back to top
sexta-feira, julho 17, 2026
Início Site Página 546

Governo de Rondônia destina mais de R$ 61 milhões para obras na região do Cone Sul do Estado

0

O Governo do Estado de Rondônia investiu, por meio de ações municipalistas, mais de R$ 45,4 milhões em asfalto e R$ 16,3 milhões em obras para melhoria nos municípios do Cone Sul. Estas ações são resultado do Fórum de Prefeitos e Vereadores do Estado de Rondônia, realizado anualmente pelo Governo que, este ano, está em sua 3ª edição e acontecerá no dia 4 de maio, em Porto Velho.

Durante o evento, serão realizadas palestras, bem como a prestação de contas dos investimentos relacionados à agenda municipalista do Governo de Rondônia. O foco desta edição está direcionado ao desenvolvimento econômico, segurança pública e execuções de ações sociais, tendo em vista os bons resultados que o Estado de Rondônia vem alcançando nestes três setores.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha assegura que, o Fórum dos Prefeitos e Vereadores é uma oportunidade para fortalecer a parceria entre o Poder Executivo e os municípios, promovendo o diálogo e a troca de experiências. “Nosso objetivo é trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida da população e assim, garantir que todas as regiões se desenvolvam ao mesmo tempo”, destacou.

A Casa Civil do Estado de Rondônia, órgão do Governo responsável pelo evento, afirma que os 52 municípios deverão receber R$ 1 bilhão em investimentos de infraestrutura, por meio de ações municipalistas para atender às demandas dos municípios.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, dentre as principais obras realizadas no Cone Sul, destacam-se a construção de praças, reforma de unidade hospitalar, quadras em grama sintética, iluminação pública, além de 80 km de asfalto, já executados na região. “O Governo do Estado tem sido municipalista, honrando o compromisso de melhorias nos municípios, por meio das ações em parceria com as prefeituras. O andamento das obras está dentro do planejado, tanto na esfera da execução, quanto na destinação dos recursos”, afirmou.

PL define obrigatoriedade de dados raciais em documentos trabalhistas

0

Nesta segunda-feira (24), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), um Projeto de Lei que obriga empregadores a incluir um campo para identificação étnico-racial em documentos trabalhistas. O texto teve aval do presidente Lula (PT).

Segundo a proposição, que inclui essas iniciativas no Estatuto da Igualdade Racial, a obrigação será válida para os setores público e privado. A identificação étnico-racial deverá ser feita pelo próprio trabalhador.

Documentos que devem conter autoidentificação:

  • Formulários de admissão e demissão
  • Formulários de acidente de trabalho;
  • Registro do Sistema Nacional de Emprego (Sine);
  • Relação Anual de Informações Sociais (Rais);
  • Documentos destinados à inscrição de segurados e dependentes da Previdência Social;
  • Questionários feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O projeto aprovado também prevê que o IBGE deverá fazer, a cada cinco anos, um estudo para identificar o percentual de ocupação dos segmentos étnico-raciais no setor público. Essa pesquisa servirá para ajudar na implementação da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR), um dos projetos do governo federal. 

Militares criticam eventual extinção do GSI e defendem nome legalista para a pasta

0

A eventual extinção do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), estudada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem causado desconforto nas Forças Armadas.

A avaliação feita à CNN, e transmitida ao Palácio do Planalto, é de que o fim da pasta criaria um desgaste desnecessário em uma relação já conturbada entre a cúpula militar e o governo petista.

A defesa é de que, em vez de acabar com a estrutura que historicamente é comandada por militares, seja colocada à frente da pasta um general legalista, perfil semelhante ao do atual comandante do Exército, general Tomás Paiva.

O diagnóstico é de que, em uma instituição que preza pelo respeito à hierarquia, apenas um militar teria condições de fazer mudanças na pasta, retirando militares bolsonaristas, e escalando nomes moderados.

O fim da pasta ministerial, na avaliação de militares, pode criar um sentimento revanchista, com potencial de acirrar ainda mais os ânimos no país.

A avaliação, segundo militares da ativa, é compartilhada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que se posicionou contra a extinção do GSI durante viagem do presidente brasileiro a Portugal.

Criado em 1999, o GSI surgiu de uma fusão da Casa Militar com a Secretaria do Conselho de Segurança Nacional. Em 2015, a então presidente Dilma Rousseff retirou o status ministerial do órgão federal, que voltou a virar uma pasta em 2016.

