back to top
terça-feira, julho 21, 2026
Início Site Página 519

Cláudia de Jesus propõe redução de impostos para baixar preços de veículos populares em Rondônia

0

A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) está buscando a adoção de medidas para reduzir os preços dos veículos populares em Rondônia. Ela enviou um pedido ao governador do estado, juntamente com cópias à Casa Civil, Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Sepog), com o objetivo de implementar a política de preços como a estabelecida pelo Governo Federal.

Para que esse desconto seja efetivamente repassado aos compradores no estado, é necessário que o governo estadual crie as condições adequadas, segundo explicação da deputada. A medida não apenas beneficiaria os consumidores, tornando os veículos populares mais acessíveis, mas também teria impactos positivos no setor automotivo local, contribuindo para o crescimento econômico de Rondônia.

“A implementação da política de redução dos valores dos veículos populares em Rondônia visa estimular o consumo, gerar mais empregos e impulsionar a economia do estado. Sob a política do governo federal, os veículos populares já obtiveram uma redução de mais de 10% em seus preços, o que significa um desconto médio de R$ 2.000 a R$ 8.000 para os consumidores”, declarou Cláudia de Jesus.

A proposta da deputada é que o Estado intervenha no corte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a fim de tornar essa redução um fator relevante que se some à diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das margens de lucro das montadoras e concessionárias. Nos últimos anos, os preços dos carros populares têm aumentado acima da inflação, o que tem impactado negativamente o consumo e levado as fábricas a demitirem trabalhadores, reduzindo a produção desses veículos.

Peru declara emergência de saúde por surto de Guillain-Barré

0

O governo peruano declarou emergência nacional de saúde no domingo (9) devido a um surto incomum de casos de síndrome de Guillain-Barré. A decisão chega após a morte de quatro pessoas e deve durar ao menos 90 dias. 

O que você precisa saber: 

  • Rara e grave, a síndrome de Guillain-Barré é uma doença na qual o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico; 
  • Segundo o Ministério da Saúde peruano, o aumento do número de casos é inusitado: os casos ultrapassaram 180 entre janeiro e julho e as mortes subiram para quatro. 
  • A emergência abrange as 25 regiões do país. 

De acordo com César Vásquez, ministro da Saúde do Peru, com o estado de emergência o governo poderá comprar imunoglobulina para o tratamento de pacientes com a doença nos próximos dois anos.

O que é síndrome de Guillain-Barré? 

A síndrome de Guillan-Barré é uma doença rara na qual o sistema imunológico ataca o sistema nervoso, ou seja, ela é autoimune, sendo produzida pelo próprio corpo. A condição é geralmente desencadeada por uma infecção bacteriana ou viral aguda anterior, mas a causa exata para seu desenvolvimento ainda é desconhecida. 

Com o ataque do sistema imunológico, surge uma inflamação que afeta os nervos, levando à fraqueza muscular, formigamento, dormência e, em casos mais graves, paralisia. 

O tratamento requer troca de plasma e terapia da imunoglobulina, além de fisioterapia nos casos de paralisia. Normalmente, pessoas que desenvolvem a condição levam de 6 a 12 meses para uma recuperação completa. 

Presidente Marcelo Cruz apresenta título para homenagear vice-governador Sergio Gonçalves com maior honraria do Estado de Rondônia

0

Reconhecido pela sua incansável atuação na área do desenvolvimento dos micros e pequenos negócios e do empreendedorismo no Estado de Rondônia, o vice-governador Sergio Gonçalves tem se destacado em sua atuação na apresentação de políticas públicas sustentáveis e inovadoras para gerar empregos, renda e dignidade a população de Rondônia.

Segundo o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado estadual Marcelo Cruz (Patriota), desde que Sergio Gonçalves assumiu na época à Superintendência do Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura do Estado de Rondônia, reformulou as políticas públicas para o desenvolvimento do setor secundário e terciário em Rondônia, trazendo empreendimentos e indústrias para contribuir com o desenvolvendo do Estado.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e vice-governador, Sergio Gonçalves da Silva, é paranaense, casado, pai de três filhos, chegou em Rondônia nos anos 70 e se instalou com a família no município de Jaru. Ele é formado em administração pela Faculdade Católica de Curitiba, tem pós-graduação em MBA em gestão estratégica e em finanças, auditoria e controladoria pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV e EASMB) e MBA executivo pela Fundação Dom Cabral (FDC).

