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sexta-feira, maio 15, 2026
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Parlamento da Coreia do Sul aprova impeachment de presidente por lei marcial: o que acontece agora?

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O Parlamento da Coreia do Sul aprovou neste sábado (14/12) o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol. A decisão ocorre menos de duas semanas após ele decretar (e revogar, em seguida) lei marcial no país.

No momento em que os resultados foram anunciados, aplausos irromperam entre os membros do Partido Democrata, da oposição. Já os colegas de partido de Yoon Suk Yeol deixaram o local silenciosamente.

Do lado de fora do prédio do Parlamento, em Seul, manifestantes comemoraram a decisão.

Dos 300 deputados, 204 votaram a favor do impeachment. Isso significa que Yoon será imediatamente suspenso do cargo, e o primeiro-ministro se tornará o presidente interino.

A aprovação no Parlamento, porém, não garante que Yoon Suk Yeol será permanentemente removido do cargo. Após a aprovação pelos deputados, o Tribunal Constitucional sul-coreano tem até seis meses para realizar um julgamento para confirmar ou rejeitar o pedido de impeachment.

Se a destituição for confirmada, uma eleição que elegerá o próximo presidente deve ser convocada até 60 dias após a decisão da Corte Constitucional.

Yoon havia enfrentado outra votação de pedido de impeachment no Parlamento no sábado anterior, mas a moção não teve apoio suficiente do partido governista para ser aprovada.

Neste sábado, porém, os votos necessários foram conquistados.

A Coreia do Sul passa por sua maior crise política em décadas após Yoon Suk Yeol decretar lei marcial no país, alarmando o Parlamento e testando o comprometimento do país com a democracia.

Menos de 24 horas depois, ele foi forçado a recuar enquanto manifestantes e legisladores furiosos se reuniam do lado de fora da Assembleia Nacional. O Parlamento votou pela revogação do decreto e os políticos de oposição apresentaram a moção pedindo o impeachment.

Pouco depois de saber do resultado neste sábado, Yoon emitiu um comunicado. “Mesmo que eu pare por agora, a jornada em direção ao futuro em que tenho estado nos últimos dois anos e meio nunca deve parar. Nunca desistirei. Levarei a sério suas críticas, elogios e apoio e farei o meu o melhor para o país até ao fim”, disse.

O que acontece agora?

De acordo com o presidente do Parlamento, Woo Won-shik, os poderes e deveres presidenciais de Yoon serão suspensos oficialmente assim que cópias do documento sobre o seu impeachment forem entregues a ele e ao Tribunal Constitucional.

Neste momento, o primeiro-ministro Han Duck-soo assumirá o cargo de presidente interino.

No entanto, a destituição formal de Yoon só será efetivada se o Tribunal Constitucional decidir manter o seu impeachment.

Pelo menos seis dos nove membros do conselho precisam votar a favor para aprovar o fim do governo de Yoon. Se o impeachment for confirmado, uma eleição deve ser convocada em até 60 dias.

A Corte começará a se reunir na segunda-feira (16/12).

‘Isso não é nem o começo do fim’

Para o cientista político Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha, localizada na capital sul-coreana, Seul, a aprovaçãodo do pedido de impeachment de Yoon Suk Yeol pelo Parlamento não deverá pôr fim aos problemas políticos por que passa o país.

“Isso não é nem o começo do fim da crise política, que ainda terá que passar pela eleição de um novo presidente”, disse.

Lee Jae Myung, líder do Partido Democrata, o principal partido de oposição, aparece como o favorito nas pesquisas caso haja uma nova eleição. Ele foi derrotado por Yoon em 2022 por uma pequena diferença.

Mas ele também enfrenta problemas com a Justiça, como lembra o professor Easley.

No momento, Lee recorre de uma condenação por violação da lei eleitoral. Ele foi condenado em novembro, após a Justiça sul-coreana determinar que ele prestou falsas declarações ao negar alegações de corrupção durante a campanha presidencial.

Sua pena de prisão foi suspensa, mas as acusações poderiam inviabilizar sua candidatura à Presidência, segundo as leis eleitorais sul-coreanas.

Easley acrescenta que “antes de ser dar a largada para a corrida final nas urnas, terá de haver uma corrida nos tribunais”.

‘Vacina’ contra aids: por que Brasil ficou de fora em distribuição do Lenacapavir

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O lenacapavir, um remédio injetável tomado a cada seis meses como medida profilática contra o HIV, foi eleito o avanço científico de 2024 pela revista acadêmica Science.

Os resultados que avaliaram a estratégia, publicados em julho e setembro deste ano, mostraram uma taxa de eficácia que beira os 100% — e foram consideradas por entidades e especialistas um divisor de águas na prevenção ao vírus causador da aids.

Alguns pesquisadores consideram que a novidade é o mais próximo que chegamos de uma vacina contra essa infecção.

A medicação só deve estar disponível a partir de 2026, mas os debates sobre quem terá acesso a ela já estão a todo vapor.

Isso porque a farmacêutica responsável pela inovação fez um acordo de licenciamento com seis laboratórios, para garantir a produção de uma versão genérica de baixo custo do lenacapavir, que será distribuída para os 120 países mais pobres do globo.

No entanto, nações consideradas de renda média — como o Brasil e boa parcela da América Latina, onde parte dos estudos clínicos do fármaco foram realizados — ficaram fora dessa lista.

