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domingo, julho 5, 2026
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Assembleia Legislativa convoca produtores para discutirem regularização fundiária com a cúpula do Governo Federal

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Ao elogiar a iniciativa do deputado federal Lucio Mosquini (MDB-RO) em articular audiência pública em Rondônia com os principais membros da cúpula do Governo Bolsonaro que tratam da regularização fundiária no Brasil, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes (PSDB), reforçou o convite da Casa de Leis aos produtores rurais de todo Estado para discutir um dos assuntos mais importantes para o setor produtivo. O parlamentar enfatiza a oportunidade para todos os empreendedores rurais, desde o pequeno ao grande, travarem uma discussão com quem realmente tem o poder de decisão neste País.

“É importante a participação de todos os interessados no assunto. Um dos grandes gargalos do nosso estado sem dúvida é a regularização fundiária”, defende o presidente da Assembleia Legislativa, lembrando que o controle das queimadas passa pela regularização da área rural, garantindo a responsabilização civil de cada propriedade.

Por se tratar de um assunto da maior importância para Rondônia, a Assembleia Legislativa se colocou à disposição do deputado Lucio Mosquini, que vem a audiência na condição de presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Regularização Fundiária no Brasil. O secretário Especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, e o Ouvidor Nacional Agrário do INCRA, João Miguel Souza Aguiar Maia de Sousa, confirmaram presença no evento.

A audiência acontece as 9 horas da próxima segunda-feira (16), no auditório Amizael Gomes da Silva, na Assembleia Legislativa.

Texto: Decom/ALE

Fotos: José Hilde e Marcos Figueira-Decom-ALE-RO

‘Na defesa da democracia, vamos tocar fogo na rua’, diz Ciro Gomes sobre tuíte de Carlos Bolsonaro

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Ciro Gomes não foi a Paris no segundo turno das eleições de 2018.

“Na verdade, fui fazer uma viagem a Portugal, porque saí de Fortaleza. É a passagem mais barata, classe econômica”, explica.

Em entrevista a BBC News Brasil, o ex-ministro, que concorreu contra Jair Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) na disputa pela Presidência, diz não se arrepender de sair do Brasil durante o pleito, decisão que ainda o persegue nas redes sociais. Nos comentários a seus posts, é fácil encontrar um “mas você não estava em Paris?”.

Não havia razão para ficar, argumenta Gomes, que fez 12% dos votos no primeiro turno, contra 29% de Haddad. Para ele, a derrota do petista era iminente e seu apoio não faria diferença alguma, o que teria ficado claro na análise dos números. Ele afirma que também não se arrepende de não ter apoiado Haddad, mesmo dizendo que o governo de Bolsonaro é muito pior do que imaginava.

“O Haddad, na minha opinião, sendo uma boa pessoa, entrou nisso como consequência de uma grande fraude que estava perdida de véspera. Pouco importa que atitude eu tomasse, a grande força dominante no debate brasileiro era o antipetismo.”

O pedetista afirma também que não vê Bolsonaro como uma ameaça à democracia, mas um destruidor das tradições republicanas do país. Cobra, no entanto, um posicionamento mais claro do presidente em relação às declarações do seu filho, Carlos Bolsonaro, a quem o ex-candidato à Presidência chama de “percevejo” e que, esta semana, foi alvo de críticas depois de afirmar nas redes sociais que “a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade almejada pelas vias democráticas”.

“Estou pedindo que o Bolsonaro fale claramente sobre isso, porque esse menininho [Carlos] é um percevejo, é irrelevante”, diz. “Agora, se é isso que pensa o Bolsonaro, a gente precisa dizer com clareza para ele que a imoralidade do PT nos divide, a agenda de costumes tosca nos divide, mas na defesa da democracia nós vamos tocar fogo na rua, fique seu Bolsonaro sabendo. Ele que não avance na direção disso, porque a minha geração sabe o que custou retomar a democracia e ele se elegeu por conta de democracia”, continua Gomes, que também afirma já estar em campanha para 2022.

“O que eu quero ser está dito, já tentei ser três vezes. E meu partido quer que eu seja e eu topo ser.”

Leia os principais trechos da entrevista abaixo.

BBC News Brasil – O senhor não tem um mandato hoje. O que anda fazendo? Estudando astrofísica, como gosta? Pode descrever sua rotina?

Ciro Gomes – Sou advogado e faço palestras pelas quais me remunero também, mas eu estudo compulsivamente. Há coisas que eu estudo por dever de ofício: Brasil, as conjunturas, as evoluções dos indicadores, os números, as prospecções, enfim, me mantenho permanentemente atualizado dos movimentos. Praticamente passo três, quatro dias em casa, por doze, dez fora de casa, atendendo a convites de palestras.

Me remunero por instituições privadas e não cobro para estudantes, sindicatos, enfim, e procuro num certo ambiente fazer a compreensão do que está acontecendo com o Brasil e, a partir da denúncia dos problemas, formular estratégias, caminhos alternativos.

Nas horas vagas, evidentemente, eu continuo especulando sobre cosmologia, astrofísica, que são limites do conhecimento humano que mexem muito com a minha cabeça.

BBC News Brasil – O ex-presidente Lula foi eleito na quarta campanha, e sua quarta pode acontecer em 2022, como o sr. já comparou. Como está essa ideia de campanha?

Gomes – O que já está acontecendo e o que vai acontecer no Brasil é tão caloroso, é uma confusão tão gigantesca, que há um poder de combustão imenso nessa crise.

Haverá momentos gravíssimos nos próximos seis meses, um ano, um ano e meio, na medida que a ilusão da retórica do Bolsonaro se revelará completamente vã e eu não sei como ele vai reagir a isso, não escapa da minha visão uma renúncia, porque ele não tem psicologia para isso, não tem formação para o contraditório. Ele é uma figura gravemente despreparada e o mundo está, lamentavelmente, vendo isso de uma forma tosca, grosseira, de maneira que o que vai restar do que está hoje ninguém sabe.

BBC News Brasil – O senhor já chamou Bolsonaro de “adolescente tuiteiro”, “canalha, corrupto e irresponsável”, “imbecil, ‘com problema de armário'”, “fascista” e mais recentemente “de um verdadeiro macaco em casa de louça”, por causa das reações internacionais que suas declarações sobre Emmanuel Macron e Michelle Bachelet causaram. O que o senhor esperava do governo Bolsonaro? É diferente do que está vendo hoje?

Ciro Gomes

Gomes – É bem pior. (…) Eu imaginava que, uma vez eleito, e muito despreparado, como sempre soube que ele era, o Bolsonaro iria fazer um esforço, dentro dessa engrenagem da Presidência da República, de acionar a inteligência, a reflexão, para poder minimizar os erros.

E qual não é minha desagradabilíssima surpresa, eu, que já não esperava nada a não ser o que eu já conheço do Bolsonaro, quando vejo ele montar um governo que tem uma fração, liderada pelo Guedes, que não conhece o Brasil. E que firma uma agenda absolutamente destruidora do nosso tecido econômico (…).

O núcleo razoável do governo tem esse problema, não conhece o Brasil. Depois tem um núcleo que é, eu diria a você, da ilha da fantasia. O guru intelectual dessa gente põe em dúvida a esfericidade do planeta, é adepto ou pelo menos acha que precisamos por em perspectiva a teoria da Terra plana e, recentemente, só para ficar na última declaração, disse que os Beatles são semianalfabetos e tocavam muito porcamente. Dizer isso para um inglês é de rir para não chorar.