Foi convidado no ano de 2019 para assumir à Superintendência do Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura do Estado de Rondônia, posteriormente reestruturada tonando-se Secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), onde permanece a frente.

Com excepcional trabalho técnico realizado à frente da secretaria Sedec, ele coleciona em seu spool de atuação, diversos programas tais como: o Programa de Microcrédito Produtivo Orientado de Rondônia (Proampe), o Banco do Povo e o Programa de Inovação do Estado Hub.RO.

Para o deputado estadual Marcelo Cruz, a indicação de título honorífico é a maior honraria concedida pelo Estado, destacando que Sergio Gonçalves quando homenageado, receberá a honraria de cidadão de Rondônia. “Com absoluta certeza, quer será um dia memorável ao povo rondoniense, que recebe um novo filho em sua Casa, porquanto é visível que o vice-Governador tem uma trajetória brilhante e exemplar”, destacou o parlamentar.

Congresso concentra atividades da semana em comissões

0
Palácio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios em Brasília

Após aprovar a reforma tributária, nesta semana, a Câmara de Deputados se concentrará nas atividades dos colegiados do Congresso Nacional, com destaque para a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de Janeiro. Na manhã de terça-feira (11), a CPMI ouvirá o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid. Preso desde o dia 3 de maio, Cid será questionado sobre mensagens e documentos com teor considerado golpista encontrados em seu celular.

As mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Mauro Cid foram tornadas públicas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mensagens apontam para a elaboração de um plano de golpe com decretação de estado de sítio, suspensão da atual ordem constitucional, possível afastamento de ministros do TSE e a convocação de novas eleições.

Havia também diálogos de Cid com outros militares da ativa, nos quais eram apresentadas supostas justificativas para um possível golpe.

Além da CPMI, os deputados e senadores foram convocados para uma sessão do Congresso Nacional, que vai analisar diversos vetos presidenciais, também na terça-feira (12).

Como, até o momento, não há previsão de sessão deliberativa do plenário da Câmara, os deputados devem participar apenas das reuniões das comissões parlamentares.

Ainda na terça-feira, os trabalhos se concentrarão nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, que debaterá a Política Nacional de enfrentamento aos crimes transfronteiriços; do Esporte, que vai abordar a readequação de velocidades para a segurança de pedestres e ciclistas; de Saúde, que avaliará o tratamento para Distonia no Sistema Único de Saúde (SUS); de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Indústria, Comércio e Serviços, com debate sobre os impactos do regulamento da União Europeia contra o desmatamento.

Já as comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Indústria, Comércio e Serviços; de Administração e Serviço Público se reunirão para discutir e votar propostas legislativas.

Na quarta-feira (12), a comissão de Viação e Transportes vai tratar da atuação do Exército como executor de obras de infraestrutura; a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, dos impactos e perspectivas de revisão do novo Marco Legal da Inovação; a de Desenvolvimento Econômico, sobre sanções administrativas previstas para casos de vazamento de dados pessoais e a de Defesa do Consumidor, da manipulação de informações das Big Techs contra o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/20).

As comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Defesa do Consumidor; de Viação e Transportes; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; do Esporte de Fiscalização Financeira e Controle; de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e de Cultura terão discussão e votação de propostas legislativas.

Na quinta-feira (13), não haverá atividade dos colegiados.

Senado

Já no Senado, a semana começa com sessão deliberativa do plenário, que será realizada de forma semipresencial na terça-feira. Na pauta, projetos que tratam da instituição do Programa Escola em Tempo Integral; de Conselhos Escolares e de Fóruns dos Conselhos Escolares; da implantação do serviço de monitoramento de ocorrências de violência escolar; da formação técnica profissional e tecnológica e de articular a formação profissional técnica de nível médio com a aprendizagem profissional; e do acesso a bolsas de pesquisa, desenvolvimento, inovação e intercâmbio para alunos, docentes, ocupantes de cargo público efetivo, detentores de função ou emprego público.

