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domingo, abril 19, 2026
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Arábia Saudita Comprará Derivados de Ovos, Castanhas e Frutas do Brasil

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Em visita à Arábia Saudita, a ministra da Agricultura, Pecuária e AbastecimentoTereza Cristina, anunciou nesta terça-feira, 17, que a autoridade sanitária do país autorizou a importação de castanhas, derivados de ovos e frutas do Brasil. De acordo com a pasta, os produtos têm um potencial de mercado superior a 2 bilhões de dólares (cerca de 8,2 bilhões de reais).

O acordo foi fechado pela comitiva brasileira em seu último dia de visita ao país. Segundo o ministério, o presidente da autoridade sanitária saudita, Hisham Al Jadhey, teria dito que o país importa 80% dos alimentos que consome — de mais de 150 países.

Atualmente, carne de frango, açúcar de cana, carne bovina e soja são as principais exportações do Brasil à Arábia Saudita. Segundo o Ministério da Agricultura, em 2018 as exportações de produtos agropecuários ao país renderam 1,696 bilhão de dólares (6,5 bilhões de reais). Foram mais de 2,959 milhões de toneladas. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido em 2018 para a Arábia Saudita, com 804 milhões de dólares (cerca de 3,3 bilhões de reais) e 486 mil toneladas.

Agora, caberá às empresas brasileiras se candidatarem para a exportação desses produtos, disse a ministra, em vídeo publicado no site do ministério. Ela não detalhou, no entanto, como será feito o processo ou se existem contrapartidas da parte do Brasil.

Presidente Laerte Gomes anuncia comissão especial para apurar denúncias contra Energisa

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Em entrevista à rádio Transamérica na tarde de segunda-feira (16) em Porto Velho, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, anunciou a formação de uma comissão especial hoje (17) para apurar várias denúncias de consumidores contra a atuação da Energisa. No momento da sua participação nos estúdios da emissora, dezenas de ouvintes utilizaram as plataformas de interação da emissora para falar dos eventuais abusos da nova concessionária. “De Nova Mamoré a Costa Marques e de Porto Velho a Vilhena a reclamação contra a Energisa é absurda. Precisamos apurar as denúncias de que relógios estão sendo adulterados, trocados por outros equipamentos; aumento substancial nas contas de energia e cortes durante os finais de semana, desrespeitando uma Lei aprovada pela Assembleia Legislativa e a própria recomendação na ANEEL”, disse o presidente.

Segundo o parlamentar, dependendo do desdobramento da comissão especial, os deputados poderão criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar até o processo de privatização da antiga Ceron. “Sabemos que a Energisa pagou R$ 50 mil pela empresa, mas deve a Rondônia R$ 1 bilhão. O caso é que a Energisa só quer pagar R$ 700 mil e o resto transformar em incentivo fiscal. Isso não vamos aceitar. Devem ao nosso Estado, então paguem”, acrescentou o parlamentar. Laerte relata que ouviu um relato pessoalmente de um usuário que teve sua energia cortada, o relógio foi levado de sua residência e após as contas pagas somente 7 dias depois o fornecimento foi regularizado.

Na entrevista, Laerte também respondeu a questionamentos de servidores da Saúde, aproveitando para falar da agilidade da Assembleia em aprovar o PCCR dos professores, regulamentando o piso salarial da categoria, e cobrar do Executivo o mesmo tratamento para as categorias da Saúde e aos policiais civis, que estão há anos com os salários congelados. Sobre a economia de R$ 200 milhões do Governo, o presidente lembrou aos ouvintes que o Estado estava com um déficit de R$ 300 milhões e que aos poucos estão sendo realizados investimentos em infraestrutura, citando o exemplo da RO-135 que liga a região central a 429. “Lembrando que o Governo está fazendo serviços paliativos. É necessário um planejamento para recapear as rodovias no próximo ano”, aconselhou.