Depois tem um núcleo que é, assim, inacreditável, gente que não tem capacidade de servir, que é o núcleo militar. Esse núcleo militar imaginou que num país latino-americano, de tradição autoritária, e no qual a intervenção das sargentadas ciclicamente acontecia na nossa história, iria tutelar o Bolsonaro, por quem eles têm um profundo desprezo. E está sendo o oposto. (…)

BBC News Brasil – O senhor foi muito criticado por uma viagem a Paris que fez depois do primeiro turno e, nas redes sociais, alguns eleitores disseram que se sentiram incomodados porque o senhor viajou num período tão decisivo para o Brasil. Como responde a isso? Foi o momento adequado para fazer a viagem?

Gomes – Foi. Foi porque eu fiz aquilo que era o limite mínimo para guardar coerência com o que eu estava pensando no Brasil. Um: que o Haddad tinha perdido a eleição já de véspera porque vamos lembrar que o Haddad é uma fraude. Ou a gente vai esquecer?

O Haddad é uma fraude cuja origem eu denunciei ancestralmente, porque foi transformado num vice, convidou a Manuela para ser um terceiro não sei de quê de uma candidatura do Lula. Toda burocracia do PT sabia, como todas as pedras no caminho sabiam, menos o nosso povo mais simples, que o Lula não podia ser candidato por uma lei que ele próprio colocou em vigor, a lei da ficha limpa.

E toda semana no primeiro turno o Haddad ia a Curitiba. O Brasil não precisa de um presidente por procuração. Aquilo estava perdido. Como eu ficava? Ficava aqui e a imprensa me perguntando todo dia por que eu não ia para o palanque e eu ia ter que dizer ou eu, para não atrapalhar, saía. Optei por sair. Eu sou livre. O que eu estou devendo para essa gente? Nada. Me esfolei de trabalhar, lutei, cansei de dizer para todo mundo o que as pesquisas diziam: eu, Ciro Gomes, ganharia as eleições do Bolsonaro no segundo turno.

Por que não se cogita o inverso? Por que o PT nem de longe, nem remotamente, cogitou retirar a candidatura?

Se quer me criticar, por que que não inverte? Ele perdia em todas as simulações e eu ganhava em todas as simulações.

BBC News Brasil – Tem também o simbolismo da viagem…

Gomes – Deixa eu falar. Em 2014, eu engoli muito cocô com arame farpado para curar a rejeição da Dilma. Foi isso que me pediram para fazer de novo. Em 2010, o Lula inventou a Dilma para continuar mandando no país, botando na Presidência da República uma pessoa que não tinha nenhuma experiência política e eu fui lá e ajudei.

Em 2006, eu tirei minha candidatura e apoiei o Lula na reeleição dele. E não era trivial, não, porque havia o escândalo do mensalão. Essa petezada agressiva agora afrouxou toda, correu todo mundo embora, e eu estava seis e meia da manhã todo dia para esconjurar esse golpe. Em 2002, apoiei o Lula no segundo turno. Não chega, não? Até quando eu vou ter que engolir em nome de uma pseudounidade que essa gente se aproprie o país, roube feito um condenado, se acostume com a vida e as frivolidades da burguesia?

O que aconteceu com o Lula? O Lula se corrompeu. Desculpa, é doído dizer isso, mas o Lula se corrompeu. Ele virou sabe o quê? Um caudilho sul-americano. É o culto à personalidade. Toda a agenda do país agora é refém do egoísmo do Lula.

BBC News Brasil – Questiono a questão da viagem porque, nas redes sociais, o senhor…

Gomes – Se eu fico aqui eu vou explicar por que eu não voto, por que não vou fazer campanha.

BBC News Brasil – Mas tem a questão da…

Bolsonaro na posse

Gomes – Foi o que o Cid fez, o Cid meu irmão. Desculpe te interromper, mas o Cid foi fazer campanha e no primeiro ato de campanha os caras começaram a insultar o Cid. Aí o Cid lembrou que “o Lula estava preso, babaca”. Imediatamente a direita se apropriou [disso].

BBC News Brasil – Da mesma forma que a direita se apropriou da fala do seu irmão, o senhor foi para Paris e essa viagem também foi apropriada. Volta e meia, nas redes sociais, seus críticos dizem “ah, mas o Ciro não estava em Paris?”, o “Ciro voltou de Paris”. Criou-se um bordão em torno disso. O senhor se arrepende de ter escolhido esse destino? De não ter ficado no Brasil?

Gomes – Eu nem fui para Paris, na verdade. Eu aceito para não explicar, porque na verdade fui fazer uma viagem para Portugal, porque saí de Fortaleza, é a passagem mais barata, classe econômica. Enfim, fui para Paris.

Por que eu fui para Paris? Porque eu estou solto, sabe? Eu sou livre, estou na plenitude das minhas franquias cidadãs. E eu não sou obrigado a apoiar ladrão, não sou obrigado a apoiar quadrilha. Não interessa. (…)

Pensam que nosso povo é ignorante? Eu aposto na inteligência do povo. É uma explicação simples. E vocês jornalistas arbitram. Se for verdade o que eu estou falando, é uma fuga dessa petezada maluca, que é coisa igual ao Bolsonaro. Bolsonaro diz as maiores loucuras, os fanáticos dele relativizam e defendem. O PT faz as maiores aberrações, os fanáticos dele relativizam e defendem. Eu não tenho nada com isso.

BBC News Brasil – O senhor acredita, então, que a eleição estava perdida?

Gomes – Eu sei convictamente que estava e tenho todos os números, de todos os institutos de pesquisa demonstrando isso. Antes, não é depois, não. Antes estava tudo evidente. (…) E eu já sabia disso. O que eles queriam, na verdade? Queriam me associar à derrota. Isso é o que eles queriam, porque não pensam no Brasil, não têm o menor compromisso com nosso povo. Eles só pensam na organização deles e pior, para roubar.

BBC News Brasil – Associá-lo à derrota de que forma?

Gomes – Porque se eu assumo ostensivamente o apoio ao Haddad estaria junto com ele derrotado. Isso é o que eles queriam. Simples assim.

BBC News Brasil – O senhor citou a frase “O Lula está preso, babaca”. Em fevereiro, durante um discurso na Bienal da UNE, o senhor criticou os jovens por defenderem políticos envolvidos com corrupção…

Gomes – Eu critiquei os jovens?

BBC News Brasil – O senhor disse que eles defendiam políticos acusados de corrupção.

Gomes – Aquele grupinho que estava ali.

BBC News Brasil – O grupo que estava na UNE.

Gomes – É muito constrangedor você ser jovem a essa altura da vida, num país como o nosso, e obrigar essa garotada a defender corrupção, ladroeira, ou o Palocci é do PV? É da Rede? O Palocci é do PT.

BBC News Brasil – Haddad, com o suporte do Lula, teve 29% de votos no primeiro turno. O senhor não acha que com essa postura o senhor intensifica a divisão da esquerda e favorece a direita?

Gomes – Quem disse que esse PT é de esquerda? É uma pergunta muito simples. O que é ser de esquerda? Olha aqui, eles governaram o Brasil por 14 anos e nós temos o sistema tributário mais regressivo do planeta Terra. Que o inglês fique sabendo que o imposto aqui sobre lucros e dividendos empresariais não existe. Só no Brasil e na pequena Estônia, no leste da Europa, não tem esse imposto. (…)

Onde está o esquerdismo? O Brasil tinha 30% do PIB industrial e hoje é 11%. O Brasil tem a maior crise de endividamento das famílias e das empresas da história. Isso tudo foi político do Lula e da Dilma. Isso não tem nada de esquerda, é populismo, caudilhismo, culto à personalidade.

