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terça-feira, julho 14, 2026
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Investimentos do Governo de RO refletem na redução do índice de crimes violentos, em 2023

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O trabalho das Forças de Segurança Pública estaduais, aliado aos investimentos desenvolvidos pelo Governo de Rondônia, refletiu positivamente na diminuição de 15,83% nos crimes violentos no Estado, entre janeiro e dezembro de 2023, comparado ao mesmo período de 2022. Os dados são do Observatório da Segurança Pública de Rondônia e destacam o índice, por gênero das vítimas e tipo de crime.

Com foco no fortalecimento da segurança pública, o Governo do Estado fez investimentos em equipamentos, armas, veículos, reestruturação e valorização profissional para as forças de segurança, com mais de 100 milhões investidos no ano de 2023.

Essas aplicações não só melhoram a capacidade de resposta das forças policiais, mas também demonstram o empenho do Governo de Rondônia, em proporcionar um ambiente seguro e protegido para todos os cidadãos. Com equipamentos de última geração, armas adequadas e uma frota de veículos bem equipada, as forças policiais estão mais preparadas e reforçadas para a segurança da sociedade.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha destacou que, “a redução se deve principalmente ao trabalho coordenado de repressão e investigação das polícias, combinado aos investimentos aplicados pelo Governo do Estado para melhorar o desempenho das forças policiais estaduais, bem como a valorização do profissional”, disse.

O secretário da Sesdec, Felipe Bernardo Vital explicou que, as operações desempenharam um papel crucial na redução dos crimes. Destacou ainda que as operações policiais do programa são direcionadas às áreas com maior incidência de crimes, onde a presença policial é ainda mais necessária.

PROGRAMA CIDADE SEGURA

Com vários eixos de atuação, o programa da Sesdec tem várias frentes, entre elas:

  • Operação Máximus, que visa coibir o furto e o roubo, bem como os crimes contra a vida;
  • Operação Disque Silêncio, para averiguação de crimes de perturbação do sossego;
  • Operação Reforço Policial, que visa diminuir o tempo de resposta da polícia no atendimento das solicitações, através do telefone 190;
  • Operação Visibilidade, que busca trazer sensação de segurança à sociedade, com pontos fixos em cruzamentos com grande fluxo de pessoas, nos horários de maior movimento;
  • Operação Fio Desencapado, que busca inibir o mercado ilícito de cobre na Capital, bem como hidrômetros, fios elétricos, alumínio e baterias, atuando diretamente nas empresas que compram esses materiais.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, SPFC lança linha para neurodivergentes

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No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 02 de abril, o São Paulo anunciou o lançamento de uma linha de produtos para neurodivergentes.

Serão sete produtos, aos quais os royalties serão revertidos pelo clube ao Instituto Jô Clemente (IJC), organização que há mais de 63 anos promove saúde e qualidade de vida às pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras, além de ser referência no Teste do Pezinho no Brasil com o maior laboratório em número de exames.

O desenvolvimento dos materiais foi feito em parceria com a Spider P&E, empresa especializada na elaboração de equipamentos para integração sensorial e na concepção de ambientes de acomodação e regulação.

No site oficial do Tricolor, está a explicação sobre a linha e outras ações que serão colocadas em prática em prol da conscientização do Autismo. Confira:

“Dentro dessa linha de produtos, há o Cordão de Girassol, reconhecido por lei na identificação de pessoas com deficiências ocultas – como o autismo. Para isso, foi estabelecida uma parceria com a Hidden Disabilities Sunflower, organização social global que possui patente sobre o cordão e defende uma atuação focada em promover o acolhimento de pessoas com deficiências ocultas, já tendo estabelecido parcerias com o Chelsea FC, Liverpool FC e diversos aeroportos ao redor do mundo.  

A HD Sunflower promoverá aos colaboradores do São Paulo FC um treinamento online visando a conscientização e o atendimento inclusivo em suas instalações, tornando-se o primeiro clube da América Latina a ser certificado globalmente pela empresa no apoio a pessoas com deficiências e condições ocultas. Dessa forma, o uso do cordão permitirá que os colaboradores do São Paulo FC identifiquem facilmente àqueles que possam precisar de assistência extra.

