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sexta-feira, julho 24, 2026
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Câmera fotográfica que será usada na Lua é testada na Europa

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Quando astronautas voltarem a pisar na Lua (o que está previsto para acontecer dentro de dois ou três anos), eles obviamente vão tirar muito mais fotos do que qualquer outro ser humano que já esteve por lá.

Em comunicado, a Agência Espacial Europeia (ESA), parceira da NASA no Programa Artemis, afirmou estar ajudando no desenvolvimento da melhor câmera possível para ajudar os futuros exploradores lunares neste trabalho.

De nome Câmera Lunar Universal Portátil (HULC), o instrumento, projetado pela equipe de engenharia do Centro Espacial Marshall, da NASA, foi testado recetemente em Lanzarote, na Espanha, pelos membros do PANGEA*, um programa da ESA que visa preparar astronautas para se tornarem cientistas de campo eficazes para futuras missões à Lua. 

Durante os testes, uma equipe internacional experimentou a capacidade da câmera em cenários de exploração geológica que se assemelham às paisagens lunares.

Os astronautas testaram a câmera tanto na luz do dia quanto em lugares com pouca iluminação, como cavernas vulcânicas, simulando condições extremas do ambiente lunar. Entre os participantes do teste estavam:

  • Thomas Pesquet, da ESA
  • Jessica Wittner, candidata a astronauta da NASA
  • Takuya Onishi, da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA)

As atividades de exploração foram registradas no Livro de Campo Eletrônico da ESA, que permitiu que geólogos acompanhassem os trabalhos da sala de ciências do PANGEA, enquanto recebiam áudios e vídeos em tempo real.

A câmera também foi utilizada em ambientes com pouca iluminação

Importância das fotos da Lua

A captura de imagens na Lua é fundamental para documentar descobertas científicas. Sob condições extremamente difíceis, os astronautas irão fazer desde capturas próximas até vídeos e imagens panorâmicas da superfície lunar.

As condições para a fotografia serão complicadas de várias maneiras, desde operar a câmera com luvas até níveis de luz muito baixos e grande contraste entre fontes claras e escuras.

No desenvolvimento do acessório, foram considerados os três principais desafios da captura de imagens na Lua: efeitos térmicos, de vácuo e de radiação, além da natureza abrasiva da poeira lunar.

Assim, câmeras profissionais com alta sensibilidade à luz e lentes de última geração foram adaptadas com a adição de uma manta para protegê-las da poeira e das temperaturas negativas, além de botões mais ergonômicos para que possibilitam o manuseio com as luvas grossas dos astronautas.

A HULC será a primeira câmera mirrorless para uso portátil no espaço. Esse é um tipo de câmera que dispensa o mecanismo de espelho existente nos modelos de reflexo digital de lente única (DSLR). A ausência de espelhos deixa o equipamento menor e mais leve, mas mantendo características como lentes intercambiáveis e imagens de alta qualidade.

Os testes no PANGEA não são os únicos a serem feitos com a câmera lunar da NASA, que será inaugurada na missão Artemis 3. Em breve, um protótipo será lançado para Estação Espacial Internacional (ISS) para testes adicionais.

Chamada Escolar para o ano letivo de 2024 inicia 1º de novembro para estudantes da Rede Estadual de Ensino

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Inicia no dia 1º de novembro, o período da Chamada Escolar Pública Online 2023, para os estudantes que por algum motivo, estão fora da sala de aula e desejam ingressar na rede pública estadual de ensino, no ano letivo de 2024. O encerramento acontece dia 30 de novembro, segundo informou o Governo de Rondônia.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação – Seduc, a Chamada Escolar Pública Online 2023 tem por finalidade convocar os cidadãos que estão sem estudar e buscam retornar à escola para prosseguimento de seus estudos.

Os pais ou responsáveis pelos estudantes interessados em ingressarem na rede estadual de ensino, poderão clicar no banner da chamada escolar em destaque, no portal da Seduc ou diretamente pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdyIPSzkk_q2TDBQKsbOaKmKSzJuUpjQlMnYQ__-fpnB2WMIw/closedform.

O formulário deve ser preenchido corretamente com os dados do estudante, bem como, a escolha da unidade escolar mais próxima da residência, de acordo com o município em que o estudante mora.

Para obter mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos números (69) 3212-8201, 3212-8204, 3212-7271, 3212-8203 e 3212-7270. Os técnicos da Coordenadoria de Acompanhamento e Informação Educacional da Seduc estarão disponíveis para esclarecer dúvidas.