BBC News Brasil – Onde o PT se encaixaria, então?

Gomes – No Brasil, é tudo fraude. Então, o PT é um partido de centro-direita, na prática. Por quê? Porque aplicou o neoliberalismo e tentou humanizá-lo.

Ciro no pleito de 2018

Não tem nenhuma percepção de estratégia de desenvolvimento. Nenhuma. Tanto que a indústria brasileira era 30% do PIB no ano 1980 e hoje é 11%. São números, pelo amor de Deus. Vamos tentar usar a inteligência, para gente se proteger dessa loucura.

Então o Bolsonaro, um fascista, um projetinho de Hitler tropical, burro que só uma porta, se afirma de centro. Bolsonaro é ultradireita e não é tão ultradireita porque nem liberal é. É um fascista.

BBC News Brasil – E o senhor?

Gomes – Sou de centro-esquerda, a vida inteira.

BBC News Brasil – Nessa última segunda, foi lançado um manifesto em São Paulo, o “Direitos Já!”, para organizar a oposição. Foram 16 partidos, integrantes de vários segmentos sociais reunidos ali, mas o PT não foi. Você é a favor dessa frente de esquerda? E como um representante deveria ser escolhido?

Gomes – A frente não é de esquerda, é uma frente pela democracia.

BBC News Brasil – Mas o senhor é a favor de uma frente de esquerda?

Gomes – Não. Acho que todas as tentativas do PT de anunciar uma frente de esquerda têm dois vícios. Primeiro: não é nenhuma intenção boa do PT de fazer frente de esquerda, eles querem subjugar o pensamento progressista ao pragmatismo deles, ao hegemonismo deles. Sem nenhuma visão de Brasil.

Podemos fazer essa discussão: qual é a visão de Brasil do PT? Qual é a proposta? Qual é a matriz? Qual é o projeto? Para gente poder refletir se isso é progressista radical, progressista moderado, centrista e tal. Não tem esse projeto, nunca teve.

A segunda questão é que o Brasil não cabe na esquerda. Sabe? (…) O PT não entendeu nada do novo Brasil neopentecostal, evangélico e como não tem proposta de esquerda, nenhuma, se refugia no identitarismo. Então tem uma imensa afinidade com as teses identitárias, como se a soma de interesses identitários desse um interesse nacional. Isso não existe.

O que acontece é o seguinte: por que o Crivella em pleno século 21 não só é o prefeito do Rio de Janeiro, já deveríamos parar um pouco para pensar – aliás, lá trás com apoio do PT, aliás foi ministro da Dilma -, mas se lança numa cruzada contra um livro? Em plena Bienal do Livro. Você acha que ele é burro? É que ele está desmoralizado como prefeito, nas tarefas de prefeito, ele está desmoralizado. Então o que está fazendo? Está indo para a questão identitária, para mudar a cabeça do novo, do julgamento de uma administração ruinosa para o paladino da defesa, da moral e dos bons costumes.

BBC News Brasil – Algo semelhante ao que o governo Bolsonaro faria?

Gomes – Rigorosamente a mesma matriz. Eles estão todos imitando. Bolsonaro foi orientado pelo [Steve] Bannon, que veio dos Estados Unidos a serviço do Trump, para cooptar o Brasil através da compra do nosso presidente, da Presidência da República.

BBC News Brasil – O senhor acha que o PT faz algo semelhante?

Gomes – Rigorosamente a mesma coisa. Quantos votos teve a candidata a governadora do Rio de Janeiro nas eleições passadas? Você tem ideia? Rio de Janeiro é a maior concentração de artista por metro quadrado, intelectuais, engenheiros, do Brasil. É a sede da Globo, da ABI, enfim, de tudo o que é progressista.

Sabe quantos porcento PT tirou lá? Dois por cento. Porque a Marcia Tiburi, que é uma figura respeitável, queridíssima e tal, faz apologia do cu na televisão. Eu tenho até vergonha de citar e isso não quer dizer que não haja uma grande interessante questão nesta tese da Marcia Tiburi, mas foi o que dominou o debate no Rio de Janeiro. Você quer uma governadora que faz apologia?

BBC News Brasil – Para o senhor, nessas questões identitárias, PT e Bolsonaro fazem algo parecido.

Ciro Gomes – São rigorosamente as duas faces da mesma moeda. Você vê agora, o Bolsonaro está em crise de popularidade. [Ele diz] “se você falarem mal de mim, o PT vai voltar”. Aí a Gleisi (Hoffmann), presidente do PT, entende a mensagem e diz: “não tenho dúvida, 22 vai ser nós contra o Bolsonaro”.

Porque agora soubemos pela Vaza Jato que, em pleno galope do golpe, o Lula estava conversando com o Michel Temer, como eu sei concretamente. Eu estava lá nas antecedências do impeachment e vi que a petezada estava já entregando a Dilma.

BBC News Brasil – Além das manifestações em redes sociais, que outro tipo de oposição o senhor está fazendo? Que outro tipo de medida o senhor está tomando, se estiver tomando?

Gomes – Eu resolvi fazer o seguinte: para cada crítica, uma proposta concreta, com números, emails, etc. Então, para Previdência Social fui o único que apresentou uma proposta, com os números e tudo. A imprensa não dá a menor bola para isso. (…)

O que estou fazendo? Agora estamos com a questão da reforma tributária. Antes que o governo proponha, eu já estou com todo o desenho, explicando para as pessoas o que representa. (…)

Você não vai ler isso nos grandes jornais, mas na internet eu vou lá, explico. Ainda ontem fiz um seminário e está na internet inteirinho. E a gente ao mesmo tempo trabalha. Isso me dá um trabalho infernal, porque não cai do céu na minha cabeça, tenho que pegar os especialistas, pegar de sete da noite à meia-noite, porque não tenho tempo, viajo, mas estou lutando.

BBC News Brasil – Nessa questão de falta de divulgação das medidas, se a gente for olhar os seus posts…

Ciro Gomes – Está tudo lá.

BBC News Brasil – Ainda existem pessoas que comentam ‘onde estava o Ciro até agora?’ e é um tipo de reação comum. Por exemplo, quando fizemos uma entrevista com a Marina…

Ciro Gomes – Outro dia pedi para minha assessoria mandar uma carta ao professor [Marco Antonio] Villa. Ele disse: “cadê a oposição? Desde a eleição ninguém sabe onde andam os candidatos”.

Caramba, dessa viagem aqui eu vou passar doze dias fora de casa. Doze! Eu vou fazer no fim do ano um levantamento de horas de voo, horas de palestra e quantas pessoas me ouviram diretamente. Vai ficar engraçado…

A pobre da Marina já está perdendo a voz. Ninguém dá voz a Marina, que agora começou com complicação, porque ela perdeu a vênia dada àqueles que têm uma potencialidade, ainda que remota, de ganhar. Muito apressadamente as pessoas estão desconsiderando a possibilidade de a Marina ganhar a eleição, então ela não consegue mais.

A Amazônia numa crise de repercussão global, a voz mais autorizada do Brasil falou pelos cotovelos e cadê? Está onde?

BBC News Brasil – A crítica recorrente é que os candidatos que concorreram com Bolsonaro nas eleições de 2018 não são muito ativos na oposição ao governo. Como o senhor avalia a ação deles e do senhor? Há oposição suficiente?

