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terça-feira, julho 14, 2026
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Organização adia data para anunciar vencedores do 5° Concafé em RO

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A organização do 5° Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) adiou a data em que seriam anunciados os vencedores da competição.

Segundo Janderson Dalazen, coordenador do evento, a premiação do Concafé iria acontecer na próxima sexta-feira, 9 de outubro. Porém houve a necessidade de fazer uma alteração e ele explica o motivo:

“Por conta de uma agenda da ministra da Agricultura, que deverá estar presente no evento, nós tivemos que mudar essa data para o dia 6 de novembro. Dessa forma estamos aí com a programação na agenda da ministra e faremos um esforço para poder levar produtores dentro da medida do possível e respeitando procolos de segurança [por causa do coronavírus]”, diz Dalazen.

Devido à pandemia da Covid-19, neste ano o público e produtores terão que assistir o Concafé de forma virtual, sendo transmitido pela internet para todo o mundo. Já a ministra deve acompanhar a premiação de forma presencial.

Premiação

Os prêmios que serão distribuídos no 5° Concafé totalizam R$ 289 mil, concorridos nas categorias “qualidade de bebida” e “sustentabilidade”.

Entre os finalistas do concurso a serem anunciados no mês de novembro estão 14 são de indígenas das etnias Suruí, Aruá e Tuparí.

Ao todo, 214 cafeicultores tinham se inscrito na seleção de qualidade do café neste ano, sendo 35 mulheres. Foram enviadas amostras de 30 municípios do estado. CacoalNova Brasilândia do Oeste e Seringueiras tiveram os maiores números de inscritos.

Rondônia registra 9 mortes por Covid-19 e chega a 1.384 nesta terça-feira, 6

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Foram registrados 9 óbitos por Covid-19 em Rondônia nesta terça-feira (6), segundo boletim de saúde divulgado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Também foram diagnosticado novos 231 casos da doença.

Com esses números, Rondônia soma 1.3784 vítimas fatais do novo coronavírus e 67.014 pessoas infectadas desde o começo da pandemia, sendo que 59.416 já se recuperam.

As mortes foram em:

  • 4 em Porto Velho – um homem de 52 anos e três mulheres de 52, 68 e 70 anos;
  • 2 em Rolim de Moura – homens de 67 e 69 anos;
  • 2 em Vilhena – homens de 52 e 90 anos;
  • 1 em Guajará-Mirim – mulher de 76 anos.

Também foi informado que o estado tem:

  • 59.416 pacientes recuperados
  • 6.214 casos ativos
  • 210 pacientes internados
  • 210.958 testes realizados
  • 160 aguardando resultados dos exames no Lacen

Dados de março são contabilizados a partir do dia 20, quando o Estado reconheceu o primeiro diagnóstico de Covid-19.

**Dados de outubro são contabilizados do dia 1º até a data de publicação desta matéria.

Eleições 2020: agenda dos candidatos a prefeito de Porto Velho nesta quarta-feira, 7

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Os candidatos à Prefeitura de Porto Velho nas eleições de 2020 divulgaram suas agendas de campanha para esta quarta-feira (7).

O prazo para os registros das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terminou no dia 26 de setembro, e desde o dia 27 estão liberados atos de campanha, como a realização de comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda pela internet.

Coronel Ronaldo Flores (Solidariedade): pela manhã, fará visitas e inspeções em pontos críticos e de alagamentos da cidade. Na parte da tarde, se reunirá com integrantes do Diretório Municipal do Partido, e em seguida, com lideranças comunitárias de dois bairros da cidade. Já a noite, haverá uma reunião com a coordenação e assessores da campanha.

Dr. Breno Mendes (Avante): inicia a manhã com uma visita ao Hospital Santa Marcelina. Lá, fará uma reunião para traçar estratégias de melhorias na saúde com lideranças e servidores. Na parte da tarde visitará uma moradora e terá encontros com candidatos a vereador do partido. A noite, a reunião será no conjunto habitacional Orgulho do Madeira, seguida de outras reuniões com candidatos a vereador.