Além disso, em parceria com a Ademicon, patrocinadora do Tricolor, serão disponibilizados gratuitamente os Cordões de Girassol personalizados do clube. Os itens terão estoque limitado e poderão ser retirados no MorumBIS e nas lojas SAO por pessoas com deficiências e/ou condições ocultas. A retirada também pode ser feita pelos responsáveis legais, desde que a pessoa com direito ao Cordão esteja presente no local.

Por fim, em abril, será realizada uma ação na primeira partida do Campeonato Brasileiro do ano no MorumBIS em que haverá a entrada dos atletas com crianças autistas utilizando o Cordão de Girassol e o abafador licenciado do clube, visando propagar a importância da identificação do cordão para um melhor acolhimento dessas pessoas na sociedade”.

Estrutura da ponte do rio Jamari não foi afetada e trânsito continua liberado na RO-459

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A equipe técnica do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER-RO) agiu rapidamente, na segunda-feira (1°), para reparar rachaduras que surgiram no aterro da cabeceira da ponte no rio Jamari, localizada na RO-459, que interliga o município de Alto Paraíso à BR-364 e a outras regiões.

O diretor-geral do DER-RO, Eder Fernandes esteve presente no local para supervisionar os trabalhos, e explicou que, o incidente foi causado por uma leve movimentação do solo. “Nossas equipes, incluindo engenheiros, laboratório e topografia, estão avaliando a situação para entender as necessidades de adaptação do terreno”, ressaltou.

Com as ações desenvolvidas, a equipe do DER-RO reforça o análise e manterá monitoramento para acompanhar as movimentações do terreno e ao mesmo tempo destaca que os reparos foram feitos de forma célere para manter o trânsito seguro.

Fernandes assegurou que os reparos necessários nas rachaduras do asfalto e nos suportes do aterro foram concluídos. “Queremos assegurar à população que não há perigo algum e que o tráfego está totalmente liberado, em ambas as direções”, afirmou.

Pacheco cita separação dos Poderes e exclui reoneração dos municípios

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O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), citando o princípio da separação dos Poderes da República, excluiu a reoneração da folha de pagamento dos municípios brasileiros do texto da Medida Provisória (MP) 1.202/2023. A decisão foi tomada por Pacheco nessa segunda-feira (1º) ao prorrogar, por mais 60 dias, os efeitos da MP, mas com a derrubada da parte que trata da reoneração de 8% para 20%.

O presidente do Congresso argumentou que “o poder de editar medidas provisórias não pode ter o condão de frustrar prontamente uma decisão tomada pelo Poder Legislativo”, acrescentando que a MP estaria “em evidente conflito com o princípio da separação dos Poderes”.

Editada no fim do ano passado, essa medida provisória, originalmente, pretendeu reonerar a folha de pagamento de 17 setores econômicos, dos municípios com até 156 mil habitantes e também acabar com os incentivos tributários do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O governo defendeu que a medida era necessária para cumprir a meta de déficit fiscal zero prevista para 2024.

A edição dessa MP gerou atritos com o Legislativo uma vez que o Congresso Nacional havia derrubado, poucos dias antes, o veto presidencial que tinha barrado a desoneração desses impostos dos municípios e dos 17 setores econômicos. Após negociações com os parlamentares, o governo recuou e editou nova MP, em fevereiro deste ano, excluindo a reoneração dos 17 setores econômicos, mas mantendo a dos municípios e as mudanças no Perse.

De acordo com Pacheco, pela regra da noventena – prazo de 90 dias para que uma lei de alteração de tributos passe a ter efeito, as prefeituras passariam a sofrer os efeitos da reoneração de impostos nesta terça-feira (2). Em vez dos atuais 8% de alíquota de contribuição previdenciária sobre as folhas de pagamentos, passariam a arcar com 20% de alíquota.

Em nota encaminhada à imprensa, Pacheco destacou que a discussão sobre o tema deve ser feita via projeto de lei, e não por medida provisória. Ao contrário do projeto de lei, a MP tem efeitos imediatos, apesar de precisar ser confirmada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias.