Ciro Gomes – Não. Por uma razão física e por uma razão subjetiva. Razão física: se o embate é no Parlamento, nós vamos perder todas por três a um ou por quatro a um. Todas. Por quê? Porque fisicamente o resultado da eleição é esse. Bolsonaro, a turma dele e a coalizão conservadora fizeram 400 deputados e nós fizemos 130, em números grossos.

Então, cada proposta, se o embate for dentro do Parlamento, é três a um, quatro a um, contra nós.

Isso é físico. A segunda questão é subjetiva e tem a ver com conteúdo e com meio. Qual é o conteúdo oposicionista que o Haddad conseguirá colocar? Cada vez que o Haddad sai para dizer qualquer coisa, Reforma da Previdência, não sei o quê, a pessoa explode a pergunta na testa dele: por que não fizeram? Catorze anos de governo. (…)

E nós, que temos conteúdo, temos um problema de meio.

BBC News Brasil – O senhor é muito crítico aos eleitores do PT, aos filiados do PT.

Gomes – À burocracia mais do que aos filiados.

Flavio e Carlos Bolsonaro, em foto de 2018

BBC News Brasil – O senhor acha que não está afastando um possível eleitorado em 2022? Se formos pensar, os eleitores de Bolsonaro e Haddad são uma parcela considerável da população. Ao fazer essas críticas num tom duro, que o senhor costuma usar, não existe uma ameaça de isolamento, como aconteceu com a Marina nas eleições?

Gomes – Veja, meu problema é grave. Eu não sou convidado para o banquete, eu sou um penetra. Então eu não critico os eleitores, por isso eu te interrompi, eu não critico os eleitores, eu critico a militância agressiva, a burocracia, enfim.

O que eles estão fazendo? Se você não for petista, você é Bolsonaro. Que conversa é essa? Eu não sou petista nem sou Bolsonaro e quero falar para os 50% de brasileiros que não são petistas nem Bolsonaro.

BBC News Brasil – O senhor sente que já começou a campanha para 2022?

Gomes – Claro. Sem nenhuma dúvida. Pelo menos é assim que todo mundo está agindo, os políticos.

BBC News Brasil – Todos em campanha?

Gomes – E gravemente equivocados. Por isso que eu sou livre. Porque eu acho que, como diz a música brasileira, o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.

Sabe, eu falo a verdade. “Ah, quem é anti-PT não pode falar do Moro!”. Ora, o Moro é criminoso, é um politiqueiro. O Moro passou de qualquer limite do razoável. Sou um profissional de Direito, um professor de Direito. “Ah, então nesse caso você está contra o Moro e a favor do PT”. Não, se tem um brasileiro que sabe que o Lula não tem nada de inocente sou eu. Olha como é difícil minha vida.

BBC News Brasil – O senhor encontrou o Haddad no final de agosto e vocês tiraram uma foto abraçados.

Gomes – Nós somos amigos há muitos anos. Estou dizendo que eu apoiei ele em…

BBC News Brasil – Vocês mantêm uma boa relação?

Gomes – Uma relação ótima. A minha dureza com o Haddad é que ele se prestou ao papel de fraude e isso eu vou dizer com todos os esses e erres. E na campanha se comprometeu com a autonomia do Banco Central, com o movimento autoritário, golpista, de uma constituinte que o Lula mandou ele falar. Ninguém entendeu nada no debate. Eu cobrei isso [dele] só porque nós temos valores. [Perguntei a ele] “Haddad, que história é essa que está no teu programa sobre uma constituinte?”. Ele disse “não, foi o Lula que mandou botar”. Ele disse assim, quase igual com as palavras que eu estou usando.

BBC News Brasil – A deputada Tabata Amaral era vista como uma das principais apostas de renovação do PDT e estava cotada até para disputar a Prefeitura de São Paulo. Depois que ela votou a favor da Reforma da Previdência, sua relação com o PDT e com o senhor foi se desgastando e ela foi suspensa da sigla. O senhor ainda conversa com a deputada? Como vê a atuação dela hoje?

Gomes – Eu não me nego a conversar com ninguém, mas nunca mais houve ocasião para conversarmos. Da última vez que nós falamos, foi ao telefone, em que eu tentei, paternalmente… Porque eu que recrutei a Tabata, eu que abonei a ficha dela, eu que estimulei ela a vir para o PDT. E eu sinto um desgosto muito grande. Não quero comentar mais, quero que ela seja feliz.

Mas é um desgosto muito grande para mim ver que a dupla militância dela pendeu para o lado conservador. E é só isso.

A matriz de economia política que o Bolsonaro sancionou sem acreditar, que é a do Guedes, é neoliberal. E é o neoliberalismo intelectualmente mofado, porque a crise de 2008 já pediu a quem pensa isso seriamente [para ter] nuance.

Então, o Barack Obama reage estatizando o setor de seguros, o Trump está fazendo política industrial e de comércio exterior.

BBC News Brasil – A deputada Tabata disse numa entrevista…

Gomes – Não, vamos mudar de assunto.

BBC News Brasil – É a última pergunta sobre ela. Ela disse que o senhor não pensa tão diferente dela, porque também tinha um modelo de Reforma da Previdência, durante a campanha, e com sistema de capitalização. Por isso, haveria uma contradição da sua parte.

Ciro Gomes – Vai me desculpar, ela estava fazendo uma aposta na ignorância das pessoas, e isso é desonesto. Porque o sistema de Previdência que eu defendia era casado com uma reforma tributária. Eu estabelecia que nós iríamos cobrar um imposto sobre lucros e dividendos que arrecadaria R$ 70 bilhões num único exercício, no primeiro exercício possível, e estabeleceria um corte de 20% nas renúncias fiscais, o que arrecadaria mais R$ 80 bilhões, atenuando o deficit estratégico do país.

E iríamos fazer um sistema de Previdência baseado em três pilares. Um [seria o] de renda mínima, de um salário mínimo para todo brasileiro independentemente de ter podido ou não contribuir, em direção, inclusive, ao futuro do não-emprego, dessa imensa geração de brasileiros que não vai ter nenhuma capacidade de assumir os empregos modernos, por falta de preparo, capacitação e treinamento – ela conhece os números disso; o segundo [seria o] de repartição, com um teto de até R$ 4,5 mil, que tirava 80% das pessoas, e um terceiro pilar de capitalização, público, com contribuição patronal e sob o controle dos trabalhadores.

Isso é o oposto do que ela votou, que era privado, sem controle dos trabalhadores e tirando a contribuição patronal.

Portanto, não é honesto o argumento.

BBC News Brasil – No começo da entrevista, o senhor falou em uma possível renúncia de Bolsonaro, por questões psicológicas. O senhor já disse algumas vezes acreditar que ele não termine o mandato, mas também não apoia um impeachment. Por que acredita nisso?

Gomes – Veja, os políticos perceberam o gravíssimo erro que cometeram no impeachment da Dilma. Por exemplo, o PSDB atirou no pé e acho que para sempre.

O Bolsonaro deve ganhar um lugar aí, junto com o Collor [e a Dilma], entre os três piores governos da história do Brasil. São números, nada subjetivo. Eu estava lá ajudando, trabalhei contra o impeachment, ela é uma pessoa honrada.