Reforma tributária: relator no Senado propõe mais recursos para estados e revisão de benefícios a setores a cada 5 anos

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O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou nesta quarta-feira (25)) a primeira versão de seu relatório sobre a mudança nos impostos sobre o consumo.

Entre os pontos alterados em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados em julho, estão:

  1. aumento do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) dos estados;
  2. um mecanismo que institui uma revisão periódica a cada cinco anos dos benefícios que reduzem a tributação de setores específicos da economia.
  3. um artigo que limita a carga tributária dos impostos sobre o consumo a uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) – com base na média da receita no período de 2012 a 2021.

A reforma tributária ainda precisa passar por comissões e pelo plenário do Senado. Se houver mudanças no conteúdo, o texto volta à Câmara, a quem cabe a análise final. Em seguida, se aprovado, o texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa de Eduardo Braga é votar seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado Federal entre os dias 7 e 9 de novembro.

Entenda, no texto abaixo, como ficou o nova versão da reforma tributária nos seguintes pontos:

Mais dinheiro para os estados

O texto aprovado pela Câmara em julho prevê que o valor colocado pela União no fundo para os estados crescesse gradativamente, a partir de 2029, até chegar ao patamar anual de R$ 40 bilhões a partir de 2033.

Os valores visam dar condições aos estados para o desenvolvimento de atividades produtivas.

Após negociações com os governadores, a equipe econômica concordou em elevar o valor para R$ 60 bilhões anuais – mas só a partir de 2043. Entre 2034 e 2043, haverá um incremento de R$ 2 bilhões ao ano.

Esse montante proposto pelo relator, entretanto, ainda ficou abaixo do que foi pedido pelos estados, um valor de R$ 75 bilhões a R$ 80 bilhões por ano.

O Fundo de Desenvolvimento Regional é uma proposta para que os estados substituam os atuais benefícios fiscais, que serão extintos a partir da reforma tributária – porque os impostos começarão a ser cobrados no destino (no lugar onde o produto é consumido), e não mais na origem (onde ele é produzido).

Nas últimas tentativas de se fazer a reforma tributária, esse tipo de compensação foi um dos principais entraves nas discussões entre União, estados e municípios.

A nova versão do Senado também avança em definir critérios de distribuição para esse fundo (o que não havia na versão da Câmara). O relator propõe que:

  • 70% do fundo siga as mesmas regras usadas hoje para dividir o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que dá mais dinheiro a estados mais pobres;
  • 30% do fundo seja distribuído proporcionalmente ao número de habitantes de cada estado.

Eduardo Braga propõe ainda que o “Conselho Federativo” – que seria criado para gerenciar o fundo e poderia tomar decisões – seja na verdade um “Conselho Gestor”, sem ingerência política e com a missão apenas de assegurar a divisão correta dos recursos.

Revisão de benefícios

O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga, também inseriu em seu relatório um mecanismo de revisão, a cada 5 anos, dos incentivos concedidos a alguns setores da economia.

A discussão sobre segmentos que terão direito a uma tributação diferenciada é um dos pontos sensíveis da proposta em análise pelo Congresso.

A proposta de reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados prevê que alguns setores não precisarão pagar a alíquota geral. As exceções se dividem em três grupos:

  • cobrança reduzida, equivalente a 40% da chamada “alíquota padrão” que valerá para os demais setores;
  • alíquota zero, em itens como os da cesta básica, por exemplo;
  • ou regimes específicos, com formato de cobrança diferenciado, para setores como o financeiro, o imobiliário e o de combustíveis.

Na nova versão do texto, a reforma tributária prevê regime diferenciado para alguns setores:

  • operações alcançadas por tratado ou convenção internacional, inclusive missões diplomáticas e representações consulares e de organismos internacionais;
  • serviços de saneamento e de concessão de rodovias;
  • operações que envolvam a disponibilização da estrutura compartilhada dos serviços de telecomunicações;
  • serviços de agência de viagem e turismo;
  • transporte coletivo de passageiros rodoviários intermunicipal e interestadual, ferroviário, hidroviário e aéreo.

Ao mesmo tempo, também prevê que alguns setores da economia pagarão 40% da alíquota geral (cobrada de todos os segmentos da economia), que pode chegar a 27% – uma das maiores do mundo.