Hildon Chaves (PSDB): durante todo o dia cuidará de assuntos internos da campanha.

Leonel Bertolin (PTB): pela manhã fará uma caminhada no bairro Cascalheira. Em seguida, visitará as UPA’S Zona Leste e Zona Sul e se reunirá no Comitê do Partido com candidatos à vereador. Na parte da tarde, reúne-se com líderes da Zona Sul. Também fará visitas no Bairro Nova Esperança, gravações para mídia, e se reunirá com os coordenadores e assessores para definir parâmetros da campanha, além de gravar vídeo chamadas com grupos de apoiadores.

Lindomar Garçon (Republicanos): inicia a manhã com uma visita a obra de reforma da Unidade de Saúde Ernandes Índio, no bairro Esperança da Comunidade. No restante do dia, fará gravação do programa eleitoral.

Pimenta de Rondônia (PSOL): dará entrevistas a emissoras de televisão pela manhã, e a duas rádios durante a tarde.

Samuel Costa (PC do B): fará pela manhã uma caminhada e conversará com trabalhadores do Mercado Central de Porto Velho e entorno do Porto do Cai N’água.

Ted Wilson (PRTB): no início da manhã terá uma reunião na Zona Leste com apoiadores. No fim da manhã, o encontro será na Zona Norte. No início da tarde, o candidato fará gravações de campanha eleitoral, e a noite participa de reunião com os candidatos do PRTB.

Vinícius Miguel (Cidadania): no período da manhã tem agenda com apoiadores. Pela tarde, estará reunido com candidatos da coligação. Encerrando a agenda, à noite, Vinícius Miguel realiza diversas visitas.

Williames Pimentel (MDB): cumpre agenda na parte da tarde, em uma reunião com lideranças do bairro Nova Esperança e com a Associação dos Motoristas de Aplicativo. Em seguida, tem reunião no bairro Novo Horizonte e na parte da noite no bairro Floresta.

Os demais candidatos não enviaram agenda de compromissos.

Artista usa grafite para transformar paradas de ônibus de Porto Velho em ‘salas de estar’

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Um artista de Porto Velho decidiu contribuir com a melhoria da paisagem da cidade usando a arte do grafite. A ideia do servidor público Nelson Brasil, de 42 anos, foi transformar paradas de ônibus em locais mais aconchegantes, como uma sala de estar.

No caminho de casa, na Zona Leste, para o trabalho, no Centro, feito todos os dias pelo artista, ele notou uma parada com um aspecto de abandono na Avenida Raimundo Cantuária, região do Roque.

Em uma sexta-feira, ele saiu mais cedo do trabalho e decidiu começar as pinturas. No sábado pela manhã, ele finalizou a arte. Um sofá, um quadro e dois personagens dos Simpsons decoram o abrigo de quem espera o coletivo. “A ideia foi fazer uma arte que o usuário pudesse interagir”, explicou.

Nelson Brasil na parada revitalizada na Rua Raimundo Cantuária — Foto: Ruan Gabriel/Rede Amazônica

Nelson Brasil na parada revitalizada na Rua Raimundo Cantuária — Foto: Ruan Gabriel/Rede Amazônica

“Eu sempre tenho uma sobra de tinta dos trabalhos aí me veio a ideia de revitalizar [o ponto de ônibus]. A gente fez o primeiro e a população abraçou a ideia, todo mundo elogiando, gostando do trabalho”, conta Brasil, que tem 22 anos de experiência no grafite.

Um amigo do artista pediu que ele fizesse o trabalho no residencial Cristal da Calama, extremo leste da capital, e ele atendeu o pedido. “A criançada realmente interagiu, gostou. Perguntaram como faz para aprender o grafite”.

Brasil trabalha na Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) e recebeu autorização da pasta para executar as pinturas.

A intenção de Nelson é continuar fazendo os grafites pelas paradas de Porto Velho conforme o apoio que receber, especialmente em relação a materiais.