Com isso, há um temor de que os programas de saúde pública desses países não terão condições financeiras de custear o lenacapavir para quem mais precisa.

Para ter ideia, pesquisadores ingleses, alemães e americanos estimam que as duas doses anuais custem, por paciente, algo entre US$ 25.395 e 44.918 (ao redor de R$ 153 mil e 271 mil, na cotação atual).

Esse valor é considerado “inviável” por representantes do Ministério da Saúde.

Mas, segundo o mesmo grupo internacional de especialistas, é possível reduzir esse preço para menos de US$ 100 (R$ 600) por paciente por ano com compras de insumo em larga escala e produção em massa das doses.

Entenda a seguir como está essa discussão e quais são os caminhos possíveis para ampliar o acesso à futura ‘vacina’ da aids no Brasil e no mundo.

O que é o lenacapavir

Para entender a importância dessa nova estratégia, é preciso conhecer os detalhes da chamada Profilaxia Pré-Exposição (Prep).

A partir de meados de 2010, começaram a surgir os primeiros trabalhos e iniciativas de implementação de medidas biomédicas preventivas contra o HIV.

Basicamente, a ideia consiste em oferecer a pessoas não infectadas um remédio de forma profilática, justamente para impedir que o vírus invada o organismo.

Eles podem ser uma boa ideia para resguardar indivíduos de grupos considerados como populações-chave (gays e outros homens que fazem sexo com homens; pessoas trans; pessoas que usam álcool e outras drogas; pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sexo) e populações prioritárias (adolescentes e jovens; negros; indígenas; indivíduos em situação de rua).

A Prep disponível hoje, inclusive no sistema público brasileiro, é feita a partir de comprimidos, que devem ser tomados todos os dias.

Ela tem uma alta taxa de eficácia, mas apresenta um problema importante: depende da memória e da iniciativa do próprio indivíduo.

Se a pessoa se esquecer de tomar o remédio, ela fica sob risco de se infectar com o HIV (caso não faça uso de outras medidas preventivas, como os preservativos, por exemplo).

Para lidar com essa fragilidade, os cientistas desenvolveram versões injetáveis e de longa duração da Prep.

A primeira versão foi o cabotegravir, que precisa ser tomado de dois em dois meses (e deve chegar no Brasil a partir do ano que vem).

Mas ele ainda apresenta algumas barreiras importantes, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Essa Prep demanda uma injeção mais profunda nos glúteos, que pode ser um tanto incômoda ou até contraindicada para pessoas com próteses de silicone nessa parte do corpo.

Na sequência, veio o lenacapavir, que foi eleito a inovação científica de 2024.

Como mencionado anteriormente, ele é aplicado uma vez a cada seis meses e por via subcutânea (nas camadas mais superficiais da pele).

O médico Alexandre Naime Barbosa, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBInfecto), explica que este fármaco inibe o capsídeo, proteína que forma uma das estruturas do HIV.

“Ele consegue atrapalhar o funcionamento desse capsídeo, que é uma espécie de caixinha que envolve o material genético do vírus”, diz o especialista, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“O lenacapavir não deixa que essa caixinha seja formada. Com isso, o vírus não consegue infectar novos linfócitos T CD4, que são as células-alvo do HIV no organismo”, complementa ele.

Ao quebrar esse mecanismo, portanto, a infecção não acontece. Daí o vírus não consegue se replicar e “se esconder” em partes específicas do corpo.

“O lenacapavir foi projetado para ter uma liberação lenta. Ele forma um depósito no tecido gorduroso, geralmente no abdômen, e o medicamento é disponibilizado para o organismo aos poucos, ao longo de seis meses”, explica Barbosa.

Atualmente, a Prep é feita por meio de comprimidos, que devem ser tomados todos os dias

A eficácia do lenacapavir

O médico sanitarista e epidemiologista Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, conta que participa de conferências sobre aids desde os anos 1990.

“E dois desses congressos foram muito marcantes pra mim. O primeiro aconteceu em 1996, em Vancouver, no Canadá, quando surgiu o coquetel antirretroviral”, lembra ele.

“O segundo foi a Conferência Internacional sobre Aids de 2024, realizada em julho na cidade de Munique, na Alemanha”, complementa o especialista.

Na edição deste ano, foram divulgados justamente os resultados de um dos estudos que avaliou o lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences.

Apelidada de Purpose-1, essa pesquisa acompanhou 5.300 mulheres cisgênero (que se identificam com o gênero designado a elas quando nasceram) de 16 a 25 anos na África do Sul e em Uganda.

Parte do grupo adotou a Prep convencional, por comprimidos, enquanto outra parcela tomou a versão injetável.

Entre as voluntárias que receberam o lenacapavir, nenhuma se infectou com o HIV.

Essa eficácia, de 100%, é algo bastante raro em estudos clínicos — é a primeira vez que isso acontece nos testes relacionados ao vírus causador da aids, por exemplo.

Já no grupo da Prep por comprimidos, 55 mulheres se infectaram com o HIV.

A diferença entre as estratégias foi tão significativa que o comitê independente responsável por monitorar a pesquisa recomendou que o trabalho fosse interrompido — e todas as participantes passassem a receber o lenacapavir dali em diante.

Poucos meses depois, em setembro, foram divulgados os resultados preliminares do estudo Purpose-2, que avaliou 3.267 voluntários.