“Estamos abertos à discussão célere e ao melhor e mais justo modelo para o Brasil. Mas, de fato, uma MP não pode revogar uma lei promulgada no dia anterior, como se fosse mais um turno do processo legislativo. Isso garante previsibilidade e segurança jurídica para todos os envolvidos”, completou Pacheco.

Ministério da Saúde adota esquema de vacinação em dose única contra o HPV

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O Ministério da Saúde tem uma nova estratégia de vacinação contra o HPV: a partir de agora, o esquema será em dose única, substituindo o antigo modelo em duas aplicações. Com isso, a pasta praticamente dobra a capacidade de imunização dos estoques disponíveis no país. A ideia é intensificar a proteção contra o câncer de colo do útero e outras complicações associadas ao vírus. A mudança foi publicada em Nota Técnica nesta segunda-feira (1º). Os participantes da Câmara Técnica Assessora (CTAI) referendaram a decisão na reunião mais recente do colegiado.

O principal objetivo é aumentar a adesão à vacinação e ampliar a cobertura vacinal, visando eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública. A recomendação da dose única foi embasada em estudos com evidências robustas sobre a eficácia do esquema frente às versões com duas ou três etapas. Além disso, o esquema segue as recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O público-alvo continua sendo formado por meninas e meninos de 9 a 14 anos, visando protegê-los antes da exposição ao vírus. O grupo prioritário também inclui pessoas com imunocomprometimento, vítimas de violência sexual e outras condições específicas, conforme disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), podendo receber a vacina até os 45 anos.

Além disso, a nota técnica recomenda que os estados e municípios realizem busca ativa para garantir que jovens brasileiros de até 19 anos tenham acesso à vacina contra o HPV. Nesses casos, poderão receber o esquema em dose única todas as pessoas dentro dessa faixa etária que não receberam uma ou duas doses do imunizante no período recomendado. O Brasil se junta a 37 países que já adotaram o esquema de dose única, seguindo recomendações internacionais e buscando resultados positivos na proteção da população contra o vírus HPV.

Número de doses aplicadas em 2023 é o maior desde 2018

Em 2023, foram aplicadas mais de 6,1 milhões de doses da vacina contra o HPV. O número é o maior desde 2018 (5,1 milhões) e representa um aumento de 42% em relação a 2022, quando foram aplicadas pouco mais de 4 milhões de doses. Essa retomada é fruto do esforço de estados e municípios que se juntaram ao Ministério da Saúde no Movimento Nacional pela Vacinação, revertendo a tendência de queda nas coberturas dos principais imunizantes do calendário definido pelo PNI.

Marcos Rocha anuncia comissão do agro para regularização fundiária em Rondônia

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O Governador Marcos Rocha atendeu nesta segunda-feira, 1, representantes do agronegócio rondoniense no Palácio Rio Madeira – Sede do Governo em Porto Velho para uma troca de ideias voltadas ao fortalecimento das políticas públicas do Poder Executivo em benefício do setor. O Governador proporcionou a oportunidade de os participantes apresentarem propostas de novos investimentos ao setor produtivo e ao mesmo tempo explicou os desafios que a administração pública enfrenta em todos os sentidos, além de apresentar os avanços obtidos no curso de sua gestão.

Durante o encontro, ficou constatado que a preocupação do Governador em aplicar medidas urgentes para acelerar o processo de regularização fundiária é também a principal reivindicação do grupo que esteve reunido com o Poder Executivo na tarde desta segunda-feira. Marcos Rocha propôs a criação de uma comissão estadual consultiva por meio da qual o Governo e setores do agronegócio estarão alinhados no mesmo sentido. “Eu sempre estou à disposição do agronegócio de Rondônia porque o setor é uma das bases desta gestão e da economia do Estado. Estamos fazendo tudo o que o Governo pode para ampliar os investimentos para incentivar o setor e agora chegou a vez de fomentar ainda mais o processo de regularização fundiária”, comentou o Governador após o encontro.