Banco da Amazônia assina memorando de entendimento com a AFD para financiamento de investimentos verdes na amazônia legal

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Nesta terça-feira, 24, em Brasília, o Banco da Amazônia oficializou a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O acordo marca o compromisso de ambas as instituições em unir esforços para impulsionar investimentos sustentáveis na região da Amazônia, preparando-se para a próxima Conferência das Partes (COP 30).

O MoU firmado entre o Banco da Amazônia e a Agência Francesa de Desenvolvimento representa a etapa subsequente a uma missão institucional realizada no mês de setembro. Durante dois dias, a AFD conduziu essa missão na sede do Banco da Amazônia, situada em Belém, com o objetivo de viabilizar recursos para investimentos em negócios sustentáveis na Amazônia. Essa visita também faz parte das atividades de cooperação técnica conforme estabelecidas no plano de ação para a aplicação da Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática do Banco da Amazônia.

Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia, ressaltou a importância da parceria, destacando que a cooperação visa atuar nos setores fundamentais da economia sustentável. “Vamos unir esforços para desenvolver a região amazônica, mas ao mesmo tempo, mantendo a floresta em pé, e gerando condições para as pessoas que habitam na Amazônia vivam com qualidade de vida”, afirmou.

A formalização desse Memorando ocorreu durante a visita oficial do Diretor Executivo da AFD, Philippe Orliange, ao Brasil, fortalecendo o compromisso mútuo das instituições em fortalecer laços e fornecer recursos de longo prazo para projetos e construir um programa de assistência técnica para apoiar o Banco no financiamento de investimentos sustentáveis na Amazônia Legal. O evento de assinatura contou com a presença do Presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, do Diretor de Crédito da instituição, Roberto Schwartz, do Diretor regional no Brasil e para o Cone Sul da AFD, Dominique Hautbergue, e do Embaixador da França, Emmanuel Lenain.

Philippe Orliange, Diretor Executivo da AFD, ressaltou que esta parceria é estratégica, destacando que após duas primeiras operações firmadas no Nordeste em 2023, a Amazônia pode se posicionar como uma nova fronteira para a AFD. “Vamos participar do desenvolvimento justo e integrado do território amazônico, criando oportunidades de qualidade para a população amazônica, ao mesmo tempo que permitiremos a proteção da floresta, da biodiversidade e a restauração de áreas degradadas” indicou.

A Agência Francesa de Desenvolvimento é amplamente reconhecida como uma das principais agências de desenvolvimento do mundo, com mais de oito décadas de história desde a sua criação em 1941. Sendo uma instituição financeira pública internacional com sede em Paris, a AFD desempenha um papel crucial na promoção de iniciativas de desenvolvimento sustentável em todo o mundo. Para saber mais sobre : www.afd.fr/pt/page-region-pays/brasil

Esta parceria permitirá que o Banco da Amazônia se posicione como um ator ambicioso na luta contra as mudanças climáticas na sua área de atuação, em particular na perspectiva da COP 30 da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNCCC) em 2025 que acontecerá em Belém-PA.

Sobre o Banco da Amazônia: Instituição financeira federal que atua na região amazônica há 81 anos com a missão de promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O Banco possui dezenas de linhas de crédito, dentre elas o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), para promover a redução das desigualdades inter e intra regional e levar inclusão bancária a comunidades moradoras de municípios de baixa e média renda. O Banco é um dos principais executores das políticas públicas na Amazônia, atuando com relevância social, ambiental e governança. Para saber mais sobre o Banco: www.bancoamazonia.com.br

IBGE: país tem 2,1 milhões de trabalhadores por aplicativo

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Pedestre usa máscara de proteção contra covid-19 na rua da Consolaçao

A população ocupada de 14 anos ou mais de idade no setor privado – sem incluir empregados no setor público e militares – foi estimada em 87,2 milhões de pessoas no quarto trimestre do ano passado.

Deste total, 2,1 milhões realizavam trabalhos por meio de plataformas digitais, que são os aplicativos de serviços, ou obtinham clientes e vendas por meio de comércio eletrônico, tendo a atividade como ocupação principal. Deste total, 1,5 milhão mil pessoas – ou 1,7% da população ocupada no setor privado – usavam aplicativos de serviços e 628 mil as plataformas de comércio eletrônico.

Os dados fazem parte do módulo Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pela primeira vez, nesta quarta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, “as estatísticas são experimentais, ou seja, estão em fase de teste e sob avaliação”.