Por fim, o presidente Laerte Gomes anunciou a assinatura da Ordem de Serviço, provavelmente nesta semana, das obras de saneamento em Ji-Paraná no valor de R$ 180 milhões. O deputado considera a maior obra do município e que colocará a cidade em outro patamar de desenvolvimento. Ele lembrou na entrevista que quando foi prefeito de Alvorada do Oeste em meados de 2004/2005 conseguiu trazer 100% de esgotamento para a cidade. “Conheço bem como a cidade se desenvolve após essas obras”, arrematou.

Texto: Decom-ALE

Fotos: Diego Queiroz-ALE/RO

MP do Rio defende foro especial para Flávio Bolsonaro no caso Queiroz

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O Ministério Público do Rio deu parecer favorável para que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tenha direito a foro especial na investigação que apura prática de “rachadinha” na época em que era deputado estadual.

O pedido feito pela defesa do filho do presidente Jair Bolsonaro alega que o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal, não tem competência para julgar o caso, já que o parlamentar teria direito a foro especial.

Quem assina o parecer do MP é a procuradora Soraya Taveira Gaya, que é da segunda instância e não faz parte do grupo de investigadores que analisava os dados de Flávio. Agora, cabe à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidir se o caso vai ou não para o Órgão Especial, composto por 25 desembargadores – os 13 mais antigos e 12 eleitos pelo tribunal.

Os supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa teriam sido praticados por Flávio quando ele era deputado estadual, cargo que ocupou entre 2003 e 2019.

A investigação do Ministério Público do Rio teve início com relatórios de inteligência financeira fornecidos pelo antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira) que identificaram “movimentações atípicas” na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo em dezembro do ano passado. Queiroz seria o operador dos supostos crimes praticados no âmbito do gabinete.

Em julho, Flávio Bolsonaro conseguiu suspender provisoriamente a investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Dias Toffoli.

A sequência de vitórias, no STF e na esfera estadual, se dá num contexto em que, em Brasília, Flávio age para barrar a instauração da CPI da Lava Toga, que investigaria o Judiciário. O filho do presidente tem atuado nos bastidores para impedir o que poderia representar uma crise entre os Poderes.

Antes da vitória no STF com a decisão de Toffoli, a defesa do senador acumulava derrotas no Rio. Em duas ocasiões, o desembargador Antonio Carlos Nascimento Amado negara pedidos de habeas corpus apresentados pela banca. O caso seria analisado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal, da qual Amado é presidente, no dia em que o ministro do Supremo mandou suspender as investigações. A defesa de Queiroz também havia tido um habeas corpus negado pelo desembargador.

Medidas de biossegurança para suspensão da vacinação contra Aftosa são reforçadas pela Idaron

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As medidas de biossegurança previstas no Plano Estratégico do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa), que prevê a retirada da vacinação contra a doença no estado de Rondônia em 2020, estão sendo reforçadas pelo Governo estadual, através da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastorial (Idaron).

O reforço acontece através da construção, melhoramento e recuperação das unidades de fiscalização e supervisões da Agência em todo o Estado. Mais recentemente foram atendidas as regionais de Rolim de Moura, Ariquemes e Ji-Paraná. O passo seguinte é a implantação de dois novos postos de fiscalização na divisa com o Mato Grosso, em Vilhena e Cabixi.

Segundo o presidente da Idaron, Júlio Cesar Rocha Peres, a medida é de extrema importância para o estado, uma vez que Mato Grosso só deverá alcançar o mesmo status sanitário de Rondônia, livre de Aftosa sem a vacina, em 2023. “Por isso é essencial o fortalecimento da fiscalização nas nossas fronteiras”, salientou.

Ainda segundo Júlio Cesar, o principal é garantir a total separação das subpopulações livres de Febre Aftosa sem vacinação, de Rondônia, da subpopulação livre de febre aftosa com vacinação do Mato Grosso.