“Agora a gente pretende levar à frente com apoio de alguns amigos. Não é alguma coisa que a gente está fazendo sozinho. Sempre tem alguns amigos que ajudam com um material, uma lata de tinta, um spray. Eu tenho a sensação de que eu vou poder fazer um pouco mais do que eu poderia. Tinha uma ideia no começo de fazer umas quatro, cinco. Hoje essa ideia é fazer uma cem”, revelou.

Repercussão

Josy Bruna foi com o sobrinho tirar fotos em uma das paradas revitalizadas — Foto: Diêgo Holanda/G1

Josy Bruna foi com o sobrinho tirar fotos em uma das paradas revitalizadas — Foto: Diêgo Holanda/G1

As fotos da arte urbana de Nelson Brasil repercutiram na internet e algumas pessoas já usam as paradas como cenário para fotos. Moradora da Zona Sul, a pipoqueira Josy Bruna, foi até o ‘abrigo sala’ tirar fotos para as redes sociais.

PF faz operação para prender 9 suspeitos de provocar queimadas na Terra Indígena Karipuna, em Rondônia

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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Kawyra, nesta quarta-feira (7), para prender 9 pessoas suspeitas de desmatar e provocar queimadas dentro da Terra Indígena Karipuna, em Porto Velho.

Segundo informações da polícia, a associação criminosa estava atuando na região da Terra Indígena Karipuna, no distrito de União Bandeirantes, e é especializada em desmatar, provocar queimadas, lotear e comercializa glebas de terra no interior da reserva.

A operação tem o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Exército Brasileiro. Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, seis mandados de prisão domiciliar e doze mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal da capital.

De acordo com a polícia, as investigações da Operação Kawyra foram iniciadas depois da “Operação SOS Karipuna”, deflagrada em junho de 2019 também para combater desmatamento na região.

Na ocasião, foi descoberto que um grupo montou uma associação e uma empresa de georreferenciamento “para iludir supostos compradores de lotes no interior da Terra Indígena Karipuna”, com a falsa promessa de regularização dos terrenos junto aos órgãos responsáveis.

Policiais cumprem mandados na operação Kawyara  — Foto: PF/Divulgação

Policiais cumprem mandados na operação Kawyara — Foto: PF/Divulgação

Após os nove suspeitos serem presos nesta quarta-feira, segundo a PF, os mesmos serão levados à sede da PF e encaminhados para o presídio estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Operação Kawyra

O nome da ação, Kawyara, tem origem na língua indígena Karipuna e significa “floresta”. O termo faz referência à atuação para preservar a vegetação nativa da reserva indígena e reprimir a atuação de grupos criminosos na região

Pescado representa 3,27% do PIB de Rondônia e a maior produção da região Norte

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Considerado um setor de grande importância no conjunto da economia estadual, onde se insere com a marca de 3,27% do Produto Interno Bruto (PIB), na sexta posição de tudo que Rondônia produz, o pescado deixou de ser um uma iguaria rara, para cair no gosto e fazer parte do cotidiano alimentar do povo rondoniense. Atualmente, com um desempenho produtivo superior aos estados do Mato Grosso, Maranhão, Pará e Amazonas, o Estado tem o pescado como um símbolo de sua economia, e se orgulha de ser o maior produtor de peixe nativo em cativeiro e o terceiro maior produtor do Brasil.

Com uma produção anual de quase 70 mil toneladas de peixe, o Estado de Rondônia, que exporta a maior parte desta produção, tem se esforçado para melhorar ainda mais a produtividade, ao mesmo tempo em que incentiva a população a aumentar o consumo de pescado por vários motivos, a começar pela abundância produtiva e facilidade de acesso ao mercado, além de sua importância nutricional.

No último domingo de setembro (27), por exemplo, durante o Festival do Tambaqui que assou e distribuiu mais de seis mil quilos, o secretário Evandro Padovani, titular da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que ao lado do governador Marcos Rocha, é o maior entusiasta deste setor, descreveu a potencialidade produtiva do Estado, destacando sua posição no ranking nacional, pedindo à população para inserir mais peixe em seu cardápio, dando prioridade ao consumo pelos benefícios para uma alimentação saudável e de muito valor nutricional.

