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sexta-feira, julho 10, 2026
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Núcleo de Diagnóstico do Hospital de Base realizou mais de 47 mil exames em 2019 e diminuiu tempo de espera

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É a primeira vez que a paciente Thamires Cristina vai fazer um exame pelo Hospital de Base dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, a ultrassonografia dos rins. Segundo ela, devido ao pouco recurso financeiro, ela procurou fazer o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e surpreendeu-se com a rapidez.

“O atendimento aqui no HB é ótimo. Não tenho motivos para reclamar. E fiquei surpresa porque em alguns dias me ligaram para vir fazer meu exame. E essa notícia era muito esperada”, afirmou contente Thamires.

Além dela, mais de 4,5 mil pessoas fazem exames no Núcleo de Diagnóstico (Nudiag) do Hospital de Base, todos os meses. Este ano, o número de exames superou o de 2018. De janeiro a novembro de 2019, o Núcleo de Diagnóstico realizou cerca de 47 mil exames, enquanto que em 2018 foram 38 mil.

O aumento se deve a vários fatores, entre eles a confiança da população no trabalho que as equipes do núcleo estão prestando à população. Segundo a coordenadora do Nudiag/HB, Ana Cláudia Mendonça, hoje, o hospital atende pacientes de várias partes do estado e do país, sendo mais comuns dos estados do Acre, Mato Grosso, Amazonas e países fronteiriços como a Bolívia, além das populações indígenas e carcerária.

“Nós temos a responsabilidade de atender uma grande demanda, e prestar o melhor serviço possível. O núcleo, hoje, realiza mais de 13 tipos de exames, e alguns realizados pelo SUS são encontrados só aqui no Hospital de Base, como os exames de endoscopia e colonoscopia”.

Além desses, são realizados também os exames de retossigmoidoscopia, eletrocardiograma, ecocardiograma, broncoscopia, ultrassonografias em geral, ultrassonografias vasculares, espirometria, biópsias de mama, hepática, tireoide, renal, próstata, pulmonares entre outros. Os agendamentos dos exames são realizados por meio da Central de Regulação do Estado (Gerreg) aos pacientes externos, bem como pacientes internos e com solicitação de exames de alto risco, cirurgias, entre outros.

Segundo a coordenadora, a grande demanda de pacientes ocasiona na formação de filas de espera. A meta do núcleo tem sido diminuir essa espera. E pede, ainda, a ajuda da população. Segundo Ana Claúdia, de 20 pacientes agendados, mais da metade acabam não comparecendo no dia do exame, o que prejudica o serviço e impede que outros pacientes sejam beneficiados.

“Em muitos casos, mesmo o paciente esquecendo o dia do exame, o hospital entra em contato, mas é comum o paciente não atender a ligação, ou dar um número errado, o que também prejudica o atendimento”, ressaltou a coordenadora.

Para o próximo ano, a expectativa é, ainda, abrir novas licitações, e continuar prestando um serviço de qualidade. “Nós temos uma ótima equipe de profissionais, além de aparelhos de alta tecnologia. E mesmo com a grande demanda, estamos conseguindo prestar o melhor atendimento possível”, destacou a Ana Cláudia.

Justiça dá mais uma semana para volta dos radares

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O governo terá até a próxima segunda, 23, para comprovar o total restabelecimento da fiscalização por meio de radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais. A nova data foi determinada pelo juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, que acolheu neste domingo, 15, pedido de dilação de prazo feito pela União. Na solicitação, o governo apontava uma série de dificuldades administrativas para a operacionalização do retorno às atividades de fiscalização.

A decisão suspendeu, por ora, o prazo de 72 horas dado pelo magistrado na última quarta, 11, para retorno do monitoramento. Na ocasião, Monteiro barrou determinação do presidente Jair Bolsonaro que, em agosto, suspendeu a fiscalização de velocidade nas rodovias federais por meio de radares móveis.

“A não utilização dos equipamentos, a cada dia, é capaz de acarretar o aumento do número de acidentes e de mortes, conforme já mencionado linhas acima, tendo em vista o caráter técnico que precedeu a normatização, pelo Conselho Nacional de Trânsito, do uso de tais equipamentos nas atividades de fiscalização e segurança viárias”, afirmou o magistrado em sua decisão inicial.

A Advocacia-Geral da União decidiu recorrer da decisão, com base em um ofício da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que classifica como “providência complexa” a operação para recolocar os equipamentos eletrônicos.

