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domingo, maio 17, 2026
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81 países, 2 blocos regionais e 64 organizações lançam Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

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A Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza é oficialmente lançada, nesta segunda-feira (18.11), na Cúpula de Líderes do G20, no Rio de Janeiro. Construída ao longo de um ano, a partir de um processo de diálogo e colaboração, a Aliança nasce com 147 membros fundadores, incluindo 81 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, 9 instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais. Essa iniciativa inovadora visa acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos ODS.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou: “Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças mendigando nas ruas e jovens sem esperança de um futuro melhor, não haverá paz. Sabemos, pela experiência, que uma série de políticas públicas bem desenhadas, como programas de transferência de renda, como o ‘Bolsa Família’, e refeições escolares nutritivas para crianças, têm o potencial de acabar com o flagelo da fome e devolver a esperança e dignidade para as pessoas.”

Em 2024, os membros do G20, países parceiros e organizações internacionais trabalharam conjuntamente em uma Força-Tarefa dedicada à elaboração da estrutura fundacional da Aliança, que foi endossada por unanimidade durante a Reunião Ministerial do G20, no Rio de Janeiro, em julho. A liderança do Brasil na Força-Tarefa envolveu uma coordenação próxima entre vários ministérios, incluindo o de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Relações Exteriores e Fazenda, além de contribuições do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

“Vivemos hoje um marco histórico. A Aliança que construímos juntos, a partir da visão do presidente Lula, está agora pronta para transformar vidas e construir um futuro livre de fome e pobreza extrema”, afirmou o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Este não é apenas mais um fórum de discussão – é um mecanismo prático para canalizar conhecimento e financiamento de forma eficaz e alcançar aqueles que mais precisam”, enfatizou.

Desde julho, a Aliança está aberta a adesões de membros para além do G20. O Brasil e Bangladesh foram os primeiros a aderir, seguidos por todos os membros do G20, incluindo a União Africana e a União Europeia, assim como vários países de todos os continentes.

Os membros fundadores também incluem grandes organizações internacionais, bancos de desenvolvimento e entidades filantrópicas. Organismos-chave da ONU, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), UNICEF e o Programa Mundial de Alimentos (WFP), também aderiram, ao lado de instituições financeiras como o Grupo Banco Mundial e bancos de desenvolvimento regionais, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), o Banco Europeu de Investimentos (BEI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Organizações filantrópicas como a Fundação Rockefeller, a Fundação Bill & Melinda Gates e a Children’s Investment Fund Foundation também fazem parte da iniciativa.

A adesão à Aliança segue aberta e é formalizada por meio de uma Declaração de Compromisso — que vai além de uma declaração simbólica para incorporar uma dedicação genuína à ação. Ela define compromissos gerais e personalizados, alinhados com as prioridades e condições específicas ‘de cada membro. As Declarações de Compromisso são voluntárias e podem ser atualizadas conforme as circunstâncias evoluem. Cada Declaração de Compromisso de um membro é pública e pode ser encontrada no site recém-lançado da Aliança Global.

Anúncios

Antes do lançamento formal desta segunda-feira (18.11), a Aliança Global demonstrou o sucesso de sua abordagem ao motivar e impulsionar ações e compromissos antecipados de grande parte de seus membros em seis áreas prioritárias de sua agenda política, que foram anunciados em um evento especial, durante a Cúpula Social do G20, em 15 de novembro.

Esses anúncios, intitulados “Sprints 2030”, representam a maior tentativa coletiva de mudar o rumo e finalmente erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala e baseados em evidências para elevar as populações mais pobres e vulneráveis do mundo. Entre os anúncios e compromissos estão o objetivo de alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de alta qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas, e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

Missão e Governança

A missão da Aliança é clara: até 2030, visa erradicar a fome e a pobreza, reduzir desigualdades e contribuir para parcerias globais revitalizadas para o desenvolvimento sustentável. Prioriza transições inclusivas e justas, garantindo que ninguém seja deixado para trás.

A Aliança opera por meio de três pilares principais — nacional, financeiro e de conhecimento — projetados para mobilizar e coordenar recursos para políticas baseadas em evidências adaptadas às realidades de cada país membro.

Além disso, a Aliança realizará Cúpulas Regulares Contra a Fome e a Pobreza e estabelecerá um Conselho de Campeões de Alto Nível para supervisionar seu trabalho. Um órgão técnico enxuto e eficiente, o Mecanismo de Apoio da Aliança Global, será sediado na FAO, mas funcionará de forma independente para fornecer suporte estratégico e operacional, incluindo a promoção de parcerias em nível nacional para implementar iniciativas de combate à fome e à pobreza. O Brasil se comprometeu a financiar metade dos custos do Mecanismo de Apoio até 2030, com contirbuições adicionais de países como Bangladesh, Alemanha, Noruega, Portugal e Espanha.

Embora o G20 tenha sido a plataforma de lançamento para essa iniciativa, a Aliança agora funcionará como uma plataforma global independente, com o apoio contínuo e o impulso possível de futuras presidências do G20. A estrutura completa de governança, incluindo o Conselho de Campeões e o Mecanismo de Apoio, deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil fornecerá suporte temporário para funções essenciais, como comunicação e aprovação de novos membros.

Membros fundadores da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Países Membros e Entidades Regionais:

Alemanha

Angola

Antígua e Barbuda

África do Sul

Arábia Saudita

Armênia

Austrália

Bangladesh

Benin

Bolívia

Brasil

Burkina Faso

Burundi

Camboja

Chade

Canadá

Chile

China

Chipre

Colômbia

Dinamarca

Egito

Emirados Árabes Unidos

Eslováquia

Estados Unidos

Espanha

Etiópia

Federação Russa

Filipinas

Finlândia

França

Guatemala

Guiné

Guiné-Bissau

Guiné Equatorial

Haiti

Honduras

Índia

Indonésia

Irlanda

Itália

Japão

Jordânia

Líbano

Libéria

Malta

Malásia

Mauritânia

México

Moçambique

Myanmar

Nigéria

Noruega

Países Baixos

Palestina

Paraguai

Peru

Polônia

Portugal

Quênia

Reino Unido

República da Coreia

República Dominicana

Ruanda

São Tomé e Príncipe

São Vicente e Granadinas

Serra Leoa

Singapura

Somália

Sudão

Suíça

Tadjiquistão

Tanzânia

Timor-Leste

Togo

Tunísia

Turquia

Ucrânia

Uruguai

Vietnã

Zâmbia

União Africana

União Europeia

Organizações Internacionais

Agência de Desenvolvimento da União Africana – Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (AUDA-NEPAD)

