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quinta-feira, julho 23, 2026
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Entenda como o novo ensino médio vai impactar o Enem

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Candidatos comparecem a local de prova para a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá mudar nos próximos anos, acompanhando as alterações nos currículos do ensino médio em todo o país. Essa mudança, no entanto, ainda deve demorar. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, um novo modelo poderá começar a ser aplicado apenas a partir de 2025, depois de ser amplamente discutido. A Agência Brasil conversou com estudantes e especialistas sobre o que esperar do futuro do Enem. 

Atualmente, o Enem é composto por provas de linguagens, ciências humanas, matemática e ciências da natureza que, juntas, somam 180 questões objetivas de múltipla escolha, além de uma prova de redação. O exame é aplicado em dois domingos. Teoricamente, o Enem deveria cobrar o que os estudantes aprenderam ao longo da trajetória escolar. 

Em 2017, no entanto, o país aprovou o chamado novo ensino médio, que começou a ser implementado nas escolas públicas e particulares no ano passado. A previsão era que o Enem também mudasse, em 2024, para se adequar ao novo ensino. Pelo novo modelo, parte das aulas é comum a todos os estudantes do país, direcionada pela chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios estudantes podem escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. As opções permitem ênfase nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico. A oferta de itinerários depende da capacidade das redes de ensino e das escolas brasileiras. 

Um parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2022 sugeria que o novo Enem tivesse duas etapas, uma tendo como referência a BNCC e, outra, que poderia ser escolhida pelo estudante de acordo com a área vinculada ao curso superior que pretende cursar. O governo anterior chegou a anunciar a nova proposta, mas ela não saiu do papel. 

Críticas 

O novo ensino médio sofreu uma série de críticas e, atualmente, está sendo rediscutido no âmbito do governo federal. Com isso, o cronograma de mudanças no Enem foi suspenso. As provas, que deveriam mudar já em 2024, agora terão também as mudanças adiadas. 

“De certa forma estão sendo feitos ajustes, não há como fazer um novo exame sem que o ensino médio esteja sendo implementado de forma clara”, diz o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais Chico Soares. Soares é ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é responsável pelo Enem e é também ex-membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), onde foi um dos relatores da BNCC.

Soares explica que as mudanças no Enem ainda devem demorar, porque, mesmo depois que o novo modelo para o ensino médio for definido, ainda será preciso readequar as provas. “Vamos mudar o tipo de expectativa de aprendizagem”, diz. O Inep precisará, então, elaborar e testar novas questões antes de aplicá-las.

Segundo o ministro da Educação, o Enem deverá começar a ser reformulado a partir do ano que vem, para que as mudanças passem a valer a partir de 2025. As discussões devem ocorrer dentro dos debates do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas para a educação a cada dez anos. Para Soares, a previsão é otimista. Ele estima que uma nova prova deve ser aplicada ainda mais tarde, a partir de 2026. 

Preocupação 

Para os estudantes, a situação gera muita preocupação, segundo a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz. “Nos preocupa muito, porque o modelo de ensino mudou. Objetivamente, o ensino médio teve uma mudança muito brusca, uma redução da carga horária básica, que é muito importante e é o que cai no Enem. Tivemos uma redução e a gente acaba não vendo tudo no ensino médio e é o que será cobrado no Enem. Isso nos prejudica muito”, diz.  

Segundo ela, o ensino médio anterior ao novo modelo não era o ideal, mas a redução da formação básica de forma abrupta acirrou a desigualdade entre escolas públicas e particulares, uma vez que cada rede de ensino oferta a formação de acordo com a própria capacidade. 

A estudante diz que, embora o cronograma do novo ensino médio preveja a implementação gradual ano a ano, todas as séries do ensino médio estão sendo impactadas, inclusive quem atualmente cursa o 3º ano e vai prestar o Enem para buscar uma vaga no ensino superior. “Não tem as matérias que serão cobradas, então, na visão do estudante da escola pública, vou fazer uma prova que sei que não vou passar”, diz e acrescenta: “Todas as séries estão sendo impactadas. E é surreal, porque serão três gerações, contando a partir de hoje, que serão atingidas por isso. O novo ensino médio nos aproxima do subemprego”. 

Enem 2023 

O Enem 2023 será nos dias 5 e 12 de novembro. De acordo com o Inep, mais de 3,9 milhões de pessoas estão inscritas. Desse total, 1,4 milhão, o equivalente a 35,6%, concluem o ensino médio este ano. Outros 1,8 milhão (48,2%) já concluíram o ensino médio em anos anteriores e os demais 16,2% dos inscritos ainda não concluíram o ensino médio e farão a prova apenas para testar os conhecimentos, os chamados treineiros.  