Em sua decisão, Monteiro escreveu que as considerações feitas pela PRF sobre as medidas necessárias para restabelecimento da fiscalização nas rodovias eram “razoáveis”. O juiz entendeu que, ao menos por ora, não havia descumprimento da decisão que concedeu a tutela de urgência, mas, sim, dificuldades em sua concretização por causa da “necessidade da prática de medidas administrativas que demandam tempo maior que o inicialmente fixado”.

Além de cumprir o prazo do dia 23 para restabelecer totalmente o monitoramento, a União terá que comprovar até sexta, 20, a instalação de parte dos equipamentos, nos locais onde as providências tomadas já tiverem sido suficientes.

O magistrado fixou ainda uma multa de R$ 50 mil por dia de atraso, caso as determinações sejam não sejam cumpridas.

Entre as dificuldades elencadas pela Direção da Polícia Rodoviária Federal para dar cumprimento à ordem inicial de Monteiro estariam problemas de distribuição dos equipamentos e a necessidade de providenciar manutenção dos equipamentos.

Além disso, a corporação também apontou a necessidade de habilitar os dispositivos nos sistemas de processamento de infrações da PRF, além da necessidade de tomar providências contratuais no processo de expedição das notificações de autuação e de penalidade, “cuja ausência ensejaria a indesejável prescrição de notificações”.

“Acaso tivesse a União demonstrado as dificuldades administrativas para a operacionalização do retorno às atividades de fiscalização, as mesmas teriam sido levadas em consideração para a fixação do prazo fixado na decisão”, ressalvou ainda Monteiro em sua decisão.

Prefeitura aproveita recesso escolar para iniciar melhorias nas escolas

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A Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), aproveitará o período de férias para iniciar melhorias em 47 escolas do município, vez que os prédios estarão sem ocupação. As instituições passarão por diversas obras de manutenção. Conforme determinação do prefeito Hildon Chaves serão efetuados serviços variados, de substituição de rede elétrica à troca de pisos e readequação de banheiros, todos executados com recursos próprios.

A Semed reconhece a importância e necessidade da manutenção preventiva e corretiva nas unidades educacionais da rede de ensino de Porto Velho, que abrange onze escolas no perímetro urbano e 36 escolas na zona rural, sendo em sua maioria escolas de pequeno porte das regiões do médio e baixo Madeira, Ponta do Abunã, BR 364/319 e imediações do setor chacareiro.

Como explica o secretário municipal de Educação, Márcio Félix, os grupos são itinerantes e vão se revezando entre as escolas, de acordo com o andamento das obras. “As dificuldades são apresentadas pelas próprias instituições. Depois disso, nosso engenheiro faz a análise da demanda, colocamos ela no cronograma e, então, iniciamos o serviço”.

De acordo com o gerente da Divisão de Engenharia, Enderson Lopes, conserto de telhados e calhas, impermeabilizações, manutenção de reservatório de águas, substituição de amadeiramentos e pisos, colocação de janelas, reformas em muros e cercamentos, adequação de rede elétrica, trocas de lâmpadas, melhorias nas partes hidráulicas e no sistema de gás. “Essas serão algumas das principais demandas executadas. Daremos prioridade para os trabalhos mais urgentes e continuaremos a analisar as demandas recebidas”, afirma Enderson.

Polícia Militar de Rondônia aumenta em 30% policiamento ostensivo para reforçar segurança no fim de ano

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Com intuito de garantir maior segurança à população durante o período de festas de fim de ano, a Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO) iniciou na manhã de segunda-feira, 16, a Operação Fim de Ano Seguro, com reforço de 30% no policiamento ostensivo com o emprego do efetivo administrativo, além do policiamento ordinário, que é empregado diariamente em todo Estado.  O lançamento da operação aconteceu em frente ao Comando-Geral, após orientações repassadas pelo comandante da PMRO, coronel PM Mauro Ronaldo Flôres Corrêa.

O efetivo policial será reforçado nas principais áreas de comércio das cidades do Estado durante o período em que a circulação de pessoas aumenta devido ao recebimento do 13º salário e festas de fim de ano.

A Operação Fim de Ano Seguro realizará o policiamento ostensivo geral nos diversos eventos referentes aos festejos natalinos e de final de ano, a fim de proporcionar e ampliar sensação de segurança pública, através de ações e operações planejadas, levando-se em consideração as peculiaridades do referido período de festejos, principalmente no que se refere a crimes contra a pessoa e ao patrimônio, ainda, com especial atenção aos crimes de embriaguez na direção de veículo automotor.