Para extinguir ou rebaixar o GSI, o governo federal precisaria alterar a legislação por meio de uma nova medida provisória, como a que editou em janeiro mudando a configuração da Esplanada dos Ministérios.

Lula já afirmou que só tomará uma decisão sobre a pasta quando retornar ao Brasil, na próxima quarta-feira (26). A ideia é que, na quinta-feira (27), ele se reúna com os ministros da Casa Civil, Justiça e Defesa para discutir o tema.

Mais livros: governo quer retomar políticas públicas para leitura

0

Fazer uma nação leitora, este é o desafio do atual governo. Em entrevista exclusiva para a Agência Brasil, o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, destaca as ações de retomada das políticas para a área, assim como aponta propostas da pasta para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com ele, a formação leitora dos brasileiros é uma das prioridades da gestão.

“O próprio presidente Lula, no processo de campanha, trouxe muito essa pauta quando falava menos armas e mais livros, menos clubes de tiro e mais bibliotecas. Eu creio que essa política ganha um relevo desde o fato de estar numa secretaria como também em uma agenda social e política do governo federal”, afirma.

Reduzida a uma diretoria dentro da Secretaria de Economia Criativa durante o governo Bolsonaro, a pasta recupera agora um grau institucional maior, segundo Piúba. Uma das atribuições da atual Secretaria é implementar o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), de forma articulada com o Ministério da Educação. O PNLL trata de diretrizes básicas para a democratização do acesso ao livro e para o fortalecimento de sua cadeia produtiva.

“Nós estamos com um grupo técnico específico para a construção desse PNLL e uma das linhas é a implementação e a modernização de bibliotecas, tanto da rede pública como da rede escolar”, explica o secretário. 

Criar e recuperar bibliotecas

Para Fabiano Piúba, é preciso modernizar o próprio conceito de biblioteca. “Ela deve ser vista como um dínamo cultural, conforme diz a Unesco, não como um depósito de livros”, defende.

Uma das propostas para levar essa inovação adiante é a implementação das chamadas Bibliotecas Parque, atualmente em fase de estudo. Criadas na cidade de Medellín, na Colômbia, essas bibliotecas são centros culturais que desenvolvem diversas atividades educativas e lúdicas, com forte envolvimento da comunidade.

O secretário também aponta a experiência das Bibliotecas Parque do Rio de Janeiro, inauguradas nos anos de 2010 e 2011. “A gente quer desenvolver também uma ação para as Bibliotecas Parque em áreas de periferia, em áreas de vulnerabilidade, não necessariamente nas capitais”, especifica.

Outro desafio é recuperar as bibliotecas públicas fechadas nos últimos anos. Segundo o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais (2009), empreendido pela Fundação Getúlio Vargas, 1.152 municípios não contavam com este aparelho cultural.

“Em 2010, a gente zerou o déficit de municípios sem bibliotecas. Isso era uma meta que estava vinculada à presidência da República à época”, afirma.

Segundo a pasta, atualmente faltam bibliotecas públicas em pelo menos 991 cidades brasileiras e apenas dois estados – Amapá e Sergipe – estão contemplados em todos os municípios. A ideia agora é abrir uma linha, por meio de edital, para que os municípios apresentem seus projetos. 

Bibliodiversidade por princípio

Para Piúba, o fomento ao livro e à leitura deve ser pensado a partir da bibliodiversidade. Esse conceito faz referência à diversidade da produção editorial de um país.

“Uma política de aquisição e de atualização de acervos [para bibliotecas públicas] tem que compreender essa bibliodiversidade, isto é, uma diversidade regional, de editoras, mas compreendendo também que há autores e autoras independentes, além de uma diversidade cultural e étnica”.

A proposta é que as aquisições de livros para bibliotecas públicas possam abranger obras variadas e não se concentrar apenas na produção de poucas editoras da Região Sudeste, como costumava ser feito. 

Também para incentivar a diversidade, a Secretaria lançou o Prêmio Carolina Maria de Jesus em abril deste ano. O edital prevê a seleção de 40 obras inéditas escritas por mulheres, destinando o valor de R$ 50 mil reais por agraciada.

“Esse edital já deu o tom do que vem por aí. Ele estabeleceu cotas importantes, 20% no mínimo para mulheres negras, 10% para mulheres indígenas, 10% para mulheres com deficiência, 5% para mulheres ciganas e 5% para mulheres quilombolas”, detalha o secretário. De acordo com ele, as políticas afirmativas também compõem as estratégias da Secretaria e seguem as diretrizes da ministra da Cultura Margareth Menezes.