“O código zoosanitário internacional da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) é bem claro quanto às medidas rigorosas de biossegurança que devem ser imposta a área livre de febre aftosa sem vacinação”, destacou, acrescentando que, com a implantação dos dois novos postos na fronteira, as medidas de biossegurança para mitigação de risco e das vulnerabilidades à área livre se vacinação, Rondônia e Acre (Bloco I), será uma realidade. “Com isso, elevar-se-á qualitativamente nossa capacidade de trabalho, bem como as ações de fiscalização da Agência”.

PORTO VELHO

Em Porto Velho, a Idaron reformou o posto fiscal localizado na divisa de Rondônia com o estado do Amazonas. O posto, localizado no quilômetro 130 da BR-319, sentido Humaitá, já teve duas intervenções de reforma. “Primeiro foram realizadas reforma e ampliação, logo após a entrega da obra, uma carreta transportando um trator, de forma inadequada, passou por baixo da estrutura e abalou o galpão, danificando colunas e a cobertura. Mas, em um processo rápido, o posto foi restaurado e a estrutura deixada em perfeita condição de uso”, informou Júlio Cesar.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

No planejamento estratégico da Idaron está prevista, ainda para este ano, a licitação de uma Ata de Registro de Preço. O objetivo é iniciar, em 2020, reformas de 42 unidades (entre próprias e cedidas) em Porto Velho (flutuante de Calama, Jaci-Paraná, União Bandeirantes, posto fiscal do km 130), Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Surpresa, Palmeira, Triunfo, Ariquemes, Rio Branco, Alto Paraíso, Buritis, Cujubim, Campo Novo, Rio Crespo, Nova Colina, Vale do Paraíso, Presidente Médici, Urupá, Bom Jesus, Theobroma, Machadinho do Oeste, Posto Fiscal MA 28, Ministro Andreazza, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno, São Felipe, Vilhena, Chupinguaia, Colorado, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras, Boa Esperança, Porto Rolim, Alto Alegre, Izidolândia, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Fazenda Pau D’Óleo e São Domingo.

Governo e garimpeiros defendem viabilidade ambiental de mineração na Amazônia

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Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e do setor de mineração defenderam nesta terça-feira (17), em audiência pública na Câmara dos Deputados, a viabilidade de atividades mineradoras sustentáveis na região Amazônica. Segundo eles, o esforço para regularizar os garimpos aumentaria a arrecadação de tributos e aprimoraria o controle do Estado sobre as unidades de conservação.

Autoridades federais e garimpeiros discutem o assunto com os deputados

Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal entende que o atual modelo de mineração é mais sustentável do que a construção civil e a indústria. “Não há mineração hoje sem o compromisso com as próximas gerações, tanto do ponto de vista social quanto ambiental“, disse Vidigal, mesmo reconhecendo o impacto socioambiental do rompimento de barragens rejeitos de mineração em Brumadinho e Mariana, ambas em Minas Gerais.

Segundo o MME, o setor de mineração representa 4% do Produto Interno Bruto PIB e 22% da pauta de exportações do País (US$ 11 bilhões entre janeiro e julho).

Vidigal ressaltou ainda o compromisso assumido pelo governo para destravar mais de 200 mil processos envolvendo pesquisa e lavra de minérios que aguardam a análise da Agência Nacional de Mineração (AMN). “Não queremos mais tratar a mineração apenas como patrimônio e sim transformá-la em riqueza”, completou.

Garimpos ilegais
Representando o Departamento de Desenvolvimento Sustentável do MME, Gabriel Maldonado citou exemplos de compatibilidade entre exploração de minérios e preservação ambiental e destacou o potencial arrecadatório da regularização de garimpos ilegais no País, que, segundo ele, faturam entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões por ano.

Para Maldonado, o Estado deve ser educador e não apenas repressor. “Precisamos levar tecnologias, ensinar técnicas de manejo adequado e de recuperação de áreas.”

Durante o debate proposto pelos deputados Silas Câmara (REPUBLICANOS-AM) e Joaquim Passarinho (PSD-PA) na Comissão de Minas e Energia (CME), entidades ligadas ao garimpo criticaram a criação de diversas unidades de conservação colocando tradicionais áreas de garimpo na ilegalidade.