Conforme definido no planejamento estratégico da Operação Fim de Ano Seguro, durante o período, serão realizadas operações com concentração reforçada de policiais nos centros comerciais de Porto Velho, bem como em todos os municípios. Ações como blitze preventivas e repressivas, abordagens policiais no período noturno em bares e boates, corredores de segurança nas principais ruas das cidades entre outras, estão inseridas no planejamento da Polícia Militar.

ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO

Associada à operação, a Polícia Militar tem garantido orientações para a população quanto aos cuidados redobrados para o período, com dicas de segurança que devem ser atendidas, como: evitar contar dinheiro em locais públicos mostrando às pessoas; não acumular muitas sacolas nas mãos; manter a bolsa próxima do corpo; jamais conte dinheiro nas portas das agências bancárias, visando evitar a saidinha de banco; no caso de furto ou qualquer outro tipo de ocorrência policial, jamais reaja! Comunique imediatamente à Polícia Militar.

“A Polícia Militar vai implementar não só na Capital de Rondônia mas em todo o Estado a operação, com um quantitativo de policiais militares muito maior do que aquele que originariamente trabalha. O objetivo principal é proporcionar segurança para nossa população para que possa ter as festas de final de ano tranquilas e com maior segurança. Existem orientações de segurança que sempre passamos para a população, pois muitos crimes, muitas vezes, ocorrem por desatenção ou devido às pessoas deixarem de adotar algum procedimento que poderia prevenir contra o crime. Então, neste final de ano polícia orienta bastante as pessoas, principalmente no que tange à retirada de dinheiro, para que não chame a atenção de criminosos. Alerta também para quando as pessoas entrarem e saírem de suas residências, ou seja, existem uma série de procedimentos que as pessoas devem adotar e que podem ajudar a Polícia Militar no combate à criminalidade”, argumenta o comandante, lembrando que todas as ações fazem parte das determinações do governador coronel Marcos Rocha, quanto a garantir maior segurança à população.

Segundo o comandante da PM, a operação segue até o início de janeiro e, posteriormente, serão empregadas mais ações que irão até fevereiro, haja vista a constante preocupação da Polícia Militar em bem servir a sociedade.

O coronel PM Ronaldo também ressaltou que todo aparato tecnológico será utilizado pela Polícia Militar, como a utilização da plataforma operacional mobile, as “bodycam” (câmera de corpo). A partir dessa operação fica definido o emprego de reforço policial desse período do ano, ou seja, estão sendo empregamos todo o efetivo, tanto administrativo quanto operacional de rotina.

Caixa manda SMS a trabalhadores com saldo desatualizado do FGTS

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Trabalhadores receberam hoje (16) mensagens no celular com saldo desatualizado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que o SMS foi enviado para um “grupo restrito de trabalhadores” com saldo referente a setembro de 2019.

“A Caixa está enviando novo SMS a esses trabalhadores solicitando desconsiderar a mensagem anterior.” O banco não informou quantos trabalhadores receberam a mensagem errada.

O banco disse ainda que o saldo correto do FGTS dos trabalhadores está disponível e atualizado nos canais oficiais do banco: aplicativo FGTS, pelo site e terminais de auto-atendimento.

‘Rinha’ de cães que servia churrasco com animal morto na luta, é desmontada pela polícia do Paraná em SP

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A Polícia Civil do Paraná resgatou, em São Paulo, no município de Mairiporã, 19 cães que participavam de uma “rinha”. Os animais, da raça pitbull, eram incentivados a lutar entre si e foram encontrados com diversos ferimentos.

Entre os envolvidos na luta entre cães estão veterinários, médicos, um policial militar e cinco estrangeiros. Quarenta pessoas foram detidas na noite de sábado, 14, e levadas para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em São Paulo.

As investigações começaram em Curitiba e em São José dos Pinhais com um treinador de pitbulls. A “rinha” era combinada em um grupo no aplicativo de WhatsApp.

De acordo com os agentes, um dos cachorros não sobreviveu em uma das lutas e foi servido como churrasco para os participantes. Os presos vão responder por associação criminosa e maus-tratos contra animais, com agravante de morte, e por jogos de azar.

Os cães que sobreviveram receberão todo o atendimento médico necessário e, depois de castrados e adestrados, irão para adoção.

O lucrativo mundo dos pets influenciadores digitais

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Eles têm milhões de seguidores no Instagram. Eles geram grandes lucros para seus tutores. Eles são… pet influenciadores digitais.

