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quinta-feira, julho 23, 2026
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Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprova o Desenrola Brasil

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Cartões de crédito

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) 2.685/2022, que Institui o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, conhecido como Desenrola Brasil.

O projeto estabelece normas para facilitação de acesso a crédito, redução dos riscos de inadimplência e de superendividamento de pessoas físicas, além de tratar da renegociação de dívidas e limitar os juros do pagamento rotativo do cartão de crédito.

A matéria segue agora, em caráter emergencial, para apreciação do plenário do Senado. A expectativa é que o texto seja votado na segunda-feira (2), uma vez que, na terça (3), a medida provisória que criou o programa perderá a validade.

Segundo o relator do projeto na CAE, senador Rodrigo Cunha (Podemos -AL), o problema da inadimplência e da consequente falta de crédito para aqueles que não conseguem saldar suas dívidas vai além das pessoas físicas, atingindo também empresas, uma vez que, sem crédito, o cidadão deixa de consumir.

Em defesa da aprovação do projeto, o senador Jaques Wagner (PT-BA) lembrou que boa parte das dívidas que tornam os brasileiros inadimplentes são pelos serviços de luz e água. Segundo o Ministério da Fazenda, o Desenrola Brasil terá validade até 31 de dezembro deste ano. Até lá, a expectativa é de que o programa beneficie até 70 milhões de pessoas.

Estão previstas algumas condições para a participação no programa. No caso dos devedores, eles terão de pagar seus débitos por meio da contratação de uma nova operação de crédito, a ser feita com agente financeiro habilitado ou com recursos próprios.

Já os credores precisam oferecer descontos e retirar dos cadastros de inadimplentes as dívidas negociadas. Aos agentes financeiros, caberá executar o financiamento das operações de crédito por meio de recursos próprios.

Faixa 1

Estão previstas duas faixas de público a ser beneficiado pelo programa. A Faixa 1 é voltada para pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único para Programa Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com dívidas de até R$ 5 mil contraídas até 31 de dezembro de 2022.

Estima-se que haja cerca de 43 milhões de pessoas nessa situação, com uma dívida total de aproximadamente R$ 50 bilhões, conforme informado pelo governo federal. Os débitos poderão ser quitados de duas formas: pagamento à vista ou por financiamento bancário, em até 60 parcelas mensais de pelo menos R$ 50. Nesse caso, a taxa de juros é de 1,99% ao mês.

Famílias e credores precisam se inscrever em uma plataforma na internet. O público deve participar de um programa de educação financeira e os credores devem se submeter a um leilão eletrônico para oferecer descontos às famílias. O governo garante a quitação da dívida para o vencedor do leilão — aquele que oferecer o maior desconto.

Faixa 2

A Faixa 2 é voltada para pessoas com dívidas de até R$ 20 mil. As instituições financeiras podem oferecer aos clientes a possibilidade de renegociação de forma direta ou pela plataforma do Desenrola Brasil. Em troca de descontos nas dívidas, o governo oferece aos bancos incentivos regulatórios para que aumentem a oferta de crédito.

O projeto estabelece condições para que bancos públicos ou privados participem como credores no leilão de descontos, caso tenham volume de captações superior a R$ 30 bilhões. Uma das condições é reduzir permanentemente os cadastros de inadimplentes com dívidas de valor igual ou inferior a R$ 100.

Dívidas que não se enquadrem nas duas faixas podem ser quitadas por meio da plataforma digital do programa. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil devem prestar instruções de forma presencial e gratuita aos devedores que tiverem dificuldade em acessar a plataforma.

Primeira etapa

Aberta em julho, a primeira etapa do Desenrola, destinada à Faixa 2, renegociou R$ 13,2 bilhões de 1,9 milhão de contratos até o último dia 18. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), isso equivale a 1,6 milhão de clientes, já que um correntista pode ter mais de uma dívida.