PAC e livros para exportação

A Secretaria tem apresentado propostas para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. “Um dos projetos é que, ao receber a chave da casa [no programa Minha Casa, Minha Vida], a família receba também um kit com uma biblioteca básica de literatura brasileira, universal e infantil”, explica Piúba.

Outra proposta é retomar o programa Agentes de Leitura, que operou entre 2009 e 2011: “São jovens entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, que passam por um processo de seleção e formação contínua para criar ambientes favoráveis para a leitura dentro das casas, só que agora queremos conectar isso com a escola, em parceria com o MEC”. Esta seria uma ação desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER).

Literatura nacional

A promoção da literatura brasileira também está na agenda da Secretaria. Dentre as prioridades, está a participação estratégica de autores em feiras literárias internacionais importantes, como a Feira de Guadalajara e a Feira de Frankfurt, que realizam rodadas de negócios para compra e venda de direitos autorais.

“As editoras brasileiras ainda vão muito mais comprar direitos do que vendê-los e a gente quer fazer uma via de mão dupla”, explica.

Além disso, existe a expectativa de destacar recursos orçamentários para o programa de tradução de obras de autores brasileiros, coordenado pela Fundação Biblioteca Nacional. Dessa forma, a pasta espera repercutir nossa criação literária em línguas diversas.

Desafios de um país que lê pouco

Um dos desafios apontados por Piúba é a formação leitora. Publicada em 2019, a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, revelou uma redução no percentual de leitores entre 2015 e 2019. De acordo com os dados divulgados, passamos de 104,7 milhões de leitores para 100,1 milhões – uma queda de 4,6 milhões. Além disso, o Brasil continua no patamar de quase 50% de não leitores.

“A escola brasileira não tem sido capaz de formar um leitor para a vida inteira e esse é um desafio”.

Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, três em cada dez brasileiros entre 15 e 64 anos sofrem de analfabetismo funcional, isto é, não são capazes de compreender aquilo que leem.

“A criança precisa ser alfabetizada no tempo certo e os jovens têm que chegar ao ensino médio não com analfabetismo funcional, mas aptos a dar um salto maior para chegar à universidade com essa capacidade de leitura e escrita”, avalia.

Para Piúba, um eixo importante para a alfabetização plena é justamente o da formação leitora. Doutor em educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), ele defende que os programas de alfabetização enfatizem essa formação específica, com destaque à literatura infantil e juvenil, o que vem sendo tratado com o MEC.

“Muito mais importante do que saber quantos livros a gente lê ao ano, comparando o Brasil com outros países, é saber o que somos capazes de fazer com aquilo que se leu”, conclui. 

Travessia gratuita pela balsa é destacada pela população de Alto Paraíso

0

Na sexta-feira (21), a travessia pela balsa que dá acesso ao município de Alto Paraíso, sobre o rio Jamari, na RO-459, tornou-se gratuita. A iniciativa é do Governo de Rondônia que passou a custear totalmente o transporte para a população. Pelo local, o serviço acontece 24 horas com um fluxo diário de cerca de 700 veículos. O investimento do Governo de Rondônia, tendo como resultado a melhoria da trafegabilidade e bem-estar da população.

“O que o Governo está fazendo é dando dignidade para a população, agora a travessia pela balsa em Alto Paraíso não irá custa nada aos cidadãos. Essa e todas as diversas ações do Governo de Rondônia têm sido possíveis devido uma gestão responsável e focada em fortalecer a economia, e atender de verdade as necessidades dos rondonienses”, afirma o governador Marcos Rocha.

“É muito bom, pois vamos economizar. Podemos ir e voltar sem a preocupação de pagar pela travessia”, disse o caminhoneiro Gabriel Sousa, que uma vez na semana passa pela balsa transportando combustível.

“É importante porque trabalhamos com compra e venda de gado, então estamos sempre passando por aqui, e é um benefício bom. É muito importante para a população”, avalia o pecuarista Felipe Fortini.

“Ficou muito bom não pagar pela travessia na balsa. Essa é a segunda vez que visito um familiar. Na primeira vez, eu paguei e hoje já tive essa boa surpresa que não precisa mais”, disse o proprietário de um sucatão e loja móveis usados, Fábio Pires.

