Rondônia registrou 3.059 procedimentos relacionados à cirurgia de neurólise para complicações neurais da hanseníase desde 2019, segundo dados divulgados pela rede estadual de saúde. O número corresponde a procedimentos realizados e não deve ser apresentado como 3.059 pacientes diferentes.
O acompanhamento especializado ocorre na Policlínica Oswaldo Cruz, em Porto Velho. Quando a avaliação médica identifica necessidade cirúrgica, o paciente pode ser encaminhado ao Hospital de Retaguarda. O fluxo integra o SUS e recebe encaminhamentos de diferentes municípios de Rondônia.
Como funciona a cirurgia de neurólise dentro do fluxo do SUS
A porta de entrada continua sendo a Unidade Básica de Saúde do município. Casos que precisam de avaliação de maior complexidade podem ser encaminhados para a Policlínica Oswaldo Cruz, referência estadual para acompanhamento de hanseníase e possíveis comprometimentos dos nervos periféricos.
Quando há indicação para cirurgia de neurólise, o paciente segue para a unidade responsável pela etapa cirúrgica. Isso não significa que toda pessoa diagnosticada com hanseníase precise passar por operação. A decisão depende das alterações encontradas, da resposta ao tratamento clínico e da avaliação especializada.
Procedimento é indicado apenas em situações específicas
A hanseníase pode comprometer nervos periféricos e provocar alterações de sensibilidade, dor, diminuição da força e limitações funcionais. Em determinadas situações, a cirurgia de neurólise pode ser considerada para aliviar compressão sobre o nervo e ajudar na preservação ou recuperação da função.
A decisão é individual. A cirurgia de neurólise não substitui o tratamento medicamentoso da hanseníase e não deve ser apresentada como cura da doença. O acompanhamento médico continua necessário antes e depois de qualquer intervenção.
Atendimento especializado recebe pacientes do interior
Embora a referência especializada esteja em Porto Velho, o atendimento não é restrito a moradores da capital. Pacientes de outros municípios podem ser encaminhados para avaliação e acompanhamento conforme a necessidade assistencial, mantendo a atenção básica como ponto inicial do cuidado.
Os 3.059 procedimentos relacionados à cirurgia de neurólise acumulados desde 2019 ajudam a dimensionar a atividade da rede, mas não informam o número de pacientes únicos. Uma mesma pessoa pode realizar mais de um procedimento ao longo do cuidado, por isso o dado não deve ser convertido em quantidade de pessoas atendidas.
Diagnóstico precoce ajuda a reduzir complicações
A cirurgia de neurólise integra uma etapa especializada da assistência. Para a população, a orientação principal continua sendo procurar uma UBS diante de sinais suspeitos, como manchas com alteração de sensibilidade, dormência persistente, formigamento ou perda de força muscular.
A hanseníase tem tratamento pelo SUS. Quando existe suspeita de comprometimento neural, a rede pode ampliar a investigação, manter tratamento clínico, indicar reabilitação ou avaliar a necessidade de cirurgia de neurólise, sempre conforme a situação individual e a avaliação da equipe.
Hospital de Retaguarda concentra a etapa cirúrgica
No fluxo informado pela rede estadual, o acompanhamento especializado fica na Policlínica Oswaldo Cruz e a etapa cirúrgica ocorre no Hospital de Retaguarda quando existe indicação. A cirurgia de neurólise é uma possibilidade terapêutica dentro desse percurso e não uma etapa obrigatória do tratamento.
A organização entre atenção básica, referência especializada e hospital permite encaminhar casos de maior complexidade. A indicação de cirurgia de neurólise permanece individualizada, baseada na avaliação clínica e sem substituir o tratamento medicamentoso necessário para a hanseníase.
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Fonte: Sesau. Via: Secom / Governo de Rondônia. Fonte complementar: Ministério da Saúde.




