a história com o então ministro José Dirceu. “Zé, seguinte: o Gilberto está me pedindo para eu procurar o Silvio Pereira para resolver um problema do Ronan Maria Pinto. Disse que é uma chantagem”, narra Valério no depoimento. A resposta do então chefe da Casa Civil teria sido curta e grossa: “Vá e resolva”.

Valério compreendeu que “resolver” significava comprar o silêncio do chantagista. No depoimento, ele relata que procurou o petista João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, a quem uma de suas agências de publicidade prestava serviços. Cunha, mais tarde condenado no mensalão, orientou-o a procurar o deputado Professor Luizinho, que tinha sido vereador em Santo André e, portanto, conhecia bem o problema. Segundo o empresário, Luizinho lhe confidenciou que Celso Daniel topou pagar com recursos da prefeitura a caravana de Lula pelo país, antes da eleição presidencial de 2002, mas não teria concordado em entregar a administração à ação de quadrilhas e àqueles que visavam ao enriquecimento pessoal. “Uma coisa era o Celso bancar as despesas do partido, da direção do partido e do próprio presidente. Outra era envolver a prefeitura em casos que beiravam a ação de gângster”, teria afirmado o deputado, conforme a versão de Valério. Seguindo a orientação recebida de Gilberto Carvalho, Valério procurou Silvio Pereira (secre­tário-­geral do PT) e perguntou se o assunto era mesmo grave e se realmente envolvia Lula, Zé Dirceu e Gilberto. Resposta: “Ele falou assim: ‘Esse assunto é mais sério do que você imagina’.”. Pereira pediu então a Valério que se encontrasse com o chantagista.

A reunião, segundo Valério, ocorreu num hotel em São Paulo. “Eu já avisei a quem eu devia avisar, Marcos, eu não vou pagar o preço sozinho”, teria sido a ameaça de Ronan. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, preso no mensalão e no petrolão, também estava no encontro. “Se não resolver o assunto, eu já senti, esse homem vai explodir de vez, vai explodir o presidente, o Gilberto e o José Dirceu”, disse Valério a Delúbio depois da reunião. O empresário e o tesoureiro discutiram a melhor forma de arrumar o dinheiro para pagar a chantagem. Deu-­se, então, o encontro do mensalão com o petrolão. O petista Ivan Guimarães, que à época era presidente do Banco Popular do Brasil, lembrou os colegas de partido de que fundos de pensão mantinham aplicações milionárias no Banco Schahin. Era a hora de pedir uma retribuição. O banco aceitou fazer um “empréstimo” de 12 milhões de reais em troca de um contrato de operação com a Petrobras, no valor de 1,6 bilhão de reais. O promotor Roberto Wider quis saber de Valério se ele conversou com Lula sobre esse episódio. O empresário disse que sim. “Eu virei para o presidente e falei assim: ‘Resolvi, presidente’. Ele falou assim: ‘Ótimo, graças a Deus’.”. Mas não foi apenas isso. Valério contou ao promotor que Ronan Maria Pinto, quando exigiu dinheiro para ficar calado, declarou que não ia “pagar o pato” sozinho e que iria citar o presidente Lula como “mandante da morte” do prefeito de Santo André. Nas palavras de Valério, Ronan ia “apontá-lo como cabeça da morte de Celso Daniel”.

Na história recente da política brasileira, ninguém exerceu o papel de operador com tamanho protagonismo como o empresário Marcos Valério. Dono de agências de publicidade, Valério começou a atuar em esquemas de desvio de recursos públicos no governo de Eduardo Azeredo (PSDB), em Minas Gerais. Petistas mineiros conheciam muito bem os bons serviços prestados por ele aos rivais tucanos. Por isso, tão logo Lula assumiu a Presidência da República, abriram-se as portas do governo federal ao empresário. Rapidamente, Valério se tornou o homem do dinheiro sujo do PT e, nessa condição, cumpriu de missões prosaicas a estratégicas. Ele conta que se reunia com o então presidente ao menos uma vez por mês. Palpitava até sobre a indicação de ministros. A compra de apoio parlamentar era realizada às sombras, numa engenhosa operação financeira que envolvia bancos, dirigentes de partidos e dezenas de políticos — tudo na surdina. O empresário só assumiu o centro do tablado depois de VEJA revelar, em 2005, que o PTB operava um esquema de cobrança de propina nos Correios. Sentindo-se pressionado, Roberto Jefferson, o mandachuva do partido, reagiu delatando o mensalão e apresentando ao país o “carequinha” que operava os cofres clandestinos do PT. O resto da história é conhecido. O STF reconheceu a existência do esquema de suborno ao Congresso, considerou-o uma tentativa do PT de se perpetuar no poder e condenou os mensaleiros à cadeia. Lula, apesar de ser o beneficiado principal do esquema, nem sequer foi processado.