“Eu venho entregar as trufas que produzo na cidade a cada 20 dias e foi uma surpresa chegar e não precisar pagar, é um dinheirinho que a gente economiza. Achei importante o Governo ter essa sensibilidade de ver o nosso lado, tudo que nos beneficia é bem -vindo”, afirma o microempreendedor Ney Nogueira.

A produtora de Alto Paraíso Marlice Ranger também ficou  contente com a gratuidade da travessia.  “É muito importante a travessia pela balsa, eu mesmo utilizo todos os dias, e antes tinha um custo de R$ 30, para ir e voltar”.

DESENVOLVIMENTO

O município de Alto Paraíso fica distante de Porto Velho cerca de 370 quilômetros, tem uma economia voltada especialmente para a produção de grãos, e é conhecido pelas corridas de jericos, que este ano acontece neste final de semana.

No município, o Governo de Rondônia também constrói , por meio de empresa contratada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transporte – DER, a ponte sobre o rio Jamari. A nova ponte de concreto terá mão dupla, 130 metros de extensão e 8,80 metros de largura.

A megaestrada que ligará Brasil e Chile cruzando ‘inferno verde’ no Paraguai

0

“É um novo Canal do Panamá”. É assim que Egon Neufeld descreve o corredor bioceânico, um gigantesco projeto de infraestrutura que tentará ligar a costa do oceano Pacífico no Chile com a costa atlântica no Brasil.

Neufeld, um rico proprietário de vastas terras no Paraguai, diz que a rodovia – que terá cerca de 2.200 quilômetros e cortará Argentina, Brasil, Chile e Paraguai – facilitará a vida dos fazendeiros e camponeses da região no transporte de gado e na exportação de produtos de exportação aos portos que estão no Atlântico e no Pacífico.

Os governos de cada um dos países envolvidos no projeto manifestaram apoio, mas o presidente paraguaio, Mario Abdo, foi um de seus principais impulsores.

“O Paraguai é o quarto maior exportador de soja do mundo. Para que a soja chegue ao Oceano Pacífico é preciso passar pelo Canal do Panamá. Com a nova rodovia pronta, haverá uma economia para todo o setor produtivo em cerca de 25% nos custos de logística”, disse entusiasmado o presidente à BBC.

Cerca de 525 quilômetros dessa nova rodovia passam pela região conhecida como Gran Chaco, uma das principais reservas ambientais do país, povoada por cerrados e zonas úmidas.

É o lar de onças, onças-pardas, tamanduás e milhares de espécies de plantas, um dos lugares de maior biodiversidade do planeta.

Esse lugar nem sempre foi amado por aqueles que quiseram se estabelecer nessas terras.

Quando os menonitas, uma comunidade cristã protestante, desembarcaram ali no início do século 20, eles o chamaram de “inferno verde”.

O avô de Neufeld foi um dos menonitas que se estabeleceram no Chaco em 1930, depois de escapar da perseguição na Ucrânia.

Quase 100 anos depois, seu neto continua lutando contra o ambiente hostil.

O corredor bioceânico unirá as costas dos oceanos Pacífico e Altântico — Foto: BBC

O que é o corredor bioceânico?

O corredor bioceânico é um projeto de infraestrutura desenvolvido desde 2015 pelos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Chile para ligar quatro portos localizados no Oceano Pacífico – sendo eles Antofagasta, Mejillones, Tocopilla e Iquique – ao porto da cidade brasileira de Santos.

Estima-se que a rodovia terá cerca de 2.200 quilômetros de extensão e o custo aproximado do investimento total é de US$ 10 bilhões.

A rodovia cruzará as regiões do Mato Grosso do Sul no Brasil, Gran Chaco no Paraguai, as províncias de Salta e Jujuy na Argentina e as regiões de Antofagasta e Tarapacá no Chile.

Cada país tem a responsabilidade de cumprir alguns trechos e prazos, porém não está claro qual é o prazo final para a conclusão do projeto.

De fato, em janeiro deste ano, os presidentes do Brasil e do Chile, Lula e Gabriel Boric, confirmaram que iriam acelerar a construção dos trechos que correspondem aos seus territórios.

Talvez um dos países que está mais avançado na execução dos projetos seja o Paraguai, que já tem um dos três trechos de seu território pronto.

“O trecho um do corredor bioceânico, que está pronto, já permitiu um acesso muito mais fácil para os comércios, porque antes a estrada era de terra e quando chovia era difícil transitar. Agora você pode chegar facilmente às diferentes cidades menonitas e suas colônias”, disse à BBC o engenheiro Alfredo Sánchez, porta-voz do governo para a questão do corredor.