CGIAR

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL)

Comissão Econômica e Social para Ásia Ocidental (CESAO)

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD)

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)

Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)

Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD)

Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)

Liga dos Estados Árabes (LEA)

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)

Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO)

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

Organização dos Estados Americanos (OEA)

Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Organização Mundial do Comércio (OMC)

Organizacão Mundial da Saúde (OMS)

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

Programa Mundial de Alimentos (WFP)

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat)

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Instituições Financeiras Internacionais:

1. Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB)

2. Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB)

3. Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF)

4. Banco Europeu de Investimento (BEI)

5. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

6. Grupo Banco Mundial

7. Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB)

8. Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)

9. Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP)

Fundações Filantrópicas e Organizações Não Governamentais:

1. Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL)

2. Articulação Semiárido Brasileiro (ASA)

3. Fundação Bill & Melinda Gates

4. BRAC

5. Children’s Investment Fund Foundation

6. Child’s Cultural Rights & Advocacy Trust Agency

7. Citizen Action

8. Education Cannot Wait

9. Food for Education

10. Instituto Comida do Amanhã

11. Fundação Getúlio Vargas (FGV)

12. GiveDirectly

13. Global Partnership for Education

14. Instituto Ibirapitanga

15. Instituto Clima e Sociedade (iCS)

16. Câmara de Comércio Internacional

17. Leadership Collaborative to End Ultrapoverty

18. Maple Leaf Early Years Foundation

19. Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

20. Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI)

21. Pacto Contra a Fome

22. Fundação Rockefeller

23. Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI)

24. SUN Movement

25. Sustainable Financing Initiative

26. Their World

27. Trickle Up

28. Village Enterprise

29. World Rural Forum

30. World Vision International

31. Instituto Fome Zero

Assessoria de Comunicação – MDS

População é incentivada a doar sangue nas semanas que antecedem as festas de fim de ano em Rondônia

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Salvar vidas é um gesto que pode ser ampliado durante as semanas que antecedem as comemorações festivas de final de ano, período considerado o de menor estoque de sangue nos hemocentros. O governo de Rondônia está intensificando o convite à população para realizar doações, a fim de evitar potenciais desabastecimentos do insumo que tem grande demanda devido aos índices de vítimas de acidentes de trânsito, cirurgias eletivas que são feitas, e outras situações emergenciais.

Segundo a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), a busca ativa se deve, exclusivamente, à atual temporada em que as pessoas entram em férias, e não dão continuidade ao fluxo de doações de sangue que vem sendo desenvolvido nas unidades ao longo do ano.

Dada a importância da campanha, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que, o governo do estado vem promovendo diversas ações juntos às equipes dos hemocentros para garantir o fornecimento de sangue devido à alta demanda. Nas próximas semanas, a necessidade de voluntários para comparecer às unidades ou pontos de coleta deve aumentar, ainda mais, diante dos esforços para salvar vidas.

COMO SER DOADOR?

Para se tornar um doador de sangue, basta ir até o ponto de captação mais próximo, onde o voluntário será cadastrado, entrevistado, passar por exames e, por fim, a etapa de coleta. Antes de fazê-lo, é necessário verificar alguns requisitos importantes quanto aos impedimentos temporários e permanentes, além de seguir as regras:

  • Estar bem de saúde e alimentado;
  • Ter entre 16 e 69 anos de idade (em caso de menores, é necessário estar acompanhado dos pais ou responsáveis);
  • Pesar 50 kg ou mais;
  • Apresentar documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial;
  • Dormir por pelo menos oito horas no dia anterior à doação;
  • Não fumar por pelo menos duas horas anteriores ao momento da doação;
  • Tomar um café da manhã leve;
  • Homens podem doar até quatro vezes ao ano, em intervalos de 60 dias;
  • Mulheres podem doar até três vezes ao ano, em intervalos de 90 dias.

FORMAS DE DOAR

A Fundação oferece serviços de coleta interna e externa, e conta, ainda, com uma unidade móvel para facilitar o acesso dos voluntários à prática da doação. Outra iniciativa que tem recebido investimento, são os mutirões realizados nos municípios, por meio do projeto Fhemeron Itinerante, serviço à disposição da sociedade em que é montado um espaço específico para acolher os voluntários com o fluxo de doações, organizado pelas equipes responsáveis.

A campanha incentiva, também, outras instituições públicas e privadas, bem como entidades parceiras a se unirem à mobilização de atrair mais doadores, por meio de ações de conscientização em massa. Mesmo com medidas planejadas, nunca é demais divulgar a importância de ir ao encontro da iniciativa. Além disso, os locais, horários e coletas que são realizadas fora das unidades, estão cada vez mais sendo esclarecidos à população.

O presidente da Fhemeron, Reginaldo Girelli, reitera que, a manifestação da sociedade é fundamental para a hemorrede que abastece os 52 municípios. “Pedimos que a sociedade não tenha medo da iniciativa, e compareça até uma unidade para realizar a ação ou esteja atenta quando a Fhemeron Itinerante for até seu município. Temos uma equipe especializada para acolher e garantir um atendimento com atenção especial a cada pessoa. Da mesma forma, a participação daqueles que já são doadores é fundamental, para manter a rotina de forma a não afetar as demandas”, explicou.

HEMOCENTROS

Os hemocentros estaduais estão em funcionamento em cinco municípios do estado, sendo eles: Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim e Ji-Paraná. Na Capital, a unidade de coordenação de coleta funciona de segunda a sexta-feira, das 7h15 às 18h, e aos sábados, das 7h15 às 12h, localizada na Avenida Jorge Teixeira, nº 3.766, Bairro Industrial; os endereços dos demais municípios estão disponíveis no Portal da Fhemeron.

Síndrome do domingo à noite: entenda o que é e como superar

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Você já ouviu falar em síndrome do domingo à noite? Esse é um termo informal usado para descrever um conjunto de sensações que incluem ansiedade, tristeza, angústia ou apreensão em relação ao final do domingo e o início da nova semana.