Além disso, 6 milhões de pessoas que tinham débitos de até R$ 100 tiveram o nome limpo. Nesse caso, as dívidas não foram extintas e continuam a ser corrigidas, mas os bancos retiraram as restrições para o devedor, como assinar contratos de aluguel, contratar novas operações de crédito e parcelar compras em crediário. A desnegativação dos nomes para dívidas nessa faixa de valor era condição necessária para os bancos aderirem ao Desenrola.

Segunda etapa

A segunda etapa do Desenrola teve início no dia 25. Até o dia quarta-feira (27), 709 credores participaram de leilão de descontos em um sistema desenvolvido pela bolsa de valores brasileira.

As empresas credoras estão agrupadas em nove setores: serviços financeiros; securitizadoras; varejo; energia; telecomunicações; água e saneamento; educação; micro e pequena empresa, educação.

Quem oferecer os maiores descontos será contemplado com recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com R$ 8 bilhões do Orçamento da União, o fundo cobrirá eventuais calotes de quem aderir às renegociações e voltar a ficar inadimplente. Isso permite às empresas conceder abatimentos maiores no processo de renegociação.

Destinada à Faixa 1 do programa, a segunda etapa do Desenrola pretende beneficiar até 32,5 milhões de consumidores com o nome negativado que ganham até dois salários mínimos. Em tese, só poderão ser renegociadas dívidas de até R$ 5 mil, que representam 98% dos contratos na plataforma e somam R$ 78,9 bilhões.

No entanto, caso não haja adesão suficiente, o limite de débitos individuais sobe para R$ 20 mil, que somam R$ 161,3 bilhões em valores cadastrados pelos credores na plataforma.

Barroso assume comando do STF mirando eficiência e lidando com investidas do Congresso

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Com dez anos de atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso assume a Presidência da Corte nesta quinta-feira (28) no lugar de Rosa Weber. Ele comandará o Supremo por um mandato de dois anos.

A sessão que confirmou a passagem para Barroso aconteceu em 9 de agosto de 2023, também confirmando que Edson Fachin assumirá a vice-Presidência da Corte.

O que enfrentará a gestão Barroso?

Barroso comandará a Suprema Corte em um período de investidas do Legislativo. O mais recente movimento se consolidou em torno do apoio a uma proposta que dá poder ao Congresso para suspender, por maioria qualificada, decisões não unânimes da Corte.

Congressistas da bancada ruralista apoiam a iniciativa, além de outras 15 frentes parlamentares, como a Evangélica e a da Segurança Pública. A oposição no Legislativo pressiona para combater o que chama de “ativismo judicial” e “contínua usurpação de competência pelo Supremo Tribunal Federal”.

A bancada ruralista pretende tocar propostas com intuito de validar o marco temporal para demarcações de terras indígenas, em contestação a decisão do STF, que derrubou a tese.

Outros episódios recentes e ainda não equacionados de insatisfação do Legislativo com o Judiciário se deram com as votações no STF sobre validade da contribuição sindical por todos os trabalhadores e descriminalização de drogas para consumo pessoal e do aborto nos três primeiros meses de gestação.

Morre Michael Gambon, segundo ator a interpretar Dumbledore em “Harry Potter”

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O ator irlandês Michael Gambon, conhecido por interpretar o professor Alvo Dumbledore na saga de filmes “Harry Potter”, morreu aos 82 anos nesta quinta-feira (28).

Ele morreu de forma tranquila no hospital, conforme informou a PA Media, agência estatal de notícias do Reino Unido, citando um comunicado da família.

Gambon começou a atuar no palco no início dos anos 1960 e mais tarde mudou-se para a TV e o cinema. Dentro seus papéis notáveis ​​​​no cinema incluem um líder psicótico da máfia em “O Cozinheiro, o ladão, sua mulher e o amante”, de Peter Greenaway, em 1989, e o idoso rei George V, em “O Discurso do Rei”, de Tom Hooper, em 2010.