Tabata Amaral (à dir)

Estou falando que a economia do Brasil nunca caiu como caiu com ela. É uma coisa concreta, números, para nos proteger do petismo amalucado. Eles mataram a Dilma, esquecem que o Brasil caiu três pontos e meio num ano, que a Dilma explodiu as renúncias fiscais em R$ 84 bilhões e arrebentou as contas do país, que ela botou o (Joaquim) Levy, que botou a taxa de juro em 14,5%, como resposta para uma crise tremenda de que ela não entendeu nada, porque a origem é o fim do financiamento generoso das commodities brasileiras pelo estrangeiro, que sustentavam a farra consumista que o Lula promoveu, pagando isso com minério de ferro, petróleo, tudo muito caro.

Na hora que os preços despencaram, esse modelo de consumismo populista morreu.

BBC News Brasil – O impeachment, então, eles entenderam…

Gomes – Se o PSDB deixasse o tempo influir, teria ganhado as eleições. Ao estabelecer um clima de ódio, rancor e a sensação de golpe para muitos, predispôs o Brasil à negação da política e das suas linguagens, seus limites, seus ritos e deu no que deu: um fascistoide como o Bolsonaro, completamente despreparado, que navegou nessa onda de ódio.

Agora, todo mundo está vendo a mesma coisa: se ele cometer um crime de responsabilidade doloso, não tem conversa, vai para o impeachment. Mas se não cometer, eu, por exemplo, não participarei de nenhum tipo de golpe contra o Bolsonaro. Governo é assim: se a gente elege ruim, a gente aguenta. E no presidencialismo aguenta por quatro anos. Se a gente elege um bom presidente, a gente recebe de volta o acerto do nosso voto. Isso tudo é pedagógico e a gente tem que insistir nesse regime errado, que é o presidencialismo, mas o povo também optou pelo presidencialismo.

Mas as energias que estão se acumulando são tão violentas, aquilo que eu te falei, vem por aí tanta confusão que eu não vejo como o sistema político vai conseguir absorver e o próprio Bolsonaro [também]. Então, o filhinho dele, no momento em que ele fala, está aí causando comoção porque disse que, dentro do ambiente democrático, não é possível fazer as mudanças que o Brasil precisa. Estou pedindo que o Bolsonaro fale claramente sobre isso, porque esse menininho é um percevejo, é irrelevante, fica lá nos problemas de mal-amado dele.

Agora, se é isso que pensa o Bolsonaro, a gente precisa dizer com clareza para ele que a imoralidade do PT nos divide, a agenda de costumes tosca nos divide, mas na defesa da democracia nós vamos tocar fogo na rua, fique seu Bolsonaro sabendo. Na defesa da democracia, vamos encará-lo na linguagem que ele quiser. Ele que não avance na direção disso, porque a minha geração sabe o que custou retomar a democracia e ele se elegeu por conta de democracia.

Se isso também não é a saída, um surto autoritário que quebra as instituições e, portanto, abre uma guerra civil no Brasil, qual é a saída? É a renúncia, na história brasileira. Só três presidentes na democracia terminaram o mandato nesse país.

BBC News Brasil – O senhor acha que um presidente que disse “eu venci, porra”, e faz outras declarações desse tipo, tem probabilidade de renunciar?

Gomes – Provável, não. Como eu lhe disse, é um mero palpite. O que eu não vejo é ele com estrutura. Ele não tem o treinamento, nunca passou por nada parecido em escala laboratorial. Sabe, se você foi prefeito, já administrou ali uma porção de tensões, se foi ministro, já administrou uma porção de conflitos. Então, as emoções ficam um pouco mais postas em perspectiva. E ele deu uma entrevista dizendo que acorda de madrugada chorando. Isso com quatro meses de governo.

Você imagina quando ele não puder botar a cara na rua, por impopularidade. Agora ele ainda tem aí seu 25%, 28%, dizendo que ele é ótimo e bom, que é o pior número para esse período de qualquer governo da história. Então ele dissipou o capital político mágico que o dia seguinte à eleição dá ao eleito, porque o eleito não leva só os dele, ele leva a psicologia de todo mundo. (…)

Aí ele bota a cara na rua e não tem um prêmio de nada. Aí quer fazer uma coisa e o Guedes diz que não porque não vai ultrapassar a lei de responsabilidade fiscal, o teto de gastos, e tal, que vai piorar muito no ano que vem. As universidades todas vão parar, os institutos federais de educação vão parar, os cientistas vão colapsar, por conta da loucura que eles estão fazendo, dessa emenda à Constituição que congela os gastos a valor do ano passado mais o nominal.

Tem a seguinte contradição: hoje tem mais de R$ 1 trilhão no caixa da União e ele não consegue fazer uma pontezinha não sei onde, nada, zero. [Bolsonaro] achando que está trabalhando para melhorar a vida do povo, e o povo vaiando ele onde ele chegar, não vejo como ele aguente.

BBC News Brasil – O senhor fala de um futuro com um provável dilema entre uma renúncia e uma guerra civil, no caso de uma ofensa à democracia. Como o senhor vê o futuro do país sob o governo Bolsonaro? Que legado ele pode deixar para nossa democracia?

Ciro Gomes

Gomes – O Bolsonaro é uma ameaça real à qualidade da nossa vida republicana. Neste momento, eu não o vejo como ameaça à democracia. Acho que o PT fez uma chantagem emocional, de que a eleição do Bolsonaro era uma ameaça à democracia, isso é terrorismo, terrorismo do mais puro. Bolsonaro, até o presente momento, não transgrediu a virtude democrática, o regramento democrático.

A democracia está mal. E não que está mal agora, está mal há muito tempo. Então quando você tem um presidente da República que diz que o presidente da Ancine tem que ser um cara evangélico, ele está violentando tradições republicanas mundiais, universais, iluministas, introduzindo na vida brasileira uma coisa que nós não precisávamos: o fim da laicização do Estado, essa mistura macabra de política com religião, e tudo isso é uma deformação de costumes.

Mas não o vi transgredindo ainda, vamos dizer, o regramento democrático. E nisso nós precisamos fazer uma homenagem ao Congresso brasileiro. Eu tenho tudo contra a maioria que se formou do Congresso pela agenda conservadora, mas o Congresso tem contido o Bolsonaro no ambiente do regramento democrático. (…)

Por isso eu disse hoje: não vou responder a esse percevejo. O menininho parece que não tem o que ver, mal-amado, daquela idade…

BBC News Brasil – O Carlos Bolsonaro?

Gomes – É. Fica ali na internet. Agora a questão é: Bolsonaro, o que o senhor tem a dizer sobre isso? Ele tem a obrigação de dizer: “isso não é o que eu penso, meu compromisso é com a democracia”. Segue o jogo. Agora ele que tente transgredir a democracia para ele ver.

BBC News Brasil – Enquanto isso, Ciro Gomes está em campanha para 2022?

Gomes – Sim e não. Por quê? Eu estou em campanha para criar uma corrente de opinião que mostre ao Brasil a natureza real do nosso problema e um projeto alternativo, que é perfeitamente praticável num país como o nosso. Isto vai ou não levar a uma candidatura? Depende do que vem pela frente.

O que eu quero ser está dito, já tentei ser três vezes. E meu partido quer que eu seja e eu topo ser.

BBC News Brasil – O senhor ainda quer ser?

Gomes – Quero, quero muito. Ainda. Mas vai ser a última vez, com certeza. Se eu ainda for, vai ser a última vez.