Entre os participantes, foram selecionados homens cisgênero, homens transgênero, mulheres transgênero e indivíduos não binários com mais de 16 anos cujos parceiros sexuais foram classificados como do sexo masculino no momento que nasceram.

Essa pesquisa foi conduzida em Argentina, Brasil, México, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

Assim como aconteceu no Purpose 1, aqui os indivíduos foram divididos em grupos (parte recebeu Prep oral; parte tomou lenacapavir).

Os dados revelaram uma redução de 96% no risco de adquirir HIV entre indivíduos que fizeram a Prep injetável.

Apenas dois voluntários que tomaram o lenacapavir se infectaram — o que significa que 99,9% dos participantes ficaram protegidos.

Esses números foram celebrados por especialistas e instituições.

Em texto publicado em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu as “boas-vindas, com satisfação”, à notícia de que o lenacapavir é “altamente eficaz”.

“Isso representa um avanço significativo na prevenção do HIV”, afirmou a entidade.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) classificou os resultados como um “desenvolvimento emocionante”, que dá “esperança para acelerar os esforços de acabar com a pandemia”.

Já a revista acadêmica Science deu ao lenacapavir o prêmio de avanço científico do ano.

“A premiação também reconhece o trabalho relacionado ao tema, que permitiu um novo entendimento sobre a estrutura e a função do capsídeo do HIV”, diz a publicação.

“Apesar de décadas de avanços, o HIV continua a infectar mais de um milhão de pessoas por ano […] No entanto, um novo medicamento injetável, o lenacapavir, oferece esperança ao fornecer seis meses de proteção por meio de uma injeção”, destaca um editorial da Science.

Barreira esclarece que o lenacapavir não é exatamente uma vacina — ele não estimula e “ensina” o sistema imunológico a evitar uma infecção, como fazem os imunizantes tradicionais.

Trata-se de um remédio que, como explicado mais acima, atua numa das estruturas do vírus para impedir a replicação dele.

“Por outro lado, nosso próprio conceito de vacina vem se transformando, especialmente a partir da pandemia de covid-19”, raciocina ele.

“Quando surge uma medida profilática, como a Prep injetável semestral, não estamos de fato diante de uma vacina, embora em termos práticos e programáticos sejam coisas similares.”

“Então nós podemos trabalhar na perspectiva de ter uma ‘vacina’ contra a aids, ainda que esse termo precise ser usado entre aspas”, opina Barreira.

A expectativa é que o lenacapavir seja submetido à avaliação das agências regulatórias (como Anvisa no Brasil, FDA nos Estados Unidos e EMA na Europa) e esteja liberado para uso em larga escala a partir de 2026.

A farmacêutica Gilead Sciences anunciou o licenciamento voluntário do lenacapavir para países mais pobres

Quem vai conseguir tomar?

As mesmas análises que comemoraram a chegada da Prep semestral também alertaram para o risco de desigualdade no acesso à medida preventiva.

Autoridades e instituições logo manifestaram preocupação sobre como garantir que as pessoas, especialmente as mais pobres e vulneráveis, recebam o lenacapavir.

A Unaids, por exemplo, destacou que a nova medicação “só pode conferir esperança para o fim da aids se todos tiverem acesso” a ela.

Para responder a esses anseios, a Gilead Sciences anunciou em outubro um acordo de licenciamento voluntário livre de royalties com seis outros laboratórios farmacêuticos.

Na prática, esses fabricantes (localizados no Egito, no Paquistão, na Índia e nos Estados Unidos) terão o direito de produzir versões genéricas do lenacapavir, que serão vendidas a baixo custo para 120 países considerados de renda baixa ou média-baixa.

“Os acordos promovem a estratégia da Gilead para permitir acesso amplo e sustentável ao lenacapavir para Prep globalmente, se for aprovado, e se alinham com a visão da Gilead de acabar com a epidemia de HIV para todos, em todos os lugares”, afirmou o laboratório.

No entanto, países de renda média — como o Brasil e boa parte da América Latina — ficaram de fora desse acordo.

Isso significa, portanto, que essas nações precisarão negociar e comprar as doses diretamente com a farmacêutica que detém a patente.

Com o anúncio, especialistas e instituições lançaram novos protestos.

Um editorial do periódico The Lancet HIV destacou que o licenciamento anunciado pela Gilead “não concretiza todas as oportunidades” com o lenacapavir.

Já o Escritório Regional da Unaids para a América Latina e o Caribe destacou que o acordo feito pela farmacêutica “não é suficiente” porque “continua não incluindo milhões de pessoas vulneráveis e mais expostas ao risco”.

O texto divulgado pela entidade destaca a exclusão de muitos países de renda média, dez deles na América Latina: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai e Peru.

“Entre as 2.184 pessoas participantes que foram aleatoriamente designadas para receber lenacapavir subcutâneo a cada seis meses como parte dos ensaios estavam gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, mulheres e homens trans, e pessoas não binárias de Argentina, Brasil, México e Peru”, diz a Unaids.

“Além disso, na última década, embora as infecções por HIV tenham diminuído globalmente, na América Latina houve um aumento de 9%, com populações-chave e mais vulneráveis sendo desproporcionalmente afetadas”, argumenta o texto.

A entidade pede que a “Gilead Sciences e outras partes interessadas” iniciem negociações “para a redução dos preços dessa ferramenta fundamental de prevenção”.