Seu papel mais conhecido foi como Dumbledore na franquia “Harry Potter”, posto que ele assumiu no terceiro filme da série de oito filmes depois de substituir o falecido Richard Harris em 2004. Gambon minimizou os elogios por sua atuação e disse que simplesmente se representava usando “uma barba grudada e um manto longo”.

Trajetória de Gambon

Michael John Gambon nasceu em 19 de outubro de 1940, em Dublin, filho de mãe costureira e pai engenheiro. A família mudou-se para Camden Town, em Londres, quando Gambon tinha seis anos, enquanto seu pai procurava trabalho na reconstrução da cidade no pós-guerra.

Gambon deixou a escola aos 15 anos para estudar engenharia e aos 21 estava totalmente qualificado. Ele também foi membro de um grupo de teatro amador e sempre soube que atuaria, disse ao jornal The Herald em 2004. Ele se inspirou nos atores americanos Marlon Brando e James Dean, que ele acreditava refletir a angústia dos adolescentes.

Em 1962, ele fez o teste para o grande ator shakespeariano Olivier, que o tornou um dos membros fundadores do National Theatre no Old Vic, ao lado de outros jovens grandes nomes emergentes, como Derek Jacobi e Maggie Smith.

Gambon construiu sua reputação no palco nos anos seguintes, tornando-se conhecido em particular com sua interpretação de Galileu em 1980 em “Life of Galileo”, de John Dexter.

A década de 1980 atraiu maior atenção com o papel principal no programa de TV “The Singing Detective”, de 1986, no qual ele interpretava um escritor que sofria de uma doença debilitante da pele, cuja imaginação fornecia a única saída para sua dor. O desempenho lhe rendeu um de seus quatro BAFTAs.

Ele também ganhou três prêmios Olivier e dois prêmios Screen Actors Guild Awards — por “Gosford Park” e “O Discurso do Rei” de 2001.

Gambon foi nomeado Comandante do Império Britânico em 1992 e cavaleiro pelos serviços prestados ao teatro em 1998, algo que ele chamou de “um belo presente”, embora não tenha usado o título.

Personalidade travessa, ele sempre inventava histórias. Durante anos, ele mostrou a outros atores uma fotografia autografada de Robert De Niro, que ele mesmo havia inscrito antes mesmo de conhecer o ator americano.

Ele revelou em um episódio do programa “The Late Late Show” na Irlanda que convenceu sua mãe de que era amigo do papa.

Gambon se aposentou dos palcos em 2015 após sofrer problemas de memória de longo prazo, mas continuou atuando na tela até 2019. Ele disse a um entrevistador em 2002 que seu trabalho o fez se sentir “o homem mais sortudo do mundo”.

Gambon casou-se com Anne Miller em 1962 e o casal teve um filho. Embora nunca tenham se divorciado, anos depois ele também teve outra companheira, a cenógrafa Philippa Hart, 25 anos mais nova, com quem teve dois filhos.

Legalização do aborto volta ao debate público com julgamento no STF

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A descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, que começou a ser julgada virtualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na madrugada do dia 22 de setembro, é tema polêmico tanto entre grupos mais conservadores que se opõem à legalização, como os evangélicos, quanto entre movimentos de esquerda e mais progressistas. 

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, é relatora do processo e registrou, na sexta-feira (22), o voto a favor de que a prática não seja considerada crime. O ministro Luís Roberto Barroso pediu que o julgamento fosse suspenso e levado ao plenário físico. A nova data ainda não foi marcada. 

Nesta quinta-feira (28) é celebrado o Dia de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto na América Latina e Caribe. A Frente de São Paulo contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto convoca partidos, movimentos e coletivos para ato unificado a favor da pauta. A concentração começa às 17h no vão do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). 

Na América Latina, diversos países já legalizaram o procedimento. Em 2012, enquanto o Brasil ainda decidia se o aborto de anencéfalos era crime ou não – o STF decidiu que não -, o Uruguai já legalizava a prática, independentemente da situação da gestante e da concepção. Em 2020, 2021 e 2022, a Argentina, o México e a Colômbia, respectivamente, se juntaram ao Uruguai.