O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. É utilizado para o ingresso em instituições públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e para obtenção de bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Também é usado para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Além disso, os resultados do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições estrangeiras que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. 

Governo do Estado promove 4º Festival do Tambaqui neste domingo em Rondônia

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Acontece no domingo (15), o 4º Festival Internacional do Tambaqui da Amazônia, realizado em 14 municípios de Rondônia: Porto Velho, Machadinho do Oeste, Cujubim, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Alta Floresta d’Oeste, Vilhena, Mirante da Serra e Costa Marques. O horário para retirada do peixe será das 11h ás 14h na modalidade drive thru.

O 4º Festival Internacional do Tambaqui da Amazônia  é realizado pelo Governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri, Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia – Idaron, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – Sedec e Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia – Acripar. E tem como parceiros o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia – Sebrae, e a Associação Brasileira de Criadores de Tambaqui – Abratan. O objetivo do festival é promover, divulgar e incentivar o consumo do Tambaqui tanto dentro, quanto fora do Estado.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Tambaqui, assim como outros peixes da região Amazônica, é uma iguaria muito apreciada por seu sabor único e pela alta qualidade nutricional. “Com o festival, busca-se abrir novos mercados para esse pescado e gerar oportunidades de negócios para os produtores locais”, ressaltou. 

De acordo com secretário da Seagri, Luiz Paulo, serão comercializadas 10 mil bandas de Tambaqui durante o evento. Os participantes poderão adquirir um tíquete de acesso ao peixe assado no valor de R$ 20, sendo que toda a arrecadação será destinada às instituições beneficentes de cada município. “Dessa forma, além de promover a gastronomia local, o festival também tem um caráter beneficente, contribuindo para causas sociais em cada uma das localidades”, destacou.

O Festival do Tambaqui também ganha destaque em outras datas e locais importantes. No dia 23 de outubro, será realizado em São Paulo, no dia 26 de outubro em Miami, cidade costeira dos Estados Unidos. A expansão para fora do país representa um passo importante na promoção do potencial econômico de Rondônia, mostrando ao mundo a riqueza gastronômica que o Estado possui.

O evento é uma oportunidade para os moradores dos 14 municípios do Estado desfrutarem da culinária local, se deliciarem com o Tambaqui e contribuírem para ações sociais. Além disso, o evento coloca Rondônia no radar internacional, abrindo portas para o desenvolvimento econômico e turístico. É uma celebração que une gastronomia, cultura e solidariedade.

PONTOS PARA RETIRADA:

ARIQUEMES – 2.000 bandas – Local da retirada: Lions Club Canaã – Avenida Canaã, nº 583, Setor 02;

PIMENTA BUENO – 500 bandas – Local da retirada: Lions Club – Avenida Padre Feijó, nº 1178, Triângulo Verde;

CUJUBIM – 500 bandas – Local da retirada: Feira Municipal – Avenida Condor nº 1267, Setor 01;

MACHADINHO DO OESTE – 1000 bandas – Local da retirada: Feirão Municipal, Rua Goiás, Centro;

ROLIM DE MOURA – 300 bandas – Local da retirada: Comunidade Terapêutica Nova Aliança – Travessa Nova Aliança, nº3254, Setor Chacareiro;

ALTA FLORESTA – 300 bandas – Local da retirada: Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Avenida Amazonas, nº4525, bairro Santa Felicidade;

JARU – 500 bandas – Local da retirada – Sede da Emater –  ao lado do Banco do Brasil, Setor 02;

VILHENA – 500 bandas – Local da retirada: Escritório Regional da Emater – Território Cone Sul, Rua Carlos de Obregon, n⁰ 384, bairro Jardim América – antiga Defensoria Pública;

COSTA MARQUES – 200 bandas – Local da retirada: Avenida Forte Príncipe da Beira, nº 1760 setor 02 – Colônia de Pescadores e Aquicultores Z – 4 de Costa Marques;

OURO PRETO – 500 bandas – Local da retirada: Emater de Ouro Preto, N° 541, bairro Jardim Tropical;

MIRANTE DA SERRA – 300 bandas – Local de retirada: Apae – Rua Marechal Rondon, nº 2334;

JI-PARANÁ – 1.000 bandas – Local da retirada retirar: Lions Club – Avenida Marechal Rondon –  Centro;

CACOAL – 500 bandas – Local da retirada: Creche Leãozinho, Rua Recife, nº 1149, Novo Cacoal; e,

PORTO VELHO – 2.000 bandas – Local da retirada: Palácio Rio Madeira – Avenida Farquar.