“Para nós, o maior problema é que temos que retirar o mato dos campos. Se você não cuidar, esse mato volta e toma conta de tudo”, explicou.

Para Neufeld, a rodovia dará mais oportunidades de trabalho que atrairão pessoas de outras partes do Paraguai.

Sua comunidade conseguiu se estabelecer com sucesso em algumas seções do “inferno verde”, especialmente eles conseguiram construir uma lucrativa indústria de gado e laticínios, que agora são transportados em caminhões 4×4 e não em carroças puxadas por cavalos como em outras comunidades

Mas o que para alguns é atrativo, para outros é preocupante.

Taguide Picanerai, um jovem líder da comunidade indígena Ayoreo, uma das primeiras a habitar o Chaco, a comunidade já está sofrendo os efeitos do desmatamento, porque milhares de árvores foram derrubadas em razão da pecuária.

Cerca de 20% da floresta do Gran Chaco, o equivalente à área do estado de Nova York, foi convertida em terras para pastagem de gado e produção agroindustrial desde 1985, segundo fotografias de satélite da NASA.

“A nova rodovia vai significar mais criação de gado, o que leva a uma grande perda de biodiversidade”, diz Picanerai, acrescentando que também está preocupado com a perda de território dos Ayoreo.

Ele explica que no passado os produtores se mudaram para os territórios ancestrais dos Ayoreo, impediram o acesso à água e restringiram o espaço de caça para as comunidades indígenas.

A vida dos Ayoreo mudou significativamente em apenas uma geração. Os pais de Picanerai viviam na floresta impenetrável, onde caçavam javalis e tartarugas.

A comunidade foi convencida por missionários americanos que vieram para o Paraguai na década de 1960 a abandonar a vida de caçadores, vestir roupas e se estabelecer com outras comunidades indígenas.

E grande parte de suas terras foi vendida a fazendeiros e pecuaristas, o que levou a batalhas legais de anos para recuperar parte dessas terras para que a comunidade pudesse se restabelecer.

“Esse território é vital para nós”, declarou Picanerai.

As obras do corredor bioceânico avançam no Paraguai — Foto: BOB HOWARD via BBC

A ameaça ambiental

O presidente Abdo reconhece que a nova rodovia “aumentará a população no Chaco” e gerará “mais atividade comercial”. Mas ele acredita que, desde que as leis sejam cumpridas, o impacto será positivo.

Ele disse à BBC que já existiam regras rígidas para os proprietários de terras, incluindo uma cláusula que estipulava que “o máximo que as pessoas podem desmatar no Chaco é 50% de seu latifúndio, e menos se a biodiversidade da área for considerada mais delicada”.

Para o ambientalista Miguel Lovera, essas medidas não são suficientes.

“A construção de novas estradas leva a um maior desmatamento e derrubada de florestas em pequenos trechos, o que coloca uma enorme pressão sobre o frágil ecossistema”, disse Lovera, que dirige uma organização que luta pela proteção de grupos indígenas no Chaco.

Por outro lado, para Bianca Orqueda, jovem cantora e compositora do grupo indígena Nivaclé, a estrada tem alguns aspectos positivos.

Orqueda, que dirige uma escola de música infantil na periferia da cidade menonita de Filadelfia, divide seu tempo entre sua comunidade e a capital do Paraguai, Assunção.

E a rodovia a ajudará a encurtar os tempos de viagem.

Ela não está convencida de que seja possível que sua comunidade continue vivendo isolada, acrescentando que os Nivaclé precisam “progresir”, o que para alguns pode significar deixar o Chaco e seu modo de vida para trás.

“Eu digo às crianças que, se quiserem ser médicas, arquitetas, dentistas ou musicistas, terão que sair assim que terminarem a escola e irem para outra cidade.”

“Aqui na Filadélfia não há universidades, não há nada a menos que você queira ir para a agricultura”, disse Orqueda.

Para Picanerai, a conservação do Chaco é mais do que apenas o modo de vida de sua comunidade indígena.

“A rica biodiversidade do Chaco significa que é um problema global que deveria preocupar a todos”, comentou ele, acrescentando que está determinado a proteger sua terra dos recém-chegados que se mudarem para a região após o fim das obras da nova rodovia.