“Consideramos fundamental a disponibilização de uma base de dados que possibilite melhor quantificar e compreender o fenômeno da plataformização do trabalho no país. Esse foi o objetivo da introdução do módulo na pesquisa”, afirmou Gustavo Geaquinto, analista do levantamento, 

O grupamento das atividades transporte, armazenagem e correio foi o que reuniu mais trabalhadores (67,3%). O grupo abrange tanto o serviço de transporte de passageiros quanto os serviços de entrega, que são os aplicativos mais frequentes. Em seguida, aparece o setor de alojamento e alimentação, com 16,7%. “Aqui é sobretudo por causa dos estabelecimentos de alimentação, que usam as plataformas de entregas para clientes”, disse.

A categoria de emprego mais usada foi a “feita por conta própria” (77,1%). “Empregados com carteira assinada eram apenas 5,9% dos plataformizados, enquanto no setor privado, os empregados com carteira eram 42,2 %. Havia uma forte prevalência dos trabalhadores por conta própria no trabalho plataformizado.”.

O trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros, em ao menos um dos dois tipos analisados de táxi ou excluindo táxi, alcançou 52,2%, ou 778 mil, do total de trabalhadores de plataformas. Nos aplicativos de entrega de comida ou produtos trabalhavam 39,5%, ou 589 mil. Já os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais representavam 13,2% ou 197 mil.

Plataformas

O aplicativo de transporte particular de passageiros foi a plataforma digital mais utilizada pelos usuários (47,2%), seguido do serviço de entrega de comida, produtos, etc (39,5%), do aplicativo de táxi (13,9%) e do aplicativo de prestação de serviços gerais ou profissionais (13,2%).

“Tem sido observado ao longo do tempo o aumento dessa forma de trabalho e esse fenômeno tem levado a importantes transformações nos processos e nas relações de trabalho, com impactos tanto no mercado de trabalho do país, como sobre negócios e preços de setores tradicionais da economia”, afirmou o analista. Ele alertou que pode haver qualquer tipo de sobreposição de uso de aplicativos de táxi pelos trabalhadores e, por isso, a soma ultrapassa 100%.

Regiões

A região com maior percentual foi o Sudeste (2,2%), com 57,9%, ou 862 mil pessoas, do total de trabalhadores plataformizados, conforme denomina o IBGE essa parcela do mercado de trabalho. Segundo o levantamento, nas outras regiões, o percentual de pessoas ocupadas que realizavam trabalho por meio de aplicativos de serviços ficou entre 1,3% e 1,4%.

A maior proporção de pessoas que trabalhavam com aplicativos de transporte particular de passageiros, excluindo os de táxi, estava na região Norte: 61,2%, ou 14 pontos percentuais (p.p.) acima da média nacional.

Características

Os homens (81,3%) eram a maioria dos trabalhadores plataformizados. Segundo o levantamento, o percentual é uma proporção muito maior que a média geral dos trabalhadores ocupados (59,1%). As mulheres eram 18,7% do total desses trabalhadores.

Idade

Na distribuição por idade, quase a metade (48,4%) das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais de trabalho estavam no grupo de 25 a 39.

Escolaridade

Em termos de nível de instrução, os plataformizados concentravam-se nos níveis intermediários de escolaridade, com preponderância no nível médio completo ou superior incompleto (61,3%), que correspondia a 43,1% do total da população ocupada que não utilizava plataformas.

Rendimentos

Os trabalhadores plataformizados tinham, no 4º trimestre de 2022, rendimento 5,4% maior (R$ 2.645) que o rendimento médio do total de ocupados (R$ 2.513). Na mesma comparação, eram os que trabalhavam mais horas semanais: 46h contra 39,6h.

“Para os dois grupos menos escolarizados, o rendimento médio mensal real das pessoas que trabalhavam por meio de aplicativos de serviço ultrapassava em mais de 30% o rendimento das que não faziam uso dessas ferramentas digitais. Por outro lado, entre as pessoas com o nível superior completo, o rendimento dos plataformizados (R$ 4.319) era 19,2% inferior ao daqueles que não trabalhavam por meio de aplicativos de serviços (R$ 5.348)”, apontou o levantamento.

Cor e raça

Gustavo Geaquinto informou que na distribuição por cor e raça, não foram observadas diferenças significativas entre os plataformizados e os que não utilizavam plataformas. Os brancos representavam 44% dos plataformizados contra 43,9%, os pretos eram 12,2% contra 11,5% e os pardos 42,4 contra 43,4%.