Por causa disso, Valério sempre pairou como um fantasma sobre o PT e seus dirigentes. No auge das investigações sobre o mensalão, ele próprio tentou chantagear o partido dizendo que se não recebesse uma bolada implicaria o então presidente da República no caso. Anos mais tarde, uma reportagem de VEJA revelou que a chantagem surtiu efeito, e o dinheiro foi depositado numa conta dele no exterior por um empreiteiro amigo. Durante a CPI dos Correios, Valério de fato poupou Lula. Ele só testemunhou contra o ex-presidente quando já estava condenado pelo Supremo. No depoimento ao MP, Valério disse que não aceitou pagar ao chantagista Ronan Maria Pinto do próprio bolso, como queriam os petistas, mas admitiu ter participado do desenho da transação realizada para levantar os recursos. De onde eles vieram? Do petrolão, o sucessor do mensalão.

As investigações da Operação Lava-Jato já confirmaram metade da história narrada por Marcos Valério. Para quitar a extorsão, o Banco Schahin “emprestou” o dinheiro para o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que pagou ao chantagista. O banco já admitiu à Justiça a triangulação com o PT. Ronan Maria Pinto já foi condenado pelo juiz Sergio Moro por crime de corrupção e está preso. Valério revelou mais um dado intrigante. Segundo ele, dos 12 milhões de reais “emprestados” pelo banco, 6 milhões foram para Ronan e a outra parte foi entregue ao petista Jacó Bittar, amigo de Lula e ex-conselheiro da Petrobras. Jacó também é pai de Fernando Bittar, que consta como um dos donos do famoso sítio de Atibaia, que Lula frequentava quando deixou a Presidência. As empreiteiras envolvidas no petrolão realizaram obras no sítio à pedido do ex-presidente, o que lhe rendeu uma condenação de doze anos e onze meses de prisão. No interrogatório, o promotor encarregado do caso perguntou a Marcos Valério se havia alguma relação entre o dinheiro transferido a Bittar e a compra do sítio. Valério respondeu simplesmente que “tudo se relaciona”. O promotor também perguntou sobre as relações financeiras do empresário com o governo e com o ex-presidente Lula:

“— O caixa que o senhor administrava era dinheiro de corrupção?”
“— Caixa dois e dinheiros paralelos de corrupção, propina e tudo.”
“— Do Governo Federal?”
“— Sim, do Governo Federal.”
“— Na Presidência de Lula?”
“— Na Presidência do presidente Lula.”
“— Pagamentos para quem?”
“— Para deputados, para ministros, despesas pessoais do presidente, todo tipo de despesa do Partido dos Trabalhadores”.

Condenado a mais de cinquenta anos de cadeia, Valério começou a cumprir pena em regime fechado em 2013. Em setembro passado, progrediu para o regime semiaberto, o que lhe dá o direito de sair da cadeia durante o dia para trabalhar. O cumprimento de suas penas nunca ocorreu sem sobressaltos. Ele já foi torturado num presídio e teve os dentes quebrados. Em 2008, quando esteve preso em decorrência de um processo aberto para investigar compra de prestígio, Valério foi surrado por colegas de cela que, segundo ele, estariam a serviço de petistas. Essa crença se sustenta numa conversa que o empresário teve, anos antes, com Paulo Okamotto, amigo e braço-direito de Lula. “Marcos, uma turma do partido acha que nós devíamos fazer com você o que foi feito com o prefeito Celso Daniel. Mas eu não, eu acho que nós devemos manter esse diálogo com você. Então, tenha juízo”, teria lhe dito Okamotto. “Eu não sou o Celso Daniel não. Eu fiz vários DVDs, Paulo, e, se me acontecer qualquer coisa, esses DVDs vão para a imprensa”, rebateu o empresário, segundo seu próprio relato.

Até hoje, o assassinato de Celso Daniel é alvo de múltiplas teorias. A polícia concluiu que o crime foi comum. Já o Ministério Público sempre suspeitou de motivação política, principalmente diante das evidências de que havia um esquema de cobrança de propina de empresas de transporte público em Santo André, que teria irrigado o caixa do PT. Se Valério estiver dizendo a verdade — e é isso que as novas investigações se propõem a descobrir —, a morte do prefeito teria o objetivo de esconder que a prefeitura de Santo André funcionava como uma gazua do PT para financiar não só as campanhas políticas mas a boa vida de seus dirigentes, incluindo Lula. A morte de Celso Daniel, portanto, poderia ter sido realmente uma queima de arquivo. Irmãos do prefeito assassinado concordam com essa tese e sempre defenderam a ideia de que a possível participação de petistas no crime deveria ser apurada. O novo depoimento, embora não traga uma prova concreta, colocou mais fogo numa velha história.