Apesar de não existir, oficialmente, tal síndrome em manuais de diagnóstico médico, o termo pode ser usado para se referir aos sintomas ansiosos causados pela forma como uma pessoa lida com sua rotina, estilo de vida e estado psicológico atual, de acordo com Fernando Diogo Padovan, professor do curso de Psicologia da Faculdade Santa Marcelina.

“Trata-se de sintomas que muitas pessoas experimentam no final do domingo, tendo como pano de fundo a perspectiva de ter que voltar à rotina da semana, geralmente em antecipação a obrigações de trabalho ou de estudo que começam na segunda-feira”, explica o especialista à CNN.

Entre os sintomas mais comuns associados a síndrome do domingo à noite, estão:

  • Preocupação com responsabilidades da semana seguinte;
  • Sensação de que o fim de semana passou muito rápido ou de que não foi aproveitado o suficiente;
  • Estresse com prazos ou compromissos futuros;
  • Dificuldade em relaxar e aproveitar o fim do domingo;
  • Sentimentos de tristeza associados ao propósito das atividades laborais, de estudo ou quaisquer outras que demandem esforço durante a semana.

Além disso, o professor acrescenta que a ansiedade e angústia sentidas no domingo à noite podem influenciar negativamente no sono. “Buscar iniciar a preparação de uma ‘boa noite de sono’ com antecedência pode evitar uma noite mal dormida”, afirma.

O que costuma causar a síndrome do domingo à noite?

De acordo com Padovan, a síndrome do domingo à noite, apesar de não ser, de fato, uma patologia, pode estar relacionada a alguns fatores. Um deles é a rotina exaustiva.

“Pessoas que têm uma rotina intensa de segunda a sexta-feira ou, até mesmo, durante o sábado e o próprio domingo, sem muito espaço para descanso ou lazer, podem sentir a pressão no domingo”, explica o professor.

Além disso, ambientes de trabalho tóxicos ou mal equilibrados, com grande pressão, acúmulo de demandas e pouco incentivo, pode intensificar a ansiedade sobre o retorno à rotina.

“A sensação de estagnação, a percepção de que o trabalho ou os estudos não são significativos, ou estimulantes, pode tornar a volta à rotina algo pesado e desmotivador”, explica Padovan. “Muitos experimentam climas opressores em seus ambientes de trabalho, estudos ou afazeres semanais. A falta de bons relacionamentos [no trabalho] pode causar muito desconforto”, acrescenta.

O que fazer para superar a síndrome do domingo à noite?

Para superar a síndrome do domingo à noite, é preciso, primeiro, entender o que causou esse conjunto de sentimentos.

“Somente compreendendo como tal situação se estabeleceu, seus contextos e demandas associadas, é possível adotar medidas e estratégias mais saudáveis de enfrentamento desse sentimento. Psicoterapia é essencial para ter clareza sobre como se chegou a esse estado e como adotar medidas a fim de contorná-lo”, orienta Padovan.

Em paralelo à psicoterapia, é importante realizar tarefas que dão prazer, como hobbies e atividades físicas — claro, sem comprometer o descanso do final de semana.

Desconectar-se dos meios digitais e das redes sociais também é um passo importante para reduzir a ansiedade e a apreensão, se possível. Junto a isso, vale tentar planejar com antecedência a próxima semana, sem que a noite de domingo seja sobrecarregada com essa tarefa.

“Apesar de não ser reconhecida como uma patologia pela comunidade científica, sua presença deve ser um alerta para a busca por acompanhamento profissional, já que é um indicativo de desconforto psicológico frente as atividades rotineiras e um desequilíbrio nas atividades que prejudicam a qualidade de vida”, ressalta Padovan.

Primeiro-ministro da Noruega anuncia doação de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia

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A Noruega anunciou mais uma doação para o Fundo Amazônia, a informação foi confirmada pelo primeiro-ministro do país, Jonas Gahr Støre, que está no Brasil para a cúpula do G20. O valor será de US$ 60 milhões.

No Rio de Janeiro, o primeiro-ministro destacou o comprometimento do Brasil com a conservação ambiental e a mitigação das mudanças climáticas.

Segundo Støre, o êxito do país na redução do desmatamento reflete as ambições e a determinação do governo Lula. “É essencial para o clima e a natureza global que o Brasil alcance seus objetivos de controle do desmatamento”, afirmou Støre.

O Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (Bndes) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA), é responsável pelo fomento do desenvolvimento e da preservação do bioma.

“Trata-se de mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, do compromisso do governo do presidente Lula com a redução do desmatamento, com a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e que segue se fortalecendo”, afirmou o presidente do Bndes, Aloizio Mercadante.

O governo brasileiro estabeleceu a meta de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, uma meta crucial para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel vital na regulação climática global.

Câncer de próstata: veja 14 mitos e verdades sobre a doença

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O câncer de próstata deve acometer 71.730 pessoas por ano no Brasil entre 2024 e 2025, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O tumor já é o segundo mais comum entre os homens no país, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Diante desse cenário, neste domingo (17) é reconhecido o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.

A data visa conscientizar sobre a importância da detecção precoce do câncer, fundamental para aumentar as chances de cura. No entanto, apesar dos esforços de campanhas como o Novembro Azul, dedicada a incentivar os homens a fazerem exames regularmente e a cuidarem da saúde de forma geral, ainda há receios, dúvidas e preconceitos em torno do câncer de próstata.

Segundo uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) neste ano, revela que apenas 34% dos homens buscam um urologista ao perceberem algum sintoma ou desconforto. Esse é um cenário preocupante, já que a doença é o tipo de câncer que mais causa morte de homens no país — são cerca de 16 mil óbitos por ano, segundo dados do Inca.

Para esclarecer as dúvidas e romper com preconceitos, a CNN lista os principais mitos e verdades sobre o câncer de próstata com a ajuda de especialistas e sociedades médicas. Confira a seguir.

1. Câncer de próstata afeta apenas homens idosos

Mito. O câncer de próstata pode ocorrer em qualquer idade, até mesmo antes dos 40. No entanto, é mais comum em homens idosos, com cerca de 62% dos diagnósticos acontecendo em homens com mais de 65 anos, de acordo com Carlo Passerotti, urologista e cirurgião do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

2. Se não tenho casos na família, o risco de ter câncer de próstata é baixo

Mito. O histórico familiar aumenta o risco do câncer de próstata e essa é uma doença que pode, sim, ser hereditária. No entanto, aproximadamente 85% dos casos ocorrem em homens sem parentes diagnosticados, segundo Passerotti.

