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quinta-feira, julho 9, 2026
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Residência Regional do DER de Ji-Paraná conclui trabalho no distrito de Nova Colina

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A 8ª Residência Regional do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) de Ji-Paraná finalizou nesta semana os trabalhos de recuperação de oito quilômetros no Travessão N, região do distrito de Nova Colina.

Devido ao período chuvoso que se estendeu até maio, o órgão teve sete meses para trabalhar toda a malha viária não pavimentada sob sua responsabilidade em 2019. Segundo o residente da da 8ª Regional, engenheiro Carlos Morais, “ao todo temos 350 quilômetros de vias não pavimentadas e outros 90 quilômetros de rodovias asfaltadas, que tivemos de fazer um trabalho minucioso de recuperação, dado o estado em que se encontravam”.

Ao longo do ano foram executados serviços de reconformação de plataforma (patrolamento) em 100% das estradas, limpeza lateral, encascalhamento, eliminação de pontos de atoleiro, recuperação de pontes e serviços de drenagem com a abertura de saídas d’água e a instalação de bueiros de concreto e metálicos.

O diretor-geral do DER, coronel Erasmo Meireles e Sá, destaca que, para 2020, o objetivo é avançar sobre a recuperação das rodovias e fazer melhorias. “A atual administração, sob o comando do governador Marcos Rocha, tem como princípios serviços com qualidade e eficiência na gestão dos recursos. Estamos trabalhando de forma planejada para colocar toda a malha viária sob responsabilidade do DER com as melhores condições possíveis e com o máximo de durabilidade para um tráfego seguro”, finaliza Meireles.

Policiamento nas ruas é intensificado neste final de ano em Rondônia

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As festas de fim de ano sempre atraem um público grande para as principais avenidas e ruas onde há comércios. E assim como grande parte dos rondonienses já está se preparando para  as festividades, a segurança pública também está preparada para cumprir o papel de proteger o cidadão, por isso são montadas ações e estratégias todo fim de ano, explicou o comandante da Coordenadoria de Planejamento Operacional (CPO) Alexandre França.

“Todos os anos intensificamos os trabalhos, já que há um grande fluxo de pessoas e dinheiro em circulação. E este ano temos ainda o diferencial que é o aumento do efetivo, com mais 400 policiais para atuarem em todo estado” , destacou o coordenador.

Segundo ele, o policiamento é feito com veículos, motocicletas e a pé, criando um laço de proximidade entre o cidadão e a segurança. O coronel explica ainda que os setores com maior movimentação encontram-se nas zonas leste, (Rua José Amador dos Reis e adjacentes), sul (Jatuarana e adjacências), e norte (centro da capital).

TECNOLOGIA ALIADA À SEGURANÇA

A inovação tecnológica já está presente em vários setores públicos, e a segurança também não poderia ficar de fora. Há um ano as ocorrências policiais acontecem com maior rapidez e são registradas minutos depois do ocorrido, através da tecnologia do Sistema Mobile, que passou do modo convencional para o digital, gerando sustentabilidade ao meio ambiente.

Os registros dessas ocorrências dão embasamento às ações através das analises criminais feitas de modo virtual. O sistema permite identificar os principais pontos, dias, meses e até horários em que os crimes acontecem com maior incidência. Uma tecnologia a serviço do cidadão de bem.

“Nós estamos preparados para o aumento de fluxo neste fim de ano, e sempre costumamos alertar o cidadão para que cuide do seu patrimônio, adotando medidas de segurança, tanto com o uso de celulares quanto com as compras, e viagens. Zelar pela sua vida e patrimônio nunca é demais”, alertou Alexandre.

CPI da Energisa em Rolim de Moura, dia 02 de dezembro

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, destinada a investigar e apurar possíveis irregularidades e práticas abusivas contra os consumidores de energia elétricas no Estado estará em Rolim de Moura para dar voz e vez ao povo através da Audiência Pública que acontecerá no próximo dia 02.

A audiência irá acontecer na Câmara Municipal, a partir das 09h00hrs.
O Vice-Presidente da CPI, deputado Ismael Crispin (PSB), destacou que; a presença do público à Audiência é de grande importância para que o povo possa manifestar sua opinião e indignação com os desmandos dessa empresa que substituiu a estatal Ceron.

Segundo o Deputado Estadual, Cirone Deiró (PODEMOS), a presença da CPI da Energisa no município irá permitir ainda, que todos os setores acompanhem de perto o trabalho realizado pelos parlamentares para garantir os direitos dos consumidores.

Foram convidados membros da Defensoria Pública, Ministério Público, organizações sociais e lideranças comunitárias.