Repatriados manifestam alívio ao pisar em solo brasileiro

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Brasília (DF) 11/10/2023 – O primeiro avião da FAB trazendo 211 brasileiros de Israel aterrissa às 4h da manhã, na Base Aérea de Brasília. A operação de resgate, denominada Voltando em Paz, começou no domingo (8) com a saída da aeronave do Brasil com destino à Itália e, de lá, para Tel Aviv (capital israelense), de onde os brasileiros embarcaram. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O sentimento é de alívio ao pisar em solo brasileiro após 14 horas de viagem deixando para trás a insegurança de uma zona de guerra. Esse é o relato geral dos brasileiros que desembarcaram nesta quarta-feira (11) na Base Aérea de Brasília, vindos de Tel Aviv, Israel, em voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Wanderlúcia Rosário Carneiro, de 59 anos, abraçou longamente as filhas que a aguardavam ansiosas no saguão do aeroporto. Emocionada, ela contou que, inicialmente, foram informados que a situação seria passageira, mas que ficou mais sério do que os próprios israelenses imaginavam.  “A notícia nos pegou no meio da estrada”, disse ela, que estava em um grupo de fiéis em visitação à região.

O governo federal mobilizou a repatriação dos brasileiros devido ao confronto iniciado no último fim de semana entre Israel e o grupo Hamas, no Oriente Médio. Segundo os relatos, há tumulto no aeroporto, com estrangeiros tentando sair do país, mas sem voos e resgate para todos.

A orientação das autoridades israelense foi para que as pessoas ficassem dentro das casas e hotéis, para evitar exposição. Sobre os dias trancados no hotel em Jerusalém, Wanderlúcia falou da tensão de correr para o bunker (abrigo construído para proteger pessoas em situações de guerra) a cada toque de sirene. “Precisamos ir para o bunker duas vezes. É uma sensação de muita insegurança e não víamos a hora de regressar”, explicou.

Entre os 211 passageiros que chegaram hoje está a produtora de vídeo Darleide Alves. Ela contou sobre a falta de identificação com o toque das sirenes e como isso já é comum para os israelenses. No apartamento em que ela estava, havia um bunker, que serviu de refúgio. 

“De sexta para sábado, por causa do fuso horário, eu não consegui dormir. Então, nas primeiras horas, eu estava na janela olhando pra rua vendo o sol nascer, quando a primeira sirene tocou e vi a correria na rua. Ali, diante da minha janela, tinha uma sinagoga e eu vi todos saindo de dentro e correndo para se esconder num lugar mais próximo. Naquele momento, confesso que eu não entendia do que se tratava. Eu não esperava que fosse alguma coisa assim, que o significado daquela sirene fosse o aviso de que tinha mísseis em direção a Jerusalém, o ataque sobre Israel”, disse.

Ela estava em Jerusalém para a gravação de um documentário e tentou sair do país em voos para a Europa, sem sucesso. “Depois recebemos uma ligação de confirmação de que nós estaríamos nesse primeiro voo da FAB e aqui chegamos felizes, agradecidos, mas com o coração também que fica em Israel com as milhares de outras pessoas que não conseguem sair dali”, disse. “Nós temos os israelenses e os palestinos e as pessoas no meio de conflito. A gente se alegra por sobrevivência, mas a gente se entristece por aqueles que não tem o que fazer para mudar de realidade”, acrescentou.

Gratidão

Valdir Alves Reis, de Ipatinga (MG), estava em um grupo de 62 pessoas e passou um dia inteiro viajando em meio aos ataques até chegar a Jerusalém. “Foi assustador, foi pânico. Estávamos em uma região que poderia ser a próxima a ser atacada e foi muito tenso”, disse. “Mas desde quando recebemos a notícia da FAB, tivemos um alívio no coração. O que eu quero reforçar aqui não é a guerra, é uma benção do senhor na nossa nação e a forma que fomos resgatados pela FAB”, acrescentou.

Ele vai todos os anos para Israel, onde mora sua filha e já esteve em uma situação de conflito. “Foi mais simples, conseguimos sair pela Jordânia. Não foi a primeira vez, mas espero que seja a última”, disse.

A educadora Eliane Mota, de 56 anos, liderava um grupo de 11 pessoas, a maioria idosos, que visitava locais religiosos na região. “Meu maior desejo era tirá-los de lá”, disse, contando que estiveram em uma situação crítica durante o segundo bombardeio do Hamas, quando estavam em um bairro sem locais de proteção. “Tínhamos que nos jogar no chão e ir para as paredes. Foi apavorante”, relatou.