Isso acontece porque fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade também oferecem risco para o desenvolvimento da doença.

3. Homens sedentários têm mais chance de desenvolver câncer de próstata

Verdade. Como vimos anteriormente, o sedentarismo é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de próstata. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a falta de atividade física e a obesidade estão fortemente relacionados a alterações no metabolismo que podem favorecer mutações que levam ao tumor.

Por isso, a recomendação da sociedade é incluir atividades físicas e dieta equilibrada na rotina para prevenir o câncer de próstata. Segundo Denis Jardim, líder nacional da especialidade de tumores urológicos da Oncoclínicas, medidas como essas são chamadas de “prevenção primária”.

“Não existe uma medida isolada de prevenção do câncer de próstata, mas hoje sabemos que é importante abandonar o tabagismo ou incentivar a não iniciar o tabagismo, ter uma dieta com aumento de ingesta de vegetais e reduzir a ingesta de gordura animal, manter o peso adequado, ou seja, evitando a obesidade ou tratando e reduzindo a obesidade, além da ênfase na atividade física como medida de prevenção”, afirma Jardim, em matéria publicada anteriormente na CNN.

4. Câncer de próstata em estágio inicial não causa sintomas

Depende. Segundo Passerotti, geralmente, o tumor em fase inicial não causa sintomas. “No entanto, alguns homens podem apresentar sintomas urinários devido ao envelhecimento e ao aumento da próstata, que ocorre com o passar dos anos”, afirma.

Nesse caso, sintomas como dificuldade de urinar, aumento da frequência urinária, esvaziamento incompleto da bexiga e despertares constantes durante a noite para urinar podem ocorrer simultaneamente e causar confusão. Inclusive, esses sinais podem indicar a hiperplasia benigna da próstata (aumento da glândula).

“Portanto, é importante consultar um médico urologista para esclarecer a causa dos sintomas e realizar os exames adequados”, ressalta o urologista.

5. Ausência de sintomas significa ausência de câncer de próstata

Mito. Como vimos, nos estágios iniciais, geralmente, o câncer de próstata é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas — e, quando surgem, eles podem ser confundidos com outras condições, como infecções urinárias ou aumento benigno da próstata.

Por isso, a ausência de sintomas não significa que o câncer de próstata não está presente. Portanto, é essencial realizar exames regulares, mesmo sem sintomas.

6. Pessoas negras têm maior risco de desenvolver a doença

Verdade. De acordo com a SBCO, estudos apontam que os homens afrodescendentes têm risco até 60% maior de desenvolver a doença do que outras etnias. Além disso, a taxa de mortalidade é três vezes maior nesta população.

A Fundação do Câncer de Próstata, dos Estados Unidos, atualizou recentemente suas diretrizes para recomendar a triagem do tumor aos 40 anos na população negra. Segundo a entidade, os testes de PSA e o exame de toque devem ser feitos regularmente, de preferência uma vez ao ano, até, pelo menos, os 70 anos.

7. Somente o exame de PSA é capaz de identificar o câncer de próstata

Mito. Segundo Passerotti, o exame de PSA mede os níveis do Antígeno Prostático Específico no sangue, produzido naturalmente pelo tecido prostático e presente tanto na corrente sanguínea quanto no sêmen.

“É importante destacar que o PSA pode estar elevado em diversas situações, como infecções, inflamações ou crescimento benigno da próstata. Portanto, um nível elevado de PSA por si só não é suficiente para diagnosticar o câncer de próstata, mas serve como um forte indicativo para a realização de outros exames”, explica o urologista.

Por outro lado, um PSA baixo não descarta completamente a possibilidade de câncer de próstata, segundo o especialista. Por isso, é necessário considerar outros fatores e realizar uma avaliação médica completa para obter um diagnóstico preciso.

8. O exame de toque retal é indispensável, mesmo com PSA normal

Verdade. O exame de toque é essencial para completar o exame PSA, permitindo a identificação de lesões que podem não ser detectadas pelo teste de sangue. Além disso, ele pode ajudar a definir a necessidade e a localização da biópsia da próstata, o único exame capaz de confirmar o diagnóstico do tumor, segundo Passerotti.

“Portanto, ambos os exames devem ser realizados juntos para uma detecção eficaz, uma vez que são complementares”, ressalta.

Vale lembrar que o exame de toque retal é um procedimento simples, rápido e indolor, para palpar a próstata e verificar alterações em seu tamanho, forma ou consistência.

9. Ter a vida sexual ativa pode causar câncer de próstata

Mito. Pelo contrário, estudos mostraram que homens com vida sexual ativa podem ter um risco menor de desenvolver a doença, segundo a SBCO.

Vale ressaltar, mais uma vez, que os fatores externos que aumentam o risco do tumor, que são comprovados cientificamente, incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta inadequada e sedentarismo.

10. Câncer de próstata não tem cura

Mito. O câncer de próstata tem cura, desde que seja diagnosticado precocemente e tratado adequadamente.

Os tratamentos incluem cirurgia, radioterapia, braquiterapia, hormonioterapia e quimioterapia. “A escolha do tratamento considera o estágio da doença, o tipo de tumor, a idade e a saúde geral do paciente. O objetivo do tratamento é eliminar o tumor, preservar a função sexual e urinária e evitar as complicações da doença”, afirma Passerotti.

11. Não existe prevenção para o câncer de próstata.

Verdade. Porém, algumas medidas podem reduzir o risco ou facilitar o diagnóstico precoce, como:

  • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e grãos integrais;
  • Evitar gorduras em excesso;
  • Consumir alimentos ricos em licopeno (como tomate);
  • Praticar atividades físicas;
  • Moderar o consumo de álcool;
  • Evitar o tabagismo;
  • Realizar check-ups regulares.

12. Mulheres transexuais devem fazer o rastreamento do câncer de próstata

Verdade. Mulheres transgêneros, travestis e pessoas não binárias também devem fazer os exames de próstata conforme a recomendação médica.

“Elas ainda têm a glândula prostática e podem desenvolver o câncer. O uso de hormônios femininos pode reduzir o tamanho da próstata e os níveis de PSA, mas não elimina totalmente o risco da doença”, afirma Passerotti.

13. Câncer de próstata causa diminuição da virilidade

Depende. Segundo a SBCO, cerca de metade dos homens que têm bom desempenho sexual antes do tratamento do câncer consegue manter a mesma virilidade após as terapias.