 

Projeto de Aélcio da TV é transformado em Lei e veda cobrança de tarifa mínima de energia

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Outra Lei promulgada pelo governador Marcos Rocha, beneficiando a população rondoniense contra práticas abusivas é a 4.661, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (26) e que proíbe as concessionárias de energia elétrica de cobrar tarifa mínima de consumo ou adotar práticas similares em Rondônia. O projeto original é do deputado Aélcio da TV. Na justificativa, o parlamentar explicava a gravidade da situação que coloca o consumidor em clara desvantagem frente a um grande abuso. “A instituição de tarifa mínima é uma gravíssima consequência do desrespeito ao princípio da boa-fé nas relações de consumo, pois obrigam ao usuário uma contraprestação desproporcional, visto que as empresas fornecedoras impõem ao usuário o pagamento de um mínimo em sua fatura, caso nada consuma, ou ainda se o consumo for abaixo do valor fixado, unilateralmente como mínimo. ”

Com a Lei de sua autoria, disse o deputado, serão minimizados os gastos e indignantes cobranças de valores pelas empresas que não se justificam, “concedendo ao consumidor a garantia de não serem cobrados, aplicando a eles todos os demais dispositivos legais que tratam da defesa e proteção do consumidor. A cobrança de valores mínimos se mostra abusiva pela obrigação desproporcional, indo contra o princípio da igualdade da relação de consumo”.

A Lei proíbe a cobrança logo no seu artigo 1º. Na parte seguinte, determina que as concessionárias e prestadoras de serviços essenciais terão que implementar a cobrança justa sobre o fornecimento de energia elétrica, através da qual os consumidores pagarão somente pelo serviço utilizado, a ser mensurado e identificado na fatura mensal.

Se as concessionárias descumprirem a execução da Lei há previsão para o ressarcimento, a cada consumidor, “do dobro do valor cobrado dele a maior, individualmente considerado”. Nesse caso será aplicada correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC e crescido dos juros legais.

No Sul do Estado, governo inicia operação tapa-buracos na RO-391

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Em atendimento às metas estabelecidas pelo governo de Rondônia, o Departamento de Estradas e Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) iniciou no Sul do Estado, segunda-feira (25), na RO-391, que liga à BR-364 ao município de Chupinguaia, a operação tapa-buracos, contando com a parceria do DER de Ji-Paraná, que disponibilizou homens e máquinas para a realização da obra.

Os trabalhos começaram com o esquadrejamento e recortes dos buracos, seguido de limpezas dos espaços a serem recuperados.

Segundo o residente do DER em Vilhena, engenheiro Diego Delani, a operação tapa-buracos atende uma determinação do governador Marcos Rocha.

Nesta quinta-feira (28), de acordo com o engenheiro, será realizada a aplicação da massa asfáltica. “Antes, uma outra limpeza será feita nos buracos, seguida de uma pintura de ligação e aplicação da massa”, explicou o engenheiro responsável para 9ª Residência do DER.

OBRAS

Diego, na ocasião, lembrou que, para atender a classe produtiva do Sul de Rondônia, também está com outras frentes de trabalhos em andamento na RO-391, realizando abertura de valetas para drenagens da água, instalação de tubos Armco, encascalhamento e compactação das vias.

Com uma extensão de 52 quilômetros, a RO-391 já teve mais 30 Km recuperados pela equipe do governo do Estado.

Com time cheio de reservas, Flamengo faz festa no Maracanã contra o Ceará

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O Flamengo dará prosseguimento nesta quarta-feira às comemorações da conquista da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, desta vez em um local que lhe é muito familiar: o Maracanã. O jogo contra o Ceará, às 21h30, será o primeiro do time rubro-negro depois de ganhar os dois títulos e servirá para a realização do ritual de entrega da taça do Nacional.

Embora a partida não tenha qualquer importância prática para o Flamengo, que agora está concentrado apenas na preparação para o Mundial de Clubes, o Maracanã deverá receber mais de 60 mil pessoas nesta quarta. Afinal de contas, o jogo contra o Ceará será o penúltimo da equipe em casa nesta temporada – o derradeiro será diante do Avaí, no próximo dia 5.

O zagueiro espanhol Pablo Marí garantiu que o Flamengo levará o duelo com os cearenses muito a sério, apesar de nada haver em jogo para os rubro-negros. “Temos muita vontade de continuar dando vitórias para os nossos torcedores. Temos um grupo muito profissional, vamos continuar trabalhando para chegar ao maior número de vitórias no Brasileiro. Evidentemente, quem entrar em campo no Maracanã vai ser para buscar os três pontos”, comentou.