A gratidão pelo trabalho do governo federal e da Força Aérea Brasileira (FAB) também foi constante nos relatos dos brasileiros repatriados. “A FAB tem que continuar, tem mais brasileiros lá, mais de 2 mil brasileiros pedindo para sair de Israel”, disse Eliane.

O escritor Fabricio Ramon Lopes disse que passou por cinco ataques em Jerusalém e parabenizou a FAB. “Saímos de Tel Aviv debaixo de mísseis, chegamos aqui com aplausos. A nossa esperança é de chegar aqui, olhar para o céu e não ter medo que cairão mais bombas. Que Deus abençoe Israel, mas primeiro que Deus abençoe nossa nação.”

A brasileira Cristina Balbi falou sobre a tensão que seu grupo viveu e pediu orações pela população da região. “Foram vários sustos, mas o primeiro foi ouvir o Domo de Ferro [sistema de defesa de Israel que intercepta mísseis] explodir há poucos quilômetros da onde a gente estava. A sirene soou e a gente não conseguiu, rapidamente, chegar no hotel de volta. Um pouco mais tarde, nós olhamos para cima e, com o céu claro, os mísseis foram abatidos sobre a nossa cabeça e tivemos que correr novamente.”

“Na hora que nós saímos de Tel Aviv, a minha irmã viu, quando nós levantamos voo, os bombardeios ainda lá embaixo. Então você imagina, nós saindo de lá. E aquele povo que ali ficou? Então, orem pela paz, orem muito porque é um povo muito sofrido”, acrescentou Cristina.

O produtor de vídeo Gleike Max, de 40 anos, disse que se surpreendeu com a agilidade do governo brasileiro e da FAB na repatriação dos brasileiros. “Se não fosse isso a gente não tinha uma outra solução. Ficamos extremamente aliviados e muito felizes”, disse. “A satisfação é tremenda e feliz porque eu acredito que Deus operou em larga escala, mas feliz também porque homens, do governo, da FAB, o mistério, todo mundo também cooperou para que os brasileiros estivessem de volta em paz e segurança. O voo foi perfeito, a equipe ali sensacional, não tem como descrever. Dá orgulho de ser brasileiro”, afirmou.

Voltando em paz

O comandante do voo, Marcos Olivieri, contou sua satisfação em fazer parte do primeiro voo de repatriação. “A gente já estava feliz por poder fazer parte disso, vamos continuar fazendo até quando for necessário, mas a recompensa que a gente tem é a felicidade latente no rosto, no sorriso de cada passageiro que a gente trouxe.”

Ele destacou que o tempo de reação foi bastante curto, após o início do conflito, mas que o governo conseguiu fazer todo o planejamento minucioso para poder entrar em uma zona de guerra.  “O voo, tanto de ida quanto de volta, correu sem intercorrência, apesar da gente ter ouvido algumas explosões quando a gente estava no solo lá em Tel Aviv, ao redor do aeroporto. A gente ficou um pouco receoso, mas tudo correu bem sem intercorrências.”

A logística começou a ser organizada já no último sábado (7) pelo governo federal, assim que teve início o conflito. Olivieri e a tripulação farão uma pausa para o descanso e, no fim do dia, voltam para Israel, para mais um voo de resgate de brasileiros.

No total, serão cinco voos até domingo (15) na chamada Operação Voltando em Paz, coordenada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Neste primeiro momento, a estimativa é retirar 900 brasileiros que estão em Israel e na Palestina.

O Itamaraty já colheu os dados de pelo menos 2,7 mil brasileiros interessados em deixar a região e voltar ao Brasil. A maioria é turistas que estavam hospedados em Tel Aviv e Jerusalém quando, no último sábado (7), o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, deflagrou um ataque contra o território israelense. Seguiu-se, então, forte reação militar de Israel, que passou a bombardear a Faixa de Gaza.

Neste primeiro momento, o Itamaraty priorizou o traslado de cidadãos que residem no Brasil e visitavam a região do conflito sem ter passagem de volta. Uma segunda etapa da operação está sendo planejada, após a conclusão desses primeiros cinco voos. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, em torno de 14 mil brasileiros vivem em Israel e 6 mil na Palestina.

Orientações

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv está recebendo, por meio de formulário em seu site, a inscrição de interessados em repatriação.