Ainda segundo Marcos Rocha, o foco neste momento é garantir a segurança jurídica das famílias do campo para que possam investir nas propriedades. “Com terra regularizada, o produtor consegue mais crédito e consequentemente impulsiona sua produção. Todo mundo sai ganhando com isso, pois há mais recurso em circulação na economia, mais geração de emprego, renda e oportunidades”, destacou o chefe do Poder Executivo. Rondônia vem se destacando positivamente no agronegócio com o apoio e o empenho do Governo de Rondônia, que não tem medido esforços para fomentar novas culturas e ampliar o desenvolvimento socioeconômico do Estado. “Hoje somos referência na produção de café, cacau, soja, milho, leite e seus derivados e principalmente na pecuária. O Estado tem feito sua parte nesse sentido e com essa soma de esforços vamos avançar ainda mais”, arrematou o Governador.

Dez anos da cheia histórica do Rio Madeira: as marcas permanentes do maior desastre natural de Rondônia

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Nas paredes de residências, em pontos turísticos e históricos e, sobretudo, na memória da população ainda existem as marcas do maior desastre natural que já ocorreu em Rondônia: a cheia histórica do Rio Madeira, em 2014.

“É uma coisa que a gente não gosta nem de lembrar”, comenta Nájila, líder comunitária de São Carlos, comunidade ribeirinha do Baixo Madeira, em Porto Velho. 

Os relatos remontam o cenário: mais de 30 mil famílias atingidas em 17 bairros, três distritos e todas as comunidades ribeirinhas da capital rondoniense. Cidades como Cacoal, Rolim de Moura, Pimenteiras do Oeste, Costa Marques e Guajará-Mirim também foram afetadas.

O pico da cheia foi no dia 30 de março de 2014, quando o rio chegou ao nível de 19,74 metros: o mais alto já visto em séculos; quase três metros acima da cota de inundação.

Rápido e furioso

Residências, comércios, cemitérios e pontos turísticos/históricos: tudo foi inundado pela água do rio Madeira em grande velocidade e uma força feroz nos meses de fevereiro e março de 2014. São Carlos foi uma das 50 comunidades ribeirinhas de Porto Velho atingidas pela cheia.

“Nós tivemos famílias que não saíram [da comunidade]. Morava por cima das tábuas, dentro de casa e ficaram lá com medo de perder sua moradia”, relembra Nájila.

Uma dessa famílias foi a de Leonor. Ela viu todo mundo sair de casa às pressas, mas decidiu ficar, junto com o marido. Por meses, eles “acamparam” em um barco, próximo à residência, esperando a água baixar.

Diversos moradores, das zonas ribeirinhas e da zona urbana, viram suas casas e estabelecimentos comerciais destruídos e as plantações que garantiam o sustento das famílias debaixo d’água.

“Eu nasci e me criei aqui [na zona ribeirinha]. Passei duas enchentes grandes: a de 1997 e a de 2014. Em 2014 foi quando eu mais chorei, todo dia eu chorava. Perdi a minha casa, perdi tudo. Nossas plantações centenárias que meu avô plantou, perdemos tudo”, relembra Severino Nobre, morador da comunidade de Cujubim Grande, no Médio Madeira. 

Bens históricos da capital também foram invadidos pelas águas do Madeira: o Complexo Turístico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, obra centenária e patrimônio histórico nacional, ficou praticamente embaixo da água.

“Nós saímos em um dia, quando retornamos no dia seguinte a água já estava em torno de 30 cm dentro dos pavilhões, inclusive dos museus. Nós passamos aquele desespero para levantar as peças do museu, quando foi no fim da tarde, a gente já cansado, a água já tava quase onde a gente tinha botado as peças”, relembra o ferroviário Antônio Moisés.

Isolados

O fornecimento de água potável de quatro distritos foi interrompido e a energia elétrica foi desligada em vários pontos de Porto Velho, segundo a Defesa Civil.

Além disso, a economia da região foi intensamente afetada. A região portuária foi comprometida, dificultando a distribuição de bens, combustíveis e alimentos para Rondônia e outros estados.

Grande parte da BR-364 ficou coberta por água, afetando um dos principais corredores logísticos da região Norte. Como a rodovia é a única via terrestre que liga o Acre ao restante do país, o estado ficou isolado e enfrentou um dos momentos mais críticos. O governador em exercício à época chegou a decretar estado de emergência.