O espanhol, porém, só deverá pisar no campo do Maracanã depois da partida, quando será realizada a cerimônia de entrega do troféu. Por causa do enorme desgaste físico e mental sofrido pela equipe na decisão da Libertadores, sábado, contra o River Plate, o técnico Jorge Jesus vai escalar uma formação bastante diferente daquela à qual a torcida está acostumada.

Nesta terça, o português comandou o único treino antes do jogo contra o Ceará e apenas dois titulares participaram da atividade: o zagueiro Rodrigo Caio e o meia Everton Ribeiro. O resto do time, salvo alguma surpresa de última hora, será formado por reservas. Não está claro ainda se essa estratégia será mantida até o fim do Brasileirão ou se valerá apenas para esta partida, coisa que Jorge Jesus poderá esclarecer após o jogo.

Trump posta montagem de seu rosto com corpo de Rocky Balboa

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tuitou nesta quarta-feira, 27, uma montagem de seu rosto no corpo do personagem lutador de boxe Rocky Balboa, interpretado no cinema pelo ator Sylvester Stallone.

A imagem foi postada por Trump sem nenhuma legenda. Segundo a Casa Branca, o presidente está atualmente jogando golfe em seu resort em Palm Beach, na Flórida, no feriado de Ação de Graças.

A imagem usada para a montagem foi tirada de um pôster do filme Rocky III – O desafio supremo, de 1982.

Após a postagem, a internet e a imprensa americana associaram a montagem a uma tentativa de Trump de demonstrar força no momento em que é desafiado por um processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Sylvester Stallone esteve na Casa Branca em 2018 para se encontrar com Trump. O ator testemunhou a assinatura do perdão póstumo do falecido boxeador Jack Johnson, condenado no início de 1900 por transportar mulheres através das fronteiras estaduais “para fins imorais”. Posteriormente, a condenação foi considerada uma injustiça racial.

No início do mês, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) postou nas redes sociais uma montagem do rosto de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, com o corpo do personagem Thanos, da Marvel. O vilão aparece nos dois últimos filmes dos Vingadores.

Cafeicultores de Rondônia ficam entre os três melhores no concurso nacional de café

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O concurso Coffee of The Yer realizado no último dia 22 deste mês, em Belo Horizonte (MG), levou cafeicultores de Rondônia ao cenário de melhor café robusta: três amostras ficaram entre as melhores do país.

Os representantes de Rondônia ocuparam as seguintes classificações: Dione Bento, do município de Cacoal foi o 2° colocado e Wilson Surui , também de Cacoal, conquistou a 5° colocação, resultado inédito na história do café.

Está foi a primeira vez que cafeicultor indígena foi premiado na Semana Nacional do Café. “Um orgulho para o nosso estado, o  governador Marcos Rocha prioriza muito este setor”, pontuou o secretário Estadual de Agricultura, Evandro César Padovani.

Com a classificação do café de Rondônia na Semana Nacional do Café, o Estado teve a oportunidade de mostrar, mais uma vez, o produto rondoniense, junto com amostras selecionadas pelos melhores especialistas em café robusta do Brasil.

“Procuramos intensificar nossos trabalhos na Seagri junto aos cafeicultores, com o concurso Concafé, que chegou em sua quarta edição em duas categorias, Qualidade e Sustentabilidade com cerca de 300 inscrições. É um incentivo para os produtores”, ressaltou Regiane Lucas, coordenadora geral Concafé.

Uns dos pontos de destaque na Semana Nacional do Café, foi o concurso de Barista. Leo Moço, conhecido por vencer vários concursos, conquistou o Campeonato Brasileiro de Barista, concorreu e venceu com o café robusta de Rondônia. “Isso é mais uma mostra que o estado tem produtos de qualidade, que o transformou em vencedor do concurso de Barista, o maior vencedor da história”, acrescenta Evandro Padovani, secretário Seagri.

PROCESSAMENTO

O café produzido em Rondônia teve uma grande evolução nos últimos anos, resultado da inovação e tecnologia avançada utilizadas no processamento, como exemplo a fermentação do café chamado Spouting Process, no qual o fruto é colhido maduro e colocado em um recipiente fechado sem oxigênio e chega à fermentação.

Com esse processo, o café robusta amazônica passa a ter um sabor achocolatado. “Um gosto marcante com sua doçura que se incorpora nos florais e frutadas, o que é difícil no café robusta especial e se destaca onde quer que vá”, diz o especialista em Q Robusta Grader , provador de café, Janderson Dalazen. No concurso Coffee of the Yer amostras inscritas passaram pelo o Spouting Process.