Grumpy Cat, Lil Bub, Boo, the Pomeranian e Doug the Pug são apenas alguns dos pet-stars da internet, que fazem de tudo, desde apoiar causas humanitárias até promover grandes marcas de luxo.

A morte nesta semana de Lil Bub, um gato cuja língua estava sempre à mostra devido a anomalias genéticas, causou comoção e demonstrou o poder da internet de elevar praticamente qualquer coisa ao status de cult.

“Ela era um raio de pura alegria na minha vida e de tantas outras”, disse um usuário do Instagram, que usa o identificador @missmaddyg.

Lil Bub ganhou fama após sua adoção em 2011, quando seu proprietário, produtor musical Mike Bridavsky, começou a postar fotos e atualizações sobre ela on-line.

Sua história conquistou três milhões de seguidores no Facebook, 2,4 milhões no Instagram e mais de 800.000 no Twitter.

A fama de Bub acabou chamando a atenção dos cientistas.

Em maio de 2015, pesquisadores da Universidade do Missouri sequenciaram seu genoma como parte de um projeto para determinar quais variações genéticas haviam causado suas deformidades.

Bridavsky também abriu um fundo nacional para animais de estimação com necessidades especiais, o primeiro de seu tipo, com Bub atuando como garota propaganda.

“Bub fez uma enorme diferença no mundo do bem-estar animal e na vida de milhões de pessoas em todo o mundo”, escreveu Bridavsky no Instagram, observando que o fundo levantou US$ 700.000 para “animais carentes”, com US$ 75.000 arrecadados apenas em 2018.

Ao longo de sua vida, a gata de Indiana emprestou seu poder de estrela digital a múltiplas causas apoiadas pelo Greenpeace e pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais (ASPCA).

Desde 2013, Lil Bub também tem sido o rosto de campanhas da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), promovendo a castração e a adoção de animais de estimação, em vez de comprar raças de criadores.

“Lil Bub usou seu estrelato para tornar o mundo um lugar melhor para os animais”, disse a PETA em um tuíte em homenagem a ela após sua morte.

“Honre seu legado lembrando sua mensagem: sempre adote, nunca compre”, acrescenta o texto.

Mas, embora a diretora de campanhas da PETA, Ashley Byrne, dê as boas-vindas aos empreendimentos beneficentes dos animais de estimação influenciadores, ela também afirma que o trabalho não deve ser feito às custas do bem-estar dos próprios pets.

“Ninguém deve tratar os animais como acessórios ou posses frívolas”, disse ela à AFP.

“É importante que as pessoas com animais de perfil público na internet incentivem seus seguidores a tratar seus animais de estimação como membros da família”.

Isso, diz Loni Edwards, agente de animais, é exatamente o que torna os pets influenciadores personagens tão bem-sucedidos.

A agência de Edwards, The Dog Agency, gerencia influenciadores de animais de todas as espécies, desde Bruno, the fat cat, até seu próprio buldogue francês.

“Como sociedade, evoluímos para que agora pensemos nos animais de estimação como nossos filhos”, disse Edwards em uma entrevista em novembro de 2018 ao Vox.

“Eles são uma parte tão importante de nossas vidas”.

– Imagem de valor –

Em 2019, as famílias americanas possuíam mais de 42 milhões de gatos e 63 milhões de cães.

O mercado de produtos pet nos Estados Unidos aturou US$ 72 bilhões em 2018, de acordo com a American Pet Products Association (APPA).

Além disso, desde o lançamento do Instagram em 2010, a palavra “gato” foi usada na plataforma 193 milhões de vezes e a palavra “cachorro” 243 milhões de vezes.

“Os animais aumentam a endorfina e fazem as pessoas se sentirem felizes”, explica Edwards.

“Eles são adoráveis de se olhar e são mais fáceis de se conectar do que os influenciadores humanos”, diz ainda.

“Marcas voltadas para o ser humano querem trabalhar com pets influenciadores. Isso se alinha aos valores de seus consumidores, e seus consumidores amam animais de estimação”, acrescenta.

Como resultado, pets influenciadores podem ser incrivelmente lucrativos.

O felino Grumpy Cat – conhecido por sua cara de mau humor eterno – acumulou 8,5 milhões de fãs no Facebook, 2,5 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão no Twitter.

De 2013 até sua morte, em maio passado, Grumpy Cat serviu como o rosto da marca de alimentos para gatos Friskies.