Já a Sociedade Internacional de Aids afirmou que o licenciamento voluntário é “um importante passo à frente, mas grandes partes do mundo continuam excluídas, incluindo países onde os ensaios foram conduzidos”.

“Estamos esperançosos de que a velocidade com que esses acordos foram alcançados será mantida, e que o resto do mundo em breve se beneficiará de acordos semelhantes para tornar o lenacapavir mais acessível e oferecer uma opção mais potente na caixa de ferramentas de prevenção do HIV”, diz o comunicado.

Em entrevista à BBC News Brasil, o antropólogo Richard Parker, diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), classifica o acordo de licenciamento como um “escândalo”.

“Essa decisão demonstra não somente a desigualdade que continua a desequilibrar o campo da saúde supostamente global que vivemos hoje, mas também é mais uma demonstração de como a América Latina vem sendo quase sistematicamente marginalizada dentro deste sistema”, protesta o especialista, que também é professor titular emérito de Saúde Pública, Ciências Sócio-Médicas e Antropologia na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

“Esta marginalização é especialmente visível no caso da aids, tanto no Brasil quanto em outras partes da região, e mostra um certo desprezo, ou pelo menos falta de respeito, com que os principais atores do Norte Global tratam esta região”, complementa ele.

Barbosa, da SBInfecto, concorda que a prevenção do HIV alcançou “uma situação de ferramentas muito potentes e resultados fantásticos” — mas confessa uma certa frustração com as discussões sobre acesso.

“Trata-se de uma situação paradoxal. Dispomos das ferramentas, mas não conseguimos mudar o resultado. É como se tivéssemos um ótimo carro de Fórmula 1, garantíssemos a pole position, mas não conseguíssemos ganhar o grande prêmio no final”, compara ele.

Procurada pela BBC News Brasil para comentar o assunto, a Gilead Sciences não enviou respostas até a publicação desta reportagem.

Atual preço do lenacapavir é ‘inviável’ para a saúde pública brasileira

Como o governo vê a questão

Barreira, responsável por comandar o programa de aids no Ministério da Saúde, admite que o lenacapavir não sai da pauta desde o anúncio dos resultados dos estudos no meio do ano.

“Nas reuniões que fazemos, todo mundo cobra e quer saber a nossa posição sobre o assunto”, confessa ele.

“O laboratório produtor tem preços absolutamente inviáveis do ponto de vista da saúde pública. Esse valor pode até funcionar para quem tem um seguro-saúde premium nos Estados Unidos e em outros lugares ricos”, pontua o médico.

Um artigo assinado por especialistas da Universidade de Liverpool, da Universidade de Oxford e do Hospital Universitário St. George, no Reino Unido, do Instituto de Medicina Tropical e Saúde Internacional, na Alemanha, e da Universidade Howard, nos EUA, estima que o lenacapavir chegue a custar até US$ 44.819 por pessoa por ano.

“Isso afundaria o Sistema Único de Saúde (SUS)”, acredita Barreira.

Na mesma pesquisa, os autores acreditam que seja possível derrubar esse preço para menos de US$ 100, caso exista uma compra grande de insumos farmacêuticos e uma produção massiva de doses do remédio.

“Ficaram fora da lista de licenciamento voluntário países com alta carga de HIV, como é o caso do Brasil. Ninguém licencia nada para a gente, porque o mercado aqui é muito grande”, diz Barreira.

“Além disso, pela nossa Constituição, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Os fabricantes sabem disso e jogam para nós comprarmos pelo preço que eles quiserem vender”, complementa ele.

Segundo Barreira, o governo está numa fase de discussões preliminares, para entender qual será a política da Gilead Sciences.

“Até porque eles não anunciaram oficialmente o preço que será praticado nos países de média renda, como o nosso”, pondera o especialista.

“Nós precisamos também entender quais foram os critérios, e por que o Brasil foi excluído tanto do ponto de vista da fabricação das versões genéricas quanto do acesso por um baixo custo.”

Draurio Barreira, do Ministério da Saúde, diz que negociações sobre lenacapavir estão em fases preliminares e quer entender por que Brasil ficou de fora do acordo anunciado recentemente

Uma nova quebra de patente?

Em 2007, o Brasil fez o licenciamento compulsório do efavirenz, uma medicação que era amplamente usada no tratamento da aids.

À época, o governo fez longas negociações com o laboratório Merck Sharp & Dohme, responsável pelo remédio. O objetivo era reduzir o preço cobrado, de US$ 1,59 a unidade.

“Precisávamos garantir a sustentabilidade do programa de aids e impedir que houvesse um colapso no fornecimento das terapias”, lembra à BBC News Brasil o médico sanitarista José Gomes Temporão, ministro da Saúde responsável pela decisão, que foi tomada durante o segundo governo Lula (PT).

“O laboratório estava cobrando um preço muito superior ao que era praticado em várias outras partes do mundo. Nós tentamos negociar exaustivamente, mas não chegamos a um acordo. A saída que encontramos foi o licenciamento compulsório”, complementa ele.

Para Temporão, a quebra de patentes do efavirenz foi “a melhor decisão possível do ponto de vista da saúde pública”.

Num primeiro momento, o Brasil precisou importar a medicação genérica da Índia (que à época custava US$ 0,44 a unidade).

“Mas fizemos um consórcio com três empresas farmoquímicas nacionais e com a Farmanguinhos-FioCruz. Por meio da engenharia reversa, desenvolvemos um genérico próprio e, em um ano, tínhamos autossuficiência na produção. Conseguimos tratar um maior número de pacientes com o mesmo orçamento”, relata Temporão.