Na quarta-feira, também haverá sessão deliberativa do plenário semipresencial para tratar da autorização da ozonioterapia no território nacional; para estabelecer a inexistência de vínculo empregatício entre confissão religiosa, incluídos igreja, instituição, ordem ou congregação, e seus ministros, pastores, presbíteros, bispos, freiras, padres, evangelistas, diáconos, anciãos ou sacerdotes.

Os senadores também se revezarão nos trabalhos das diversas comissões que terão atividades até quinta-feira.

Aprovado projeto que inclui agroindústrias no Sistema de Licenciamento Ambiental de RO

0

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, na última semana, o Projeto de Lei Ordinária 106/23 para incluir as agroindústrias do estado no Sistema de Licenciamento Ambiental. A proposta para alteração do inciso II, artigo 37 da Lei 3.686/2015, é do deputado Delegado Lucas (PP).

Segundo o parlamentar, a lei criada em 2015 no estado foi com objetivo de contemplar produtores rurais, permitindo ao setor uma redução de custos e melhor aproveitamento de suas atividades. Na atual redação, estavam inclusas apenas as atividades agropecuárias e agrossilvopastoris exercidas pela agricultura familiar ou empreendedor familiar.

“Agora nós solicitamos que as agroindústrias passem a fazer parte deste segmento na lei do Sistema de Licenciamento Ambiental. Isso porque entendemos que as agroindústrias agregam valor aos produtos provenientes da exploração agrícola, principalmente da agricultura familiar, além da pecuária, setor pesqueiro e aquícola, extrativistas e florestais. Compreendendo desde processos simples, tais como limpeza e embalagens. A principal característica da agroindústria familiar está na produção em pequena escala, ou seja, é diferente dos produtos industriais que são padronizados”, afirma Lucas. 

O Projeto de Lei Ordinária para incluir as agroindústrias no Sistema de Licenciamento Ambiental segue agora para o governo de Rondônia, e entra em vigor somente após sancionado.

Ainda de acordo com o Delegado Lucas, a isenção das taxas para as atividades agroindustriais é justificada pela importância e relevância do papel da agricultura familiar rondoniense, reconhecida pela produção de alimentos e abastecimento da população. 

“As agroindústrias também são geradoras de emprego e renda para várias famílias de Rondônia. Com essa medida extensiva, a carga financeira ao setor agroindustrial vai dar uma aliviada, permitindo assim que o setor continue suas produções de forma sustentável. É importante destacar que a isenção das taxas não alcança os demais encargos gerados pelas normas e regulamentos ambientais”, finaliza. 

Apoio frágil: Quem são os ‘LUNARISTAS’, eleitores de Bolsonaro que agora aprovam Lula

0

Seis meses após o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), institutos de pesquisa de opinião pública passaram a detectar um fenômeno inesperado.

Em meio a um cenário político ainda polarizado, uma parcela de eleitores que afirmam ter votado em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022 veem com bons olhos o governo de Lula, principal adversário político do ex-presidente.

Os achados vão, aparentemente, na contramão do que as pesquisas de intenção de voto apontavam na reta final da acirrada campanha eleitoral do ano passado, quando o percentual de eleitores de Lula e Bolsonaro oscilou pouco.

Isso indicava preferência e rejeições fortes dos grupos em relação a Lula e Bolsonaro. Quem apoiava Lula rejeitava Bolsonaro e vice-versa.

Agora, alguns desses mesmos institutos de pesquisa começam a mostrar uma mudança nesse cenário.

E dados exclusivos obtidos pela BBC News Brasil ajudam a entender quem são estes “lunaristas” — os bolsonaristas que agora aprovam Lula.

O que dizem as pesquisas?