No entanto, naqueles pacientes com idade avançada, quando já existe algum comprometimento da função sexual, podem ocorrer impotências moderadas a graves. Porém, a maioria tem apenas uma pequena perda do desempenho e a função sexual pode voltar ao normal após alguns meses.

14. O tratamento do câncer de próstata pode causar incontinência urinária

Verdade. No entanto, essa é uma condição transitória e pode depender do tipo de tratamento realizado. De acordo com a SBCO, um a cada cinco homens com câncer de próstata sofre de incontinência urinária após o tratamento. Porém, é possível reverter a situação com medicamentos específicos.

Como tomar café pode fazer bem à saúde

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A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.

Os seres humanos tomam café – uma fonte natural de cafeína – há séculos. Mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.

“Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim”, segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês).

“Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares”, explica o professor, “mas os estudos evoluíram desde então.”

Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem, agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café.

Mas o que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde?

O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida, uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas, bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente – acima de 65 °C.

Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua relação com o risco de desenvolvimento de câncer.

O café pode ser carcinogênico se for bebido muito quente, acima de 65 °C

Possíveis benefícios do café

Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, pode ter efeito protetor. Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os pacientes.

Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa, por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.

Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais recentes conduzidas no Reino Unido.

Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não consomem a bebida.

E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.

No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.

Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.

Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as pesquisas.

Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra substância, não à cafeína.

Pesquisas indicam que o teor de antioxidantes do café tradicional e descafeinado é similar

Por que não sabemos ao certo?

Todas estas pesquisas foram baseadas em dados da população em geral, e não confirmam a relação entre a causa e o efeito.

Os consumidores de café podem simplesmente ter melhores condições de saúde do que as pessoas que preferem não tomar a bebida, segundo Peter Rogers, que estuda os efeitos da cafeína sobre o comportamento, estado de alerta, humor e atenção das pessoas na Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Tudo isso, apesar dos hábitos não saudáveis dos consumidores de café, como indicado nas pesquisas de Gunter.

“Algumas pessoas sugeriram que poderia haver um efeito protetor, o que é um tanto controverso, já que nos baseamos em evidências da população”, afirma ele.

Paralelamente, as pessoas que consomem café regularmente, muitas vezes, apresentam aumento da pressão sanguínea, o que deveria aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Mas Rogers afirma que não há evidências de que a pressão sanguínea mais alta, causada pelo consumo de café, esteja associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Os estudos clínicos sobre o café – que poderiam determinar melhor os riscos e benefícios da bebida do que os estudos de base populacional – são poucos. Mas um grupo de pesquisadores conduziu um exame para observar os efeitos do consumo de café não descafeinado sobre os níveis de açúcar no sangue.

É um estudo pequeno, promovido pelo Centro de Metabolismo e Exercícios da Nutrição da Universidade de Bath, no Reino Unido. Ele examinou como o café altera a reação do corpo ao desjejum, após uma noite de sono fragmentada.

Pessoas que consomem café regularmente costumam ter pressão sanguínea mais alta – mas não há evidências de que isso aumente seu risco de doenças cardiovasculares

Os participantes do estudo que tomaram café, seguido por uma bebida açucarada que serviu de desjejum, apresentaram 50% de aumento do açúcar no sangue, em comparação com os que não consumiram café antes da “refeição”.

Ainda assim, este tipo de comportamento precisaria ocorrer repetidamente ao longo do tempo, para que o risco se acumulasse.

Trazer as pessoas para o ambiente de laboratório também levanta a questão da relevância dessas descobertas para a vida real. Ou seja, nem os estudos de base populacional, nem as pesquisas realizadas em laboratório, podem fornecer respostas definitivas sobre os efeitos do café sobre a nossa saúde.

O café pode aumentar o risco de aborto espontâneo?

As orientações sobre o consumo de café não descafeinado são ainda mais confusas durante a gravidez.

Uma análise de estudos realizada em 2022 encontrou relação entre o consumo de café antes e durante a gravidez e a ocorrência de aborto espontâneo.

Mas os pesquisadores afirmam que, como foram observados estudos de base populacional, pode haver outras explicações para essa relação. Eles destacam que o fumo, por exemplo, está relacionado à ingestão de cafeína e sabe-se que ele aumenta o risco de aborto espontâneo.

A nutricionista Esther Myers, CEO (diretora-executiva) da empresa EF Myers Consulting, conduziu uma análise de 380 estudos. Ela concluiu que quatro xícaras de café por dia para adultos, ou três para mulheres grávidas, não deverão causar efeitos prejudiciais.

Mas a Agência de Padrões Alimentícios do Reino Unido aconselha mulheres grávidas e lactantes a não tomar mais de uma a duas xícaras de café por dia.

E uma análise de estudos anteriores concluiu que as mulheres grávidas devem eliminar totalmente o café da alimentação, para reduzir o risco de aborto espontâneo, baixo peso ao nascer e parto de natimorto.

Uma análise de estudos anteriores concluiu que as mulheres grávidas não devem consumir café não descafeinado

A economista Emily Oster é a autora do livro Expecting Better (“Esperando melhor”, em tradução livre), que analisa os dados referentes às recomendações sobre a gravidez. Ela também concluiu que as orientações existentes sobre o consumo de café são inconsistentes.

Para ela, “a grande preocupação é a possibilidade de que o consumo de cafeína esteja relacionado ao aborto espontâneo, especialmente nos três primeiros meses”. Mas Oster ressalta que não existem muitos dados aleatorizados sobre esta questão e não é confiável tirar conclusões com dados baseados em observações.

“As mulheres que tomam café na gravidez provavelmente são mais velhas e mais propensas ao fumo”, explica ela. “Sabemos que a idade e o consumo de tabaco são relacionados ao aumento dos índices de aborto espontâneo.”

“A segunda questão é que as mulheres que sentem enjoo no início da gestação têm menos probabilidade de aborto espontâneo. Estas mulheres também evitam tomar café – é o tipo de coisa que incomoda quando você já está se sentindo mal. Por isso, muitas mulheres que sentem enjoo e não consomem café têm menos probabilidade de sofrer aborto espontâneo.”

Oster afirma que duas a quatro xícaras de café por dia, aparentemente, não estão relacionadas ao aumento do risco de aborto espontâneo.

E a dependência de cafeína?