Em 2018, um tribunal da Califórnia concedeu a sua proprietária Tabatha Bundesen US$ 710.001 em danos por violação dos direitos de imagem, depois que uma empresa de café usou fotos de Grumpy sem autorização.

Pouco antes de sua morte, Lil Bub também estrelou campanhas anunciando roupas e café para as vendas da “Black Friday”.

Pisadinha: como essa inovação do forró domina ‘paredões’ e se espalha pelo Brasil

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Na música pop do Nordeste há dois sinais de que um sucesso começou e ainda pode crescer:

  • A música entrou no repertório de Wesley Safadão, sempre ligado nas tendências locais.
  • Está entre as mais tocadas do Sua Música, site de streaming musical popular na região.

A pisadinha, ritmo derivado do forró, cumpre os dois requisitos. Wesley está tocando “Solinho agressivo”, da dupla Anderson e o Véi da Pisadinha, em seus shows. E as paradas do Sua Música estão dominadas por várias faixas de pisadinha, com cantores novos e veteranos entrando na onda.

Músicos, produtores e até ‘influencers da pisadinha’ contam no podcast G1 Ouviu todos os passos desse ritmo até virar a bola da vez na música superpopular brasileira. Ouça acima.

O ritmo se espalhou por “paredões”, as populares caixas de som no porta-malas de carros ou na rua. Os locais onde se toca a pisadinha são conhecidos como “piseiros” – esse nome ficou tão popular que também é usado para se referir ao ritmo da pisadinha.

A ascensão dos Barões

Os Barões da Pisadinha, dupla baiana que é o grande destaque do som do 'piseiro' — Foto: Divulgação

Os Barões da Pisadinha, dupla baiana que é o grande destaque do som do ‘piseiro’ — Foto: Divulgação

O grande sucesso desse gênero em 2019 é o duo baiano Os Barões da Pisadinha. Eles subiram no ranking do YouTube em abril de 2019, e desde então costumam figurar entre os 10 ou 20 artistas mais tocados do Brasil por semana no site.

Os Barões nem dependem de clipes produzidos ou de canal oficial. São fãs que sobem as músicas, em geral sem vídeo, só com uma imagem estática. O hit “Tá rocheda” tem 70 milhões de views só com o áudio e uma foto de um carro, publicado por um fã. Isso indica o sucesso espontâneo.

Mas não foi no YouTube que os Barões da Pisadinha despontaram. No final de 2018, o site Sua Música viu a audiência da pisadinha disparar, com acessos de todo o Nordeste e de vizinhos do Centro-Oeste.

Bandas enxutas

Clipe da música 'O povo gosta é do piseiro', de Zé Vaqueiro e Eric Land — Foto: Divulgação

Clipe da música ‘O povo gosta é do piseiro’, de Zé Vaqueiro e Eric Land — Foto: Divulgação

Júnior Vidal, consultor artístico do Sua Música, explica a diferença para outras variações do forró. Os sons que marcam o estilo são a caixa de bateria reproduzida eletronicamente e as melodias grudentas dos “solinhos” – ambos feitos no teclado, instrumento básico da pisadinha.

“(A pisadinha) exclui vários instrumentos que teria uma banda como Aviões do Forró, Calcinha Preta ou Saia Rodada, que viveram o auge em 2005. É um som mais limpo”, ele descreve.

Essa geração anterior foi chamada de forró eletrônico ou estilizado. Eles incorporaram os arranjos e as superproduções do pop e do axé, e se afastaram do forró tradicional (veja a evolução do estilo até então).

Muita gente torcia o nariz para os “estilizados”. Mas eles acabaram virando o padrão. A novidade agora é o piseiro, que é ainda mais eletrônico e tem feito sucesso de forma diferente. Vidal explica o contexto do estilo:

“A pisadinha é uma derivação do forró – como o forró de vaquejada, o romântico, o eletrônico, o xote, o baião… Os primeiros registros são de um artista chamado Nelson Nascimento, que era da Bahia. Até hoje ele faz show, mas com menos repercussão. Ele era conhecido com o rei da pisadinha.”

Pioneiro incógnito

Nelson Nascimento, cantor baiano pioneiro da pisadinha — Foto: Divulgação / Instagram

Nelson Nascimento, cantor baiano pioneiro da pisadinha — Foto: Divulgação / Instagram

Nelson Nascimento é de Monte Santo, na região nordeste da Bahia. Ele conta ao G1 como encontrou esse novo jeito de tocar forró no teclado: “Comecei o estilo pisadinha em 2002. Criei no teclado uma mistura de xote e também do nosso suingue de Salvador, o pagodão. Mistura também o fandango do Rio Grande do Sul”.