Lula anuncia abertura de escritório da Apex em Lisboa

0

Neste sábado (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a abertura de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Lisboa, em um evento que ocorreu na capital portuguesa com o intuito de estreitar a cooperação bilateral entre Brasil e Portugal.

Durante a XIII Cimeira Brasil-Portugal, o presidente destacou que a medida demonstra a seriedade da relação entre os dois países. O encontro contou com a presença do primeiro-ministro português, António Costa, e resultou na assinatura de 13 acordos nas áreas de educação, justiça, saúde, economia e cultura.

Lula enfatizou a importância dos acordos bilaterais, especialmente após um hiato de sete anos sem a realização da Cimeira Brasil-Portugal.

Integração

Foi assinado um acordo na área de educação para estabelecer o enquadramento jurídico da concessão de equivalência de estudos entre Brasil (ensino fundamental e médio) e Portugal (ensino básico e secundário) visando promover uma adequada integração escolar dos dois países. Além disso, outro acordo na área da educação prevê a criação da Escola Portuguesa de São Paulo.

Os líderes dos dois países reafirmaram o compromisso na área de saúde pública para o desenvolvimento e inovação em vigilância epidemiológica, preparação e resposta a emergências em saúde pública, saúde digital e produção de equipamentos para a saúde.

Na área de direitos humanos, foram assinados dois termos para a proteção de testemunhas em processo penal e para instituir boas práticas na promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

As Agências Espaciais Portuguesa e Brasileira firmaram cooperação para o uso pacífico do espaço, ciências espaciais e tecnologias.

Os ministros da Cultura de Portugal e do Brasil assinaram um memorando de entendimento na área do cinema, em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), para promover a produção cinematográfica de Portugal e do Brasil por meio de cofinanciamento de projetos dos dois países.

Também foram assinados memorandos de entendimento nas áreas de Energia, Geologia e Minas, além da cooperação entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Agência Lusa. Além disso, foi assinado um memorando de entendimento para promover o reconhecimento mútuo de títulos de condução (carteira de motorista).

Maior mina de níquel da América causa cegueira e câncer em moradores

0

A RFI se uniu ao consórcio internacional de investigação Forbidden Stories para continuar o trabalho de Rafael Moreno, jornalista colombiano morto em 16 de outubro de 2022 em circunstâncias ainda não esclarecidas. O repórter investigava o impacto da indústria de mineração no meio ambiente e na saúde dos moradores de Córdoba, sua região natal. A justiça colombiana havia obrigado o operador da mina de níquel Cerro Matoso a limitar seus efeitos nocivos de sua ação na população, sem muito sucesso. Até hoje, nas aldeias vizinhas, os estragos provocados pela atividade de mineração são palpáveis.

Na estrada que leva a Pueblo Flecha, a natureza oferece sua mais bela imagem. As colinas verdes e a vegetação exuberante dão um gostinho de Paramillo, uma das maiores áreas naturais protegidas da Colômbia.

Mas o cheiro de metal que paira indica que essa imagem não corresponde à realidade. Logo, surge ao longe, o “cerro”, uma colina de onde, há 60 anos, é extraído níquel. É também o território ancestral dos zenú, uma minoria étnica, que há anos luta na justiça pelo reconhecimento dos danos ambientais e sanitários causados ​​pela atividade da Cerro Matoso S.A., a operadora que administra a mina.

“Esse odor não é nada”, sorri Luis Fernando Moreno, o novo jovem governador da comunidade. “Pela manhã, cheira a enxofre, a carvão queimado. À noite, temos a impressão que a chuva está caindo sobre a montanha. Mas na verdade isso é apenas um efeito produzido pelos resíduos da mina”, explica. 

Quando seus enormes fornos processam o minério a quase 900°C, são lançadas na atmosfera emissões compostas por uma mistura de poeira fina, metais pesados ​​e diversos óxidos complexos.

Em 2017, o ministério colombiano do Meio Ambiente alertou para a a presença de colunas de fumaça rosa escapando “descontroladamente” das chaminés do complexo. Em 2019, o jornalista Rafael Moreno filmava a fumaça da cidade de Montelíbano. O grupo mineiro reagiu com um comunicado de imprensa no qual acusava o jornalista de estar mostrando imagens antigas. Alguns dias depois, o repórter voltou a filmar o local e o resultado foi o mesmo: a fumaça rosa continuava emanando da mina.