Pesquisa de avaliação de governo conduzida pelo Ipec mostrou que 37% de todos os entrevistados aprovam o governo Lula classificando-o como ótimo ou bom.

Outros 28% dos entrevistados desaprovam o governo, classificando-o como ruim ou péssimo. Do restante, 32% avaliam o governo como regular e 3% não souberam ou não responderam.

Foram ouvidas 2 mil pessoas entre 1º e 5 de junho em 127 municípios e a pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O detalhamento desses dados feito pelo instituto deu um passo além e mostrou que eleitores de Bolsonaro passaram a aprovar o governo Lula.

O Ipec perguntou aos entrevistados em quem eles votaram no segundo turno das eleições.

A pesquisa mostra que 8% dos entrevistados que afirmaram terem votado em Bolsonaro aprovam o governo do seu principal adversário político ao classificarem-no como ótimo ou bom.

Considerando a margem de erro, esse valor pode estar entre 6% e 10%.

A pesquisa também perguntou se os entrevistados aprovavam a forma como Lula vem administrando o país.

Nesse item, 19% dos que dizem ter votado em Bolsonaro no segundo turno disseram que aprovam a forma como o petista está conduzindo o governo.

Bolsonaro cercado por jornalistas durante entrevista

Quem são os ‘lunaristas’?

Dados dessa pesquisa obtidos pela BBC News Brasil revelam quem são os eleitores de Bolsonaro que classificam o governo Lula como ótimo ou bom.

O perfil majoritário dos “lunaristas” é o seguinte:

  • Mulheres (55%);
  • Têm entre 25 e 34 anos (29%) e 45 e 59 anos (30%);
  • Pretos ou pardos (52%);
  • Católicos (53%);
  • Estudaram até o ensino médio (42%);
  • Estão no Sudeste (32%);
  • E vivem em cidades do interior (65%).

A Quaest, que divulgou uma pesquisa de avaliação de governo em junho, também detectou a aprovação do governo Lula por parte do eleitorado bolsonarista.

O levantamento apontou que 22% dos entrevistados que afirmam ter votado em Bolsonaro no segundo turno aprovam o governo Lula.

A pesquisa foi feita com 2.029 pessoas entre 15 e 18 de junho em 120 municípios e tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Por que bolsonaristas aprovam Lula?

Para a presidente do Ipec, Márcia Cavallari, a aprovação de Lula entre eleitores de Bolsonaro afeta uma parte do eleitorado bolsonarista menos ideológica.

São pessoas cuja opinião é mais influenciada por fatores econômicos como redução da inflação, aumento do poder aquisitivo e crescimento do produto interno bruto (PIB).

“A decisão do voto não é puramente ideológica. Então, à medida que o governo avança, mesmo quem não votou no Lula e votou no Bolsonaro vai fazendo uma avaliação do governo e pode ir mudando sua posição”, disse Cavallari à BBC News Brasil.

A presidente do Ipec atribui essa aprovação de Lula entre eleitores de Bolsonaro à sensação de melhora na economia.

“Isso acontece por conta de uma percepção de que diminuiu a inflação e o custo de vida. Há uma percepção de que os indicadores econômicos estão melhores, de que ele (Lula) estaria cumprindo o que falou na campanha e de que ele está tomando ações de combate à fome e à pobreza”, afirma Cavallari.

“O eleitor está dizendo: ‘Eu não votei nele, mas estou vendo o que está acontecendo’. O eleitor vai se reposicionando.”

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, também avalia que a percepção de melhora no cenário político pode ter influenciado parte do eleitor que votou em Bolsonaro e que, agora, aprova a gestão de Lula.

Ele explica que o eleitorado de Bolsonaro é composto por uma base ideológica e outra pragmática.

A ideológica apoia o ex-presidente com base nas ideias defendidas por ele —Bolsonaro ficou conhecido por se posicionar contra a expansão de direitos femininos e LGBTQIA+ e a descriminalização das drogas e por se associar fortemente a segmentos considerados mais conservadores da sociedade como o eleitorado evangélico, aponta Nunes.