Os plantões consulares da embaixada em Tel Aviv (+972 (54) 803 5858) e do Escritório de Representação em Ramala (+972 (59) 205 5510), com whatsapp, permanecem em funcionamento para atender pessoas em situação de emergência. O plantão consular geral do Itamaraty, em Brasília, também pode ser contatado pelo telefone +55 (61) 98260-0610.

O Escritório de Representação em Ramala, na Cisjordânia, segue em contato com os cerca de 50 brasileiros que vivem na Faixa de Gaza e prepara a retirada daqueles que desejam deixar a região, em coordenação com a Embaixada do Brasil no Cairo, no Egito, país fronteiriço. A FAB está estudando os aeroportos no Norte e Nordeste egípcio para realizar a operação de resgate.

O Itamaraty reforça a orientação de que todos os brasileiros que estão na região e que tenham passagens aéreas, ou condições de adquiri-las, embarquem em voos comerciais a partir do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, que continua a operar, ainda que com restrições.

Operação Nossa Senhora Aparecida 2023 da PRF começa nesta quinta-feira

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Operação PRF Rio de Janeiro

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciará a Operação Nossa Senhora Aparecida 2023 à zero hora desta quarta-feira (11). A mobilização durante o feriado prolongado seguirá até as 23 horas e 59 minutos de domingo (15). O objetivo é reduzir a violência no trânsito, com a queda do número de acidentes e de mortes nas rodovias. 

Neste período, quando é comum o aumento do fluxo de veículos nas rodovias, o policiamento preventivo de acidentes e de fiscalização da PRF ganhará reforço, sobretudo, em pontos das rodovias federais, com maior incidência de acidentes graves. Este incremento nas atividades visa garantir a pessoas que transitam nestas localidades uma viagem segura, com conforto e fluidez no trânsito. 

Em São Paulo, onde há grande concentração de romeiros que se deslocam a pé, por diversas rotas, até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida, as equipes da PRF vão acompanhar parte do trajeto feito pelos fiéis. 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as causas mais comuns de acidentes nas rodovias brasileiras estão relacionadas a ultrapassagens indevidas, excesso de velocidade, não uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção obrigatórios, como assentos de elevação, falta de uso do capacete, embriaguez ao volante, pouco ou nenhum tempo de descanso; e muito frequentemente, uso de telefone celular ao volante. Historicamente, essas condutas estão diretamente relacionadas aos altos índices de letalidade. 

A Operação Nossa Senhora Aparecida 2023 integra a Operação Nacional de Segurança Viária 2023. 

A Polícia Rodoviária Federal relacionou cuidados direcionados aos motoristas, nos cinco dias da operação Nossa Senhora Aparecida 2023. Confira: 

-revisão preventiva no veículo, o que inclui a checagem da calibragem dos pneus, do sistema de iluminação, dos equipamentos obrigatórios, do nível do óleo e do radiador, entre outros itens; 

-respeito aos limites de velocidade e às sinalizações da via;

-não ingerir bebidas alcóolicas. 

-manutenção da distância de segurança em relação aos demais veículos; 

-ultrapassagem apenas quando houver plenas condições de segurança; 

-não usar o celular durante a condução do veículo; 

-uso obrigatório do cinto de segurança por todos os ocupantes dos assentos do veículo; 

-uso de dispositivos de retenção (cadeirinhas e assentos de elevação) para transportar crianças; 

-a cada três ou quatro horas de percurso, é recomendável uma pausa para descanso ou revezamento na direção do veículo. Dirigir cansado ou com sono aumenta o risco de o motorista cometer erros, diz a PRF; 

-atenção redobrada à presença de pedestres, como os romeiros que se deslocam a Aparecida; 

Em caso de emergência, a orientação da PRF é que o viajante ligue para o número 191. 

Produtores rurais vão participar do Dia de Campo do Café em Rio Pardo e União Bandeirantes

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Como parte do Programa de Incentivo à Cafeicultura, implantado pela Prefeitura de Porto Velho, produtores rurais participam, nos dias 19 e 20, em Rio Pardo e União Bandeirantes, de um Dia de Campo do Café. A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), assim como a Embrapa e a Emater, são parceiras do Sebrae através do programa Produzir Brasil.

Entre os anos de 2017 e 2022, a Prefeitura de Porto Velho distribuiu aproximadamente 2,2 milhões de mudas de café clonal beneficiando cerca de mil famílias de produtores rurais, com o objetivo de incentivar a cafeicultura do município, atendendo cada propriedade familiar com mudas para a formação de um hectare por produtor. Hoje, a capital produz em torno de 100 toneladas de café em grão por ano.