CONSUMIR PEIXE

Não importa qual é o peixe de preferência – jatuarana, pacu, tambaqui, piau, dourada, filhote –, é preciso saber que todo o pescado tem grande importância como fonte alimentar, basicamente pelo seu valor nutritivo, fácil digestibilidade, diversidade de sabores e composição equilibrada. A orientação é da nutricionista Lya Demétrio Almeida, do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, de Porto Velho, que chama atenção do consumidor para a importância da escolha do pescado na hora de comprar, que deve estar sempre fresco, de coloração boa e com guelras vermelhas.

Depois de defender o peixe no cardápio diário das pessoas, a nutricionista alinhou uma série de pontos que o consumidor precisa descobrir (saber) sobre a importância do pescado na alimentação, destacando que é uma boa fonte de proteína, vitaminas e minerais, como o ferro e cálcio, que são fundamentais e benéficos ao organismo.

Segundo a profissional da saúde o pescado tem funções muitos especiais, melhor ainda que alguns medicamentos, eis que é rico em ômega 3, melhora os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, regula a inflamação, controla a pressão arterial e fortalece o sistema imune. Além disso tudo, comer peixe fortalece e ajuda a formação da pele, dos cabeços e unhas, além de prevenir a osteoporose e combater a anemia. “O pescado é um alimento completo e bom sob todos os aspectos, e não importa que seja de escama ou de coro”, disse Lya Demétrio.

Governo do Estado entrega novas salas para a escola Campos Sales, em São Francisco do Guaporé

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Os estudantes e servidores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Campos Sales, no município de São Francisco do Guaporé, tem novos motivos para comemorar, pois o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), realizou nesta terça-feira (6) a inauguração de cinco salas de aula para atender a comunidade escolar.

As novas salas foram construídas por meio de recurso do Programa de Apoio Financeiro (Proafi) adicional no valor total de R$ 313.054,84 (trezentos e treze mil e cinquenta e quatro reais e oitenta e quatro centavos), com a finalidade de atender a implantação do Ensino Técnico e as demandas do Ensino Médio Regular e Ensino Fundamental II.

Atualmente, a escola atende um total de 964 estudantes e 72 servidores entre professores, equipe pedagógica e administrativa. Além dos investimentos do Governo na unidade educacional, os estudantes da escola Campos Sales foram homenageados por se destacarem com resultados positivos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019.

É o caso da estudante Stepany Gabrielly, 19 anos, que alcançou 920 pontos na redação do Enem no ano passado e hoje está cursando o segundo período de Direito, com o sonho de se tornar delegada. “Sempre pensei em fazer faculdade, minha família sempre me impulsionou e eu vi nos estudos o caminho certo para alcançar meus objetivos, aproveitei todo material do Kit Revisa Enem que o Governo disponibilizou, pois me ajudou muito a estudar, e eu pude participar de todas as programações de aulões que a escola Campos Sales organizou, por isso estou muito feliz e vou continuar estudando para me tornar uma delegada bem sucedida”, disse Stepany.

A estudante de odontologia Kamylla Pereira Fuentes de 17 anos, também alcançou 820 pontos no Enem de 2019, e cursou seu colegial na escola Campos Sales. “Todo corpo gestor da escola nos incentivou muito para podermos alcançar estes resultados no Enem, foram muitas programações, além dos materiais que o Governo do Estado disponibilizou para nós, de grande ajuda, porque hoje eu estou cursando algo que eu sempre sonhei. Com estes investimentos na Educação, esse Governo está no caminho certo”, pontuou a estudante.

O secretário de Estado da Educação, professor Suamy Vivecananda, representou o governador, coronel Marcos Rocha, no ato solene de inauguração das salas e homenagens aos estudantes e professores. “O governador está trabalhando e investindo para que nossos alunos venham progredir e alcançar excelentes resultados, não só na educação, mas em toda sua vida”, expressou o secretário, acrescentando que o município de São Francisco do Guaporé e a escola Campos Sales tem motivos para se orgulhar dos seus estudantes.