Além dos possíveis efeitos do café para a saúde do coração, o desenvolvimento de câncer e o aborto espontâneo, existe a questão da influência da bebida sobre o cérebro e o sistema nervoso. Afinal, a cafeína é uma droga psicoativa, ou seja, ela influencia a nossa cognição.

Entre a população em geral, algumas pessoas podem tomar café não descafeinado o dia inteiro, enquanto outras ficam ansiosas já na primeira xícara.

Estudos demonstraram que diferenças nos nossos genes podem causar variações na metabolização da cafeína entre as pessoas. Mas Esther Myers ressalta que “não sabemos por que uma pessoa passa perfeitamente bem com certo nível de cafeína, enquanto outra pessoa, não”.

Mas, para os consumidores regulares que tomam café para aumentar sua concentração, existem más notícias.

“À medida que o corpo se acostuma a receber cafeína diariamente, surgem mudanças fisiológicas que adaptam o corpo a viver com cafeína e manter suas funções normais”, explica Peter Rogers.

“Consumir café não traz benefícios para a nossa capacidade de trabalhar com eficiência porque adquirimos tolerância a este efeito. Mas, enquanto você continuar consumindo, [sua eficiência] provavelmente não irá piorar.”

O especialista destaca que as únicas pessoas que conseguem usar a cafeína com benefícios são aquelas que não consomem a substância regularmente.

No outro lado do espectro, muitas pessoas brincam que são viciadas em café. Mas, na maioria dos casos, elas são apenas dependentes, segundo Rogers.

“Existe baixo risco de ficar viciado em cafeína”, segundo ele. “Se você retirar a substância de uma pessoa, ela não irá se sentir bem, mas também não vai implorar por ela.”

Para Rogers, o café demonstra a diferença entre a adicção – que causa compulsão para conseguir a droga – e a dependência, que prejudica o desempenho cognitivo do usuário, mas não o leva a fazer de tudo para consegui-la. O único ponto que os consumidores de café precisam conhecer são os efeitos da abstinência.

“Qualquer pessoa que tome algumas xícaras de café por dia é dependente de cafeína. Se você retirar o café, eles irão se sentir cansados e talvez sintam dor de cabeça.”

Estes sintomas dependem da quantidade de café consumida por cada pessoa. Mas, normalmente, eles duram entre três dias e uma semana, segundo Rogers. E, durante este período, a única solução para fazer essas pessoas se sentirem melhor é a cafeína.

Todos os tipos de café são associados a benefícios à saúde, mas os maiores efeitos foram observados com o café torrado e moído

O tipo de café importa?

Aparentemente, a forma de preparação do café não altera a associação da bebida com melhores condições de saúde, seja de forma artesanal, do grão até a xícara, ou despejando algum tipo de pó solúvel sobre água quente.

Ao estudar pessoas de todo o continente europeu, Marc Gunter percebeu que diferentes tipos de café ainda foram associados aos benefícios à saúde.

“As pessoas tomavam um espresso menor na Itália e na Espanha; no norte da Europa, as pessoas bebiam volumes maiores de café e mais café solúvel”, ele conta.

“Observamos diferentes tipos de café e encontramos resultados consistentes em todos os países, o que indica que não é questão do tipo de café, mas do ato de consumir a bebida.”

Todos os tipos de café são associados a benefícios à saúde, mas os maiores efeitos foram observados com o café torrado e moído.

Mas pesquisadores concluíram, em um estudo de 2018, que a relação entre o café e o tempo de vida das pessoas era mais forte para o café torrado e moído, em comparação com o solúvel ou descafeinado – embora estes tipos ainda fossem considerados mais saudáveis do que a ausência de consumo de café.

O estudo indicou que esta discrepância pode ocorrer porque o café solúvel contém menor quantidade de compostos bioativos, como polifenóis, que são conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias.

Um estudo de base populacional de 2021 concluiu que todos os tipos de café, incluindo o descafeinado, solúvel e moído, estão associados à redução do risco de doenças hepáticas crônicas.

Mas, em outro estudo, de 2022, os pesquisadores concluíram que, embora os três tipos de café fossem relacionados a níveis mais baixos de doenças cardiovasculares e morte, a maior redução do risco de morte por todas as causas foi observada com duas a três xícaras de café descafeinado por dia.

O café pode até não ajudar a enfrentar um dia atribulado no trabalho. Mas Gunter destaca que as evidências atualmente disponíveis indicam que tomar até quatro xícaras de café por dia pode trazer benefícios à saúde, como reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer.

“É senso comum que qualquer bebida, se você consumir em demasia, provavelmente não irá fazer bem para você”, explica ele, “mas não há fortes evidências de que tomar algumas xícaras de café por dia faça mal à saúde. Pelo contrário.”

Ji-Paraná: Prefeitura avança com obras de pavimentação nos bairros Habitar Brasil e Alto Alegre

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Trabalhando para a infraestrutura e melhorias de vias urbanas, a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), está ampliando as ações de pavimentação de ruas em bairros da cidade. Nas últimas semanas, o serviço de pavimentação contemplou os bairros Jardim dos Migrantes (1º distrito), além do Primavera, Habitar Brasil e Alto Alegre, no 2º distrito.

Dando continuidade aos trabalhos, a equipe da Semosp, após concluir o serviço de pavimentação no bairro Primavera ampliou as ações para trechos das ruas Liberdade, Prosperidade e rua Fortuna, no bairro Habitar Brasil.

Na terça-feira (12), a equipe de pavimentação da Semosp iniciou os trabalhos de imprimação em toda a extensão das ruas Martinica e Mônaco, no bairro Alto Alegre. Após processo de salgamento, nesta quarta-feira (13), foi realizada a aplicação da capa asfáltica na via.

Outro trecho de rua beneficiado pela ação de infraestrutura, no bairro, será a rua Padre Franco, que dá acesso à Chácara da Eucatur. A via, que está em fase de preparação da base, será pavimentada a partir da avenida Governador Jorge Teixeira (K-5), até o final do loteamento. As fazem parte do Programa Poeira Zero, do município que nos últimos três anos já asfaltou mais 140 quilômetros de ruas em Ji-Paraná.