“Enquanto o País não reconhecer a existência do garimpeiro como ele é, esse País não vai chegar a lugar nenhum. Nós não conseguimos sair de uma simples mendicância mineral para chegar ao topo como minerador. Essa lei não nos permite”, observou o fundador da União Nacional dos Garimpeiros e Mineradores do Brasil, José Machado.

Joaquim Passarinho defendeu a legalização dos garimpos

O deputado Joaquim Passarinho comentou os benefícios de transformar os garimpos em empresas legalizadas. “Quando você legaliza, você conhece o CNPJ de quem está explorando lá. Se houver excessos, a polícia pode bater lá para cobrar”, disse. “Nós precisamos é dar dignidade para quem está ali produzindo”, disse.

Sugestões
Por sua vez, Silas Câmara, que preside a Comissão de Minas e Energia, disse que as sugestões do debate poderão ser usadas para embasar propostas legislativas de regularização da lavra e da comercialização de produtos do garimpo. “Se for apresentada de forma coletiva pela comissão, quem sabe nós possamos juntos produzir uma legislação moderna, atual, e tenhamos essa matéria brevemente em condição de ser aprovada”, observou.

Silas Cãmara avisou que sugestões podem ser aproveitadas para aperfeiçoar a lei

A atividade garimpeira é regulada pela Lei 7805/89 por meio de permissão de lavra garimpeira (PLG), que é concedida pela ANM – sucessora do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) –, após prévio licenciamento ambiental.

Lentidão
Representante da Associação Brasileira de Metais Preciosos (ABRAMP), Valmor T. Bremm, disse na audiência que mineração e garimpo não são crimes. “Minerador não é criminoso. O que não podemos é esperar 10 anos para termos a concessão de lavra”, disse ele, ao comentar a demora na análise de processos pela ANM.

Garimpeiro no Pará há 40 anos, Marcelo Duarte disse que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) permite a existência de garimpos legalizados dentro de unidades de conservação, mas, segundo ele, isso é impossível na prática.

“A área de preservação permanente do Triunfo do Xingu, que é a estadual do Pará, tem 13 anos e 1 milhão e 700 mil hectares. Ela não tem plano de uso, não tem zoneamento, nenhuma documentação. Como é que eu vou tirar licença mineral?”, questionou Duarte, destacando a existência de garimpos na região desde a década de 70.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

USP detecta bactérias resistentes à limpeza e celular como fonte de contaminação em UTIs

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Um mapeamento realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP) identificou que a maioria das bactérias está resistente à limpeza diária e que o celular é uma das principais fontes de contaminação nesses ambientes.

Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista inglesa “Fronteiras na Saúde Pública”, em agosto deste ano. Segundo o pesquisador Lucas Ferreira Ribeiro, o objetivo do grupo é alertar profissionais da saúde sobre a importância da revisão constante dos protocolos de higiene.

“Às vezes, o contato com determinado paciente e o toque em outras superfícies dentro da própria UTI, você pode criar contaminações cruzadas dentro deste ambiente. Então, há a necessidade de estar vigilante e comprometido com a higienização adequada”, diz.

A pesquisa destaca ainda que o uso de antibióticos não é o único fator que torna as bactérias resistentes. O uso do mesmo produto químico diariamente também leva os microrganismos – principalmente os que são potencialmente mais preocupantes – se tornarem adaptados e ele.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto — Foto: Antônio Luiz/EPTV

Para mapear as comunidades de microrganismos, o grupo coletou amostras de superfícies que devem ser limpas diariamente, como colchões, camas, maçanetas e respiradores, em dias de funcionamento normal, sem que as equipes de enfermagem fossem avisadas.

Também foram recolhidas amostras das superfícies de computadores, celulares e pastas de prontuários que estavam nas UTIs, assim como dos jalecos utilizados pelos profissionais. As coletas ocorreram antes e logo após a limpeza diária com produtos específicos.