Previdência e informalidade

No 4º trimestre de 2022, apenas 35,7% dos plataformizados eram contribuintes da previdência, enquanto entre os ocupados no setor privado eram 60,8%. Na informalidade a proporção de trabalhadores plataformizados (70,1%) era superior à do total de ocupados no setor privado (44,2%). “Aqui esse dado de informalidade se refere exclusivamente ao trabalho principal da pessoa”, concluiu.

Metodologia

A coleta dos dados do módulo inédito Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da PNAD Contínua se refere ao 4º trimestre de 2022 entre a população ocupada de 14 anos ou mais de idade, exclusivamente o setor público e militares. O levantamento foi feito com base no trabalho único ou principal que a pessoa tinha na semana de referência.

O IBGE destacou que conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu em 2021, “as plataformas digitais de trabalho (ou de serviços),viabilizam o trabalho por meio de tecnologias digitais que possibilitam a intermediação entre fornecedores individuais (trabalhadores plataformizados e outras empresas) e clientes”.

Repercussão

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e procurador do Ministério Público do Trabalho, Rodrigo Carelli, esse levantamento do IBGE joga luz no mercado de trabalho. “A função das plataformas é reduzir a remuneração dos trabalhadores. É uma coisa a olhos vistos, mas agora temos uma fotografia estatística que mostra isso. É de extrema importância e está dando luz para o problema dentro do mercado de trabalho. Na verdade, estão corrigindo uma ausência. Com o crescimento do jeito que foi já tem uma representatividade importante no mercado de trabalho, e isso tem que ter um raio X. Acho que foi muito bem feito e muito bem organizado, inclusive colocando tudo em seu devido lugar.”

Na visão de Carelli, a comparação de trabalhadores na mesma função dentro e fora das plataformas mostra a diferença de remuneração.

“Os trabalhadores que trabalham fora das plataformas, tanto entregadores como motoristas, recebem mais fora das plataformas. Esse para mim é o dado mais importante que tem dessa parte de remuneração”, disse, em entrevista à Agência Brasil, reforçando que as comparações têm que ser feitas em uma mesma profissão para avaliar o rendimento de cada um.

“Entregador nas plataformas e entregador fora da plataforma. Eu não posso comparar um médico na plataforma com um entregador. Não tenho que comparar com o resto da população brasileira, porque as plataformas são somente um meio de gestão de trabalho. A parte mais importante que tem no achado em relação à remuneração é exatamente essa. Trabalhadores com o mesmo tipo de trabalhador. Se ele for trabalhar fora da plataforma ele ganha mais que na plataforma e ainda em o achado que eles trabalham muito mais horas nas plataformas do que fora das plataformas”, observou.

“A gente não pode colocar tudo no mesmo balaio. Eu acho que eles [IBGE] tratam bem isso, quando eles dividem por profissão.”

Mais de R$ 5 milhões devem ser pagos a contribuintes de RO no lote residual do IRPF

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Mais de 2,5 mil contribuintes terão direito ao lote residual da restituição do Imposto de Renda em Rondônia, segundo informou a Receita Federal. Nesta terça-feira (24) será aberta a consulta para saber quem vai receber os valores. (Veja abaixo como consultar).

Ao todo, serão restituídos mais de R$ 5,3 milhões aos moradores de Rondônia. O pagamento acontece no dia 31 de outubro.

Em todo o país serão mais de R$ 643 milhões distribuídos entre 354.509 contribuintes. Já na 2ª região fiscal, que engloba os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, serão R$ 37,5 milhões para mais de 18,5 mil moradores.

Vídeo: Bairro Jardim Santana, em Porto Velho, está sendo beneficiado pelo projeto “Tchau Poeira”.

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O bairro Jardim Santana, em Porto Velho, está sendo beneficiado pelo projeto “Tchau Poeira”. O projeto, que teve seu reinício em agosto deste ano, tem como objetivo melhorar a infraestrutura do bairro, evitando alagamentos e poeira.

Vídeo: Bairro Jardim Santana, em Porto Velho, está sendo beneficiado pelo projeto “Tchau Poeira”.