A descriminalização é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende que seja um direito de todas, sem limite de idade gestacional, e que se opte preferencialmente pelo aborto medicamentoso, com misoprostol e mifepristona, proibido no Brasil.

Na região metropolitana de São Paulo, a pauta ganhou destaque neste mês. A Câmara Municipal de Santo André promulgou a Lei nº 10.702, proibindo que qualquer órgão da administração local, direta ou indireta ou autarquia “incentive ou promova a prática do aborto”. O Artigo 128 do Decreto-lei nº 2.848 diz que não se pune o médico que executa o procedimento para salvar a gestante e em caso de estupro da mulher. A Lei nº 10.702 foi uma proposta do vereador Márcio Colombo (PSDB). No Brasil, o aborto é considerado legal em casos de gestação decorrente de estupro, risco de vida à gestante e anencefalia fetal.

Julgamento moral 

Para a médica ginecologista e obstetra Helena Paro, a postura de profissionais mais conservadores quanto ao direito ao aborto em qualquer circunstância é um elemento que gera negligência em consultórios e hospitais, estendendo-se até mesmo às pacientes que estão respaldadas pela lei. A médica trabalha há cerca de seis anos com aborto legal e afirma que a atividade devolveu a ela “o sentido da vida”, pois se sente bem ao ajudar jovens. Helena citou uma paciente atendida há poucos dias que engravidou após ser vítima de estupro. Ela conta que, se a jovem mantivesse a gestação que não queria e nem programou para ter, reduziria a quase zero as chances de realizar o sonho de cursar arquitetura.

“O sofrimento maior é o do estigma e o de morrer na clandestinidade”, resume a profissional, que é professora de Medicina e integrante do Nuavidas, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

Helena afirma que grupos contrários à descriminalização pressionam quem é a favor e, no seu caso, apresentam questionamentos a órgãos públicos. “A gente tem um Estado laico, mas também uma cruz nas paredes dos salões das sedes dos Poderes”, afirma, fazendo referência ao símbolo colocado nesses locais e à interferência do cristianismo na tomada de decisões e na proposição de leis. A ginecologista argumenta que “o aborto que mata é o clandestino”.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Aborto 2021, estima-se que 5 milhões de mulheres tenham feito aborto em todo o país. A proporção é de que uma em cada sete já fez o procedimento até os 40 anos de idade, sendo que 81% delas têm religião, o que sugere que, mesmo com suas crenças, consideram ser mais urgente resolver a gravidez por não desejarem dar à luz a uma criança que não querem naquele momento. O estudo indica que muitas das mulheres têm religião de linha conservadora e, mesmo assim, fazem o aborto, ainda que não compartilhem a decisão com outras pessoas. Para movimentos a favor da legalização, a atitude revela hipocrisia.

Perigos e barreiras

Os movimentos feminista e mulherista chamam a atenção para o fato de que o aborto clandestino coloca as mulheres em situação de maior vulnerabilidade e, por essa razão, defendem que se trata de uma questão de saúde pública. Essa associação pode ser observada por meio de outro dado da pesquisa nacional: 43% delas precisam ser hospitalizadas após o procedimento.

O risco do aborto feito de modo improvisado, sem a proteção legal e, portanto, sem assistência adequada de profissionais de saúde, pode levar à morte e, nesse cenário, a maioria é negra. De acordo com o mais recente levantamento oficial do país, 64% das mulheres que perderam a vida após tentar fazer um aborto não especificado – termo mais usado para os abortos clandestinos – tinham esse perfil, tendo como base o intervalo de 2012 a 2021. De 2012 a 2019, mais de 192 mil mulheres foram internadas após abortos não especificados ou após a tentativa dar errado.

A advogada Letícia Vella, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, avalia que, se a mentalidade do país fosse outra, o acesso seria mais fácil até para quem tem, atualmente, direito a fazer um aborto. “As barreiras são inúmeras”, observa.