“Observamos que na UTI pediátrica havia uma diversidade maior de microrganismos e isso pode estar relacionado à entrada e à saída maior de visitantes. Em ambos encontramos esses microrganismos relacionados com infecções hospitalares”, afirma Ribeiro.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal em Ribeirão Preto — Foto: Antônio Luiz/EPTV

O pesquisador destaca que muitas bactérias podem estar em visitantes saudáveis e não gerar nenhum tipo de problema, mas, em ambiente de UTI, especialmente pediátrica, esses microrganismos oferecem mais risco, devido à vulnerabilidade dos pacientes.

“Mesmo após a limpeza, não houve a diminuição efetiva de bactérias relacionadas com infecção hospitalar. Então, há a necessidade de rever esses protocolos, buscar outros mais eficientes ou mesmo ter rotatividade, não só de limpeza, mas da parte de higienização”, diz.

A pesquisa utilizou técnicas de sequenciamento genético de última geração que permitem identificar uma quantidade maior de gêneros e espécies de microrganismos, em comparação com os testes atuais, em que são realizados cultivos de bactérias em laboratório.

“Cabe destacar que nenhum hospital é completamente estéril. Já se sabe que o hospital tem uma impressão digital que é diferente em cada ambiente, porém, todos compartilham de uma microbiota”, detalha a microbiologista Maria Eugênia Guazzaroni.

USP mapeia bactérias em UTI no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto — Foto: Antônio Luiz/EPTV

A partir dos resultados, os pesquisadores querem conscientizar os funcionários dos hospitais, principalmente aqueles que trabalham com a limpeza, sobre a importância de seguir os protocolos de higiene e esterilização.

Outro dado importante do estudo é que o celular é uma das vias de contaminação mais comum. Por isso, profissionais da saúde e até mesmo familiares dos pacientes devem estar atentos para nunca manusear os aparelhos dentro das UTIs.

“Pega o telefone, dá uma olhada e naquele momento acaba de contaminar o aparelho. Se ele contaminou o aparelho, ou vai levar para casa, ou vai andar em outro quarto e pode ter o aparelho como fonte de contaminação”, afirma o pesquisador Rafael Silva Rocha.

Doutor em biologia molecular pela Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha, Rocha alerta que os jalecos nunca devem ser usados pelos profissionais da saúde fora do ambiente hospitalar. Isso porque, também carregam inúmeras bactérias.

“O jaleco é um material de proteção pessoal e tem que ser tratado como algo altamente contaminado. Não é enfeite, não é só para mostrar que está sendo usado. Ele tem que ser usado para proteger a si mesmo e outras pessoas, e não tratar como acessório de moda”, diz.

USP de Ribeirão Preto aponta celular como uma das principais fontes de contaminação em UTI — Foto: Antônio Luiz/EPTV

Saae e Sedam formalizam parceria para diminuir resíduos sólidos

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A equipe do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), do município de Vilhena, esteve na sede da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), para explanar detalhes do Projeto Socioambiental de Implantação e Readequação de Água e de Esgoto.

 

Faz parte do projeto a orientação da população sobre os cuidados com o sistema de água e informações de como cuidar da rede de esgoto, quando for instalada. A conscientização é uma maneira de garantir o uso responsável dos recursos naturais além de preparar a cidade para o recebimento desta grande obra, que depende da liberação de recursos por parte do Ministério das Cidades.

 

“Explicamos a maneira correta de descartar resíduos sólidos e assinamos com eles o termo de uso e entrega de composteira. Eles também vão usar na entidade e se transformaram em multiplicadores dessa iniciativa que visa reduzir a quantidade de resíduos sólidos no município”, explica Maciel Wobeto, diretor do Saae.

O gerente regional da Sedam, Robson Campos Schutz, disse que a instituição já adota, desde 2014, vários hábitos sustentáveis, como a abolição do uso de copos plásticos descartáveis.