Salários dos servidores do Estado é antecipado para sexta-feira (25)

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O pagamento salarial dos servidores do Executivo Estadual previsto para o final de semana foi antecipado para esta sexta-feira (25), como forma de contribuir com as comemorações alusivas ao Dia do Servidor Público, na segunda-feira, 28 de outubro, feriado em Rondônia.

A medida atende diretamente os servidores que recebem os salários pelo Banco do Brasil, já os que realizaram portabilidade e movimentam em outras agências, o pagamento estará disponível em suas contas bancárias no sábado (26).

A boa notícia foi anunciada pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), que conseguiu ajustar a data e atender ao pedido do governador coronel Marcos Rocha que vê, na ocasião, uma forma de contribuir com os servidores que pretendem aproveitar o feriado prolongado.

“Tanto para os que pretendem aproveitar o momento com a família ou mesmo os que programaram viagem para o período, é uma forma de reconhecer quem tanto se dedica para que a máquina do Executivo funcione”, destacou o governador.

Inicialmente, no Calendário anual o pagamento do salário do mês de outubro estava previsto para o dia 29.

TRANSPORTE COLETIVO | Prefeitura implanta novos abrigos nas vias principais

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“Ao longo de mais de 25 anos, Porto Velho tinha apenas 329 abrigos em paradas de ônibus, e diante da orientação do prefeito Hildon Chaves em investir na infraestrutura de transporte público, será dobrado o total de abrigos, com a implantação de mais 300 novos e ainda serão reformados mais 150 abrigos que estavam oferecendo risco à população, trazendo maior comodidade aos usuários do transporte coletivo e preservando preciosos recursos públicos”, disse o secretário da Semtran, Nilton Kisner, ao falar das novas paradas de ônibus.

Ainda segundo Kisner, “está aberta a licitação do transporte coletivo e as empresas terão até 1• de dezembro para envio de propostas, recebendo melhor pontuação as que tiverem melhor qualidade no serviço e tarifa mais barata para os usuários”.

Salienta-se que este trabalho divide-se em 5 etapas, sendo elas: 1-construção da base (fundação); 2- Instalação do abrigo; 3- Instalação dos bancos; 4- Plotagem com informações do transporte público; 5- instalação de iluminação. O trabalho está sendo executado por equipe própria da Semtran juntamente com trabalho social de reeducandos.

Já foram instalados nas seguintes vias: Avenidas Calama, José Vieira Caúla, Raimundo Cantuária, Campos Sales, Jatuarana, Farquar, Marechal Deodoro, Imigrantes. Além destas, serão instalados ainda nas seguintes localidades: rua Petrolina, União, Vila Mariana, Andreia, Ananias Ferreira de Andrade, entre outras.

Fapero abre inscrições para Seminário e Oficina do Programa de Pesquisas para o SUS em Rondônia

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Para promover e estimular a produção de pesquisas científicas em saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), a Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa de Rondônia (Fapero) abre inscrições para o Seminário Final de Avaliação e Oficina de Prioridades, do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), que acontece nos dias 29, 30 e 31 de outubro, em Porto Velho.

Relacionado à apresentação dos trabalhos realizados durante o PPSUS/2016, as inscrições para participação no Seminário Final de Avaliação, podem ser realizadas online. Para o segundo momento com a Oficina de Prioridades, as inscrições também devem ser feitas online, para participação do debate entre gestores e pesquisadores especialistas em Saúde, que deve definir as diretrizes que comporão a próxima chama pública para pesquisas do PPSUS/2020.

As palestras serão ministradas por representantes da Fapero, Sesau e Ministério da Saúde, com os respectivos temas: “os indicadores de Ciência e Tecnologia do Estado”, “Análise da situação de saúde do Estado e principais desafios” e “A importância de seleção e prioridades de pesquisa em saúde e método para seleção de prioridades”.

As inscrições são gratuitas, porém as vagas são limitadas. Ao final dos eventos, no Centro Universitário São Lucas (Campus I), o certificado será emitido para os ouvintes.

O evento conta com a parceria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, e colaboração com o Centro Universitário São Lucas.

Queiroz fala de ‘500 cargos’ no Congresso e cita gabinete de Flávio Bolsonaro

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Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, aparece em áudio de WhatsApp obtido pelo jornal O Globo falando sobre indicações para cargos no Congresso Nacional.

