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sexta-feira, setembro 11, 2026

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Petróleo Brent segue acima de US$ 100 com tráfego reduzido no Estreito de Ormuz

O petróleo Brent segue acima de US$ 100 por barril em meio à tensão nas rotas energéticas do Golfo. Na referência mais recente consultada pelo TVdoPOVO, a Reuters registrou o Brent novamente em alta, reforçando a volatilidade do mercado.

O movimento ocorre junto com um tráfego muito reduzido no Estreito de Ormuz. Dados preliminares de rastreamento apontaram apenas sete travessias na quarta-feira (9), contra 12 no dia anterior e média de 14 nos dez dias anteriores. O corredor, porém, não está fechado.

Por que o petróleo Brent segue acima de US$ 100

A cotação do petróleo Brent responde ao receio de novas interrupções de oferta, ataques contra embarcações e dificuldades logísticas em rotas importantes do Oriente Médio. O valor muda ao longo do pregão e qualquer número exato deve ser entendido como uma fotografia daquele momento, não como preço fixo do dia.

Na atualização mais recente consultada, a Reuters mostrava o Brent próximo de US$ 109 por barril. O patamar acima de US$ 100 é mais importante para esta reportagem do que uma cotação isolada, porque evidencia a permanência da pressão no mercado internacional.

Esse cenário pressiona inflação, transporte e derivados, mas alta do petróleo Brent não significa reajuste automático nas bombas brasileiras.

Como está o tráfego no Estreito de Ormuz

Segundo dados citados pela Reuters, sete embarcações foram registradas atravessando Ormuz na quarta-feira. Quatro saíram pelo estreito e três entraram. O levantamento não registrou navio-tanque de gás natural liquefeito naquele recorte.

A contagem é preliminar, e navios com transponders desligados podem ficar fora do rastreamento.

A distinção é importante: tráfego muito reduzido não é sinônimo de fechamento. Há petroleiros e outras embarcações atravessando o corredor, embora em volume bastante inferior ao observado antes da crise.

Ormuz não está fechado
O dado de sete travessias é preliminar e mostra um fluxo muito reduzido. Há embarcações atravessando o estreito, e navios com transponders desligados podem não aparecer no levantamento.

Por que Ormuz é estratégico para o mercado de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte relevante das exportações de grandes produtores do Oriente Médio. Por isso, riscos na passagem repercutem rapidamente sobre o petróleo Brent.

Dados da U.S. Energy Information Administration mostram a importância do corredor. Há rotas alternativas por oleodutos, mas elas não substituem integralmente o fluxo de Ormuz.

Faixa editorial sobre petróleo Brent acima de US$ 100 e tensão no Estreito de Ormuz
Mercado acompanha o Brent acima de US$ 100 com fluxo marítimo reduzido no Estreito de Ormuz. Arte editorial / TVdoPOVO.

Como a pressão do petróleo Brent chega ao Brasil

O mercado brasileiro de combustíveis continua ligado às cotações internacionais, ao câmbio e aos custos de importação, especialmente no diesel.

O Ministério da Fazenda informou que mais de 25% do diesel consumido no país é importado. O governo relacionou a alta internacional do petróleo e dos custos de refino às medidas temporárias anunciadas para gasolina, etanol e diesel.

As medidas buscam amortecer o choque externo e não significam desabastecimento no Brasil.

O que isso pode significar para Rondônia

Rondônia é sensível a combustíveis e fretes por causa das distâncias rodoviárias e do peso do transporte na agropecuária. Uma alta persistente do petróleo Brent pode ampliar essas pressões.

Isso não permite atribuir uma alta específica em Porto Velho ou outros municípios à crise em Ormuz. O preço final envolve vários componentes.

Também não há, nas fontes consultadas para este fechamento, confirmação de desabastecimento no Brasil ou em Rondônia provocado pela redução do tráfego. O ponto central é de risco e pressão potencial, não de falta de combustível já constatada.

Fonte: AgoraRO

Via: Reuters

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