A diretora de projetos e planejamentos do Saae, Sueli Magalhães, parabenizou a instituição pela iniciativa e reforçou a importância das instituições aderirem sobre ao projeto “Adote um Copo”, bem como mobilizarem seus colaboradores em prol de atitudes que possam diminuir a quantidade de lixo que é gerado e encaminhado para a aterro sanitário.

“Estamos percorrendo o máximo de instituições para falar sobre os projetos que estão em processo de implantação e de como serão executados nesta primeira etapa. Contamos com a colaboração de todos neste processo. É importante que todos sejam educadores e fiscais ambientais”, conclui Sueli.

Semcom

Governo quer fim de reajuste obrigatório do salário mínimo pela inflação

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A equipe econômica estuda retirar da Constituição a previsão de que o salário mínimo seja corrigido pela inflação. O congelamento poderia render uma economia entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões, segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo Estadão/Broadcast.

A ideia é que, em momentos de grave desequilíbrio fiscal, como o atual, haja condições de congelar mesmo os aumentos nominais (ou seja, dar a variação da inflação) da remuneração por alguns anos até que a saúde das contas seja encaminhada.

Oficialmente, porém, a proposta de orçamento para o ano de 2020 prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação. Há quem defenda, no entanto, não dar nem mesmo a inflação como reposição salarial para abrir espaço no Orçamento para despesas de custeio da máquina pública e investimentos.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou, o Orçamento de 2020 pode começar com um alívio de R$ 202,6 bilhões, entre redução de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso Nacional aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição e cria novos freios para as contas.

A ideia tem sido costurada com os deputados Pedro Paulo (DEM-RJ) e Felipe Rigoni (PSB-ES), respectivamente autor e relator de uma proposta que regulamenta a regra de ouro e tenta limitar o crescimento dos gastos obrigatórios. “Podemos apresentar uma proposta que preveja, por exemplo, não ter o reajuste por um ou dois anos em momentos de dificuldades fiscais. E isso abriria espaço para que outros benefícios também não sejam corrigidos”, disse uma fonte do governo.

Hoje, a Constituição prevê que é direito social do cidadão ter acesso a um salário mínimo “com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. Assim, o governo se vê obrigado a todos os anos, recompor ao menos a inflação. Até o ano passado, a política de reajuste fixava uma correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Com o vencimento desse modelo, o governo se debruça sobre uma mudança.

A política de aumentos reais (acima da inflação) vinha sendo implementada nos últimos anos, após ser proposta pela então presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

Os reajustes pela inflação e variação do PIB vigoraram de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Segundo o próprio Ministério da Economia, cada R$ 1 a mais de aumento no salário mínimo gera um gasto adicional de R$ 302 milhões ao governo. Isso porque uma série de benefícios sociais, como o benefício de prestação continuada (BPC) e o abono salarial, é indexada ao salário mínimo e tem, por isso, um aumento proporcional.

Médico se surpreende com melhora de paciente com câncer que recebeu visita de cachorro

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Depois do reencontro do guia de turismo Flávio Santos e com seu cachorro de estimação, Agadir, durante o tratamento de câncer, profissionais de saúde que acompanham o paciente têm percebido melhora no quadro. “Conversei sobre a possibilidade de dar alta”, diz o médico Rodrigo Tancredi (veja vídeo acima).

“Hoje [17] eu e João passamos lá e eu me surpreendi, ele estava consciente, orientado, conversando”, afirma, em entrevista à TV Globo.

João Chagas, a quem o médico se refere, é companheiro de Flávio há 23 anos. Para o designer de interiores, se emociona ao lembrar da experiência. “Ele me agradeceu muito [pelo reencontro]”, diz.

Segundo o médico, o contato com animais de estimação traz benefícios para o corpo e para a mente.

“Do ponto de vista psicológico, os pacientes conversam mais, ficam mais animados e têm aumento de apetite. Do ponto de vista fisiológico, ocorre redução da frequência cardíaca e da pressão arterial”, explica o médico.