De acordo com o gerente de Agroindustrialização da Semagric, as áreas de plantio que serão apresentadas são resultantes do incentivo da Prefeitura. Serão 150 produtores participantes em cada localidade. “Hoje nós estamos colhendo os frutos desse programa tão bem pensado para o município. E estamos com esses dois dias de campo em Rio Pardo e União Bandeirante contando com uma novidade: dessa vez nós vamos ter um laboratório para fazer a classificação de café, avaliar qualidade do café, ou seja, todos os parceiros envolvidos juntos e com essa classificação do café que é muito importante para o município e, por outro lado, que tínhamos ainda em definitivo”, explicou Manoel Izidio.

O café é uma cultura muito apropriada para a agricultura familiar, por existir potencial de mercado e os agricultores poderem aproveitar áreas já desmatadas existentes no estado, para produzir e gerar renda.

Mais voos para Rondônia: Governador Marcos Rocha se reúne com executivo da Latam em Brasília

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Em busca de melhorar o transporte aéreo em Rondônia, o governador Marcos Rocha tem se dedicado em atrair mais voos para o estado, e nesta terça-feira (10), em reunião realizada em Brasília, ele conseguiu que o pedido fosse atendido pela Latam, que anunciou aumento da oferta do serviço para Rondônia a partir de janeiro de 2024.

A boa vontade do poder público em trazer novos voos para o estado, e ser uma ponte de oportunidades foram iniciativas elogiadas pela empresa aérea. O governador Marcos Rocha destacou que está empenhado na missão de expansão de voos diante da relevância desse serviço para o desenvolvimento do estado e para o bem estar da população, assim também como é uma fator importante para contribuir com o desenvolvimento do país.

‘‘O aumento de alternativas de voos é muito importante para Rondônia, que é um estado em pleno desenvolvimento com o menor índice de desemprego do Brasil, e que tem recebido diversos prêmios do governo federal pela qualidade da gestão, e o reconhecimento de vários órgãos pelas conquistas em diversos eixos, e é preciso fortalecer a integração com todo o Brasil por meio do transporte aéreo. O que eu puder fazer em benefício da população de Rondônia estarei fazendo’’, considera o governador.

EXPANSÃO

O consultor de Relações Governamentais da Latam, Antônio Karp, destacou que a melhoria do serviço aéreo já começará em novembro deste ano, com ajuste nos horários dos voos dos dois voos diários entre Porto Velho e Brasília, e ressaltou que a expansão de voos, acontecerá a partir do próximo ano, passando de 10 para 17 voos semanais.

‘‘A partir de janeiro de 2024 teremos aumento de frequência de voos. Vamos começar a ter voos, saindo de Brasília às 13h e chegando em Porto Velho às 14h55, outro saindo de Brasília 15h30, e chegando em Porto Velho, às 19h30. Teremos também voos de Manaus a Porto Velho, saindo 23h e chegando 1h, e de Porto Velho para Manaus, saindo 1h30 e chegando às 3h’’, afirma o consultor.

MAIS ATRATIVO

O governador Marcos Rocha ainda ressaltou que tem pleiteando junto às empresas aéreas a oferta de voos internacionais, uma vez que a capital de Rondônia possui um aeroporto internacional, e anunciou que está trabalhando na redução de imposto sobre combustível para aeronaves, para tornar o estado de Rondônia mais atrativo para operação de empresas aéreas.

Marcos Rocha ainda destacou que a chegada de novos voos será uma medida de fortalecimento do potencial existente em Rondônia, que é um estado atrativo para o turismo e negócios, sendo considerado um grande produtor de alimentos para o Brasil e o mundo, e que avança em aumento da produção com sustentabilidade.

Operação Bad Vibes combate pornografia infantil em 12 estados

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Operação Bad Vibes. Operação contra pornografia infantil é realizada em 12 estados. Foto: Divulgação/PC Ceará

O Ministério da Justiça e Segurança Pública deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Bad Vibes contra a pornografia infantil. A ação ocorre simultaneamente em 12 estados, sob a coordenação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do ministério, e mobiliza policiais civis dos estados.

Os policiais cumprem, simultaneamente nos 12 estados, cinco mandados de prisão e de 36 busca e apreensão contra pessoas que comercializavam e consumiam conteúdos pornográficos infantis, em grupos do aplicativo Viber, de mensagem instantânea. O objetivo é apurar a prática dos delitos.

Pela rede social X, antigo Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino comentou a Operação Bad Vibes. “Essa ação conta com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), em conjunto com as Polícias Civis de 12 estados, como parte de esforço diário no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.”