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Festival do Tambaqui de Rondônia atrai interesse de grandes investidores em São Paulo

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O 4ª Festival Internacional do Tambaqui, realizado pelo Governo de Rondônia, em São Paulo (SP), na segunda-feira (23), atraiu autoridades e empresários interessados em contribuir para aumentar o consumo desse peixe nacionalmente. Rondônia é líder na produção desta espécie no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura – PEIXE BR, e busca por meio dos festivais, divulgá-la como fonte de proteína saborosa e nutritiva para o mundo.

O governador Marcos Rocha demonstrou durante o jantar de negócios, onde foram servidos pratos exclusivos, preparados com o Tambaqui, o quanto o peixe possui qualidades atrativas aos consumidores. ‘‘A expectativa do Governo de Rondônia é que o festival converta-se em bons negócios para a piscicultura rondoniense, para que assim, o Tambaqui esteja presente cada vez mais na mesa dos brasileiros, melhorando a economia e qualidade de vida da nossa população’’, afirmou.

O Tambaqui é considerado um peixe com carne macia, saborosa e que combina com vários temperos. Além de ser indicado por nutricionistas como fonte de proteína, minerais, ômega 3 e ser um antioxidante natural. Inclusive, a costelinha do Tambaqui de Rondônia já foi premiada, este ano, em Boston, nos Estados Unidos, como melhor produto de Foodservice, na Seafood Expo NorthAmerica, maior feira de pescados da América do Norte, e deixou para trás mais de 70 outros produtos de diversas partes do mundo, que estavam na competição.

PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL

Além disso, a produção do Tambaqui em Rondônia se dá de forma sustentável, por meio de tanques, e abrange cerca de 17 mil hectares de espelho d’água e conta com mais de 4 mil produtores cadastrados.

O Governo de Rondônia tem impulsionado a piscicultura, por meio de três laboratórios móveis do Programa Peixe Saudável, com realização de assessoramento técnico, boas práticas de manejo; serviço de análise da qualidade da água; acompanhamento do custo de produção com foco na eficiência e prevenção de doenças.

Para o Estado, o peixe possui relevância, tanto como fonte de alimento saudável para o mundo quanto faz parte de uma cadeia produtiva de geração de empregos e melhoria do bem-estar social.

Rondônia recebeu, este ano, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial – Inpi o reconhecimento da Indicação Geográfica – IG, na categoria “Indicação de Procedência”, para a produção de Tambaqui, ou seja, o Tambaqui é de Estado.

DIVULGAÇÃO

Além de São Paulo, o festival também já foi realizado, neste mês, em 14 municípios rondonienses, e alcançará o público internacional na quinta-feira (26), quando vai ser realizado em Miami, nos Estados Unidos.

O evento é realizado pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – Sedec, Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri, Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater/RO e em parceria com a Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia – Acripar.

O festival, conta, também, com a parceria do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas em Rondônia – Sebrae, e a Associação Brasileira de Criadores de Tambaqui – Abratan.

Israel anuncia ter bombardeado alvos do Exército da Síria em resposta a ataque

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As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter bombardeado alvos do Exército da Síria, nesta quarta-feira (25). De acordo com os militares, a operação foi feita em resposta a ataques lançados pela Síria contra Israel.

Israel informou que as suas forças de defesa fizeram um ataque aéreo contra aparatos militares da Síria. Segundo a defesa israelense, os sírios fizeram um ataque contra Israel na terça-feira (24).

Por outro lado, a agência estatal da Síria informou que o ataque israelense deixou oito soltados mortos e outros sete feridos.

Os bombardeios atingiram posições militares da Síria nas proximidades da cidade de Deraa, no sudoeste do país.

Citando uma fonte militar, a agência estatal classificou o ataque como uma “agressão aérea” de Israel.

Essa não foi a primeira vez que Israel diz ter respondido ataques da Síria neste mês. No dia 10 de outubro, militares israelenses disseram que estavam atacando alvos sírios após disparos vindos daquele país.

À época, uma fonte no sul da Síria disse que uma facção palestina havia disparado três foguetes contra Israel, segundo a Reuters.

EJA em Porto Velho reúne estudantes adultos em uma sala de aula no período noturno

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Operação Sufocare Fronteiras reúne forças para combater logística criminosa nas divisas

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Balanço parcial reúne drogas, combustível e veículos recuperados nas regiões de divisa.
Carne de jacaré do Cuniã passa por estruturação de origem e rastreabilidade

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Porto Velho aparece em 6º lugar no país em roubos e furtos de celular

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Taxa é proporcional à população; veja como bloquear o aparelho e proteger as contas.
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