“Em 2004 gravei o primeiro ‘CDzinho’, caseiro mesmo. A gente foi tocando e na nossa região, foi bem aceito, em barzinho, aniversário, nas rodas de amigos”, conta Nelson.

O fandango é um ritmo tradicional, com algumas variações pelo Brasil, mas em geral caracterizado por uma dança bem marcada, quase um sapateado. O forró também é forte na dança, claro. Por causa disso, Nelson e um amigo batizaram o ritmo de pisadinha – mais tarde, o bailado do piseiro evoluiu e pegou nas redes sociais.

Mas nessa primeira fase da pisadinha, houve só uma música de repercussão nacional. Foi “Fazer beber”, maior hit de Nelson Nascimento. Ela chegou a ser gravada em 2012 por Gusttavo Lima, com direito a clipe ao vivo com Neymar dançando no palco.

Houve outros grupos de reconhecimento local, como Brega e Vinho. Mas, até 2017, “Fazer beber” tinha sido o auge da pisadinha, embora a carreira de Nelson nunca tenha decolado. Mesmo assim, ele foi citado por todos os entrevistados desta reportagem como o pioneiro da pisadinha.

Nelson não se mostra ressentido com isso. Ele faz atualmente shows frequentes, mas pequenos, e diz que os hits atuais de outros cantores dão força ao seu trabalho.

Piseiro rebaixado

Clipe de 'O povo gosta é do piseiro', de Eric Land e Zé Vaqueiro — Foto: Divulgação

Clipe de ‘O povo gosta é do piseiro’, de Eric Land e Zé Vaqueiro — Foto: Divulgação

A pisadinha nunca foi muito valorizada. Mesmo dentro da cena do forró, era vista com desdém, como uma variação simplória. O líder da banda cearense Pisadinha de Luxo, Paulinho do Acordeon, lembra da penúria antes de emplacar o hit “Tu tá me querendo, tá?”:

“A gente já sofreu muito com isso. Quem falava em pisadinha era muito discriminado. Só quem gostava era a periferia, o pessoal dos sítios, do interior”.

A música é feita quase toda só no teclado, sem as bandas gigantes do forró estilizado. O som é mais acessível, tanto para criar quanto para fazer shows. Mas muita gente desprezava isso. O cearense Anderson, do duo com o Véi da Pisadinha, também se lembra do preconceito:

“Antigamente a gente chegava num palco pra montar a estrutura, e, se a pessoa subisse com teclado lá, era a maior discriminação. Vaias e tudo. ‘Não é banda, não, é só um teclado. O que esse pessoal vai fazer aí com teclado?’ Era muito discriminado”, conta Anderson.

Quase um ‘forró-rave’

O 'paredão' de som e a festa no interior é tema da maioria dos clipes da pisadinha, como 'Monta logo vai', de Mano Walter — Foto: Divulagação

O ‘paredão’ de som e a festa no interior é tema da maioria dos clipes da pisadinha, como ‘Monta logo vai’, de Mano Walter — Foto: Divulagação

Mesmo assim, a pisadinha foi se espalhando. Um dos segredos foram os tais paredões de som, que ficaram mais acessíveis e populares. O ritmo se encaixava bem neste esquema – mais ou menos como o tecnobrega mais ao norte ou o funk ao sul.

Paulinho do Acordeon diz que os criadores do piseiro já fazem as faixas pensando em como vão soar em festas de paredão. O som da caixa de bateria eletrônica e dos ‘solinhos’ no teclado cai bem nestes amplificadores. Vira quase um “forró rave”, com mais potência que teria com arranjos tradicionais.

Outro bom encaixe foi entre as dancinhas do piseiro e a internet. Ainda no final de 2018, rolou um desafio chamado #ChallengeDoNordeste. As dancinhas engraçadas ao som da pisadinha ganharam milhões de visualizações no Instagram e YouTube, e participantes famosos como Whindersson Nunes.

Pisa menos, Orlandinho

Orlandinho (de amarelo, à direita) em vídeo no Instagram junto com Vitor Fernandes (ao fundo, de vermelho) — Foto: Divulgação

Orlandinho (de amarelo, à direita) em vídeo no Instagram junto com Vitor Fernandes (ao fundo, de vermelho) — Foto: Divulgação

Mas a dança que pegou mesmo foi a do Orlandinho, fã de pisadinha de 21 anos de Salgueiro (PE). Ele virou um “influencer” do piseiro com vídeos de sua dança. Seu perfil no Instagram, só de brincadeiras com o ritmo, já tem mais de 370 mil seguidores.