Até o momento, Operação Bad Vibes já fez 12 prisões em flagrante e cinco prisões temporárias, em dez estados. As 12 detenções em flagrante foram registradas em Sergipe, Santa Catarina, no Espírito Santo, Pará, Ceará, em São Paulo, no Paraná, em Goiás. Já as cinco prisões temporárias foram no Piauí. As ações continuam ao longo do dia até que todos os mandados sejam cumpridos.

De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, “a ação integrada teve como ponto de partida informações prestadas pela agência da Homeland Security Investigations (HSI), da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, com base em investigações pretéritas levadas a cabo pela agência da HSI em Pretória, África do Sul, que identificou a participação ativa de brasileiros nesses grupos”.

Abuso sexual contra crianças e adolescentes é crime. No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão. Para quem compartilhar imagens, a pena varia três a seis anos. Já para quem produz conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual, as penas variam de quatro a oito anos de detenção.

Denúncias 

A sociedade pode prevenir, combater e enfrentar os crimes contra a infância e a adolescência. Os casos de violações contra crianças e adolescentes devem ser denunciados no Disque 100, sob coordenação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com ligação gratuita para o número 100. O sigilo das informações é garantido, quando solicitado pelo denunciante.

Ainda existem os serviços de WhatsApp, no número (61) 99611-0100; no site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), no Telegram (buscar por Direitos Humanos Brasil), no aplicativo Direitos Humanos Brasil, e por videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras), serviço exclusivo para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. E em caso de emergência, ligue para Polícia Militar da sua localidade, número 190. 

Rio Madeira tem menor nível em 56 anos, diz Agência Nacional de Águas

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Rio Madeira atinge a cota de 15 metros em Porto Velho. Foto Defesa Civil/ Porto Velho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou, nesta terça-feira (10), em Brasília, a situação crítica de escassez de recursos hídricos no Rio Madeira, na Amazônia. A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial da União e vale até 30 de novembro de 2023.

Segundo o documento, a decisão foi tomada durante a 26ª Reunião Deliberativa Extraordinária da agência, realizada nessa segunda-feira (9), e segue a orientação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que, na última quarta-feira (4), declarou “reconhecer a severidade da crise hidrológica de seca na Região Norte do país, observada em 2023, especialmente a situação vivenciada na Bacia do Rio Madeira, com risco de comprometer o atendimento aos estados do Acre e Rondônia.”

A agência informou, também, que as três principais estações fluviométricas, no Rio Madeira, estão abaixo da cota em 95% das medições. Na estação de Porto Velho, Rondônia, por exemplo, a cota do rio atingiu o menor nível observado em 56 anos de medições.

O acompanhamento da vazão da Bacia do Rio Madeira aponta para fluxos menores do que os registrados neste período do ano, na maior parte das medições, e os mapas mensais do Monitor de Secas apontam escassez hídrica, em diferentes níveis, nas cidades alcançadas pelos afluentes e subafluentes do rio.

A gravidade da seca preocupa autoridades pela importância do Rio Madeira, que atende a várias necessidades de recursos hídricos, desde a subsistência de populações que vivem às margens dele, ao transporte pela hidrovia Corredor Logístico Norte, com segundo maior fluxo de passageiros e produtos da região.

Atividades suspensas

Também é no Rio Madeira que funcionam as Usinas Hidrelétricas de Jirau, com capacidade instalada de 3.750 Megawatts (MW) e maior resiliência à seca; e de Santo Antônio, com capacidade instalada de 3.568 MW, o suficiente para abastecer cerca de 45 milhões de habitantes, e que está com as atividades suspensas desde o início deste mês de outubro

O Grupo Técnico de Acompanhamento do Plano de Contingência para Enfrentamento dos Impactos Esperados do Fenômeno El Niño sobre os Recursos Hídricos na Bacia do Rio Amazonas (GTA) é a instância da ANA que monitora a situação hidrometeorológica do Rio Madeira, junto com os órgãos gestores dos recursos hídricos dos estados alcançados pelos rios da bacia.

De acordo com a portaria, os impactos sobre os usos das águas identificados ao longo do período de seca deverão receber medidas de prevenção e redução dos problemas, assim como a prorrogação da declaração de escassez será analisada conforme as mudanças dos níveis de água aconteçam.