A vida dos moradores de Pueblo Flecha foi severamente afetada pela falta de água potável, bem como pela seca no rio Caño Zaino, principal fonte de água da cidade. — Foto: RFI

Além dos estragos ambientais, o impacto na saúde da população chama a atenção. Principalmente para os moradores de Pueblo Flecha, uma comunidade que vive a menos de um quilômetro dessa que é a maior mina de níquel da América. Quando seus fornos gigantes processam o minério em temperaturas muito altas, são lançadas na atmosfera emissões formadas por misturas de poeira fina, metais pesados ​​e diversos óxidos complexos. Questionado sobre este ponto pelo consórcio Forbidden Stories, o diretor de operações de minas, Pedro Oviedo, afirma que trata-se de uma “falha no sistema, uma exceção”.

No entanto, desde o surgimento dos fornos e chaminés gigantes da mina no início dos anos 1980, a atmosfera nunca mais foi mesma em Pueblo Flecha. “Quando a água transborda aqui, eu entro em pânico”, desabafa Aïda. “Tenho medo pelo meu filho, mas também por mim, que tenho 45 anos. [Essa água] dá coceira, febre e enxaqueca às vezes”, continua.

Câncer do pulmão e jovens que perdem a visão sem razão aparente

Não há água potável em Pueblo Flecha. A população se abastece em cisternas que coletam a água da chuva. A empresa construiu canais ao longo dos anos para coletar água de nascentes vizinhas, essencial para seu processo de produção de ferroníquel. “A pouca água do poço que conseguimos extrair no inverno é escura e não potável”, denuncia Luis Fernando, chefe da aldeia.

Para ele, não há dúvidas: foi a toxicidade desta água, carregada de resíduos, que levou sua mãe, Francia, morta há apenas duas semanas.

“Ela faleceu, como muitos antes dela, de câncer de pulmão. É por causa da água que usamos, do ar que respiramos”, esbraveja o jovem. 

O câncer de pulmão é uma das doenças recorrentes observadas na região, com indica um relatório médico-legal encomendado pelo Tribunal Constitucional da Colômbia.

Em 2017, em um julgamento histórico e após anos de luta, as comunidades indígenas do vale obtiveram a condenação da gigante mineradora. O grupo conseguiu impedir o pagamento de indenizações, mas algumas medidas foram tomadas. Desde o processo, as oito comunidades indígenas e afrocolombianas que vivem nos arredores da mina devem ser consultadas antes de cada projeto. Além disso, a empresa foi obrigada a implementar medidas de preservação da água, do ar e do solo, além de se responsabilizar pela saúde das vítimas da poluição.

No entanto, pouca coisa parece ter mudado. Apesar alguns moradores receberam um tratamento pago pela empresa, enquanto os que foram atendidos por médicos enviados pelo gigante da mineração denunciam o descaso dos profissionais, que minimizavam os problemas de saúde da população.

Durante sua estadia em Pueblo Flecha, a reportagem encontrou vários jovens e adolescentes com malformação de membros, ou que perderam a visão, sem nenhuma causa aparente. Segundo um dos líderes da comunidade, Rafael Moreno estava preparando um documentário para denunciar a situação sanitária e seus estragos. 

Muitos dos 640 moradores de Pueblo Flecha não têm dinheiro para viajar até a cidade para consultar um médico. Mesmo a clínica do complexo mineiro próximo é inacessível. As pessoas vivem da agricultura e em particular do cultivo da mandioca e do milho, mas também da “caña flecha”, a planta comprida que entra na composição do chapéu “vueltao”, símbolo nacional. Por falta de recursos financeiros, a comunidade introduziu o feixe de cana como forma de troca, por fumo, uma galinha ou um serviço.

A água, carregada com lixo tóxico da mina, deixa vestígios no corpo da população. — Foto: RFI

Para piorar a situação, o Caño Zaino, um rio que era a principal fonte de água da comunidade também começou secar. “Era uma água pura. A gente bebia diretamente na fonte. Agora, não tem mais nada”, reclama Don Ever, um agricultor da região.

Contatada pelo consórcio de investigação, a Cerro Matoso S.A. garante que a Agência Nacional de Licenciamento Ambiental aprovou um plano de restauração que deve ser implementado, em conjunto com as comunidades. “Mentira”, retruca o chefe da Pueblo Flecha: a empresa “recrutou empresas e universidades sem nos consultar e por isso rejeitamos esse plano”, explica Luis Fernando Romero. Sinal da desconfiança que reina entre os dois “vizinhos”, o cacique indígena garante que a comunidade está trabalhando em seu próprio plano de recuperação de Caño Zaino.