Homem nada ao lado de carretas na BR-364, inundada pelo Rio Madeira, em 2014 — Foto: Sérgio Vale/Secom Acre/Arquivo

A luta e a reconstrução

Por meses, órgãos como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e as administrações públicas estadual e municipal se empenham para socorrer e subsidiar as famílias afetadas pela cheia histórica.

Uma das forças que integrou as equipes de socorro foi o sargento do Corpo de Bombeiros, Silveira. Nascido e criado em São Carlos, ele precisou voltar ao local de origem para pedir que as pessoas abandonassem as próprias residências por causa do risco que corriam.

“Acompanhei todo o sofrimento sendo que eu fui criado aqui. Foi complicado ver as pessoas com aquela esperança de que o rio não subisse tanto e a gente tendo que aconselhar e convencê-los a sair. É complicado a pessoa sair do seu lar”, conta.
Distrito de São Carlos, alagado pela cheia do Rio Madeira — Foto: Decom/divulgação

Depois de meses, quando as águas finalmente baixaram e as famílias retornaram para suas casas, foi iniciada uma força tarefa para reconstrução do lar e das próprias histórias .

“Tivemos apoio dos governantes? Tivemos. Mas a maior força foi a nossa. A vontade de sair para onde nunca deveríamos ter saído”, relembra Nájila. 

Depois de tudo limpo e reerguido, as marcas do que aconteceu em 2014 são permanentes, tanto nas paredes da residência de Leonor, nas colunas da igreja histórica de São Carlos e na memória de todo mundo que presenciou o maior desastre natural de Rondônia.

Leonor mostra até onde a água chegou em sua residência durante a cheia de 2014 em São Carlos, distrito de Porto Velho — Foto: Edson Gabriel/Rede Amazônica

Evento histórico e incomum

“O que aconteceu em 2014 foi um evento muito atípico. Se a gente pegar a série histórica, não consegue notar uma tendência. […] Desde 1971 essas cheias acontecem mais ou menos dentro de uma média. Essa de 2014 escapou totalmente deste ‘normal’”, aponta o Pesquisador em Geociências pelo Serviço Geológico do Brasil, Marcus Suassuna.

O rio Madeira é um dos maiores do Brasil e banha três países: Brasil, Bolívia e Peru. De acordo com pesquisadores, a cheia de 2014 foi motivada por chuvas extremas e constantes em toda a Bacia do rio.

“A gente naquele ano viveu um fenômeno. Geralmente em dezembro e janeiro é muito comum que a Amazônia envie chuva pro restante do Brasil. Cria-se um corredor de umidade. Naquele ano esse corredor não se formou. É como se a umidade atmosférica tivesse ficado represada na Amazônia”, explica Rafael Franca, doutor em Geografia e Climatologia.

RO Rio Madeira Ave pousa sobre telhado de casa alagada em Brasileira, no Baixo Madeira, em Porto Velho — Foto: Ivanete Damasceno/G1

O extremo oposto

Dez anos depois da cheia histórica do rio Madeira, a preocupação de pesquisadores, especialistas e órgãos responsáveis pelo monitoramento do rio é outra: a seca extrema. Em 2023, o Madeira ficou abaixo de 1,20 metros: o menor nível da história.

Montanhas de pedras e bancos gigantes de areia se formaram onde antes só era possível ver água. A paisagem de água em abundância se transformou em uma imagem semelhante ao deserto. As famílias ribeirinhas que antes tiveram as casas invadidas pela água sofreram justamente pela ausência dela.

“Aqui tá todo mundo sem acesso à água potável, os poços secaram e a água [que restou] está amarela, suja. Está uma crise horrível, tudo seco, as praias enormes”, relatou Severino Nobre, à época.

Meses depois da escassez de água, os órgãos competentes preveem uma seca ainda mais severa no estado de Rondônia.

“Hoje a gente tá em um cenário muito diferente. O esperado para esse período do ano seria algo em torno de 14 metros: o rio está bastante baixo. A estação chuvosa começou tardiamente e está bem fraca. Das piores secas [da história], quatro aconteceram nos últimos anos”, comenta Marcus Suassuna.