Governo de Rondônia decreta ponto facultativo no dia 13 de outubro

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O Governo de Rondônia decretou, conforme publicado no Diário Oficial do Estado, ponto facultativo na sexta-feira (13) para os órgãos da administração pública do Estado, após o feriado nacional que celebra o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

O decreto nº 28.494, publicado nesta terça-feira(10), acrescenta o ponto facultativo no dia 13 de outubro. Os demais feriados e pontos facultativos de 2023 já estão previstos no decreto nº 27.720, que estabelece o calendário oficial do Governo de Rondônia de 2023, referente a este assunto

O Governo de Rondônia estabeleceu ainda no decreto que os dirigentes dos órgãos da Administração Pública Estadual devem zelar pela preservação e o funcionamento de serviços essenciais para a população.

Biden confirma que norte-americanos foram sequestrados pelo Hamas e alerta outros países para não se envolverem na guerra

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O presidente Joe Biden, dos Estados Unidos, se pronunciou sobre a guerra de Israel com o Hamas nesta terça-feira (10). Ele confirmou que norte-americanos foram sequestrados pelo grupo terrorista e alertou outros países para não se envolverem no conflito.

“Nesse momento, precisamos ser muito claros: nós estamos ao lado de Israel e vamos fazer de tudo para que Israel possa se defender contra esse ataque”, disse Biden. 

O presidente dos EUA também disse que enviará verbas para o governo israelense.

“Estamos aumentando a assistência militar adicional, incluindo munições e interceptadores para reabastecer [o] Domo de Ferro”, disse ele. “Vamos garantir que Israel não fique sem estes recursos críticos para defender as suas cidades e os seus cidadãos.”

Conversa com Netanyahu

Mais cedo, o presidente conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu para falar sobre como deverá ser o apoio dos EUA na guerra entre Israel e o Hamas.

Biden não deu muitos detalhes sobre o telefonema. Ele afirmou que eles discutiram a coordenação para dar apoio a Israel com o propósito de impedir “atores hostis” e proteger pessoas inocentes.

No sábado (7), o Hamas, um grupo terrorista, fez um ataque-surpresa contra Israel. A partir da Faixa de Gaza, combatentes do grupo invadiram o território israelense, mataram centenas de pessoas e levaram mais de 100 pessoas como reféns. Israel declarou guerra ao Hamas e, inicialmente, atacou o território palestino com mísseis (veja mais abaixo).

Na terça-feira, o governo dos EUA afirmou que não pretende enviar soldados para Israel, mas afirmou que vai defender os interesses americanos na região.

O governo dos EUA também divulgou um comunicado em que afirma que apoia Israel e repudia o Hamas.

Pelo menos 14 cidadãos dos EUA morreram nos confrontos, de acordo com Biden, mas o número pode aumentar porque ainda há outros americanos que estão desaparecidos.

Irã e Hamas

No domingo, o “Wall Street Journal” publicou uma reportagem em que dizia que o Irã participou do planejamento do ataque-surpresa a Israel junto com o Hamas.

Na segunda-feira, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que “sem dúvida há um grau de cumplicidade” do Irã no apoio ao Hamas, mas afirmou que o governo dos EUA não tem evidências de que o Irã esteve diretamente envolvido na organização do atual ataque.

Kirby disse a jornalistas que a Casa Branca espera mais pedidos relacionados à segurança de Israel e tentará cumprir as demandas o mais rápido possível.

Ele também afirmou que “é muito cedo para dizer que pisamos no freio” nos esforços para normalizar relações entre Arábia Saudita e Israel, mas que essa diplomacia ainda deveria ser encorajada.

Entenda a guerra entre o Hamas e Israel

▶️ Como começou o conflito entre o Hamas e Israel? A mais recente disputa na região começou em 7 de outubro, quando o Hamas realizou um ataque-surpresa contra Israel. Essa foi a mais violenta ação contra o território israelense dos últimos 50 anos. Os serviços de inteligência do país não conseguiram antecipar que uma ofensiva dessa magnitude estava sendo preparada.

▶️ O que é o Hamas? O grupo terrorista é uma das maiores organizações islâmicas dos territórios palestinos e, desde 2007, controla a Faixa de Gaza. O Hamas é considerado um grupo terrorista por países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o grupo.

▶️ Como foi o ataque? As ações se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou lançados 5 mil foguetes. Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país. Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.

▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação. “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.” Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.

▶️ Quantas pessoas morreram? O balanço mais recente das autoridades locais indica que quase 1.600 pessoas morreram, sendo 900 em Israel, 687 na Faixa de Gaza e sete na Cisjordânia. Milhares de pessoas ficaram feridas.

▶️ O que é e onde fica Faixa de Gaza? É território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito. Marcado por pobreza e superpopulação, tem 2 milhões de habitantes morando em um território de 360 km² — um pouco menor que Santa Catarina. Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, Gaza vive um bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira.

▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.

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