O petróleo Brent segue acima de US$ 100 por barril em meio à tensão nas rotas energéticas do Golfo. Na referência mais recente consultada pelo TVdoPOVO, a Reuters registrou o Brent novamente em alta, reforçando a volatilidade do mercado.
O movimento ocorre junto com um tráfego muito reduzido no Estreito de Ormuz. Dados preliminares de rastreamento apontaram apenas sete travessias na quarta-feira (9), contra 12 no dia anterior e média de 14 nos dez dias anteriores. O corredor, porém, não está fechado.
Por que o petróleo Brent segue acima de US$ 100
A cotação do petróleo Brent responde ao receio de novas interrupções de oferta, ataques contra embarcações e dificuldades logísticas em rotas importantes do Oriente Médio. O valor muda ao longo do pregão e qualquer número exato deve ser entendido como uma fotografia daquele momento, não como preço fixo do dia.
Na atualização mais recente consultada, a Reuters mostrava o Brent próximo de US$ 109 por barril. O patamar acima de US$ 100 é mais importante para esta reportagem do que uma cotação isolada, porque evidencia a permanência da pressão no mercado internacional.
Esse cenário pressiona inflação, transporte e derivados, mas alta do petróleo Brent não significa reajuste automático nas bombas brasileiras.
Como está o tráfego no Estreito de Ormuz
Segundo dados citados pela Reuters, sete embarcações foram registradas atravessando Ormuz na quarta-feira. Quatro saíram pelo estreito e três entraram. O levantamento não registrou navio-tanque de gás natural liquefeito naquele recorte.
A contagem é preliminar, e navios com transponders desligados podem ficar fora do rastreamento.
A distinção é importante: tráfego muito reduzido não é sinônimo de fechamento. Há petroleiros e outras embarcações atravessando o corredor, embora em volume bastante inferior ao observado antes da crise.
Por que Ormuz é estratégico para o mercado de petróleo
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte relevante das exportações de grandes produtores do Oriente Médio. Por isso, riscos na passagem repercutem rapidamente sobre o petróleo Brent.
Dados da U.S. Energy Information Administration mostram a importância do corredor. Há rotas alternativas por oleodutos, mas elas não substituem integralmente o fluxo de Ormuz.
Como a pressão do petróleo Brent chega ao Brasil
O mercado brasileiro de combustíveis continua ligado às cotações internacionais, ao câmbio e aos custos de importação, especialmente no diesel.
O Ministério da Fazenda informou que mais de 25% do diesel consumido no país é importado. O governo relacionou a alta internacional do petróleo e dos custos de refino às medidas temporárias anunciadas para gasolina, etanol e diesel.
As medidas buscam amortecer o choque externo e não significam desabastecimento no Brasil.
O que isso pode significar para Rondônia
Rondônia é sensível a combustíveis e fretes por causa das distâncias rodoviárias e do peso do transporte na agropecuária. Uma alta persistente do petróleo Brent pode ampliar essas pressões.
Isso não permite atribuir uma alta específica em Porto Velho ou outros municípios à crise em Ormuz. O preço final envolve vários componentes.
Também não há, nas fontes consultadas para este fechamento, confirmação de desabastecimento no Brasil ou em Rondônia provocado pela redução do tráfego. O ponto central é de risco e pressão potencial, não de falta de combustível já constatada.
Fonte: AgoraRO
Via: Reuters