Ela citou, entre essas barreiras: poucos serviços que oferecem consultas para que se chegue à possibilidade de realização do procedimento; objeção de consciência por parte dos profissionais; limite de idade gestacional; autorização judicial, quando não é necessária; e desconfiança na palavra das mulheres. Citou ainda tentativas de verificar a compatibilidade da idade gestacional com a época da violência (estupro) e a desconsideração de doenças crônicas.

Relato

A designer Ísis* tinha 39 anos e saía há um mês com seu companheiro, apesar de o conhecer há anos, quando descobriu a gravidez indesejada. O relacionamento era tão recente quanto o emprego que conseguira. Pela lei que vigora hoje no Brasil, Ísis não poderia realizar um aborto. Ela chegou a tomar a pílula do dia seguinte para evitar a gravidez, mas não funcionou.

A ajuda chegou por meio de pessoas de sua confiança, em sua maioria mulheres que indicaram contatos para a compra de substâncias abortivas. Ísis também consultou um médico para saber como deveria tomar o medicamento, que adquiriu com dinheiro guardado na poupança, e para conhecer os riscos. Ela contou com o apoio do companheiro, que teve receio de que ela morresse ou ficasse com sequelas após o procedimento.

“Também conheço uma moça que, mesmo tendo dinheiro, quase não conseguiu abortar. Ela estava grávida de gêmeos. Só soube quando foi verificar no exame transvaginal”, conta Ísis, acrescentando que o aborto de um dos fetos não foi feito com sucesso e que ela precisou recorrer a doses de mifepristona, que obteve por meio de um coletivo feminista.

“Eu não estava preocupada em morrer, estava preocupada em parir sem ter planejado. Eu tinha pouquíssimo tempo no emprego. Imagina a confusão”, afirma.

Em sua 63ª edição, Rondônia Cidadã contempla neste fim de semana moradores de Jaru com vários serviços essenciais

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Depois de realizar 945 atendimentos em diversas áreas com o programa estadual Rondônia Cidadã, em Porto Velho, na edição especial destinada ao público com prioridades, no sábado (23), a equipe da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social – Seas e instituições parceiras vai estar neste fim de semana no município de Jaru, a 292 quilômetros da Capital. O atendimento aos mais de 50 mil moradores do município será feito no sábado (30), das 8h às 16h, e no domingo (1º), das 8h às 12h, na Escola Estadual Professora Dayse Mara de Oliveira Martins, localizada na Rua Onofre Duarte de Oliveira, nº 3290, Setor 6.

Trata-se da 63ª edição do programa criado pelo Governo do Estado, que levará para os moradores de Jaru e adjacências, serviços essenciais, como assistência jurídica, atualização de dados cadastrais, orientação sobre benefícios rurais, emissão de documentos pessoais, Passe Livre, Carteira de Trabalho Digital, atendimento com médico clínico-geral, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, educação no trânsito, atividades de lazer, entre outros.

Com a edição do último fim de semana, subiu para mais de 55 mil atendimentos diversos promovidos pelo programa estadual, desde 2019, quando foi criado com a nomenclatura Seas Cidadã. Pelo menos 38, dos 52 municípios rondonienses já receberam a ação itinerante.

Astronautas que ficaram “presos” no espaço chegam à Terra após mais de um ano

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Em dezembro de 2022, um vazamento no sistema de refrigeração da cápsula Soyuz MS-22, então acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS), causou um enorme transtorno para os membros da missão, dois cosmonautas russos e um astronauta dos EUA. O trio, que estava programado para voltar para casa em março deste ano – seis meses após a chegada ao laboratório orbital – precisou prolongar sua estadia por, pelo menos, o dobro do tempo previsto.

Com isso, o astronauta Frank Rubio, da NASA, bateu o recorde norte-americano de maior tempo em órbita, que pertencia a Mark Vande Hei, ao ultrapassar a marca de 355 dias seguidos no espaço. 