Golpistas usam cadastro no PIX para roubar dados de consumidores

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Previsto para começar a operar em novembro, o Pix, sistema criado pelo Banco Central que vai permitir transações quase instantâneas, já vem sendo usado por golpistas contra os consumidores.

Para se preparar para o início das operações, as instituições financeiras já estão convidando seus clientes a cadastrarem suas “chaves” no sistema – dados que servirão de identificação para as transações, e que podem ser o CPF, número de celular, e-mail ou outra informação.

Mas criminosos estão se aproveitando desse movimento para obter informações sigilosas e senhas, enganando os consumidores ao fazê-los se cadastrarem em um site falso.

Em muitos casos, a mensagem, traz um link para supostamente fazer o pré-cadastro no Pix, mas leva a um site falso.

A regra é desconfiar sempre. O Brasil está entre os cinco países com mais vítimas de phishing – golpe em que o criminoso engana a vítima para conseguir dados pessoais, como senhas de banco. Só de abril a junho, 13% dos usuários de internet no país acessaram pelo menos um link que direcionava para um site criminoso.

Segundo Fabio Assolini, analista de segurança da fabricante de antivírus Kaspersky, foram identificados mais de 30 milhões de ataques do tipo só no Brasil em 2019.

“O e-mail falso é barato. E não requer muito conhecimento técnico, portanto o fraudador consegue enviar milhões de e-mails, mesmo que duas ou três pessoas caiam no golpe, isso já é lucrativo para eles”, diz Assolini.

O chefe de Estrutura de Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Brandt, recomenda aos consumidores fazer o cadastro pelo aplicativo do banco de que já é cliente, ou pela página do próprio banco na internet, em ambiente logado. “Ali estarão as informações, todo o processo, de uma forma segura, em um ambiente totalmente seguro”, diz.

“Lá em novembro, quando de fato nós lançarmos o PIX, aí sim ele vai poder fazer transferências, mas sempre logado dentro do internet banking ou o próprio aplicativo da instituição financeira”, completa Caio Fernandes, chefe de Infraestrtura do BC.

“A dica é: não saia clicando sem antes verificar se o e-mail realmente foi enviado pelo seu banco”, ressalta o analista Assolini.

OMS prevê vacina disponível ainda neste ano

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Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (6) que existe a “esperança” de o mundo ter uma vacina contra o novo coronavírus disponível já em 2020.   

Até então, a entidade vinha sendo cautelosa quanto ao prazo para se desenvolver uma imunização segura e eficaz para conter o Sars-CoV-2. “Existe a esperança de ter uma vacina até o fim deste ano””, disse Adhanom após uma reunião de dois dias do comitê executivo da OMS. O diretor, no entanto, não especificou quais candidatas podem estar prontas já em 2020.   

Segundo o site da organização, existem 42 vacinas contra o novo coronavírus no estágio de ensaios clínicos em humanos, sendo que 10 delas já iniciaram a terceira e última etapa, quando é avaliada a eficácia da imunização ao longo do tempo.   

Uma delas é a da Universidade de Oxford, que está sendo testada no Brasil. A multinacional AstraZeneca, responsável pela produção e distribuição da vacina em nível global, já iniciou a fabricação e prevê a entrega dos primeiros lotes ainda para este ano.   

Outra vacina em teste no Brasil, a do laboratório chinês Sinovac, pode começar a ser aplicada em São Paulo no dia 15 de dezembro, segundo o governador do estado, João Doria. (ANSA). 

Projeto pioneiro vai pagar para produtores rurais da Amazônia não desmatarem

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Um projeto piloto lançado nesta terça-feira, 6, vai oferecer um pagamento a produtores rurais da Amazônia Legal que decidirem conservar áreas que poderiam, dentro da lei, serem desmatadas. A ideia é oferecer uma compensação financeira para manter essas florestas em pé. Essa é uma queixa antiga de proprietários de terra na região, que reivindicam algum tipo de renda pela conservação de florestas. O tema é debatido no legislativo há muitos anos e há alguns projetos de executivos estaduais e federal nesse sentido, mas que ainda não entraram em prática.