O médico sanitarista diz que não houve nenhuma contestação judicial à quebra de patente e que este é um instrumento previsto em tratados da Organização Mundial do Comércio, usado posteriormente também por Estados Unidos, Inglaterra e Itália.

“É claro que o licenciamento compulsório não deve ser usado em todas as situações, mas serve para garantir a defesa dos pacientes e o acesso ao tratamento num contexto de equilíbrio financeiro”, diz Temporão.

Mas será que o mesmo poderia ocorrer com o lenacapavir, num cenário hipotético de negociações emperradas e preço muito alto para a saúde pública?

Questionado sobre o assunto pela BBC News Brasil, Barreira respondeu que “não está autorizado a responder pela ministra” da Saúde, Nísia Trindade Lima.

“Mas posso dizer que temos feito essa discussão para avaliar até onde nós podemos ir”, acrescenta ele.

“Nós temos o precedente do licenciamento compulsório do efavirenz. À época, a discussão era sobre um custo de US$ 1,59. Agora, estamos falando de drogas de 40 mil dólares por ano. Trata-se de uma outra escala”, compara ele.

“Estamos numa fase de discussões preliminares, mas acredito que todas as medidas que garantam acesso à população precisam ser pensadas. Nossa disposição, claro, é ter uma negociação e chegar a um acordo.”

“O efavirenz foi uma exceção na História, nunca tivemos outro episódio de licença compulsória.”

“Mas nós contamos também com a boa vontade da indústria farmacêutica e a compreensão de que o SUS tem limites e precisamos lidar com a realidade”, conclui ele.

PF prende general Braga Netto por plano de golpe

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A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (14) o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa (março de 2021 a abril de 2022) e ex-candidato a vice de Jair Bolsonaro na chapa de 2022.

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O que aconteceu

Braga Netto é alvo do inquérito que investiga o plano de golpe de Estado. A PF também faz buscas na casa do ex-ministro, no Rio de Janeiro. Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Ele foi preso em Copacabana, no Rio, e ficará sob custódia do Exército, em Brasília. A PF também cumpre dois mandados de busca e apreensão e uma medida cautelar contra “indivíduos que estariam atrapalhando a livre produção de provas”.

Militar estava viajando. A PF cumpriu o mandado neste sábado, pois Braga Netto chegou de viagem na noite de sexta-feira (13). A Lei de Abuso de Autoridade prevê uma pena de detenção, de 1 a 4 anos, e multa a quem “cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h ou antes das 5h”.

O general da reserva é um dos personagens mais mencionados no relatório de 884 páginas da Operação Contragolpe, sendo citado 98 vezes. A investigação resultou no indiciamento de Braga Netto, do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros 35 acusados.

Braga Netto pode ser condenado a pelo menos 30 anos de prisão. Ele é acusado por três crimes: tentativa de abolição do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Assessor de Braga Netto, o coronel Peregrino, que guardou plano “Lula não sobe a rampa” também é alvo. Agentes cumprem mandado de busca e apreensão na casa do coronel Peregrino em Brasília. No mês passado, a PF apreendeu o documento golpista na mesa dele, na sede do Partido Liberal, dentro de uma pasta denominada “memórias importantes”.

Investigação aponta Braga Netto como chefe do grupo que planejou a intervenção militar. Ele teria aprovado e financiado um plano para matar o presidente Lula (PT), seu vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Moraes.

Braga Netto foi ministro de Jair Bolsonaro, que seria o beneficiário final do golpe. O militar também concorreu a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022 e era apontado com um dos aliados mais fiéis.

Advogados do general negam que ele tenha coordenado uma tentativa de golpe. Em nota divulgada na semana passada, a defesa diz que Braga Netto não tratou de um suposto golpe e “muito menos do planejamento para assassinar alguém”.

O UOL tenta contato com a defesa de Braga Netto. O texto será atualizado quando houver retorno.

Braga Netto foi preso após delação de Cid

PF descobriu que golpistas se reuniram na casa de Braga Netto, em 12 de novembro de 2022. Após o encontro, começou a circular entre os investigados um documento intitulado Copa 2022, que teria sido aprovado durante o encontro para avalizar a atuação do grupo de elite do Exército (kids pretos) para cumprir o plano golpista. O documento indicava as necessidades iniciais de logística e recursos para custear a operação clandestina.

Mauro Cid disse à PF que Braga Netto entregou dinheiro vivo a militares das Forças Especiais, os chamados kids pretos. O montante seria usado para financiar o suposto plano de golpe após a vitória de Lula na eleição presidencial.

Dinheiro foi entregue em embalagens de vinho para o plano “Copa 2022”. Segundo a investigação da PF, o plano incluía o monitoramento do ministro Moraes e a possibilidade de matar o magistrado, o presidente Lula e o vice Alckmin. Segundo estimativas de Cid e do major Rafael de Oliveira, o plano golpista custaria R$ 100 mil.

Em uma das mensagens encontradas nos celulares dos investigados, foi sugerida a quantia de R$ 100 mil para viabilizar a operação, que não chegou a ser realizada. Também foi cogitada a utilização de efetivo militar lotado no Rio de Janeiro. A sede dos kids pretos é em Goiânia.