Agora, mais do que isso, Rubio e seus companheiros russos Sergey Prokopyev e Dmitri Petelin acabam de entrar para o seleto grupo de pessoas que passaram mais de um ano fora da Terra (sendo ele o primeiro de origem americana). Finalmente, os três voltaram a colocar os pés em solo terrestre, após um total de 371 dias de missão.

Com o auxílio de paraquedas, a nave Soyuz MS-23, trazendo o trio de volta para casa, pousou às 9h17 (pelo horário de Brasília) desta quarta-feira (27), na estepe do Cazaquistão, a sudeste da remota cidade de Dzhezkazgan.

Vamos recapitular a saga desses bravos exploradores:

  • A missão Soyuz MS-22 foi lançada à Estação Espacial Internacional em 21 de setembro de 2022;
  • A bordo da espaçonave estava Frank Rubio, da NASA, junto com Sergey Prokopyev e Dmitry Petelin, da Roscosmos (agência espacial russa);
  • Em 14 de dezembro, um intenso vazamento de líquido de refrigeração foi identificado na cápsula, que estava ancorada no lado russo do laboratório orbital;
  • Investigações iniciais apontam que a causa teria sido o impacto de um meteoroide;
  • Por causa do incidente, uma nova cápsula Soyuz foi lançada como cargueiro de suprimentos em 23 de fevereiro para buscar os três;
  • No entanto, de modo a evitar que a estação ficasse sem pessoal, a nave Soyuz MS-23 só poderia trazê-los para casa agora em setembro;
  • Dessa forma, a missão original de seis meses dessa tripulação foi prorrogada para mais de um ano;
  • A cápsula danificada, por sua vez, voltou para a Terra no fim de março para ser investigada.

Prokopyev e Petelin são o quinto e sexto representantes da Rússia a ultrapassarem um ano no espaço e os dois primeiros a fazer isso na ISS. Os cosmonautas da era soviética Sergey Avdeev, Musa Manarov, Vladimir Titov e Valeri Polyakov registraram mais de 365 dias cada um na antiga estação espacial Mir. 

Falecido no ano passado, Polyakov ainda é o detentor mundial da maior permanência contínua no espaço, passando 437 dias em órbita.

Astronautas da ISS fazem cerimônia de despedida do trio

Na terça-feira (26), aconteceu a passagem de comando da tripulação da ISS, que antes era de Prokopyev, para Andreas Mogensen, da Agência Espacial Europeia (ESA).

“Vocês realizaram, Dmitri e Sergey, seis caminhadas espaciais, e Frank três”, disse Mogensen. “E talvez o mais notável de tudo, vocês voaram no espaço durante sua missão com outros 28 indivíduos no total”.

Marcos Rogério elogia PM de Rondônia por ações contra invasão de fazendas

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O senador Marcos Rogério (PL-RO) elogiou, em pronunciamento na terça-feira (26), o trabalho da Polícia Militar de Rondônia ao prender invasores de fazendas. O parlamentar afirmou que o estado viveu um surto de ocupações ao longo dos últimos anos e que o movimento foi retomado em 2023. Segundo Marcos Rogério, a rápida resposta da PM impediu, recentemente, a invasão de uma fazenda de pescado em Theobroma, na região central do estado.

— Eu quero parabenizar a nossa Polícia Militar e as demais forças de segurança, os demais agentes da Polícia Civil, pela ação rápida, resposta certa e resultado positivo. Merecem, portanto, os nossos aplausos! Mas esses invasores precisam responder não apenas por esbulho possessório, têm que responder também por terrorismo no campo, ato antidemocrático, tentativa de homicídio, porque, quando a polícia chegou, foi recebida à bala pelos invasores! Armas foram apreendidas. Não dá para tolerar esse tipo de violência no campo.

O parlamentar criticou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou a constitucionalidade de dispositivos da Lei da Reforma Agrária (Lei 8.629, de 1993) que permitem a desapropriação de terras produtivas que não cumpram sua função social. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3865, ajuizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi considerada improcedente pelos ministros do Supremo no início do mês.