BNDES mobiliza mais R$ 7,3 milhões em doações para fortalecer iniciativa Viva Pequena África

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira, 15, no Armazém Kobra, na zona portuária do Rio, três novos doadores para a iniciativa Viva Pequena África: Ford Foundation, Open Society Foundations e Instituto Ibirapitanga. A Ford Foundation e a Open Society Foundations doarão, cada uma, US$ 500 mil (cerca de R$ 2,9 milhões), enquanto o Instituto Ibirapitanga repassará à iniciativa, executada pelo Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), pela PretaHub e pela Diaspora.Black, a quantia de R$ 1,5 milhão.

O anúncio ocorreu durante painel organizado pelo Consórcio Viva Pequena África, com apoio do BNDES, para apresentar a importância do território da Pequena África e as ações em execução e previstas para o território nos próximos anos. “De modo geral, o patrimônio histórico está associado às elites brancas”, lamentou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “A Pequena África é o pré-sal do movimento negro brasileiro: ela tem que ser valorizada como porta de entrada do que é a história do Brasil”.

Para Mercadante, o Cais do Valongo, reconhecido como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tem que estar no centro da identidade brasileira. “Queremos levantar uma memória histórica que tantas vezes tentaram apagar. O primeiro passo é reconhecer aqueles que resistiram no território há tempos”, afirmou.

O diretor da Fundação Ford no Brasil, Atila Roque, concorda. “A iniciativa é um passo importante no esforço de reparação e restauração da memória negra, um passo na construção de um projeto que tenha no legado da Pequena África o fundamento sobre o qual um futuro de igualdade e justiça social possa ser erguido”, afirmou. Atila lembrou que o povo negro teve “uma história marcada pela violência, mas também por sabedorias e aprendizagens que resistem e marcam profundamente o que somos como civilização brasileira”.

Heloisa Griggs, diretora de Aberturas Democráticas na América Latina e Caribe e líder para América Latina e Caribe na Open Society Foundations, afirmou que a instituição celebra a iniciativa e que se orgulha de apoiar esse e outros projetos da sociedade civil para preservar a cultura e a memória negra no país. “Apoiar a iniciativa Viva Pequena África é promover o direito à memória da população afro-brasileira e destacar seu papel essencial na história, no desenvolvimento econômico e na cultura do país, a partir de uma perspectiva reparadora”, dissse. “São as organizações, produtores culturais, artistas e o comércio local que continuam impulsionando a vida cultural e econômica da Pequena África. A democracia se fortalece quando Estado e sociedade civil trabalham juntos”.

Para a diretora de Programas do Instituto Ibirapitanga, Iara Rolnik, o Viva Pequena África é “uma ação estratégica de reconhecimento do papel histórico do Cais do Valongo e sua relação indissociável com as raízes da desigualdade racial no nosso país”. “O apoio do Ibirapitanga tem como premissas a preservação desse território e seu significado, bem como o fortalecimento de organizações da sociedade civil ali presentes capazes de sustentar e salvaguardar essa memória”, assegurou. “Este é um momento de celebração, mas sobretudo, de chamado de toda a sociedade para o envolvimento em ações consistentes de reparação do legado perverso da escravidão.”

A iniciativa Viva Pequena África conta com apoio não reembolsável de R$ 10 milhões do Fundo Cultural do BNDES . Ao todo, está previsto um investimento total de R$ 20 milhões em projetos e ações de capacitação e articulação das instituições de memória africana do território da Pequena África, para fortalecer as instituições culturais ali presentes e, com isso, fomentar o turismo cultural e a comercialização de produtos de afroempreendedores, conectando o território aos principais circuitos turísticos nacionais e internacionais.

Vencedor do processo de seleção pública conduzido pelo Banco para a execução da iniciativa, o Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), pela PretaHub e pela Diaspora.Black. A iniciativa Viva Pequena África se insere em um plano de ação capitaneado pelo BNDES, coordenado conjuntamente pelos ministérios da Cultura e da Igualdade Racial e que contempla também a estruturação do Distrito Cultural da Pequena África, com o desenvolvimento de instrumentos para a sustentabilidade do território, e obras de restauro, intervenções urbanas e implantação de equipamentos a serem definidos.

Segundo o conselheiro estratégico do Ceap, o babalawô Ivanir dos Santos, que é doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o consórcio visa à promoção cultural, pedagógica, turísticas e empreendedora da região da Pequena África. “Não podemos nos esquecer que além de um lugar de memória nacional, ali estão parte das identidades e das resistências negras. Assim, a data de hoje marca mais uma ação de extrema importância para o andamento e fortalecimento das lutas coletivas das comunidades negras no Brasil”, afirmou.

O ponto de partida das ações é o que a Pequena África significa: território de riqueza cultural, social, arquitetônica e econômica que constroem não apenas a memória, mas também a permanência da colaboração da população negra para a identidade brasileira. “Em outras intervenções, mesmo quando voltadas ao resgate histórico e valorização do espaço urbano, o resultado foi a exclusão e a gentrificação, com o encarecimento do custo de vida, expulsão dos antigos moradores e aprofundamento da segregação socioespacial, exatamente porque não se buscou a participação, o empoderamento dos coletivos ali presentes: isso é exatamente o que queremos evitar”, explicou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O território – A Pequena África – termo cunhado pelo sambista e artista plástico Heitor dos Prazeres (1898-1966) – é a área abrangida pelos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, na zona portuária carioca, até hoje ocupada por uma população majoritariamente negra e por instituições da sociedade civil que mantêm vivas a memória e herança africanas, hoje referência internacional da diáspora africana. A área é situada nas imediações do Cais do Valongo, o principal ponto de desembarque e comércio de africanos escravizados nas Américas, que funcionou entre 1811 e 1831. Nessas duas décadas, cerca de 1 milhão de pessoas desembarcaram no Valongo para serem vendidas e transportadas a diversos pontos do País.

O sítio arqueológico foi revelado em 2011, durante as escavações arqueológicas desenvolvidas para a implementação do projeto Porto Maravilha. Em 2017, a Unesco reconheceu o Valongo como Patrimônio Cultural Mundial, por reconhecer nele a mais importante evidência física associada à chegada histórica de africanos escravizados no continente americano.

A iniciativa Viva Pequena África apoiará projetos culturais de cerca de 50 instituições do território. Também vai elaborar, estruturar e implementar proposta para atuação em rede das organizações da Pequena África. Em outra ação, promoverá seminário e elaborará publicação com temática relacionada à iniciativa. Vai ainda levantar e sistematizar saberes sobre o território. Por fim, vai mapear todos os outros territórios representativos da herança cultural africana no Brasil para selecionar quatro deles para integrarem um projeto de preservação.