Outro plano apreendido pela PF colocava Braga Netto no comando de um eventual governo provisório. O documento encontrado com o general da reserva Mario Fernandes, que chegou a ser ministro interino, elencava nomes de um “gabinete de gestão da crise” que assumiria o país depois do golpe. Segundo o plano, esse gabinete seria comandado por Braga Netto e pelo general Augusto Heleno, então chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que também foi indiciado.

Governo de RO investe em reformas de hospitais para fortalecer atendimento nas unidades

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Diversas reformas foram realizadas nas unidades hospitalares no estado. O governo de Rondônia intensificou a modernização das estruturas com o objetivo de fortalecer o atendimento, garantir a segurança dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar a qualidade do trabalho dos servidores.

Entre as obras realizadas está a do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), que recebeu melhorias em corredores, centro cirúrgico, psiquiatria e urologia. A nova clínica da maternidade está prevista para ser entregue em breve.

Outra obra significativa aconteceu no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), nos setores administrativos, corredores, clínicas e ambulatórios da unidade. A servidora Francisca Ferreira, que há 30 anos dedica sua vida ao trabalho no hospital, declarou: “Fiquei emocionada, pois ver tudo bonito assim é muito bom. É uma mudança que toca o coração.”

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a relevância das melhorias para o atendimento de saúde. “O governo segue investindo em ações que promovam melhores condições de trabalho para os servidores e atendimento de excelência aos pacientes, com unidades hospitalares bem estruturadas e equipadas.”

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, enfatizou o empenho da equipe de arquitetura e engenharia para garantir obras ágeis e eficientes. “O objetivo foi entregar à população prédios públicos de alto padrão”, afirmou.

Outras unidades reformadas:

  • Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest);
  • Centro cirúrgico do Hospital de Retaguarda;
  • Construção do abrigo de resíduos do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (Heuro);
  • Reforma da Central de Materiais Esterilizados (CME) do Pronto-Socorro João Paulo II;
  • Reforma da cobertura da Policlínica Oswaldo Cruz (POC); e
  • Melhorias no Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD).

Obras em andamento:

  • Cobertura da Gerência Regional de Saúde de Vilhena;
  • Reforma do Complexo Regulatório do Estado;
  • Unidade de Assistência Médica Intensiva (AMI);
  • Ampliação do Cemetron;
  • Reforma do Hospital Regional de Buritis;
  • Reforma do Hospital Regional de Extrema;
  • Reforma do Hospital Regional de Cacoal;
  • Reforma do Hospital Regional de São Francisco do Guaporé; e
  • Pronto-Socorro João Paulo II.

Rondônia está entre os 10 estados que mais reduziu o analfabetismo no sistema prisional

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O governo de Rondônia alcançou um marco relevante no combate ao analfabetismo dentro do sistema prisional. Em 2024, o estado ocupa a 6ª posição no ranking nacional de redução do analfabetismo entre pessoas privadas de liberdade, um feito que reflete o compromisso com a educação, inclusão e ressocialização de pessoas em privação de liberdade.

Por meio da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o estado tem investido na reintegração social mediante formação educacional das pessoas privadas de liberdade, criando oportunidades para o desenvolvimento de habilidades essenciais. Em 2023, o sistema prisional contava com 217 pessoas analfabetas, mas, em 2024, esse número caiu para 191, refletindo o impacto das iniciativas educacionais implementadas.

ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA

Conforme os dados mais recentes do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (Sisdepen), divulgados em junho de 2024, Rondônia alcançou o 6º lugar no ranking nacional, com uma redução de 11,98% no número de analfabetos entre 2023 e 2024. Os dados, divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), são dos primeiros resultados do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (Secadi/MEC), voltado à superação do analfabetismo e elevação da escolaridade entre pessoas custodiadas nos sistemas penitenciários dos estados e do Distrito Federal.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha ressaltou que, a educação no sistema prisional contribui para a ressocialização e também à redução da violência, oferecendo uma nova perspectiva aos internos.

RESSOCIALIZAÇÃO

Reduzir o analfabetismo no sistema prisional é uma ação que proporciona aos reeducandos as ferramentas necessárias para a reintegração à sociedade. Os avanços ressaltam a importância de uma abordagem integrada entre educação e reintegração social no sistema, promovendo cidadania e perspectivas de mudança para pessoas em situação de privação de liberdade.

O secretário da Sejus, Marcus Rito, evidenciou a importância da implementação das políticas públicas de educação no sistema penitenciário. “A redução do analfabetismo no sistema prisional é mais do que uma estatística, é a possibilidade de um recomeço para os internos. Com o apoio da educação, podemos ajudá-los na reintegração à sociedade de maneira mais eficaz, diminuindo as chances de reincidência e promovendo uma mudança real em suas vidas”, finalizou.

Vem aí uma superexplosão solar mais forte que 10 bilhões de bombas atômicas

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Cientistas alertam: o Sol pode estar prestes a produzir uma superexplosão de proporções inimagináveis, capaz de liberar energia equivalente a 10 bilhões de bombas atômicas. De acordo com uma nova pesquisa, eventos como esses (explosões solares milhares de vezes mais poderosas que as habituais) podem ocorrer muito mais frequentemente do que se pensava.

Estudos anteriores indicavam que superexplosões em estrelas como o Sol seriam ocorrências raras, desencadeadas apenas uma vez a cada alguns milhares de anos. No entanto, uma nova análise de mais de 56 mil estrelas semelhantes ao Sol revelou que essas erupções gigantescas podem acontecer em intervalos de apenas um século. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (12) na revista Science.