Nas comunidades ribeirinhas, o medo da cheia deu lugar a outro:

“Sem água ninguém vive, a água é fonte de vida”, aponta Leonor.

Concurso com mais de 170 vagas é aberto pela prefeitura de Ouro Preto do Oeste, RO

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A prefeitura de Ouro Preto do Oeste (RO) abriu inscrições do Concurso Público para contratação de profissionais de nível fundamental, médio, técnico e superior. Ao todo, 175 vagas foram abertas.

As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de junho, pelo site do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE). As remunerações variam de R$ 969,70 a R$ 4.420,55 ao mês, a depender do cargo pretendido.

A taxa de inscrição varia de R$ 60 a R$ 200 e a isenção pode ser solicitada entre os dias 8 e 9 de abril.

Abaixo, veja todos os cargos com vagas disponíveis:

 

  • Advogado;
  • Arquiteto;
  • Assistente Social;
  • Auditor Fiscal;
  • Biólogo;
  • Controlador Interno;
  • Enfermeiro;
  • Engenheiro Agrônomo;
  • Engenheiro Ambiental;
  • Engenheiro com Espec. Segurança do Trabalho;
  • Engenheiro Florestal;
  • Farmacêutico/Bioquímico;
  • Fisioterapeuta;
  • Fonoaudiólogo;
  • Gestor Ambiental;
  • Médico Anestesista;
  • Médico Cardiologista;
  • Médico Cirurgião Geral;
  • Médico Clínico Geral;
  • Médico do Trabalho;
  • Médico Ginecologista/Obstetra;
  • Médico Ortopedista;
  • Médico Pediatra;
  • Médico Pneumologista;
  • Médico Psiquiatra;
  • Médico Ultrassonografista;
  • Médico Veterinário;
  • Nutricionista;
  • Odontólogo;
  • Orientador Escolar Pedagogo;
  • Pedagogo;
  • Procurador do Município;
  • Professor N II Pedagogo 40h;
  • Professor N II Pedagogo 30h;
  • Professor N II Educação Física;
  • Profissional de Educação Física;
  • Psicólogo;
  • Psicopedagogo;
  • Supervisor Escolar Pedagogo;
  • Terapeuta Ocupacional;
  • Agente Administrativo;
  • Agente de Combate às Endemias;
  • Agente de Controle Fiscalização;
  • Agente de Trânsito;
  • Fiscal Ambiental;
  • Orientador Social;
  • Agente Comunitário de Saúde;
  • Técnico Educacional;
  • Técnico em Enfermagem;
  • Técnico em Higiene Bucal;
  • Técnico em Informática – TI;
  • Técnico em Radiologia;
  • Técnico Florestal;
  • Artesão;
  • Auxiliar Administrativo;
  • Motorista de Ambulância;
  • Motorista de Transporte Escolar;
  • Motorista de Ônibus;
  • Operador de Escavadeira Hidráulica;
  • Operador de Motoniveladora;
  • Operador de Pá Carregadeira;
  • Operador de Retroescavadeira;
  • Recepcionista;
  • Agente de Serviços Diversos;
  • Agente de Portaria e Vigilância;
  • Agente de Limpeza e Conservação;
  • Borracheiro;
  • Cozinheira;
  • Eletricista de Veículos;
  • Mecânico de Veículos Leves e Pesados;
  • Merendeira;
  • Motorista de Veículos Pesados;
  • Motorista de Veículos Leves;
  • Soldador.

Vídeo: Com mais 50 novos ônibus, Porto Velho agora tem a frota mais nova entre as capitais brasileiras

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O tempo de colapso e de serviço precário de transporte coletivo ficou para trás. Com a chegada de mais 50 novos ônibus, a frota de Porto Velho agora é a mais nova e moderna entre as capitais brasileiras, uma conquista para os cerca de 900 mil usuários mensais do sistema público de transporte. A frota conta com 120 veículos, fabricados em 2020 e 2024.