Ele diz, no entanto, que o eleitorado “pragmático” de Bolsonaro é aquele que percebeu uma melhora no ambiente econômico no final do ano passado, quando o governo criou benefícios sociais às vésperas do período eleitoral.

Segundo Nunes, é essa parcela do eleitorado bolsonarista que aprova agora o governo Lula.

“Esse eleitorado que vota não pela ideologia, mas por pragmatismo, é o que está se movendo neste momento. Ele é minoritário, mas existe”, diz Nunes à BBC News Brasil.

Nunes cita como exemplos desse pragmatismo as respostas dos entrevistados que disseram ter votado em Bolsonaro a perguntas sobre a economia do país.

“No caso dos alimentos, metade da população diz que o preço parou de subir, o que é muito importante. Em relação aos combustíveis, parte desse eleitorado afirma que o preço caiu”, afirma Nunes.

Quando você junta a queda no preço dos combustíveis de um lado e a percepção de que os alimentos pararam de subir, de outro, você tem um efeito econômico observado diretamente.”

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), conhecido como uma prévia da inflação oficial, desacelerou em junho pelo quarto mês seguido, para 0,04%, segundo divulgou o IBGE. Foi a menor variação mensal desde setembro de 2022, quando houve deflação de 0,37%.

Esther Solano, professora de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP), diz que essa compreensão de que o eleitorado bolsonarista não é homogêneo é chave para entender o surgimento dos “lunaristas”.

“Nós temos, de um lado, o eleitorado mais ideológico, mais radicalizado, e fiel ao presidente. Depois, nós também temos um eleitorado mais moderado que votou de fato no Bolsonaro, mas que não adotou um discurso antipetista tão raivoso, tão violento e agressivo”, diz Solano.

“Nesse eleitorado mais moderado, uma boa parte já votou no Lula em gestões passadas e tem uma lembrança positiva desses governos”.

Para a professora da USP, esta não é uma base cativa do ex-presidente.

Questionada se esse apoio pode se refletir nas eleições municipais de 2024, Esther Solano segue a mesma linha de Márcia Cavallari e Felipe Nunes ao afirmar que o PT deve se fortalecer, mas que a corrente bolsonarista também deve continuar forte.

“O campo petista entra com mais força por estar no poder, e a centro-direita tradicional continua com um grande problema porque não está se reestruturando e se reinventando”, afirma Solano.

Mesmo agora com a inelegibilidade de Bolsonaro, o ecossistema bolsonarista é muito importante. Digitalmente, eles ainda são protagonistas. Ele ainda tem uma força simbólica muito grande.”

Apoio frágil

Lula com a mão à boca

CRÉDITO,EPA

Apesar de os dois institutos terem registrado a existência de eleitores de Bolsonaro aprovando o governo Lula, os diretores do Ipec e da Quaest afirmam que isso não significa que esses eleitores votariam no petista em uma eventual nova disputa contra o ex-presidente.

Segundo eles, a conversão da aprovação em votos depende de outros fatores que não se resumem à percepção da situação da economia.

“A eleição é fruto de um debate e de uma comparação. O governo pode estar comemorando essa aprovação, mas isso não é garantia de sucesso eleitoral mais adiante”, diz Nunes.

“Se o tema principal das próximas eleições foram valores ou costumes, de nada vai adiantar essa avaliação positiva da economia ou, pelo menos, não será preponderante”, segue Nunes.

Márcia Cavallari concorda que só a aprovação do governo não é suficiente.

“A pessoa pode estar aprovando o governo agora, mas isso não significa que ela irá, necessariamente, votar neste governante. É preciso fidelizar esse eleitor antes”, diz.

Segundo ela, as eleições no Brasil são marcadas por uma personalização da disputa em torno da figura dos candidatos e por uma baixa identificação dos eleitores com partidos.

“Precisa de muito mais coisa (que a melhora econômica) para fidelizar. Tem um elemento forte de empatia porque as pessoas não conseguem distinguir diferenças entre os partidos, é uma eleição muito personificada”, diz Cavallari.