Nova iluminação de LED no Espaço Alternativo traz mais segurança e economicidade

0

Um dos locais de lazer mais movimentados de Porto Velho, o Espaço Alternativo agora conta com uma iluminação totalmente revitalizada que permitiu a instalação de cerca de 700 pontos de luz com luminárias de LED. A mudança trará mais segurança aos frequentadores e economia aos cofres públicos.

A mão de obra, execução e o projeto de revitalização foram realizados pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur). Já os recursos foram pleiteados por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), junto ao Governo do Estado de Rondônia.

“Essas luminárias de LED possuem uma tecnologia maior de luminosidade, garantindo mais segurança a quem frequenta o local. Outro ganho é a economia, já que a vida útil delas pode variar de cinco a dez anos, enquanto as luminárias anteriores, de vapor metálico, tinham uma duração média de apenas dois anos”, destacou o prefeito Hildon Chaves, durante visita ao espaço nesta semana.

No local, a Emdur fez o cabeamento do canteiro central com concretagem para evitar furtos e instalou luminárias de LED de 150 watts, além da realizar a substituição de postes danificados.
Na lateral direita (sentido aeroporto) foi implantada uma rede de baixa tensão, braço de luminárias de 4 metros e luminárias LED de 70 watts.

Já a lateral esquerda (sentido Centro), entre a ciclovia e a calçada de passeio, recebeu postes de ferro e luminárias LED de 70 watts, além de uma rede subterrânea.

INVESTIMENTOS

A Semdestur celebrou Convênio com a Secretaria Estadual de Obras e Serviços Públicos (Seosp) no valor aproximado de R$ 745 mil, sendo cerca de R$ 550 mil repassados pelo governo do estado para aquisição de materiais a serem instalados pela Emdur no Espaço Alternativo.

A nova rede de iluminação garante maior segurança dos moradores e visitantes que passam pelo local, pois possuem tecnologia de maior luminosidade, além de ser sustentável por não conter elementos poluentes, e gerar uma economia estimada de 60%.

FURTOS

Apesar de ser um dos locais mais frequentados de Porto Velho, o Espaço Alternativo teve recorrentes ações criminosas de furto de energia e fiação. Durante os 45 dias de obras, a Emdur registrou 18 Boletins de Ocorrência envolvendo furtos de energia no local.

“A Prefeitura e o Governo do Estado uniram esforços para proporcionar à população um local mais seguro e iluminado. Por isso, precisamos assumir um papel de fiscalizadores. Qualquer morador que presenciar furto de energia e fiação no Espaço Alternativo, deve denunciar pelo 190”, alerta o presidente da Emdur, Gustavo Beltrame.

Mega-Sena pode pagar R$ 42 milhões neste sábado

0

concurso 2.585 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h deste sábado (22), em São Paulo.

No concurso da última quarta-feira (19), ninguém acertou as seis dezenas.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A partir do próximo dia 30 de abril, o valor será reajustado para R$ 5.

A Mega soma dois sorteios nesta semana: quarta (19) e sábado (22).

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Julho Amarelo em Rolim de Moura oferece testes rápidos contra hepatites

Ação leva testes rápidos contra hepatites a trabalhadores e estudantes

0
Triagem ocorreu no frigorífico Distriboi com atendimento gratuito, seguro e sigiloso.
Saúde prisional em Guajará-Mirim é alvo de recomendação do MPRO

MPRO orienta reforço de saúde na prisão de Guajará-Mirim

0
Sejus e direção têm 30 dias para informar medidas ou justificar eventual não acolhimento.
Feira de adoção em Porto Velho reúne cães e gatos no Parque da Cidade

Parque da Cidade terá feira com cerca de 20 animais para adoção

0
Cerca de 20 animais estarão disponíveis das 16h às 18h30 no Parque da Cidade.
ZARC da soja orienta planejamento da safra 2026/2027 em Rondônia

Zoneamento orienta janelas de menor risco para soja em Rondônia

0
Produtor deve cruzar solo, cultivar e período antes de definir a semeadura no estado.
Creami Porto Velho atenderá gestantes de alto risco encaminhadas pela UBS

Nova unidade reunirá cuidado de gestantes de alto risco em Porto Velho

0
Encaminhamento começa na UBS e passa pela regulação antes da consulta especializada.