Isso coloca a Terra em risco de um evento devastador muito em breve. De acordo com Valeriy Vasilyev, pesquisador do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar e autor principal do estudo, se uma dessas explosões atingisse a Terra, o impacto seria massivo. “Sistemas de energia elétrica poderiam ser derrubados, satélites seriam destruídos e tecnologias de comunicação e navegação seriam inutilizadas” disse ele ao site Live Science.

O que é uma superexplosão solar?

Uma superexplosão solar ocorre quando campos magnéticos na superfície do Sol se reconfiguram de forma abrupta, liberando radiação intensa e, frequentemente, nuvens de plasma chamadas ejeções de massa coronal. Quando essas ejeções atingem nosso planeta, os efeitos incluem apagões de rádio, danos irreparáveis a equipamentos eletrônicos e auroras extremamente brilhantes.

Um exemplo histórico foi o Evento Carrington, em 1859, quando uma tempestade solar queimou sistemas telegráficos e gerou auroras que podiam ser vistas até nos trópicos. Mas os pesquisadores alertam que o Sol pode produzir eventos ainda mais poderosos, com base em evidências encontradas em anéis de árvores antigas, que registraram aumentos repentinos de radiocarbono associados a superexplosões passadas.

Cerca de 100 anos depois, pode ter havido alguma explosão de grandes proporções no lado não visível do Sol, numa época em que a ciência não contava com equipamentos capazes de detectar esses fenômenos. Caso isso tenha acontecido, uma próxima superexplosão pode ser esperada para daqui a mais ou menos quatro décadas. Ou o Sol pode simplesmente estar “atrasado”, aumentando o risco de um megaevento a qualquer momento.

Para investigar a probabilidade de uma superexplosão ser produzida pelo Sol, os pesquisadores usaram o telescópio espacial Kepler, da NASA, para analisar 56.450 estrelas, identificando 2.889 superexplosões provenientes de 2.527 estrelas como o nosso Sol entre 2009 e 2013. Os novos métodos empregados corrigiram limitações de estudos anteriores, permitindo uma visão mais precisa da frequência desses eventos extremos.

Embora existam diferenças entre nosso Sol e algumas das estrelas estudadas, como a presença de sistemas binários, a equipe ressalta que as semelhanças são alarmantes. “Ainda há incertezas, mas a possibilidade de uma superexplosão solar em breve é real”, alertou Vasilyev.

Enquanto cientistas investigam mais detalhes sobre a atividade solar, esforços estão sendo direcionados para melhorar a previsão de tempestades solares extremas. Uma das iniciativas é o lançamento da sonda Vigília, da Agência Espacial Europeia (ESA), programado para 2031, projetada para monitorar o Sol em busca de sinais de atividade perigosa.

Vasilyev deixa claro: estamos vivendo em um intervalo de tempo em que uma superexplosão solar pode ser iminente – e estar preparado para esse evento é essencial para amenizar seus impactos catastróficos no planeta.

Governo de RO realiza mobilização estadual de combate à dengue neste sábado, 14

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Uma grande mobilização estadual vai acontecer neste sábado (14) para desenvolvimento de ações de esclarecimento sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue, especialmente nos quintais das casas. Em Porto Velho, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) vai realizar o “Dia D de Combate à Dengue” em três pontos estratégicos: Espaço Alternativo, a partir das 16h; Parque da Cidade, a partir das 17h; e em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Rio Madeira, nº 3.288, Bairro Flodoaldo Pontes Pinto, a partir das 17h.

Nos locais serão distribuídos panfletos informativos para conscientização da população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Nesta época do ano, quando as chuvas são intensificadas, aumenta significativamente o acúmulo de água em quintais e terrenos baldios, levando a consequente formação de criadouros. Cerca de 75% dos focos do mosquito estão dentro das casas. É preciso estar atento para combatê-los”, alerta o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a mobilização é fundamental para que todos os municípios se engajem na ação que acontece nacionalmente. “A união da população com o governo é essencial no combate ao mosquito, além de preservar a saúde dos rondonienses, prevenindo surtos da doença”, ressaltou.

A prevenção da dengue concentra-se na eliminação dos criadouros do mosquito e na proteção contra picadas. Adotando medidas simples e eficazes, que incluem:

  • Eliminar recipientes que acumulam água, como pneus, garrafas e vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água e reservatórios devidamente tampados;
  • Limpar calhas e lajes para evitar acúmulo de água;
  • Utilizar repelentes e roupas de mangas compridas, especialmente durante o dia, quando o mosquito é mais ativo;
  • Instalar telas em janelas e portas para impedir a entrada de mosquitos.

Servidores do governo de RO superam meta na campanha “Papai Noel dos Correios” 2024

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A solidariedade tomou conta do Palácio Rio Madeira na manhã desta sexta-feira (13), quando foram entregues 2.904 presentes da campanha “Papai Noel dos Correios”. Este número superou as expectativas e ultrapassou a meta do ano passado, quando 2.600 cartinhas foram atendidas. Os itens arrecadados, atenderão às crianças de escolas públicas de Porto Velho, transformando sonhos em realidade.

A campanha “Papai Noel dos Correios” está em sua 35ª edição e tem como objetivo arrecadar brinquedos, roupas, materiais escolares e outros itens solicitados em cartinhas escritas por crianças. Este ano, o tema foi “Seja Você o Noel”, incentivando pessoas a se tornarem protagonistas na realização de sonhos.