O BNDES será responsável pela estruturação de uma nova identidade urbanística para a Pequena África, valorizando a sua raiz africana, bem como pela proposição de novos equipamentos para o território, que possam promover o desenvolvimento econômico e social local, gerando oportunidades de renda e evitando a gentrificação. Desde a descoberta do sítio arqueológico do Cais do Valongo, em 2011, o movimento negro articula criação de museu a ser instalado no armazém Docas André Rebouças/Dom Pedro II.

Atividades – Durante a cúpula social do G20, nos dias 14, 15 e 16 de novembro, a partir do seu estande na Praça Mauá, o BNDES oferece visitas guiadas pelo território da Pequena África, um circuito histórico, cultural e gastronômico, passando pela Pedra do Sal (reconhecida como quilombo desde 2005), Morro da Conceição, Largo da Prainha, Casa da Tia Ciata, Instituto Pretos Novos (IPN), Museu da História e Cultura Afro-brasileira (MUHCAB), e se encerrando no armazém Docas/André Rebouças, em frente ao sítio arqueológico do Cais do Valongo.

Nesses três dias, no Armazém Kobra, o consórcio Viva Pequena África promoverá rituais típicos da sua tradição e apresentações performáticas musicais e cênicas, que sairão em cortejo pela calçada do Boulevard Olímpico. Entre as atrações previstas estão o Afoxé Filhos de Gandhi e declamação de poesias.

Decoração de Natal no Parque da Cidade proporciona mais atrativo de lazer em família para os porto-velhenses

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O Parque da Cidade, palco do Natal Porto Luz, já se tornou cartão-postal da capital durante o período natalino. O projeto, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, segue em sua 4ª edição e promete superar a expectativa de público em comparação ao ano passado, ultrapassando a marca de 300 mil pessoas. O ambiente está todo decorado e conta com diversas novidades, proporcionando mais opções de lazer e diversão para as famílias.

Até o dia 5 de janeiro de 2025, os portões do parque estarão abertos para visitação, de forma gratuita, das 17h às 23h, incluindo finais de semana e feriados, com segurança mantida para a tranquilidade da população, e com a presença da equipe da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) para garantir a segurança no tráfego da região.

Quem transita pelo local já percebe a grandiosidade das peças decorativas, que são disponibilizadas em todo o ambiente do parque. A decoração temática proporciona um ambiente acolhedor, familiar, com espaços para registros fotográficos dos visitantes e muita diversão. Neste ano, a novidade começa logo pela entrada principal, com o cenário montado, simbolizando a “Vila Natalina”.

Os visitantes percorrem o corredor iluminado com lâmpadas de LED, tendo acesso aos adereços de decoração até chegar à casa do Papai Noel. São mais de 20 mil metros de cordões compostos com mais de dois milhões de lâmpadas de LED, distribuídos por todo o ambiente. O espaço também conta com uma árvore de Natal de 35 metros e a famosa neve, instalada ano passado, e devido ao sucesso, foi mantida na decoração.

A grande novidade nessa edição é a instalação de uma roda gigante de 22 metros de altura, com 16 cabines, totalmente iluminada e decorada. Os visitantes podem desfrutar do ambiente e de uma voltinha na roda gigante, gratuitamente. Para quem passeia pelo Porto Velho Shopping, também poderá ter acesso ao parque, através da ponte metálica com guarita e muitos adereços natalinos.

SETOR HOTELEIRO

O cenário diferente, repleto de luzes e cores, que tem externado a magia do Natal, tem atraído os olhares das famílias de Porto Velho e de outros municípios do estado, aquecendo o setor hoteleiro da cidade e a economia local. Foi pensando nisso, que a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), por meio do Departamento de Fomento ao Turismo (Defotur), firmou parceria com hotéis da cidade, fornecendo descontos durante os meses de novembro e dezembro deste ano.

Aposentados com doenças graves são isentos de IR, diz Justiça Federal

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As pessoas acometidas por doenças graves têm direito à isenção fiscal sobre os rendimentos de aposentadoria e previdência complementar, independentemente da contemporaneidade dos sintomas.

Com base nessa premissa, a Justiça Federal concedeu isenção de Imposto de Renda (IR) em duas ações envolvendo aposentados portadores de doenças graves, além da restituição dos valores pagos nos últimos anos.

Nas sentenças, proferidas no Distrito Federal, a Justiça analisou pedidos que reivindicaram o direito de não pagar o tributo sobre aposentadorias e resgates de previdência privada com base em dispositivo da Lei nº 7.713, de 1988.

Em um dos casos, a autora, que foi diagnosticada com câncer, requereu a isenção, mas teve o pleito negado pela Receita Federal. Ela, então, processou a União e obteve uma liminar. Ao confirmar a decisão, a juíza substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, observou que o artigo 6º, inciso XIV, da Lei 7.713 de fato isenta do Imposto de Renda os proventos de aposentadoria recebidos por portadores da doença.

“No caso dos autos, foi deferido administrativamente pela Receita Federal, após decisão proferida por este juízo, o benefício de isenção de imposto de renda, considerando laudo médico oficial que constatou que a autora é portadora de neoplasia maligna (câncer)”, anotou a juíza.

Quanto à isenção sobre resgates referentes a planos de previdência privada, a julgadora explicou que o Superior Tribunal de Justiça tem entendimento pacificado no sentido da aplicação da Lei nº 7.713/88 também para tais valores.

Cegueira e Alzheimer

No segundo caso, o espólio do autor acionou a União após a Receita negar a isenção do IR sobre a pensão e a previdência privada do aposentado, que foi declarado com cegueira monocular e Alzheimer.

Responsável por analisar o pedido, a juíza Magnolia Silva da Gama e Souza, do Juizado Especial Cível da 11ª Vara de Execução Fiscal do DF, disse que a lei sobre a isenção requerida é aplicável tanto à cegueira parcial quanto à total, conforme a jurisprudência do STJ.

“É suficiente a comprovação da cegueira monocular desde janeiro de 2019, doença grave que por si só permite o gozo da isenção do imposto de renda”, disse a juíza, que determinou a devolução dos valores pagos indevidamente desde março daquele ano.

Atuou em defesa dos autores o tributarista e sócio do Lavocat Advogados Fernando Lima.

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