Eleita nova diretoria do Conselho da Criança e do Adolescente

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Foi realizada na tarde de quarta-feira (11), na sede da Casa dos Conselhos Municipais, à rua Guanabara, 965, bairro Nossa Senhora das Graças, a eleição da nova diretoria do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA), para o mandato 2019/2020.

Apesar de ser a vez de ocupar a presidência um ou uma representante da esfera governamental, o secretário municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), Claudi Rocha, visando fortalecer a sociedade civil no Conselho, sugeriu, a recondução de Cleyanne Alves, representante do Conselho Regional de Psicologia/24, proposta que foi acatada pelo colegiado.

A nova diretoria deliberada foi a seguinte: presidente: Cleyane Alves, do Conselho Regional de Psicologia (CRP); vice-presidente: Ana Karla Feitoza, da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf); 1ª secretaria: Geruzza, da Associação Casa Família Rosetta e 2ª secretária, Adriana, da Secretaria Municipal de Educação.

O secretário Cláudi Rocha disse que por orientação do prefeito Hildon Chaves, a Semasf trabalha para que o Conselho seja um colegiado forte, em busca do fortalecimento da política municipal dos direitos da criança e do adolescente.

Participaram da eleição como convidados o padre José Geraldo, coordenador das pastorais sociais da Arquidiocese de Porto Velho, o procurador Jorge Luiz, a defensora pública Marilia Reis, candidatos a conselheiros tutelares e membros da comissão eleitoral do processo para o Conselho Tutelar.

Comdecom

Aprovada prioridade de matrícula escolar para filhos de vítimas de violência doméstica

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O Projeto de Lei 8599/17, de autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), havia sido aprovado em março pela Câmara dos Deputados, mas foi alterado pelo Senado.

Os deputados aprovaram uma emenda do Senado para impor sigilo sobre os dados dos envolvidos, a eles tendo acesso apenas os operadores de Direito e os órgãos públicos competentes.

A relatora, deputada Flávia Arruda (PL-DF), disse que o sigilo beneficia a mulher vítima de violência. “Esse sigilo traz benefício e conforto à mulher, que não terá seus dados divulgados, sobre sua localização atual”, disse.

Regras
Pelo texto, os dependentes da vítima terão prioridade de matrícula ou transferência em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio.

A comprovação dessa situação de violência será por meio da apresentação do boletim de ocorrência ou do processo de violência doméstica e familiar em curso.

O juiz que analisa o caso de violência também poderá determinar a matrícula dos dependentes da vítima em instituição de educação básica mais próxima do seu domicílio, ou a transferência deles para essa instituição, independentemente da existência de vaga.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Wilson Silveira

STF mantém execução da condenação do senador Acir Gurgacz

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem quinta-feira (12) manter a execução da pena do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), condenado em 2018 pela Corte a quatro anos e seis meses, em regime semiaberto, por desvio de finalidade na aplicação de empréstimo de banco público.

A defesa do parlamentar protocolou uma revisão criminal para sustentar que Acir teria direito ao julgamento de mais um recurso antes do início do cumprimento da pena. Para a defesa, embora a votação da condenação na Primeira Turma do STF tenha ocorrido por unanimidade, caberia a apresentação de embargos infringentes, pois houve dois votos pela prescrição da pena. Por maioria votos, o plenário entendeu que a revisão criminal não é ação processual adequada para questionar a validade de um novo recurso.

Atualmente, Acir Gurcacz cumpre pena em regime aberto e está em prisão domiciliar, podendo comparecer às sessões da Casa Legislativa.

Gurgacz foi considerado culpado por desviar recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre os anos de 2003 e 2004, quando era diretor da empresa de Viação Eucatur.

Saques do FGTS começam hoje; agências da Caixa vão abrir no sábado

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Começam nesta sexta-feira, 13, os saques de até 500 reais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os primeiros a receber serão os clientes na Caixa Econômica Federal com conta-poupança abertas até 24 de julho e nascidos entre janeiro e abril. Para eles, o crédito é automático, ou seja, cai direto em conta. Também terão os recursos liberados hoje os correntistas nascidos nos quatro primeiros meses do ano, que solicitaram a antecipação do pagamento. As agências vão funcionar por duas horas a mais nos próximos três dias úteis (13, 16, 17) e vão abrir no sábado, 14, em horário especial.

A liberação dos recursos faz parte de medida do governo federal que flexibilizou as regras do saque do FGTS, para estimular o consumo e aquecer a economia. Segundo a Caixa, a previsão é que 5 bilhões de reais sejam liberados nesta sexta, o que significaria o maior pagamento da história do banco via FGTS, segundo o presidente da instituição, Pedro Guimarães.

Além disso, quem retirar o dinheiro continuará a ter direito à retirada integral do valor do FGTS em caso de demissão sem justa causa, além da multa de 40% sobre o valor total.

Os saques irão liberar uma cota de até 500 reais de contas ativas — de contratos de trabalho que estão vigentes — e inativas. Caso a pessoa tenha menos que esse valor na conta, pode sacar integralmente. O limite é por conta. Ou seja, se o trabalhador tiver duas contas, por exemplo, poderá sacar até 1.000 reais, sendo 500 reais de cada uma. Segundo a equipe econômica, a liberação dos saques deve abranger 96 milhões de trabalhadores. Atualmente, há cerca de 260 milhões de contas ativas e inativas no FGTS. Desse total, cerca de 211 milhões (80%) têm saldo de até 500.

Também não é necessário sacar o dinheiro imediatamente no momento da liberação, já que os recursos estarão disponíveis para movimentação até o dia 31 de março de 2020. Quem não deseja sacar os valores deve informar ao banco — o prazo é até 30 de abril de 2020 para solicitar a devolução do crédito ou transferência do valor para outra instituição financeira.

Quem pode sacar hoje

Dinheiro é liberado antes para quem tem conta poupança na Caixa Econômica

Dinheiro será liberado conforme mês do nascimento do correntista

Receberão automaticamente os recursos nesta sexta os cotistas que tem conta poupança na Caixa e nasceram entre janeiro e abril. Para os nascidos entre maio e agosto, o calendário começa em 27 de setembro e para os aniversariantes dos últimos quatro meses do ano, em 9 de outubro.

Para os correntistas da Caixa que nasceram entre janeiro e abril, a solicitação deveria ter sido feita até domingo 8 para que os recursos do fundo fossem depositados nesta sexta-feira, 13. Os nascidos entre maio e agosto tem até o dia 22 para pedir o adiantamento do pagamento que ocorrerá no dia 27. E para aqueles que nasceram nos últimos quatro meses do ano, para receber no dia 9 de outubro será preciso pedir ao banco até o dia 4.

Segundo a Caixa, os correntistas que solicitarem a antecipação após o final do prazo, ainda assim receberão os recursos antecipadamente, mas com 20 até dias de atraso com relação a data original. Portanto, antes dos clientes de outros bancos, mas depois das primeiras datas estipuladas pelo banco. Por exemplo: se o trabalhador nascido em setembro pediu a antecipação no dia 8, o valor cairá na sua conta nesta sexta, 13. Mas se a solicitação for feita depois, a Caixa tem até 20 dias para depositar o dinheiro a que tem direito.

Clientes de outros bancos

No caso dos clientes de outros bancos, a data dos saques também varia de acordo com o aniversário do cotista. O calendário começa em 18 de outubro para os nascidos em janeiro e termina em 6 de março de 2020 para os aniversariantes de dezembro.

