A intervenção artística Rua das Penhas transformou parte da Rua Jamari, em frente à sede do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho. Grafites, pinturas e uma instalação educativa passaram a ocupar o espaço público com mensagens de valorização das mulheres e enfrentamento à violência.
A atividade foi apresentada na terça-feira, 4 de agosto, dentro da programação do Agosto Lilás e dos 20 anos da Lei Maria da Penha. A Rua das Penhas reuniu 13 artistas locais, movimentos sociais e integrantes da rede de proteção, mas não representa uma mudança oficial no nome da via.
Rua das Penhas transforma trecho da Rua Jamari
A Rua das Penhas foi coordenada pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas do MPRO e desenvolvida com coletivos ligados à defesa dos direitos das mulheres. As obras foram distribuídas pelo asfalto e por áreas próximas à sede institucional.
A ocupação cria um percurso visual para pedestres e motoristas. A proposta utiliza a linguagem da arte urbana para aproximar temas jurídicos, sociais e de utilidade pública da rotina das pessoas que circulam pelo local.
Rua das Penhas reforça proteção e canais de ajuda
A Rua das Penhas também apresenta informações sobre o telefone 180. O serviço nacional oferece orientação sobre direitos, informa onde buscar atendimento e recebe denúncias relacionadas à violência contra as mulheres.
O 180 não substitui o acionamento policial quando existe risco imediato ou violência em andamento. Nessas situações, a orientação é ligar para a Polícia Militar pelo 190. A Ouvidoria do Ministério Público de Rondônia recebe manifestações pelo número 127.

A distinção entre os canais ajuda o público a procurar o atendimento adequado conforme a urgência. Orientação, registro de denúncia e resposta policial imediata atendem situações diferentes.
Quem presencia ou enfrenta uma situação de violência deve avaliar o risco e utilizar o canal compatível com a necessidade. Em emergência, a prioridade é buscar proteção e acionar o 190.
Casa de Resistência integra a Rua das Penhas
Uma das estruturas da intervenção é a Casa de Resistência Contra o Feminicídio. A instalação apresenta parte da história de Maria da Penha Maia Fernandes, referências à legislação e informações relacionadas à proteção das mulheres.
A estrutura não funciona como abrigo ou unidade permanente de atendimento. Seu papel é educativo e informativo, permitindo que visitantes conheçam direitos e compreendam a responsabilidade compartilhada do Estado e da sociedade.
Rua das Penhas mantém o debate no espaço público
Ao ocupar uma área de circulação diária, a Rua das Penhas amplia a visibilidade das mensagens e alcança pessoas que talvez não participem de palestras, seminários ou outras atividades institucionais.
A permanência das pinturas prolonga o alcance da ação para além da cerimônia de apresentação. A arte passa a funcionar como uma lembrança pública da necessidade de reconhecer direitos e enfrentar diferentes formas de violência.
A intervenção também aproxima artistas e jovens das iniciativas de proteção às mulheres. A produção cultural comunica informações de utilidade pública e estimula reflexão sem reproduzir ou normalizar situações de agressão.
Com a Rua das Penhas, a Rua Jamari recebe uma ação temporária de conscientização que combina expressão artística, informação sobre direitos e orientação sobre os canais disponíveis para pedir ajuda.