No caso de Flávio, que tem metástase no peritônio e nos ossos, não foi diferente. “A gente notou visivelmente no outro dia a melhora dele. […] A melhora ocorreu de uma forma gradativa e se mantém”, conta.

O reencontro

Internado desde 23 de agosto, Flávio sempre demonstrou para a equipe médica a saudade do pet que o acompanha há oito anos. O reencontro ocorreu no dia 10 de setembro, mas as imagens da visita de Agadir passaram a circular nas redes sociais dias depois.

O desejo de Flávio foi realizado no edifício-garagem do Hospital Memorial São José, no Centro do Recife, já que a entrada de animais é proibida na ala oncológica da unidade de saúde.

A visita fez parte do projeto “O que importa para você?”, iniciativa do hospital para realizar desejos de pacientes com longos períodos de internação ou casos específicos.

“Já realizamos casamento e Dia dos Namorados, mas foi a primeira vez que trouxemos um animal”, conta a supervisora de enfermagem da ala oncológica, Luísa Frazão.

Reeducandos se preparam para as provas do Enem; inscrições abrem na próxima semana

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O trabalho de ressocialização, educação e acolhimento realizado pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e demais órgãos do Estado, tem apontado o caminho para a mudança no Sistema Prisional de Rondônia.

Um exemplo disso é a estudante de Filosofia, Bia Stefany*, 25 anos, que é reeducanda. Ela foi aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) e entrou para o time de estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e pôde realizar o sonho do curso superior. Segundo a reeducanda, a maior dificuldade encontrada era o preconceito, que ela está vencendo com dedicação e estudos.

“Antes de ser reeducanda, eu tinha um preconceito sobre preso ter direito a estudos. Hoje eu entendo a importância da Sejus em acreditar em nós e nos ofertar cursos e provas. Se não fosse o governo, dificilmente conseguiria estudar ou ter um emprego, e isso tem mudado minha forma de agir e pensar”, declarou sorridente a reeducanda.

Ela está entre os 595 reeducandos de Rondônia que se inscreveram para o Enem PPL. Este ano, as inscrições abrem no dia 23 de setembro e vão até o dia 4 de outubro. De acordo com a chefe do Núcleo de Educação e Cultura ao Apenado (Nueca), Irlei Rodrigues, o Enem PPL se diferencia do Enem voltado a estudantes do ensino médio, a começar pela data das provas. Segundo ela, as inscrições abrem em setembro, e as provas são aplicadas em dezembro, no próprio sistema prisional.

“Nós já estamos recebendo a relação dos presídios, e a nossa expectativa é ter um aumento no número de participantes este ano. O Enem PPL tem o mesmo nível de dificuldade, a mesma quantidade de questões, as regras de segurança são praticamente as mesmas, a diferença está apenas nas datas, e o público alvo, nesse caso, só os reeducandos”, ressaltou.

O cadastro dos reeducandos é feito pela direção das unidades prisionais. No ano passado, a Unir recebeu cerca de 36 matrículas para cursos nas áreas de direito, história, economia, filosofia, geografia, entre outros. Para o responsável da Gerência de Reinserção Social (Geres) Túlio Rogério, os resultados vão além de estatísticas, trabalham o lado motivacional, familiar e o comportamento dos reeducandos.

“Cada aprovação e matricula é uma vitória para a Sejus. Nós temos comprovado que a educação, junto com outras ações e projetos, estão trazendo resultados. Já descobrimos o caminho e vamos continuar seguindo nesta direção”, concluiu o gerente da Geres.

EDUCAR PARA A MUDANÇA

O Enem PPL é apenas o pontapé da mudança. O governo estadual e federal através de parcerias, ofertam educação e trabalho aos reeducandos. Entre os projetos se destacam o Cened (Curso Nacional de Educação a Distância), Enseja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o Projeto Remissão pela Leitura, que incentiva a leitura de um livro e a criação de uma resenha a cada mês, entre outros projetos.

*(Nome fictício)

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