Para quem não tem poupança na Caixa 

Trabalhadores com contas ativas e inativas podem pegar o benefício em agências do banco, caixas eletrônicos e casas lotéricas

Horários de funcionamento diferenciado

As agências da Caixa vão funcionar em horário estendido por duas horas nos próximos três dias úteis, começando nesta sexta-feira. Haverá atendimento também no sábado, das 9h às 15h. A operação será avaliada pelo banco, para decidir como procederá nos próximos calendários de saque. O horário de funcionamento vai variar dependendo do expediente atual da agência. Para conferir como funciona a próxima da sua casa, basta localizá-la pelo site da Caixa e conferir na tabela abaixo. Por exemplo: se a agência funciona normalmente das 10h às 16h, nos dias 13, 16 e 17 funcionará das 8h às 16h. De acordo com a Caixa, as unidades terão atendimento exclusivo para realizar o pagamento, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

Horário de funcionamento das agências da Caixa nos dias 13, 16 e 17 de setembro

Banco terá horários especiais para atender cotistas do FGTS

Como verificar saldo

Para saber quanto poderá tirar, a consulta ao saldo é feita por meio do site do FGTS. Para isso, é necessário cadastrar uma senha. Tenha em mãos o número do NIS/PIS. Esse dado pode ser encontrado no Cartão do Cidadão, na Carteira de Trabalho, no extrato impresso do FGTS ou no site Meu INSS. Após informar o número do NIS/PIS, basta clicar em “cadastrar senha”, preencher os dados e fazer o login para acessar a conta. O site vai mostrar informações sobre todas as contas de FGTS que o trabalhador já teve – a cada emprego é criada uma nova para receber os depósitos mensais de 8% do valor do salário. O extrato lista também as contas que já tiveram saques efetuados. Essa opção está disponível na aba “extrato completo”.

Com a mesma senha, é possível checar as informações no aplicativo do FGTS, disponível para celulares com sistema operacional iOS ou Android. No site ou no aplicativo, é possível se cadastrar para receber mensalmente as informações por SMS ou e-mail. A outra opção para consultar os recursos é o papel. A cada dois meses, a Caixa envia para a casa do trabalhador um extrato. Também é possível fazer a verificação em uma agência do banco, mediante a apresentação de documento oficial (RG, CPF e carteira de trabalho).

Saque-aniversário

Após o período do saque imediato, os trabalhadores poderão optar por fazer saques anuais de uma parcela de seu FGTS, chamado de saque-aniversário, que começarão em abril de 2020. A adesão ao saque aniversário não impede o saque imediato, e vice e versa. Se optar pelo saque aniversário, essa modalidade, o trabalhador não poderá sacar o FGTS em caso de demissão sem justa causa. No entanto, a multa de 40% sobre o valor total da conta está mantida. Veja para quem vale a pena mudar para nova modalidade, segundo economistas.

Os aniversariantes do primeiro semestre, no entanto, terão um calendário para fazer o saque: nascidos em janeiro e fevereiro podem efetuar o saque entre abril a junho de 2020; os nascidos em março e abril podem pegar o dinheiro de maio a julho e quem nasceu entre maio e junho pega o dinheiro de junho a agosto. Após junho, os saques poderão ser feitos no mês de aniversário do trabalhador. O saque-aniversário valerá para quem optar por receber parte do FGTS a cada ano. Nesse caso, os interessados em migrar para a modalidade terão que comunicar a decisão à Caixa Econômica a partir de outubro deste ano, no site do banco.

Prefeitura de Jaru não envia representante e Comissão vai a Tarilândia debater fim do Conselho Tutelar

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A Comissão de Defesa da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (CDCAMI) se reuniu extraordinariamente na tarde desta quarta-feira (11), sob a presidência do deputado Alex Silva (Republicanos), com as presenças dos deputados Anderson Pereira (Pros) e Aélcio da TV (PP), para novamente tratar da extinção do Conselho Tutelar do distrito de Tarilândia, em Jaru.

Em junho, uma reunião semelhante ocorreu na Assembleia, mas a prefeitura de Jaru não enviou nenhum representante. “Infelizmente, mais uma vez não apareceram representantes da prefeitura, da Câmara de Vereadores e do Ministério Público local, que estão diretamente envolvidos nessa questão. Queremos ouvir, dialogar, para que possamos contribuir com uma solução para acabar de vez com esse impasse”, disse Alex Silva.

O membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Jaru, Ismar José Kramenauer, disse que “são mais de 8 mil moradores no distrito, distante mais de 80 quilômetros da sede do município. Quando se retiram direitos, quem é mais vulnerável, sofre mais. Ao invés de fortalecer o Conselho, estamos andando na contramão. Como vamos trabalhar na prevenção? Como atuar para orientar as nossas crianças e adolescentes, em relação aos abusos? Prevenção requer trabalho. Sem os conselheiros na localidade, como isso vai ser possível?”.

Segundo Kramenauer, o Conselho Tutelar não deve agir apenas após os crimes de abusos ocorridos. “Pelo contrário, o mais importante papel, ao meu ver, é o trabalho preventivo e de orientação. O Conselho Tutelar é importante, foi instalado no distrito de Tarilândia, a prefeitura teve um aumento de receita, a localidade tem demanda e não se justifica fechar a unidade”, completou.

A Comissão definiu que irá até o distrito, na data prevista de 10 de outubro, para tratar do caso com a comunidade. “É com a finalidade de dialogar que vamos até Tarilândia, para ouvir a população e construir um caminho, para que o Conselho Tutelar não seja fechado”, observou o deputado Anderson.

Alex Silva fez questão de pontuar que a atuação da Comissão, nesse caso e nos demais que aborda, não se trata de politicagem ou manobra, mas de atuação legítima para cumprir a sua atribuição.

“Repito: queremos sempre dialogar, mas por enquanto, ouvimos apenas um lado e não podemos construir uma saída dessa forma. Quero assegurar que cumprimos nosso papel de forma isenta e responsável, não se tratando, de modo algum de politicagem ou perseguição a quem quer que seja, mas sim um trabalho ao alcance de nossa atribuição”, completou Silva.

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO

Fotos: José Hilde-Decom-ALE/RO

Jogos Interescolares da Rede Municipal de Vilhena têm inscrições abertas até dia 13

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Estão abertas desde ontem as inscrições para os Jogos Interescolares da Rede Municipal de Vilhena, organizados pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). As escolas interessadas poderão se inscrever até o dia 13 no evento, idealizado pelo Gerência de Educação Física Escolar da Semed. A expectativa da Prefeitura é que mais de 800 crianças participem do evento esportivo.

 

Destinado às crianças de 9 a 11 anos (nascidas entre 2008 e 2010), o campeonato acontece após estruturação das unidades escolares com materiais esportivos. “A expectativa é grande. Notei uma grande mobilização dos professores e dos alunos para participar do evento. É uma ótima oportunidade para a socialização dos estudantes e a aplicação de valores como respeito, cooperação e colaboração coletiva. Além disso, os alunos da zona rural poderão interagir mais com os da zona urbana”, explica Delcio de Oliveira, responsável pela Gerência de Educação Física Escolar da Semed.

 

Serão disputadas quatro modalidades esportivas, tanto nas categorias feminino como masculino: pipa, queimada, futsal e atletismo (75m, 250m e salto em distância). As medalhas serão entregues pela Secretaria Municipal de Esportes. A abertura do evento acontece no dia 16 de outubro, no Ginásio Jorge Teixeira, às 19h.