— Às vezes, a gente aponta para o Supremo como ativista… Nesse caso, foi um erro do Parlamento, que aprovou uma norma que, além de reconhecer a necessidade, para se evitar uma desapropriação, do aspecto produtivo da propriedade (ou seja, a área tem que ser produtiva), além disso, que ela cumpra a função social… Só que, quando você vai observar o que é a função social, o que seria esse requisito da função social? Aí se uma área teve, em algum momento da história, um problema ambiental, é descumprimento da função social.

Fonte: Agência Senado

Estudantes premiados no concurso “Redação Turismo” visitam o Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques

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Para propor acolhimento aos estudantes da Rede Estadual de Ensino, que apresentaram a história regional mediante a elaboração de redações com a temática “Rondônia e suas Potencialidades Turísticas”, o Governo de Rondônia deu início iniciou à excursão de premiação do concurso “Redação Turismo”, cujo lançamento aconteceu no final de maio.

A Superintendência Estadual de Turismo – Setur, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação – Seduc premiou estudantes das escolas dos 52 municípios do Estado que participaram do concurso, e obtiveram o 1° lugar na primeira etapa realizada. Os alunos foram contemplados com uma experiência turística em Costa Marques, na quinta-feira (21). A segunda etapa será em 17 de outubro, em Porto Velho.

Para o gestor da Setur, Gilvan Pereira Júnior, todos estão convidados a conhecer o Estado de Rondônia e seus locais turísticos. “Com o concurso de Redação, proporcionamos aos alunos de vários municípios, a oportunidade de conhecer e se encantar com tudo que temos aqui. Quando investimos nestes jovens, estamos depositando em um futuro promissor do turismo no Estado”, declarou.

O intuito do desenvolvimento deste projeto é promover a sensibilização dos estudantes da Rede Estadual de Ensino sobre a importância de conhecerem o patrimônio histórico e cultural do Estado, para entender o porquê de preservá-lo.

O CONCURSO

Nesta edição, o Concurso de Redação contou com a participação de 106 estudantes do ensino médio do estado de Rondônia, incluindo o distrito de Extrema. Na etapa de Costa Marques estiveram presentes 34 participantes de 17 municípios, entre estudantes e professores, além de autoridades e a comunidade local. Além da visita ao Real Forte Príncipe da Beira, foi realizado um City Tour para conhecer a primeira basílica do Estado, e visita às margens do rio Guaporé, ocasião em que foi contada a história da fronteira, que na época da construção do Forte dividia a região entre Portugal e Espanha.

Para a etapa de Porto Velho, que será realizada no dia 17 de outubro, a previsão é de 64 participantes, quando será realizado um City Tour pelos principais pontos turísticos e históricos da Capital.

Onça-parda é flagrada passeando com filhotes em sítio de Porto Velho

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Uma família de onças-pardas foi flagrada ‘passeando’ por um sítio de Porto Velho. O registro raro foi feito por uma câmera instalada na propriedade rural, localizada no sentido assentamento Joana d’Arc. No vídeo é possível ver a mamãe onça e seus dois filhotinhos andando tranquilamente pelo terreno.

Gisele Souza, proprietária do sítio, contou ao g1 que comprou a área em 2020 e desde então costuma ir com a família para curtir o fim de semana, num contato próximo com a natureza.

“No entanto neste último fim de semana tivemos uma surpresa. Quando chegamos lá e fomos olhar as câmeras instaladas, vimos em uma das gravações três onças-pardas andando pelo sítio, em plena luz do dia. Primeiro passa a mãe, e logo atrás as oncinhas”, revela. 

“Prato Fácil” chega à marca de 2 milhões de refeições ofertadas para famílias em situação de vulnerabilidade em Rondônia

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Criado há dois anos e quatros meses pelo Governo de Rondônia, o programa Prato Fácil bateu mais um recorde, na segunda-feira (25), ao chegar à marca dos 2 milhões de refeições ofertadas para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos seis municípios com restaurantes credenciados. Ao todo são 38 estabelecimentos privados que fornecem refeições e nutritivas, ao custo de R$ 2 para os beneficiários do programa, enquanto o governo complementa o restante do valor da marmitex ou prato feito.