Em setembro de 2019, Neymar apareceu no Instagram, direto de Paris, dançando pisadinha do jeito popularizado por Orlandinho, que mistura arrocha e forró. Ao fundo, uma TV tocava Barões da Pisadinha.

Os vídeos de Orlandinho ajudaram a espalhar a música “Solinho agressivo”, do Anderson e o Véi da Pisadinha. Ele acabou participando do clipe da faixa, o que também impulsionou a fama de Orlandinho.

‘Solinho agressivo’ e outros hits

Clipe de 'Solinho agressivo', de Anderson e o Véi da Pisadinha — Foto: Divulgação

Clipe de ‘Solinho agressivo’, de Anderson e o Véi da Pisadinha — Foto: Divulgação

Depois de sentir na pele o preconceito contra a pisadinha, Anderson comemora o sucesso do “Solinho”, composto por ele e Henrique Cantor, do Forró do HF:

“Pisadinha hoje é vida. Em todo canto está tendo piseiro. Nas academias, todo mundo dança as nossas músicas. Nem a gente imaginou que chegaria nesse nível.”

Há outros jovens cantores despontando no piseiro. Vitor Fernandes trabalhava até fevereiro de 2019 colhendo goiabas na região de Petrolina (PE), quando foi descoberto pelo empresário Jeovane Guedes, que investiu no rapaz.

Vitor emplacou o hit “Rei do piseiro (Joga água)”. Recentemente, foi um dos cantores que gravou com Márcia Felippe no projeto “Piseiro, churrasco & paredão”, um sucesso no Sua Música.

Wesley Safadão, além de incluir o “Solinho agressivo” em seu show, investiu em seu próprio astro jovem da pisadinha. É Eric Land, que hoje é agenciado pelo escritório do cantor. Ele gravou “O povo gosta é do piseiro” em parceria com outro nome forte da nova cena, Zé Vaqueiro.

Outros astros do Nordeste preferiram fazer eles mesmos versões de músicas que se popularizaram na pisadinha. É o caso de Jonas Esticado (“Vem me amar”) e Raí Saia Rodada (“Bebe vem me procurar”).

Fluxo rural

Cena de 'Monta logo vai', clipe de Mano Walter — Foto: Divulgação

Cena de ‘Monta logo vai’, clipe de Mano Walter — Foto: Divulgação

Mano Walter regravou “Monta logo vai”, da dupla Edy e Nathan. É um curioso batidão rural. Os clipes e letras do piseiro falam muito do interior: cavalo, boi, vaquejada. Ao mesmo tempo, o estilo dançante incorporou a linguagem do funk do Rio e SP: “novinha”, “quicar”, “rabeta”.

Tanto que o refrão de “Monta logo vai” ficou assim: “Vai quicando, rebolando, no galope do papai”.

Outra música de Edy e Nathan, “Calma”, tem uma letra com a mesma mistura do tipo “fluxo na roça”: “Agora elas falam comigo / Querendo empinar a rabeta no meu alazão”.

Coração pisado

Barões da Pisadinha — Foto: Divulgação

Barões da Pisadinha — Foto: Divulgação

Mas a pisadinha também tem sentimentos. Há muitas letras sofridas – que, aliás, ajudaram a amenizar o preconceito que existia antes. Os Barões da Pisadinha conseguiram unir o lado mais quente com o mais romântico. O vocalista Rodrigo comenta:

“É um ritmo animado. Mas tem suas músicas de sofrência. ‘Quem me colocou pra beber’, por exemplo, fala de sofrência, de amor, bebida, superação, decepção amorosa. É um ritmo que envolve não só uma levada, que é a animada, mas também a parte sentimental.”

O repertório mais amplo dos Barões pode ter ajudado a dupla a chegar na liderança da pisadinha. Recentemente, eles assinaram contrato com a gravadora Sony Music.

“A gente não tocava pisadinha, tocava forró. Em determinado dia, percebi que, com o que a gente estava tocando, ia ficar ali”, lembra Rodrigo. “Cheguei para o Felipe [tecladista] e falei: vamos mudar, tocar um ritmo só”. O ritmo era a pisadinha e os Barões investiram certo.