O governo do estado é parceiro desta ação solidária, aumentando ano após ano, o número de cartinhas adotadas por servidores. “Agradeço imensamente a solidariedade de cada servidor que adotou uma cartinha e fez a diferença na vida de uma criança. Este gesto mostra a solidariedade dos nossos servidores”, ressaltou o governador de Rondônia, Marcos Rocha.

A secretária da Assistência e Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, salientou o orgulho de liderar o projeto através da Seas. “É uma satisfação imensa ver o brilho nos olhos das crianças e saber que estamos contribuindo para momentos de felicidade. Quando vejo a mobilização dos servidores e dedicação da equipe, sinto que estamos construindo um futuro mais solidário.”

Para o superintendente dos Correios em Rondônia, Lucindo Pereira da Silva, a parceria com o governo do estado é motivo de honra. “Saber que essa campanha, já é um marco no Natal de tantas famílias, teve o apoio do governo é gratificante. E é ainda mais especial saber que a secretária Luana Rocha, quando criança, foi presenteada por meio de uma cartinha adotada. Isso mostra como este projeto marca gerações e espalha bondade”, evidenciou.

HOMENAGEM

A cerimônia, marcou também, o lançamento oficial do selo e carimbo “Natal 2024”, uma homenagem ao cartunista Ziraldo, criador de personagens icônicos como o Menino Maluquinho. Ele foi também dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta cronista, desenhista, apresentador, humorista, advogado e jornalista brasileiro. Ziraldo faleceu em abril deste ano, aos 91 anos, deixando um legado marcante na literatura infantil e na cultura brasileira.

Última grande chuva de meteoros do ano ocorre na noite desta sexta

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A noite desta sexta-feira (13) promete entregar um magnífico espetáculo em todo o hemisfério Sul, com a última grande chuva de meteoros visível do ano: as Geminídeas, que deve atingir o pico na noite de hoje e madrugada de sábado (14).

No Brasil, as regiões mais ao Norte oferecerão melhor visibilidade para observar a chuva de meteoros, especialmente durante as primeiras horas da madrugada.

O fenômeno ocorre anualmente entre os dias 2 e 21 de dezembro e deve seu nome à constelação de Gêmeos, onde está localizado o radiante: o ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar.

Em condições ideais, será possível observar até 150 meteoros por hora no pico. Contudo, a proximidade da Lua cheia diminuirá a visibilidade dos meteoros. Mesmo com a interferência da luminosidade lunar, será possível visualizar os meteoros mais brilhantes, especialmente nas primeiras horas da madrugada.

Para tanto, é preciso direcionar o olhar para longe da Lua. Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos.

Segundo o Observatório Nacional (ON), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao contrário da maioria das chuvas de meteoros, que se associam a cometas, as Geminídeas têm como objeto parental o asteroide 3200 Phaethon.

Quando este corpo celeste se aproxima do Sol, ele libera partículas que, ao longo dos anos, penetram a atmosfera da Terra, criando os rastros luminosos que vemos no céu. De acordo com o Observatório Nacional, a atividade dessa chuva tem aumentado ano após ano, com a expectativa de atingir o auge por volta de 2050.

Para observar a chuva de meteoros, os astrônomos recomendam ir para locais com pouca poluição luminosa e direcionar o olhar para longe da Lua.

“Mesmo com o impacto da luminosidade lunar, é possível que meteoros mais brilhantes e bólidos sejam visíveis, especialmente nas primeiras horas da madrugada. É importante esperar até que os olhos se adaptem à escuridão — cerca de 20 minutos são suficientes. Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos. O ideal é deitar em uma cadeira de praia e sentir-se confortável para esperar que os meteoros apareçam”, informou o observatório.

Lula deixa UTI e caminha pelo hospital após procedimento: “Estou firme e forte”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta sexta-feira (13), um vídeo em que aparece caminhando nos corredores do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na imagem, Lula está acompanhado do neurologista Marcos Stavale.

“Agradeço por cada oração e palavra de conforto que recebi nos últimos dias. Janjinha me repassou todos os recados. Peço que fiquem tranquilos. Estou firme e forte! Andando pelos corredores com Marcos Stavale, o neurocirurgião responsável pelo meu procedimento, conversando bastante, me alimentando bem e, em breve, pronto para voltar para casa e seguir trabalhando e cuidando de cada família brasileira”, publicou nas redes sociais.

Sobre o ano que vem, Lula disse preparar muitas viagens. “2025 está chegando e temos muitos encontros pelo Brasil e pelo mundo. Obrigado pelo carinho de vocês e por toda a dedicação da equipe médica. O amor que recebo me mantém sempre pronto para seguir”, afirmou.

O presidente foi hospitalizado às pressas na última segunda-feira (10). Passou por uma cirurgia para retirar um coágulo na cabeça, formado após uma queda sofrida no Palácio da Alvorada, em outubro.

Na manhã de quinta-feira (12), Lula foi submetido a um novo procedimento para bloquear o sangramento. Segundo a equipe médica, o processo foi complementar à cirurgia realizada na madrugada de terça-feira.

À noite, Lula retirou um dreno que foi colocado na cabeça dele. Ainda não há previsão de alta hospitalar, mas os médicos estimam que Lula possa deixar o hospital no início da semana que vem.

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