Isso faz com que características pessoais de quem disputa os cargos tenham um peso muito alto na decisão do voto.

A fidelização de novos eleitores fica ainda mais difícil neste cenário, especialmente se eles estão em um campo político diferente da candidatura que busca seus votos.

“Ainda é cedo para falar que há uma fidelização (para Lula do eleitor que votou em Bolsonaro)”, diz Cavallari.

Nunes enxerga um possível teto para a aprovação de Lula entre eleitores de Bolsonaro.

“Eu tenho dúvidas se esse fenômeno vai continuar ou se haverá um contingente maior do que o que a gente observou (até agora) porque a gente estaria chegando ao limite daquilo que seria o eleitorado pragmático de Bolsonaro. Esse eleitorado é menor (que o ideológico)”, diz.

Para Esther Solano, o apoio de bolsonaristas a Lula é frágil e depende de se o partido vai conquistar espaço em debates em que o bolsonarismo é dominante, como “os valores da antipolítica, a luta contra a corrupção, da ordem e da fé”.

“Se o PT conseguisse fazer essa disputa ideológica dos princípios, dos valores e das questões simbólicas, aí de fato ele teria uma fortaleza maior.”

  • Leandro Prazeres e Felipe Souza
  • Role,Da BBC News Brasil em Brasília e São Paulo

Vídeo: DRONE que RECONHECE e COLHE MAÇÃS usando INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL é usado no Chile por falta de mão de obra.

0

Uma empresa israelense desenvolveu um sistema formado por robôs voadores para colher frutas. Esses drones já estão em uso em diversos países.

Como é o sistema

O modelo consiste em ROBÔS VOADORES conectados a uma plataforma no solo, criado pela empresa israelense Tevel.

Algoritmos reconhecem as árvores. Sistemas de inteligência artificial identificam o que é fruta, o que é galho e o que é folha usando inteligência artificial.

Os módulos voadores analisam cada fruta para decidir se ela deve ser colhida ou não. Com isso, os drones só tiram do pé aqueles que estão maduros ou no ponto certo de colheita. 

Os drones estão ligados em um veículo terrestre. Da árvore, esses robôs voadores despejam cada fruto colhido nessa plataforma, que irá pesar e analisar o item depositado.

É capaz de colher damasco, ameixa, pêssego, maçã, pera e nectarina, segundo o fabricante. Os drones se aproximam dos frutos e, por meio de um braço robótico, torcem eles para extraí-los das árvores. 

Câmeras ligadas a cada um dos drones repassam as informações para aplicativos que permitem saber quantas foram colhidas, o peso, qualidade, coloração, entre outras informações.

Por que usar os drones?

Segundo o fabricante, há escassez de mão de obra. As colheitas demandam muitos trabalhadores em poucos períodos do ano, o que dificulta encontrar profissionais adequados para essas operações em alguns locais do mundo.

Esses robôs ainda podem atuar 24 horas por dia. Isso aumenta a capacidade de colheita sem precisar contratar novas equipes, de acordo com a Tevel.

Equipamentos podem ser alugados. O uso temporário permite que menos unidades sejam fabricadas, além de possibilitar o compartilhamento com diversos tipos de colheita em diferentes regiões, não sendo necessário que as empresas adquiram o equipamento individualmente.

Procurada, a empresa não informou o custo unitário dos drones nem do aluguel.

Locais onde já é utilizado.

A Tevel já possui equipamentos em utilização na Itália, Estados Unidos e em Israel. Mais recentemente, foi anunciada a chegada do sistema à América do Sul, em parceria com a Unifrutti, do Chile.

Os drones auxiliam a empresa evitando que as frutas sejam colhidas fora do tempo (ou muito verdes ou muito maduras).

O Chile, segundo a empresa, enfrenta escassez de mão de obra. Isso ocorre, principalmente, na época da colheita, aumentando os custos e o desperdício, já que, sem profissionais, uma parte não é retirada dos pés a tempo antes de estragarem.

Como é feita a colheita sem os robôs.