CONCURSO 

O concurso é uma oportunidade especial para os produtores, quando eles têm a oportunidade de apresentar seus produtos, o que gera interesse dos compradores pelo o produto. Durante o evento, produtores de café de todo o Brasil expõem a qualidade do café de cada região. É demostrando, também, a qualidade dos cafés brasileiros, que melhoram a cada dia.

Em audiência, operadoras propõem planos de saúde mais enxutos Fonte: Agência Senado

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Em audiência pública nesta terça-feira (26) no Senado, o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu Amoroso Lima, sugeriu que, para baixar as mensalidades dos planos de saúde, o poder público autorize as operadoras a também oferecer convênios que foquem apenas na atenção primária, isto é, que cubram somente consultas médicas e exames mais simples, excluindo procedimentos complexos, como cirurgias e internações.

Outra forma sugerida por Lima para baratear as mensalidades foi o escalonamento gradual dos preços para os clientes com mais de 59 anos. Atualmente, o último reajuste permitido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ocorre nessa idade.

— Por que não escalonar mais essa faixa também, ao longo dos 20 anos seguintes, em períodos? Isso vai evitar que muitos saiam dos planos por não terem renda para pagar — propôs ele, que falou na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

O presidente da FenaSaúde também afirmou que os limites de reajuste de mensalidade impostos aos planos de saúde individuais pelo poder público precisam ser revistos. De acordo com ele, esses limites, que são estabelecidos anualmente pela ANS, praticamente tiraram os planos individuais do mercado e só deixaram os planos coletivos, que praticamente não sofrem interferências da agência reguladora.

Na audiência, Lima mostrou estatísticas que apontam a queda no número de clientes dos planos de saúde, mas a elevação do custo total das operadoras. Para ele, o fenômeno é mundial e se explica pelo envelhecimento da população e pela adoção de tecnologias mais caras no tratamento médico.

A diretora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marilena Lazzarini, lembrou situações “esdrúxulas e abusivas” envolvendo planos de saúde antes do Código de Defesa do Consumidor. Ela disse que, graças ao avanço das leis, os planos passaram a ser obrigados a aceitar clientes idosos e a cobrir todas as doenças listadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Marilena apontou uma “lacuna” na desregulamentação dos reajustes dos planos de saúde coletivos, nos quais, em sua opinião, não há igualdade de forças entre as partes no contrato, isto é, operadoras e clientes.

— Os “planos falsos coletivos” têm reajustes absurdos. É uma coisa que fica completamente sem controle — afirmou, acrescentando que não se deve mudar a lei de modo a beneficiar as operadoras dos planos.

A diretora-executiva de Clientes da Qualicorp (empresa de comercialização e administração de planos de saúde coletivos), Juliana Pereira, criticou o atual modelo “esgotado” de cobertura de saúde. Segundo uma pesquisa que ela apresentou, a maior demanda do consumidor dos planos é pela transparência.

Cadastro positivo

A audiência pública, realizada a pedido do presidente do CTFC, senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), também tratou do cadastro positivo de consumidores e da adequação da legislação diante de novos desafios tecnológicos.

O diretor jurídico e regulatório da gestora de crédito Quod, Gustavo Marrone, citou o atraso da implementação do cadastro positivo no Brasil em comparação com os países do G-20.

— Estão começando a receber os primeiros cadastros agora. Para vermos algum benefício, só em 2020 e 2021 — afirmou.

O superendividamento de 30 milhões de brasileiros e a reinserção dessas pessoas no mercado consumidor foram as maiores preocupações manifestadas pela representante do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon) na audiência, Claudia Lima Marques. Ela pediu ações de apoio à educação financeira e ao crédito responsável:

— É necessário reativar a confiança dos consumidores.

Citando mais de 5 milhões de microempresas na “antessala da falência”, o professor e político Ciro Gomes associou o excesso de dívidas da população a um problema de ordem macroeconômica que mantém elevadas as taxas de juros. Ele salientou que toda recuperação econômica é ativada principalmente pelo consumo das famílias.

— O desemprego explodiu na sequência da crise de 2008, e a taxa de juros também. Trata-se de uma verdadeira quebra de contrato do Estado brasileiro com sua comunidade.

Para Ciro, o cadastro positivo já existe “pela negação”, por meio dos bancos de dados de inadimplentes, e os credores não estão realmente interessados em encerrar o estoque de dívidas em face do fluxo de juros que aumenta seus lucros.