O cardápio é elaborado sob orientação da equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional – Cosan da Secretaria da Assistência e do Desenvolvimento Social – Seas. A quantidade de alimentos, 2.017.825, equivale a 160 toneladas que beneficiou mais de 31 mil famílias ou mais de 60 mil pessoas de forma individual. O investimento do Governo Estadual como contrapartida foi de R$ 30 milhões, com faturamento estimado em R$ 34 milhões e uma economia de R$ 4 milhões para os cofres públicos.

Entre os beneficiários do Prato Fácil está Maria da Glória, dona de casa, que há 4 anos faz tratamento de câncer no Hospital do Amor, e tem no programa estadual a garantia de nutrientes necessários para reforçar seu organismo contra os efeitos das substâncias químicas agressivas.

“Todo dia meu esposo pega almoço para gente no restaurante que fica perto da nossa casa. A comida é muito boa e pagamos apenas R$ 24 por semana”, disse, enquanto era atendida na edição especial de outro programa estadual, idealizado pela Seas, o Rondônia Cidadã, que no sábado disponibilizou vários serviços essenciais na zona Leste de Porto Velho, mediante o “Rondônia Cidadã Prioridades” destinado para pessoas com deficiência, obesas, autistas, gestantes, lactantes, com dificuldade de locomoção e doadoras de sangue.

A secretária da Seas, Luana Rocha lembrou que, o Prato Fácil foi criado com o objetivo de amenizar os impactos causados pela pandemia da covid-19 e hoje tem feito a diferença na vida de muitas pessoas que conseguem se alimentar bem, além de contribuir com a geração de emprego e renda na cadeia produtiva de alimentos. “O programa é bom para alimentar quem necessita e também para quem precisa de emprego, para quem produz alimentos e para o proprietário dos estabelecimentos credenciados”, ressaltou.

Outra beneficiária é a viúva Maria Luzia da Silva, do Bairro Mariana, que com seis marmitex garante almoço para ela, duas filhas e sete netos. “O Prato Fácil proporciona uma economia enorme, pois gasto somente R$ 12 por dia e o restante é o Governo quem paga”, afirmou.

ATENDIMENTO

Prato Fácil funciona com o credenciamento de restaurantes privados para o fornecimento de refeições à população em situação de vulnerabilidade, previamente registrada no CadÚnico e constante na base de dados do Sistema Prato Fácil, desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação – Setic.

O atendimento do programa foi iniciado por Porto Velho, em 17 de maio de 2021, com a oferta de 1.500 refeições, de segunda a sexta-feira, em cinco restaurantes credenciados por meio de edital. No início de 2022 foi iniciada a expansão para cinco municípios, cada um disponibilizando 300 refeições diárias. Ainda no mesmo ano, com a proposta de ampliar para três mil refeições por dia, o programa teve credenciados outros cinco estabelecimentos na Capital, totalizando nove. Já em 2023, esse número subiu para 28 estabelecimentos, enquanto que em Ariquemes são 3; Cacoal, 2; Guajará-Mirim, 3; Ji-Paraná, 1; e Vilhena, 1.

A marca de um milhão de refeições foi atingida em dezembro de 2022, quando havia 18 restaurantes habilitados em Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná e Vilhena. Atualmente são 38, dos quais 28 na Capital, que fornecem almoço das 11h às 15h, de segunda a sábado, à exceção de Vilhena, que foi o último a iniciar o atendimento e por isso, por enquanto, o programa só atende de segunda a sexta-feira. Só em Porto Velho são disponibilizadas, diariamente, 3 mil refeições, enquanto nos outros cinco são 300, cada, totalizando 4.500 nos seis municípios.

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