É feita utilizando, no geral, mão de obra humana. Os profissionais ficam em plataformas acima de veículos para alcançarem a copa das árvores e extraem os frutos com as mãos.

Esse fator é um dos riscos de acidentes nas plantações. Além disso, muitas vezes os trabalhadores ficam expostos a altas temperaturas durante o dia ou outras questões insalubres.

Vídeo Completo:

Inscrições para cursos remotos na área de gestão do Idep terminam nesta sexta-feira

0

O Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia – Idep está com inscrições abertas até esta sexta-feira (7), para cursos remotos voltados à área de gestão.

São ofertados os seguintes cursos: Auxiliar Administrativo, Comércio Internacional, Relações Interpessoais, Automaquiagem, Oratória e Assistente de Recursos Humanos. As inscrições podem ser realizadas pelo site https://rondonia.ro.gov.br/idep/.

Para o governador Marcos Rocha, a ampla oferta de cursos na área de gestão, por parte do Idep, visa capacitar o trabalhador para atuar em cargos estratégicos de empresas, e ao mesmo tempo, disponibilizar conhecimento para quem sonha em abrir o próprio negócio.

“A meta do Governo de Rondônia é oferecer qualificação de mão de obra para que o trabalhador tenha oportunidades de ocupar postos de trabalho ou se tornar um empreendedor”, declarou.

Foi justamente a busca dessa ascensão profissional que motivou Juliana Bárbara Gonçalves de Souza Rios a se matricular no Curso Técnico em Recursos Humanos do Idep.  A moradora do Bairro Agenor de Carvalho, em Porto Velho, frequenta as aulas desde o início do ano, na sede da Etec – Escola Técnica Estadual do Idep, na Capital.

A estudante foi a terceira colocada em um processo seletivo e observa que poderia ter conquistado o primeiro lugar, caso tivesse mais títulos. “Eu tinha experiência para o cargo almejado”, lembrou a jovem, que é graduada em Gestão de Recursos Humanos, tem o Curso Técnico em Logística e segue na busca de mais um diploma para ganhar mais pontos no próximo concurso que almeja fazer.

Desfile de biojoias marca o Dia Estadual de Mobilização para Controle da Hanseníase nesta sexta-feira

0

A partir das 19h desta sexta-feira (7), a Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Agevisa em parceria com a Organização não Governamental holandesa NHR Brasil, promove a segunda edição do Desfile Inclusivo Contra o Estigma, do Art’s Biohans, evento que vai exibir biojoias confeccionadas por pessoas que são pacientes ou passaram pelo tratamento contra a hanseníase e encontraram no artesanato biossustentável, um meio de geração de renda, inclusão social e enfrentamento ao estigma que a doença ainda causa. O evento acontece no shopping da Capital.

Por meio da Agevisa, foram criados vários grupos de autocuidado destinados ao atendimento às pessoas acometidas pela hanseníase. O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima disse que, “o projeto Art’s Biohans objetiva potencializar as habilidades dessas pessoas, e para dar maior visibilidade, incluímos o desfile no calendário anual de atividades. A Agevisa tem intensificado suas ações, com o objetivo de alertar a população sobre sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos, favorecendo assim o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades.

PROGRAMA ESTADUAL

Em Rondônia, o Programa Estadual de Controle da Hanseníase começou a ser estruturado na década de 90, graças ao compromisso da enfermeira Wally Hirschmann, tornando-se um marco na história da implementação da política pública de controle da doença. Com sua competência e dedicação, a profissional conduziu Rondônia a conquistas importantes, trazendo ao Estado o reconhecimento como referência nacional e internacional em reabilitação física na hanseníase.

A hanseníase é uma doença crônica, transmissível e de notificação obrigatória. Possui como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos, apesar da baixa patogenicidade poucos adoecem. Tem predileção pela pele e nervos periféricos, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e discriminação às pessoas.