Já o Conserv, lançado nesta terça, é uma iniciativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), em parceria com o Fundo de Defesa Ambiental (EDF), baseado nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Climática Woodwell, em Massachusetts, Estados Unidos. O Ipam vem nos últimos anos elaborando estudos para oferecer soluções mais lucrativas do que o desmatamento.

Com uma verba de cerca de R$ 24 milhões da Noruega e da Holanda, trata-se de um mecanismo privado de compensação pelo chamado excedente de Reserva Legal, ou seja, para áreas que foram mantidas de pé além do que é estabelecido pelo Código Florestal.

Por lei, propriedades rurais na Amazônia Legal têm de preservar 80% (se forem localizadas no bioma Amazônia) ou 35% (se no Cerrado). O grupo estimou que cerca de 23 milhões de hectares em toda a região podem ser considerados excedentes e seriam passíveis de desmatamento legal – somente o Mato Grosso detém 7 milhões de hectares nessas condições.

“A questão não é se essas área serão desmatadas, mas quando. Com esse projeto, estamos tentando evitar esse desmatamento e criar incentivos para que isso se torne um novo negócio. O produtor ganha por sua lavoura, por sua pecuária, mas também pela mata que preservar”, disse ao Estadão Marcelo Stabile, pesquisador do Ipam e coordenador geral do Conserv.

Ao longo de três anos, o grupo fez um mapeamento de áreas na Amazônia Legal (que envolve os dois biomas) que têm esse tipo de excedente e estão sujeitas à pressão por desmatamento, o que poderia fazer com que muito em breve elas acabassem suprimidas. O trabalho levantou de 20 a 30 propriedades que juntas somam cerca de 20 mil a 30 mil hectares que poderiam ser envolvidas no projeto ao longo dos próximos três anos.

Para o lançamento, o Conserv já conta com a adesão voluntária de sete propriedades que somam 6.500 hectares no município de Sapezal (MT). Nos próximos meses deve aderir também a região onde opera a chamada Liga do Araguaia, no leste do Estado, que já reúne agricultores com objetivos conservacionistas e mais três municípios do MT e do Pará.

Cada um vai receber entre R$ 200 e R$ 400 por hectare conservado por ano, pelos próximos três anos. A variação de valor ocorre com base no potencial de serviços ambientais prestados pela mata presente em cada propriedade – como grau de conservação, importância para a proteção da biodiversidade, estoque de carbono, água, conectividade com outras áreas verdes.

Entra no cálculo também a pressão por desmatamento sofrida pela propriedade. A partir dessas contas, é feita uma negociação com os produtores. “O envolvimento desses produtores que conservam além do que a lei requer não tem hoje reconhecimento da sociedade em geral, de quem compra deles”, disse Stabile.

Ideia é replicar para proteger mais áreas

“Identificamos uma oportunidade para engajar produtores rurais médios, grandes, gigantes em processos de conservação. A ideia desse mecanismo é que ele funcione como um grande indutor de um debate para ter soluções para harmonizar a produção agropecuária com a conservação para termos, no menor tempo possível, o fim do desmatamento”, complementou André Guimarães, diretor-executivo do Ipam, durante coletiva à imprensa de lançamento do Conserv.

Os dois frisaram que o projeto começa como um piloto, mas tem potencial para ser replicado para os 23 milhões de hectares passíveis de desmatamento legal na Amazônia. “A gente não está falando que essa área toda tem de ser paga para ser conservada já amanhã, mas temos de começar de algum modo para criar mecanismos que se tornem perenes a fim de alcançarmos uma produção sustentável para o País. Do ponto de vista econômico, os benefícios da conservação são maiores do que o custo de preservar a floresta”, disse Stabile.

Segundo ele, a ideia é envolver não somente outros produtores, mas também outros financiadores, mas o projeto também pode incluir outras formas de remuneração com o passar do tempo. “Agora estamos pagando direto para o produtor, mas em três anos podemos pensar em arranjos de mercado diferentes, como um preço diferencial para o produto dessa fazenda, um crédito diferencial, vamos discutir essas coisas para ganhar a escala.”

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