O prefeito Hildon Chaves fez a entrega simbólica dos 50 novos veículos à população, na manhã deste sábado (30), na avenida Santos Dumont.

“É mais uma conquista para Porto Velho, que pudemos proporcionar na nossa gestão: um transporte coletivo novo, moderno, confortável e com segurança para os usuários e também motoristas. A capital agora tem a frota mais nova entre todas as capitais brasileiras”, celebrou o prefeito.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran), são 900 mil passageiros transportados mensalmente no transporte público de Porto Velho, com cerca de 450 mil desse total sendo as gratuidades. “A capital agora é destaque no sistema de transporte e isso é um grande avanço, que precisa ser de conhecimento de todos”, completou o secretário da Semtran, Anderson Pereira.

MODERNOS

 Apache Vip saem de fábrica com preparação para a instalação de microcâmeras internas e externas

Os novos ônibus que chegam para atender à população de Porto Velho são os modernos Apache Vip da Caio, que possuem embarque dianteiro e são divididos em dois tipos de chassis: de 17 toneladas, com lotação para 84 pessoas, e de 15 toneladas, que possui capacidade para 71 pessoas em média, conforme a configuração do salão interno de cada modelo. Com 12.735mm e 11.350mm de comprimento respectivamente, os ônibus foram projetados para que a operação seja otimizada.

O motorista Ricardo Oliveira, que faz a linha Ulysses Guimarães via Tancredo Neves, comemorou a chegada dos novos veículos.

“Ônibus novinho, confortável, espaçoso, com vidros escuros que facilitam o trabalho do ar condicionado. Os motoristas também são beneficiados, dirigindo veículos seguros e fáceis de manobrar”, afirmou.

Os ônibus também possuem sistema de iluminação em LED, ar-condicionado e janelas com vidros total colados na cor fumê, que proporcionam maior conforto térmico no interior dos veículos. Estofadas, as poltronas dos passageiros possuem unidades reservadas para pessoas com deficiência (PcD), mobilidade reduzida e idosos. Em todo o salão interno há pontos de tomadas USB para recarga de dispositivos móveis.

Para completar a acessibilidade, os veículos contam com elevador e área exclusiva para cadeirantes ou pessoas com deficiência visual, acompanhadas por cão-guia.

Além disso, todos os Apache Vip saem de fábrica com preparação para a instalação de microcâmeras internas e externas, sistema wi-fi, receptor de GPS, rádio, validadores eletrônicos e catracas.

Saiba o que é o pó branco na casca da manga

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Você já se deparou com uma manga de casca esbranquiçada na feira ou no mercado?

Quem pensa que é agrotóxico está pensando errado. Esse produto branco é um pó de rocha que se chama caulim e não é tóxico. O produto é usado por agricultores para proteger a manga de queimaduras do sol, durante o período de cultivo.

Do contrário, a fruta fica com manchas escuras (como no vídeo acima), perdendo o seu valor comercial, disse o produtor rural Eduardo Nakahara, da Frutecer, durante uma visita do g1 a uma plantação de manga, no Vale do São Francisco, em Petrolina (PE), em outubro.

O uso do caulim como protetor solar não é exclusivo das plantações de manga. Ele é muito utilizado no Brasil em lavouras de melancia e laranja, por exemplo. E pode servir como adubo e fertilizante em plantações diversas, segundo a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para serem exportadas, as mangas passam pelo processo de lavagem, que retira o caulim das frutas antes de serem distribuídas para comercialização fora do país. Mas muitos comerciantes brasileiros acabam dando preferência para as frutas com o pó branco por acreditarem que, assim, não estão comprando as sobras do que o produtor rural não quis exportar.

De qualquer forma, ao ver uma manga com resquício do produto na casca, não é preciso descartá-la. Basta lavar e consumir normalmente.
Execução da Aldir Blanc em Rondônia é apurada pelo MPF após relatos de atrasos

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Fagner Peixoto no PodRondônia fala sobre trajetória no campo, agronegócio, cafeicultura, obras públicas e desenvolvimento de Rondônia

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Fagner Peixoto relembra a origem no campo, a força da família, o agro, o café e a atuação em obras públicas.
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