Novas tecnologias

A assessora legislativa Sophia Martini Vial lembrou a dificuldade da CTFC para tratar de inovações como criptoativos, inteligência artificial e publicidade na internet voltada para crianças. Para ela, é possível reformar a lei, desde que com base nos princípios fundantes do direito civil.

Mencionando plataformas de negócios como Uber e AirBNB, Sophia criticou a análise meramente econômica dos projetos de lei na abordagem de novos modelos negociais.

— Qual é a posição do consumidor nesses projetos? Como indicamos o principal fornecedor nessa economia do compartilhamento? — indagou.

Representante da Youse Seguradora no debate, Claus Aragão disse que o perfil do consumidor mudou, impondo o desafio de oferecer opções tecnológicas ao público mesmo num ambiente muito regulado.

— Precisamos atualizar as leis para esse novo mundo que se apresenta e prestigiar a solução de pendências com o consumidor na esfera administrativa.

O professor Ricardo Morishita, do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), sublinhou que as novas tecnologias reproduzem problemas antigos e rejeitou a aplicação de “soluções analógicas” para problemas digitais. Ele disse que os códigos de programação usados pelas plataformas, que cuidam sozinhos da execução de suas regras, nem sempre agem em favor do consumidor.

Fonte: Agência Senado

É #FAKE que o termo ‘Black Friday’ surgiu em alusão a liquidação de escravos

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Com a proximidade da Black Friday, um boato antigo voltou a ganhar força nas redes sociais: a de que a tradição seguinte ao feriado de Ação de Graças foi criada em 1904, em referência ao dia em que senhores vendiam seus escravos em liquidação. Por isso, a mensagem sugere um boicote às promoções. A história, porém, é #FAKE.

 — Foto:  G1

O primeiro registro do uso do termo nos EUA data de 24 de setembro de 1869, seis anos depois da abolição da escravidão no país. Não há, portanto, nenhuma evidência que sustente a ideia de que a tradição deriva do tráfico de escravos.

Foto do quadro que mostrava a queda do preço do ouro na Bolsa de Nova York Foto: Reprodução/Wikipedia — Foto:  Reprodução

Nesta data, dois especuladores, Jay Gould e James Fisk, usaram informações privilegiadas para tomar o mercado de ouro na Bolsa de Nova York. Para reverter a situação, o governo aumentou a oferta de ouro no mercado, fazendo os preços caírem vertiginosamente. Investidores perderam muito dinheiro e o dia do colapso ficou conhecido como Black Friday.

Apesar de estar caindo em desuso, o termo “negro” já foi muito popular para designar crises econômicas, tragédias e desastres em geral. Um massacre de civis no Irã, em 8 de setembro de 1978, também ficou conhecido como uma “Black Friday”. Mas outra origem para o nome do movimento comercial data de 1951 e é uma ironia de patrões para as várias ausências de empregados na sexta-feira seguinte ao feriado.

De acordo com o neurocientista Bonnie Taylor-Blake, da Universidade da Carolina do Norte, a Factory Management and Maintenance, uma newsletter do mercado de trabalho, reivindica a autoria do termo.

“A síndrome da sexta-feira após o Dia de Ação de Graças é uma doença cujos efeitos adversos só são superados pelos da peste bubônica. Pelo menos é assim que se sentem aqueles que têm de trabalhar quando chega a Black Friday. A loja ou estabelecimento pode ficar meio vazio e todo ausente estava doente”, zombava o texto.

Dez anos depois, na Filadélfia, o termo se popularizou entre policiais, que reclamavam do trânsito e do alto fluxo de motoristas e pedestres nas ruas para fazer compras, o que tradicionalmente ocorria na sexta e no sábado seguintes ao feriado de Ação de Graças.

Segundo um jornal local da época, por não gostarem da associação com tráfego e poluição, os lojistas tentaram mudar o termo para”Big Friday”. Em seguida, conseguiram dar conotação positiva ao termo ao dizer que ele se referia ao momento em que as contas do comércio saíam do vermelho e voltavam “ao preto”. Um dos maiores sites de checagem dos EUA, o Snopes , também aponta essas origens.

Foi somente em 1990, porém, que o termo ganhou repercussão nacional e a data foi adotada pelo comércio como se conhece hoje. É o que relata o linguista Benjamin Zimmer, editor-executivo do site Vocabulary.com, à BBC.

No Brasil, a Black Friday ocorre desde 2010. A primeira versão, exclusivamente online, deu lugar a descontos em setores generalizados, até mesmo em instituições financeiras , que oferecem neste ano descontos em investimentos e renegociação de dívidas.

É #FAKE que o termo 'Black Friday' surgiu em alusão a liquidação de escravos — Foto:  Reprodução

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