Estudantes do Ensino Médio podem concorrer a vagas para intercâmbio nos Estados Unidos

0

Estudantes de Rondônia que estão no Ensino Médio da rede pública e que se destacam em suas comunidades pela atitude positiva, bom desempenho acadêmico, conhecimento da língua inglesa, capacidade de liderança e espírito empreendedor terão a chance de concorrer a vagas para participar do programa Jovens Embaixadores 2024, adotado pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação – Seduc. As inscrições iniciaram no dia 30 de junho e seguem abertas até 13 de agosto de 2023 por meio do site.

O programa é uma iniciativa oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América e, no Brasil, é coordenado pela Embaixada e Consulados implementado pelo Grupo + Unidos. Os estudantes contemplados irão participar de um intercâmbio de curta duração nos Estados Unidos no período de 19 de janeiro a 3 de fevereiro de 2024.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, é importante que os estudantes se engajem para participar. “O programa busca jovens que querem desenvolver uma ideia, um produto ou serviço com o objetivo de beneficiar não somente a si próprio, mas também a sua comunidade, o que é louvável e só traz benefícios para o nosso Estado”, ressaltou.

EMPREENDEDORISMO

A titular da Seduc, Ana Pacini, explicou que, durante a viagem os jovens participam de oficinas sobre liderança e empreendedorismo, visitam escolas, projetos de empreendedorismo social e se reúnem com representantes do governo, em Washington. “Depois, em uma cidade a definir, os selecionados participam de atividades relacionadas ao tema do programa, visitam projetos de empreendedorismo jovem, fazem apresentações sobre o Brasil e fortalecem o seu perfil de liderança”, finalizou.

DESPESAS

As pessoas inscritas terão responsabilidade financeira apenas em relação ao deslocamento para a realização das avaliações escrita e oral, quando presenciais, durante o processo seletivo. Os selecionados terão custos adicionais relacionados à solicitação de emissão do passaporte brasileiro e eventuais despesas pessoais durante a viagem, como compras, telefonemas, excesso de bagagem, entre outros.

PRÉ-REQUISITOS

Os pré-requisitos listados no edital do programa são obrigatórios e devem ser comprovados no formulário de inscrição do candidato. São eles: ter nacionalidade brasileira; ter entre 15 e 18 anos durante a duração do programa; cursar o Ensino Médio na rede pública brasileira; estar cursando ao menos o 1º ano do Ensino Médio em 2023; ter boa fluência oral e escrita em inglês; ter pouca ou nenhuma experiência anterior no exterior; jamais ter viajado para os Estados Unidos; pertencer à camada socioeconômica menos favorecida; ter excelente desempenho escolar; ter perfil de liderança e iniciativa; ser comunicativo; possuir boa relação em casa, na escola e na comunidade; estar atualmente engajado em iniciativas de empreendedorismo ou impacto social em sua comunidade, por pelo menos seis meses.

RESULTADO

A divulgação da lista dos selecionados para participar do programa está prevista para o dia 3 de novembro de 2023, no site oficial do programa.

Concurso da Educação de Guajará-Mirim oferece 107 vagas para professores

Concurso da Educação oferece 107 vagas em Guajará-Mirim

0
Prazo termina ao meio-dia; seleção considera PND e avaliação de títulos.
Escolinhas esportivas em Porto Velho recebem inscrições para crianças e adolescentes

Inscrições para escolinhas esportivas gratuitas vão até 31 de julho

0
Famílias devem levar documentos e atestado; vagas variam conforme modalidade e polo.
Assento de menor em voos deve ficar ao lado de responsável ou familiar

Menores de 16 anos têm direito a assento ao lado de responsável em voos

0
Regra garante lugar ao lado de responsável, com exceções para classe e espaço extra.
Proteção animal em Porto Velho recebe denúncias de possíveis maus-tratos pelo PVH+

Porto Velho passa de 2 mil atendimentos ligados à proteção animal

0
Denúncias pelo PVH+ ajudam a fiscalização a apurar suspeitas de maus-tratos.
Vacinação contra Influenza em Porto Velho segue disponível até 30 de julho

Vacina contra gripe segue até 30 de julho em Porto Velho

0
Dose gratuita segue nas unidades municipais e no Espaço Saúde até 30 de julho.