Drones serão usados na fiscalização de florestas em RO

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Durante três dias, indígenas, policiais ambientais, representantes de ONGs e de associações extrativistas participaram de um curso de pilotagem de veículos aéreos não tripulados, mais conhecidos como drones.

O treinamento aconteceu em Porto Velho de 10 a 12 de dezembro e foi ministrado por técnicos da World Wide Fund for Nature (WWF). Treze drones foram entregues às organizações participantes para fiscalizar a floresta amazônica. Segundo a ONG, o principal objetivo do curso é ajudar na preservação.

“Os drones com as suas câmeras fazem vídeos em alta resolução e com essas imagens eles podem sensibilizar outras pessoas sobre a importância da proteção do território”, explicou Osvaldo Barassi, gestor de projetos do programa Amazônia da WWF.

Osvaldo Barassi, gestor de projetos do programa Amazônia da WWF, esteve em Porto Velho ministrando o curso de drones.  — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Osvaldo Barassi, gestor de projetos do programa Amazônia da WWF, esteve em Porto Velho ministrando o curso de drones. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Antes de levantar voo, os participantes aprenderam a montar cada parte do drone, entendendo detalhes técnicos sobre cartão de memória, hélices e câmera. Depois, aprenderam a analisar terrenos, florestas e relevos para identificar possíveis invasões, desmates e focos de calor.

A partir das imagens capturadas pelos drones os participantes entenderam que podem gerar mapas e ver os limites das reservas.

“A gente teve um aumento no desmatamento e isso levou com que a vida dos indígenas quanto dos servidores fosse ameaçada de morte. Então eu acho que o uso do drone vai levar a gente a ver uma maior área e ter maior controle. Porque quando a gente vai denunciar às autoridades eles falam bem assim: ‘cadê as provas?'”, explicou a ambientalista Ivaneide Bandeira.

“Agora com as imagens dos drones a gente vai ter. Isso vai otimizar as denúncias. Correndo menos risco de vida”.

Ao final do curso, 13 drones foram entregues pela WWF às organizações participantes.  — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Ao final do curso, 13 drones foram entregues pela WWF às organizações participantes. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

De acordo com Danilo Melo, comandante da 1ª Companhia de Policiamento Ambiental, atuante em Candeias do Jamari, além de auxiliar na otimização do serviço de fiscalização ambiental, a ferramenta irá possibilitar “o uso racional do recurso público”.

“Com menos gastos, a gente vai aumentar a área de fiscalização e também. Na questão de segurança, vamos usar essa ferramenta para fazer uma vistoria e deixar ambiente mais seguro antes da entrada do policial”, reforçou.

Ameaça de morte

O curso, literalmente, salvou a vida de um casal indígena. Awapu e Juwi Uru-Eu-Wau-Wau saíram da aldeia Javepura e vieram para Porto Velho receber o treinamento de pilotagem. Durante as aulas, eles foram comunicados que homens armados invadiram a aldeia procurando por eles.

Awapu e a esposa Juwi Uru-Eu-Wau-Wau foram ameaçados de morte em Rondônia. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Awapu e a esposa Juwi Uru-Eu-Wau-Wau foram ameaçados de morte em Rondônia. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

“Meu pai falou ‘um pessoal veio procurar você, foram quatro motos, nós vimos que eles ficaram das sete até dez da noite na aldeia e o pessoal não estava de brincadeira'”, disse.

O casal também comentou que por medidas de segurança não retornará para a aldeia após o curso de pilotagem de drones.

“Ontem mesmo eu fiquei emocionado e chorei pensando ‘será que não vou ver mais minha família?’. É difícil”, disse Awapu.

WWF ministrou curso para uso de drones a indígenas em Porto Velho.  — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

WWF ministrou curso para uso de drones a indígenas em Porto Velho. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Treinamento para uso de drones aconteceu durante três dias em Porto Velho.  — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Treinamento para uso de drones aconteceu durante três dias em Porto Velho. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Treinamento para uso de drones aconteceu em Porto Velho de 10 a 12 de dezembro e foi ministrado pela WWF.  — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Treinamento para uso de drones aconteceu em Porto Velho de 10 a 12 de dezembro e foi ministrado pela WWF. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Awapu Uru-Eu-Wau-Wau aprende a manusear drones durante curso ministrado pela WWF.  — Foto: Priciele Venturini/Rede Amazônica

Awapu Uru-Eu-Wau-Wau aprende a manusear drones durante curso ministrado pela WWF. — Foto: Priciele Venturini/Rede Amazônica

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