 

Colabora também para o evento a cooperativa de crédito Sicoob Credisul, com a doação de camisetas. “Este é um projeto piloto que, se confirmado o sucesso que estamos esperando, poderá expandir no ano que vem. Acreditamos que envolver a comunidade na competição e reforçar as atividades esportivas contribuirá para maior conscientização dos alunos e suas famílias da importância de hábitos saudáveis e do bom convívio em grupo”, explica a secretária de Educação e professora, Vivian Repessold.

 

Os organizadores lembram ainda que a Gerência tem atuado na promoção das atividades esportivas nas escolas municipais para oferecer alternativas de entretenimento e lazer à “geração celular”. Assim, combater o sedentarismo, corrigir a má postura corporal e evitar o crescimento da depressão são objetivos adicionais do evento, bem como descobrir talentos e aptidões esportivas dentre os alunos da rede municipal de Vilhena.

 

Semcom

Médicos questionam informações sobre suposto tratamento de Michael Schumacher

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O suposto tratamento experimental ao qual Michael Schumacher estaria sendo submetido, com a injeção de células-tronco, foi questionado por médicos ingleses. Acidentado em dezembro de 2013, o heptacampeão da F1 teve graves lesões cerebrais e pouco se soube oficialmente desde então. Nesta semana, o jornal “Le Parisien” informou que Schumi, de 50 anos, teria dado entrada num hospital de Paris para receber o tal tratamento, mas nada foi confirmado. Ao jornal Daily Express, a diretora do Centro de Pesquisa sobre Coma do Instituto Neurológico de Milão (Itália), Matilde Leonardi, se mostrou muito cética.

– Não há tratamento experimental com células-tronco que tenha um efeito positivo para pacientes em estado de consciência mínima como Michael Schumacher. As notícias divulgadas sobre o ex-piloto estão apenas alimentando falsas esperanças e iludindo as famílias dos pacientes. Ontem de manhã recebi duas ligações telefônicas de parentes de dois pacientes que queriam informações para permitir que seus filhos acessassem o mesmo tratamento. Eu me vi explicando que não sabemos nada sobre a existência desse tratamento – disse a médica.

Para Leonardi, existe uma precipitação em relação aos tratamentos com células-tronco, e que ainda não é possível confiar numa solução de problemas neurológicos e de medula com esse tipo de abordagem:

– Todos esperamos que sim, mas a verdade é que (o tratamento) não existe, pelo menos por enquanto. Infelizmente, estudos conduzidos com células-tronco para doenças que afetam o cérebro e a medula não deram os efeitos esperados.

Já o professor Brendon Noble, da Fundação Britânica de Células-Tronco, não acredita que o eventual tratamento divulgado tenha a ver com as lesões neurológicas, mas, na melhor das hipóteses, para tratar de alguma outra infecção:

– Eu acho que é improvável, porque foi há muito tempo. A menos que tenha havido algumas complicações. Parece improvável para mim. Mas eu definitivamente não descarto isso. Nós simplesmente não sabemos – disse ele ao “Daily Mirror”.

Por fim, o cirurgião ortopédico da Clínica Regenerativa de Londres, Nima Heidari, caso o tratamento divulgado seja verdadeiro, dificilmente seria aprovado no Reino Unido dada a tramitação demorada.

– Tem que haver evidência suficiente para que ele obtenha o selo de aprovação. Conseguir esse selo de aprovação às vezes requer uma quantidade enorme de investimentos – comentou.

Especulações de visitas

Segundo especulações da mídia inglesa, Schumacher teria sido visitado pelos ex-pilotos franceses Alain Prost e Jean Alesi, além do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, chefe do alemão na fase gloriosa na Ferrari.

No entanto, nenhum desses personagens se pronunciou sobre alguma eventual visita a Schumacher em Paris. Destes, o único que mantém contato regular com o heptacampeão é Todt, que já relatou ter assistido a algumas corridas com Schumi.

PREVENÇÃO Aulas do Proerd são iniciadas em escolas municipais de Jaci

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As escolas municipais Joaquim Vicente Rondon e Cora Coralina, de Jaci Paraná, distrito de Porto Velho localizado a cerca de 90km, iniciaram esta semana as aulas do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Dezenas de crianças receberam camiseta, boné, cartilha e devidas orientações sobre o tema.

Os kits são adquiridos através de recursos próprios da Semed e as aulas são proferidas por policiais militares. Só este ano, a expectativa é que sejam atendidos 5.380 estudantes.

“Nossa meta é alcançar as 39 escolas pactuadas com Programa de Saúde Escolar (PSE). E a função do Departamento de Saúde Escolar (DSE) da Semed é trabalhar com prevenção nas localidades que estão vulneráveis aos efeitos nocivos das drogas lícitas e ilícitas, dando ênfase também, às escolas de Zona Rural”, disse Márcia de Souza, coordenadora do Proerd.

Já parte da programação das escolas há alguns anos, o programa atende crianças de 10 a 14 anos e integra as ações das políticas públicas para melhorar a segurança pública, a educação e a saúde a partir da prevenção ao uso e tráfico de drogas.

De acordo com a secretária adjunta da Semed, Gláucia Negreiros, esse é um esforço cooperativo entre a Polícia Militar, a escola e a família, na tentativa de ensinar aos estudantes, habilidades para tomada de boas decisões. “Com mais esse programa aumentamos nossos esforços para ajudá-los a conduzir suas vidas de maneira segura e saudável”, enfatizou.

São dois meses de aulas que são encaixadas no calendário escolar. Nessas duas escolas de Jaci a formatura está prevista para novembro.

Para o secretário titular da Semed, Márcio Félix, o município entende a grande importância e tem visto resultados com este programa e por isto, todos os anos destina os recursos necessários. “Queremos com essa parceria com a PM e seus respectivos ensinamentos ajudar a construir um mundo no qual os jovens de todos os lugares estejam capacitados para respeitar os outros e para escolherem conduzir suas vidas livre do abuso de drogas, da violência e de outros comportamentos perigosos”, comentou.

Nos próximos dias, a coordenação divulgará a programação para as demais escolas.

Comdecom

Ônibus acessíveis em Rondônia estacionados para reforçar transporte escolar de estudantes com deficiência

Ônibus acessíveis e impressoras Braille reforçam inclusão escolar em Rondônia

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Veículos com elevador, espaço para cadeirantes e dispositivos de segurança reforçam o transporte escolar acessível em Rondônia.
UTI do Hospital Regional de Vilhena é ampliada para 20 leitos

UTI do Hospital Regional de Vilhena é ampliada para 20 leitos

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Estrutura passou de 17 para 20 leitos, recebeu investimento público de R$ 2 milhões e homenageia Guilherme Vacari.
Produtor rural manuseia muda de café clonal em Cacoal durante renovação de lavouras

Café clonal em Cacoal terá 200 mil mudas para produtores rurais

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Distribuição começou com entrega simbólica e deve atender mais de 80 produtores rurais dentro do programa Cacoal + Agricultura.
Exame teórico do Detran-RO sendo agendado online pela Central de Serviços

Detran-RO libera agendamento online do exame teórico para primeira CNH

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Candidatos podem escolher data e horário pela Central de Serviços, sem retornar a uma unidade só para marcar a avaliação presencial.
Saúde bucal em Porto Velho com Unidade Odontológica Móvel entregue para atendimento pelo SUS

Porto Velho recebe Unidade Odontológica Móvel e tecnologia inédita para próteses no SUS

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Atendimento itinerante deve chegar a regiões mais distantes e modernizar procedimentos especializados na rede municipal.