De acordo com a publicação, a mensagem foi enviada por Queiroz em junho – seis meses depois que o jornal O Estado de S. Paulo ter revelado que o ex-assessor foi citado em relatório do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, agora Unidade de Inteligência Financeira) por movimentações atípicas em sua conta.

“Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado”, diz Queiroz no áudio. “Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles em nada. ‘Vinte continho’ aí para gente caía bem pra c*”.

Queiroz cita o gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. “O gabinete do Flávio faz fila deputados e senadores lá para conversar com ele. Faz fila. É só chegar: ‘meu irmão, nomeia fulano para trabalhar contigo aí’. Salariozinho bom, para a gente que é pai de família, p* que pariu”, diz

A reportagem do Estado tenta contato com a defesa de Queiroz. O espaço está aberto para manifestações.

Valor incompatível

O Ministério Público quer saber por que Queiroz, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, movimentou em uma conta mais de R$ 1,2 milhão, quantia considerada incompatível com a renda do assessor. Ele trabalhava para Flávio, oficialmente, como motorista.

Em maio, a Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador e de Queiroz, atendendo um pedido do Ministério Público Estadual do Rio, junto com familiares de ambos e dezenas de outras pessoas que trabalharam com o então deputado estadual.

Um mês depois, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli suspendeu, a pedido da defesa de Flávio, todos os processos judiciais que tramitam no País onde houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e do Banco Central com o Ministério Público sem uma prévia autorização judicial.

Com a determinação do ministro, todos os casos que tratam sobre a controvérsia ficam suspensos até que o STF decida sobre a questão, incluindo o processo contra Flávio.

Em 30 de setembro, Gilmar Mendes decidiu suspender processos envolvendo a quebra do sigilo de Flávio no caso. A decisão de Gilmar atende ao pedido da defesa do filho do presidente, que alegava que processos que miram Flávio não foram devidamente suspensos, desrespeitando, portanto, a decisão de Toffoli.

MORADORES DE RUA Tenda Social será na próxima semana em frente à rodoviária

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Na próxima quarta-feira (31) a Prefeitura de Porto Velho, através do Serviço Especializado em Abordagem Social, da Secretaria de Assistência Social e da Família (Semasf), estará com o projeto ‘Tenda Social’, na avenida Jorge Teixeira, em frente a rodoviária, para atender a população em situação de rua. O atendimento será das 19h às 23h.

A ‘Tenda Social’ oferecerá os serviços de inscrição no Cadastro Único (CadÚNico), encaminhamento à sócioassistencial, agendamento para documentos, teste rápido de profilaxia, corte de cabelo, entrega de kit higiene e doações.

Conforme explicou Ana Maria Negreiros, secretária adjunta da Semasf, o projeto Tenda Social amplia o atendimento social às pessoas que se encontram em situação de rua, e ou estejam utilizando espaços públicos para atividades laborais, promovendo assim, acolhida, acesso a identificação pessoal, inclusão social e resgate da autoestima, visto que mesmo em situação de rua, são indivíduos detentores de direitos.

Segundo ela, o Serviço Especializado em Abordagem Social é ofertado de forma continuada e programada, com a finalidade de assegurar trabalho social de abordagem e busca ativa, que identifique, nos territórios, a incidência de trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, dentre outras.

A terceira Tenda Social conta com a parceria da Secretaria de Saúde (Semusa) Subsecretaria de Turismo (Semdestur), Secretaria de Esportes e Lazer (Semes), Emdur, Defensoria Pública, Tudo Aqui, Secretaria de Estado de Ação Social (SEAS), as entidades Kaleo, ABO, ADRA Cabeleireiros, entre outras parcerias.

Mega-Sena sorteia hoje

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 70 milhões

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Apostas seguem abertas até 20h, enquanto sorteio milionário desta noite atrai atenção de jogadores em todo o país.
PEC da escala 6x1

CCJ da Câmara aprova admissibilidade da PEC da escala 6×1

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Texto segue para comissão especial e abre nova fase do debate sobre jornada semanal no Congresso Nacional.
Bandeja de ovos sobre bancada com etiqueta de preço discreta em cena que representa queda no preço dos ovos

Preço dos ovos começa a cair e alivia o bolso do consumidor

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Com maior oferta após a quaresma, valores recuam nos mercados e aliviam a compra da semana.
queijo de SC é eleito o melhor do mundo

Queijo de SC é eleito o melhor do mundo em concurso internacional

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Produção artesanal catarinense supera 2,7 mil concorrentes em São Paulo e ganha projeção global no setor gourmet.
tirzepatida para diabetes tipo 2

Anvisa aprova tirzepatida para diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes

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Nova opção terapêutica alcança jovens de 10 a 17 anos e reforça o cuidado especializado contra a doença.